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mikec

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  1. Não acompanhei as últimas 4 temporadas que saíram, mas a 4ª é absolutamente incrível. É a minha favorita.
  2. http://www.dgsi.pt/jtrp.nsf/56a6e7121657f91e80257cda00381fdf/3a407925bcab3a7b802588160048cc8e?OpenDocument Para quem quiser ler o acórdão na íntegra. Realço estas partes: "Desde há cerca de 50 anos que a ofendida é vitima de violência doméstica por parte do arguido, que lhe dirige insultos, a difama e a força a ter relações sexuais." "O arguido, apesar dos problemas de saúde de que padece, ingere diariamente bebidas alcoólicas em excesso." "No dia 1 de Novembro de 2021, pelas 15h20m, no interior da residência, o arguido, mais uma vez, insultou e agrediu fisicamente a ofendida, puxando-lhe os cabelos e apertando-lhe o pescoço e dizendo-lhe “sua p*ta, sua vaca, andas a trair-me;” "Já na presença das autoridades o arguido disse” és uma cabra, vou-te matar” e, de seguida, avançou na direção da ofendida e desferiu-lhe empurrões, não tendo logrado agredi-la por ter sido algemado pelos OPC." "No percurso até ao Posto da GNR por várias vezes o arguido disse que haveria de matar a ofendida." "O arguido quis insultar e agredir a ofendida, sua cônjuge, provocando-lhe receio e fazendo-a viver em constante sobressalto servindo-se da privacidade da residência familiar para o efeito, pretendendo que a mesma se sentisse menorizada e humilhada, o que conseguiu, bem sabendo que a afetava na sua saúde física e psíquica, querendo ainda atingi-la na sua dignidade enquanto ser humano, o que logrou, Agiu de forma livre, deliberada e consciente." "Se o crime é grave em termos legais a ponderação dos factos restritos nos termos elencados retira-lhe muita dessa gravidade legal; depois há que ponderar a situação concreta do arguido (doente cancerígeno – próstata e pulmão - ingestão de bebidas alcoólicas e o relacionamento sexual do casal ou a ausência deste por parte da esposa – relevando aqui a diferente natureza do homem e da mulher em função da idade e da apetência para o acto (fls. 106), que em face duma ausência de conhecimento ou deficiente compreensão de tal fenómeno, leva a conflitos entre os casais e a eventuais acusações de infidelidade, como parece ser o caso, face ao nível cultural dos intervenientes), a situação de surdez do arguido, o que tudo o induz a um sentimento de menoridade (e quiçá de inutilidade, afectando a sua auto-estima) e ainda o sentimento que os autos revelam, traduzidos numa alteração comportamental do arguido que o próprio despacho descreve e a certidão junta confirma, tendo a ofendida revelado querer continuar cuidar do arguido, não querer julgamento nem o prosseguimento do processo e querer a suspensão provisória do processo. este ter alterado a sua conduta, e em face de tais dados não se mostra que as medidas pedidas pelo Mº Pº sejam ainda comunitariamente suportáveis." "Nenhum dado nos é dado que permita concluir que o arguido pode ser afastado da sua habitação porque tem condições (pessoais, económicas, patrimoniais) para cumprir essa medida, sendo que sabemos que o filho mora longe (...) e desconhece-se inclusive se permitiria ali a sua presença ou se tem condições para o efeito ou autoriza a instalação de meios de controle eletrónico. Assim as medidas propostas não se revelam em concreto necessárias e adequadas nem proporcionais às sanções que previsivelmente lhe seriam aplicadas, atento todos os circunstancialismos que o processo documenta quer relativos ao ilícito, quer às condições do arguido quer à situação da vitima, relevando aqui em especial a vontade e conduta da ofendida em relação ao arguido, sendo que o alerta policial a que se refere o despacho recorrido, se releva constante e efetivo em face das apresentações periódicas perante a autoridade policial impostas ás 2ªs, 4ªs e 6ªs feiras."
  3. Isto já aconteceu e certamente que voltará a acontecer: https://www.publico.pt/2022/02/03/politica/noticia/chumbado-tres-vezes-kruz-abecasis-demorou-tres-anos-ate-vice-ar-1994203 https://expresso.pt/politica/2022-02-06-quando-abecasis-foi-derrotado-pela-sanguessuga-e-outras-historias-de-votacoes-da-mesa-do-parlamento
  4. Pois, mas isso em si é um critério extremamente pessoal e difícil de aplicar à generalidade das pessoas, uma vez que cada um terá o seu momento que funciona como limite. Relativamente à piada do Chris Rock. Eu percebo perfeitamente que a Jada tenha ficado chateada. Assim como o Will. Assim como todos em casa. Ficar chateado com anedotas é algo perfeitamente normal. Mas para mim o único limite que existe é o limite imposto pela comunidade, que é atingido através da resposta que cada pessoa dá à pergunta: "Eu acho graça a isto?". Parece-me que é o único critério possível que funciona como limite para o humor. Se certa piada não funciona, os próprios comediantes acabam por fugir de determinado assunto.
  5. Não sou o Ghelthon, e peço desculpa por me estar a meter assim, mas qual seria o teu problema com uma piada desse cariz feita nos Oscars? A piada em si? A piada ser feita numa cerimónia como esta? A piada mais o facto de ser sobre um acontecimento que ainda está a decorrer? É que sempre foram feitas piadas sobre guerras e acontecimentos vergonhosos da história da humanidade.
  6. Pois, se foi em 2019, então deve ter sido nas eleições ucranianas. Por alguma razão li 2018 em vez de 2019 e fiquei confuso. Ainda assim, não consegui encontrar nenhuma notícia que confirmasse aquilo que o @HappyKing referiu. Encontrei, contudo, esta: https://www.france24.com/en/20190329-russia-based-ukrainians-miss-out-vote-amid-conflict Não está diretamente relacionado com o que está em causa, mas pelos vistos não abriram mesas de voto na Rússia para os ucranianos poderem votar.
  7. A única coisa que encontrei relacionada com isso foi aqui: https://www.rferl.org/a/ukraine-russia-voting-blocking-security/29106771.html Mas pelo que percebi da notícia, terão havido alguns cidadãos russos a residir na Ucrânia que não puderam votar nas eleições presidenciais russas. EDIT: mais uma notícia https://www.reuters.com/article/us-russia-election-ukraine-idUSKCN1GS29T
  8. Algo que o Pedro Mexia também disse no Governo Sombra desta semana é que durante muito tempo só houve 4 partidos na Assembleia da República, partidos esses que respeitavam, pelo menos, o atual sistema constitucional. Agora a realidade é outra, e a realidade é que o terceiro maior partido opõe-se de forma declarada ao atual sistema. Como é que é possível ter como vice-presidente da Assembleia alguém que é ideólogo do programa do Chega, programa esse que quer acabar com o atual sistema? Confesso que tenho bastantes dificuldades em perceber figuras como o João Miguel Tavares que, aparentemente, não simpatizam com Diogo Pacheco Amorim, mas aceitam a sua eleição para evitar uma vitimização do Chega. Se seguirmos esse pensamento, então qual é o limite? PS: respondendo à tua pergunta: https://www.publico.pt/2022/02/03/politica/noticia/chumbado-tres-vezes-kruz-abecasis-demorou-tres-anos-ate-vice-ar-1994203 https://expresso.pt/politica/quando-abecasis-foi-derrotado-pela-sanguessuga-e-outras-historias-de-votacoes-da-mesa-do-parlamento/
  9. Não me lembro do RAP ter dito isso, mas o Pedro Mexia também disse algo à volta de "Quem normalizou o Chega foi o Tribunal Constitucional".
  10. Daquilo que leio pelo fórum, não me parece que haja alguém que defenda as atitudes do Luís Gonçalves e mesmo os adeptos mais doentios do Porto reconhecem que ele é alguém que está constantemente a picar. O Luís Gonçalves tem esta postura nojenta em todos os jogos e como adepto do Porto só me envergonha. Independentemente disso tudo, a postura do Tabata também não foi correta. Se o Luís Gonçalves já tem mais idade e devia controlar-se, o mesmo pode ser dito do Tabata que é um rapaz que está no topo da sua capacidade física e devia ter a noção que empurrar alguém de 60 anos da forma que ele empurrou não é correta. Acho que podemos todos concordar que nenhum esteve bem nesta situação, tendo o Luís Gonçalves a agravante de já ser um comportamento recorrente. Claro que por mim o Luís Gonçalves já tinha sido afastado do relvado há muito tempo, mas infelizmente ele vai andar por aí muito tempo.
  11. Quando referi compaixão era relativamente a ele e aos seus familiares. Ainda assim, tu perguntaste em específico pelo Breivik. Pelo Breivik não tenho. Por este tenho, de acordo com tudo o que sabemos e não sabemos até agora. A parte dos familiares era relativamente àqueles que não conseguem demonstrar compaixão pelo rapaz, poderiam ter pelos familiares do mesmo e através dessa compaixão, limitarem o tipo de comentários que fazem. Penso que isto já tinha ficado claro no primeiro post... Dizer que ele só não cometeu o crime porque foi impedido está tão certo como dizer que ele podia ter desistido antes de o fazer.
  12. O caso do Breivik aconteceu em 2011. Foi condenado e no processo considerou-se que ele não padecia de qualquer tipo de distúrbio mental e estava no pleno das suas capacidades. Aqui estamos perante um caso de um jovem que foi detido ontem. Ninguém sabe de nada. O processo certamente que será longo. Certamente que se irão realizar muitas perícias acerca da personalidade do rapaz. Para além do facto deste rapaz não ter cometido nenhum dos atos que, até ver, planeava praticar. Por isso, acho que neste momento toda a gente devia ter compaixão, mesmo que não fosse pelo miúdo, pelos familiares que de certeza que devem estar numa situação horrível. Por estas razões, ainda que as pessoas não consigam demonstrar compaixão, deveriam, pelo menos, ter algum auto-controlo no tipo de comentários que fazem. Resumindo: Breivik, não. Neste, sim.
  13. Pronto, então reconheces que se fosse teu filho, poderias ter falhado como pai. Uma coisa que pode ter acontecido precisamente neste caso. Algo na educação do miúdo pode ter falhado e nós não sabemos o quê, porque a realidade é muito mais complexa do que aquilo que aparenta ser. Por causa de coisas como esta é que citei aquele teu post. Eu não estou à espera de mudar a opinião de quem quer que seja, mas pareceu-me que a tua posição inicial (expor a vida do rapaz) era irrefletida e não teve em conta muitos outros fatores. E só para terminar, o linchamento público pode ter consequências gravosas. Demonstrar compaixão nem por isso.
  14. Com todo o respeito, mas um post destes é a maior desconsideração que se pode ter relativamente à discussão que se teve nas últimas páginas. Eu não sei, nem ninguém aqui sabe como é que é o rapaz. Ninguém sabe se ele está completamente são, ninguém sabe se ele sofre de algum problema, ninguém sabe rigorosamente nada. E eu tenho a certeza absoluta que os utilizadores que alertaram para eventuais problemas também sabem isso. E precisamente por não se saber nada é que a maioria das pessoas devia abster-se de fazer juízos sobre o rapaz. E já que estás preocupado se fosse connosco, convido-te a fazer o exercício de outra forma. E se este rapaz de 18 anos fosse teu filho? E de repente tivesses metade de um país a insultá-lo do piorio? As pessoas têm liberdade para dizer o que quiserem, mas convinha perceber que entre o preto e o branco há muitas cores. Se o Porto ganhar logo à noite pode ser que deixe de ser mero espectador do fórum. :mr_green:
  15. O @Duda34 acabou por dizer algo que eu ia dizer! Só tens de me dizer a data porque sem estudo não faço nada! O teu post começa logo com uma ideia errada. Dizer "é sinal que nunca vos tocou na pele" é algo absolutamente irrelevante. Se há área do Direito que tem de agir livre de qualquer propósito vingativo é o Direito Penal. O que seria de um sistema penal onde o julgador devesse atender aos sentimentos dos ofendidos? Certamente um sistema penal que violaria aquele que é dos princípios mais importantes. O princípio segundo o qual a pena não pode ser superior à culpa do arguido. Caso contrário, de acordo com os ofendidos, era sempre aplicada a pena máxima. Em seguida, achas que não devemos tentar recuperar os criminosos. Então devemos fazer o quê? O propósito de ressocializar os reclusos não exclui a proteção das vítimas nem é qualquer tipo de desconsideração para com estas. Uma não exclui a outra. Para além do mais, só através da ressocialização é que podemos proteger futuras vítimas, porque, eventualmente, o arguido vai regressar à liberdade. Qual era a solução? Prisão perpétua pelo sim pelo não? Btw, @Alvin Kamara uma pessoa de 18 anos não é considerada um miúdo, mas queria só dizer que existe uma atenuação especial da pena quando o agente do crime tenha entre 16 e 21 anos.
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