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WikiLeaks

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Então mas para saber os segredos dos países fala-se em liberdade de expressão, mas para se saber os segredos da origem da informação já não interessa? Então como é afinal? :lol:

 

EDIT: Fiquei a matutar no meu post e não fez grande sentido, dá uma má ideia do que quis dizer. Quero eu dizer que acho piada que se possa, à luz da liberdade de expressão, explorar os segredos diplomáticos dos países, mas se reclame por se perguntar pelos bufos. Se a informação é universal como li algures, essa também devia ser.

 

Mas não acho que se devam revelar as fontes, obviamente.

Editado por BlackHawk

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Agora para mostrar transparência e um certo sentimento de verdade era de homem revelar as fontes

 

As fontes deles foram um tipo do Exercito norte americano,que já está sob custodia militar.Esse ou passa o resto da vida na prisão ou é executado.

Editado por RuiBK

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Opá fodassse isto chegou a um nível surreal. Revelar fontes? Uma organização que promete a quem contribui com informação o seu anonimato, de forma a facilitar o conhecimento de assuntos sensíveis, ia revelar as suas fontes? Rinkices...

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O Manning, um soldado US no Irak é a leak. Estava farto de ser gozado por ser gay e vingou-se.

 

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Esses cables sao uma viagem passionante na geopolitica mundial.

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Agora para mostrar transparência e um certo sentimento de verdade era de homem revelar as fontes

 

isso teria sentido se o Assange postasse os cables no cmpt.

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O Manning, um soldado US no Irak é a leak. Estava farto de ser gozado por ser gay e vingou-se.

 

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Esses cables sao uma viagem passionante na geopolitica mundial.

 

O que é que aconteceu ao "don´t ask, don´t tell"? :mrgreen:

 

 

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Rei :prayer:

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O que os cables vêm mostrar é que aquele velho clichê de que os EUA são os "policias do mundo" até está bem correcto. Metem-se e tentam interferir em todos os assuntos, quer de politica externa ou interna, de países soberanos. E não estamos só a falar de nações do 3º mundo, em Espanha por exemplo reunem-se com a oposição ao governo, reunem-se com as alternativas dentro do maior partido de oposição, tentam condicionar negocios do estado, tentam condicionar a justiça, etc, etc. É surreal.

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O que os cables vêm mostrar é que aquele velho clichê de que os EUA são os "policias do mundo" até está bem correcto. Metem-se e tentam interferir em todos os assuntos, quer de politica externa ou interna, de países soberanos. E não estamos só a falar de nações do 3º mundo, em Espanha por exemplo reunem-se com a oposição ao governo, reunem-se com as alternativas dentro do maior partido de oposição, tentam condicionar negocios do estado, tentam condicionar a justiça, etc, etc. É surreal.

 

eu gostava era de ver cables dos States no fim do Estado novo e de '75.

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O que os cables vêm mostrar é que aquele velho clichê de que os EUA são os "policias do mundo" até está bem correcto. Metem-se e tentam interferir em todos os assuntos, quer de politica externa ou interna, de países soberanos. E não estamos só a falar de nações do 3º mundo, em Espanha por exemplo reunem-se com a oposição ao governo, reunem-se com as alternativas dentro do maior partido de oposição, tentam condicionar negocios do estado, tentam condicionar a justiça, etc, etc. É surreal.

Todos tentam de uma maneira ou de outra. Sobretudo se são super potências.

Os países mais desenvolvidos da Europa não tentam agora interferir na nossa política?

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O 4chan está down :medinho:

Já não está. :mrgreen:

 

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Dilma Rousseff "organizou assaltos a bancos"

 

A diplomacia norte-americana afirmou em telegrama confidencial de 2005, revelado pelo Wikileaks, que a presidente eleita do Brasil "organizou três assaltos a bancos", noticia hoje a imprensa local.

 

Numa outra acção durante o regime militar brasileiro (1964-1985), quando Dilma atuou em grupos de esquerda, a presidente eleita teria planeado um assalto ao cofre particular do ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros.

 

Dilma Rousseff nega ter participado de acções armadas quando actuou em organizações de esquerda contra a ditadura militar brasileira. Nos telegramas da diplomacia norte-americana, revelados pela organização WikiLeaks e publicados pela imprensa brasileira, há especulações sobre a personalidade da então ministra do Governo do presidente Lula da Silva e sobre os seus problemas de saúde (Dilma teve cancro linfático).

 

"Ela [Dilma] gosta de cinema e de música clássica. Perdeu peso recentemente, de acordo com relatos, depois de ter adoptado a mesma dieta do presidente Lula", diz um trecho de um dos telegramas. Num outro relato, a diplomacia faz um alerta sobre a sua "fama de ser teimosa, uma negociadora dura e detalhista". E também ao cancro linfático de que Dilma Rousseff sofreu.

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Realmente uma coisa incrível, uma super-potência influenciar a politica de vários países. Alias, uma das práticas que um pais usa para se tornar super-potência nem é a influência politica/militar, nem nada semelhante.

 

Até porque se comprova hoje mesmo que a ausência de tantos países da atribuição do Nobel da Paz nem é pela influência da China.

 

Eu diria até mais, é histórico. É que nem a Venezuela e Brasil influenciam o seus vizinhos sul-americanos, nem o Irão os seus vizinhos muçulmanos, nem a Rússia influência países como a Bielorrussa e tenta minimizar a ocidentalização da Ucrânia e Deus me livre de pensar que a China tenta influenciar seja quem for.

 

Cá para mim, em vez de querer fazer disto um "Breaking News" e meter todos os historiadores no hospital por uma crise de riso, acho normal quer seja feito pelos USA, UE, China, Irão, etc...

 

Indo mais longe, mais do que normal, é natural que as potências tentem influenciar o mundo à sua volta. Sempre foi assim e sempre será.

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Chantagem ajuda Pfizer a evitar responder perante a Justiça

Onze crianças mortas e muitas outras com sequelas para o resto da vida valeriam um processo judicial contra a maior multinacional farmacêutica mundial, a Pfizer, não fora um acordo negociado com o Governo da Nigéria, condicionado por uma chantagem cirúrgica, que permitiu a impunidade do crime.

 

O caso foi dramático e resultou na morte de onze crianças nigerianas e em sequelas graves em muitas outras que foram objecto de experimentação de um então novo medicamento contra a meningite da Pfizer, o Trovam. Mais de 200 famílias nigerianas denunciaram que o seu país foi um banco de ensaio para este medicamento, com os filhos a serem as cobaias da multinacional.

 

A toda-poderosa multinacional do sector farmacêutico, Pfizer, conseguiu evitar sentar-se no banco dos réus em dois processos judiciais, um civil e outro penal, graças a um acordo a que conseguiu chegar com o governo nigeriano para o pagamento de uma soma de 57 milhões de euros destinados a indemnizar as famílias.

 

O escândalo era já conhecido e o seu epílogo também. O que não era do domínio público foram os estratagemas e as manobras levadas a cabo pela Pfizer para forçar esse acordo.

 

Os meandros tenebrosos do acordo foram agora conhecidos através do site Wikileaks - que ultimamente tem revelado comunicações consideradas secretas não só pelos Estados Unidos como também por outros países - de comunicações com origem na embaixada estadounidense em Abuja, na Nigéria.

 

Fica-se a saber que foram muitas as manobras engendradas e promovidas pela Pfizer para conseguir que o Fiscal-Geral da Nigéria (o equivalente ao Procurador-Geral da República) deixasse cair o assunto, permitindo o arquivamento dos processos judiciais. Nem todas essas manobras foram muito lícitas, como por exemplo, a contratação de detectives privados que investigaram a vida pessoal do Fiscal à procura de actos ilícitos, nomeadamente de corrupção, que entregues posteriormente à comunicação social local serviriam como meio de pressão sobre o responsável pela acusação pública.

 

Fica-se a saber, de acordo com as revelações do site Wikileaks, que no dia 20 de Abril de 2009 houve uma reunião na Embaixada dos Estados Unidos entre membros do departamento de economia da representação diplomática e o responsável da Pfizer na Nigéria, Enriço Liggeri. Foi nessa reunião que o responsável da farmacêutica anunciou ter contratado os detectives para investigarem a vida privada do Fiscal-Geral com vista a obrigarem-no a abandonar o caso.

 

“Digo que os detectives da Pfizer passaram a informação aos periódicos locais (…) Uma série de artigos pormenorizando os presumíveis laços de [Michael] Aondoakaa com casos de corrupção foram publicados em Fevereiro e Março”, contam os diplomatas dos Estados Unidos de acordo com o citado telegrama da Wikileaks.

 

“Liggeri manteve que a Pfizer tinha mais informações contra Aondroakaa e que os seus companheiros o pressionaram para deixar o assunto por medo a que saíssem mais artigos”, acrescenta a fonte.

 

Nesse telegrama, agora tornado público pelo site de Assange, fica também a conhecer-se um encontro entre o embaixador dos EUA, Sanders, com os advogados da farmacêutica, Joe Petrosinelli e Atiba Adams.

 

Os causídicos revelaram ao representante dos EUA que as negociações mantidas com o Fiscal-Geral estavam praticamente terminadas. A Pfizer acordara pagar 75 milhões de dólares. 10 milhões de dólares de custas judiciais, 30 milhões de dólares para o Governo da Província de Kano, na Nigéria, e outros 35 milhões para indemnizar as famílias que reclamassem danos provocados pelo medicamento experimental.

 

Um antigo Presidente da República da Nigéria, Yakubu Gowon, teve participação nas negociações que evitaram que Pfizer se sentasse no banco dos réus. A crer nas informações disponibilizadas pelo Wekileaks, foi ele que convenceu o Governador de Kano, Mallam Ibrahim Shekaru a interceder junto do Fiscal-Geral para que este baixasse da verba de 150 milhões de dólares que exigia para os 75 milhões, ou seja metade.

 

Foi ainda Gowon que usou a sua influência pessoal na Presidência da República para convencer o então Presidente da República, Yar´Adua, falecido em Maio de 2010, para o encerramento dos dois processos um civil, outro penal, que corriam contra a Pfizer.

 

A Pfizer está preocupada essencialmente com a sua imagem na Nigéria. Considerada pela multinacional como um mercado crescente para os seus produtos era para esta essencial deixar para trás este assunto incómodo e assim reconstruir a sua imagem enquanto empresa.

 

A experimentação do novo medicamento contra a meningite, ministrado a crianças nigerianas, tem contornos graves de violação das normas éticas.

 

As experiências com o Trovan ultrapassam as meras suspeitas. Juan Wlaterspiel era um médico da Pfizer. Insatisfeito com a forma como a empresa conduzia as experiências, o investigador entrou em contacto com a direcção nacional da Pfizer a quem denunciou a violação de normas éticas no ensaio clínico.

 

Em consequência dessa denúncia, Wlaterspiel foi despedido, embora a multinacional alegasse posteriormente que as razões não se prenderam com a denúncia.

 

Ignorando as denúncias e continuando as experiências, a Pfizer fez aprovar o medicamento, primeiro na Europa e depois nos Estados Unidos. Ainda é usado neste último país embora só no tratamento de infecções muito graves. Na União Europeia foi retirado por causar problemas hepáticos.

 

A denúncia de Wlaterspiel serviu no entanto, para fazer com que o caso ultrapassasse as fronteiras da Nigéria, com vários países a conhecerem manifestações contra o uso do Trovan. As manifestações levaram as autoridades norte-americanas a questionarem a Pfizer. A batalha legal na Nigéria prolongou-se por alguns anos e graças às manobras extra-processuais da multinacional acabou com um acordo firmado.

 

A Pfizer sempre clamou pela sua inocência. Antes do acordo estabelecido com o Governo, a Pfizer reclamava que o Trovan salvou muitas vidas durante uma epidemia de cólera e meningite que em 1996 matou mais de 12 mil pessoas. Nunca aceitou a responsabilidade pelas mortes das onze crianças nem pelas sequelas deixadas em muitas outras de que nunca mais se livrarão.

 

Fonte: RTP

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Servidores do WikiLeaks estão guardados em antigo abrigo nuclear

 

Os servidores usados pelo site WikiLeaks estão em Estocolmo, na Suécia, num antigo abrigo nuclear escavado numa montanha da capital sueca.

 

A WikiLeaks guarda os ficheiros secretos da sua organização num antigo abrigo nuclear do tempo da Guerra Fria, situado a mais de 30 metros de profundidade, sob o Vita Berg Park, em Estocolmo. O abrigo pertence a uma empresa sueca de serviços na Internet, a Bahnhof, e alberga cerca de 8 mil servidores de várias empresas. O site WikiLeaks tem apenas dois servidores.

 

Segundo a BBC Brasil, Jon Karlung, fundador da Banhof, afirma que o WikiLeaks pode ter escolhido a sua empresa pelo histórico de transparência e liberdade de expressão da Suécia, mas deixa claro que o site tem um contrato normal e é tratado como os outros clientes.

 

Acompanhe a visita guiada por Jon Karlung, CEO da Bahnof:

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