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Cinema | Discussão Geral

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O Dark Knight Rises é melhor que o Spiderman 2?

 

Longe de ser desprezo, não nego que haja qualidade no trabalho do Nolan, pois existe, especialmente a nível técnico. Diria indiferença, uma certa apatia, os filmes não me deixam 'giddy'.

 

Desprezo no sentido de que não te dás a ti mesmo a oportunidade de ver a big picture, porque existe um enorme contraste entre aquilo que esperavas de ver de um Batman e aquilo que recebeste.

 

O único filme da trilogia onde tudo apontava para haver essa excitação acabou por ser um falhanço redondo do Nolan. O confronto entre o Bane e o Batman devia ter sido muito mais do que aquilo que foi.

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Andei um ano todo hypado por causa do Suicide Squad e quando o vou ver, provavelmente amanhã, só vejo sites e pessoal a dizerem que o filme é uma m*rda :lol: f*da-se, está assim tão mau?

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Tu e o bmfpcdm estão bem um para o outro. :lol:

É tão estranho haverem pessoas com opiniões diferentes das nossa não é? Porque é que não conseguimos concordar todos que o Shawshank Redemption é o melhor filme de sempre? Crl para o individuo e a sua opinião subjectiva. Fazem competições de m*rda em tudo lol, até com dois filmes medianissimos.

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É tão estranho haverem pessoas com opiniões diferentes das nossa não é? Porque é que não conseguimos concordar todos que o Shawshank Redemption é o melhor filme de sempre? Crl para o individuo e a sua opinião subjectiva. Fazem competições de m*rda em tudo lol, até com dois filmes medianissimos.

 

Come antes uma peça de fruta.

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Os 10 filmes favoritos do Tarkovsky :

 

Le Journal D’un Curé de Campagne (Robert Bresson, 1951)

Winter Light (Ingmar Bergman, 1963)

Nazarin (Luis Buñuel, 1959)

Wild Strawberries (Ingmar Bergman, 1957)

City Lights (Charlie Chaplin, 1931)

Ugetsu Monogatari (Kenji Mizoguchi, 1953)

Seven Samurai (Akira Kurosawa, 1954)

Persona (Ingmar Bergman, 1966)

Mouchette (Robert Bresson, 1967)

Woman of the Dunes (Hiroshi Teshigahara, 1964)

 

http://www.comunidadeculturaearte.com/quais-sao-os-10-filmes-favoritos-do-realizador-andrei-tarkovsky/

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Comer fruta é melhor que ver cinema?

 

Depende da fruta...

 

 

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Por falar em trailers bons:

 

 

Isto hoje em dia um gajo que já quase tem sorte de não apanhar um trailer que seja mais do mesmo e spoile a história toda.

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O BvS é provavelmente a epítome da estupidez no que toca a trailers.

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Sem dúvida que os objetivos são diferentes, foi esse o meu discurso desde o início. É inegável que há artifício no trabalho do Nolan, mas a nível de imaginação ele não se compara ao Burton, pois o próprio facto do Batman andar com um fato de super-herói coloca em risco a ilusão de realismo que ele tenta criar, a rouquidão que o Bale usou pouco ajuda. O Batman é um personagem criado para crianças, é a sua génese, o Burton é o tipo de realizador que casa na perfeição com este tipo de projeto, faz parte do seu currículo. Para ti podem parecer meras "fantochadas", mas há mestria nessas cenas, há um plano e a execução está lá. Não estamos a falar do Burton contemporâneo, mas sim do Burton clássico. Concordo que o Keaton não seja excecional, prefiro o seu desempenho em "Beetlejuice".

Será que não se compara? Não sei. Foi como te disse, isso é relativo. Por exemplo, a meu ver, o excesso de cunho do Burton tornou o Returns enfadonho. Acho que, por exemplo, a parte final do The Dark Knight está cheia de criatividade (imaginação). Esse tipo de criação do Nolan teve muito mais impacto em mim - e, do que leio, em muitas mais pessoas - do que o 'jogo' todo que o Burton aplicou no seu filme. O Nolan, sem exagerar, soube doseá-la e aplicá-la de forma muito melhor.

 

Essa parte do fato é relativa. Não sabes qual é a sua constituição. Provavelmente tem qualquer coisa por dentro que provoca essa mudança de voz.

 

O Batman pode ser uma personagem para crianças, mas não é por isso que tem que se focar essencialmente nisso. Pode-se (e foi o que se fez) pegar na personagem, aproveitar o seu potencial e criar um trabalho um pouco diferente, não esquecendo os seus ideias. Resultado? Uma trilogia com muita qualidade. O Nolan soube adaptar muito bem a personagem e o universo Batman às suas ideias e criar um mundo bastante atractivo. Além de ter uma realização com um bom ritmo, resultado de um jogo de câmara e de planos competentes, inclui uma banda sonora fantástica e, por fim, desenvolveu a história e as personagens de uma forma competentíssima.

 

Eu sei qual é o estilo do Burton, e embora não seja muito fã, sei que tem qualidade e já fez trabalhos competentes. Qualidade essa que não chega ao nível do Nolan, apesar de tudo. O Ed Wood, por exemplo, é fantástico, onde ele soube dosear bem a imaginação, a realização, a história e o conjunto de referências que o filme faz durante todo o tempo.

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Será que não se compara? Não sei. Foi como te disse, isso é relativo. Por exemplo, a meu ver, o excesso de cunho do Burton tornou o Returns enfadonho. Acho que, por exemplo, a parte final do The Dark Knight está cheia de criatividade (imaginação). Esse tipo de criação do Nolan teve muito mais impacto em mim - e, do que leio, em muitas mais pessoas - do que o 'jogo' todo que o Burton aplicou no seu filme. O Nolan, sem exagerar, soube doseá-la e aplicá-la de forma muito melhor.

 

Essa parte do fato é relativa. Não sabes qual é a sua constituição. Provavelmente tem qualquer coisa por dentro que provoca essa mudança de voz.

 

O Batman pode ser uma personagem para crianças, mas não é por isso que tem que se focar essencialmente nisso. Pode-se (e foi o que se fez) pegar na personagem, aproveitar o seu potencial e criar um trabalho um pouco diferente, não esquecendo os seus ideias. Resultado? Uma trilogia com muita qualidade. O Nolan soube adaptar muito bem a personagem e o universo Batman às suas ideias e criar um mundo bastante atractivo. Além de ter uma realização com um bom ritmo, resultado de um jogo de câmara e de planos competentes, inclui uma banda sonora fantástica e, por fim, desenvolveu a história e as personagens de uma forma competentíssima.

 

Eu sei qual é o estilo do Burton, e embora não seja muito fã, sei que tem qualidade e já fez trabalhos competentes. Qualidade essa que não chega ao nível do Nolan, apesar de tudo. O Ed Wood, por exemplo, é fantástico, onde ele soube dosear bem a imaginação, a realização, a história e o conjunto de referências que o filme faz durante todo o tempo.

Não se compara, isto porque o conceito de realismo limita a liberdade da imaginação. Os personagens do Nolan têm de operar num contexto muito menos fantasioso do que os personagens do Burton. O que é normal, pois o Burton tem gosto em adotar visuais fantasiosos e fora do comum; enquanto o Nolan é muito mais contido e assente na realidade.

 

Eu mencionei o fato por representar o tal mundo da fantasia em que o Batman foi criado, algo que, no meu entender, acaba por ser dissonante no mundo do Nolan. A voz apenas realça a dissonância.

 

Eu não me importo, nem nego, que o Nolan tenha criado, de forma hábil e dentro do seu estilo, uma versão diferente e que agrada a muitas pessoas. Fico satisfeito em saber que o xicantonio, o Rōnin e tu deem tanto valor à trilogia e que se identifiquem tão fortemente com essa versão. Eu acabo por preferir algo mais leve, como são os estilos do Raimi e Burton, pois sinto que são mais harmoniosos na abordagem ao género; mas considero que acabam por estar todos a um nível semelhante: bons filmes, com muitas virtudes, mas também defeitos.

 

Sobre a qualidade dos realizadores, abstenho-me de julgar. Apenas posso afirmar que "Edward Scissorhands" me dá mais prazer do que qualquer um dos filmes que já vi do Nolan.

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Não se compara, isto porque o conceito de realismo limita a liberdade da imaginação. Os personagens do Nolan têm de operar num contexto muito menos fantasioso do que os personagens do Burton. O que é normal, pois o Burton tem gosto em adotar visuais fantasiosos e fora do comum; enquanto o Nolan é muito mais contido e assente na realidade.

 

Eu mencionei o fato por representar o tal mundo da fantasia em que o Batman foi criado, algo que, no meu entender, acaba por ser dissonante no mundo do Nolan. A voz apenas realça a dissonância.

 

Eu não me importo, nem nego, que o Nolan tenha criado, de forma hábil e dentro do seu estilo, uma versão diferente e que agrada a muitas pessoas. Fico satisfeito em saber que o xicantonio, o Rōnin e tu deem tanto valor à trilogia e que se identifiquem tão fortemente com essa versão. Eu acabo por preferir algo mais leve, como são os estilos do Raimi e Burton, pois sinto que são mais harmoniosos na abordagem ao género; mas considero que acabam por estar todos a um nível semelhante: bons filmes, com muitas virtudes, mas também defeitos.

 

Sobre a qualidade dos realizadores, abstenho-me de julgar. Apenas posso afirmar que "Edward Scissorhands" me dá mais prazer do que qualquer um dos filmes que já vi do Nolan.

A questão onde quero chegar é que há 1001 formas de criar algo com bastante imaginação sem precisar de tanta liberdade e tanta fantasia. É preciso é capacidade para tal. Optar pelo mundo mais realista não impede isso. Se calhar exige mais competência do realizador em tentar criar acontecimentos inesperado e imaginativos, mas não é impeditivo de nada. Depois há outra questão: algo imaginativo também vai aos olhos de cada pessoa. Definir de 0 a 10 a quantidade de imaginação de uma cena é subjectivo porque parece-me que vai aos olhos de cada um. Depende de inúmeras variáveis e se calhar uma cena dessas tem mais valor e imaginação para ti do que para mim e vice-versa. Há cenas da trilogia do Nolan que para mim tem mais imaginação que as do Burton sem precisar de ocorrerem num mundo fantasista e cheio de cenários e momentos bizarros. Não sei se me estou a fazer entender. É tudo muito relativo....

 

O Edward Scissorhands é um filme giro, onde é interessante e bonito ver uma personagem inocente e diferente integrar-se numa sociedade como a nossa. Mas não vejo o filme como mais do que isso. Tem boas ideias e está engraçado.

Editado por Eden Hazard

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Fui ontem ver o Suicide Squad. Acho um filme muito bem intencionado mas que falha em demasiados pontos.

 

 

Eu fazia este primeiro título só com 3 "bad guys", Deadshot, Harley e Diablo. O filme precisava de tempo para construção de personagem, para eles se tornarem um grupo. Como raio vou eu achar válido que o Deadshot não mate a Harley quando lhe é oferecida a liberdade E a filha?! Eles estavam há meio-dia juntos... Temos também o senão de não haver arco de construção dos vilões, eles aparecem, dizem o que são e depois volto a encontrá-los no final do filme... Podiam perfeitamente ter intercalado as mil cenas de acção com algumas de character development dos vilões do filme também (além das dos "heróis", essas ainda mais precisas!). Aliás, curiosamente a cena que mais faz pelo filme até está cheia de falhas, que é quando eles vão beber um copo. Falo de falhas como o Boomerang ter dito à Harley que sempre que ela abre a boca há uma discussão, sendo que houve 0 até ali. Acredito que este cut deixou de fora muita cena que seria válida. Depois é incómodo eles serem todos fixes e cool e terem que me lembrar que são bad guys DIZENDO que são bad guys.

Por último, uma palavra para a acção do filme, que está mal coreografada. Muito caótica, raramente se percebe o que está a acontecer... enfim. E a Cara Delevingne a fazer de ent foi incómodo/cómico. Mas repito, acho que houve boas intenções e que aprendam com os erros. No fim de tudo acaba de ser um filme de domingo à tarde que vai agradar ao público em geral, diria. Mas podia ser muito mais.

 

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A questão onde quero chegar é que há 1001 formas de criar algo com bastante imaginação sem precisar de tanta liberdade e tanta fantasia. É preciso é capacidade para tal. Optar pelo mundo mais realista não impede isso. Se calhar exige mais competência do realizador em tentar criar acontecimentos inesperado e imaginativos, mas não é impeditivo de nada. Depois há outra questão: algo imaginativo também vai aos olhos de cada pessoa. Definir de 0 a 10 a quantidade de imaginação de uma cena é subjectivo porque parece-me que vai aos olhos de cada um. Depende de inúmeras variáveis e se calhar uma cena dessas tem mais valor e imaginação para ti do que para mim e vice-versa. Há cenas da trilogia do Nolan que para mim tem mais imaginação que as do Burton sem precisar de ocorrerem num mundo fantasista e cheio de cenários e momentos bizarros. Não sei se me estou a fazer entender. É tudo muito relativo....

 

O Edward Scissorhands é um filme giro, onde é interessante e bonito ver uma personagem inocente e diferente integrar-se numa sociedade como a nossa. Mas não vejo o filme como mais do que isso. Tem boas ideias e está engraçado.

Compreendo onde queres chegar e concordo que imaginação e criatividade sejam conceitos subjetivos (“green is not a creative color”). Contudo, quando alguém exerce a sua criatividade dentro dos limites da realidade, parece-me óbvio que reproduzirá um produto menos imaginativo do que aquele que resultaria de um processo para além dos limites da realidade, onde se pode produzir a partir do ausente. Aquela cena com os gatos é um exemplo disso, onde o Burton diverge da realidade, imbuindo o personagem no abstrato e surreal, onde a imaginação pode ter lugar sem restrições, tanto para o realizador como para a audiência.

 

“Edward Scissorhands” é muito mais do que isso. Aliás, nem sequer se trata disso, pois o personagem, tragicamente, nunca se integra na sociedade. O indivíduo incompreendido que patenteia qualidades excecionais acaba por ser rejeitado pela comunidade, exilando-se. É uma metáfora, abordando um tema real, onde vários tipos de pessoas se podem facilmente rever num único personagem; mas lá está, onde o Burton dá-se à liberdade de trabalhar fora dos confins da realidade.

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