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Sincèire

Os 100 Melhores Futebolistas De Todos Os Tempos

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Sincere, sabes se o Nilton Santos está na lista?

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Sincere, sabes se o Nilton Santos está na lista?

 

Era um crime se não estivesse, para muitos considerado o melhor lateral esquerdo de todos os tempos!

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eusebiozzz.jpg

 

Nome: Eusébio da Silva Ferreira

País: Portugal

Posição: Avançado

Clubes: Sporting Lourenço Marques (1957-60), Benfica (60-75), Rhode Island Oceaneers (75), Boston Minutemen (75), Monterrey (75-76), Beira-Mar (76-77), Toronto Metros-Croatia ( 76), Las Vegas Quicksilvers (77), New Jersey Americans (77-78), União Tomar (77-78)

Internacionalizações/golos: 64/41

 

"Talvez inconscientemente, Eusébio da Silva Ferreira, o melhor jogador português de sempre, tenha construído uma carreira decalcada da do melhor jogador espanhol de sempre e seu ídolo, Alfredo Di Stéfano.

"La Saeta Rubia" nasceu na Argentina, país no qual se sagrou campeão pelo River Plate, antes de se naturalizar espanhol. Eusébio nasceu em Portugal, sim, mas ultramarino e aterrou na Europa já campeão nacional de Moçambique pelo Sporting de Lourenço Marques.

A contratação de Di Stéfano pelo Real Madrid foi disputada taco a taco com o Barcelona, o caso durou meses, envolveu a FIFA, deixou a Catalunha em estado de choque. A chegado do "Pantera Negra" ao Benfica foi o desfecho de uma novela policial, com nomes falsos, viagens-relâmpago de avião, informações trocadas e intrincadas negociações em simultâneo com um Sporting ultrapassado na curva.

Por causa do seu melhor jogador de sempre, o Real Madrid assumiu-se como o principal clube do século XX, da mesma forma que o Benfica se tornou no grande dominador do futebol português e, a dado momentos, do continente.

Di Stéfano fez da Taça dos Campeões Europeus a sua casa, Eusébio invadiu-a em 1962.

Centremo-nos na chegada do craque à Luz, num frio Dezembro de 1960. A altura não podia ser mais adequada: o Benfica estava a meses de se sagrar campeão europeu, já tinha Coluna, Águas, José Augusto, Germano, Cavém. E, no banco, Béla Guttmann que, ao que consta, começou a gritar "é ouro, o menino é ouro!", na primeira vez que viu o Pantera treinar-se.

Um ano e meio depois de chegar a Portugal, Eusébio marcou dois golos na final da Taça dos Campeões Europeus ao Real Madrid do maestro Di Stéfano e fez do Benfica bicampeão europeu. Eusébio foi acima de tudo um factor desequilibrador: o génio que chegou a uma equipa repleta de craques. Na Luz, ganhou onze campeonatos e foi seis vezes o melhor marcador, além da Taça dos Campeões Europeus de 1962 (três finais perdidas...) e cinco taças.

Com um remate de pé direito sem igual até hoje, capaz de fazer 100 metros em pouco mais de onze segundos, dono de uma potência muscular sobrenatural, o Pantera Negra ajudou também Portugal a escrever a principal página da sua história futebolística: em 1966, em Inglaterra foi o melhor marcador de um torneio que a seleção nacional só não conquistou por detalhes, ao marcar nove golos e a destronar, como destronara Di Stéfano, um tal de Pelé. Prova de que Eusébio, no seu máximo, não tinha comparação."

 

http://www.youtube.com/watch?v=4-sAlI3i6ek

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Um amigo do meu pai com 85 anos e que vê futebol assiduamente desde os 11 anos, diz que por óptimo que fosse o Pelé, por excelente que o Eusébio tenha sido, o melhor jogador de todos os tempos foi o Di Stefano. Vale o que vale (para mim muito, é evidente!)

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Um amigo do meu pai com 85 anos e que vê futebol assiduamente desde os 11 anos, diz que por óptimo que fosse o Pelé, por excelente que o Eusébio tenha sido, o melhor jogador de todos os tempos foi o Di Stefano. Vale o que vale (para mim muito, é evidente!)

 

São comentários como este que enriquece este tópico!

 

Certamente esse amigo do teu pai teria muitas histórias para nos contar :p

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Um tio meu também coloca o Di Stefano lá no alto, apenas atrás do Pelé

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Para o meu avô é Di Stefano, Péle/Eusébio e Garrincha

Editado por Bugno09

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Sempre ouvi os velhinhos a falarem maravilhas desses nomes, mas o mito mesmo diziam ser o Garrincha. Pelo menos cresci com essa ideia.

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Sempre ouvi os velhinhos a falarem maravilhas desses nomes, mas o mito mesmo diziam ser o Garrincha. Pelo menos cresci com essa ideia.

Verdade. E pelo menos a mim diziam que não chegava ao nível do Garrincha por pouco, mas que Garrincha e Rivellino foram "os" jogadores

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600fullgiacintofacchett.jpg

 

Nome: Giacinto Facchetti

País: Itália

Posição: Defesa-lateral esquerdo

Clubes: Inter (1960-78)

Internacionalizações/golos: 94/3

 

"Um aplauso comovente, demorado e unânime na Basílica de Sant´Ambrogio em Milão numa missa rezada pelo bispo de Lodi, um conterrâneo de Treviglio, despediu Giacinto Facchetti em Setembro de 2006. Foi o reconhecimento de uma carreira desportiva quase imaculada - uma única expulsão por culpa de um outro aplauso, aplauso irónico, após a decisão de um árbitro que considerou ridícula. Foi assim "Cipe", a sua alcunha: jogador comovente, demorado e unânime. No Inter e na seleção italiana.

Facchetti começou como atacante, terminou como um dos melhores laterais-esquerdos da história do futebol. Jogava no Trevigliese, aos 18 anos, quando o mago Heleno Herrera, o melhor treinador da história do Inter até José Mourinho, o descobrir, o reinventou, transformou-o imediatamente num lateral, e o rebatizou: na apresentação referiu-se ao jovem Giacinto Cipelleti, num atrapalhado sotaque castelhano à moda argentina. Assim ficou: no dia em que se tornou interista, tornou-se também lateral e, para sempre, o "Cipe".

No Inter escreveu uma história de fidelidade com paralelo nos dias de hoje apenas em Javier Zanetti, atuando em 634 jogos. Ganhou quatro campeonatos italianos, uma taça, duas taças dos Campeões Europeus e ainda duas taças intercontinentais. Bateria também o recorde de produtividade ofensiva para um defesa, ao marcar dez golos numa Série A italiana.

Estaria na base de uma discussão amarga entre Di Stéfano e o treinador do Real Madrid dos anos setenta, Miguel Muñoz. Antes da final da Taça dos Campeões entre as duas equipas, em 1964, Muñoz insistia que Facchetti, mesmo lateral, merecia marcação individual. O "Saeta Rubia" discordou veementemente, queria futebol positivo. O Inter ganhou, Facchetti brilhou, Muñoz foi desmoralizado e Di Stéfano acabou despedido.

Pela seleção, ganhou o Euro-68, entre o fiasco do Mundial-66 e a final no Mundial-70. Participou ainda no Mundial de 74 na Alemanha - tendo inclusivamente inspirado a personagem Giacinto num romance de Giovanni Arpino, após a prova - numa ligação à squadra azurra traduzida em 94 partidas. Seguiu-se a retirada e a carreira como presidente interista, partilhada com Massimo Moratti, função que ocupava à hora da morte. O último acto no cargo foi a apresentação de Luís Figo."

 

http://www.youtube.com/watch?v=Y4HSEhwrhh8

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24016oriluisfigo.jpg

 

Nome: Luís Filipe Madeira Caeiro Figo

País: Portugal

Posição: Médio-ala

Clubes: Sporting (1989-95), Barcelona (95-2000), Real Madrid (00-05), Inter (05-09)

Internacionalizações/golos: 127/32

 

"No dia em que chegou ao Inter, apresentado pelo presidente Facchetti, Figo provou que, além de um dos mais dotados, foi um dos mais determinantes futebolistas do seu tempo. Saído do Real Madrid, onde se tinha coberto de títulos, e do futebol espanhol, onde se tornara uma das mais marcantes figuras da sua história pelo gigante da capital mas também pelo Barcelona, resolveu ir para Itália atrás de mais conquistas. De conquistas diferentes. E ainda de provar que triunfaria num país que um dia o proibiu de jogar.

Figo, lisboeta filho de alentejanos e crescido na margem sul do Tejo, era um dos frutos mais apetecidos do futebol europeu aos 22 anos, acabado de ganhar uma Taça de Portugal no Sporting e já com o título mundial de sub-20 no currículo. Em 1995, Parma e Juventus fizeram de tudo para o contratar - e ele para ser contratado. Acabou por assinar pelos dois e criar o imbróglio jurídico em Itália que lhe fechou as portas da Série A por dois anos.

Cruyff, então revolucionário treinador do Barça, aproveitou. Figo também: duas ligas, duas taças, uma Supertaça, uma Taça das Taças e uma Taça UEFA. Em 2000, era um dos melhores do mundo - foi eleito o melhor jogador do continente nesse ano e o melhor do planeta no seguinte.

Queria mais, como quis antes, quando saiu do Sporting, como quis mais tarde, quando assinou pelo Inter. Nessa altura escolheu o Real Madrid num acto de "ganância", segundo os catalães; num acto de coragem e da sua proverbial determinação, de acordo com a mais elementar justiça. Em Madrid, continuou a aumentar a coleção, apesar das ameaças: mais ligas espanholas, uma Liga dos Campeões, etc.,etc...

A determinação de Figo foi também exemplar com a camisola de Portugal, que liderou durante os melhores anos da sua história: foi vice-campeão europeu e semifinalista mundial, feitos notáveis para uma seleção medíocre até então, à exceção de 1966 e de 1984. O seu abandono criou um sentimento de orfandade nunca antes visto, mesmo tendo em conta que Cristiano Ronaldo vinha aí.

Figo foi um médio-ala soberbo, fisicamente impressionante, tecnicamente sublime e psicologicamente determinado. Muito determinado. Hoje é dirigente do Inter, talvez um dia substitua Facchetti. Basta meter isso na cabeça."

 

http://www.youtube.com/watch?v=0yYhyCw-24U

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o meu ídolo. Ponto final!

 

Tinha 12 anos e estava a ver esse jogo sozinho na cozinha, em pé de braços cruzados ( em brasa por Portugal estar a perder ), quando ele pega na bola e remata do meio da rua.

 

Sei que não gritei golo, fiquei de boca aberta a olhar para a T.V, eu não sabia se aquilo que eu estava a ver era verdade!!

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o meu ídolo. Ponto final!

 

Nunca pensei que fosse o teu ídolo, muito por causa da forma que saiu do Barça.

 

Se estiveres a falar unicamente como jogador, aí sim não me surpreeende.

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Figooooo :heart: :prayer:

 

No mundo do futebol, a par do Maldini, é o meu maior ídolo.

Editado por Mario Cesar

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Tinha 12 anos e estava a ver esse jogo sozinho na cozinha, em pé de braços cruzados ( em brasa por Portugal estar a perder ), quando ele pega na bola e remata do meio da rua.

 

Sei que não gritei golo, fiquei de boca aberta a olhar para a T.V, eu não sabia se aquilo que eu estava a ver era verdade!!

Tinha 8 anos, lembro-me perfeitamente deste jogo. E de dizer para o meu pai "ainda vamos ganhar isto!". Mitico Europeu que fizemos...

 

Nunca pensei que fosse o teu ídolo, muito por causa da forma que saiu do Barça.

 

Se estiveres a falar unicamente como jogador, aí sim não me surpreeende.

sair do Barça para mim é cagativo, procurou o melhor para ele e para a familia dele, teve ambição e determinação, coisa que aprecio num ser humano. Escandaliza-me muito mais os envolvimentos dele no BPN e com o Sócrates do que isso. Seja como for, pelo que fez dentro de campo, por ter sido o meu idolo de infancia...É Deus.

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Era, depois do Deco, o meu ídolo :prayer:

 

Melhor jogador português de sempre (não vi o Eusébio).

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figueroaelias1974.jpg

 

Nome: Elías Ricardo Figueroa Brander

País: Chile

Posição: Defesa-central

Clubes: Unión La Calera (1964), Santiago Wanderers (65-66), Peñarol (67-71), Internacional PA (71-77), Palestino (77-80), Fort Lauderdale Strikers (81-82), Colo-Colo (82-83)

Internacionalizações/golos: 47/2

 

"A Figueroa tudo aconteceu em grande. Nas biografias dos melhores jogadores do mundo, os 15 anos costumam corresponder a uma idade em que as qualidades se começam a desenvolver - no caso de Figueroa, aos 15 já marcava Pelé, Garrincha ou Didi. Na vida dos atletas da América do Sul há sempre um pormenor levemente estranho - Figueroa foi um dia abençoado por um inexplicável fenómeno celeste. Os grandes futebolistas costumam ganhar um nome de guerra que exalta os seus feitos - ele tem dez alcunhas.

Nascido em Valparaíso, no Chile, numa família de classe média obrigada a mudar de cidade por causa da asma do jovem Elías Ricardo, a quem os médicos diagnosticaram a impossibilidade de seguir carreira desportiva, chegou, mesmo assim, aos juvenis do Santiago Wanderers com 15 anos. Meses depois participou num jogo treino do então campeão mundial Brasil, nas vésperas do Chile-62: de repente, o miúdo impedia Pelé de chegar à bola, roubava espaço a Didi e perturbava os dribles de Garrincha. Os brasileiros ficaram com aquele médio defensivo ( só mais tarde se tornaria num central fabuloso ) debaixo de olho.

O Peñarol ganhou a corrida ao diamante e, muito por causa disso, ganhou também duas ligas uruguaias seguidas. A fama de Figueroa chegaria então à Europa - o Real Madrid fez uma proposta - mas eram outros tempos: na sequência do Mundial de 70, o campeonato brasileiro era o mais apetecido do mundo, com Pelé num clube, Tostão noutro, Rivellino, Carlos Alberto, Jairzinho... Elías opta pelo Internacional. No dia 15 de Dezembro de 1975 ao entardecer, aos 15 minutos da segunda parte de um estádio debaixo de sombra, Figueroa cabeceia para o golo, iluminado por um improvável raio de luz visível na televisão e que ninguém consegue explicar até hoje - foi "O Golo Iluminado" que deu o título brasileiro ao Inter.

E enquanto ganha cinco estaduais e dois brasileiros, é eleito três vezes seguidas (74, 75, 76) o melhor futebolista sul-americano, superando aqueles brasileiros acima, o emergente Zico, o peruano Cubillas, o argentino Kempes... No entretanto, jogou no Mundial-66, aos 19, no de 74 aos 27 e no de 82 aos 35 ( neste caso como avô, um pormenor inédito ).

No Chile, no Uruguai e no Brasil, Figueroa ou, se preferirem, "Don Elias", "O Marechal", O Grande Elias", "O Grande Capitão", "O Conde de Smoking", "O Tigre de Bengala", "A Muralha Encarnada", "O Deus do Beira-Rio", "O Colosso", e "O Mister Luxo", foi um ídolo em grande."

 

http://www.youtube.com/watch?v=DBbC7ED6QCo&feature=related

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1º jogador que não conhecia :\

 

Eu confesso que não conhecia alguns desta lista.

 

Achei sinistro aquele raio de luz que se vê no video lol

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x2, acho que já tinha ouvido o nome, mas não fazia a mínima de quem era.

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Para completar:

 

Com 1m84cm de altura, Figueroa era elegante, técnico e raçudo.

...

 

Um zagueiro-central quase perfeito, que também sabia fazer dos cotovelos uma arma contra aqueles que ousavam invadir "sua casa", como Palhinha e Tarcísio acabariam conhecendo ao longo dos anos.

 

...

 

Além de um grande atleta, Figueroa era um jogador diferenciado. Presença constante nas colunas sociais de Porto Alegre ao lado da bela esposa Marcela, ficou famoso pelo bom gosto por vinhos e pela literatura. Mas era no campo, com sua impressionante impulsão e seu domínio absoluto do posicionamento em campo, que Figueroa se tornou uma presença mítica, quase um Deus para os colorados.

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