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Sincèire

Os 100 Melhores Futebolistas De Todos Os Tempos

Publicações recomendadas

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Nome: Carlos Alberto Torres

País: Brasil

Posição: Defesa-lateral direito

Clubes: Fluminense ( 1963-66 e 74-77 ), Santos ( 66-74 ), Flamengo ( 77 ), Cosmos Nova Iorque ( 77-80 ), California Surf ( 81 ), Cosmos Nova Iorque ( 82 )

Internacional/golos: 53/8

 

"Tostão, apesar de ser o jogador mais adiantado da equipa, vem atrás ajudar a defesa e recupera a bola para o Brasil, entregando-a a Piazza. Piazza toca para Clodoaldo, que arrisca um, dois, três, quatro dribles, com pedalada incluída, sobre jogadores italianos até se decidir a entregar a Rivellino, encostado à linha do lado esquerdo. Rivellino pega na bola e lança em profundidade Jairzinho pelo flanco. Jairzinho flete para o meio, ultrapassa um rival, mais um e deixa em Pelé. Pelé pára a bola, pressente Carlos Alberto a entrar pelo lado direito e entrega, sem olhar, com doses iguais de suavidade e veneno. Carlos Alberto remata cruzado, tenso, seco, colocado ao poste mais distante de Albertosi e faz o 4-1 do Brasil sobre a Itália na final do Mundial de 70, num Estádio Azteca, na Cidade do México, completamente cheio.

É um orgulho para um jogador que o seu momento mais marcante coincida com um dos momentos mais marcantes da história do futebol.

Carlos Alberto, carioca de Vila da Penha, teve uma carreira sem espinhos. Aos 19 anos assumiu-se como titular do Fluminense e "next big thing" na lateral direita do futebol já então - em 1964 - bicampeão do mundo em título. Depois de um par de anos a ganhar, transfere-se para o Santos de Pelé, onde varre o país e o mundo conquistando troféus ao serviço de uma das mais sublimes máquinas de jogar futebol de sempre, ao lado do rei em pessoa e de Clodoaldo, por exemplo. Ainda voltaria ao seu Flu para participar da equipa que ficou conhecida como "máquina tricolor", bicampeã estadual, então com Rivellino na equipa.

Consagrado, foi para os EUA, por lá conquistaria três títulos norte-americanos novamente com Pelé por companheiro e inspiração, no Cosmos. Com um discurso articulado, uma cultura acima da média futebolística e um charme tipicamente carioca, conquistou os americanos, tornou-se uma figura respeitada em todo o mundo e decidiu terminar a carreira na sua cidade, o Rio de Janeiro, ao serviço do Flamengo. Os números na seleção - 53 jogos - são bons mas não são impressionantes por culpa de lesões ( enfim, um espinho na carreira ) que o afastaram, por exemplo, do Mundial-74.

Tanto melhor, a última imagem em mundiais é a do mais delicioso golo colectivo da história do futebol."

 

http://www.youtube.com/watch?v=tkPIjwdpzzw

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Porque o Nedved foi alvo de uma brutalidade por parte do Cafu.

 

Vê o vídeo :mrgreen:

 

Cafu e Nedved são dois nomes que vão estar relacionados para sempre lol

 

só porque aparece no vídeo? trololo

Cafu é mais que aquele lance com o Nedved. e vice versa.

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só porque aparece no vídeo? trololo

Cafu é mais que aquele lance com o Nedved. e vice versa.

 

Claro que é, isso nem se questiona, mas sempre que falam em Cafu eu lembro-me logo do Nedved lol

 

:biggrin:

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A jogada do golo do Carlos Alberto nessa final do mundial é das jogadas colectivas que resultou em golo, mais bonitas que eu já vi

Editado por FabioK

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A jogada do golo do Carlos Alberto nessa final do mundial é das jogadas colectivas que resultou em golo, mais bonitas que eu já vi

 

Same here.

 

Recordo-me de há muitos anos atrás coleccionar umas VHS com os melhores golos de sempre, e essa jogada estava em todas.

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bobbycharltonposters.jpg

 

Nome: Robert Charlton ( Bobby Charlton )

País: Inglaterra

Posição: Médio-ofensivo

Clubes: Manchester United ( 1954-73 ), Preston North End ( 73-75 ), Waterford ( 1976 ), Arcadia Shepherds ( 76 ), Bangor City ( 78 ), Newcastle KB United ( 78 ), Blacktown City ( 1980 )

Internacional/golos: 106/49

 

"Harry Gregg foi um guarda-redes de indiscutível mérito, titular do Manchester United durante largos períodos dos anos cinquenta e sessenta. Ele merecia estar entre os "100 Melhores Futebolistas De Todos Os Tempos ". Não está ele, está Bobby Charlton, provavelmente o melhor jogador inglês de todos os tempos, nomeado cavaleiro pela rainha em 1994. Mas recuemos 36 anos, noite de 6 de Fevereiro de 1958, aeroporto de Munique.

O Manchester United tinha jogado em Belgrado e voltava para Inglaterra. Faz escala em Munique para reabastecer. Neva incessantemente. os pilotos tentam levantar voo duas vezes sem sucesso. Mandam a comitiva - 44 elementos, incluindo imprensa - sair. Há nervosismo no ar. E em terra. Violet e Charlton trocam de lugares com Taylor e Pegg a pedido destes últimos, muito tensos. À terceira tentativa de descolagem, o avião patina na neve, rebenta com a vedação e bate com violência numa casa. Parte-se em dois. Vinte membros da comitiva, incluindo Taylor e Pegg, têm morte imediata. O melhor jogador do United à época, Duncan Edwards, morreria dias mais tarde, não resistindo aos ferimentos. Charlton fica inconsciente. Gregg, o guarda-redes falado acima, escapa pelo meio dos destroços sem um arranhão e começa uma solitária operação de salvamento. Retira o treinador Matt Busby, bastante combalido, Blanchflower, que não voltaria a jogar, Viollet ferido, a mulher de um diplomata sérvio. E Charlton, puxando-o pelos bolsos das calças.

Recuemos mais vinte anos. Bobby nasceu em 1937 numa família futebolizada: quatro tios profissionais e um primo lendário, Jackie Milburn, herói do Newcastle United. Com 15 anos foi descoberto pelo Manchester United e aos 19 já era titular e campeão nacional. Aos 20 participou na sua primeira Taça dos Campeões, tendo ajudado a eliminar o Estrela Vermelha com dois golos em Belgrado, horas antes do acidente aéreo de Munique. Charlton ficou em estado de choque durante dez dias até readquirir forças para fazer emergir o clube da depressão. Conseguiu: reergueu o United e ainda inspirou a seleção. Integrou a equipa nacional no Mundial-1962 e, claro, no Inglaterra-1966, quando lado a lado com o irmão Jack, conquistou o primeiro e único Mundial para o seu país.

Foi o melhor jogador da Europa nesse ano, conquistaria outras honrarias individuais e coletivas, além da fama de homem afável, sereno e sério, apesar das turbulentas relações com a mãe Cissie ( não gostava da nora, mulher de Bobby ), o irmão Jack ( não gostava da cunhada, mulher de Bobby ) e o incorrigível companheiro de clube George Best ( não gostava da sobriedade de Bobby ).

Com Harry Gregg nunca se zangaria."

 

http://www.youtube.com/watch?v=YLXXL36EmJg

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A jogada do golo do Carlos Alberto nessa final do mundial é das jogadas colectivas que resultou em golo, mais bonitas que eu já vi

 

Uma grande verdade, o Carlos Alberto foi um dos grandes laterais do futebol mundial.

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Esse homem é uma lenda viva, uma força da natureza. Passar o que passou e mais tarde ter o impacto que teve no Manchester é daquelas histórias que só nos filmes. Génio é pouco para este senhor do futebol. :prayer:

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e o incorrigível companheiro de clube George Best ( não gostava da sobriedade de Bobby )

 

:mrgreen:

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Charlton :prayer: Depois do acidente, onde é que o Manchester foi buscar tanto jogador para competir?

 

"Entre as 33 vítimas mortais, estavam sete jogadores do Manchester United.

A equipa teve de ser reconstruída e só em 1963 voltou aos títulos, com a vitória na Taça de Inglaterra. Em 1964/65 foi ganho o campeonato, assim como em 66/67. Na temporada posterior conquistou a sua primeira Taça dos Campeões após bater o Benfica por 4-1 no prolongamento. Ao comando da equipa vencedora estava Matt Busby e no onze brilhava Bobby Charlton, ambos sobreviventes do acidente de 1958. Também lá estava George Best um dos melhores jogadores ingleses de sempre.

Entretanto, o Manchester entrou num período de declínio que o levou à descida de divisão em 1974, embora tenha regressado logo em 1975."

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chilavert253.jpg

 

Nome: José Luis Félix Chilavert González

País: Paraguai

Posição: Guarda-redes

Clubes: Sportivo Luqueño ( 1982-84 ), Guarani ( 84 ), San Lorenzo ( 84-88 ), Saragoça ( 88-91 ), Vélez Sarsfield ( 91-2000 ), Estrasburgo ( 00-02 ), Peñarol ( 02-03 ), Vélez Sarsfield ( 03-04 )

Internacional/golos: 74/8

 

"Entre outras coisas, a América Latina ofereceu ao mundo o realismo fantástico da sua literatura e o realismo fantástico dos seus guarda-redes. Hugo Gatti, René Higuita, Jorge Campos e José Luis Chilavert - um argentino, um colombiano, um mexicano e um paraguaio - fazem parte da galeria mas nenhum como o último conciliou tão bem loucura com qualidade. Marcador exímio de penáltis e livres, só ultrapassado recentemente por Rogério Ceni ( também sul-americano ), foi um guarda-redes implacável e um provocador incontrolável.

Aos 15 anos já era titular do Sportivo Luqueño, do seu país - uma amostra do que para aí vinha. Passou para o Guarani, onde foi campeão paraguaio com 19 anos, até aterrar na Argentina, no imponente San Lorenzo, com 20. A lenda começava a ser escrita.

Subia no terreno para cada livre favorável ao seu clube - embora nunca tenha marcado nenhum golo por lá - e defendia a área com excessiva agressividade - partiu o nariz ao avaçado peruano Navarro, num clássico de Buenos Aires com o Indepediente. Despertou a atenção do Saragoça, pelo qual chegou a marcar um golo de penálti mas sofreu outro na sequência da jogada. Os espanhóis quiseram recambiá-lo para o San Lorenzo mas o ex-clube argentino preferiu outra solução. E assim chegou ao também argentino Vélez Sarsfield: aquela que viria a ser a sua casa.

Pelo clube porteño, conquistou a Argentina ( quatro ligas ), o continente ( todos os troféus possíveis, incluindo uma Taça dos Libertadores ) e o mundo ( uma Taça Intercontinental superando o Milan ). Marcou também 48 golos, três deles num só jogo. Um outro num livre de antes do meio-campo ao River Plate. Nesse período, foi eleito três vezes o melhor guarda-redes do planeta.

Em paralelo, tornou-se no patrão da seleção paraguaia, participando em dois mundiais, e envolvendo-se em inúmeros incidentes neles e fora deles, nomeadamente com o colombiano Faustino Asprilla, que agrediu, e Roberto Carlos, a quem cuspiu numa alegada resposta à frase racista "Perdeste 2-0, índio!".

Ah, passou também meteoricamente por França ( Estrasburgo ) e Uruguai ( Peñarol ): resultado, uma Taça de França e um Campeonato do Uruguai para o currículo do homem que não sabia perder nem parar de ganhar. Chilavert, um grande arquero sim, uma personagem do domínio do fantástico, sem dúvida."

 

http://www.youtube.com/watch?v=8yilzCBQ8sk

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Nunca gostei deste gajo como gk. Ganhou hype por ser o "primeiro" gk goleador.

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típico GR sul americano. Chalado da mona, ora mandava patos f*didos ora fazia uma defesa do crl.

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Resolvi colocar esta questão aqui, espero que o criador do tópico não se importe: Onde é que eu posso sacar ou ver jogos de futebol completos, assim mais antigos? Curtia ver alguns dos maiores jogos de sempre, tenho curiosidade por exemplo de ver jogos completo do Barça do Cruyff, ou ver um jogo completo do Maradona, Kaiser, Valderrama, etc, não apenas vídeos das melhores jogadas. Alguém me pode indicar por favor?

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cristianoronaldobycatheq.jpg

 

Nome: Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro

País: Portugal

Posição: Avançado

Clubes: Sporting ( 2001-03 ), Manchester United ( 03-09 ), Real Madrid ( 09-? )*

Internacional/golos: 79/25

*em atividade

 

“Se nos anos sessenta ou setenta imaginassem o jogador do futuro, imaginariam alguém tipo Cristiano Ronaldo, uma espécie de super-herói de laboratório. CR7 tem tudo o que é necessário no mundo global, imediato e simbólico do século XXI, a começar pela sigla do início desta frase.

É mesomorfo: uma palavra que parece saída de um filme de ficção científica para definir corpos esguios mas perfeitamente musculados como o dele, uma atualização melhorada do velho mito maradoniano, baixo e atarracado. É inovador: criou uma jogada, os livres boomerang ou “à Ronaldo” que os miúdos, além dos penteados e maneirismos, tentam imitar na escola e cujo antídoto é ainda desconhecido pelos guarda-redes. É superprofissional: quando era juvenil dava toques na bola com um haltere atado à perna para desenvolver técnica e físico em simultâneo, entra no campo de treinos antes dos outros, sai depois, e sim, tem descuidos de juventude mas desde que não lhe prejudiquem a saúde. É ilimitado: bate com a mão no peito a pedir mais quando sofre uma falta, agiganta-se sob assobios, exige a bola quando a equipa está a perder, não admite jogar menos de noventa minutos por partida, ao domingo, à quarta-feira, de dia, à noite, ao sol ou debaixo de chuva. É imediato: está na televisão, na Internet, nas redes sociais, na publicidade, gere a imagem como as estrelas de Hollywood, curza-se com elas, age como elas, alimenta boatos como elas, gera filhos de mãe incógnitas como elas.

Às vezes, as pessoas, incluindo ele, esquecem-se que Cristiano Ronaldo não passa de um rapaz com capacidades técnicas, físicas e psicológicas extraordinárias para jogar futebol.

Por oposição a Léo Messi, mais simples, mais despreocupado, mais pequenino, mais genuíno, o português perde na opinião pública para o rival do Barcelona na mesma proporção que ganha na exposição pública.

Nascido em 1985, é o segundo jogador mais jovem desta lista, atrás de Messi, e o único, ao lado do argentino, que ainda está a meio da carreira. Justifica-se: Ronaldo apareceu como um cometa no Sporting, marcou para sempre o Manchester United e começa a acumular recordes no Real Madrid e na seleção nacional. Scolari, Ferguson ou Mourinho não são fãs incondicionais dele por acaso.

Só no futuro se poderá perceber a real dimensão do que representa CR7, porque ele só faz sentido no futuro.”

 

http://www.youtube.com/watch?v=N719wwxmR3A

Editado por Sincèire

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pfff

 

não deviam entrar jogadores ainda em actividade (excepto veteranos) :doubt:

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pfff

 

não deviam entrar jogadores ainda em actividade (excepto veteranos) :doubt:

 

"Os 100 Melhores Futebolistas De Todos Os Tempos"

 

:mrgreen:

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Deus. :prayer:

 

Epá, esse golo é qualquer coisa...

Editado por Mario Cesar

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"Os 100 Melhores Futebolistas De Todos Os Tempos"

 

:mrgreen:

 

Certo. Mas Ronaldo, Messi ainda têm 10 anos de futebol pela frente, ainda estão no seu auge (o que não quer dizer que não serão lendas)

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Certo. Mas Ronaldo, Messi ainda têm 10 anos de futebol pela frente, ainda estão no seu auge (o que não quer dizer que não serão lendas)

 

kareca, se fosse eu a escolher os 100 ia haver muitas alterações, se fosses tu possivelmente ainda farias mais, varia de pessoa para pessoa.

 

No caso, este é um produto acabado, o meu trabalho é apenas partilhá-lo com vocês.

 

Também concordo que estes 100 deveriam ser só passado e não presente, mas...

Editado por Sincèire

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