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André

Zach Avery, o rapaz com género e identidade de rapariga

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Zach Avery, o rapaz com género e identidade de rapariga

 

Zach Avery decidiu, há algum tempo, que não gostava do seu género. Vítima do Síndrome de Identidade de Gênero, este rapaz viveu mais de um ano como se fosse uma rapariga, com tranças no cabelo e vestidos em tom rosa. Até que, no final do ano passado, os médicos deram-lhe razão e surpreenderam os pais: o seu filho é uma filha. Uma menina.

 

Zach Avery era um rapaz de três anos quando se virou para a mãe, Theresa, e confessou: “mãe, eu sou uma menina”. Theresa nem ligou, achou “que era apenas uma fase”. Eventualmente, haveria de passar. "Mas ele falava mesmo a sério e e chateava-se quando alguém se referia a ele como um rapaz”, recorda a progenitora.

 

Isto aconteceu no final do ano de 2010. A Síndrome de Identidade de Gênero (SIG) começava a manifestar-se, tinha Zach Avery três anos de vida. Mas a idade não era impedimento para Zach se sentir o que realmente é: uma rapariga. Deixou os desenhos animados que os meninos preferem e passou a prestar mais atenção a personagens como ‘Dora, a exploradora’, e a vestir-se com roupas mais típicas do género feminino.

 

Theresa começou a aperceber-se que não seria apenas uma fase. Era algo mais forte e ela tinha que saber o que se passava com o filho. "As pessoas precisam de estar cientes desta síndrome, pois é muito comum, só que nem as pessoas que trabalham em serviços de apoio à família a conhecem. Muitos nunca ouviram falar destes casos em crianças”, reconhece, agora, com a distância de quem tem “saudades do meu menino”.

 

“Eu adoraria ter o meu filho de volta, mas eu quero é que ele seja feliz. Se este é o caminho que ele quer tomar, se é isso que o faz feliz, então eu prefiro que assim seja”. Prometendo “um apoio total” à sua ‘nova filha’, Theresa tem-se empenhado, recentemente, em aumentar a consciencialização das pessoas para a SIG: “há pessoas assim lá fora, mas não querem falar sobre isso”. A experiência de Zach, uma menina entre três irmãos, vai permitir que outras famílias possam “perceber que há apoio disponível” para lidar com esta condição.

 

Contudo, até num ambiente mais propício esta ajuda pode ser complexa: afinal, durante anos, os médicos bem tentaram convencer Zach de que era um rapaz. “Diziam-nos que, embora ele tivesse um corpo do sexo masculino, o cérebro estava dizendo que ele era uma menina”, recorda Theresa, evocando o período angustiante em que ela e o marido, Darren Avery, foram pedir ajuda a um especialista na Tavistock and Patman Foundation Trust, uma fundação em Londres.

 

Zach Avery tornou-se, assim, numa das crianças mais novas a quem foi diagnosticada esta síndrome. Segundo os dados da entidade de saúde responsável pelo SIG, em Inglaterra foram diagnosticados 165 casos em crianças neste ano: em 2011, só sete crianças com idades inferiores a cinco anos é que apresentaram esta síndrome. "É mais raro para crianças dessa idade conseguirem identificar que possuem o género oposto e expressar que são ou querem ser do sexo oposto”, explica um porta-voz da fundação.

 

No caso de Zach Avery, a reação dos colegas à notícia foi igualmente surpreendente. “Explicámos às outras crianças na escola que o corpo de Zachy era o de um menino, mas que no cérebro era uma menina. Nós dissemos que Zach seria mais feliz sendo uma rapariga e os outros meninos nem pestanejaram, aceitaram-no como um deles”, revela Theresa.

 

A mãe ficou extremamente satisfeita com “o muito, muito apoio” dado pela escola, que “tem sido brilhante”. O diagnóstico de Zach permitiu, por exemplo, que os quartos-de-banho da primária fossem convertidos num bloco unissexo.

 

Hoje em dia, Zach veste-se com o uniforme escolar feminino. "Ele só quer ser como uma rapariga e está muito feliz com o seu longo cabelo louro, com o quarto rosa e vermelho e com um armário cheio de roupas de meninas. Adora brincar com brinquedos antigos da irmã, mas ainda ama o ‘Dr. Who’ e também brinca com o irmão. Ainda tem algumas roupas neutras no armário, no caso de decidir usá-las. Deixamos que ele decida o que quer fazer. Se mudar de ideias e quiser ser um menino novo, que o faça, mas se não o fizer, não faz”.

 

Fonte: ptjornal

 

Zach is a boy aged 5 but lives as a girl

Lad diagnosed by NHS with Gender Identity Disorder

 

A CHILD aged five has been told by doctors that he is really a little GIRL - trapped in a boy's body.

 

Zach Avery has been convinced for years he wasn't supposed to be male.

 

Now proudly sporting blond pigtails and a purple tutu, he has been living as a girl for more than a year.

 

His mum Theresa, 32, said: "He just turned round to me one day when he was three and said 'Mummy, I'm a girl'.

 

"I assumed he was just going through a phase and just left it at that.

 

"But then it got serious and he would become upset if anyone referred to him as a boy."

 

His Gender Identity Disorder (GID) first manifested itself when he was three and he refused to continue living as a boy.

 

Zach used to love Thomas the Tank Engine but suddenly decided he wanted to live as a girl in late 2010.

 

He became obsessed with the girly kids' TV character Dora the Explorer and started dressing in girls' clothes.

 

Theresa admits missing her little boy and says she wants to raise awareness about the disorder.

 

The mum-of-four hopes Zach's story will also help other families living with the same experience and let them know there is support available.

 

She said: "I would love to have my son back, but I want him to be happy. If this is the route he wants to take - if this is what makes him happy - then so be it. I would rather him have my full support.

 

"People need to be aware of this condition because it's very common but even many family support workers have never heard of cases in children. There are people out there but they don't want to talk about it."

 

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Last year Zach became one of the youngest children ever to be diagnosed with the disorder.

 

Theresa and husband Darren Avery, 41, had grown worried and took him to see a specialist at the Tavistock and Patman Foundation Trust in London.

 

Theresa said: "They told us that although he had a male body, his brain was telling him he was a girl."

 

In light of the diagnosis Zach's school, Purfleet Primary in Essex, turned the toilet block used by his year gender-neutral.

 

Theresa said: "We explained to the other kids at the school that Zachy's body was that of a boy but in his brain he was a girl. We said Zach was just happier being a girl than a boy.

 

"But the other kids haven't batted an eyelid, they've accepted Zach as Zach and there's been no problems at the school with bullying.

 

"The school has been brilliant and really, really supportive."

 

Zach now wears a girl's trouser uniform and black boots with pink trim to class.

 

Theresa said: "He just wants to be like a little girl and he's very happy with his long blond hair, pink and red bedroom and a wardrobe full of girls clothes.

 

"He likes playing with his sister's old toys but he still loves Dr Who too and playing with his brother. And we still put some neutral clothes in his wardrobe if he ever decides he wants to wear them.

 

"We leave it up to him to decide what he wants to do - if he changes his mind and wants to be a boy again then he does, but if he doesn't, he doesn't."

 

Figures from the NHS Tavistock and Patman Foundation Trust clinic - the national body for GID - reveal 165 children have been diagnosed with GID this year.

 

But last year only seven children under the age of five were diagnosed with GID.

 

A Foundation spokesman said: "It is more unusual for children of this age to express cross-gender identification - that is the wish or belief that they belong to the opposite sex."

 

Fonte: The Sun

Editado por André

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Arranjou outra maneira de ser gay

True. Uns vestem-se à rapariga, outros usam o nick para passar a mensagem. :mrgreen:

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Guest Vladimir Ilitch

Curioso, os pais ainda não devem ter aceite bem a "mudança", pois referem-se à criança como "him", "he", etc

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Curioso, os pais ainda não devem ter aceite bem a "mudança", pois referem-se à criança como "him", "he", etc

Também achei estranho eles tratarem-na assim. Acho que deve ter sido apenas para a entrevista, como estavam a explicar a situação, a mudança, etc.

Editado por André

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Guest Vladimir Ilitch

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Também achei estranho eles tratarem-na assim. Acho que deve ter sido apenas para a entrevista, como estavam a explicar a situação, a mudança, etc.

Mesmo assim, é estranho. Querem mostrar à sociedade que esta síndrome é normal e que acontece, não sei se falando assim ajuda..

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O género não é uma condição mental. Se os cromossomas dizem que é um rapaz, então é um rapaz. Se gosta mais de viver como rapariga é lá com ele.

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Taaauu

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O género não é uma condição mental. Se os cromossomas dizem que é um rapaz, então é um rapaz. Se gosta mais de viver como rapariga é lá com ele.

 

O sexo é que é biológico, não o género.

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O sexo é que é biológico, não o género.

Então expressei-me mal, porque para mim essas duas palavras são exactamente a mesma coisa. :S Qual é a diferença?

 

Para mim ser do género Masculino e ser do sexo Masculino são apenas duas maneiras de dizer a mesma coisa.

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Então expressei-me mal, porque para mim essas duas palavras são exactamente a mesma coisa. :S Qual é a diferença?

 

Para mim ser do género Masculino e ser do sexo Masculino são apenas duas maneiras de dizer a mesma coisa.

 

Na prática a diferença é muito pouca. O género está mais relacionado com os comportamentos associados a determinado sexo. Não está biologicamente determinado que as raparigas se interessem mais por bonecas e os rapazes por carros, que as mulheres sejam mais associadas a comportamentos de afecto e os homens menos, são construções sociais e psicológicas que, no dia-a-dia. se confundem com a questão do sexo quase sem se dar por isso.

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Na prática a diferença é muito pouca. O género está mais relacionado com os comportamentos associados a determinado sexo. Não está biologicamente determinado que as raparigas se interessem mais por bonecas e os rapazes por carros, que as mulheres sejam mais associadas a comportamentos de afecto e os homens menos, são construções sociais e psicológicas que, no dia-a-dia. se confundem com a questão do sexo quase sem se dar por isso.

Por exemplo um transexual é do sexo x mas do género y? Por acaso sempre associei as duas coisas à biologia da coisa.

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