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Parlamento chumba adopção por casais do mesmo sexo

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E sabes bem que, apesar do meu ecletismo, a conversa só descambava se te pusesses em bicos-de-pé. Ainda bem que tu já sabes melhor...

 

Traduzindo isto para palavras dos comuns mortais, se alguém apontar que o 13th está a desconversar e a fugir ao tema da discussão, significa que se meteu em bicos-de-pé e tem o dever de ler que é um hipócrita preconceituoso e frustrado, que esconde a sua homofobia com uma suposta preocupação pelos interesses das crianças e ainda ler uma insinuação sobre ele e outro utilizador deste fórum. Ah claro, e não se pode indignar com isto, senão é ridículo, tacanho e mesquinho.

 

O culpado fui eu, claramente, que me meti em bicos-de-pé ao ter a ousadia de dizer que estavas a desconversar. No que estaria eu a pensar? Não eras assim antigamente, não.

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Amigo, vou tentar explicar-me uma última vez, porque acredito que todos temos momentos menos bons. E acho que isto está a tomar proporções ridículas.

 

O problema não esteve na acusação de desconversação ou na aproximação ao populismo e à hipócrisia que me fizeste. O que me despoletou a agressividade- sim, admito-o- foi teres implicitado que eu não estava a ser sério na conversa. E acredito que não tenha sido este tipo de seriedade que procurasses.

 

Quanto ao conteúdo da minha resposta, já o disse, não foi minha intenção acusar-te de homofobia. Preconceitos sociais há-os muitos: uns mais justificados que outros. Opiniões menos esclarecidas, do meu ponto de vista. Não estou a dizer novidade nenhuma, já o disse antes, B.

 

Sobre os adjetivos, considerando a tua postura, acho que se adequam. Agora mesmo voltas a dar provas disso. No entanto, peço-te sinceras desculpas pela minha reação intempestiva e pela acutilância das minhas palavras. Foi um momento mau meu, também.

 

Vá, não há nencessidade nenhuma de continuarmos com isto. Compreendo e lamento ter gerado em ti indignação(ou que quer que tenha sido) e espero que seja desta que a minha mensagem passa cristalina, sem necessidade de mais explicações. Qualquer coisa mais, temos as MP, se assim o desejares.

 

 

 

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Sim, de facto não esperava esse tipo de "seriedade". Esperava que deixasses de trazer elementos desnecessários para a discussão, não que ganhasses "legitimidade" para fazer ataques pessoais.

 

Mas tens razão, não há mais nada a discutir aqui, opiniões contrárias que não vão mudar e estamos a estragar um tópico que estava a ser interessante. Terminemos aqui com o offtopic.

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Não acredito em excesso de possibilidades nestes casos. Trinta e um é melhor do que trinta. E arrisco dizer que a demora prende-se com a minúcia existente na procura do melhor casal. Mas imagino que a burocracia não ajude muito. Seja como for, essa outra conversa.

 

E sabes bem que, apesar do meu ecletismo, a conversa só descambava se te pusesses em bicos-de-pé. Ainda bem que tu já sabes melhor...

 

A demora prende-se com situações absurdas como por exemplo:

 

- Se te inscreves como candidato à adoção num serviço da Segurança Social de Lisboa não poderás adotar uma criança recolhida numa instituição da Guarda, de Évora, do Porto ou de qualquer outra área do país;

 

- No formulário de inscrição é solicitado que o candidato a pai adotivo identifique o perfil desejável de criança que pretende adotar. Se disseres que preferes uma menina loira, de olhos azuis, até 3 anos de idade nunca serás contactado enquanto não surgir uma criança com essas características.

 

É neste tipo de situações ridículas que se deve atuar de imediato.

 

 

Já tinha percebido isso quando o tópico ainda era menino. Foi uma das razões para não ter participado muito na discussão, mas li tudo, até a história do blog que colocaste.

 

 

Eu sei que não usa, por essa mesma razão escrevi que (o Estado) "nunca poderia" usar tal argumento. No entanto, vou mais longe, e digo que nem tu, nem ninguém, pode usar esse argumento, que, a meu ver, nem argumento é. Não é mais do que uma preocupação, de salientar, válida; mas que, por si só, não pode vedar os casais homossexuais a um direito que finalmente lhes irá reconhecer maior igualdade e potencialmente garantir maior felicidade, e ainda acrescentar perspetivas de melhores futuros para os jovens homossexuais (que ao planearem os seus futuros se deparam com um obstáculo ainda maior que aquele que a natureza lhes propõe). Claro que os interesses das crianças têm maior valor em todo este processo, julgo que ninguém pode colocar isso em causa, todavia não será o pressentimento de que as crianças serão alvos diretos de discriminação social que impedirá a lei de passar, por isso terá de se agir sobre essa preocupação de outra maneira, em vez de contrariar uma lei que, passando, seria justa.

 

Discordamos na importância que damos aos direitos dos casais homossexuais. Também eu tinha o direito a receber subsídios de férias, de Natal e Abono de Família e já não tenho. Tinha direito a fumar onde quer que me apetecesse e já não tenho. E aceito, com maior ou menor indignação, que me tenham sido retirados esses direitos. Porque a justificação prende-se com a necessidade de se alcançarem objectivos mais determinantes ou de serem respeitados direitos dos meus semelhantes.

 

E neste caso continuo firmemente convicto que a consagração desse direito aos casais homossexuais pode entrar em conflito com os direitos das crianças que importa, neste processo, privilegiar.

Editado por Descartes

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E neste caso continuo firmemente convicto que a consagração desse direito aos casais homossexuais pode entrar em conflito com os direitos das crianças que importa, neste processo, privilegiar.

Nunca entrará em conflito, porque a adoção conjunta por parte de casais homossexuais não é a causa da possível discriminação social que as crianças serão alvo. A causa está no preconceito e ignorância de determinados indivíduos, que ainda por mais estariam a direcionar a sua maldade a completos inocentes. Estando contra a lei, estás a punir indivíduos inteiramente capazes de educar uma criança, beneficiando os indivíduos que são declaradamente contra a homossexualidade e, estes sim, potenciais violadores dos direitos das crianças.

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A demora prende-se com situações absurdas como por exemplo:

 

- Se te inscreves como candidato à adoção num serviço da Segurança Social de Lisboa não poderás adotar uma criança recolhida numa instituição da Guarda, de Évora, do Porto ou de qualquer outra área do país;

 

- No formulário de inscrição é solicitado que o candidato a pai adotivo identifique o perfil desejável de criança que pretende adotar. Se disseres que preferes uma menina loira, de olhos azuis, até 3 anos de idade nunca serás contactado enquanto não surgir uma criança com essas características.

 

É neste tipo de situações ridículas que se deve atuar de imediato.

De facto, são situações absurdas. Mas que se percebe facilmente o porquê de existirem. Mais complicado é entender porque ainda subsistem, claro. Contudo, não te parece que a inclusão de mais casais seria benéfico, tendo em conta a distribuição geográfica? Ou seja, as localidades com listas de espera maiores serão, previsivelmente, Porto e Lisboa. Apesar de isso implicar um aumento ainda maior nas listas desses lugares, outros com menos opções- no interior, provavelmente- usufruirão de mais opções.

 

Por outro lado, ainda, há a eventualidade dos casais homosexuais virem a ser menos específicos nos perfis das crianças e de, assim, aumentar o volume de adoções.

 

É claro que percebo que prefiras ver resolvidas as questões burocráticas, com a centralização dos serviços de adoção e com a redução dos critérios de seleção das crianças, mas se a inclusão de casais homosexuais parece oferecer mais soluções do que impedimentos, não vejo para se marginalizar um grupo social que nada fez para merecer o estigma.

 

Nunca entrará em conflito, porque a adoção conjunta por parte de casais homossexuais não é a causa da possível discriminação social que as crianças serão alvo. A causa está no preconceito e ignorância de determinados indivíduos, que ainda por mais estariam a direcionar a sua maldade a completos inocentes. Estando contra a lei, estás a punir indivíduos inteiramente capazes de educar uma criança, beneficiando os indivíduos que são declaradamente contra a homossexualidade e, estes sim, potenciais violadores dos direitos das crianças.

Ainda não tinha visto as coisas assim. Faz todo o sentido.

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Diz que não... Até há quem defenda que cada pessoa deveria ter uma ou duas experiências homossexuais. Pode haver por aí quem seja e não se lembre...

Por mim podem fazer o que quiserem. Não apanhei muito bem a crise da homossexualidade se banalizar.

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