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Parlamento chumba adopção por casais do mesmo sexo

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Dando a minha opinião assim sem me alongar muito, sou contra por uma simples razão. As repercussões que terá na vida dessas crianças e sua adolescência crescer com pais do mesmo sexo. Socialmente ficariam destruídas e isso seria demasiado penoso para o que essas crianças já sofrem em condições normais.

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Dando a minha opinião assim sem me alongar muito, sou contra por uma simples razão. As repercussões que terá na vida dessas crianças e sua adolescência crescer com pais do mesmo sexo. Socialmente ficariam destruídas e isso seria demasiado penoso para o que essas crianças já sofrem em condições normais.

Se nunca houver adopção de casais no mesmo sexo então ainda mais difícil se torna que a "sociedade" mude de ponto de vista. Não há aí vários exemplos de crianças que foram criadas por pais do mesmo sexo? Assim de repente lembro-me do rapaz do Iowa ou um outro estado com quatro letras que foi fazer um discurso ao Congresso (?) sobre isso. E não, ele não era homossexual.

Editado por totava

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Têm a garrafa de champanhe aberta, eu vou-me embora, podem festejar !!

 

Volto amanhã se não tiver sido expulso para animar a malta !!!

 

E dizer mais umas quantas bacoradas .... dado que sou o unico que diz bacoradas aqui, como o burro sou eu .......

 

Asta la vista babys

 

só vi isto agora. :lol:

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só vi isto agora. :lol:

Uuuui... o que tu foste desenterrar... :lol:

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Porque não te cabe a ti, a mim, ao funcionário da Segurança Social ou, em última análise, ao Estado essa decisão, tendo em conta os interesses da criança.

Pois claro. Porque ser homossexual é ser um cidadão de segunda.

 

:facepalm:

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Pois claro. Porque ser homossexual é ser um cidadão de segunda.

 

:facepalm:

Epah... cair de pára-quedas é que não. Lê o que está para trás sff.

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Pois claro. Porque ser homossexual é ser um cidadão de segunda.

 

:facepalm:

 

Não. Cidadãos de segunda são as crianças.

 

:facepalm:

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Que vergonha viver num país onde todos os principais partidos rejeitam algo que já devia ser possível à muito tempo... :facepalm:

 

Só mesmo o BE para se aproveitar alguma coisa :facepalm:

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Não. Cidadãos de segunda são as crianças.

 

:facepalm:

Ah, bom. Portanto a criança deve ter direito a não querer fazer parte de uma família de adopção cujos pais seriam homossexuais? E o que dizes acerca do baptismo? Ou aí a criança já é cidadão de segunda e não tem direito a seu tempo decidir o que bem entende?

 

Essa conversa de que os miúdos por terem pais homossexuais vão ser 'gozados'/prejudicados de alguma forma na sua vida social é pensamento próprio da sociedade retrograda em que vivemos em Portugal, em que a diferença seja de etnia, raça, credo ou outro, é visto como um factor mais decisivo do que deveria ser...

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Ah, bom. Portanto a criança deve ter direito a não querer fazer parte de uma família de adopção cujos pais seriam homossexuais? E o que dizes acerca do baptismo? Ou aí a criança já é cidadão de segunda e não tem direito a seu tempo decidir o que bem entende?

 

Essa conversa de que os miúdos por terem pais homossexuais vão ser 'gozados'/prejudicados de alguma forma na sua vida social é pensamento próprio da sociedade retrograda em que vivemos em Portugal, em que a diferença seja de etnia, raça, credo ou outro, é visto como um factor mais decisivo do que deveria ser...

 

O baptismo não traz nenhuma desvantagem. E pode trazer vantagens. Não conheço ninguém que tivesse, de alguma forma, na nossa sociedade actual em Portugal, sido condicionado em alguma das suas escolhas por ser baptizado. Muito pelo contrário, conheço quem esteja condicionado por não ser.

 

 

Quanto ao segundo parágrafo estamos de acordo. Mas a não ser que me provem que essas crianças vão, por artes mágicas, viver numa sociedade diferente, essa argumentação só fortalece a minha opinião.

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Guest Dpitz

eu percebo os dois lados da discussão. Também acho que é difícil para uma criança crescer numa sociedade completamente retrógrada. No entanto, acho que só deixará de ser difícil para essas crianças quando isto começar a ser um processo natural.

Há duas ou três décadas os filhos de pais divorciados também eram olhados de lado, até que o divórcio se banalizou. é triste, mas é assim. As crianças têm de ser fortes e aguentar, não é fácil dizer isto assim, mas é assim que tem de ser. O melhor se calhar, ao início, seria limitar a adopção para crianças mais velhas, sei lá, algo entre os 14 e os 18 anos, altura em que já conseguem decidir por si próprias, e com alguma autonomia, e que já têm uma noção do que irão 'enfrentar' no dia-a-dia.

Com o passar do tempo é ir baixando as idades, até que não seja uma coisa mal vista, até que seja uma coisa natural, normal, de um casal.

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O baptismo não traz nenhuma desvantagem. E pode trazer vantagens. Não conheço ninguém que tivesse, de alguma forma, na nossa sociedade actual em Portugal, sido condicionado em alguma das suas escolhas por ser baptizado. Muito pelo contrário, conheço quem esteja condicionado por não ser.

 

 

Quanto ao segundo parágrafo estamos de acordo. Mas a não ser que me provem que essas crianças vão, por artes mágicas, viver numa sociedade diferente, essa argumentação só fortalece a minha opinião.

Não traz desvantagem nenhuma? Se eu não tiver à partida qualquer crença, não achas que o baptismo não serve com influência forte nesse sentido? E o mesmo digo em relação à Catequese. Por exemplo, eu fui baptizado, se fosse agora não o era, não me vou casar pela Igreja e preferia que os meus pais na altura não tivessem feito como toda a gente e esperassem para eu ter a idade suficiente para reflectir se queria ou não "aderir" ao cristianismo, entendes? Se te opões ou pelo menos colocas entraves a que casais homossexuais possam adoptar acho que deverias colocar entraves a que uma criança enquanto cidadã seja sujeita ao baptismo porque sim...

 

É certo que o estatuto jurídico dos pais pressupõe que eles sirvam como responsáveis pela criança até à maioridade ou emancipação (ex: casamento) mas acho que é um entrave à liberdade religiosa que uma criança seja baptizada simplesmente porque os pais eram cristãos, o mesmo ocorrerá noutras religiões em outras celebrações religiosas a que as crianças são sujeitas em que não têm qualquer poder de escolha ou de decisão porque ainda não têm idade para tal.

 

Não consideres isto um ataque à Igreja Católica por si só. O problema é a nível religioso e em geral, porque os pais ainda muitas vezes baptizam os filhos para que eles não vão para o Inferno...

 

Edit: Mas acho que a discussão já se afasta do tema central e a culpa até foi minha por achar que as duas situações poderão ser idênticas em termos de perspectiva. Seja como for, sou totalmente a favor da adopção por casais homossexuais desde que sejam sujeitos às mesmas condições de avaliação que são sujeitos os casais heterossexuais...

Editado por htc

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eu percebo os dois lados da discussão. Também acho que é difícil para uma criança crescer numa sociedade completamente retrógrada. No entanto, acho que só deixará de ser difícil para essas crianças quando isto começar a ser um processo natural.

Há duas ou três décadas os filhos de pais divorciados também eram olhados de lado, até que o divórcio se banalizou. é triste, mas é assim. As crianças têm de ser fortes e aguentar, não é fácil dizer isto assim, mas é assim que tem de ser. O melhor se calhar, ao início, seria limitar a adopção para crianças mais velhas, sei lá, algo entre os 14 e os 18 anos, altura em que já conseguem decidir por si próprias, e com alguma autonomia, e que já têm uma noção do que irão 'enfrentar' no dia-a-dia.

Com o passar do tempo é ir baixando as idades, até que não seja uma coisa mal vista, até que seja uma coisa natural, normal, de um casal.

Também é verdade que a nossa geração à partida chegará à idade da reforma com uma visão das coisas bem díspares dos actuais reformados, que por muitos que sejam que têm visões mais receptivas a estilos de vida alternativos, muitos deles e especialmente em Portugal não concebem que outras pessoas possam ter escolhas de orientação sexual diferente nem de credo religioso.

 

Acho que o regime que defendes faz sentido, um sistema gradual mas não creio que satisfaria os casais que hoje quereriam ser pais adoptivos de crianças.

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Não traz desvantagem nenhuma? Se eu não tiver à partida qualquer crença, não achas que o baptismo não serve com influência forte nesse sentido? E o mesmo digo em relação à Catequese. Por exemplo, eu fui baptizado, se fosse agora não o era, não me vou casar pela Igreja e preferia que os meus pais na altura não tivessem feito como toda a gente e esperassem para eu ter a idade suficiente para reflectir se queria ou não "aderir" ao cristianismo, entendes? Se te opões ou pelo menos colocas entraves a que casais homossexuais possam adoptar acho que deverias colocar entraves a que uma criança enquanto cidadã seja sujeita ao baptismo porque sim...

É certo que o estatuto jurídico dos pais pressupõe que eles sirvam como responsáveis pela criança até à maioridade ou emancipação (ex: casamento) mas acho que é um entrave à liberdade religiosa que uma criança seja baptizada simplesmente porque os pais eram cristãos, o mesmo ocorrerá noutras religiões em outras celebrações religiosas a que as crianças são sujeitas em que não têm qualquer poder de escolha ou de decisão porque ainda não têm idade para tal.

 

Não consideres isto um ataque à Igreja Católica por si só. O problema é a nível religioso e em geral, porque os pais ainda muitas vezes baptizam os filhos para que eles não vão para o Inferno...

 

Edit: Mas acho que a discussão já se afasta do tema central e a culpa até foi minha por achar que as duas situações poderão ser idênticas em termos de perspectiva. Seja como for, sou totalmente a favor da adopção por casais homossexuais desde que sejam sujeitos às mesmas condições de avaliação que são sujeitos os casais heterossexuais...

 

Nem vou perder tempo a desmontar esses teus argumentos quanto aos malefícios do baptismo. Porque não é o assunto do tópico e porque não me apetece.

 

Mas não resisto a sublinhar essa tua lógica fabulosa, que salientei a bold. Ou seja, se eu me oponho à adopção por parte de casais homossexuais também teria que me opor aos baptismos de crianças para manter coerência de pensamento. Mas para ti é perfeitamente legítimo que te oponhas aos baptismos e que sejas, simultaneamente, apoiante da adopção por parte de casais homossexuais.

 

Isto é que é verdadeira coerência argumentativa...:lol:

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Nem vou perder tempo a desmontar esses teus argumentos quanto aos malefícios do baptismo. Porque não é o assunto do tópico e porque não me apetece.

 

Mas não resisto a sublinhar essa tua lógica fabulosa, que salientei a bold. Ou seja, se eu me oponho à adopção por parte de casais homossexuais também teria que me opor aos baptismos de crianças para manter coerência de pensamento. Mas para ti é perfeitamente legítimo que te oponhas aos baptismos e que sejas, simultaneamente, apoiante da adopção por parte de casais homossexuais.

 

Isto é que é verdadeira coerência argumentativa...:lol:

A tua coerência argumentativa é que estava em questão. Achavas que as crianças seriam cidadãos de segunda pois não teriam opção de escolha em relação ao processo adoptivo caso fossem adoptados por casais homossexuais mas não terias problemas em relação ao baptismo ou qualquer outro processo religioso, porque não causava qualquer malefício. Mas a questão não pode ser causa ou não malefício! Eu posso não querer uma coisa e tu dás-me e isso pode não me causar malefício nenhum mas eu tenho o direito a escolher na mesma se quero ou não, de que vale ter uma opinião ou tomar uma decisão se ela é revertida porque a decisão contrária não me causa malefício?

 

Não é como a questão do cinto de segurança em que o Estado sobrepõe os cidadãos e impõe o uso do cinto nos veículos, esse é um caso de uma situação preventiva. Que traria algo positivo para o cidadão e que por questões de segurança o cidadão não tem poder de escolha. Ser baptizado ou não, é uma escolha que não pode ser vista como "ah não causa malefício, por isso qual é o mal?", está em causa o credo religioso de uma pessoa, o direito que tem a querer ser ou não cristão, muçulmano ou outra qualquer religião ou mesmo não ter nenhuma, não é uma questão leviana que se limita ao não fazer mal ou não trazer prejuízo. Não se pode impor, e é isso mesmo que se faz com as crianças, credos religiosos!

 

Eu defendo a liberdade de escolha em ambos os casos, as crianças têm o direito de escolher se querem ou não ser católicos, muçulmanos, etc, mas para isso necessitam de ter uma certa idade para que tenham real conhecimento da importância dessa questão. Enquanto que acho que deve haver um limite mínimo de idade para a adopção por parte de casais homossexuais pois considero que é uma tema, infelizmente na nossa sociedade, controverso e que como tal a criança tem de ser acompanhada de forma a permitir que essa situação seja possível de explicar à criança e que ela realmente entenda.

 

Parto do mesmo pressuposto, as crianças teriam de ter uma idade mínima para que pudessem em ambos os casos ter uma opinião válida sobre a questão. E o mesmo em relação a qualquer processo de adopção, tem de haver critérios na escolha dos pais. Não se pode negar uma criança de 2 anos a um casal homossexual e aceitar um pedido pela mesma criança a um casal heterossexual só pelo facto de terem orientações sexuais díspares. Tem de haver igualdade mas como compreendo que são situações que roçam os limites da norma social então terá de haver um regime de excepção em que, muito bem, aceita-se que casais homossexuais possam adoptar mas, pelo menos na fase inicial, esse processo tenha de ser feito a partir de uma certa idade para que a criança compreenda, tal como já referi em cima, a situação. Com o tempo a idade mínima para adopção poderia ser reduzida até que a sociedade civil estivesse normalizada para a adopção por parte de casais homossexuais.

 

Acho que é um tema de bastante importância e não se pode simplesmente defender a adopção por parte destes casais porque as crianças o precisam. Tem de haver uma consciencialização da sociedade para uma questão que acho que no futuro poderá tornar-se dentro dos parâmetros normais do processo adoptivo.

Editado por htc

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Sobre o baptismo, mantenho o que sempre achei. A pessoa que escolha se quer ser baptizada ou não. Assim como a religião, o clube e afins.

 

Sobre o resto, tenho a minha opinião. Sou a favor e não vejo mal nenhum nisso.

 

Aliás, a minha ex-namorada, foi criada com um tio homossexual e pelo companheiro. Tinha mãe mas era com eles que passou a maior parte do tempo, até o tio morrer.

Era ele que ia ás reuniões da escola, era ele que se apresentava como pai, não foi por isso que foi discriminada, não tinha problemas em dizer que aquele era o pai dela e que vivia com um homem...

 

O mal deste paísinho, é ser demasiado conservador em tudo e o conservadorismo é que governa o país.

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sinceramente, só alguém que se está nas tintas para o catolicismo e o caraças é que é baptizado e mais tarde pensa "idgaf". porque basicamente, é isso mesmo que se deve pensar do baptismo: não ligar um chavelho. acho fútil andar-se a ligar tanto a isso do baptismo.

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Remeter a discussão para as consequências que poderá sofrer uma criança ou jovem adolescente por na escola poder vir a ser gozado tambem é pouco ridiculo... Pobres dos gordos, dos feios, dos caixas de oculos e dos sopinhas de massa.

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A tua coerência argumentativa é que estava em questão. Achavas que as crianças seriam cidadãos de segunda pois não teriam opção de escolha em relação ao processo adoptivo caso fossem adoptados por casais homossexuais mas não terias problemas em relação ao baptismo ou qualquer outro processo religioso, porque não causava qualquer malefício. Mas a questão não pode ser causa ou não malefício! Eu posso não querer uma coisa e tu dás-me e isso pode não me causar malefício nenhum mas eu tenho o direito a escolher na mesma se quero ou não, de que vale ter uma opinião ou tomar uma decisão se ela é revertida porque a decisão contrária não me causa malefício?

 

Não é como a questão do cinto de segurança em que o Estado sobrepõe os cidadãos e impõe o uso do cinto nos veículos, esse é um caso de uma situação preventiva. Que traria algo positivo para o cidadão e que por questões de segurança o cidadão não tem poder de escolha. Ser baptizado ou não, é uma escolha que não pode ser vista como "ah não causa malefício, por isso qual é o mal?", está em causa o credo religioso de uma pessoa, o direito que tem a querer ser ou não cristão, muçulmano ou outra qualquer religião ou mesmo não ter nenhuma, não é uma questão leviana que se limita ao não fazer mal ou não trazer prejuízo. Não se pode impor, e é isso mesmo que se faz com as crianças, credos religiosos!

 

Eu defendo a liberdade de escolha em ambos os casos, as crianças têm o direito de escolher se querem ou não ser católicos, muçulmanos, etc, mas para isso necessitam de ter uma certa idade para que tenham real conhecimento da importância dessa questão. Enquanto que acho que deve haver um limite mínimo de idade para a adopção por parte de casais homossexuais pois considero que é uma tema, infelizmente na nossa sociedade, controverso e que como tal a criança tem de ser acompanhada de forma a permitir que essa situação seja possível de explicar à criança e que ela realmente entenda.

 

Parto do mesmo pressuposto, as crianças teriam de ter uma idade mínima para que pudessem em ambos os casos ter uma opinião válida sobre a questão. E o mesmo em relação a qualquer processo de adopção, tem de haver critérios na escolha dos pais. Não se pode negar uma criança de 2 anos a um casal homossexual e aceitar um pedido pela mesma criança a um casal heterossexual só pelo facto de terem orientações sexuais díspares. Tem de haver igualdade mas como compreendo que são situações que roçam os limites da norma social então terá de haver um regime de excepção em que, muito bem, aceita-se que casais homossexuais possam adoptar mas, pelo menos na fase inicial, esse processo tenha de ser feito a partir de uma certa idade para que a criança compreenda, tal como já referi em cima, a situação. Com o tempo a idade mínima para adopção poderia ser reduzida até que a sociedade civil estivesse normalizada para a adopção por parte de casais homossexuais.

 

Acho que é um tema de bastante importância e não se pode simplesmente defender a adopção por parte destes casais porque as crianças o precisam. Tem de haver uma consciencialização da sociedade para uma questão que acho que no futuro poderá tornar-se dentro dos parâmetros normais do processo adoptivo.

 

Ou seja, nós acabamos por concordar, embora partindo de premissas diferentes.

 

Tu és a favor da adoção por parte de casais homossexuais, mas tendo presente o facto de vivermos numa Sociedade que provavelmente iria discriminar as crianças, defendes que essa adoção só deveria ser possível, pelo menos numa primeira fase, desde que as crianças tenham uma idade mínima que lhes possibilite fazer uma escolha consciente.

 

Eu, por outro lado, sou contra a adoção por parte de casais homossexuais, mas tendo em conta que respeito e aceito as opções individuais de cada pessoa, aceito que essa adoção possa acontecer desde que as crianças tenham uma idade mínima que lhes permita fazer uma escolha consciente.

 

 

Sobre o baptismo, mantenho o que sempre achei. A pessoa que escolha se quer ser baptizada ou não. Assim como a religião, o clube e afins.

 

Sobre o resto, tenho a minha opinião. Sou a favor e não vejo mal nenhum nisso.

 

Aliás, a minha ex-namorada, foi criada com um tio homossexual e pelo companheiro. Tinha mãe mas era com eles que passou a maior parte do tempo, até o tio morrer.

Era ele que ia ás reuniões da escola, era ele que se apresentava como pai, não foi por isso que foi discriminada, não tinha problemas em dizer que aquele era o pai dela e que vivia com um homem...

 

O mal deste paísinho, é ser demasiado conservador em tudo e o conservadorismo é que governa o país.

 

No meio disso tudo e dessa abertura que relatas só fiquei com duas dúvidas. Porque raio é que o tio da tua ex-namorada se apresentava como sendo o pai dela e, pelos vistos, ela alimentava essa mentira? E porque é que dás um exemplo de abertura e tolerância e depois concluis que o nosso país é demasiado conservador? Ela andava à escola noutro país?

 

sinceramente, só alguém que se está nas tintas para o catolicismo e o caraças é que é baptizado e mais tarde pensa "idgaf". porque basicamente, é isso mesmo que se deve pensar do baptismo: não ligar um chavelho. acho fútil andar-se a ligar tanto a isso do baptismo.

 

Tal e qual. Não conheço nenhum exemplo de pessoa que, não querendo seguir a via do catolicismo, tenha ficado impedida ou marcada de alguma forma pelo facto de ter sido baptizada em criança. Se o indivíduo não quer ir à missa aos domingos, não quer entrar em igrejas, não se quer casar pela Igreja, baptizar filhos ou ter funerais religiosos ninguém o impede, seja ou não baptizado. Da mesma forma o que não falta por aí são indivíduos que se apresentam como ateus e que são baptizados. Sem o mínimo problema.

 

Ainda se as pessoas se tivessem que submeter a rituais de circuncisão ou excisão podia compreender. Mas no caso do baptismo não passa de uma lavagem de cabelo. Isto na ótica de quem não professa o catolicismo, claro...

 

Remeter a discussão para as consequências que poderá sofrer uma criança ou jovem adolescente por na escola poder vir a ser gozado tambem é pouco ridiculo... Pobres dos gordos, dos feios, dos caixas de oculos e dos sopinhas de massa.

 

Exato. Pobres dos gordos, dos feios, dos caixas de óculos e dos sopinhas de massa. A grande questão aqui é que não é o Estado quem determina quais são aqueles que serão os gordos, os feios, os caixas de óculos e os sopinhas de massa. Para discriminação, a existir, já basta aqueles que são filhos biológicos de homossexuais.

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Então e combate-se a discriminação ou aquilo que é o seu alvo?

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Defende-se o seu alvo. De preferência não fazendo das crianças potenciais alvos.

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No meio disso tudo e dessa abertura que relatas só fiquei com duas dúvidas. Porque raio é que o tio da tua ex-namorada se apresentava como sendo o pai dela e, pelos vistos, ela alimentava essa mentira? E porque é que dás um exemplo de abertura e tolerância e depois concluis que o nosso país é demasiado conservador? Ela andava à escola noutro país?

 

 

Porque o pai dela não queria saber e o tio (irmão do pai) é que acabou por criá-la até morrer, novo.

Dou um exemplo do que poderia acontecer. Mas, infelizmente, é apenas uma excepção no meio de tanto conservadorismo existente. E o conservadorismo que falei, tem a ver com esta tentativa de passar a lei. Só na cabeça deles é que uma criança fica melhor num orfanato do que, com uma família que tanto lutou para a ter.

 

Mas o contributo para o tópico está dado. Infelizmente, é a m*rda da sociedade em que vivemos. Uma farsa, um mundo de aparências.

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