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Parlamento chumba adopção por casais do mesmo sexo

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Não acredito que o faça por inteiro, mas acredito que ajude. Bastante até. Mas essa é a razão "menos importante" dentro daquelas que já disse, apenas um efeito colateral positivo desta possível alteração.

 

Aí já entramos numa questão de fé e de crença. Tu acreditas que terá efeitos positivos a esse nível e eu não acredito. Não vamos sair daqui.

 

Eu só digo que a generalização e banalização dos alvos de discriminação nunca conduziu à diminuição dessa mesma discriminação. Muito pelo contrário. Basta pensarmos em situações bem mais graves como o racismo ou a xenofobia. Quanto mais pretos, ciganos ou estrangeiros surgem maiores são os fenómenos de intolerância. Igual fenómeno acontece com discriminações mais corriqueiras, como os gordos, por exemplo.

 

Os exemplos de efeito contrário não deixam, no entanto, de me preocupar. É o caso dos divorciados. E preocupa-me porque a incidência da discriminação para com indivíduos divorciados e, por arrasto, para com os seus filhos, diminuiu porque se generalizou o divórcio. Banalizou-se e tornou-se, até, uma moda. Preocupa-me que aconteça o mesmo com a homossexualidade. Que passe a ser moda.

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Preocupa-me que aconteça o mesmo com a homossexualidade. Que passe a ser moda.

 

Está bem, adeus então.

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Claro que não, mas não achas preferível haver algumas crianças criadas em casas normais do que todas serem criadas em orfanatos?

 

Mas só os homossexuais é que estão disponíveis para adotar? Se é preciso gritar eu grito: HOJE EXISTEM LISTAS DE ESPERA DE CANDIDATOS A PAIS ADOTIVOS!!!

 

Respondendo: claro que acho preferível que as crianças cresçam no seio de uma família. Portanto, que se facilite o processo de adoção e que se coloquem as crianças mais rapidamente na casa dos candidatos que já hoje existem e continuarão a existir! Mesmo que se continue a impedir os casais homossexuais de adotar.

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A mim preocupa-me que se racionalize tanto. É mesmo uma questão de dar um lar a uma criança ou não. Ninguém garante, sejam lá quem forem os pais, a felicidade de ninguém. O que a criança vai sofrer ou não será sempre variável de adopção para adopção.

 

Se está visto que não tem influência na orientação sexual, que não se suicidam por terem pais gays, que têm as mesmas condições de sucesso escolar e profissional que outras crianças com famílias tradicionais a partir daí eram um casal sujeito a triagem como outro qualquer.

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Está bem, adeus então.

 

Não te preocupa que o divórcio tenha passado a ser moda?

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Não te preocupa que o divórcio tenha passado a ser moda?

Não é um assunto a que eu dou muita atenção, mas claro que não me parece algo desejável, que as pessoas entrem de cabeça quente em uniões antes de terem pesado tudo.

De qualquer maneira, não era a isso que me referia...

 

"Que a homossexualidade passe a ser moda"?! O que é que queres dizer com isso?

Editado por totava

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Se está visto que não tem influência na orientação sexual, que não se suicidam por terem pais gays, que têm as mesmas condições de sucesso escolar e profissional que outras crianças com famílias tradicionais a partir daí eram um casal sujeito a triagem como outro qualquer.

 

Mas está visto como se eles não podem adotar? Foram realizados alguns estudos com amostragens significativas em Portugal? Existem assim tantos casos disponíveis para serem estudados de crianças criadas por casais homossexuais? Ou estamos apenas a falar de situações isoladas como a ex-namorada do Punk que foi criada pelo tio homossexual que se dizia pai dela e que, pelos vistos, nunca teve problemas?

 

É que se é para falar de situações isoladas eu também tenho conhecimento de um caso de dois irmãos que há 2 ou 3 anos viram o pai separar-se da mãe para ir viver com outro homem e que muito têm penado para ultrapassar a situação. Com toda a vergonha e humilhação a que estão sujeitos. Eu sei que são situações traumáticas e um bocadinho "ao lado" do cerne da questão, mas o facto de terem descoberto que o seu pai não era como os outros pais dos seus colegas não tem sido fácil de ultrapassar.

 

Não é um assunto a que eu dou muita atenção, mas claro que não me parece algo desejável, que as pessoas entrem de cabeça quente em uniões antes de terem pesado tudo.

De qualquer maneira, não era a isso que me referia...

 

"Que a homossexualidade passe a ser moda"?! O que é que queres dizer com isso?

 

Quero dizer exatamente o que disse. Que, para que uma medida como esta que estamos a discutir tenha efeitos positivos ao nível da mudança de mentalidades e da diminuição da discriminação para com os homossexuais e, por arrasto, pelos seus filhos teria que atingir um nível de generalização e banalização como acontece hoje em dia com os divórcios. Caso contrário os efeitos serão tendencialmente negativos.

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Quero dizer exatamente o que disse. Que, para que uma medida como esta que estamos a discutir tenha efeitos positivos ao nível da mudança de mentalidades e da diminuição da discriminação para com os homossexuais e, por arrasto, pelos seus filhos teria que atingir um nível de generalização e banalização como acontece hoje em dia com os divórcios. Caso contrário os efeitos serão tendencialmente negativos.

 

Não é exactamente a mesma coisa. Disseste "Preocupa-me que a homossexualidade passe a ser moda". Agora o que me parece que estás a dizer é que te preocupa que a única maneira de se mudar mentalidades é se a adopção por casais homossexuais se tornar tão comum quanto o divórcio. Mas o divórcio é uma ocorrência que separa famílias, e a adopção não, portanto não devo estar a perceber qual é bem o problema.

Editado por totava

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Mas está visto como se eles não podem adotar? Foram realizados alguns estudos com amostragens significativas em Portugal? Existem assim tantos casos disponíveis para serem estudados de crianças criadas por casais homossexuais? Ou estamos apenas a falar de situações isoladas como a ex-namorada do Punk que foi criada pelo tio homossexual que se dizia pai dela e que, pelos vistos, nunca teve problemas?

 

É que se é para falar de situações isoladas eu também tenho conhecimento de um caso de dois irmãos que há 2 ou 3 anos viram o pai separar-se da mãe para ir viver com outro homem e que muito têm penado para ultrapassar a situação. Com toda a vergonha e humilhação a que estão sujeitos. Eu sei que são situações traumáticas e um bocadinho "ao lado" do cerne da questão, mas o facto de terem descoberto que o seu pai não era como os outros pais dos seus colegas não tem sido fácil de ultrapassar.

 

Nos States há estudos feitos por universidades.

 

http://www.reuters.com/article/2009/09/25/us-adoption-children-idUSTRE58O3MK20090925

 

E eu estou a falar de crianças criadas desde bebés até se formarem enquanto pessoas. Cada caso é um caso. Não tenho conhecimento de ninguém nessas situações, certamente se tiverem problemas serão problemas como outros problemas na vida de uma criança. Alcoolismo, dificuldades financeiras, divórcios, um dos pais que foi preso, alguém com deficiência. Eu pelo menos vejo as coisas dessa forma, havendo o pressuposto de que os casais tendo a orientação que tiverem são sujeitos a avaliações e a acompanhamento.

 

E para além disso, tenho ideia que já para um casal normal conseguir adoptar são precisos dores de cabeças burocráticas que nunca mais acabam. Ao darem a hipótese a casais homossexuais, as adopções não iam aparecer em catadupa. Em toda a minha vida só conheci uma pessoa adoptada, para teres ideia. Em Portugal serão concluídos quantos processos de adopção, a cada ano? 10... 20... 30? Não sei. O que sei é que estamos a falar de dar um lar, possibilidades de uma vida melhor, a crianças. E se isso não implicar problemas de maior para as crianças acho irrelevante a orientação sexual dos pais.

 

Contudo percebo as reticencias de muitas pessoas. Quando falar em "moda" penso estejas a temer um surto de afirmação gay, querendo todos ter filhos, afirmando-se na sociedade. Mas penso que aí entra a parte das entidades sociais que regem essas situações. Por alturas da aprovação da despenalização do aborto no nosso país falou-se muito no facilitismo e no abandono da contracepção, todos temiam que os adolescentes irresponsáveis começassem a ver no aborto uma via banal e os aborto fosse aumentar exponencialmente. Aparentemente isso não aconteceu. Se calhar aqui seria o mesmo.

 

No entanto é tudo hipotético, são meras conjecturas. Não dá para ter certezas de nada. Mas eu sou a favor da liberdade, da igualdade de direitos e tenho compaixão por orfãos, refugiados de guerra, e flagelados de todo o tipo. Recuperar essas crianças é o mais importante.

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Não é exactamente a mesma coisa. Disseste "Preocupa-me que a homossexualidade passe a ser moda". Agora o que me parece que estás a dizer é que te preocupa que a única maneira de se mudar mentalidades é se a adopção por casais homossexuais se tornar tão comum quanto o divórcio. Mas o divórcio é uma ocorrência que separa famílias, e a adopção não, portanto não devo estar a perceber qual é bem o problema.

 

Vamos lá a ver se contextualizamos a conversa.

 

Problema: Potencial discriminação em relação às crianças adotadas por casais homossexuais.

Discriminação porquê?: Porque os pais são homossexuais. Ou seja, essa discriminação não é mais do que um derivado da discriminação em relação à homossexualidade.

 

Tese de alguns: Permitir que os casais homossexuais possam adotar vai contribuir para mudar as mentalidades, aumentar a tolerância e diminuir a discriminação para com os homossexuais. O que representa um efeito positivo.

Minha convicção: Essa medida não terá esse efeito positivo, podendo, muito pelo contrário, aumentar a intolerância e fenómenos discriminatórios.

 

Como é que eu sustento essa convicção?: Há poucos exemplos na história em que a discriminação e intolerância tenha diminuido pelo facto de aumentar a visibilidade dos alvos dessa discriminação.

Excepções: Os casos em que esse aumento é de tal forma generalizado que se torna banal, vulgar, comum. Uma moda, no sentido em que se multiplica.

 

Conclusão: A medida só terá efeitos positivos na mentalidade das pessoas e no funcionamento da Sociedade se for acompanhada pela banalização da homossexualidade, por forma a que seja um fenómeno tão vulgar que não suscite motivos para haver discriminação. Hoje em dia ninguém discrimina os divorciados porque toda a gente está divorciada ou conhece quem esteja ao nível das suas relações mais ou menos próximas. Portanto, a haver efeitos positivos, a homossexualidade teria que passar a ser uma moda, no sentido em que se multiplica. A acontecer isso constituiria para mim uma preocupação, tal como me preocupa a banalização e a moda do divórcio.

 

 

Nos States há estudos feitos por universidades.

 

http://www.reuters.com/article/2009/09/25/us-adoption-children-idUSTRE58O3MK20090925

 

E eu estou a falar de crianças criadas desde bebés até se formarem enquanto pessoas. Cada caso é um caso. Não tenho conhecimento de ninguém nessas situações, certamente se tiverem problemas serão problemas como outros problemas na vida de uma criança. Alcoolismo, dificuldades financeiras, divórcios, um dos pais que foi preso, alguém com deficiência. Eu pelo menos vejo as coisas dessa forma, havendo o pressuposto de que os casais tendo a orientação que tiverem são sujeitos a avaliações e a acompanhamento.

 

E para além disso, tenho ideia que já para um casal normal conseguir adoptar são precisos dores de cabeças burocráticas que nunca mais acabam. Ao darem a hipótese a casais homossexuais, as adopções não iam aparecer em catadupa. Em toda a minha vida só conheci uma pessoa adoptada, para teres ideia. Em Portugal serão concluídos quantos processos de adopção, a cada ano? 10... 20... 30? Não sei. O que sei é que estamos a falar de dar um lar, possibilidades de uma vida melhor, a crianças. E se isso não implicar problemas de maior para as crianças acho irrelevante a orientação sexual dos pais.

 

Contudo percebo as reticencias de muitas pessoas. Quando falar em "moda" penso estejas a temer um surto de afirmação gay, querendo todos ter filhos, afirmando-se na sociedade. Mas penso que aí entra a parte das entidades sociais que regem essas situações. Por alturas da aprovação da despenalização do aborto no nosso país falou-se muito no facilitismo e no abandono da contracepção, todos temiam que os adolescentes irresponsáveis começassem a ver no aborto uma via banal e os aborto fosse aumentar exponencialmente. Aparentemente isso não aconteceu. Se calhar aqui seria o mesmo.

 

No entanto é tudo hipotético, são meras conjecturas. Não dá para ter certezas de nada. Mas eu sou a favor da liberdade, da igualdade de direitos e tenho compaixão por orfãos, refugiados de guerra, e flagelados de todo o tipo. Recuperar essas crianças é o mais importante.

 

Nos states... Que não me parece que seja o sítio para onde os futuros papás e mamãs homossexuais irão criar os seus filhos.

 

Os bebés também chegam a uma altura em que crescem e se começam a aperceber do mundo que os rodeia. E decerto que, a haver problemas, serão como todos os outros problemas que referiste. A minha única reserva é o facto de não perceber porque raio vamos criar mais um problema que hoje em dia não existe.

 

Exacto. E não seriam medidas muito mais simpáticas as que produzissem resultados quanto à simplificação do processo de adoção, permitindo que todos aqueles que hoje em dia passam por por esse inferno burocrático pudessem oferecer um lar às crianças mais rapidamente?

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Nos states... Que não me parece que seja o sítio para onde os futuros papás e mamãs homossexuais irão criar os seus filhos.

 

Os bebés também chegam a uma altura em que crescem e se começam a aperceber do mundo que os rodeia. E decerto que, a haver problemas, serão como todos os outros problemas que referiste. A minha única reserva é o facto de não perceber porque raio vamos criar mais um problema que hoje em dia não existe.

 

Exacto. E não seriam medidas muito mais simpáticas as que produzissem resultados quanto à simplificação do processo de adoção, permitindo que todos aqueles que hoje em dia passam por por esse inferno burocrático pudessem oferecer um lar às crianças mais rapidamente?

 

A discriminação é um pouco transversal a todo o mundo, seja lá porque motivo for. O país é irrelevante, a meu ver.

 

O problema não existe hoje, mas também não tem que passar a existir apenas porque nós temos medo do que as pobres crianças possam vir a enfrentar. Eu não sou psicólogo, ou sociólogo ou outro qualquer especialista. Por isso não sei se será um problema. Mas mesmo assim, mais vale ter uma família e ouvir um ou dois totós a chamarem os pais de gays do que viver no estigma de ser orfão.

 

E de resto sim, parece-me mais crucial melhorar o processo de adopção.

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Problema: Potencial discriminação em relação às crianças adotadas por casais homossexuais.

Discriminação porquê?: Porque os pais são homossexuais. Ou seja, essa discriminação não é mais do que um derivado da discriminação em relação à homossexualidade.

Estou a ver o que queres dizer, mas acabo por não estar de acordo com o problema inicial. Sim, há potencial de discriminação em relação a crianças adoptadas por casais homossexuais. Também há potencial de discriminação em relação a crianças com pais de cor negra, pais de cor verde, púrpura, etc. Mas o que é verdade é que é potencial. Nem se sabe se essa tal discriminação ocorreria mesmo, estamos quase a dar como garantidos que todas as pessoas têm mentalidade retrógrada e vão atacar a criança por causa dos seus pais.

 

Portanto, a haver efeitos positivos, a homossexualidade teria que passar a ser uma moda, no sentido em que se multiplica.

 

Quando dizes isso, parece que vês isso como um problema ou será impressão minha, sem dúvida causada pela outra vez em que disseste "Preocupa-me que a homossexualidade se torne uma moda"?

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A discriminação é um pouco transversal a todo o mundo, seja lá porque motivo for. O país é irrelevante, a meu ver.

 

O problema não existe hoje, mas também não tem que passar a existir apenas porque nós temos medo do que as pobres crianças possam vir a enfrentar. Eu não sou psicólogo, ou sociólogo ou outro qualquer especialista. Por isso não sei se será um problema. Mas mesmo assim, mais vale ter uma família e ouvir um ou dois totós a chamarem os pais de gays do que viver no estigma de ser orfão.

 

E de resto sim, parece-me mais crucial melhorar o processo de adopção.

 

Assim torna-se difícil... Rebater argumentos de pessoas que vociferam contra o conservadorismo da nossa Sociedade, dizendo que somos um país de mentalidade retrógada e intolerante e que são necessárias medidas para alterar essa mentalidade e, ao mesmo tempo, responder a quem pensa que, afinal, não somos diferentes dos outros povos e que nem é garantido que haja problemas discriminatórios. Fico de mãos atadas. Só me resta dizer que não me sinto confortável em apoiar uma medida que utilizará algumas crianças como experiência piloto para se ver, mais tarde, se a coisa correu bem ou mal.

 

E quanto ao estigma de ser órfão não podia discordar mais contigo. Acho que não existe estigma nenhum. Acho que em relação aos órfãos o sentimento é mais de compaixão e de pena, O que também não deixa de ser terrível. Gera sentimentos de revolta. O inevitável "porque é que tinha de me acontecer a mim"?

 

Estou a ver o que queres dizer, mas acabo por não estar de acordo com o problema inicial. Sim, há potencial de discriminação em relação a crianças adoptadas por casais homossexuais. Também há potencial de discriminação em relação a crianças com pais de cor negra, pais de cor verde, púrpura, etc. Mas o que é verdade é que é potencial. Nem se sabe se essa tal discriminação ocorreria mesmo, estamos quase a dar como garantidos que todas as pessoas têm mentalidade retrógrada e vão atacar a criança por causa dos seus pais.

 

 

 

Quando dizes isso, parece que vês isso como um problema ou será impressão minha, sem dúvida causada pela outra vez em que disseste "Preocupa-me que a homossexualidade se torne uma moda"?

 

Mais uma voz que se levanta em favor da Sociedade tolerante em que nos movemos. Portanto, se a discriminação é apenas potencial, vale a pena corrermos o risco não é? Afinal estamos a falar só de algumas dezenas de crianças que, nos tempos mais próximos, podem ser alvos de discriminação. Vivemos bem com isso. Elas que se desenrasquem tal como tantos outros que já são alvos de discriminações parecidas. E se formos a ver bem, elas até já são órfãs ou abandonadas pelos pais, por isso da discriminação ninguém as salva... É assim?

 

 

Parece-me óbvio que numa situação em que, por absurdo, a percentagem de homossexuais atingisse níveis semelhantes à percentagem de heterossexuais isso constituiria um grave problema. Inclusivamente de sobrevivência da espécie humana. Pelo menos eu vejo isso como um problema. Mas talvez seja só eu... :confuso:

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Acho que as crianças nem se importarão muito de, sei lá, terem pais ao invés de não terem...

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Antes de se preocuparem em adopção por casais homossexuais, que deixem o resto do pessoal que quer adotar o faça. Penso que seja essa a ideia do Desc e que eu concordo, dado que conheço um casal que anda a 10 anos para tentar adotar e ainda não conseguiu

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Acho que as crianças nem se importarão muito de, sei lá, terem pais ao invés de não terem...

 

20 páginas depois ainda andam com este argumento? O Desc até já escreveu em caps que se há crianças que não têm pais é por culpa da burocracia, porque há potenciais pais em lista de espera. Assim é difícil...

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Claro que acho bem que se diminua a burocracia envolvida no processo de adopção, mas até parece que ou se faz uma coisa ou outra, mas vá, eu não sei quanto trabalho entra em escrever uma lei.

Se o Parlamento eventualmente passar medidas que facilitam o processo da adopção a casais heterossexuais e passar a adopção por casais homossexuais, os casais homossexuais não iriam roubar as eventuais crianças adoptivas desses casais. Portanto, se as prioridades já estão registadas, e o Parlamento até já teve esta oportunidade, qual é a diferença de passar a medida agora ou mais tarde?

 

Parece-me óbvio que numa situação em que, por absurdo, a percentagem de homossexuais atingisse níveis semelhantes à percentagem de heterossexuais isso constituiria um grave problema. Inclusivamente de sobrevivência da espécie humana. Pelo menos eu vejo isso como um problema. Mas talvez seja só eu... :confuso:

 

Mas como é possível que a homossexualidade se torne uma moda? Achas que a orientação sexual se escolhe? "Ah, é bué de fixe ser heterossexual/homossexual, 'bora lá ser". De qualquer maneira, nesse cenário de absurdo, não seria a espécie humana que ficava em risco de sobrevivência, 3,5 mil milhões de pessoas chega e sobra.

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lol nunca seria um problema de sobrevivência porque os homossexuais podem ter filhos biológicos não é por gostarem de pegar de empurrão que não podem fazer um biscate para o bem da humanidade :mrgreen:

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Antes de se preocuparem em adopção por casais homossexuais, que deixem o resto do pessoal que quer adotar o faça. Penso que seja essa a ideia do Desc e que eu concordo, dado que conheço um casal que anda a 10 anos para tentar adotar e ainda não conseguiu

 

Ora nem mais. Em tese eu não sou contra a adoção por parte de casais homossexuais desde que se verifique que isso se traduz numa vantagem evidente para as crianças. Num caso em que, por exemplo, existissem mais crianças para adotar do que potenciais pais candidatos à adoção. E isso não se verifica hoje em dia em Portugal.

 

Reconheço que há problemas relacionados com a adoção e que as crianças ficam tempo demais institucionalizadas. Mas aí há que investir em medidas que agilizem o processo e não criar problemas onde eles hoje não existem apenas para satisfazer lobbys mais ou menos poderosos.

 

Claro que acho bem que se diminua a burocracia envolvida no processo de adopção, mas até parece que ou se faz uma coisa ou outra, mas vá, eu não sei quanto trabalho entra em escrever uma lei.

Se o Parlamento eventualmente passar medidas que facilitam o processo da adopção a casais heterossexuais e passar a adopção por casais homossexuais, os casais homossexuais não iriam roubar as eventuais crianças adoptivas desses casais. Portanto, se as prioridades já estão registadas, e o Parlamento até já teve esta oportunidade, qual é a diferença de passar a medida agora ou mais tarde?

 

 

 

Mas como é possível que a homossexualidade se torne uma moda? Achas que a orientação sexual se escolhe? "Ah, é bué de fixe ser heterossexual/homossexual, 'bora lá ser". De qualquer maneira, nesse cenário de absurdo, não seria a espécie humana que ficava em risco de sobrevivência, 3,5 mil milhões de pessoas chega e sobra.

 

Pois. Até parece mesmo isso. Talvez tenha apenas a ver com o caráter mediático da coisa, mas pelo que me apercebo a agenda política nessa matéria parece que se esgota com a questão dos casais homossexuais.

 

 

Uma moda, no sentido em que se multiplica, como eu referi. Mas confesso a minha ignorância nesse assunto. Se não é uma escolha, se não é uma doença, se não se transmite pela permanência em ambientes homossexuais, é como? É genético? As pessoas já nascem com a sua orientação sexual determinada? Se assim for não há, de facto, o risco de se tornar uma moda.

 

Perigosíssima a frase que destaquei a bold... Sabendo que no mundo vivem hoje cerca de 7 mil milhões qual será a metade que não faz falta? :-k

 

lol nunca seria um problema de sobrevivência porque os homossexuais podem ter filhos biológicos não é por gostarem de pegar de empurrão que não podem fazer um biscate para o bem da humanidade :mrgreen:

 

Um sacrifício para salvaguardar a subsistência da espécie...:lol:

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Perigosíssima a frase que destaquei a bold... Sabendo que no mundo vivem hoje cerca de 7 mil milhões qual será a metade que não faz falta? :-k

Perigosíssima se for interpretada mal. Disseste que se metade da população fosse homossexual a sobrevivência da espécie humana estaria em perigo, eu limitei-me a dizer que a espécie humana não estava de todo condenada se 3,5 milhares de milhões de pessoas se reproduzissem, uma vez que em certas alturas a espécie humana já esteve abaixo de 10.000 indivíduos. Usei 3,5 mil milhões porque sugeriste o cenário de 50% da população ser homossexual, e esse número é metade da população mundial actual.

 

Não estava a encorajar genocídio ou democídio...obviamente. Mas claro que isto é tudo um cenário absurdo, como já tinhas dito.

Editado por totava

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Guest fiasco

O pessoal "anti" mas que depois diz que não é bem ser "anti", faz-me lembrar o pessoal que diz que não é racista, mas depois diz ao vizinho para não vender/arrende casas a pretos...

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Acho que estás a fazer uma pequena confusão. Não se está a falar de colocar mais um filtro. Esse filtro já existe. Está a falar-se de retirar esse filtro. O que está em discussão não é impedir que os casais homossexuais possam adoptar porque essa é a situação atual, é permitir que eles o façam.

 

E a minha opinião é que se deve mudar apenas quando as consequências serão positivas face à situação vigente. Tendo sempre presente que, quando se fala sobre adoção a questão fundamental são os interesses das crianças.

 

 

 

Mas quem é que impede as crianças de serem adotadas? Até parece que os gays vêm agora salvar o mundo e eliminar a "praga" dos pobres órfãos que não têm família.

 

Como eu já referi há muitos posts atrás, existem listas de espera de candidatos a pais adotivos. Em Portugal não há excesso de crianças para adotar. Há excesso de pais com vontade de adotar. Se esta medida vier a ser aprovada a primeira consequência será um aumento dessa lista de espera.

Não estou a confundir nada. Tu é que estás a ver se me confundes. Volto a dizer: se o Estado reconhece a união conjugal entre pessoas do mesmo sexo, com que lógica lhes veda o acesso aos mesmos direitos dos casais heterosexuais? Em que te fundamentas para achar que não seria uma mudança positiva? Há dados concretos acerca da adoção por casais homosexuais em Portugal?

E volto-te a lembrar que é sempre do melhor interesse das crianças ter o máximo de opções disponíveis. Em vez de 30 lares condignos, serão 40. Não é melhor assim? E quem falou em salvação? Trata-se de direitos, porra! O direito de um casal legalmente reconhecido a poder candidatar-se para adotar e o direito de uma criança necessitada a ter mais e, quiçá, melhores opções de vida. É simples!

 

Se há noite os pais decidem comer as pilas um do outro é algo sobre o qual o Estado não tem absolutamente nenhum direito de fundamentar um pedaço de legislação.

 

E tu, afinal, estás preocupado com as crianças ou com as filas de espera?

Editado por 13thReverend

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Perigosíssima se for interpretada mal. Disseste que se metade da população fosse homossexual a sobrevivência da espécie humana estaria em perigo, eu limitei-me a dizer que a espécie humana não estava de todo condenada se 3,5 milhares de milhões de pessoas se reproduzissem, uma vez que em certas alturas a espécie humana já esteve abaixo de 10.000 indivíduos. Usei 3,5 mil milhões porque sugeriste o cenário de 50% da população ser homossexual, e esse número é metade da população mundial actual.

 

Não estava a encorajar genocídio ou democídio...obviamente. Mas claro que isto é tudo um cenário absurdo, como já tinhas dito.

 

Não concordo com o Desc neste ponto, mas as tuas contas estão mal feitas. Porque se seguirmos as contas hiperbolizadas de metade da população ser homossexual, então na primeira geração seriam 3,5 mil milhões como referiste, na segunda geração seriam 1,75 mil milhões em 3,5 mil milhões, na terceira seriam 875 milhões em 1,75 mil milhões, and so on. Isto partindo do pressuposto criado antes, claro.

 

Não estou a confundir nada. Tu é que estás a ver se me confundes. Volto a dizer: se o Estado reconhece a união conjugal entre pessoas do mesmo sexo, com que lógica lhes veda o acesso aos mesmos direitos dos casais heterosexuais?

 

E este é o ponto onde discordo do Desc. Aqui o 13 tem toda a razão, e no entanto continuo a achar que se deve estudar bem a situação. E eu sei que pode ser, ou é mesmo, discriminatório, mas estou a pensar antes de mais nas crianças. E se se comprovar que a adopção por casais homossexuais não lhes trará problemas acrescidos, então siga. Mas como tudo, antes de se dar um passo tem de se analisar bem as condições do terreno, não vá este ceder inesperadamente. O problema de Portugal é que se tomam decisões sem se olhar para baixo e depois as coisas correm mal.

 

O pessoal "anti" mas que depois diz que não é bem ser "anti", faz-me lembrar o pessoal que diz que não é racista, mas depois diz ao vizinho para não vender/arrende casas a pretos...

 

Outro problema está aí: é que eu estou a ler o que o Desc está a escrever e ele em momento algum referiu ser contra a homossexualidade, os seus casamentos ou a adopção. Referiu, isso sim, que é contra sem antes se estudar bem se é vantajoso para as crianças, se resolve problemas e se não os cria onde não os há. É uma forma diferente de ver as coisas que eu partilho em parte, mas que há muita gente a interpretar como homofobia e como algo retrógrado. E não o é.

 

btw, o exemplo que deste não é fidedigno: seria mais como ele não ser racista, mas dizer ao vizinho para apenas vender/arrendar casas a pretos se se comprovar que "eles" terão condições financeiras para o fazer e se não causarão problemas no futuro. Algo que de resto se faz tanto a pretos como a brancos.

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Mas quais estudos? Sobre o impacto da sexualidade dos pais na vida dos filhos? Ou estudos apenas sobre a homosexualidade? Aproveite-se e estudem-se todos os complexos e tiques colonislistas e fascistas que ainda subsistem na nossa sociedade. Estude-se a cor de pele dos candidatos. Estude-se a nacionalidade. Estude-se a religião. Estude-se também o impacto de um casal comunista na vida política de uma criança. Porque não?

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Guest fiasco

Mas isso é ridículo.

Quando era puto fui gozado por ser gordito.

Havia putos gozados por terem mochilas Monte Carlo, em vez de Monte Campo.

Eu passei a ser rei, porque fui o primeiro na escola com all-stars.

Fui gozado porque parti os dois dentes da frente a ser radical.

Fui assaltado, porque comia e calava. Fui suspenso, porque comi e não me calei. Era gozado por comer e calar, passaram a baixar a crista, porque comi e não calei.

Haviam putos gozados porque nao gostavam de jogar à bola, outros porque preferiam estar com as raparigas. Outros porque preferiam estar a fazer os trabalhos de casa. Outros porque eram do SASE. Outros porque os avós os iam buscar. Outros porque dava beijos ao pai/avô.

Não passa pela cabeça de alguém cortar qualquer uma destas coisas como forma de acabar com os gozos/bullying. Isto já existe desde sempre.

 

Claro que todas as adopções têm ser muito bem estudadas e analisadas, sejam heteros, homo ou herma. Mas acho que não deveria entrar sequer em equação quando se trata de proibir.

 

E sobre isto falo com conhecimento de causa, porque existe na família um casal homossexual com uma criança ao seu encargo. Um rapaz de 8 anos que o que mais gosta é de dar chutos numa bola, jogar psp e olhar para debaixo das saias das colegas de escola. Refere-se aos dois como pai. E segundo consta, todos os outros pais os adora.

E olhem que um dos pais é brasileiro. (levaria com duplo ódio)

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