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Ghelthon

Miguel Portas morreu aos 53 anos

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Miguel

 

 

Conheci o Miguel, sardento, louro, espigado, irrequieto e tinha 13 anos. Foi numa assembleia de estudantes do ensino secundário, que se realizou na cantina de Económicas, o ISEG de hoje. Discussões acaloradas, heroísmo à flor da pele, a ditadura e a guerra pela frente – nessa altura, o futuro era magnífico. E foi. O 25 de Abril e os melhores anos da nossa vida, como dizia o José Afonso.

 

Economista por empréstimo, foi sempre jornalista e político por vocação. Com a vertigem dos anos finais da ditadura, entrou na UEC e foi escolhido para a sua comissão central em 1974. Do PCP sairia em 1989, quinze anos depois e sem mágoas, sempre respeitador dessa vida militante. Entretanto, foi animador cultural na Câmara de Ourique e na serra algarvia. Aprendeu o trabalho local, a importância da cultura e da comunicação popular. Tornou-se jornalista, lançou a revista "Contraste" em 1986 e fez dela um ícone da cultura à esquerda. Foi depois jornalista do "Expresso", a partir de 1988, e editor internacional da sua revista até 1994. Fez a cobertura da campanha eleitoral do PSR em 1991, e lembro-me de como se divertia com a minha ingenuidade sobre o que seria ser deputado. Tinha razão.

 

A partir de 1995, fez aquilo de que mais gostava, criou um jornal em que podia agir com as suas próprias escolhas. O "Já" foi essa aventura, depois a "Vida Mundial". Fez a cobertura da queda do regime da Roménia, onde sentiu o cheiro do 25 de Abril e os riscos do que aí vinha. Com jornalistas, amigos, gente de talento e de vontade, inventou jornalismo, fez actualidade, lutou pelas ideias, convidou opiniões. Que falta que faz um jornal como esses.

 

Escreveu três livros: “E o Resto é Paisagem” (2002), “No Labirinto”, sobre o Líbano (2006) e “Périplo”, sobre as histórias do Mediterrâneo, com Cláudio Torres (2006). Como sempre lembra o Inimigo Público, o suplemento satírico do Público, a sua profunda ligação ao Médio Oriente levava-o a interessar-se pela sua gastronomia, pelo cinema, pelas lendas, pelas histórias, pelos partidos, pelas guerras e pela paz. Tomou posição. Arriscou-se. Falou com todos. Atravessou o Líbano debaixo de bombardeamento israelitas. Defendeu energicamente o povo palestino. Juntou-se às vozes dos movimentos de paz em Israel.

 

Viveu a vida intensamente e com gosto. Foi dirigente do Bloco e eurodeputado até ao último momento. Incentivou-nos da cama do hospital. Combinou a sua viagem que faltava, à Birmânia, e que nunca fará. Despediu-se dos filhos.

 

Viveu connosco e nós vivemos com ele. Perdemo-lo e não o esquecemos. Um abraço, Miguel.

 

Francisco Louçã @ Facebook

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Guest fiasco

RIP Miguel P

Como ele havia poucos, e os melhores são sempre os primeiros a partir..

Falei / Ouvi em alguns encontros do BE, era de uma inteligência e cultura fascinante.

É uma grande perda para a nossa politica.

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Fui apanhado de surpresa, nem sabia que estava mal. :S

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Não sabia da doença. Fiquei obviamente chocado. Que descanse em paz.

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Fim de dia triste, este :(

Como disse no tópico da política, estava à espera que ele ainda durasse mais uns bons anos, depois de ter sido operado ao cancro no pulmão. Enfim... assim não calhou. Grande perda para a política e para o país. Descanse em paz.

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Que tivesse sido antes o irmao.

 

Agora a sério, nao estava nada à espera. Perda importante do BE

 

Descanse em paz

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Apesar de nao ser do meu quadrante politico, era uma figura com a qual simpatizava, bastante agradavel de ouvir.

 

O Cancro é uma p*ta de uma doença f*dida...

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Não sabia que ele estava doente, não estava nada à espera, tinha simpatia por ele.

 

RIP

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Que tivesse sido antes o irmao.

 

Agora a sério, nao estava nada à espera. Perda importante do BE

 

Descanse em paz

 

Bold: :cadeirada: que desnecessario fdx.

 

RIP

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Descansa em paz. Sempre se pautou pelo respeito e por uma coerência grande, acho. Gostava muito de o ouvir falar e mesmo que não concordasse com uma coisa ou outra ele fazia uma coisa: fazia-nos pensar.

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Expectável. A última vez que o vi na TV já denotava estar perto do fim. Até pela maneira que falava.

 

Perde-se um bom político, sempre muito coerente nas suas afirmações e um dos principais impulsionadores do Bloco.

 

Descanse em paz!

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Hey fds estrelas.gif

 

Era o unico gajo que eu gostava da politica estrelas.gif

 

RIP

Editado por Eduardo Manarte

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Apesar de nao ser do meu quadrante politico, era uma figura com a qual simpatizava, bastante agradavel de ouvir.

 

O Cancro é uma p*ta de uma doença f*dida...

mesmo..

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