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Descobertas moléculas de açúcar essenciais à vida a 400 anos-luz da Terra

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Descobertas moléculas de açúcar essenciais à vida a 400 anos-luz da Terra

Astrónomos descobriram moléculas de açúcar no gás que circunda uma estrela binária jovem, com massa semelhante ao Sol, a 400 anos-luz da Terra, concluindo que componentes necessários à vida existiam no Sistema Solar durante a formação dos planetas.

 

A descoberta, hoje anunciada em comunicado pelo Observatório Europeu do Sul (OES), foi feita a partir de um radiotelescópio com antenas de alta precisão, localizado em Llano de Chajnantor, a Norte do Chile, a cinco mil metros de altitude.

 

O projeto de observações - "Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array" (ALMA) - resulta de uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com o Chile.

 

Na Europa, o ALMA é financiado pelo OES, do qual Portugal é um dos países-membros.

 

Uma equipa internacional de astrónomos, liderada pelo dinamarquês Jes Jørgensen, do Instituto Niels Bohr, na Dinamarca, detetou moléculas de glicoaldeído no gás que rodeia uma estrela binária (duas estrelas a orbitarem um centro de massas comum) recém-formada, com massa semelhante ao Sol, chamada IRAS 16293-2422, a cerca de 400 anos-luz de distância, relativamente próxima da Terra.

 

Há quatro anos, uma outra equipa, do Instituto de Radioastronomia Milimétrica, detetou, com o auxílio de um radiotelescópio com seis antenas de 15 metros de diâmetro, nos Alpes franceses, a mesma molécula, mas a cerca de 26 mil anos-luz da Terra, numa região de formação de estrelas em massa fora do centro da Galáxia.

 

O glicoaldeído é uma forma simples de açúcar que se distingue da sacarose, molécula maior que existe na comida e na bebida. O açúcar é composto por moléculas que contêm carbono, hidrogénio e oxigénio.

 

Pela primeira vez, o glicoaldeído foi encontrado "tão perto de uma estrela do tipo solar, a distâncias comparáveis à distância de Urano ao Sol, no Sistema Solar", assinala o Observatório Europeu do Sul, acrescentando que "a descoberta mostra que alguns dos componentes químicos necessários à vida existiam neste sistema na altura da formação planetária".

 

O astrónomo Jes Jørgensen, autor principal do artigo científico a publicar na revista Astrophysical Journal Letters, descreve que "no disco de gás e poeira que circunda a estrela recém-formada" foi observada "uma forma de açúcar simples não muito diferente do açúcar" que se põe no café e que constitui "um dos ingredientes na formação do ARN, que, tal como o ADN, ao qual está ligado, é um dos blocos constituintes da vida".

 

O ADN (ácido desoxirribonucleico) é composto por moléculas que contêm instruções genéticas que coordenam o funcionamento dos seres vivos e contribuem para a construção das proteínas e do ARN (ácido ribonucleico), responsável pela síntese de proteínas da célula, mas com moléculas de dimensões muito inferiores às formadas pelo ADN.

 

Segundo o Observatório Europeu do Sul, "as medições precisas feitas em laboratório dos comprimentos de onda característicos das ondas rádio emitidas pelo glicoaldeído foram indispensáveis na identificação feita pela equipa da molécula no Espaço".

 

Além do glicoaldeído, a estrela binária IRAS 16293-2422 é também conhecida por ter uma quantidade de outras moléculas orgânicas complexas, como etilenoglicol, metanoato de metila e etanol, realça o OES.

 

Para a astrónoma Cécile Favre, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, que também participou na investigação, o extraordinário nas observações ALMA é que "as moléculas de açúcar estão a cair em direção a uma das estrelas do Sistema" Solar.

 

"As moléculas de açúcar não só se encontram no local certo para encontrarem o seu caminho até um planeta, estão também a deslocar-se na direção correta", defende.

 

A questão agora, de acordo com o astrónomo Jes Jørgensen, é saber "qual a complexidade que estas moléculas podem atingir antes de serem incorporadas em novos planetas".

 

As nuvens de gás e poeira, que formam sistemas planetários e desintegram-se para dar origem a novas estrelas, são extremamente frias (normalmente estão a cerca de dez graus acima).

 

O Observatório Europeu do Sul explica que muitos gases solidificam sob a forma de gelo sobre as partículas de poeira, onde depois se juntam para formar moléculas mais complexas.

 

"Quando uma estrela se forma no meio de uma nuvem de gás e poeira em rotação, aquece as regiões internas da nuvem para cerca de uma temperatura ambiente, evaporando as moléculas quimicamente complexas e formando gases que emitem uma radiação característica em ondas rádio", esclarece o OES, adiantando que são estas ondas que "podem ser mapeadas com a ajuda de potentes radiotelescópios como o ALMA".

 

A construção do ALMA ficará completa no próximo ano, quando 66 antenas de alta precisão estiverem totalmente operacionais.

 

@ Jornal i

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Eu acho isto tão frustrante, "400 anos-luz". Anos-luz!! Qual é a cena de descobrir isto? Curiosidade? É que, mesmo que lá houvesse vida, o mais que arranjaríamos eram imagens da coisa. O que sim, era giro, mas será que compensa os rios de dinheiro que investem nisto?

Se fosse vida inteligente, o que é, tipo... enfim, para mim, é impossível, digam o que disserem. Simplesmente não acredito nisso. Portanto, dado que nunca teremos meios para sequer viajar a metade da velocidade da luz, que raio de vantagem tem este tipo de descobertas? Porque é que se gasta dinheiro num sítio a que a luz demora 400 anos a chegar!? É impensável lucrar com isto. Alguém que me contra-argumente, por favor, porque gostava mesmo de entender os esforços que se fazem nesta vertente!

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Eu acho isto tão frustrante, "400 anos-luz". Anos-luz!! Qual é a cena de descobrir isto? Curiosidade? É que, mesmo que lá houvesse vida, o mais que arranjaríamos eram imagens da coisa. O que sim, era giro, mas será que compensa os rios de dinheiro que investem nisto?

Se fosse vida inteligente, o que é, tipo... enfim, para mim, é impossível, digam o que disserem. Simplesmente não acredito nisso. Portanto, dado que nunca teremos meios para sequer viajar a metade da velocidade da luz, que raio de vantagem tem este tipo de descobertas? Porque é que se gasta dinheiro num sítio a que a luz demora 400 anos a chegar!? É impensável lucrar com isto. Alguém que me contra-argumente, por favor, porque gostava mesmo de entender os esforços que se fazem nesta vertente!

Mas pq é que o objectivo tem de ser lucrar?

E pq é que nunca teremos meios para sequer viajar a metade da velocidade da luz?

:confuso:

Editado por Gaberlunzie

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Porque é que vais investir em algo que não te dá retorno?

E... achas que tens sequer alguma remota possibilidade de viajar a essa velocidade, hoje em dia!? E mesmo que o fizesses, é só leres: 400 ANOS!

Sou mais de acordo que invistam (apesar de não ser a cena deles) mais em tecnologia de aeronaves, em medicina, sei lá. Algo mais útil para a sociedade. É muito giro saber se há vida num sítio estupidamente distante, mas que retorno se tem com isso? Não vale mais a pena investir os recursos noutras áreas?

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Porque é que vais investir em algo que não te dá retorno?

E... achas que tens sequer alguma remota possibilidade de viajar a essa velocidade, hoje em dia!? E mesmo que o fizesses, é só leres: 400 ANOS!

Sou mais de acordo que invistam (apesar de não ser a cena deles) mais em tecnologia de aeronaves, em medicina, sei lá. Algo mais útil para a sociedade. É muito giro saber se há vida num sítio estupidamente distante, mas que retorno se tem com isso? Não vale mais a pena investir os recursos noutras áreas?

Conhecimento.

 

Falaste no futuro, não de hoje em dia. Hoje em dia óbvio que não, no futuro não sei.

 

Para ti pelos vistos vale, para eles não. Eles valorizam o conhecimento do universo de uma maneira que tu não o fazes.

Há coisas bem mais estúpidas onde as pessoas gastam bastantes mais recursos.

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Conhecimento.

 

Falaste no futuro, não de hoje em dia. Hoje em dia óbvio que não, no futuro não sei.

 

Para ti pelos vistos vale, para eles não. Eles valorizam o conhecimento do universo de uma maneira que tu não o fazes.

Há coisas bem mais estúpidas onde as pessoas gastam bastantes mais recursos.

Tipo quê? Mais recursos que isto? Só se for em guerras, o que sempre foi inevitável.

Sobre o conhecimento do Universo, achas que isto influencia alguma coisa?

"Astrónomos descobriram moléculas de açúcar no gás que circunda uma estrela binária jovem, com massa semelhante ao Sol, a 400 anos-luz da Terra, concluindo que componentes necessários à vida existiam no Sistema Solar durante a formação dos planetas."

São pormenores interessantes, sim, mas, caso isto não dê aso ao desenvolvimento de uma tecnologia vantajosa, continua a não dar retorno.

 

Tenho uma visão um pouco radical da coisa. Acho que se devia investir em técnicas para, por exemplo, desviar corpos espaciais que estejam em órbita com o nosso planeta. Cenas desse tipo. Melhorar a capacidade de viajar no espaço, apostando nas tecnologias em si. Agora, este tipo de investigação... pah, pronto, acho um bocado para o inútil. É o tipo de coisa que um gajo lê, e fica "ah...fixe. E para que é que isto me serve?". Tou um bocado nisto.

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Tenho uma visão um pouco radical da coisa. Acho que se devia investir em técnicas para, por exemplo, desviar corpos espaciais que estejam em órbita com o nosso planeta.

 

Para quê gastar dinheiro quando temos o Bruce Willis?

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Tipo quê? Mais recursos que isto? Só se for em guerras, o que sempre foi inevitável.

Sobre o conhecimento do Universo, achas que isto influencia alguma coisa?

"Astrónomos descobriram moléculas de açúcar no gás que circunda uma estrela binária jovem, com massa semelhante ao Sol, a 400 anos-luz da Terra, concluindo que componentes necessários à vida existiam no Sistema Solar durante a formação dos planetas."

São pormenores interessantes, sim, mas, caso isto não dê aso ao desenvolvimento de uma tecnologia vantajosa, continua a não dar retorno.

 

Tenho uma visão um pouco radical da coisa. Acho que se devia investir em técnicas para, por exemplo, desviar corpos espaciais que estejam em órbita com o nosso planeta. Cenas desse tipo. Melhorar a capacidade de viajar no espaço, apostando nas tecnologias em si. Agora, este tipo de investigação... pah, pronto, acho um bocado para o inútil. É o tipo de coisa que um gajo lê, e fica "ah...fixe. E para que é que isto me serve?". Tou um bocado nisto.

 

Se leste a noticia toda diz lá a razão de ser importante. Volta a ler ;)

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Zacker :lol:

 

Então achas que é impossivel haver mais vida inteligente além da Terra quando o universo é infinito?

Editado por Matias Fernandez

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Eu acho isto tão frustrante, "400 anos-luz". Anos-luz!! Qual é a cena de descobrir isto? Curiosidade?

Sim, respondeste a ti próprio. A curiosidade é talvez a caracteristica humana mais básica e aquela que fez a humanidade chegar aos dias de hoje.

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Zacker :lol:

 

Então achas que é impossivel haver mais vida inteligente além da Terra quando o universo é infinito?

Olha que já li algures informação a apontar que ele não era infinito, apenas se expandiu, ou lá o que era :b

E tendo isso em conta, ya, não acredito em grandes milagres da vida. Porque, mesmo que houvesse alguma coisa, como já disse, tinhas, no máximo, fotos. Eu sei que isto é retrógrado, mas acho tão descabido viajar a uma velocidade maior que a da luz (de forma a conseguir interagir com a tal vida), que pronto...

 

Acho que isto serve como forma de um gajo se distrair, de sonhar um bocado. Porque a utilidade da coisa, parece-me nula.

 

 

Sim, respondeste a ti próprio. A curiosidade é talvez a caracteristica humana mais básica e aquela que fez a humanidade chegar aos dias de hoje.

Sem dúvida, e percebo onde queres chegar. Só que, pronto, acho que é um campo em que as coisas não correrão dessa feita.

Quando houver algum tipo de evidência de uma tecnologia que nos permita viajar a um quarto da velocidade da luz... até lá, acho isto eyecandy, e pouco mais.

 

 

Se leste a noticia toda diz lá a razão de ser importante. Volta a ler ;)

Já reli na diagonal, e não consigo dar com isso. O que é que é assim importante?

Editado por Zacker

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Olha que já li algures informação a apontar que ele não era infinito, apenas se expandiu, ou lá o que era :b

E tendo isso em conta, ya, não acredito em grandes milagres da vida. Porque, mesmo que houvesse alguma coisa, como já disse, tinhas, no máximo, fotos. Eu sei que isto é retrógrado, mas acho tão descabido viajar a uma velocidade maior que a da luz (de forma a conseguir interagir com a tal vida), que pronto...

 

 

 

1º O universo está numa infinita expansão.

 

2º A existência de vida noutros planetas é uma certeza estatística. Não é nenhum milagre. Tanto mais que já se descobriram micróbios e outros tipos de células vivas em corpos celestes.

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1º O universo está numa infinita expansão.

 

2º A existência de vida noutros planetas é uma certeza estatística. Não é nenhum milagre. Tanto mais que já se descobriram micróbios e outros tipos de células vivas em corpos celestes.

 

1 - Pois, foi isso que li. Portanto, não é infinito, apenas não pára de crescer.

 

2 - Mesmo que isso seja verdade, são vidas que não nos deverão afectar. Se ainda fosse a descoberta de um planeta onde pudéssemos habitar, ainda era a favor de tentarem arranjar meios para lá se lá chegar. Mas é tudo tão...pronto, acho que a satisfação da curiosidade de um gajo é das únicas vantagens disto. Se daqui por 50 anos já houver qualquer tipo de princípio de tecnologia que permita viajar a velocidades que se consigam comparar à da luz, espero lá estar para o admitir.

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Sim, respondeste a ti próprio. A curiosidade é talvez a caracteristica humana mais básica e aquela que fez a humanidade chegar aos dias de hoje.

Vinha cá dizer isto. Nós chegamos onde chegamos e evoluímos como evoluímos graças à curiosidade, ao querer ir mais além do que é aparentemente impossível.

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Já reli na diagonal, e não consigo dar com isso. O que é que é assim importante?

 

 

O astrónomo Jes Jørgensen, autor principal do artigo científico a publicar na revista Astrophysical Journal Letters, descreve que "no disco de gás e poeira que circunda a estrela recém-formada" foi observada "uma forma de açúcar simples não muito diferente do açúcar" que se põe no café e que constitui "um dos ingredientes na formação do ARN, que, tal como o ADN, ao qual está ligado, é um dos blocos constituintes da vida".

 

O ADN (ácido desoxirribonucleico) é composto por moléculas que contêm instruções genéticas que coordenam o funcionamento dos seres vivos e contribuem para a construção das proteínas e do ARN (ácido ribonucleico), responsável pela síntese de proteínas da célula, mas com moléculas de dimensões muito inferiores às formadas pelo ADN.

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Se o Universo não é infinito o que acontece se chegarmos ao fim do Universo, caimos a um poço sem fundo?

 

Stupid god

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1 - Pois, foi isso que li. Portanto, não é infinito, apenas não pára de crescer.

 

2 - Mesmo que isso seja verdade, são vidas que não nos deverão afectar. Se ainda fosse a descoberta de um planeta onde pudéssemos habitar, ainda era a favor de tentarem arranjar meios para lá se lá chegar. Mas é tudo tão...pronto, acho que a satisfação da curiosidade de um gajo é das únicas vantagens disto. Se daqui por 50 anos já houver qualquer tipo de princípio de tecnologia que permita viajar a velocidades que se consigam comparar à da luz, espero lá estar para o admitir.

 

É o que dá não tomar atenção às aulas de ciência. Depois dizem-se barbaridades como essa aí.

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2º A existência de vida noutros planetas é uma certeza estatística. Não é nenhum milagre. Tanto mais que já se descobriram micróbios e outros tipos de células vivas em corpos celestes.

Oi?!?

 

Isso foi no livro do Dan Brown pah.

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É o que dá não tomar atenção às aulas de ciência. Depois dizem-se barbaridades como essa aí.

Esta era a parte onde citavas a barbaridade em si, Einstein.

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