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Papa deixa que jovem com síndrome de Down suba no Papamóvel

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Mas SAS, acho que não me fiz entender.

 

Eu não quero dizer que não sejam relevantes a nível socio-cultural. Refiro-me ao factor religioso e ao facto de o estado não se assumir como cristão.

 

O Santo padroeiro da aldeia do meu pai é o São Marcos. É festejado por alturas do dia do pai. E naquela aldeia o feriado é tudo menos religioso. É uma desculpa para as pessoas que saíram da aldeia lá voltarem e celebrarem. Acho isso importante.

 

Agora, mais uma vez, o que sou contra é um estado que se diz laico assumir esses mesmos feriados religiosos e, inclusive, negociar com a igreja a manutenção ou abolição do calendário esses mesmos feriados.

 

Acho que seria muito mais coerente o estado assumir-se, de uma vez por todas, como cristão. Sendo laico, não ter feriados religiosos é algo perfeitamente normal. Anormal é ter que negociar com a Igreja. O que acaba com o conceito de estado laico.

 

Citando a Infopedia.

"Por estado laico entende-se uma forma de estruturação e governo de um país em que não existe privilégio ou intervenção de qualquer confissão religiosa, de maneira a não criar conflitos de interesses entre os corpos governativo e religioso e não salientar uma crença em detrimento das demais."

 

Percebes onde quero chegar?

 

No mais, agradeço a maneira civilizada como estás a responder-me.

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Não é anormal do meu ponto de vista porque esses feriados são religiosos mas só mesmo de nome para a esmagadora maioria que os festeja. E o exemplo que deste é exemplo disso.

São ditos religiosos pela sua origem (que muitas vezes até é pagã) e pouco mais, o que no entanto não lhes retira toda a sua importância.

 

Agora vamos imaginar que o Estado retira os feriados ditos religiosos, que obriga as autarquias a os eliminar e que nem se quer dá contestação religiosa.

Ora isto significa que as festas já não se podem realizar, impedindo a reunião de familiares e amigos porque as pessoas têm de estar a trabalhar nesse dia ou no seguinte, que o comércio que floresce nesses dias desaparecia, que os turistas que visitam as cidades\vilas\aldeias nesse dia não iriam aparecer para gastar dinheiro e conhecer os locais e tradições fomentando o seu regresso e que tradições seculares seriam remetidas a contos do antigamente.

Isto levaria a forte contestação popular como se têm visto cada vez que se mexe em alguma coisa disto.

 

Dito isto, podes me perguntar se sendo assim não se podia passar a fazer essas datas nos fds. De facto podiam mas é como estares a meter o 1 de Maio num 3 de Maio porque é fim de semana ou comemorar o 25 de Abril no dia 28 porque é um Domingo.

Vai contra a importância cultural e social da data em questão.

 

Ainda para mais mesmo que se acabasse com a oficialidade dos feriados eles acabariam por ocorrer por contestação social o que levaria as autarquias a dar dia de ponte no dia referente. Logo estaríamos apenas a tapar o sol com a peneira e honestamente parece-me um pouco hipócrita proceder dessa forma só para anunciar aos sete ventos a laicização total e absoluta do Estado.

 

Portanto, não me parece que nem os feriados devam acabar nem se deva anunciar o Estado português como cristão (o que seria um retrocesso social bastante grande porque abriria as portas a muitas coisas mais extremistas).

 

O que tem de ser feito é aquilo que agora toda a gente apregoa mas poucos sabem o que significa e quase ninguém se esforça para tal, o consenso. E felizmente é dos poucos casos onde acho que tal tem sido conseguido na plenitude.

Assim existe um compromisso entre o Estado laico e as raízes culturais são parte integrante do mesmo.

 

Finalizando, a questão da relação entre a Santa Sé e o Estado está relacionada com tratados e acordo que não vêm de hoje. Se podem ser mudados ou rescindidos é outra questão que pode e deve ser analizada.

 

PS: Um Estado laico é um Estado que não toma partidos mas respeita as posições e escolhas religiosas dos seus habitantes. Visto que estes feriados são parte integrante da cultura portuguesa parece-me aceitável que o Estado respeite a sua existência e que perceba que o seu valor global ultrapassa claramente o laicismo militante.

Editado por SAS_Robben

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Não é anormal do meu ponto de vista porque esses feriados são religiosos mas só mesmo de nome para a esmagadora maioria que os festeja. E o exemplo que deste é exemplo disso.

São ditos religiosos pela sua origem (que muitas vezes até é pagã) e pouco mais, o que no entanto não lhes retira toda a sua importância.

 

Agora vamos imaginar que o Estado retira os feriados ditos religiosos, que obriga as autarquias a os eliminar e que nem se quer dá contestação religiosa.

Ora isto significa que as festas já não se podem realizar, impedindo a reunião de familiares e amigos porque as pessoas têm de estar a trabalhar nesse dia ou no seguinte, que o comércio que floresce nesses dias desaparecia, que os turistas que visitam as cidades\vilas\aldeias nesse dia não iriam aparecer para gastar dinheiro e conhecer os locais e tradições fomentando o seu regresso e que tradições seculares seriam remetidas a contos do antigamente.

Isto levaria a forte contestação popular como se têm visto cada vez que se mexe em alguma coisa disto.

 

Dito isto, podes me perguntar se sendo assim não se podia passar a fazer essas datas nos fds. De facto podiam mas é como estares a meter o 1 de Maio num 3 de Maio porque é fim de semana ou comemorar o 25 de Abril no dia 28 porque é um Domingo.

Vai contra a importância cultural e social da data em questão.

 

Ainda para mais mesmo que se acabasse com a oficialidade dos feriados eles acabariam por ocorrer por contestação social o que levaria as autarquias a dar dia de ponte no dia referente. Logo estaríamos apenas a tapar o sol com a peneira e honestamente parece-me um pouco hipócrita proceder dessa forma só para anunciar aos sete ventos a laicização total e absoluta do Estado.

 

Portanto, não me parece que nem os feriados devam acabar nem se deva anunciar o Estado português como cristão (o que seria um retrocesso social bastante grande porque abriria as portas a muitas coisas mais extremistas).

 

O que tem de ser feito é aquilo que agora toda a gente apregoa mas poucos sabem o que significa e quase ninguém se esforça para tal, o consenso. E felizmente é dos poucos casos onde acho que tal tem sido conseguido na plenitude.

Assim existe um compromisso entre o Estado laico e as raízes culturais são parte integrante do mesmo.

 

Finalizando, a questão da relação entre a Santa Sé e o Estado está relacionada com tratados e acordo que não vêm de hoje. Se podem ser mudados ou rescindidos é outra questão que pode e deve ser analizada.

 

PS: Um Estado laico é um Estado que não toma partidos mas respeita as posições e escolhas religiosas dos seus habitantes. Visto que estes feriados são parte integrante da cultura portuguesa parece-me aceitável que o Estado respeite a sua existência e que perceba que o seu valor global ultrapassa claramente o laicismo militante.

É isto

Bold: e considerando que a maior parte da população portuguesa é cristã, apesar de os números de practicantes estarem a descer, o Estado tem de responder às necessidades da população.

Editado por Nanas

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Tinha aqui grande texto o browser passou-se e não vou escrever tudo outra vez.

 

Grande f*da-se. Detesto quando isto me acontece. Quando tiver mais paciência volto a escrever tudo.

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Mas não precisas de tentar sequer responder. É que não tens razão :) É como O SAS diz, os feriados têm origem religiosa, mas são parte integrante da cultura social portuguesa e tal como é dito, o estado laico é neutro em questões religiosas:

 

Está abrasilierado:

 

Vale ressaltar que um Estado Secular (Estado Laico) não implica a eliminação da religião; o Estado Laico deve garantir a liberdade religiosa, respeitando os traços religiosos culturais e da tradição do povo. A fé e a descrença são direitos naturais inalienáveis ao ser humano e não se relaciona com a noção de Estado. Estado Laico não pode, em nenhuma hipótese, nortear suas decisões, em qualquer dos três poderes, por alguma doutrina religiosa, seja qual for; tais decisões são norteadas sempre pela lei, nunca por posições religiosas
.

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Desde os último tempos de vida do Papa João Paulo II que ninguém se babava dentro do carro.

ai LOL

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O facto de tu achares que não tenho razão não é impeditivo de expressar a minha opinião. Para ti faz sentido, para mim não. Dentro desse prisma argumento as minhas razões. Se fazem ou não sentido, isso é o que cada um deve avaliar. Para mim faz, para outros não.

E era nesse sentido que o meu post estava escrito. Aliás, clarificava bem o que acho em questões socio-culturais. Mas o browser passou-se e apagou tudo. E não estou com paciência de, agora, voltar a escrever tudo.

E visto que o SAS até estava a responder e pareceu-me que não me fiz entender(devido ao que ele postou) é que ia responder novamente. E vou fazê-lo assim que tiver mais paciência.

 

E quanto à questão do estado laico, ele não pode favorecer nenhuma religião em detrimento de outras. Não interessa se a população é maioritariamente cristã. Simplesmente a definição impede isso. Até porque não vejo nenhum feriado judeu ou muçulmano no calendário.

 

O meu ponto baseia-se que se o estado é laico não pode beneficiar os cristãos em detrimento dos restantes. E com os feriados passa-se exactamente isso. Negociar o que quer que seja com a Igreja não tem lógica. Ao negociar com a Igreja está a beneficiar os cristãos, logo não é laico. Podes respeitar as tradições e religiões sem declarar feriados religiosos.

Portugal nasceu como reino cristão e passou a República. Largas centenas de anos com uma tradição monárquica e acabou. Se vamos falar em tradições pegamos também no caso de Barrancos, onde, porque é tradição, há Touros de morte. E por aí fora. Ser tradição não deveria entrar aqui nos prós e contras para decidir algo.

 

Pode-se festejar sem ser feriado. Ou pode mesmo ser feriado, mas não ser religioso. O São Marcos na aldeia do meu pai, calhe a que dia calhar, os festejos são sempre no fim-de-semana(pegando no exemplo que o SAS deu).

 

É como elementos da Igreja mandarem bitaites sobre o governo ou meterem o bedelho em questões políticas, influenciando as pessoas. Apesar de considerar que um padre antes de ser padre é um homem, acho que é algo que não deveriam fazer. No entanto conheço muita gente que acha que os padres deviam ocupar cargos políticos e usar as missas para falar de política..

 

O que preocupa mais as pessoas(não todas, obviamente) é o dia de folga ou receber mais por trabalhar aquele dia. Não é o significado religioso. Nos últimos 40 anos as autarquias abusaram nas pontes. Qualquer quinta que fosse feriado significava 4 dias de papo para o ar.

 

Agora vou ver os sub-20.

Editado por p4nd3m0n1uM

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Percebi perfeitamente o que escreveste e por isso mesmo rebati o teu ponto de vista de todas as formas que me pareciam possíveis.

E as questões que voltaste a colocar agora já foram respondidas por mim nos outros posts.

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Sim SAS, eu sei que me respondeste. Deste a tua opinião. Não concordo, mas aceito. Amigos na mesma :compinchas:

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Pandemonium, nós vivemos numa democracia e todas as religiões devem ser respeitadas, como é óbvio, mas como democráticos que somos, temos de aceitar a maioria.

 

E se a maioria da população tem educação baseada na cultura cristã/católica, é normal que se dê maior relevância a esse tipo de feriados. Se reparares, todos os dias, é sempre dia de alguma coisa, mas não é por isso que se faz feriado. Há que ter bom senso e saber distinguir os que podem ser mais relevantes.

 

Tens os casos dos feriados municipais, por exemplo. O Santo António é feriado em Lisboa, mas não o é no Porto. Mas isso não quer dizer que no Porto não hajam devotos do Santo António, simplesmente tens uma maioria para quem o feriado é importante.

 

No fundo, eu penso que tens de deixar de ver as coisas como "preto" e "branco" e começar a entender os "cinzentos".

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Pandemonium, nós vivemos numa democracia e todas as religiões devem ser respeitadas, como é óbvio, mas como democráticos que somos, temos de aceitar a maioria.

 

E se a maioria da população tem educação baseada na cultura cristã/católica, é normal que se dê maior relevância a esse tipo de feriados. Se reparares, todos os dias, é sempre dia de alguma coisa, mas não é por isso que se faz feriado. Há que ter bom senso e saber distinguir os que podem ser mais relevantes.

 

Tens os casos dos feriados municipais, por exemplo. O Santo António é feriado em Lisboa, mas não o é no Porto. Mas isso não quer dizer que no Porto não hajam devotos do Santo António, simplesmente tens uma maioria para quem o feriado é importante.

 

No fundo, eu penso que tens de deixar de ver as coisas como "preto" e "branco" e começar a entender os "cinzentos".

 

Tudo dito.

Acima de tudo, pessoal, há que ter o bom senso e saber viver em sociedade. Se há o estabelecimento de feriados religiosos, é porque alguma importância tem para um número relevante de pessoas. Eu também não vejo sentido em termos feriados religiosos, a não ser o Natal e a Páscoa, mas não me faz confusão nenhuma o facto de eles existirem. Também obrigam muitas das pessoas a ficar por casa e fazer coisas diferentes com a família, e isso é impagável.

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Ser Papa, cada vez mais, é um concurso de popularidade. Como não sou Cristão, a mim, a figura do Papa é-me algo estranha. Porém, como Sacerdote supremo da Igreja Católica, acho bem que pregue a paz e amor entre as pessoas.

 

Estes actos, e a maneira como ele tem agido, parece ser alguém que está habituado a ser assim. A dar-se com as pessoas. De certa forma acho mais produtivo do que estar sempre a dezenas de metros dos fieis e cercado por um contingente de seguranças. Torna-o, de certa forma mais, humano. Dá-lhe uma aura mais terrena.

 

Não querendo entrar em polémicas, mas sendo que somos um estado laico, concordo com a retirada dos feriados religiosos do calendário oficial. Não faz sentido. Se o Estado não é cristão, muçulmano, Taoísta, etc, não tem muita lógica o calendário com os mapas religiosos. Principalmente porque, desde que me lembre, os feriados religiosos servirem para tudo menos para celebrar a religião. Ainda para mais quando calham a uma quinta e a função pública faz ponte. Ao adoptarem os feriados cristãos estão, de certa forma, a impor essa mesma religião aos habitantes.

 

Agora, isto não quer dizer que seja anti-cristianismo. Não sou cristão, mas também não sou ateu. Percebo perfeitamente que quem seja Cristão dê importância aos seus feriados.

 

A diferença é a maneira como as pessoas discutem isto. Há quem tenha calma, e depois há os trolls que disparam em todos os lados e só eles é que sabem.

 

Acho isso um pouco descabido. O Governo até pode não ter uma religião, mas as pessoas que vivem por cá sim. E as pontes existem porque... o governo, patrões permitem, a culpa é da religião?

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O assunto é diferente, mas aqui fica.

 

Citação do jornal "A Bola" online

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Papa manda investigar Banco do Vaticano

 

 

O papa Francisco nomeou esta quarta-feira uma comissão de inquérito ao Banco do Vaticano, depois de levantadas suspeitas sobre lavagem de dinheiro.

 

Ainda esta semana, o alemão Ernst von Freyberg, presidente do Instituto para as Obras de Religião (IOR), mais conhecido como Banco do Vaticano, defendeu «tolerância zero» e prometeu acabar com «a cultura do silêncio» que reina na maior entidade financeira da Santa Sé, envolvida em vários escândalos por suspeitas de lavagem de dinheiro.

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Epá, quando for essas notícias vão buscá-los noutros jornais que não os desportivos. Não estou a ser picuinhas, mas provavelmente noutro jornal estará mais informação do que aí.

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Se encontrar coloco aqui, mas ainda não vi noutro sítio, a não ser sites estrangeiros.

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Populista! Aproveitador! Vai arder no colo do satanás!!!

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Cheira-me que para o ano há novo Conclave.

 

Porquê?

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Porquê?

 

Aqui

 

A fonte é o Wikipedia mas acho que dá para o gasto.

 

Edit: E já agora isto do Banco do Vaticano não é propriamente algo novo.

 

Segundo se consta, todas as contas desse Banco não são identificadas. Nem com nome do titular, nem com nome de código, nem data de nascimento, número de conta, nada. A única coisa que existe é um número que só duas pessoas sabem: o gerente do banco e o titular. Tudo o resto é segredo bem guardado, aliás nem as próprias pessoas que tem responsabilidades de auditar aquilo sabem quantas contas existem e quanto dinheiro passa por lá.

 

O Banco do Vaticano é basicamente um paraíso para colocar dinheiro de forma discreta e com poucas perguntas.

Editado por Lebohang

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Porquê?

sobraram hóstias oreo double cream e a validade é até abril

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O facto de tu achares que não tenho razão não é impeditivo de expressar a minha opinião. Para ti faz sentido, para mim não. Dentro desse prisma argumento as minhas razões. Se fazem ou não sentido, isso é o que cada um deve avaliar. Para mim faz, para outros não.

E era nesse sentido que o meu post estava escrito. Aliás, clarificava bem o que acho em questões socio-culturais. Mas o browser passou-se e apagou tudo. E não estou com paciência de, agora, voltar a escrever tudo.

E visto que o SAS até estava a responder e pareceu-me que não me fiz entender(devido ao que ele postou) é que ia responder novamente. E vou fazê-lo assim que tiver mais paciência.

 

E quanto à questão do estado laico, ele não pode favorecer nenhuma religião em detrimento de outras. Não interessa se a população é maioritariamente cristã. Simplesmente a definição impede isso. Até porque não vejo nenhum feriado judeu ou muçulmano no calendário.

 

O meu ponto baseia-se que se o estado é laico não pode beneficiar os cristãos em detrimento dos restantes. E com os feriados passa-se exactamente isso. Negociar o que quer que seja com a Igreja não tem lógica. Ao negociar com a Igreja está a beneficiar os cristãos, logo não é laico. Podes respeitar as tradições e religiões sem declarar feriados religiosos.

Portugal nasceu como reino cristão e passou a República. Largas centenas de anos com uma tradição monárquica e acabou. Se vamos falar em tradições pegamos também no caso de Barrancos, onde, porque é tradição, há Touros de morte. E por aí fora. Ser tradição não deveria entrar aqui nos prós e contras para decidir algo.

 

Pode-se festejar sem ser feriado. Ou pode mesmo ser feriado, mas não ser religioso. O São Marcos na aldeia do meu pai, calhe a que dia calhar, os festejos são sempre no fim-de-semana(pegando no exemplo que o SAS deu).

 

É como elementos da Igreja mandarem bitaites sobre o governo ou meterem o bedelho em questões políticas, influenciando as pessoas. Apesar de considerar que um padre antes de ser padre é um homem, acho que é algo que não deveriam fazer. No entanto conheço muita gente que acha que os padres deviam ocupar cargos políticos e usar as missas para falar de política..

 

O que preocupa mais as pessoas(não todas, obviamente) é o dia de folga ou receber mais por trabalhar aquele dia. Não é o significado religioso. Nos últimos 40 anos as autarquias abusaram nas pontes. Qualquer quinta que fosse feriado significava 4 dias de papo para o ar.

 

Agora vou ver os sub-20.

Já é de a algum tempo mas cristão != de católico. Os feriados são católicos e não cristãos.

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Pandemonium, nós vivemos numa democracia e todas as religiões devem ser respeitadas, como é óbvio, mas como democráticos que somos, temos de aceitar a maioria.

 

E se a maioria da população tem educação baseada na cultura cristã/católica, é normal que se dê maior relevância a esse tipo de feriados. Se reparares, todos os dias, é sempre dia de alguma coisa, mas não é por isso que se faz feriado. Há que ter bom senso e saber distinguir os que podem ser mais relevantes.

 

Tens os casos dos feriados municipais, por exemplo. O Santo António é feriado em Lisboa, mas não o é no Porto. Mas isso não quer dizer que no Porto não hajam devotos do Santo António, simplesmente tens uma maioria para quem o feriado é importante.

No fundo, eu penso que tens de deixar de ver as coisas como "preto" e "branco" e começar a entender os "cinzentos".

a frase a bold não acrescenta absolutamente nada à vida de ninguém.

 

Somos católicos porque fomos educados nesse sentido, mas assim como a cultura evolui à medida que as gerações vão passando... vamos fazendo um distanciamento cada vez maior da Igreja Católica. A população católica em PT em 2013 não é a mesma, por certo, que em 1960. Se calhar em 1960 faria sentido, agora talvez já não. Só deixar esse reparo.

 

Não que me incomode que se festeje os feriados religiosos, para mim até é melhor. É das poucas coisas, talvez a única, em que a igreja/religião me serve de alguma coisa.

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a frase a bold não acrescenta absolutamente nada à vida de ninguém.

 

Somos católicos porque fomos educados nesse sentido, mas assim como a cultura evolui à medida que as gerações vão passando... vamos fazendo um distanciamento cada vez maior da Igreja Católica. A população católica em PT em 2013 não é a mesma, por certo, que em 1960. Se calhar em 1960 faria sentido, agora talvez já não. Só deixar esse reparo.

 

Não que me incomode que se festeje os feriados religiosos, para mim até é melhor. É das poucas coisas, talvez a única, em que a igreja/religião me serve de alguma coisa.

 

Tu chamas evolução ao distanciamento entre as pessoas e a Igreja Católica, eu chamo apenas mudança. É porque se chamas evolução, partes do principio que as coisas tendem a melhorar. É isso que é uma evolução, certo? Mudar para melhor. Em que te baseias para definir que uma população que tende a distanciar-se da Igreja, está a evoluir?

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A começar pelo facto de começar a ignorar as teorias estapafúrdias de algumas religiões(como por exemplo não serem operados quando têm uma doença), passando pelo facto de sacerdotes deixarem de usar o nome de um Deus em causas políticas ou de guerra. Só por aí é uma evolução benéfica.

 

Sim, eu sei, Sacerdotes, padres, não são uma religião. Ok. Mas são eles que representam e pregam a religião. Seja ela qual for.

 

Guerras Santas, Jihads, Cruzadas. Tudo isso é usado(de forma errada) por(alguns) religiosos. Uma população que se distancie disso só tem a ganhar.

 

No caso de Portugal, as últimas gerações estarem, cada vez mais, a distanciar-se da religião não tem sido negativo. Os padres deixaram de ter a influência política que tinham. São bem conhecidos os casos de padres que nas suas missas pregavam que o Partido A ou o Partido B eram a escolha certa. Ou o caso do uso do preservativo à uns anos.

 

O suposto milagre de fátima é algo que eu também, pura e simplesmente, não acredito. Para mim é uma fábula. E como esta existem muitas outras(milagre das rosas, por exemplo).

 

Além disso tem-se assistido a uma maior tolerância para com os homossexuais, que eram perseguidos pela igreja(Numa aldeia vizinha da do meu pai, um homem teve que fugir da aldeia porque o padre decidiu que aquilo devia ser punido).

 

Há muita coisa que a Igreja faz que acho correcto. As missões(as actuais, não as do Séc XVI), as instituições de solidariedade, e por aí fora.E não é pelo facto de as pessoas distanciarem-se da religião que os projectos de ajuda e solidariedade da Igreja desaparecem. Eu já fiz voluntariado numa instituição para jovens com paralisia cerebral que era comandado por padres. E conheço mais gente que o faz..

 

O problema é que os padres são homens como qualquer um. Até os Papas são homens e são passíveis de erros.

Editado por p4nd3m0n1uM

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