famaboys Publicado 7 Outubro 2013 E uma SS com os stat's actuais do homem? Tens aqui um enredo fantástico e resultados maravilhosos. Dá-lhe, Frodo! <3 Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 9 Outubro 2013 Eu prefiro não o fazer por um motivo simples: no PCM os stats são demasiado reveladores. Enquanto no FM um gajo até pode ter stats elevados mas jogar pouco (e vice-versa), no PCM o único factor surpresa reside na forma e se esta está ou não apurada. Portanto partindo do princípio que um ciclista está na sua máxima forma, podemos antecipar facilmente a sua prestação no jogo apenas pelos stats. No jogo não há nada a fazer, mas aqui na narrativa ainda consigo reservar esse efeito surpresa ao não os revelar. Compartilhar este post Link para o post
What Publicado 9 Outubro 2013 Eu prefiro não o fazer por um motivo simples: no PCM os stats são demasiado reveladores. Enquanto no FM um gajo até pode ter stats elevados mas jogar pouco (e vice-versa), no PCM o único factor surpresa reside na forma e se esta está ou não apurada. Portanto partindo do princípio que um ciclista está na sua máxima forma, podemos antecipar facilmente a sua prestação no jogo apenas pelos stats. No jogo não há nada a fazer, mas aqui na narrativa ainda consigo reservar esse efeito surpresa ao não os revelar. Depois de ter ganho Giro com o Rui Costa, fiquei sem saber se é assim tão linear. :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
famaboys Publicado 9 Outubro 2013 Era só para ver a evolução do "bicho" mas entendo... :) Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 13 Outubro 2013 "hey pistolero, there is no 'i' in 'team' " Twitter de Lance Armstrong sobre os ataques de Alberto Contador à revelia da sua equipa durante o Tour de France 2009, quando eram colegas na Astana Frodo Zarco vence Giro dell'Appennino O ciclista português Frodo Zarco (NetApp - Endura) venceu este sábado a 76.ª edição do Giro dell'Appennino, uma corrida de 173,1 quilómetros com chegada em Pontedecimo. O português impôs-se ao “sprint”, superiorizando-se ao italiano Dario Cataldo (Optum) e ao colombiano Julian Arredondo Moreno (Team Colombia). Frodo Zarco continua assim a sua série de bons resultados na primavera de 2015, depois da recente vitória na Settimana Internazionale Coppi e Bartali e da 8.ª posição na Klasika Primavera de Amorebieta. O corredor português volta à competição já amanhã, fazendo parte da equipa NetApp - Endura que participará no Giro del Trentino. Pois bem, aconteceu aqui uma coisa engraçada. Corri a Klasika Primavera onde consegui um 8º lugar com o Frodo Zarco (o melhor da equipa foi o Frantisek Rabon, na 5ª posição) e no final da corrida escolhi a opção para simular os dias todos até ao Giro del Trentino - o que para quem não sabe significa que o jogo simula tudo, desde a escolha de quem participa nas corridas a estratégias dos corredores, o que é ideal para aqueles períodos em que não há corridas. Esqueci-me, portanto, do Giro dell'Appennino. Não tomei qualquer decisão, não escolhi os participantes na corrida nem a estratégia. Qual não foi o meu espanto quando vi nas notícias que o Frodo Zarco ganhou a corrida sem eu saber :lol: Também da França chegaram boas notícias, onde o Bartosz Huzarski venceu o Circuit Cycliste Sarthe - Pays de la Loire, uma corrida 2.1, tendo ainda acumulado uma vitória de etapa pelo meio. Já no Paris - Roubaix, o Zdenek Stybar chegou com expectativas mas... caiu!, e ficou fora da corrida ganha por Juan Antonio Flecha, que após vários top tens finalmente sobe ao lugar mais alto do pódio aos 37 anos. Foi portanto neste contexto que chegou o Giro del Trentino: a equipa vem de uma fase bastante positiva, tendo acumulado várias vitórias (Settimana Internazionale e Giro dell'Appennino; Circuit Cyclist Sarthe; Driedaagse De Panne; Dwars door Vlaanderen) por intermédio de ciclistas diferentes (Frodo Zarco, Bartosz Huzarski, Zdenek Stybar e Gert Steegmans, respectivamente). O objectivo é manter o ritmo em Abril e Maio, havendo vários objectivos neste período: Giro del Trentino, Bayern - Rundfahrt e Tour of Belgium os principais. Giro del Trentino Frodo Zarco chegou a esta fase já com alguns holofotes focados em si. As boas prestações - mesmo que em corridas menores - chamam já a atenção para aquilo que aparenta ser um jovem com um futuro promissor pela frente. Ainda assim, para este Giro del Trentino a equipa alemã centra-se numa outra figura: Sylvester Szmyd, o veterano polaco que teria a liderança da sua equipa e para o qual ciclistas como Frodo Zarco, Linus Gerdemann e David de la Cruz Melgajero (aposto que leram Melgarejo :mrgreen: ) trabalhariam. Szmyd é um profundo conhecedor das estradas italianas, após uma carreira inteira feita quase exclusivamente em Itália, e a sua experiência poderá ser importante na corrida. O Giro del Trentino tem cinco etapas: a primeira é um contra-relógio individual e as restantes são etapas de montanha. O primeiro camisola rosa, vencedor do contra-relógio no primeiro dia, foi o australiano Cameron Meyer (UnitedHealthCare); Linus Gerdemann foi o melhor da equipa em 7º a 12'', enquanto Szmyd foi 26º e Zarco 29º a 38'' e 40'' respectivamente. Não foi mau, apesar de tudo. O segundo dia da corrida seria uma etapa de transição, com montanha mas pouco dura e que previsivelmente levaria um numeroso grupo na frente até à meta. No que respeita aos favoritos, sim, foi o que aconteceu, apesar dos ataques de gente como Laurens Ten Dam (CCC Polsat; sim, ele foi para esta equipa...), Michele Scarponi (Lampre) e o próprio líder Cameron Meyer. A etapa, porém, seria vencida por Amets Txurruka (Caja Rural), o mais forte de um trio de fugitivos que chegou à meta e englobava ainda Filippo Savini (Scarpa) e Julien Antomarchi (FdJ). Seria na Etapa 3 que o espectáculo seria lançado. A etapa apresentava como cartão de visita duas escaladas de 1ª Categoria ao Andalo, abrindo o apetite para o cruel Fai della Paganella e suas rampas com percentagens acima dos 10%. A etapa-rainha da prova italiana A UnitedHealthCare assumiu a corrida, como seria sua responsabilidade tendo o líder da classificação geral. O pelotão passou quase incólume as passagens pelo Andalo, mas logo nas primeiras rampas do Fai della Paganella ficou feito em fanicos. Ciclistas atrás de ciclistas perdiam o contacto, alguns de forma surpreendente como Laurens Ten Dam ou Maxime Monfort. A Lampre impunha o ritmo, provavelmente em função de um eventual ataque de Michele Scarponi; porém, numa das rampas mais duras surgiu Sylvester Szmyd na frente do pelotão e surgiu um pequeno espaço que rapidamente foi crescendo. E assim, sem qualquer aceleração significativa, sem qualquer explosividade, o líder da NetApp - Endura ia embora perante o olhar impotente dos homens da Lampre. Sylvester Szmyd afasta-se do grupo liderado pela Lampre Um dia de luxo para o polaco, que não só venceu a etapa, como o conseguiu com enorme brilhantismo: 1'14'' para a concorrência, saltando também para a liderança da corrida! Já Frodo Zarco andou sempre bem colocado à espreita de uma eventual surpresa, porém com o seu líder na frente não teria luz verde para grandes invenções - e talvez tenha sido melhor assim, as pernas também já iam no limite à chegada... ainda assim, recebeu a liderança da juventude como prémio. Esta situação alterou a abordagem da NetApp - Endura para o resto da prova: agora na liderança, a equipa teria acima de tudo de defender o seu líder; já não seria necessário atacar. A Etapa 4 terminava novamente em alto mas a Madonna di Campiglio, apesar da longa extensão, é bastante menos íngreme do que o Fai della Paganella. Porém para Frodo Zarco foi um dia mais duro que o anterior, até porque lhe coube a tarefa de defender o camisola rosa Sylvester Szmyd. Frodo Zarco abrindo caminho para Sylvester Szmyd A NetApp - Endura nunca se negou ao seu papel de controlar o pelotão; Zarco e Szmyd à direita da imagem, sempre próximos um do outro Com a liderança da corrida, a equipa alemã procurou não lutar por vitórias de etapa; bem pelo contrário, o ideal seria ter fugas inócuas a resultar. Dessa forma, a NetApp - Endura permitiu que um grupo ganhasse uma boa vantagem sobre o pelotão e discutisse a vitória, que foi conquistada por Edoardo Zardini (Androni Giocattoli). O facto de a vitória ter sido discutida pelos fugitivos moderou eventuais ataques em busca da etapa no pelotão, porém não impediu que algumas tentativas surgissem, em especial de elementos que perderam tempo na etapa anterior. Assim, Laurens Ten Dam tentou procurar melhorar a sua classificação, porém imaginem quem é que se lançou em perseguição... O líder da juventude em defesa da camisola rosa Ele mesmo! Frodo Zarco assumiu a liderança do pelotão, ou grupo dos favoritos, e perseguiu o holandês, anulando a iniciativa e permitindo a Sylvester Szmyd chegar ao último dia com a mesma vantagem para todos os candidatos e sem qualquer esforço de maior efectuado. Como previsto, a chegada não era tão dura quanto isso e foram dezenas de unidades a integrar este grupo dos favoritos. E chegava-se, enfim, ao último dia, o de todas as decisões. A etapa seria, ao contrário dos últimos dias, maioritariamente plano, porém a ascensão final ao Sega di Ala seria um autêntico pesadelo. Podemos avançar rapidamente até à escalada final. A chegada coincidia com a contagem de montanha e seria a última possibilidade de se fazer quebrar Sylvester Szmyd. Da parte do português Frodo Zarco, havia ainda a esperança de integrar o pódio da corrida, embora fosse um objectivo claramente secundário, sendo a defesa da liderança do polaco a grande meta colectiva da equipa alemã. Yuriy Vasyliv, Linus Gerdemann e David de la Cruz Melgajero foram os primeiros a queimar o pelotão, reduzindo-o a pouco mais de vinte unidades. Então, quando tal ocorreu, surgiram os ataques. Michele Scarponi, o veterano, foi o primeiro a arriscar; ao fundo a equipa NetApp - Endura na frente do grupo Faltavam menos de 10 kms quando o vencedor do Giro del Trentino de 2011, Michele Scarponi, arrancou em busca da vitória. O italiano teve a resposta ténue de Laurens Ten Dam, que não conseguiu resposta pronta mas aos poucos recuperou terreno. Atrás, foi Frodo Zarco quem teve o trabalho principal. Perante a incapacidade dos restantes colegas, já exaustos, em trazer de volta os dois fugitivos, o português acelerou o ritmo e quebrou o grupo, de tal forma que apenas Sylvester Szmyd o seguiu e, juntos, alcançaram os fugitivos. O polaco, camisola rosa, ainda procurou surpreender e aproveitando o embalo lançou um ataque de imediato logo que Frodo Zarco o rebocou até à frente, porém sem sucesso. Os quatro ciclistas chegariam à meta com o mesmo tempo. Contra-ataque de Sylvester Szmyd Confirmação da vitória do líder da NetApp - Endura E, assim, Sylvester Szmyd vence aos 37 anos a primeira prova por etapas da sua carreira. Frodo Zarco consegue, na última etapa, ascender ao 2º lugar após as prestações menos boas de Cameron Meyer e Przemyslaw Niemiec, o que significa uma dobradinha para a NetApp - Endura! Às voltas na Bavaria Depois do Giro del Trentino, a NetApp - Endura entrou num período sabático, isto é, quase sem corridas e as poucas que tinha... pouco interesse despoletavam. Assim, foi necessário aguardar até ao final de Maio, mais de um mês depois, para a equipa voltar a disputar provas importantes; ambas com o mesmo número de etapas e nas mesmas exactas datas: Tour of Belgium e Bayern - Rundfahrt. A equipa dividiu esforços e meios entre as duas provas: Zdenek Stybar foi o líder designado para a Bélgica; Linus Gerdemann lideraria a equipa na prova alemã, ele que já a venceu em 2009, na altura na já extinta Team Milram. Frodo Zarco, esse, estaria no apoio a Linus Gerdemann. A corrida bávara tem cinco dias de duração, mas naquilo que nos interessa... pouco tem. Três etapas planas, um contra-relógio também plano e uma com alguma média montanha longe da meta e um final acidentado mas pouco duro. Na parte que nos interessa, a Etapa 2, Frodo Zarco teve um dia activo na protecção de Linus Gerdemann, tendo até imposto ritmo na frente do grupo durante alguns kms quando Maciej Paterski (CCC Polsat), Stefan Schumacher (Christina Watches) e Lars Petter Nordhaug (Champions System) atacaram e Linus Gerdemann não conseguiu integrar essa fuga. Linus Gerdemann em acção na liderança da NetApp - Endura Graças ao trabalho de Frodo Zarco, entre outros elementos de outras equipas, Linus Gerdemann conseguiu já no final anular a diferença para os fugitivos excepto Maciej Paterski; o polaco prevaleceu e venceu a etapa, bem como a liderança da corrida. O esforço de Frodo Zarco não foi, portanto, em vão, mas teve o seu preço, com o português a chegar já a 1'41'' do vencedor da etapa, na 10ª posição - mas saltou para 9º lugar na classificação. A corrida seria, então, decidida no longo contra-relógio individual de 31,2 kms. Linus Gerdemann é um bom contra-relogista mas não teve qualquer chance: foi 9º no dito cujo, a 51''; enquanto isso, Stefan Schumacher foi 2º classificado e assumiu a liderança da corrida bávara, à frente precisamente de Linus Gerdemann. Fabio Felline (Androni Giocattoli) completava o pódio. E Frodo Zarco? Sem surpresas, o percurso não o beneficiava e foi apenas 27º, a distantes 2'10''. Porém, e por mais inverosímil que possa parecer, subiu ao 7º posto da classificação geral, a 3'01'' de Stefan Schumacher. A última etapa seria disputada ao sprint e nenhuma alteração surgiu. Linus Gerdemann e Frodo Zarco mantiveram as suas posições. Enquanto isso, na Bélgica, Zdenek Stybar tornou-se camisola amarela após o contra-relógio individual e tinha no último dia a etapa-rainha da corrida. Como um líder e dono de uma classe imensa, o checo venceu a última etapa e a corrida belga. Podemos, assim, resumir este período de Abril e Maio como um tremendo sucesso. Os patrocinadores exigiam resultados e eles surgiram: vitória no Tour of Belgium (atingida por Zdenek Stybar) e top5 no Bayern - Rundfahrt (concretizado por Linus Gerdemann), aos quais se juntam as vitórias no Giro dell'Appennino e no Giro del Trentino por Frodo Zarco e Sylvester Szmyd. A nível individual, Frodo Zarco teve dois meses mais virados para o colectivo. Ficou a ideia que se tivesse corrido para si poderia ter feito melhores resultados, porém o ciclismo é um desporto colectivo e a equipa está à frente - e havia colegas em melhores condições de lutar pelos objectivos do que ele. Certamente no futuro outras oportunidades surgirão para brilhar em seu próprio nome. Entretanto disputaram-se outras provas World Tour. Quem tiver curiosidade, deixo os vencedores e curiosidades em spoiler: Começando pelas clássicas das Ardenas. Edvald Boasson Hagen (Sky) venceu a Amstel Gold Race, batendo Philippe Gilbert (BMC) e Robert Gesink (Garmin - Sharp). Alguns dias depois, na La Flèche Wallonne, nenhum deles esteve em destaque, cabendo a vitória a Daniel Moreno (Katusha) que repetiu o triunfo de 2013, à frente de Sergio Henao (Movistar) e Simon Gerrans (Orica GreenEdge). Na Liège - Bastogne - Liège foi tempo de Alejandro Valverde (Katusha) fazer o tricampeonato, vencendo à frente de Alberto Contador (Saxo Bank) e Jelle Vanendert (IAM Cycling). O Tour de Romandie, que muitas vezes serve de preparação para o Giro d'Italia, foi vencido por... Rui Alberto Faria da Costa! O nosso Rui derrotou Alberto Contador e Richie Porte, que completaram o pódio, entre outros pesos-pesados como Carlos Alberto Betancurt, Chris Froome e Nairo Quintana... e ainda venceu uma etapa. Depois desta surge então o Giro d'Italia, onde surgiram umas quantas surpresas. Carlos Alberto Betacurt (AG2R) venceu a corrida, liderando Wilco Kelderman (Garmin - Sharp) e Beñat Intxausti (Katusha) num pódio inesperado, onde favoritos como Igor Anton (Euskaltel), Rafal Majka (Saxo Bank) e Robert Gesink (Garmin - Sharp) foram claramente derrotados. :cool: Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 15 Outubro 2013 Só por curiosidade, estas são as classificações Continentais no início do mês de Junho. Julgo que os dois primeiros classificados da geral colectiva sobem a World Tour, pelo que o objectivo é o de lá chegar. A Truffaut, antiga Cofidis, não está a dar chances e a FdJ não descola, mas para já estamos a aguentar-nos. O mês de Junho será claramente marcado pelo Critérium du Dauphiné, onde participa o Frodo Zarco mas a equipa deverá ser novamente liderada pelo Sylvester Szmyd, cujo gosto pela corrida é reconhecido na realidade. O objectivo é o de colocar alguém no top 10 e tentar uma vitória de etapa. Depois disso há campeonatos nacionais, onde os patrocinadores exigem resultados na República Checa (Stybar), Alemanha (onde não tenho realmente ninguém para lutar pela vitória), Bélgica (tenho o Steegmans, mas seriously...) e Austria (posso lutar com o Schorn, porém é uma hipótese remota). Os patrocinadores tendem a pedir objectivos meio irreais, mas é o que há. Depois disto chega Julho e aí sim, teremos o Frodo Zarco de volta na liderança da equipa para o Tour of Austria. Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 17 Outubro 2013 Atenção pessoal, chegou um grande momento para a nossa história!; o Frodo Zarco vai-se estrear numa competição World Tour!!! Em inícios de Junho disputa-se o Critérium du Dauphiné, uma prova que ao longo dos anos tem sido uma espécie de warm up para o Tour de France; não só devido ao timing em que é corrida, menos de um mês antes da maior prova velocipédica do calendário, mas também porque o percurso de ambas costuma ser algo semelhante. Como consequência, os vencedores das três últimas edições do Dauphiné e do Tour foram os mesmos: Froome em 2014 e 2013; Wiggins em 2012. A prova tem oito etapas e é direccionada para all-rouders, muito devido à ausência de finais em alto e aos dois contra-relógios individuais, que em conjunto totalizam quase 60 km. Ainda assim seria muita a montanha a enfrentar, pelo que ciclistas como Frodo Zarco e Sylvester Szmyd teriam as suas chances de brilhar... após as perdas da luta contra o relógio. Para Frodo Zarco foi uma semana de sonho. Andar na roda de Alejandro Valverde, trocar impressões com Richie Porte e Andy Schleck, ver de perto a locomotiva Tony Martin ou o pedalar dançarino de Alberto Contador que tantas vezes é indicado como role model do de Frodo... O nosso rapaz andava nas nuvens! Mas o martelo da realidade acertou-lhe em cheio, e logo no primeiro dia. O contra-relógio na Etapa 1 era curto, perto de 6 kms, porém o suficiente para que Sylvain Chavanel (OmegaPharma) distasse 27'' de Frodo Zarco, cujo 78º lugar era um resultado modesto. No dia seguinte também não haveria muito a fazer, já que a etapa era plana e foi discutida ao sprint; Peter Sagan (Team Bontrager) bateu Adrien Petit (Truffaut) e André Greipel (Lotto - Belisol). Com a Etapa 3 chegava alguma montanha, embora de baixa dureza. O perfil da etapa convidava a que um grupo bastante numeroso chegasse aos kms finais e disputasse ao sprint a vitória, tendo a chegada uma inclinação susceptível de suscitar ataques. E foi o que aconteceu. Apesar das inúmeras tentativas de fuga - Zdenek Stybar esteve numa delas - foi um ataque já dentro dos dois kms finais que tudo decidiu, graças à iniciativa de Peter Velits (Belkin) que arrastou consigo um lote de respeito: Alejandro Valverde (Katusha), Jelle Vanendert (IAM Cycling), Andy Schleck (Sky) e Daniel Martin (Lotto - Belisol). Ao sprint, Alejandro Valverde foi o vencedor, mas a camisola amarela passou para Peter Velits. Frodo Zarco foi 9º classificado, chegando no grupo dos favoritos a 23'' do quinteto vencedor e subiu a 63º a 38''. A Etapa 4 seria outra etapa plana, repetindo-se o top 3 com Sagan, Petit e Greipel. O dia seguinte, porém, seria novamente propício a mexidas na classificação geral. Grande plano de Frodo Zarco durante o contra-relógio individual entre Villié-Morgon e Bourg-en-Bresse Seriam 52 kms de pura perda. Frodo Zarco e Sylvester Szmyd esforçaram-se por limitar as perdas, porém elas seriam inegáveis: o português seria 45º a 2'28''; o polaco 70º a 4'11''!!! A luta pela vitória da etapa foi emotiva. Rohan Dennis, da Sky, marcou o melhor tempo desde muito cedo e o seu registo parecia imbatível... até passar Richie Porte, seu colega de equipa, a fazer menos 8''. Atrás do australiano vinha, porém, Tony Martin, que agora com as cores da Movistar continua a ser o suprasumo da luta contra o relógio. A decisão só surgiu em cima da meta: o alemão fez 4'' a mais que Richie Porte. Perdeu a etapa mas conquistou a camisola amarela, com 5'' de vantagem para o mesmo Richie Porte. Apesar do contra-relógio modesto, Frodo Zarco subiu ao 41º lugar na classificação com um atraso de 2'50'' para o alemão da Movistar. Montanha! Faltavam agora três etapas apenas, mas com muita montanha... apesar de nenhuma delas terminar em alto ou, pelo menos, num alto suficientemente duro. A Etapa 6 apresentava como cartão de visita o ínfame Le Grand Colombier, mais de 20 kms de extensão com pontos acima dos 20% de inclinação e categorizado, obviamente, como HC (Hors Catégorie - Categoria Especial/Fenomenal/algo do género). A sua passagem, porém, assinalava-se a mais de 60 kms da meta, pelo que se abria uma janela de oportunidade para fugas e recuperação do tempo perdido no contra-relógio, em especial por trepadores mais puros. A formação da fuga do dia em pleno Le Grand Colombier, aos quais mais tarde se juntariam muitos mais elementos A Movistar tomava conta da corrida para o seu líder Tony Martin, obviamente tentando tornar o ritmo o mais constante possível para permitir ao seu pesado contra-relogista passar pelas montanhas ao lado dos leves trepadores. Dessa forma, nada mais, nada menos, que catorze ciclistas!, formaram um grupo fugitivo que viria a ter sucesso. Nenhum dos seus elementos ameaçava o camisola amarela, pelo que a fuga foi consentida pela equipa espanhola, e dessa forma ciclistas como Thibaut Pinot (Truffaut), Jérôme Coppel (OmegaPharma), Daniel Martin (Lotto - Belisol), Andy Schleck (Sky), e os homens da NetApp - Endura Sylvester Szmyd e Linus Gerdemann, disputaram um sprint pela vitória, que ainda assim não seria vencido por qualquer um deles: Daniel Ricardo Díaz, argentino da Saxo Bank, foi o mais rápido. A diferença foi curta para provocar melhorias significativas na classificação (era esse o objectivo de Sylvester Szmyd ao entrar na fuga), apenas 1'15''. Frodo Zarco tentou integrar este grupo, porém a sua iniciativa foi sabotada pela acção de Peter Velits que, ao responder e seguir com ele, estragou a iniciativa, pois a Movistar não a aprovou. Mais tarde, quando se formou o grupo de fugitivos definitivo, Frodo Zarco não teve capacidade para o integrar. Mas passemos à frente, que a Etapa 7 é a etapa: Col de Plainpalais, Col de Leschaux, Col des Essénieux, Col de la Colombière, Côte de Châtillon-Sur-Cluses e Col de Joux-Plane, sendo que Col de Plainpalais e Col da le Colombière são de Categoria 1 e o Col de Joux-Plane é HC (recordo, Hors Catégorie). Depois deste último inicia-se uma descida de 12 km até à meta em Morzine. Fantástico, eh? Tanta montanha teve o dom de provocar imensos ataques. A Movistar procurou tomar conta da corrida, porém estava curta de homens para tanto km e tanta subida, pelo que os ataques que foram surgindo desgastaram os espanhóis ao ponto de no início do Col de Joux-Plane já quase não haver Movistar! Richie Porte, Alejandro Valverde, Alberto Contador? Nah, Frodo Zarco! Com o início do Col de Joux-Plane, entrou-se num período de estudo. A Movistar já não conseguia colocar um ritmo tão duro quanto isso e os favoritos estudavam-se mutuamente. Perante tanta indecisão, foi mesmo Frodo Zarco a atacar, tentando capitalizar as dúvidas dos outros. A ideia era boa e rapidamente conseguiu um avanço considerável, porém lá atrás surgiram as primeiras, e esperadas, mexidas. Richie Porte, líder da Sky na ausência de Chris Froome, deu uma sapatada na corrida e obrigou Tony Martin a persegui-lo. A crono-escalada entre ambos consumiu muita da vantagem de Frodo Zarco que, por esta altura, só teria hipóteses de chegar ao topo sozinho se Tony Martin alcançasse Richie Porte antes de este, por sua vez, ter alcançado Frodo Zarco. Não teve sorte. Richie Porte chegou à roda de Frodo Zarco alguns segundos antes de Tony Martin os alcançar aos dois e, com ele, todos os outros grandes favoritos. Faltavam 5 kms para o alto e voltava tudo à estaca zero, excepto o facto de o grupo dos favoritos ser agora muito menor. Richie Porte liderando o grupo à frente de Tony Martin e Frodo Zarco, depois de anuladas as iniciativas do australiano e do português Um ataque explosivo e inesperado já perto do topo Richie Porte impunha o ritmo, tentando colocar em dificuldades Tony Martin que, recorde-se, estava num terreno que não lhe é favorável. O grupo não tinha sequer já 15 unidades, contando com as presenças de Sylvester Szmyd e Frodo Zarco, quando surgiu um punchy attack de um nome ilustre: Alberto Contador, o espanhol que há vários anos não tem um resultado ao nível do que era habitual na fase áurea da sua carreira. O espanhol galgou metros atrás de metros a um ritmo impressionante e passou no alto do Col de Joux-Plane com uma vantagem significativa, indo certamente rumo à vitória de etapa, descendo a encosta arriscando em todas as curvas como é seu apanágio. No final cortaria a meta 1'19'' à frente de Alejandro Valverde, Tony Martin e restante grupo. Frodo Zarco e Sylvester Szmyd chegaram englobados neste grupo, subindo a 12º e 13º a 2'50'' e 3'25'' respectivamente. O camisola amarela continuava a ser Tony Martin, ainda com 5'' para Richie Porte, 40'' para Alejandro Valverde e agora 47'' para Alberto Contador. Tendo resistido à etapa-rainha da corrida, Tony Martin parecia bem encaminhado para uma estrondosa vitória no Critérium du Dauphiné. Faltava apenas uma etapa, que no entanto seria menos dura que a anterior: quatro contagens de montanha, embora só uma verdadeiramente dura, o Col du Corbier de Categoria 1 a 23 kms da meta. Após este, havia um período de descida e um falso plano ligeiramente inclinado que levaria os corredores até à subida final de 2 kms, não categorizados. Porém, e como se costuma dizer, quem dita a dureza são os corredores. E este seria um dia infernal. Frodo Zarco e Tony Martin no elástico nas rampas intermédias do Col du Corbier Tudo parecia tranquilo até que se chegou ao Col du Corbier. A Movistar liderava o pelotão, havia uma fuga pouco importante já com uma vantagem considerável, Valverde, Contador e Porte seguiam até ao momento sem grandes movimentações. Mas isso mudou logo nas primeiras rampas da Categoria 1. Richie Porte destruiu o pelotão, primeiro, e depois acelerações de Alejandro Valverde, Alberto Contador e Marc Goos (Belkin) fizeram o resto. Na frente, apenas nove ciclistas resistiam, e três deles em óbvias dificuldades: Sylvain Chavanel, Frodo Zarco e... Tony Martin. O camisola amarela tentava segurar-se no grupo até ao final do Corbier, sabendo que depois haveria tempo para recuperar o fôlego na descida e na fase de falso plano, porém o inevitável aconteceu e o elástico estoirou, deixando Tony Martin, Frodo Zarco e Sylvain Chavanel ligeiramente atrasados em relação ao grupo de Richie Porte, o agora virtual líder do Critérium du Dauphiné. As diferenças foram-se cavando e no alto do Corbier havia já uma diferença de 1'00'' entre os líderes e Tony Martin, que seguia com Sylvain Chavanel e Peter Velits. E Frodo Zarco? De alguma forma, Frodo Zarco encontrou o seu ritmo, deixou-os para trás e perseguia o grupo dos favoritos, mantendo-os sempre à vista mas, ainda assim, suficientemente longe para os alcançar ao longo da subida. Tony Martin a 15 kms da meta, o grupo dos favoritos ao longe e Frodo Zarco algures entre ambos (ciclista com o círculo debaixo de si) Tornou-se óbvio que Tony Martin perdera o Critérium du Dauphiné. Mesmo que, num golpe de teatro, se reunisse com os restantes favoritos, a sua disponibilidade física estava fortemente afectada pelo esforço de perseguição e não deveria ter forças para resistir às rampas dos últimos kms. Sabendo disso, o grupo da frente abrandou o ritmo, com Richie Porte a procurar que outros também passassem pela frente, não obtendo resposta. Aproveitou Frodo Zarco para reentrar no grupo e finalmente respirar um pouco. Chegava-se então aos últimos 2 kms. Era altura das decisões. Novamente Alberto Contador à procura da vitória; Zarco, à direita, esforça-se por se manter no grupo Alejandro Valverde colou-se ao compatriota como uma lapa e juntos cortaram a meta; Porte na perseguição Foi o vencedor da etapa anterior, Alberto Contador, quem tomou a iniciativa e acelerou em busca da vitória na classificação. A diferença para Porte era de 42'', mas depois de todo o esforço produzido pelo australiano para eliminar Tony Martin, Contador tinha uma hipótese. O problema vinha, porém, com ele, chamava-se Alejandro Valverde e estava à frente de Contador na classificação geral. O que significa que em caso de ambos chegarem à meta juntos com tempo suficiente para ultrapassar Richie Porte... venceria Alejandro Valverde. Assim, Contador puxou como nos seus bons velhos tempos, uma, duas, três vezes, e depois outra, e mais outra vez, mas Alejandro Valverde resistiu a todas elas e não descolou de Alberto Contador. Atrás, Richie Porte dava tudo o que tinha, mas a diferença foi aumentando e quando cortou a meta na liderança do grupo dos restantes favoritos já tinha perdido a corrida. Alejandro Valverde venceu o Critérium du Dauphiné, meros 7'' à frente de Alberto Contador e 10'' de Richie Porte, numa das corridas mais emocionantes dos últimos anos. E Frodo Zarco? O nosso português sofreu como não sucedia há imenso tempo mas conseguiu, incrivelmente, manter-se no grupo de Richie Porte. Tal determinação seria fundamental para bater Daniel Moreno por 2'' na classificação geral e, assim, garantir a última vaga do top 10 na sua estreia World Tour. Já Sylvester Szmyd teve um dia para esquecer e quedou-se pelo 14º lugar final. Rumo à Áustria A prestação na corrida francesa esteve dentro das expectativas, constituindo o 10º lugar de Frodo Zarco um bom resultado. Faltou apenas uma vitória de etapa, mas ficará para outra altura. Depois desta prova, Frodo Zarco participou no Skoda Tour de Luxembourg, onde seria, curiosamente, 10º classificado. Uma corrida sem grande brilho mesmo tendo em conta que o percurso não o favorecia. Após a prova luxemburguesa haveria um espaço de três semanas sem competição antes do Tour of Austria, marcado pelos campeonatos nacionais. Frodo Zarco, único português da equipa, não participou neles por a equipa não entender ser produtivo enviar recursos para Portugal de propósito apenas para uma prova de um dia onde só um ciclista participaria (claro que no jogo participou, mas simulei a corrida e coloquei "poupar esforços" como instrução; venceu António Carvalho da LA - Alumínios - Antarte, que está feito um senhor sprinter). A equipa tinha vários objectivos nos campeonatos nacionais, nomeadamente para o checo (Stybar), alemão (lol), austríaco (Schorn?) e belga (Steegmans). Não correu bem em nenhum dos cenários :mrgreen: Faltam agora apenas três objectivos impostos pelos patrocinadores: Tour of Austria (top 5), Tour de Wallonie (top 5) e Vattenfall Cyclassics (top 3). O primeiro deles contará com Frodo Zarco em busca da vitória; o segundo será corrido por Bartosz Huzarski já em preparação para o Tour de Pologne (ele foi o vencedor da corrida polaca em 2014); e o último é para Arnaud Demaré. Certamente repararam, se estiverem a seguir isto mais atentamente, que não referi o Zarco e o Szmyd para o Tour of Pologne como era suposto. Isto acontece porque entretanto recebemos Wild Cards para a Vuelta a España, o que significa que ambos vão atrasar o momento de forma para correr a Vuelta e mesmo entrando no Tour of Pologne, será com o objectivo de a preparar. Claro que a época vai longa para ambos e já foram vários os objectivos que tiveram, pelo que não será de esperar que estejam no seu máximo na Vuelta, porém se não for possível conseguir um bom resultado na classificação geral, lutaremos por vitórias de etapas. Já agora, e aqui só por curiosidade, o Tour de Suisse foi vencido por Chris Froome (Sky), à frente de Bauke Mollema (Belkin) e Wouter Poels (Garmin - Sharp). O duo da Movistar, Nairo Quintana e Rui Costa, foram 7º e 8ºs classificados. Compartilhar este post Link para o post
Carson Wentz Publicado 17 Outubro 2013 Ui, 10º no Dauphiné, logo na estreia em provas do World Tour, sim senhor! E vais correr a Vuelta, gosto! :D Compartilhar este post Link para o post
Carson Wentz Publicado 8 Novembro 2013 A esta hora já passou a Áustria, está na Ucrânia e quase a chegar à Rússia. :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Lip McBoatface Publicado 11 Setembro 2014 Ele deve ter sido apanhado por doping e o Puro ganhou vergonha na cara. Compartilhar este post Link para o post
Wacko_Jacko Publicado 11 Setembro 2014 esse não ganhou assim tanta :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 11 Setembro 2014 (editado) O Frodo Zarco conseguiu grandes feitos e elevou o ciclismo nacional a um patamar jamais visto. Infelizmente, porém, o narrador da história não foi pago devido aos cortes no Orçamento de Estado e teve de emigrar :( Mas não seja por isso, já se arranja qualquer coisa para dar um final digno à história. Editado 11 Setembro 2014 por BlackHawk Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 12 Setembro 2014 f*deTE Logo à noite, se Deus quiser. E ela. Agora não quero. :C Também gosto de ti :) Compartilhar este post Link para o post