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Ricardo Silva

[FM2014] Grémio Táctico

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Manter a Posse, Levar a bola até à Área, retirar o passe para o espaço vazio, mentalidade Normal

 

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so para desmistificar a coisa :mrgreen:

 

Phil Woosman era um apaixonado pelo futebol. Jogou no West Ham e no Aston Villa, foi internacional galês, participou até no Mundial de 1958.

 

Um dia arriscou.

 

Cruzou o Atlântico e chegou aos Estados Unidos com a ambição de evangelizar os americanos para a beleza do jogo. Uma ambição utópica, claro: cinquenta anos depois ainda não perceberam o encanto do futebol. Dizem que é um defeito congénito, falta de fósforo e cálcio no bom gosto.

 

Mas em frente, para chegar ao essencial. Um dia perguntaram-lhe o que era afinal este jogo. Phil Woosman, que era também professor de matemática e física, fez o que fazia tão bem. Simplificou o fenónemo.

 

«É muito simples: se a bola se mover, chuta-a, se ela não se mover, chuta-a até ela se mover.»

 

Esta definição, confesso, conquistou-me. Pela simplicidade e sobretudo por dizer tanto em tão poucas palavras. Tem sido impossível, por exemplo, não me lembrar dela quando vejo o Sporting de Marco Silva ou o Benfica de Jorge Jesus: equipas cheias de intensidade, de energia e de vigor.

 

No fundo equipas que chutam a bola até ela se mover. Sempre para a frente.

 

Mas este texto não é sobre o Sporting, nem sobre o Benfica. É sobre o FC Porto. Que por acaso também me faz lembrar da definição que Phil Woosman deu ao futebol: mas neste caso por oposição. O FC Porto de Julen Lopetegui é o inverso da intensidade e da emoção.

 

É um jogo de toque e posse de bola, sim, mas custa-me a relacioná-lo com o tiki-taka do Barcelona, e da própria seleção espanhola.

 

O tiki-taka, já se disse, é antes de mais uma maneira de defender bem: através da posse de bola, uma equipa retira à outra a hipótese de jogar futebol, e a partir daí de criar perigo.

 

No entanto nem todos os tipos de futebol de toque e posse de bola são iguais: o jogo da antiga seleção espanhola não é igual ao da seleção holandesa e o jogo que já foi do Barcelona não é igual ao do FC Porto atual.

 

O jogo da antiga seleção espanhola e do antigo Barcelona era vertical, com um toque de bola frontal, arriscado, através de jogadores que apareciam nos espaços. Era jogado no meio-campo adversário. O jogo da Holanda do Mundial e do atual FC Porto não: é horizontal, monótono, com variações de flanco seguras, à retaguarda e muitas vezes sem progressão.

 

No fundo é mais defensivo do que o tiki-taka já costuma ser: importa sobretudo não deixar o adversário ter a bola.

 

Provavelmente por isso os dez golos deste FC Porto só encontram paralelo em 1996: há dezoito anos que a equipa não marcava tão pouco na Liga à sétima jornada.

 

Bem vistas as coisas, o Porto de Lopetegui até pode ser eficaz, não digo que não. Mas nao é sedutor: é o mais defensivo de entre os três grandes. Falta-lhe intensidade e entusiasmo.

 

Falta-lhe no fundo aquela vertigem de chutar a bola até ela se mover.

 

«Box-to-box» é um espaço de opinião de Sérgio Pereira, jornalista do Maisfutebol, que escreve aqui às sexta-feiras de quinze em quinze dias

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O jogo, qualquer que seja o modelo, também é mais definido:

 

a) pelos jogadores que se tem à disposição: Não vamos ter a ilusão que um Herrera tenha o mesmo desempenho que um Xavi, um Olivier que um Iniesta. Isto também conduz a que o treinador tenha de adaptar o modelo aos jogadores;

 

b) diferentes treinadores não aplicam o mesmo modelo: cada cabeça sua sentença, por muito que o Lopetegui partilhe dos conceitos de jogo que o PG aplicou no Barcelona e adoptados na selecção espanhola, há sempre aspectos diferentes (também justificados pela alínea a) );

 

c) O FC Porto mudou o paradigma, apetrechando-se com vários reforços mas o que mais se destaca é a figura do treinador ter deixado de ser passiva, para passar a ser uma espécie de Manager ao estilo britânico, com voz activa nas entradas e saídas de jogadores. Em cima disto acresce que um modelo de jogo não se torna fluido num punhado de meses (lembre-se os primeiros tempos de PG no Barcelona, em que inclusivamente foi contestado e havia quem pedisse a sua saída).

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O tiki-taka, já se disse, é antes de mais uma maneira de defender bem: através da posse de bola, uma equipa retira à outra a hipótese de jogar futebol, e a partir daí de criar perigo.

 

O jogo da antiga seleção espanhola e do antigo Barcelona era vertical, com um toque de bola frontal, arriscado, através de jogadores que apareciam nos espaços. Era jogado no meio-campo adversário. O jogo da Holanda do Mundial e do atual FC Porto não: é horizontal, monótono, com variações de flanco seguras, à retaguarda e muitas vezes sem progressão.

 

 

Basicamente é isto que os amantes de posse gostam. Não é ter a bola só pela questão estatística, para no fim dizer que tivemos 70% de posse. Nada disso! O objectivo da posse de bola, na teoria, é fazer com que o adversário esteja menos tempo com ela, porque se não tiverem com ela não criam perigo. É por isso que gosto de ter resmas de posse, não é apenas por trocar a bola só porque sim, porque isso para ser sincero não desgosto, mas é só para quando se ganha por 2/3 golos e aproveita-se para gerir mais no fim.

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O jogo, qualquer que seja o modelo, também é mais definido:

 

a) pelos jogadores que se tem à disposição: Não vamos ter a ilusão que um Herrera tenha o mesmo desempenho que um Xavi, um Olivier que um Iniesta. Isto também conduz a que o treinador tenha de adaptar o modelo aos jogadores;

 

b) diferentes treinadores não aplicam o mesmo modelo: cada cabeça sua sentença, por muito que o Lopetegui partilhe dos conceitos de jogo que o PG aplicou no Barcelona e adoptados na selecção espanhola, há sempre aspectos diferentes (também justificados pela alínea a) );

 

c) O FC Porto mudou o paradigma, apetrechando-se com vários reforços mas o que mais se destaca é a figura do treinador ter deixado de ser passiva, para passar a ser uma espécie de Manager ao estilo britânico, com voz activa nas entradas e saídas de jogadores. Em cima disto acresce que um modelo de jogo não se torna fluido num punhado de meses (lembre-se os primeiros tempos de PG no Barcelona, em que inclusivamente foi contestado e havia quem pedisse a sua saída).

miguela andre lembraste o que te disse em relaçao ao lopetegui no inicio desta epoca? pois entao mantenho o que disse, ocha la eu esteja enganado, para que o campeonato possa ser mais competitivo, mas...no entanto percebo o que queres dizer, vamos ver...

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Michael, ma frénd, poderias dar-me uma sugestão?

 

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Estou a usar esta tática no Athletic Bilbao que tem resultado incrivelmente bem. Atacamos bem. Bom futebol. A questão é que noto instável defensivamente. Mas eu não queria tocar nem no MAA nem no CJA visto que eles os 2 são os pilares da equipa. Todo o nosso jogo gira á volta deles. Alguma sugestão para melhorar defensivamente.

 

Um grande obrigado desde já :compinchas:

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Ou baixar o MD para pivô defensivo, ou pôr os laterais a apoiar

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Mudar para Pivo não sei se será bom porque como joga com um MAA vai haver muito espaço entre ele e o meio campo sem haver ninguém para fazer a ligação. No caso de por um pivo talvez tivesse que mudar o médio para cj.

Eu talvez poria o AI direito a atacar e o lateral a apoiar. No meio campo um trinco e era ver se depois não havia um grande buraco entre ele e o MAA. Mas só vendo que problemas concretos tens é que te podemos ajudar melhor.

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O problema é o espaço que deixamos no meio-campo. Muitas das vezes está o MD sozinho com os DC

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Michael, ma frénd, poderias dar-me uma sugestão?

 

 

 

Estou a usar esta tática no Athletic Bilbao que tem resultado incrivelmente bem. Atacamos bem. Bom futebol. A questão é que noto instável defensivamente. Mas eu não queria tocar nem no MAA nem no CJA visto que eles os 2 são os pilares da equipa. Todo o nosso jogo gira á volta deles. Alguma sugestão para melhorar defensivamente.

 

Um grande obrigado desde já :compinchas:

le la o o que diz da estrategia ataque e depois ve se achas que deves ter uma linha defensiva recuada depois de leres

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le la o o que diz da estrategia ataque e depois ve se achas que deves ter uma linha defensiva recuada depois de leres

 

Mas em termos de funções e posições, não vês nenhuma falha grave?

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Michael, ma frénd, poderias dar-me uma sugestão?

 

 

Estou a usar esta tática no Athletic Bilbao que tem resultado incrivelmente bem. Atacamos bem. Bom futebol. A questão é que noto instável defensivamente. Mas eu não queria tocar nem no MAA nem no CJA visto que eles os 2 são os pilares da equipa. Todo o nosso jogo gira á volta deles. Alguma sugestão para melhorar defensivamente.

 

Um grande obrigado desde já :compinchas:

 

Respondido no tópico do fm14 :biggrin:

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Respondido no tópico do fm14 :biggrin:

 

Já vi Michael. Obrigado :compinchas:

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Mas em termos de funções e posições, não vês nenhuma falha grave?

falha grave em que sector?

 

Manter a Posse, Levar a bola até à Área, retirar o passe para o espaço vazio, mentalidade Normal

isso é tudo muito bonito, e golos? e intensidade de jogo? e fazer jogo vertical? e fazer chegar a bola a area?

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falha grave em que sector?

 

 

isso é tudo muito bonito, e golos? e intensidade de jogo? e fazer jogo vertical? e fazer chegar a bola a area?

 

enquanto continuares a pensar que um modelo de posse de bola é andar a jogar à rabia, sem que haja progressão, não vais sair desse tipo de questões :biggrin:

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enquanto continuares a pensar que um modelo de posse de bola é andar a jogar à rabia, sem que haja progressão, não vais sair desse tipo de questões :biggrin:

Eu por exemplo jogo em posse bola e tenho intensidade, dou goleadas :biggrin:

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Boas pessoal gostava que me tirasem uma duvida, num esquema tactico 4-3-3 onde jogo com defesas laterais a apoiar e 3mc dois a defender ( os mais encostados a linha) e o mc mais central a atacar, e dois extremos a atacar e um PL, com mentalidade atacante/rigido, com a instrução defesa em linha, que indicação individual devo dar aos laterais para evitar sofrer golos pelos flancos ou seja, ainda so fiz dois jogo com a tactica mas sofri em ambos e foram sempre nas costas dos laterais, de resto parece até estar a funcionar bem tendo em conta ao numero de ramates/passes e percentagem de bola da equipa. Obrigado.

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Os laterais são um bocado "papados" neste FM (esperemos que tenham corrigido para o FM 15), podes é mudar a fluidez para que os extremos façam mais do que apenas atacar ou, em alternativa, baixas a mentalidade.

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enquanto continuares a pensar que um modelo de posse de bola é andar a jogar à rabia, sem que haja progressão, não vais sair desse tipo de questões :biggrin:

jogar em posse é uma coisa, pedir aos jogadores para ficarem a guardar a bola e pouco ou nada fazerem com ela é outra, isso é mais lopetegui style, se nao tiverem oportunidade para atacar nao ataquem passem a bola para a defesa e fiquem a brincar com ela, quando estiver no min 85 marcamos um golo e xega, é mais ou menos isto

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Boas pessoal gostava que me tirasem uma duvida, num esquema tactico 4-3-3 onde jogo com defesas laterais a apoiar e 3mc dois a defender ( os mais encostados a linha) e o mc mais central a atacar, e dois extremos a atacar e um PL, com mentalidade atacante/rigido, com a instrução defesa em linha, que indicação individual devo dar aos laterais para evitar sofrer golos pelos flancos ou seja, ainda so fiz dois jogo com a tactica mas sofri em ambos e foram sempre nas costas dos laterais, de resto parece até estar a funcionar bem tendo em conta ao numero de ramates/passes e percentagem de bola da equipa. Obrigado.

simples tens que ver o jogo completo, depende muito da equipa que estas a defrontar e da dinamica do jogo do adversario,por exemplo imagina que estas a defrontar uma equipa que usa extremos muito ofensivos ai seria bem pensado manteres os teus mais recuados sem abrir espaços, mas se forem extremos que apoiam e recebem a bola em zonas mais recuadas ai convem que tenhas os teus laterais mais adiantados a fazer uma marcçao mais apertada com uma pressao forte, o jogo nunca é igual durante 90 minutos e varia de adversario para adversario, tambem tens que ter em conta as mudanças tacticas que o adversario faz durante o jogo e adequareste a elas, se pegas numa tactica e nada mudas durante o decorrer do jogo e metes lances chave e toca a andar entao esquece, e quem fala em laterais fala nas outras posiçoes tambem e instruçoes, por isso é que aquele jogos em que dizem dominamos tivemos mais remates e mais bola mas empatamos contra o cascalheira fc, normal nao fazem nada durante o jogo, isso quando acontece é preciso procurar sobre posiçoes abrir mais explorar os flancos pq o adversario se fecha muito, trabalhar mais a bola na caixa para procurar o espaço ir com tudo para cima optar por mais fluido sendo que numa situaçao dessas normalmente eles so atacam com 2 ou 3 jogadores e nos precisamos de superioridade numerica na frente, assim como ha as situaçoes inversas em que somos nos que temos que guardar mais e sair em contra ataque, tambem tem que ser ter atençao se os laterais do adversario estao a subir muito e os nossos extremos nao estao a acompanhar e isso esta a causar desiquilibrios, mas como é obvio tem que haver uma tactica base, depois durante o jogo é que se vai criando dinamicas, por exemplo jogar com uma defesa alta contra um ronaldo e bale é quase suicidio, mas nao implica que eu va mudar a minha tactica antes do jogo, mas do decorrer do jogo se vir que o ronaldo esta a ter muito espaço nas costas da minha defesa é provavel que va mudar um pouco as coisas

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Obrigado por tudo Michael. Por toda a paciência, todas as sugestões, toda a ajuda..... tudo. :handclap:

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