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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Mas Portugal emite divida todos os dias?

A emissão é feita quando se pretende rolar a divida.

Por exemplo Portugal tinha uma divida de 1000.000.000€ com uma taxa de juro de 3%, como o a taxa de juro está mais favorável fazem uma emissão desse valor que ficaria numa taxa de 2,4%. Com esse dinheiro Portugal pagava os 1000.000.000€ a 3% e ficava a dever os 1000.000.000€ a 2.4%. Esta operação significava uma poupança 6.000.000€ em juros.

Editado por inacion

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Bem-vindos a 2011!

A última colocação a dez anos deve ter sido para aí no princípio do ano e nem sei quando é que é a próxima, mas se a colocação fosse hoje a taxa seria com certeza inferior à do início do ano.

 

Estamos a trabalhar em mínimos históricos e estas variações são completamente naturais, só gente paranóica é que pode estar a querer atirar para o ar que isto é já fruto da instabilidade política, que só existe na cabeça de quem adormeceu no PREC e acordou ontem.

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E tu metes gasolina/gasoleo todos os dias? Mas sempre que metes es afectado pela variação que o preço do petróleo sofre.

E então? Que me interessa uma variação de 0.12 pp hoje, se só irei emitir dívida daqui a um mês, por exemplo, quando essa variação já se poderá ter esfumado?

 

A emissão é feita quando se pretende rolar a divida.

Por exemplo Portugal tinha uma divida de 1000.000.000€ com uma taxa de juro de 3%, como o a taxa de juro está mais favorável fazem uma emissão desse valor que ficaria numa taxa de 2,4%. Com esse dinheiro Portugal pagava os 1000.000.000€ a 3% e ficava a dever os 1000.000.000€ a 2.4%. Esta operação significava uma poupança 6.000.000€ em juros.

Sim. Obrigado.

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A emissão é feita quando se pretende rolar a divida.

Estás a misturar as coisas. As operações de roll-over foram feitas no verão para aproveitar as taxas negativas nos prazos mais curtos.

 

E então? Que me interessa uma variação de 0.12 pp hoje, se só irei emitir dívida daqui a um mês, por exemplo, quando essa variação já se poderá ter esfumado?

Essa variação positiva foi nos últimos três dias (assim à olho de padeiro), hoje até tem estado a descer.

Editado por whatever

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É curioso que sejam muito mais a queixar-se que há eleitores de outros partidos que foram enganados, do que gente a dizer que foi enganada. "PSD e CDS parecem dispostos a quase tudo para garantir um compromisso com os socialistas."

Cedem em 23 e tal medidas e "Se tudo isto não chegar, PSD e CDS abrem a porta a mais, afirmando-se disponíveis para "discutir a inclusão no Acordo de Princípios de quaisquer outras matérias que o Partido Socialista considere indispensáveis à criação de um clima de confiança que cimente a estabilidade que se deseja proporcionar neste novo ciclo político da vida nacional."

 

Então mas não tinham tido uma vitória estrondosa nas eleições? A proposta que apresentavam não era a única possível e agora querem juntar-se com malta que quer é distribuir dinheiro por toda a gente? Ele há coisas.... :maluco:

Afinal vamos a ver e se calhar o PS que "ganhou" as eleições....

Editado por Stout

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O Costa deve chegar todos os dias a casa, senta-se no sofá e ri-se que nem um perdido. Agora já percebo porque não aparentava estar minimamente afectado pelo resultado eleitoral.

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As campanhas do medo que se fazem com os "mercados" são absolutamente nojentas. Há quem não tenha mesmo dignidade nenhuma....

 

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Helena Garrido directora do Negócios: Mercados receiam “cenário de instabilidade” e não um Governo de esquerda ou direita.

Como? Nem ficou nada insinuado na capa, nem nada... :mrgreen:

 

 

As tais sondagens sobre que governo os Portugueses preferem já saíram. Pena não conseguir ver na internet o que é que os eleitores dos diferentes partidos preferem. E perguntar a quem não foi votar que governo é que prefere é um bocado estúpido...

Editado por Stout

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Analisando as respostas daqueles que votaram em António Costa nas legislativas de outubro, só 43% apoiam um governo com alianças à esquerda. Mais de 21% preferem uma aliança com os partidos da Coligação e só 7,5% defendem um governo minoritário só do PS.

Editado por Enzo Dios Perez

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O primeiro-ministro, em entrevista ao jornal SOL, considera que não há qualquer hipótese de um entendimento pós eleitoral entre a coligação PSD/ CDS e Partido Socialista

 

 

A última coisa que fazia sentido é o voto no PS, que é um voto de pessoas que querem mudar de política, servisse depois para manter esta política. É evidente que não viabilizaremos, nem há acordo possível entre o PS e a coligação de Direita"

 

Quem engana quem? :-k

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A respeito da conversa da indústria do calçado...

 

Shoes explain the re-election of Portugal's austerity government

 

The cobblers are prospering, and the voters are... not too angry

 

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THE year 2011 was a bad one for Portugal: the country was forced to seek an international bail-out and its economy shrank by 1.8%. It was perhaps not the most fortuitous moment for the country’s footwear industry to launch an international marketing campaign under the slogan “Portuguese shoes: the sexiest industry in Europe”. But Paulo Gonçalves, head of Apiccaps, the Portuguese footwear-manufacturers’ association, says they had to do something. “We were making excellent shoes, but most of the world didn’t know.”

 

In the next three years unemployment soared, hundreds of thousands emigrated and protestors marched in the streets as Portugal underwent a gruelling economic adjustment programme. But the shoemakers prospered. The industry, which employs about 35,000 people in its northern heartland, has seen exports grow by 54% over the past five years. In a country with double-digit unemployment, shoemakers have created 8,000 jobs in the past two years alone.

 

With exports accounting for 95% of its production, the footwear industry is a trailblazer for what Portugal’s three-year bail-out was meant to achieve: a rebalancing of the economy away from debt-fuelled domestic demand to export-led growth. Businesspeople say the country’s willingness to make sacrifices to complete its bail-out programme has enhanced their profile abroad. “We sense this in our dealings with international suppliers and customers,” says Mr Gonçalves. “The more Portugal is respected as a responsible country, the more we are seen as reliable companies.”

 

Such sentiments contributed to the victory of the ruling centre-right coalition, the PaF, in Portugal’s general election on October 4th. Pedro Passos Coelho become the first euro-zone prime minister to be re-elected after steering his country through a bail-out. Anti-austerity forces, both in Portugal and across Europe, were disappointed; they had expected anger at budget cuts to bring the PaF down.

 

But the PaF’s win was hardly a ringing victory for austerity. Its share of the vote fell from just over 50% in the 2011 elections to 38%, and it finds itself 12 seats short of a majority in parliament. The centre-left Socialists (PS) rose to 32%, while the radical anti-establishment Left Bloc doubled its share to over 10%, ahead of the Communist Party.

 

Deep ideological divisions render the left unable to form a government. But the PaF will have to negotiate with the PS to pass laws or a budget. António Costa, the Socialists’ leader, says he wants austerity measures eased, protection for welfare-state benefits, and more public investment in science.

 

A minority centre-right government with PS support could function reasonably well, says Federico Santi of the Eurasia Group, a consultancy. “In spite of Mr Costa’s vocal anti-austerity stance, the PS remains a fundamentally moderate and decidedly pro-European party,” he notes. But political divisions that could delay economic reforms worry exporters like Mr Gonçalves, who says his “chief concern now is that the country continues along the same path it started out on” in 2011.

 

The shoe industry began its transformation well before the euro crisis, as a response to foreign-owned manufacturers leaving Portugal for Asia and eastern Europe in search of lower labour costs. Portuguese firms responded by abandoning the mass market and focusing on high-quality shoes using home-grown design, technology and marketing skills. In the world of high-fashion shoes, “Made in Portugal” is now second only to “Made in Italy” in terms of prestige. Cutting-edge Portuguese brands like Luis Onofre (pictured), Hard Hearted Harlot and Fly London now ship individually-made pairs to some customers, including British royalty and celebrities like Madonna and David Beckham.

 

All this is part of a wider Portuguese export success story. In July 2012 Portugal’s balance of payments turned positive for the first time since the central bank began tracking the indicator in 1996. Exports now account for more than 40% of national output, compared with 28% in 2008. Stephan Morais, executive director of Caixa Capital, a risk fund manager, says reforms made during the bail-out have helped exporters by cutting costs and easing regulation. The European Central Bank’s quantitative easing programme has also cut firms’ borrowing costs.

 

Portugal’s growth is still fragile. After three years of contraction, the economy expanded by just under 1% in 2014 and it is expected to grow by about 1.6% this year and next. Mr Passos Coelho has pushed through economic reforms, but more are needed. Companies complain of domestic barriers to competition, including high energy costs and an inflexible labour market. Bankruptcy law needs reforming. The International Monetary Fund warned even before the election that Mr Coelho was allowing the pace of reform to slacken. A weak minority government is unlikely to speed things up. The centre-right’s victory has proved that with a little growth, pro-austerity governments can survive. But if Portugal wants more industries to replicate the success of its plucky cobblers, it will need a government that can do more than just survive.

 

The Economist

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Os artigos de opinião do Henrique Raposo, seja lá ele quem for, do Expresso estão a atingir níveis baixíssimos. Tenho-me rido bastante não só com os artigos como com os comentários :lol:

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Cedem em 23 e tal medidas

Não me parece que cedam. Vê bem o Português do texto. Abundam os "estudar", "negociar", trabalhar para", "reavaliar", etc. Onde cedem é naquelas que já se previa que por sua iniciativa iam implementar, o resto parece-me show.

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Gosto muito que o comportamento em bolsa das acções do BCP seja indicador do que quer que seja.

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Não me parece que cedam. Vê bem o Português do texto. Abundam os "estudar", "negociar", trabalhar para", "reavaliar", etc. Onde cedem é naquelas que já se previa que por sua iniciativa iam implementar, o resto parece-me show.

 

Peço desculpa enganei-me. É óbvio que não cederam, eles só manifestaram abertura, o que é diferente... :mrgreen:

 

Dizer que quem no mesmo documento em que diz que teve uma "vítoria expressiva e ínevoca" e acaba por integrar " 23 propostas adoptadas do programa do PS, 20 são citações exactas, e outras 3 propostas são "matérias abordadas no programa eleitoral do PS" cedeu é abusivo. Como é óbvio tenho de usar outra terminologia.

 

A direita não corta salários e pensões, faz "ajustes", não corta rendimentos sociais, na educação e saúde, corta "gorduras", a direita não facilita os despedimentos, "flexibiliza" o mercado de trabalho, porque é que a direita havia ceder? Como é óbvio a direita só manifesta abertura...

Editado por Stout

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Há 2 anos atrás este alarido não aconteceria. O Passos deu uma lavagem cerebral tão grande aos portugueses que agora pensam que a Grécia está como está por causa do Bloco de Esquerda lá do sítio. E quanto ao PCP, ainda há muita gente que associe ao "comunismo" ditatorial de alguns países como a Coreia. É triste, mas este pensamento existe mesmo e em larga escala. Que bom seria um programa televisivo a explicar minuciosamente o que cada um dos 5 grandes partidos defendem em linhas gerais, assim como as suas origens. Era capaz de ser útil.

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Peço desculpa enganei-me. É óbvio que não cederam, eles só manifestaram abertura, o que é diferente... :mrgreen:

 

Dizer que quem no mesmo documento em que diz que teve uma "vítoria expressiva e ínevoca" e acaba por integrar " 23 propostas adoptadas do programa do PS, 20 são citações exactas, e outras 3 propostas são "matérias abordadas no programa eleitoral do PS" cedeu é abusivo. Como é óbvio tenho de usar outra terminologia.

 

A direita não corta salários e pensões, faz "ajustes", não corta rendimentos sociais, na educação e saúde, corta "gorduras", a direita não facilita os despedimentos, "flexibiliza" o mercado de trabalho, porque é que a direita havia ceder? Como é óbvio a direita só manifesta abertura...

Podemos fazer o exercício de retórica sobre o segundo sentido e o real sentido das frases de qualquer partido, sejam de direita ou de esquerda. Quem se identifica diz bem e beatifica as propostas salvadoras, quem não se identifica diaboliza. Não é nada disso que estamos aqui a falar, mas se tiveres tempo podemos ter essa conversa.

 

Neste caso, só estava a referir que toda a gente fala daquele documento como abertura, cedência, bom senso, etc, e eu vejo show, algumas ideias próprias que já iam ser implementadas vestidas de cedência, e muitas promessas no ar escritas de forma dúbia bem a jeito de depois dizer "ah, mas era só para avaliar, já avaliámos e... epá, não dá".

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Podemos fazer o exercício de retórica sobre o segundo sentido e o real sentido das frases de qualquer partido, sejam de direita ou de esquerda. Quem se identifica diz bem e beatifica as propostas salvadoras, quem não se identifica diaboliza. Não é nada disso que estamos aqui a falar, mas se tiveres tempo podemos ter essa conversa.

 

Neste caso, só estava a referir que toda a gente fala daquele documento como abertura, cedência, bom senso, etc, e eu vejo show, algumas ideias próprias que já iam ser implementadas vestidas de cedência, e muitas promessas no ar escritas de forma dúbia bem a jeito de depois dizer "ah, mas era só para avaliar, já avaliámos e... epá, não dá".

 

É um bocado disto que estamos a falar sim. O uso de retórica para enganar as pessoas e distorcer a verdade.

 

Até a RTP fala em cedência, mas podes ler melhor o documento. "A coligação Paf propõe, no contexto acima descrito que sejam complementares ao acordo de governo entre PSD e CDS as seguintes medidas do programa eleitoral do PS,.."

Se depois dizem que negoceiam, estudam, manifestam abertura ou wtv é conversa...

 

Até o Passos Coelho fala em concessões, diz que todos temos que fazer concessões.

Significados de Concessão:

3- ato ou efeito de dar ou ceder (algo); outorga, entrega

Editado por Stout

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O grande objetivo do Bloco é mesmo derrubar o Governo, por isso a declaração da Catarina ter sido aquela. Agora será o Concelho Nacional do PS a decidir e por último o PR se achar que um Governo de coligação de esquerda tem estabilidade para um mandato de 4 anos.

 

O que eu não acho de todo correcto.

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Olha os vencedores das eleições com uma "vítoria expressiva e ínevoca" a chorarem na sede do partido que as perdeu. :mrgreen:

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É um bocado disto que estamos a falar sim. O uso de retórica para enganar as pessoas e distorcer a verdade.

 

Até a RTP fala em cedência, mas podes ler melhor o documento. "A coligação Paf propõe, no contexto acima descrito que sejam complementares ao acordo de governo entre PSD e CDS as seguintes medidas do programa eleitoral do PS,.."

Se depois dizem que negoceiam, estudam, manifestam abertura ou wtv é conversa...

 

Até o Passos Coelho fala em concessões, diz que todos temos que fazer concessões.

Significados de Concessão:

3- ato ou efeito de dar ou ceder (algo); outorga, entrega

Quer dizer que acreditas mesmo que estão a ceder, de boa fé e com lealdade, e que se forem governo não vão fazer exactamente como eu disse?

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