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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

Gosto muito de ouvir o programa do Medina Carreira (está a dar agora na TVI24)

O problema dele é já estar com tiques de velho hehe

 

Já não tem mínima paciência para quem acha que isto vai lá de outra forma.

Eu por acaso até concordo muita coisa que ele diz e defende mas nunca na vida espero chegar ao intolerante que ele é.

 

Não por acaso que ao longo do tempo se tem verificado que os convidados vão dando mais ao programa do que o Medina Carreira

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PCP e BE voltam a rejeitar Tratado Orçamental no Parlamento Europeu.

É este o acordo sólido de esquerda que vai cumprir com as obrigações internacionais do estado português.

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E mais um banco da CIty disse que não confia no acordo à esquerda!

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PCP e BE voltam a rejeitar Tratado Orçamental no Parlamento Europeu.

É este o acordo sólido de esquerda que vai cumprir com as obrigações internacionais do estado português.

 

Pelo menos são coerentes. Salário mínimo a 600 euros, descongelamento das pensões, aumento do salário da função pública já em 2016, devolução da sobretaxa a 50% em 2016 e 50% em 2017, rejeição das medidas de flexibilização laboral: são tudo medidas que deverão estar contempladas no acordo (pelo menos, que vêm saíndo nos jornais). Se juntarmos a isto a revogação de umas quantas leis da legislatura anterior e o travão às privatizações, que é muito provável, onde é que haveria espaço para tratado orçamental? :lol:

 

Por isso é que eu cada vez tenho mais dúvidas que venha a haver acordo ou, havendo, que se prolongue para lá do primeiro ano. O PS não se pode dar ao luxo de cavar outro buraco no país.

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Tipo é isso que eu estou a criticar, o não haver alternativa. Para mim há muitas alternativas, muitas maneiras de pensar, muitos caminhos que te podem levar a um futuro melhor.

Mas espera, não foste tu um dos que votou naqueles que disseram expressamente que não há alternativa? Não estarão essas pessoas a chamar indirectamente de burros a quem acredita em melhor saúde, melhor educação, melhores salários, melhores condições de vida?

 

Não me peças é para respeitar quem acredita que não dava para fazer melhor do que isto. Quem tem como aceitável e inevitável o sofrimento que foi imposto ao povo Português e usa o seu espaço televisivo semanal sem direito a contraditório para falar dos outros não como se fossem burros, mas sim atrasados mentais...

 

 

Já agora se quiseres responder ao post que fiz a perguntar o que é que a Paf tinha melhorado nestes últimos 4 anos, não sou só eu a estar curioso sobre isso...

 

Aí está ele outra vez, ficas a falar sozinho que é como gostas ;)

 

 

Mudando de tema, parece que quem se diz capaz de governar há quase um mês ainda não se entendeu e não apresentou o programa.

Isso é que é uma alternativa estável de governação

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Pelo menos são coerentes. Salário mínimo a 600 euros, descongelamento das pensões, aumento do salário da função pública já em 2016, devolução da sobretaxa a 50% em 2016 e 50% em 2017, rejeição das medidas de flexibilização laboral: são tudo medidas que deverão estar contempladas no acordo (pelo menos, que vêm saíndo nos jornais). Se juntarmos a isto a revogação de umas quantas leis da legislatura anterior e o travão às privatizações, que é muito provável, onde é que haveria espaço para tratado orçamental? :lol:

 

Por isso é que eu cada vez tenho mais dúvidas que venha a haver acordo ou, havendo, que se prolongue para lá do primeiro ano. O PS não se pode dar ao luxo de cavar outro buraco no país.

Tem que haver acordo. A forma como o PS reagiu ao Governo apresentado pela coligação encerrou qualquer hipótese de recuar.

O PS ao assumir de imediato que rejeita este Governo deu força ao BE e CDU nas negociação do acordo. Se não houver acordo quem é mais prejudicado é o PS, porque são forçados a recuar. Se dissessem que estava a tentar chegar a um acordo à esquerda mas caso não seja possível deixam passar o Governo a pressão estava no BE e na CDU.

O PS está a arriscar muito e quase todos os caminhos podem ter consequências muito negativas.

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Tem que haver acordo. A forma como o PS reagiu ao Governo apresentado pela coligação encerrou qualquer hipótese de recuar.

O PS ao assumir de imediato que rejeita este Governo deu força ao BE e CDU nas negociação do acordo. Se não houver acordo quem é mais prejudicado é o PS, porque são forçados a recuar. Se dissessem que estava a tentar chegar a um acordo à esquerda mas caso não seja possível deixam passar o Governo a pressão estava no BE e na CDU.

O PS está a arriscar muito e quase todos os caminhos podem ter consequências muito negativas.

 

Provavelmente o PS já tem alinhavado os traços gerais do acordo com os outros partidos, daí que se possa dar ao luxo de rejeitar definitivamente o acordo com a coligação.

 

Portugal é o 23.º país onde é mais fácil fazer negócios

http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-e-o-23-pais-onde-e-mais-facil-fazer-negocios_232963.html

 

Subiram-se duas posições, boa notícia. Para o Stout, fui ainda ver o de 2010, e em relação a esse subimos 10 posições :)

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A direita está à espera que a esquerda unida apresente o seu programa para poder centrar todas as atenções nesse mesmo programa e camuflar o seu como fez com o do PS durante a campanha. Daí toda esta pressão e desespera da direita em relação ao programa da esquerda unida.

 

A esquerda unida está a defender-se bem ao não mostrar nada e a ser paciente. Essencialmente porque não tem prazos. Só precisa de o fazer quando forem chamados para apresentar uma alternativa.

 

Já a direita, pelo contrario, está apertada com os pouco dias que tem para apresentar o seu programa. Não é por acaso que, uma coligação que está muito certa em relação às suas politicas e medidas para os próximo 4 anos, só vai apresentar o seu programa 8 dias depois da tomada de posse mesmo perto da data limite :lol: Não se percebe o atraso.

 

(esqueci-me de referir a pressa que havia em mandar qualquer coisa para bruxelas, em formar governo para bem da estabilidade, em acalmar os mercados...)

 

E deixo este mimo: Direita parlamentar propôs debate já na próxima semana sobre compromissos europeus, mas a esquerda opôs-se.

:lol:

Editado por Woyzeck

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A direita está à espera que a esquerda unida apresente o seu programa para poder centrar todas as atenções nesse mesmo programa e camuflar o seu como fez com o do PS durante a campanha. Daí toda esta pressão e desespera da direita em relação ao programa da esquerda unida.

 

A esquerda unida está a defender-se bem ao não mostrar nada e a ser paciente. Essencialmente porque não tem prazos. Só precisa de o fazer quando forem chamados para apresentar uma alternativa.

 

Já a direita, pelo contrario, está apertada com os pouco dias que tem para apresentar o seu programa. Não é por acaso que, uma coligação que está muito certa em relação às suas politicas e medidas para os próximo 4 anos, só vai apresentar o seu programa 8 dias depois da tomada de posse mesmo perto da data limite :lol: Não se percebe o atraso.

 

E deixo este mimo: Direita parlamentar propôs debate já na próxima semana sobre compromissos europeus, mas a esquerda opôs-se.

:lol:

 

Woy não tomes isto como ataque porque é mesmo uma duvida legitima mas no meio das propostas de SM de 600€, subida das pensões... onde vão buscar mais receita para fazer estas coisas todas?

Nunca vi, talvez por nunca ter pesquisado correctamente, onde é que se vai buscar capacidade de tais medidas?

Simplesmente assinam cheques em branco sem cobertura?

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Woy não tomes isto como ataque porque é mesmo uma duvida legitima mas no meio das propostas de SM de 600€, subida das pensões... onde vão buscar mais receita para fazer estas coisas todas?

Nunca vi, talvez por nunca ter pesquisado correctamente, onde é que se vai buscar capacidade de tais medidas?

Simplesmente assinam cheques em branco sem cobertura?

Quais coisas? 8-[ Brincar à politica?

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Quais coisas? 8-[ Brincar à politica?

"Salário mínimo a 600 euros, descongelamento das pensões, aumento do salário da função pública já em 2016, devolução da sobretaxa a 50% em 2016 e 50% em 2017"

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Não fui eu que falei nisso.

Sim, eu sei mas eu é que gostava de saber as bases para essas tais medidas.

Se souberes, fixolas, se outra pessoa souber, fixolas na mesma :compinchas:

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Por acaso, apesar de ser totalmente a favor da subida do SMN, ainda gostava de saber onde se irão buscar as verbas que permitam a implementação dessa medida.

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Sim, eu sei mas eu é que gostava de saber as bases para essas tais medidas.

Se souberes, fixolas, se outra pessoa souber, fixolas na mesma :compinchas:

 

Posso responder eu? :laugh:

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Sim, eu sei mas eu é que gostava de saber as bases para essas tais medidas.

Se souberes, fixolas, se outra pessoa souber, fixolas na mesma :compinchas:

Eu não sei sequer se são essas as medidas que constam do programa.

Deixo isso para os entendidos.

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Por acaso, apesar de ser totalmente a favor da subida do SMN, ainda gostava de saber onde se irão buscar as verbas que permitam a implementação dessa medida.

Eu também!

 

Segundo percebi o que um economista do PS (qq Almeno?), a ideia do PS é fazer subir o salário porque acha que desta forma o consumo sobe, logo a economia sobe e podem fazer os gastos que anunciam. Isto é das tais coisas que leva o Medina Carreira ou o José Gomes Ferreira ao desespero

Não faço ideia qual a visão do BE ou até do PCP para ir buscar as tais verbas.

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Citação do jornal "Expresso" online

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CDS propõe Teresa Caeiro para vice-presidente

O plenário da Assembleia da República reúne-se esta quarta-feira para eleger os vice-presidentes e restantes membros da mesa e o conselho de administração Lusa LUSA O grupo parlamentar do CDS propôs esta quarta-feira a deputada Teresa Caeiro para vice-presidente da Assembleia da República, cargo que já ocupava na anterior legislatura, disse à Lusa fonte da bancada. Além de Teresa Caeiro, os centristas repetem os mesmos nomes para secretário da mesa, o deputado Abel Batista, e para integrar o conselho de administração o deputado João Rebelo. O plenário da Assembleia da República reúne-se esta quarta-feira para eleger os vice-presidentes e restantes membros da mesa e o conselho de administração, depois de na semana passada ter elegido Eduardo Ferro Rodrigues para a presidência do Parlamento. O antigo líder parlamentar socialista venceu nessa corrida o candidato do PSD e CDS, Fernando Negrão.


Quem é que a esquerda deve apresentar? Editado por rozas

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Eu também!

 

Segundo percebi o que um economista do PS (qq Almeno?), a ideia do PS é fazer subir o salário porque acha que desta forma o consumo sobe, logo a economia sobe e podem fazer os gastos que anunciam. Isto é das tais coisas que leva o Medina Carreira ou o José Gomes Ferreira ao desespero

Não faço ideia qual a visão do BE ou até do PCP para ir buscar as tais verbas.

Eu sou totalmente a favor do aumento do salário mínimo.

 

no entanto, percebo perfeitamente as críticas a essa ideia do PS. Isto porque, como sabemos, temos uma economia muito aberta ao estrangeiro. Ou seja, um aumento no rendimento disponível não se traduz num aumento proporcional do consumo de bens nacionais. Há uma fatia bem significativa que é desviada para o consumo de bens importados, como carros, combustíveis, tecnologia, bananas da Colômbia ou pescada do Chile. E, essa teoria, apresentada por Keynes, não resulta em Portugal.

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Eu também!

 

Segundo percebi o que um economista do PS (qq Almeno?), a ideia do PS é fazer subir o salário porque acha que desta forma o consumo sobe, logo a economia sobe e podem fazer os gastos que anunciam. Isto é das tais coisas que leva o Medina Carreira ou o José Gomes Ferreira ao desespero

Não faço ideia qual a visão do BE ou até do PCP para ir buscar as tais verbas.

 

Antes de mais, é bom que saibas que as tuas dúvidas são totalmente legítimas, isto porque o foco tem estado apontado para todo o lado, excepto para onde interessa, que é (a meu ver), o que propõem aqueles que se apresentam como alternativa. Tem-se falado muito na legitimidade de este e daquele formarem governo, da borrada que o anterior governo fez nesta e naquela situação, na política de austeridade vs políticas de esquerda socialmente mais sensíveis, etc. Uma voltinha pelos jornais nos últimos dias vão levar-te, resumidamente, àquele conjunto de medidas que enunciei atrás - e vai ser por aqui que os próximos comentários vão tentar desmontar o meu argumento - vão dizer que o acordo não é público, que o PS não vai governar com o programa da CDU ou do Bloco, que não é possível discutir medidas que ainda não foram apresentadas, entre outras coisas. E é tudo verdade. O acordo não é público e as medidas que o compõem não são públicas. Desde logo, porque ainda não há acordo (nada que impeça os partidos de esquerda de deitar um governo abaixo e de pedirem que lhes seja dada uma oportunidade de fazerem governo, mesmo sem chegar a um consenso sobre o programa desse mesmo governo). Depois, havendo acordo, o PS estará refém dos partidos de esquerda pois rejeitou negociar desde logo com a coligação, logo terá de chegar-se forçosamente à esquerda - isto fará com que o PS seja obrigado a pôr de lado uma parte do seu programa, e abraçar algumas das medidas propostas por BE e CDU, que serão tidas como essenciais. Num exercício de lógica e tendo em conta informações internas que os jornais de referência por cá sempre vão tendo, chega-se aquele conjunto de medidas.

 

Posto isto, se frequentas este tópico, espero que tenhas apreciado aquele momento delicioso em que, sem querer, entalaste um dos users que mais campanha tem feito aqui pela alternativa, e contra o governo anterior. Isto, porque é fácil para quem está do lado da alternativa apontar tudo o que tem sido feito de mal nos últimos anos, apontar a tal campanha do medo que se tem desenvolvido nos meios de comunicação e nas redes sociais, rir-se dos comentários patetas que são feitos por idiotas no facebook e meter no mesmo saco aqueles que por cá têm opiniões diferentes, válidas e fundamentadas (mesmo que erradas e mal fundamentadas, no entender de cada um), a falta de programa da coligação (que no meu entender, não precisam de o detalhar, já que tiveram 4 anos para mostrar o caminho que pretendem dar ao país), etc. Com isto, tem-se criado um ruído enorme na política portuguesa e que leva a que adversários sejam vistos como inimigos, que pontos positivos sejam esquecidos em favor dos pontos negativos quando não se concorda com uma opinião, que se crie este clima de guerra entre esquerda e direita, entre vencedores e derrotados, entre governos legitimos e legitimados. Com isto, os menos informados acabam por ser apanhados neste extremar de posições, e deixa de ser claro o que está em jogo. E o que está em jogo, neste momento é: continuar o caminho dos últimos 4 anos, com a PàF, ou escolher um caminho alternativo, que se resume neste momento, ao PS com apoio do BE/CDU. Tendo isto em conta, visto que com uns já sabemos com o que contar, é preciso ver o que propõem os outros, e é isso que não tem sido totalmente claro, por este e por outro motivo. As medidas que coloquei aí atrás e que vou retirando da imprensa nacional, são neste momento o único ponto de partida para quem quer comentar o valor da alternativa e a sua aplicabilidade. Apesar de eu não concordar com algumas dessas medidas, pelo menos para já, vou fazer aquilo que muitos dos elementos que por cá têm comentado têm sido incapazes de o fazer, visto que apenas estão concentrados em ridicularizar quem votou na continuidade e não admitem o sucesso de uma alternativa.

 

Como já percebeste, um caminho que envolva aquele conjunto de alternativas, envolve desde logo um aumento da despesa do Estado e uma diminuição da receita fiscal, o que há primeira vista leva a um desequilíbrio das contas públicas. Esse desequilíbrio, em condições actuais, pode ser relativamente fácil de colmatar à primeira vista: lembras-te da célebre expressão da Maria Luís Albuquerque relativa aos cofres cheios? Esses cofres estão cheios de fundos provenientes de emissão de dívida a condições favoráveis, que serviriam de almofada para o Estado quando as condições de financiamento não fossem tão favoráveis assim, evitando que novas emissões de dívida acarretassem custos elevadíssimos para o Estado português. Esses fundos, imagino eu, seriam usados desde logo para cobrir parte do aumento da despesa. Se fosse caso disso, novas emissões de dívida seriam usadas para cobrir o remanescente. Isto serviria no curto-prazo. E depois? Bem, provavelmente estarão a contar que um aumento da despesa pública servirá de estímulo para o consumo interno que por sua vez levará a um aumento do PIB, que por sua vez levará ainda a que o peso destas medidas diminua em percentagem do mesmo. O programa do PS era altamente ambicioso quanto ao aumento do PIB para os próximos anos e, se tivermos em contas esta expansão orçamental, não vejo porque razão ficarão por aqui, visto que ainda poderiam ser mais ambiciosos. É a famosa história dos multiplicadores económicos que se falavam na altura do Gaspar: se meteres mais 1 euro no bolso dos portugueses, x euros serão gerados e acumulados enquanto riqueza nacional. Quem está no Governo usa sempre os números que mais lhes convém: o Gaspar achava que tirar 1 euro aos portugueses levaria a um impacto mínimo na economia nacional, enquanto que o PS acredita que mais 1 euro na economia portuguesa levará a um impacto enorme e que gerará um aumento mais do que proporcional no PIB. Adicionalmente, presumo que o PS seja obrigado pelos partidos de esquerda a aumentar a sua receita através do aumento de impostos por parte dos grandes grupos empresariais (que levará, a meu ver, a um confronto entre Estado e Grupos Económicos) e aos mais ricos. Pelo meio, teremos ainda vontade de uma reestruturação da dívida - os juros que o Estado paga, em proporção do PIB, são dos mais altos na Área do Euro e são totalmente asfixiantes para o Estado Português. Todavia, a Alemanha já disse que não aceita perdões de dívida, e que renegociações de maturidades de curto prazo estarão fora da mesa. A Grécia já sofreu com isso e precisava mais do que nós, não vejo como seríamos capazes de avançar com essa alternativa. O resto, serão medidas menores do programa do PS e com que os restantes partidos não se incomodarão.

 

E é isto que eu acho. Cabe a cada um formar a sua opinião e achar se concorda ou não, pode estar a escapar-me muita coisa e outras serem totalmente não-plausíveis :)

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O salário mínimo devia ser muito maior. No mínimo 750-800€. Convido quem calcula o valor que se deve entender por justo para o salário mínimo a tentar viver numa grande cidade em condições dignas de um País Desenvolvido com valores do salário mínimo actual. Há objectos que não nos devemos andar a reger apenas pela "régua e esquadro" e o Salário Mínimo é um deles. O valor deve ser aquele que permita uma vida minimamente digna para quem trabalhou 8 horas por dia durante 1 mês inteiro. E hoje esse valor não permite uma vida digna. Permite uma vida aflita, até ao final do mês, a contar todos os trocos até à última.

 

Acredito que elevando-se as fasquias salariais no longo prazo o País seria muito diferente, para melhor, em termos de qualidade de vida. E não só, a própria indústria iria funcionar de outra forma porque iria ter que se re-inventar para aprender a ter lucros sem ser à base de salários "de exploração".

 

Além disso vejo muita pouca aposta do Estado na ciẽncia e tecnologia. Somos um País com alunos brilhantes nos ramos da Ciência, Tecnologia, criação de Software... e não estamos a tirar o rendimento disso. A fuga de cérebros é cada vez maior, tal como a venda de patentes por parte de quem tem ideias provavelmente a um preço residual se formos analisar o rendimento que estas poderiam originar se houvesse investimento da parte de alguém por cá. Andamos a dormir na parada, continuamos muitos anos atrás dos países seriamente desenvolvidos enquanto país, apesar de intelectualmente nos mais jovens estarmos bem à frente. É preciso ultrapassar o medo de perder a entrada de empresas internacionais que se querem estabelecer cá porque na Europa somos dos que temos a mão-de-obra mais barata. O nosso factor diferenciador para se investir no nosso País não deve ser o preço barato da mão de obra, mas sim a localização geográfica e a mão-de-obra de qualidade, diferenciadora e eficaz. Claro que isto não basta estalar os dedos e vamos ter todos qualidade, ser diferenciadores e eficazes. Mas começa nas escolas. E não é nas Universidades, porque não é só um engenheiro que pode ser diferenciador com a sua pró-atividade e ter qualidade e ser eficaz. É incutindo esse espírito em todo o "ser português", e não é no secundário, é desde cedo no 1º ciclo que se começa a incutir isso antes de ser tarde demais para aceitar essas ideias. E aí temos garantia que em grande parte, sejamos engenheiros, economistas ou trolhas, iremos saber qual deve ser a nossa postura para dar valor à empresa que representamos e mostrar que valemos a pena o salário mais alto que recebemos e que não nos limitamos a seguir um plano que qualquer um com a mesma habilitação pode seguir.

 

A verborreia do que passa na nossa televisão reflecte bem a cultura que paira de forma esmagadora no nosso País. Somos um País envelhecido que não gosta de programas de qualidade e inteligentes. "Gostamos" de ver as novelas cuja escrita é anedótica. "Gostamos" de ver casas dos segredos e big brothers. "Gostamos" de ver os programas da manhã. Gostamos de tudo menos daquilo que nos obrigue a pensar para saber apreciar. De longe a longe, vamos tendo alguma qualidade de grelha em programas como a Odisseia. Mas são meras gotas abençoadas no meio deste lodo de mentalidade que há no País. Mas tal como na questão do salário mínimo, a culpa é de quem decide e educou o "povo" com as suas decisões e os habituou a ver isto tudo como normal e aceitável.

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Citação do jornal "Expresso" online

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CDS propõe Teresa Caeiro para vice-presidente

 

O plenário da Assembleia da República reúne-se esta quarta-feira para eleger os vice-presidentes e restantes membros da mesa e o conselho de administração Lusa LUSA O grupo parlamentar do CDS propôs esta quarta-feira a deputada Teresa Caeiro para vice-presidente da Assembleia da República, cargo que já ocupava na anterior legislatura, disse à Lusa fonte da bancada. Além de Teresa Caeiro, os centristas repetem os mesmos nomes para secretário da mesa, o deputado Abel Batista, e para integrar o conselho de administração o deputado João Rebelo. O plenário da Assembleia da República reúne-se esta quarta-feira para eleger os vice-presidentes e restantes membros da mesa e o conselho de administração, depois de na semana passada ter elegido Eduardo Ferro Rodrigues para a presidência do Parlamento. O antigo líder parlamentar socialista venceu nessa corrida o candidato do PSD e CDS, Fernando Negrão.

 

Quem é que a esquerda deve apresentar?

O BE avança com o Pureza.

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Por acaso, apesar de ser totalmente a favor da subida do SMN, ainda gostava de saber onde se irão buscar as verbas que permitam a implementação dessa medida.

 

Cheguei a fazer 2 posts sobre isso.

 

Como é que se gera dinheiro?

Que ideias é que têm? Não tenho a menor ideia de como se gera dinheiro, onde é que posso ler sobre isso?

 

Na minha visão só sendo atractivo para os mercados, ter produção própria de algo, ser o melhor nalgum tipo de produto.

 

Depois temos de ser atractivos para as empresas. Baixar impostos de modo a que produzam em Portugal, porque é mais rentável pagarem 1 centimo na Coxixina do que pagarem 3 euros (?) à hora a um trabalhador em Portugal desse modo temos de ser mais "bonzinhos" para que façam produção cá. Criando mais postos de trabalho a portugueses.

 

Depois passa por continuar a combater a fuga aos impostos.

 

Agora, não faço ideia de quanto dinheiro é que isto gera

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Cheguei a fazer 2 posts sobre isso.

 

Como é que se gera dinheiro?

Que ideias é que têm? Não tenho a menor ideia de como se gera dinheiro, onde é que posso ler sobre isso?

 

Na minha visão só sendo atractivo para os mercados, ter produção própria de algo, ser o melhor nalgum tipo de produto.

 

Depois temos de ser atractivos para as empresas. Baixar impostos de modo a que produzam em Portugal, porque é mais rentável pagarem 1 centimo na Coxixina do que pagarem 3 euros (?) à hora a um trabalhador em Portugal desse modo temos de ser mais "bonzinhos" para que façam produção cá. Criando mais postos de trabalho a portugueses.

 

Depois passa por continuar a combater a fuga aos impostos.

 

Agora, não faço ideia de quanto dinheiro é que isto gera

O dinheiro gera-se através da produção de riqueza. Daí sermos mais pobres que a Alemanha. Enquanto eles fazem carros, medicamentos e usam tecnologia de ponta, nós produzimos sapatos e cortiça. O que achas que gera maior riqueza?

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