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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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É o dinheiro da Troika que entra, certo?Que eu não quero salvar estes cabrõ*s!

 

Sim, penso que esse dinheiro faz parte do fundo de resgate da banca criado aquando do programa de intervenção. Poderíamos usar esse dinheiro até, salvo erro, outubro, sendo que nessa altura podíamos utilizá-lo para outro fim, como, por exemplo, abater dívida.

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Sim, penso que esse dinheiro faz parte do fundo de resgate da banca criado aquando do programa de intervenção. Poderíamos usar esse dinheiro até, salvo erro, outubro, sendo que nessa altura podíamos utilizá-lo para outro fim, como, por exemplo, abater dívida.

 

Menos mal. O dinheiro tem sido devolvido, o próprio estado tem recebido juros interessantes. Acho que o BPI já devolveu parte ou o total do valor que pediu.

Temia que o dinheiro fosse público. Assim ainda dá para fazer negócio.

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Eu não sei o valor que o Estado recebe de juro, porém já ouvi vários analistas dizerem que é uma verba elevada.

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É o dinheiro da Troika que entra, certo?

Que eu não quero salvar estes cabrõ*s!

lol, volta sempre em grande este senhor.

 

conteúdo é que é 0.

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É o dinheiro da Troika que entra, certo?

Que eu não quero salvar estes cabrõ*s!

 

Tens consciência que o dinheiro da Troika é dívida do Estado não tens? O dinheiro da Troika vai para o BES (tal como foi para o BCP, BPI e BANIF) e nós ficamos a pagar o serviço da dívida ao FMI e BCE. Com sorte acontece o mesmo que aconteceu com os outros bancos e eles vão pagando, com menos sorte acontece algo semelhante ao que sucedeu com o BPN e nós só teremos possibilidade de minimizar os estragos vendendo o que ainda está em condições ao BIC a preço da uva mijona.

Editado por Descartes

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Tens consciência que o dinheiro da Troika é dívida do Estado não tens? O dinheiro da Trioka vai para o BES (tal como foi para o BCP, BPI e BANIF) e nós ficamos a pagar o serviço da dívida ao FMI e BCE. Com sorte acontece o mesmo que aconteceu com os outros bancos e eles vão pagando, com menos sorte acontece algo semelhante ao que sucedeu com o BPN e nós só teremos possibilidade de minimizar os estragos vendendo o que ainda está em condições ao BIC a preço da uva mijona.

 

Sei perfeitamente. E sei que os bancos têm devolvido, e honrado os seus compromisso em pagar o que lhes foi emprestado.

E acredito que com o BES não será diferente, já que esta nova direcção até que me inspira alguma confiança. Apesar de tudo, acho que se aprendeu alguma coisa com o BPN. Sim, o BES está como está, mas falo em termos de modelo. Foi bem alinhavado esta linha de crédito. E se é possível o Estado emprestar, mas ter a garantia, como tem tido, que recebe, com juros, que possibilitam depois pagar aos credores, e amealhar algum, óptimo. Numa injecção pura e dura de capital vinda do Estado, nesta altura, seria totalmente contra. Existindo este mecanismo, lá está, menos mal.

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Não se aprendeu nada com o BPN, infelizmente. A má gestão, a gestão criminosa aliás, voltou a surgir noutro grupo bancário e o regulador (Banco de Portugal) não conseguiu, uma vez mais, detetar os problemas antes de eles emergirem. Aliás, basta ver que esse mesmo regulador (Banco de Portugal) avançou com um valor de prejuízo inferior ao verificado na realidade.

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Sei perfeitamente. E sei que os bancos têm devolvido, e honrado os seus compromisso em pagar o que lhes foi emprestado.

E acredito que com o BES não será diferente, já que esta nova direcção até que me inspira alguma confiança. Apesar de tudo, acho que se aprendeu alguma coisa com o BPN. Sim, o BES está como está, mas falo em termos de modelo. Foi bem alinhavado esta linha de crédito. E se é possível o Estado emprestar, mas ter a garantia, como tem tido, que recebe, com juros, que possibilitam depois pagar aos credores, e amealhar algum, óptimo. Numa injecção pura e dura de capital vinda do Estado, nesta altura, seria totalmente contra. Existindo este mecanismo, lá está, menos mal.

 

Já deixei de me surpreender com a extrema credulidade das pessoas. Principalmente porque estou cada vez mais convencido que não se trata de credulidade. É burrice, parvoíce e estupidez.

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Não se aprendeu nada com o BPN, infelizmente. A má gestão, a gestão criminosa aliás, voltou a surgir noutro grupo bancário e o regulador (Banco de Portugal) não conseguiu, uma vez mais, detetar os problemas antes de eles emergirem. Aliás, basta ver que esse mesmo regulador (Banco de Portugal) avançou com um valor de prejuízo inferior ao verificado na realidade.

 

Falo em termos de modelo de financiamento e resgate. Na regulação, previsão, interesses e compadrio, continua tudo igual, pois claro. Nem irá mudar tão cedo. Isso é uma batalha perdida. Mas pelo menos que o resgate, que já se sabe, vem sempre parar a mãos estatais, não se faça a fundo perdido, como foi feito no BPN. Como um verdadeiro saco roto. E mudar esse paradigma já é uma coisa boa. O resto...bem, demasiado grande para mudar. E como pequeno país que somos, mais tendência tem para ficar igual.

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Falo em termos de modelo de financiamento e resgate. Na regulação, previsão, interesses e compadrio, continua tudo igual, pois claro. Nem irá mudar tão cedo. Isso é uma batalha perdida. Mas pelo menos que o resgate, que já se sabe, vem sempre parar a mãos estatais, não se faça a fundo perdido, como foi feito no BPN. Como um verdadeiro saco roto. E mudar esse paradigma já é uma coisa boa. O resto...bem, demasiado grande para mudar. E como pequeno país que somos, mais tendência tem para ficar igual.

 

Não, Life, não se aprendeu. O regular, Banco de Portugal, não desempenhou corretamente o seu papel, só interviu quando a casa já estava meio ardida. Ou seja, interviu tardiamente. O papel do regulador é regular, mais uma vez as coisas podiam-se ter resolvido mais cedo. Ninguém detetou o buraco a tempo e a previsão de prejuízos, outra coisa que tu apontas como uma melhoria, foi, uma vez mais, errada. Aliás, até me arrisco a dizer que se poderá encontrar um prejuízo mais avultado do que os 3.6 mil milhões de euros. É só uma suspeita.

 

O caso do Grupo Espírito Santo é mais um caso de polícia, onde há demasiadas pontas soltas e que deveria ser investigado até ao mais ínfimo pormenor.

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Não, Life, não se aprendeu. O regular, Banco de Portugal, não desempenhou corretamente o seu papel, só interviu quando a casa já estava meio ardida. Ou seja, interviu tardiamente. O papel do regulador é regular, mais uma vez as coisas podiam-se ter resolvido mais cedo. Ninguém detetou o buraco a tempo e a previsão de prejuízos, outra coisa que tu apontas como uma melhoria, foi, uma vez mais, errada. Aliás, até me arrisco a dizer que se poderá encontrar um prejuízo mais avultado do que os 3.6 mil milhões de euros. É só uma suspeita.

 

O caso do Grupo Espírito Santo é mais um caso de polícia, onde há demasiadas pontas soltas e que deveria ser investigado até ao mais ínfimo pormenor.

 

 

Mas eu estou a falar em termos de resgate do banco. O resto está tudo errado. O Banco de Portugal é inerte, as entidades competentes estão aos papéis, porque ou são incompetentes, ou lhes interessa. E os prejuízos não ficam por aqui, tal como as imparidades.E sim é um caso de polícia. Demonstra bem a podridão de regime em que vivemos, no campo económico, e político, que vai encobrindo toda esta "actividade". Mas como digo, é uma batalha perdida. Será assim, sempre. Só falo na mudança de directriz daquilo que é um resgate a um banco. Dinheiro disponivel, empréstimo, devolução. Não nacionalizar, por nacionalizar em saco roto. O resto sim, concordo em absoluto contigo !

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A única coisa que funciona (os mecanismos de resgate) é aquela que devia ser evitada a todo o custo, não consegues ver a incoerência?

Editado por Vaart

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Consigo claro. Mas como digo, é uma batalha perdida. O sistema continuará a rodar no mesmo sentido,e a permitir novos casos, novos resgates, novos "BES". Não só em Portugal, como em toda a Europa. Isso já dou de barato, pois não vejo em cem anos, melhorias nesse campo. Por muito que o nosso desejo seja esse, o Banco de Portugal continuará a falhar, a CMVM também, o próprio Estado. De propósito, ou não, não o sei. Mas como já escrevi, não mudará, em relação ao que tem sido.

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Falha o BP, falha a CMVM, falha o próprio Estado. Só quem não falha são os banqueiros, os administradores, os diretores... E viva o liberalismo e a economia de mercado!

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Consigo claro. Mas como digo, é uma batalha perdida. O sistema continuará a rodar no mesmo sentido,e a permitir novos casos, novos resgates, novos "BES". Não só em Portugal, como em toda a Europa. Isso já dou de barato, pois não vejo em cem anos, melhorias nesse campo. Por muito que o nosso desejo seja esse, o Banco de Portugal continuará a falhar, a CMVM também, o próprio Estado. De propósito, ou não, não o sei. Mas como já escrevi, não mudará, em relação ao que tem sido.

 

Não devia ser uma batalha perdida, essa é uma mentalidade totalmente errada. Os reguladores, Banco de Portugal e CMVM, deviam de zelar pelo bom funcionamento do sistema financeiro, custe o que custar, doa a quem doer. Não é admissível que essas entidades falhem tantas vezes (vide casos do BPN, BPP, Banif, BCP, BES), tantas falhas não se podem dever a um mero acaso, só se podem dever ao descuido ou ao "fechar de olhos". Se for descuido, essas entidades são incompetentes e não desempenham corretamente o seu papel. Se for um "fechar de olhos", também deverão ser responsabilizadas, de preferência, judicialmente.

 

Esta situação só mudará, eventualmente, quando algum dia um dirigente de um banco for preso ou quando um elemento responsável dos regulares for considerado culpado por faltar ao cumprimento do seu dever. Porém, como isso nunca vai acontecer, estas situações vão-se perpetuar no tempo e os contribuintes vão ter que compensar as falhas dos dirigentes bancários, dos reguladores e do Estado.

Editado por Vaart

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Batalha perdida... :roll:

 

A questão é outra. É que não há vontade sequer de batalhar...

 

Uma medida interessante com pernas para andar que poderia ser o início de uma limpeza do sistema, associada à criminalização do enriquecimento ilícito seria esta:

 

Reino Unido vai obrigar banqueiros negligentes a devolver os seus bónus

 

A medida faz parte de um pacote que também inclui penas de cadeia para condutas "claramente criminosas". É a resposta britânica a uma série de escândalos.

 

O banco central britânico anunciou a intenção de endurecer as sanções contra os banqueiros que se comportem de forma negligente ou criminosa no exercício das suas funções. As medidas legais em preparação incluem penas de cadeia e o adiamento do pagamento de bónus ou a possibilidade de exigir o respetivo reembolso, até um limite de sete anos. Se ao fim desse período não se confirmar que a gestão do executivo em causa beneficiou o banco - isto é, caso se revelem danosas aquilo que pareciam boas decisões, como aconteceu tantas vezes ao longo dos últimos anos, o executivo poderá ser obrigado a devolver os bónus recebidos.

 

As propostas foram apresentadas pelo diretor do Royal Bank of England, Mark Carney, e logo criticadas pela associação de banqueiros do país, com o argumento de que vão afastar uma quantidade significativa de "talento" numa indústria que é das mais importantes do Reino Unido. Mas foi justamente a reputação da indústria financeira que ficou manchada por uma série de escândalos ocorridos nos últimos anos, desde os que envolveram a fixação concertada ilegal de certas taxas (a de câmbio entre divisas; a Libor, relativa a empréstimos entre bancos) até aos erros graves no Royal Bank of Scotland (RBS) e no Lloyds, que tornaram necessários 850 mil milhões de libras de dinheiro público.

 

 

Atormentar o paraquedas

 

Há dias foi anunciado que o Lloyds Bank, mesmo após requerer ajuda do Estado, continuou a manipular a taxa Libor para reduzir os custos das verbas recebidas. A multa agora imposta de 218 milhões (275 milhões de euros) não chegou para calar a indignação pública e havia necessidade de outras medidas - medidas que não penalizassem apenas as instituições mas os próprios responsáveis das mesmas, financeiramente e não só. No auge dos sacrifícios que impôs aos contribuintes, o RBS ainda falava em mil e quinhentos milhões (1892 milhões de euros) de bónus e o governo pedia moderação.

 

Agora passará a haver não apenas incentivos positivos para os gestores - ordenados e bónus extremamente elevados - como também incentivos negativos. Espera-se que estes últimos desencorajem a tomada de decisões com risco excessivo, sobretudo quando afetam a função bancária essencial de financiar a economia. Se a pior perspetiva para os banqueiros, no caso de as coisas correrem mal, não for apenas a de terem de abandonar o lugar com uma indemnização milionária - o chamado paraquedas dourado - talvez pensem melhor. Embora nem sempre seja fácil dizer que houve imprudência.

 

Vários comentadores notaram que um investimento pode parecer perfeitamente razoável para toda a gente num determinado momento e anos depois vê-se que afinal não o era. Em tal caso, justifica-se responsabilizar criminalmente o banqueiro? Por outro lado, mesmo a exigência da devolução de um bónus não é fácil de aplicar. O dinheiro pode ter sido gasto ou encontrar-se fora de alcance. Mais prudente será imitar o exemplo das instituições que só permitem aos executivos vender as opções que recebem como bónus ao fim de um certo número de anos. Aí, o destino deles fica verdadeiramente ligado ao da empresa que dirigem.

 

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/reino-unido-vai-obrigar-banqueiros-negligentes-a-devolver-os-seus-bonus=f884188#ixzz39FwKqeUq

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Falo em termos de modelo de financiamento e resgate.

 

Só mudou nesse aspecto porque agora temos o tal mecanismo da troika, que não tínhamos na altura em que o BPN estoirou. Ou és anjinho para achar que se não houvesse o mecanismo de recapitalização da banca, o Estado não ia na mesma meter dinheiro no BPI, BCP, Banif e BES da mesma forma que meteu (enterrou) no BPN?

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Só mudou nesse aspecto porque agora temos o tal mecanismo da troika, que não tínhamos na altura em que o BPN estoirou. Ou és anjinho para achar que se não houvesse o mecanismo de recapitalização da banca, o Estado não ia na mesma meter dinheiro no BPI, BCP, Banif e BES da mesma forma que meteu (enterrou) no BPN?

 

É nisso que eu digo que é a única coisa favorável no meio de tudo isto. Porque o Estado iria da mesma forma o dinheiro no capital dos bancos, mas não iria acautelar, certamente, a devolução, e juros a que este mecanismo agora obriga.

 

Em relação a tudo o resto. Claro que os administradores, gestores da área têm culpa. Como os reguladores. É repartido, claro. Quando falo em batalha perdida, falo em Portugal, naquilo que este país é. Nos legisladores que tem, nas influencias que pairam no ar. E é por isso que eu acho que é impossível mudar o que quer que seja. Também gostaria imenso de ver quem comprometeu, a pagar pelos seus erros. Mas não vejo essa realidade num futuro próximo.

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Com tudo isto que se fala do BES, fica a questão: vai acontecer alguma coisa aos membros da antiga direcção, responsáveis pelos buracos dias antes da sua saída?

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Só espero que o Seguro não ganhe as próximas eleições. O Passos tem estado a limpar bem o país.

Editado por Heiser

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