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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Guest Dpitz

http://s29.postimg.org/8zbzkkuuv/10616651_10202491312189009_8804330950831771913_n.jpg[/ig]

 

As pessoas não fazem ideia de como um dos melhores SNS está a ser desmontado em pedaços. Isto é gravíssimo.

 

Quando os médicos fazem greve contra este assassinato do SNS, levam com as reclamações dos idiotas que não fazem ideia do que se passa e que, se os médicos (pelo menos a maioria) estão em luta, é não só pelos seus direitos mas muito também por todos nós. Mas Portugal é mesmo assim, há o estigma da profissão médica ser "superior" ou seja lá o que isso for, e então há que mandar abaixo os sacanas dos médicos...

 

No fundo, se calhar até é bem feita.

"Hospital privado é que é. Que se lixe o público. Isso é só para uns quantos mamarem à grande e para nós pagarmos aquelas regalias todas. Por vezes trabalham 24h por dia? Se eu tivesse o ordenado deles também trabalhava... e não andava aí com greves!"

 

é com o SNS e com a TAP. Tb anda a ser despedaçada aos bocadinhos (bem grandes). Andar a virar os trabalhadores do privado contra os do público dá nisto

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"Hospital privado é que é. Que se lixe o público. Isso é só para uns quantos mamarem à grande e para nós pagarmos aquelas regalias todas. Por vezes trabalham 24h por dia? Se eu tivesse o ordenado deles também trabalhava... e não andava aí com greves!"

 

é com o SNS e com a TAP. Tb anda a ser despedaçada aos bocadinhos (bem grandes). Andar a virar os trabalhadores do privado contra os do público dá nisto

 

Querem galinha gorda por pouco dinheiro e depois queixam-se...

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O Valls foi tosco. Devia ter-se mantido mais um ano ou dois como Ministro do Interior, e depois demitia-se a um tempo para preparar as presidenciais.

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Eurodeputados do PCP levam saída de Portugal do euro a Bruxelas

Os “constrangimentos identificados com a submissão” de Portugal à moeda única “não só se mantêm como têm tendência para se agravar”, acredita João Ferreira

 

Os eurodeputados do PCP enunciaram hoje um conjunto de temas que pretendem levar a debate nos “próximos meses” no Parlamento Europeu, entre os quais a “urgente” renegociação da dívida e a preparação de Portugal para a saída do euro.

 

“Esta saída [do euro] faz-se para crescer mais e faz-se em associação com a renegociação da dívida precisamente para libertar o país deste constrangimento”, declarou o eurodeputado João Ferreira, em conferência de imprensa na sede do PCP, em Lisboa.

 

O parlamentar europeu falava ladeado dos dois restantes eleitos do PCP nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, Inês Zuber e Miguel Viegas.

 

Os “constrangimentos identificados com a submissão” de Portugal à moeda única “não só se mantêm como têm tendência para se agravar”, acredita João Ferreira.

 

“A questão, como o PCP a pôs há muito, está colocada: é possível um caminho de recuperação económica assente na promoção das condições de vida dos portugueses dentro do euro? A resposta é negativa”, diz o eurodeputado.

 

Os comunistas, sustenta, irão suscitar o debate no Parlamento Europeu sobre o “início do processo de discussão” para a dissolução da União Económica e Monetária, e a extinção do Pacto de Estabilidade, e pretenderão criar um “programa de apoio aos países cuja permanência no euro se tenha revelado insustentável e que preveja a devida compensação pelos prejuízos causados no quadro de uma saída negociada da moeda única”.

 

"Desde há muito que Portugal é prejudicado pela integração numa moeda desajustada das reais condições da base produtiva do país e das suas necessidades no plano económico", advoga João Ferreira.

 

No que se refere à renegociação da dívida, os comunistas assinalam que "são hoje poucos aqueles que ainda conseguem negar que as dívidas pública e externa são insustentáveis e impagáveis", pelo que a renegociação é uma "inevitabilidade".

 

Os três eurodeputados do PCP vão também levar a debate nos hemiciclos de Bruxelas e Estrasburgo a revogação da União Bancária e a condução de uma conferência intergovernamental para a revogação e suspensão imediata do tratado orçamental.

 

A defesa do emprego, direitos sociais, setores produtivos e serviços públicos estará também na linha da frente de prioridades dos comunistas, que continuarão a intervir "contra a militarização da União Europeia", denunciando "uma dita política externa que é contrária aos interesses dos povos".

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melhor artigo que li nos ultimos tempos sobre as tangas que ultimamente nos tentam impingir sobre a Russia

 

 

Washington Piles Lie Upon Lie

Paul Craig Roberts

 

The latest Washington lie, this one coming from NATO, is that Russia has invaded Ukraine with 1,000 troops and self-propelled artillery.

 

How do we know that this is a lie? Is it because we have heard nothing but lies about Russia from NATO, from US ambassador to the UN Samantha Power, from assistant secretary of state Victoria Nuland, from Obama and his entire regime of pathological liars, and from the British, German, and French governments along with the BBC and the entirety of the Western media?

 

This, of course, is a good reason for knowing that the latest Western propaganda is a lie. Those who are pathological liars don’t suddenly start telling the truth.

 

But there are even better reasons for understanding that Russia has not invaded Ukraine with 1,000 troops.

 

One reason is that Putin has invested heavily in diplomacy backed by unprovocative behavior. He would not risk his bet on diplomacy by sending in troops too few in number to have a decisive effect on the outcome.

 

Another reason is that if Putin decides he has no alternative to sending the Russian military to protect the Russian residents in eastern and southern Ukraine, Putin will send in enough troops to do the job quickly as he did in Georgia when the American and Israeli trained Georgian army invaded South Ossetia and was destroyed in a few hours by the Russian response. If you hear that 100,000 Russian troops accompanied by air cover have invaded Ukraine, it would be a more believable claim.

 

A third reason is that the Russian military does not need to send troops into Ukraine in order to stop the bombing and artillery shelling of the Russian populations by Washington’s puppet government in Kiev. The Russian air force can easily and quickly destroy the Ukrainian air force and artillery and, thereby, stop the Ukrainian attack on the secessionist provinces.

 

It was only two weeks ago that a fabricated report spread by the UK Guardian and the BBC that a Russian armored convoy entered Ukraine and was destroyed by the Ukrainian Military. And two weeks prior to that we had the hoax of the satellite images allegedly released by the US State Department that the corrupt US ambassador in Kiev spread around the world on social media allegedly showing that Russian forces were firing into Ukraine. One or two weeks from now we will have another lie, and another a week or two after that, and so on.

 

The cumulative effect of lie piled upon lie for most people is to build the view that the Russians are up to no good. Once this view is established, Western governments can take more serious moves against Russia.

 

The alleged entry of 1,000 Russian soldiers into Ukraine has been declared by NATO Brigadier General Niko Tak to be a “significant escalation in Russia’s military interference in Ukraine.” The champion liar Samantha Power told the US Security Council that “Russia has to stop lying.” The UK ambassador to the UN said that Russia was guilty of “a clear violation of sovereign Ukrainian territory.” UK prime minister Cameron warned Russia of “further consequences.” German chancellor Merkel announced that there would be more sanctions. A German Security Council advisor declared that “war with Russia is an option.” Polish foreign minister Sikorski called it Russian aggression that required international action. French president Hollande declared Russia’s behavior to be “intolerable.” Ukraine’s security council imposed mandatory conscription.

 

This suicidal drive toward war with Russia by Europe’s leaders is based entirely on a transparent lie that 1,000 Russian troops crossed into Ukraine

 

Of course the Western media followed in lock-step. The BBC, CNN, and Die Welt are among the most reckless and irresponsible.

 

The mountain of lies piled up by Western governments and media has obscured the true story. The US government orchestrated the overthrow of the elected government in Ukraine and imposed a US puppet in Kiev. Washington’s puppet government began issuing threats and committing violent acts against the Russian populations in the former Russian territories that Soviet leaders attached to Ukraine. The Russian people in eastern and southern Ukraine resisted the threat brought to them by Washington’s puppet government in Kiev.

 

Washington continually accuses the Russian government of supporting the people in the territories who have voted their separation from Ukraine. There would be no war, Washington alleges, except for Russian support. But, of course, Washington could easily stop the violence by ordering its puppet government in Kiev to stop the bombing and shelling of the former Russian provinces. If Russia can tell the “separatists” not to fight, Washington can tell Kiev not to fight.

 

The only possible conclusion from the facts is that Washington is determined to involve Europe in a war with Russia or at least in an armed standoff in order to break up Europe’s political and economic relations with Russia.

 

Europe’s leaders are going along with this because European countries, except for Charles de Gaulle’s France, have not had independent foreign policies since the end of World War II. They follow Washington’s lead and are well paid for doing so.

 

The inability of Europe to produce independent leadership dooms Russian President Putin’s diplomacy to failure. If European capitals cannot make decisions independently of Washington, there is no scope for Putin’s diplomacy.

 

Notice that the very day after Putin met with Washington’s Ukrainian vassal in an effort to resolve the situation, the new lie of Russian invasion was issued in order to ensure that no good can come of the meeting in which Putin invested his time and energy.

 

Washington’s only interest is in hegemony. Washington has no interest in resolving the situation that Washington itself created in order to bring discomfort and confusion to Russia. With the caveat that the situation could be resolved by Ukrainian economic collapse, otherwise the longer Putin waits to resolve the situation by force, the more difficult the task will be.

 

http://www.paulcraigroberts.org/2014/08/28/washington-piles-lie-upon-lie-paul-craig-roberts/

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Ano de eleições, lulz.

~

Mas isso é óbvio que iria acontecer, não há nenhum governo que não o faça...

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Mas, o Governo faz-me lembrar aquelas pessoas que não têm muitos conhecimentos sobre uma área e que devido a isso aplicam sempre a mesma solução, há derrapagem nas contas dos Ministérios, avançou ontem o Marques Mendes, e houve o chumbo do Tribunal Constitucional, todavia quem vai pagar essa fatura são os contribuintes. Porque é que o Ministério das Finanças não aplica uma política financeira mais apertada para as despesas dos Ministérios? Isso sim faria sentido.

O Governo é composto por uma cambada de incompetentes que só sabem aplicar as mesmas medidas over and over again. Até um miúdo do secundário naqueles cursos de economia fazia o que eles estão a fazer.

 

As pessoas não fazem ideia de como um dos melhores SNS está a ser desmontado em pedaços. Isto é gravíssimo.

 

Quando os médicos fazem greve contra este assassinato do SNS, levam com as reclamações dos idiotas que não fazem ideia do que se passa e que, se os médicos (pelo menos a maioria) estão em luta, é não só pelos seus direitos mas muito também por todos nós. Mas Portugal é mesmo assim, há o estigma da profissão médica ser "superior" ou seja lá o que isso for, e então há que mandar abaixo os sacanas dos médicos...

 

No fundo, se calhar até é bem feita.

Tens médicos que estão em más situações e depois tens médicos a sacar mais de 7000€ só em horas de banco/urgência/wtv. Vai à ULS de Castelo Branco e tens lá dois desses.

 

Tu estando em Coimbra já deves saber bem como especialmente aqui há um endeusamento ao Senhor Doutor tal como há o aproveitamento disso por parte de alguma corja que tem essa profissão (ver Sanfil). Mas é como no resto, no final dificilmente será essa malta que vai pagar pelos seus actos.

A SANFIL é um monstro do crl, só não lhes dou 5 anos para controlarem o sector convencionado porque as convenções vão cair para o ano que vem (era para ser este ano mas já saiu um despacho a prorrogar essa "queda" por mais um ano), senão só vias SANFIL à frente. Ah, também tens a Beatriz Godinho na área de Análises Clínicas.

 

edit: Ah, é óbvio que depois dessa cada abre um novo periodo de contratualização(o que não acontece desde 1999), e aí admira-me se a Sanfil não controlar o suficiente para baixar os preços a valores impossíveis para grupos e clínicas "pequenos(as)".

 

Esta política de suposta contenção de custos que se baseia em fechar tudo quanto é instituição de saúde em tudo quanto é sítio só serve para fazer proliferar os privados. O SNS já estava bom, conjugando redes viárias de transportes de doentes e serviços prestados do ponto de vista demográfico. Talvez faltasse mais um hospital público em Lisboa para escoar o Amadora Sintra. Paulo Macedo dinamitou (ou acabou de dinamitar) totalmente o SNS... e quem lucra com isto são os privados.

 

Além de tudo o resto que está mal na saúde, a começar com a política de formação, desde os números clausus exageradíssimos até a esta fantochada de alterar a prova nacional de seriação e o regime de internato...

O SNS não estava/está bom. Tem áreas em que está bom, tem outras áreas que está miserável, com sistemas e subsistemas que vêm desde os anos 80 e que estão obsoletos.

 

edit: Ah e agora tens as misericórdias a ficarem de novo com os hospitais, que vai dar m*rda, inevitavelmente.

 

P_Kor, o Eugénio Rosa diz que podes confiar no Montepio.

http://resistir.info/e_rosa/montepio_esclarecimento_21ago14.html

Quem me disse que por enquanto estava seguro foi uma pessoa "extremamente forte" lá dentro.

 

Fala-se que o salário mínimo vai subir para os 500€.

É para mascarar o IVA a 24%. Já não me basta descontar um salário mínimo e ainda aumentam o IVA :lol:

Editado por Foster

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Achas um salário de 6 ou 7 mil euros (a contar com urgências e bancos) injusto para quem faz bancos sobre bancos (que são 24h seguidas de trabalho), muitas vezes sem direito às horas de descanso que qualquer outro trabalhador tem? Sabes que o médico é o único profissional no hospital que não tem horas para refeições previstas na sua escala? Sabes o que é estares 24 horas em que se conseguires dormitar alguma coisa é um sono nada reparador num local desconfortável e depois ainda poderes ter de dar aulas ou dar consulta ou algo assim? E estou a falar de um hospital como os HUC em Coimbra, e de casos concretos de malta nova que acabou há 2 ou 3 anos e estão a fazer internato. E 6 a 7 mil, só já com uns anitos de carreira... A malta anda a desdobrar-se para chegar a esse dinheiro e são muitas vezes forçados a isso para ganhar experiência, para tentar ficar ou, simplesmente, porque apesar de muito animal que por aí anda há muitos ainda com amor à profissão.

 

Desprezo por quem acumula essas coisas com o privado à mafioso tenho eu. E sei que nunca o farei e que não vou dar o dito por não dito...

 

Lembrem-se que estão a falar de uma profissão que exige 6 anos de curso, mais um de internato geral e pelo menos mais 3 de especialidade. Só ganham ao fim dos 6 anos, é extenuante, obriga a horários dificílimos e mexe constantemente com vidas humanas. Não é propriamente natural ganhar-se o salário mínimo...

 

O salário médio de um médico no ano comum (ao fim dos 6 anos e antes de sair a nota da prova de seriação e entrar no internato de especialidade) é 1100 euros. Mais coisa menos couisa.

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Governo nomeia gestor dos swaps para fiscalizar contas das empresas públicas

Coutinho dos Santos foi nomeado pela secretária de Estado do Tesouro a 18 de Agosto. Esta semana, renunciou por motivos pessoais. Passagem pela direcção financeira da Metro do Porto foi omitida do currículo.

 

O Ministério das Finanças nomeou um dos gestores envolvidos na polémica dos swaps para coordenar a nova entidade que vai fiscalizar as contas das empresas públicas. Mário Coutinho dos Santos foi designado pela secretária de Estado do Tesouro, num despacho em que não consta a sua passagem pela direcção financeira da Metro do Porto, precisamente no período em que foram subscritos contratos considerados especulativos. O responsável apresentou esta semana a renúncia ao cargo, alegando motivos pessoais.

 

No currículo que surge anexado ao despacho desta semana, é referida a passagem de Coutinho dos Santos pela Metro do Porto, como responsável pelo planeamento (em 2001), do departamento de exploração (entre 2004 e 2006), do desenvolvimento da segunda fase da rede (entre 2007 e 2010) e, finalmente, como administrador delegado dos Transportes Intermodais do Porto (participados pela Metro do Porto, entre 2002 e 2010). No entanto, o facto de ter sido director administrativo e financeiro da empresa, o que o PÚBLICO confirmou junto da Metro do Porto, é omitido.

 

Todos os swaps que estavam activos na Metro do Porto quando a polémica rebentou foram subscritos no período em que Coutinho dos Santos estava à frente do departamento financeiro, à excepção de um (contratado ao BCP em 2003). E, desta carteira de 14 derivados, 13 foram considerados de risco pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública. Neste grupo estão incluídos os dois contratos com o Santander que o Governo diz serem altamente especulativos – só um deles acumulava perdas potenciais de 464 milhões de euros em Junho de 2013. Os restantes 12 foram cancelados antecipadamente, tendo o Estado pago 346,8 milhões para os liquidar.

 

Coutinho dos Santos garante que não lidou com estes derivados. “Nunca falei com os bancos. Nunca pedi propostas de swaps. A Metro do Porto tinha pessoas com preparação específica nessa área”, assegurou. O PÚBLICO teve acesso a documentos internos, enviados por Coutinho dos Santos e Braga Lino, em que são propostas reestruturações de swaps. Numa dessas notas técnicas, de 1 de Dezembro de 2009, os directores financeiros propõem à administração a reestruturação de um swap do JP Morgan. Regra geral, a negociação com as instituições financeiras nas empresas públicas que subscreveram era feita pelas direcções financeiras, mas cabia à administração dar luz verde aos contratos. Ainda assim, o rolar de cabeças provocado por este caso não poupou antigos directores financeiros que estavam em lugares públicos, como aconteceu com Braga Lino.

 

http://www.publico.pt/economia/noticia/governo-nomeia-gestor-dos-swaps-para-fiscalizar-contas-das-empresas-publicas-1668085

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Achas um salário de 6 ou 7 mil euros (a contar com urgências e bancos) injusto para quem faz bancos sobre bancos (que são 24h seguidas de trabalho), muitas vezes sem direito às horas de descanso que qualquer outro trabalhador tem? Sabes que o médico é o único profissional no hospital que não tem horas para refeições previstas na sua escala? Sabes o que é estares 24 horas em que se conseguires dormitar alguma coisa é um sono nada reparador num local desconfortável e depois ainda poderes ter de dar aulas ou dar consulta ou algo assim? E estou a falar de um hospital como os HUC em Coimbra, e de casos concretos de malta nova que acabou há 2 ou 3 anos e estão a fazer internato. E 6 a 7 mil, só já com uns anitos de carreira... A malta anda a desdobrar-se para chegar a esse dinheiro e são muitas vezes forçados a isso para ganhar experiência, para tentar ficar ou, simplesmente, porque apesar de muito animal que por aí anda há muitos ainda com amor à profissão.

 

Desprezo por quem acumula essas coisas com o privado à mafioso tenho eu. E sei que nunca o farei e que não vou dar o dito por não dito...

 

Lembrem-se que estão a falar de uma profissão que exige 6 anos de curso, mais um de internato geral e pelo menos mais 3 de especialidade. Só ganham ao fim dos 6 anos, é extenuante, obriga a horários dificílimos e mexe constantemente com vidas humanas. Não é propriamente natural ganhar-se o salário mínimo...

 

O salário médio de um médico no ano comum (ao fim dos 6 anos e antes de sair a nota da prova de seriação e entrar no internato de especialidade) é 1100 euros. Mais coisa menos couisa.

 

1100 euros??? Que miséria não tinha mesmo ideia que fosse tão pouco. Pensei que andava perto dos 1800.

Mas sim na minha opinião um médico em regime de exclusividade nunca deveria ganhar menos de 4000 euros, é uma profissão meticulosa, de degaste constante e que tem um estudo que deve ser actualizado com frequência...

 

Quem acha que os médicos ganham muito tem uma noção completamente errada da realidade e quem se queixa do SNS não tem ideia da qualidade que existe em Portugal!

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Achas um salário de 6 ou 7 mil euros (a contar com urgências e bancos) injusto para quem faz bancos sobre bancos (que são 24h seguidas de trabalho), muitas vezes sem direito às horas de descanso que qualquer outro trabalhador tem? Sabes que o médico é o único profissional no hospital que não tem horas para refeições previstas na sua escala? Sabes o que é estares 24 horas em que se conseguires dormitar alguma coisa é um sono nada reparador num local desconfortável e depois ainda poderes ter de dar aulas ou dar consulta ou algo assim? E estou a falar de um hospital como os HUC em Coimbra, e de casos concretos de malta nova que acabou há 2 ou 3 anos e estão a fazer internato. E 6 a 7 mil, só já com uns anitos de carreira... A malta anda a desdobrar-se para chegar a esse dinheiro e são muitas vezes forçados a isso para ganhar experiência, para tentar ficar ou, simplesmente, porque apesar de muito animal que por aí anda há muitos ainda com amor à profissão.

 

Desprezo por quem acumula essas coisas com o privado à mafioso tenho eu. E sei que nunca o farei e que não vou dar o dito por não dito...

 

Lembrem-se que estão a falar de uma profissão que exige 6 anos de curso, mais um de internato geral e pelo menos mais 3 de especialidade. Só ganham ao fim dos 6 anos, é extenuante, obriga a horários dificílimos e mexe constantemente com vidas humanas. Não é propriamente natural ganhar-se o salário mínimo...

 

O salário médio de um médico no ano comum (ao fim dos 6 anos e antes de sair a nota da prova de seriação e entrar no internato de especialidade) é 1100 euros. Mais coisa menos couisa.

O salário deles não está incluído nesses 6 ou 7 mil que falei ;) Isso foi só de horas.

 

E expressei-me mal se dei a entender que o SNS é uma m*rda, que não é, mas podia estar muitíssimo melhor, e aqui não estou a falar da qualidade dos médicos.

Editado por Foster

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Foster, o SNS como estava antes do desmantelamento total que foi iniciado há meia dúzia de anos com fechos de CS, maternidades... era de longe dos melhores do mundo. Agora tens os USF, unidades de saúde familiare que são muito bons se bem geridos, mas a rede de CSs que tinhas era impecável. Encaminhamento rápido, boas vias, bons profissionais, tudo. Agora tens crimes a serem cometidos como populações sem aconselhamento médico primário, que é essencial, a menos de 50 ou 60km no interior. É diferente sentires-te mal e teres médico nem que seja a 20 min ou não teres nada perto e ires desta p melhor.

 

E a nossa formação é óptima, apesar de estar a piorar por haver cada vez menos incentivos para tutorar ou dar aulas na faculdade. Nos EUA, na Itália, na França... tu só tens contacto com doentes a sério no 6º ano de curso. Aqui, desde o 3º ano que tens e desde o 4º que é rara a aula não hospitalar. Tens pessoas com amor à camisola e prazer em transmitir conhecimentos, no meio de um ou outro animal. Só um regime de cortes cegos te impede de ter alguns dos melhores profissionais do mundo por cá no SNS!

Editado por Red Prince

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Foster, o SNS como estava antes do desmantelamento total que foi iniciado há meia dúzia de anos com fechos de CS, maternidades... era de longe dos melhores do mundo. Agora tens os USF, unidades de saúde familiare que são muito bons se bem geridos, mas a rede de CSs que tinhas era impecável. Encaminhamento rápido, boas vias, bons profissionais, tudo. Agora tens crimes a serem cometidos como populações sem aconselhamento médico primário, que é essencial, a menos de 50 ou 60km no interior. É diferente sentires-te mal e teres médico nem que seja a 20 min ou não teres nada perto e ires desta p melhor.

 

E a nossa formação é óptima, apesar de estar a piorar por haver cada vez menos incentivos para tutorar ou dar aulas na faculdade. Nos EUA, na Itália, na França... tu só tens contacto com doentes a sério no 6º ano de curso. Aqui, desde o 3º ano que tens e desde o 4º que é rara a aula não hospitalar. Tens pessoas com amor à camisola e prazer em transmitir conhecimentos, no meio de um ou outro animal. Só um regime de cortes cegos te impede de ter alguns dos melhores profissionais do mundo por cá no SNS!

Em relação ao 2º parágrafo, acredito plenamente, pois tu estás no meio.

Quanto ao 1º, a maior parte dos fechos de maternidades é completamente justificada. Há uma maternidade na zona de Viseu que fez 3 (3.. 3!!) partos o ano inteiro(2013) e vai fechar este ano. Quando isso acontecer estou mesmo a ver tudo a aparecer na TV, a reclamar e a perguntar onde vai parir :lol:

Há CS's que tiveram de ser cortados porque o SNS não aguenta tal despesa. O utente paga pouco, eu sei que não parece e que estamos numa situação em que a maior parte do pessoal tem salários baixos, mas nós pagámos, no ano passado, pouco mais de 12%(em taxas moderadoras) do custo total de exames em MCDT's.. Isso é cerca de 5€ enquanto o estado paga 40.. Agora isto a multiplicar pelos milhões de requisições.. É impossível aguentar isto e manter uma rede eficiente e que cubra todas as áreas do país. (É mau, eu sei, mas por enquanto tem de ser).

 

E se for a falar das pressões e chantagens que o Ministério recebe dos hospitais e das misericórdias em reuniões de contratualização, aí é que vês a podridão do SNS..

Editado por Foster

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Guest Dpitz

Quando há gente a fazer mais de 100km para ir ter um bebé, não, não se justifica o encerramento das maternidades como foi feito na generalidade.

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Quando há gente a fazer mais de 100km para ir ter um bebé, não, não se justifica o encerramento das maternidades como foi feito na generalidade.

Tens razão, mas não se justifica ter uma maternidade aberta(com todos os custos que isso implica) para fazer 3 partos ao ano

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Guest Dpitz

Tens razão, mas não se justifica ter uma maternidade aberta(com todos os custos que isso implica) para fazer 3 partos ao ano

Não sei a que maternidade te referes nem a zona onde isso aconteceu. Mas, e corrijam-me se estiver errado, mais de 90% dos encerramentos de maternidades foram no interior do País. As pessoas passaram a ter de fazer uma viagem do crl para ir ter um bebé. E se é verdade que há poucos partos no interior, e se isso é um grande problema do nosso País, não é a fechar maternidades (e centros de saúde e escolas, por ex.) que se incentiva a natalidade e ao rejuvenescimento do interior.

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Pelo amor de Deus, quando falam nisso, não falem em quilómetros.

 

100km, à primeira vista, não é nada. 100km são, para a generalidade das pessoas, 45 minutos se houver trânsito. Quando se fala em encerramentos do que quer que seja não é nada ajustado falar em quilómetros porque induz em erro, tem de se falar em tempo, 100km de Leiria a Lisboa não tem nada a ver com os 100km de Montalegre a Vila Real, muito menos se estivermos a falar de aldeias do Concelho de Montalegre. De Montalegre a Tourém (aldeia mais escondida do concelho) são 1h15, de Montalegre a Chaves são 40 minutos, de Chaves a Vila Real são 50 minutos, façam as contas e vejam quanto é que uma mãe tem de penar se quiser ter o filho numa maternidade (não há caminho alternativo). Claro que em Tourém se nascer uma criança por ano é muito bom, mas mesmo uma pessoa de Montalegre, Valpaços (que até é cidade e demora 1h15 até Vila Real) ou Boticas (1h até Vila Real) tem de penar na estrada para ter um bebé.

 

E o distrito de Vila Real acho que nem é o que está pior, apenas falei do que conheço. É que 100kms aqui, não são 100kms em Lisboa ou no Porto, é muito mais.

 

E não é uma crítica para ti, Dpitz, de todo!

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Pelo amor de Deus, quando falam nisso, não falem em quilómetros.100km, à primeira vista, não é nada. 100km são, para a generalidade das pessoas, 45 minutos se houver trânsito.

 

100 kms não se fazem em 45 minutos, a não ser que andes acima dos limites de velocidade permitidos ou que vás sempre por auto-estrada.

 

E depois há outra coisa, nem todas as pessoas possuem viatura própria.

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