Visitante Publicado 20 Maio 2015 Esse teste não é grande coisa, eu supostamente sou anarquista com laivos de comunista :lol: (o oposto do Hitler, vá) Compartilhar este post Link para o post
Guest Dpitz Publicado 20 Maio 2015 pois não... ha uns tempos andava aí um melhor, mas ja não sei qual é Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 20 Maio 2015 https://www.politicalcompass.org/chart?ec=-3.75&soc=-2.72 Tal como previa, ando mais virado para a esquerda. Há uns aninhos quando fiz isso, estava mais para a direita. Compartilhar este post Link para o post
F_Tex Publicado 20 Maio 2015 por acaso costumo fazer esse teste todos os anos e guardar os resultados para ver a evolução. acho que os tenho aqui desde 2011, em 2021 posto aqui :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Augusto Publicado 20 Maio 2015 julgo que foi a primeira vez que fiz um teste deste género, vou guardar também, um dia pode dar jeito para fazer comparações :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
EpicNess Publicado 21 Maio 2015 acho que nunca me deu tão à esquerda :lol: Compartilhar este post Link para o post
Marlo Stanfield Publicado 21 Maio 2015 https://www.politicalcompass.org/chart?ec=-3.75&soc=-2.72 Tal como previa, ando mais virado para a esquerda. Há uns aninhos quando fiz isso, estava mais para a direita. Igualzinho ao meu. :compinchas: Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 21 Maio 2015 (editado) Justiça: PS quer presos a trabalhar – com pulseira eletrónica PS propõe possibilidade de condenados com pulseira eletrónica poderem trabalhar e fala num novo e "radical" processo civil mais simplificado. No capítulo da Justiça, António Costa, que já foi ministro desta pasta num Governo de António Guterres, propõe uma lista de medidas, onde se pode destacar novas regras para as funções de juiz e um novo tipo de pena. Imposição de os litígios emergentes de contratos de fornecimento de serviços de televisão, telecomunicações e de Internet, bem como de fornecimento de eletricidade, água e gás, passarem a estar sujeitos a arbitragem obrigatória, não podendo os custos do uso da arbitragem para o consumidor ser superiores a 5% do valor do IAS por ação; A resolução dos problemas e desenvolvimento de uma nova versão do sistema de gestão processual CITIUS, contemplando novas funcionalidades, tendendo ao uso de uma aplicação única de gestão processual para todas as jurisdições; A avaliação da possibilidade de uma inovação radical da cultura processual civil, com um regime de processo civil piloto reduzido a normas básicas e que permita a gestão dinâmica do processo pelo juiz; A abertura do exercício de funções de juiz especializado a advogados ou professores universitários, mediante regime especial de acesso, em áreas ou jurisdições nas quais o sistema judicial careça de recursos adequados; A alteração das regras da citação, através da consagração de um domicílio legal, da criação de uma lista pública de réus ausentes e da eliminação da citação edital sempre que tal se justifique, reforçando, em contrapartida, os mecanismos de impugnação de sentenças proferidas à revelia por desconhecimento não culposo da ação; A correção dos erros de execução do Mapa Judiciário promovendo as alterações necessárias, sem prejuízo de proporcionar a realização em cada concelho de julgamentos que respeitem aos cidadãos desse mesmo concelho; A implementação de um regime de incentivos à produtividade das equipas dos tribunais que cumpram metas de desempenho previamente fixadas, procurando desta forma incrementar a celeridade processual; Promover a prestação de apoio aos ex-reclusos, nos primeiros tempos de liberdade, designadamente sob a forma de casas de saída, de acesso ao rendimento social de inserção e de ajuda à procura de trabalho; Introduzir o conceito de pena contínua de prisão na habitação com vigilância eletrónica com possibilidade de saída para trabalhar; A proibição de aceitação de mandato judicial, nas ações a favor ou contra o Estado ou quaisquer outros entes públicos, para os deputados que exerçam advocacia; A criação de um registo público de interesses nas autarquias locais, aproximando o seu regime do que já hoje está consagrado para os deputados e membros do Governo; Criação de um novo regime de medidas de salvaguarda quanto à regulação provisória das responsabilidades parentais dos indivíduos envolvidos em processos de violência doméstica. @Observador.pt PS: Unanimidade apesar das críticas à redução da TSU A reunião da comissão política do PS foi prolongada, mas o pré-programa eleitoral acabou por ser aprovado por unanimidade. A redução da TSU dos trabalhadores continua a gerar controvérsia. Ao fim de mais de três horas de reunião, a comissão política do Partido Socialista aprovou por unanimidade o pré-programa eleitoral apresentado esta quarta-feira. Apesar do consenso, a redução da Taxa Social Única (TSU) dos trabalhadores e a introdução do contrato único continuam a não convencer alguns socialistas. No final da reunião, João Tiago Silveira, coordenador do pré-programa eleitoral do PS, reconheceu a existência de divergências, mas lembrou que as diferenças de opinião fazem parte do “debate democrático”. “Nós estamos a fazer um debato aberto, o que significa não ter medo de discutir as propostas. [Naturalmente], não podemos agradar a todos, mas qualquer divergência ou voto contrário será encarado com naturalidade. O PS tem de saber exatamente como as pode concretizar”, sublinhou João Tiago Silveira, em declarações aos jornalistas. Desafiado a responder se essas propostas – e face à contestação de que têm sido alvo internamente – ainda poderiam cair, o coordenador do pré-programa eleitoral do PS preferiu jogar à defesa e lembrar que esta não é altura de “tirar conclusões”, nem de “antecipar” decisões que só serão tomadas em definitivo já perto da convenção nacional do partido a 6 de junho, onde, aí sim, será apresentado o programa eleitoral do PS. Ainda assim, João Tiago Silveira reconheceu que tanto a redução da TSU como a introdução do contrato único são “questões desafiantes” e de “discussão difícil e complexa”. Já antes, José Abraão, militante socialista e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap), voltou a mostrar-se cauteloso em relação a estas duas propostas, tal como o tinha feito na altura da discussão do documento macroeconómico apresentado pela equipa de Mário Centeno. “Com o contrato único, a coberto da tentativa de reduzir a precariedade, pode estar a facilitar-se o despedimento. Isto colocaria toda a gente numa maior precariedade. Na TSU não estão claras as formas de financiamento da Segurança Social, o que poderá reduzir a prazo as pensões”, lembrou José Abraão, que espera que até 6 de junho “possam entrar propostas no sentido de avaliar melhor esse contrato único laboral, e o mesmo em relação à TSU”. Vieira da Silva, ex-ministro do Trabalho socialista, acabou por afinar pelo mesmo diapasão de João Tiago Silveira e lembrar que a “grande prioridade do PS é promover uma recuperação mais rápida da nossa economia”. Essa recuperação, disse o deputado socialista, terá de passar necessariamente pela criação de emprego. Sobre a redução da TSU, o vice-presidente da bancada socialista não teve dúvidas em afirmar que o “maior inimigo das sustentabilidade do sistema de pensões é a brutal destruição de emprego”, numa crítica dirigida ao Executivo de Passos Coelho. Ainda assim, Vieira da Silva fez questão de deixar o aviso: “ninguém pense que o sistema de pensões se defende apenas no domínio da legislação”. @Observador.pt Migrações: Visto e benefícios fiscais para captar empreendedores O PS propõe medidas para chamar os portugueses que emigraram mas também estrangeiros que queiram investir. Não fala sobre o atual sistema de vistos Gold. Uma das preocupações do PS tem a ver com a captação de emigrantes portugueses, mas também de estrangeiros que queiram investir em Portugal. O projeto de programa eleitoral não menciona os atuais vistos Gold, polémicos devido à rede de corrupção que foi descoberta e que está a ser investigada pelo Ministério Público. Assim, propõe: Promover a captação de empreendedores estrangeiros, portadores de talento, tecnologia e acesso a mercados internacionais, reavaliando o atual regime fiscal para o residente não habitual de forma a privilegiar as áreas estratégicas do investimento, criação líquida de emprego e internacionalização da Economia; Criar um visto para procura de emprego em Portugal, válido por seis meses. Para os emigrantes portugueses, propõe: Aplicação aos emigrantes que desejem retornar a Portugal o regime fiscal mais favorável dos residentes não habituais e dedução de alguns custos relacionados com a sua reinstalação: Criar um prémio anual para emigrantes que se destacaram pelo seu contributo à sua comunidade. Na área da Cultura, o projeto do programa eleitoral propõe: Lançar um programa de investimento na recuperação do património histórico, assente na mobilização de fundos comunitários e na simplificação de procedimentos para a realização das intervenções urbanísticas; Criar uma linha específica de crédito com garantia mútua e bonificação de taxas de juro para as pequenas e médias indústrias culturais e criativas; Alargar às instituições culturais com estatuto de utilidade pública, por decisão direta do contribuinte, a possibilidade de consignação de 0,5 % do seu IRS; Consolidar as coleções de arte contemporânea nos museus portugueses, através, nomeadamente, da manutenção da Coleção Berardo e da Coleção Miró em Portugal e do enriquecimento da Coleção de Serralves. @observador.pt Território: Rendas vão depender do estado de conservação dos edifícios Na área da reabilitação urbana e do território, as propostas são várias. Destaque também para os benefícios previstos ao nível do IRC para quem crie empresas em zonas junto à fronteira. António Costa desenhou um plano centrado na reabilitação urbana e na valorização dos territórios do interior e junto à fronteira. Um plano assente nos jovens e nas empresas que se instalem nessas regiões. O PS vai lançar um pacote de medidas para atrair e fixar os jovens no interior, através de ações de discriminação positiva no apoio à natalidade. Do lado das empresas, os socialistas prevêem a criação de benefícios ao nível do IRC, cuja atribuição vai depender da criação efectiva de empregos nas regiões desfavorecidas. Reabilitação urbana também vai ser uma prioridade de Costa. Promover a reabilitação dos edifícios degradados e a reocupação dos edifícios e fogos devolutos, designadamente alargando os incentivos e benefícios fiscais à reabilitação, mediante decisão municipal, a quaisquer territórios urbanos; Reforçar a capacidade dos municípios se substituírem aos proprietários incumpridores e realizarem obras coercivas e condicionadas em prédios devolutos ou em ruína em resultado de heranças indivisas, prevendo ainda mecanismos de ressarcimento das obras que tornem estas operações financeiramente viáveis por parte dos municípios; Rever o regime do arrendamento, de modo a voltar a relacionar o valor máximo das rendas com o estado de conservação dos edifícios, minorando este valor nos casos em que os edifícios estejam com grandes ou muito grandes necessidades de reparação; A valorização do Interior, tirando partido do mercado que existe do outro lado da fronteira portuguesa, é outra das ambições dos socialistas que apostam na criação de parcerias urbano-rurais (PUR), a partir de cidades e centros urbanos de pequena e média dimensão. As PUR terão como missão definir e executar estratégias de desenvolvimento regional num horizonte a três anos, definido o papel dos diversos intervenientes. O PS promete lançar um pacote de medidas para atrair e fixar os jovens no Interior. Entre os exemplos estão apoios a projetos empreendedores de base tecnológica ou ao nível de reabilitação e ações de discriminação positiva no apoio à natalidade. Os socialistas querem implementar sistema de incentivos à instalação de empresas em zonas fronteiriças, que passa por benefícios ao nível do IRC, cuja atribuição vai depender da criação efetiva de empregos nas regiões desfavorecidas. @Observador.pt Impostos: PS propõe contacorrente com contribuinte Socialistas defendem a captação de novas receitas para assegurar a sustentabilidade das pensões, mas não explicam impacto da redução da TSU. E propõem contacorrente com contribuinte. O PS quer realizar uma “avaliação rigorosa do estado do sistema de Segurança Social”, mas ao mesmo tempo pretende devolver a “tranquilidade” aos pensionistas. A proposta de programa eleitoral afasta o corte nas pensões já em pagamento, mas defende um aprofundamento da aproximação entre o setor público e o setor privado no sentido da convergência total. Recusando uma abordagem do lado dos custos, pelo menos no que respeita a pensões já em pagamento, os socialistas reconhecem que a evolução demográfica agravou o problema de sustentabilidade e propõe, como resposta, a mobilização de novas fontes de receita para a Segurança Social. As iniciativas previstas, e que já tinham sido propostas no quadro de medidas defendidas por um grupo de economistas, apontam para a transferência de parte da receita do IRC para a Segurança Social, bem como a criação de um novo imposto sobre heranças de elevado valor e a captação do adicional cobrado às empresas que sejam penalizadas na TSU (taxa social única) pela rotação excessiva de trabalhadores. Mais alinhada com a política da atual maioria, está o reforço do combate à fraude e evasão contributivas. O PS propõe ainda reavaliar e “reforçar a coerência” do modelo de aplicação da condição de recursos na atribuição de prestações sociais de natureza contributiva, abonos, rendimento social de inserção ou complemento solidário para idosos. No capítulo da Segurança Social não é referida a redução das contribuições (TSU) dos trabalhadores, que iria provocar um rombo adicional nas receitas desta área. Eliminar sobretaxa do IRS, mas sem data Nos impostos, os socialistas defendem a eliminação gradual da sobretaxa do IRS, mas não apontam calendário, numa abordagem semelhante à adotada pela atual maioria. Quarta-feira, à entrada para a reunião da Comissão Política, João Tiago Silveira, coordenador do grupo de trabalho que elaborou o projeto de programa eleitoral, garantia que se mantinha a redução em dois anos, apesar de o documento não ser claro a esse respeito. O PS reafirma também a intenção de rever os escalões do IRS, reforçando a progressividade. A sobretaxa e a redução do número de escalões foram as duas medidas que provocaram o “enorme aumento de impostos” de Vítor Gaspar em 2013. Está igualmente prevista a eliminação do recente quoficiente familiar que seria substituído por uma dedução por filho no IRS. Para além da criação do novo imposto sobre heranças, o PS quer onerar o IMI cobrado a casas a partir de um determinado valor que não sejam usadas para habitação própria e alargar os limites de isenção do imposto municipal de imóveis. É ainda criada uma contacorrente entre Estado e contribuinte para que “pessoas com rendimento abaixo de um certo montante e empresas com IRC abaixo de certo valor possam compensar créditos sobre o Estado que tenham ao fisco e Segurança Social, até a um limite de valor, através de um contacorrente entre o Estado e o contribuinte”. @Observador.pt Banca: Auditores dos bancos serão nomeados pelo Banco de Portugal Depois dos escândalos que envolveram o BPN e o BES, o PS quer que seja o regulador, neste caso o Banco de Portugal, a nomear os auditores dos bancos. No programa eleitoral apresentado esta quarta-feira, o PS propõe que seja o Banco de Portugal a nomear os auditores dos bancos, cujo exercício de funções ficará limitado a três mandatos. Limites ao valor das comissões praticadas pelos bancos também serão definidos, garante António Costa, sem, no entanto, especificar que tipo de comissões ou que limites serão abrangidos. Definir limites ao valor das comissões praticadas pelos bancos é uma das medidas elencadas que, no entanto, não especifica que tipo de comissões ou limites seriam abrangidos. O Parlamento discutiu recentemente alterações legislativas às comissões bancárias, cujo valor e número têm aumentado à medida que a banca procura regressar aos lucros, mas a maioria travou propostas mais radicais. Atualmente, existem apenas limites de comissões a cobrar nos serviços mínimos bancários. O Banco de Portugal divulga ainda taxas máximas para o crédito ao consumo, calculadas a partir dos valores praticados no mercado, e nos termos dos cálculos previstos na lei; Travar os excessos de burocracia na abertura e, sobretudo, no encerramento de contas; Atribuir ao Banco de Portugal a responsabilidade para designar os auditores dos bancos, cujo exercício de funções ficará limitado a três mandatos; Impedir abusos ou excessos na colocação de pessoas na lista negra do Banco de Portugal. Regulador único para cada setor e entidades reguladoras mais fortes e eficazes. Os socialistas propõem a fusão de reguladores e a criação de uma entidade única por setor económico, o que abre a porta à redução para dois ou mesmo para um do número de supervisores na área financeira, como foi sugerido nas conclusões da comissão parlamentar de inquérito ao Banco Espírito Santo; O reforço da capacidade de atuação dos reguladores passa por uma redução de cargos de direção dos reguladores, mas também por poderes acrescidos para verificar a idoneidade de gestores, gestão danosa, defesa de concorrência e proteção de consumidores; Reforçar os limites para a rotação de quadros entre supervisores e supervisionados e definir um regime mais rigoroso para o investimento e negociação de instrumentos financeiros por parte de dirigentes de reguladores. @Observador.pt Porque é que só Cavaco Silva e Evans-Pritchard estão preocupados? A expectativa é que depois das eleições toda a gente se modere e se entenda. Por isso, ninguém parece preocupado, a não ser o Presidente da República. Um dia antes de o Estado português colocar dívida a taxas negativas, o célebre comentador de economia do Daily Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard, reparou no que diz o PS – o PS que pretende acabar com a austeridade, como pretendia o Syriza, o PS que promete reverter a privatização da TAP, como o Syriza prometia reverter a privatização do porto do Pireu, ou o PS que garante a reposição das 35 horas na função pública, como o Syriza garantia a readmissão de funcionários. Evans-Pritchard ficou sem dúvidas: no caso de uma vitória socialista em Portugal, a Europa terá uma nova Grécia à beira da saída do Euro. E isto era antes do programa revelado ontem, com os seus aumentos de despesa e diminuições de receita. O que Evans-Pritchard não sabe, porém, é que ninguém em Portugal liga demasiado a estas coisas. Porque por cá, o cinismo político manda-nos, não ouvir o que é dito, mas considerar quem o diz: e no caso do PS, tudo se reduz a António Costa. Ora, Costa é visto, por consenso nacional, como um “político”, no sentido de alguém de quem se espera que faça e diga tudo e o seu contrário para conquistar e manter o poder. Sim, talvez se tenha permitido umas syrizices no tempo em que o Syriza era moda. Mas depois foi buscar Mário Centeno, um anti-Varoufakis, ao Banco de Portugal. É o que basta para toda a gente por cá descontar os receios de Evans-Pritchard. O caso é que a oligarquia político-mediática resolveu admitir que o PS e a coligação têm o direito de dizer o que for preciso para se distinguirem entre si e ganharem as eleições. Os mais sábios lamentam ver os partidos a fazer promessas ou a pedir maiorias absolutas em vez de esclarecerem a sua disponibilidade para compromissos — mas interpretam uma coisa e outra como legítimas malandrices de recreio eleitoral. A expectativa é que depois das eleições toda a gente se modere e se entenda. Por isso, ninguém parece preocupado, a não ser o Presidente da República, além de Evans-Pritchard. Tem o Presidente motivo para estar inquieto? O nosso sistema eleitoral, ao contrário do inglês, não faz maiorias absolutas a partir de um terço dos votos. E na falta de uma maioria absoluta, que razões há para esperar estabilidade governativa? Imaginemos que a coligação ganha, mas sem maioria absoluta. Irá o PS proporcionar-lhe os votos que lhe faltarem? São legítimas as dúvidas. O PS só faz acordos quando estes representam a aceitação pelos outros partidos de uma posição secundária, como aconteceu em 1978 com o CDS ou em 1983 com o PSD. Imaginemos, em alternativa, que o PS ganha, também sem maioria absoluta. Ninguém espera nada do PCP ou do BE. Mas toda a gente espera tudo do PSD ou do CDS. Será assim tão fácil a um líder do PSD ou do CDS obrigar o partido a sujeitar-se ao PS? Em 1978, o acordo não durou, e entre 1983 e 1985, quando ainda não havia os agravos mútuos de agora, a coligação já foi muito difícil, e acabou mal. No seu artigo, Evans-Pritchard enumerou com gosto as dificuldades do país mais endividado, mais envelhecido, e menos qualificado da Europa ocidental. A economia portuguesa foi a que menos cresceu na Europa do século XXI, mesmo antes da crise de 2008, quando tudo crescia. É verdade: o cumprimento oficial do programa de ajustamento e depois a enorme quantidade de dinheiro barato posto a circular pelo BCE ajudaram os compradores de dívida a esquecer esses pormenores. Mas quanto tempo durará a bonança? Uma campanha eleitoral demasiado ligeira ou uma situação governativa frágil podem subitamente multiplicar a incerteza e as dúvidas, mesmo sem variações do contexto internacional. Daí, a preferência do Presidente por “um governo com apoio maioritário na Assembleia da República”. Mas quase toda a gente resolveu interpretar esse cuidado como uma simples exorbitância de poder em fim de mandato. O regime não está incomodado. Já ninguém lê os relatórios do FMI. Por enquanto, há dinheiro barato. E para o futuro, os sábios esperam que as perspectivas difíceis descritas por Evans-Pritchard, só por si, imponham responsabilidade e disciplina aos partidos do chamado “arco da governação”. No fundo, confia-se no fantasma da troika, isto é, na pressão externa sobre uma pequena economia aberta. A oligarquia não imagina outra base de governo em Portugal. A questão é esta: para aquilo que é preciso fazer, bastarão o medo e o cinismo? Não serão precisos também alguma visão, alguma esperança? @Observador.pt BCP e Montepio entre 38 grupos bancários europeus sob observação negativa A agência de 'rating' canadiana DBRS colocou hoje 38 grupos bancários europeus em observação negativa, entre os quais o BCP e o Montepio, devido às novas regras europeias. A agência de ‘rating’ canadiana DBRS colocou hoje 38 grupos bancários europeus em observação negativa, entre os quais o BCP e o Montepio, devido às novas regras europeias que tornam mais difícil que as instituições financeiras recebam apoio estatal. O Banco Comercial Português (BCP) e a Caixa Económica Montepio Geral, entidades portuguesas que são avaliadas pela DBRS, encontram-se nesta lista, encontrando-se assim o seu ‘rating’ enquanto emissores de dívida de longo prazo e de recetores de depósitos sob observação com implicação negativa. Atualmente, quer o BCP, quer o Montepio contam com uma notação de ‘BBB’ (low) no que toca às suas dívidas seniores de longo prazo. Esta decisão da DBRS foi anunciada no dia seguinte à agência de notação financeira Fitch ter adotado uma postura semelhante relativamente a cerca de 40 instituições financeiras europeias, entre as quais se encontram o BCP, o BPI, o Montepio e o Banif. “Estas ações de ‘rating’ foram conjugadas com a revisão da Fitch para o apoio soberano à banca em termos gerais, anunciado em março de 2014. Em linha com as expectativas anunciadas em março do último ano e comunicadas com regularidade desde então, a Fitch acredita que as iniciativas legislativas, regulatórias e políticas reduziram substancialmente a probabilidade de os bancos comerciais dos Estados Unidos (EUA), Suíça e União Europeia receberem apoios estatais”, lê-se num comunicado divulgado na terça-feira pela Fitch. @Observador.pt Neste momento, estão a ser efetuadas buscas na sede do BES (SIC Notícias). Editado 21 Maio 2015 por Vaart Compartilhar este post Link para o post
Lleyton Publicado 22 Maio 2015 Hoje é o referendo relativo ao casamento homossexual na Irlanda. Os resultados sabem-se amanhã de manhã e tudo é possível! Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 24 Maio 2015 (editado) pumba, já lá está dentro... Hoje é dia de eleições municipais e autonómicas no estado Espanhol, ultima prova para avaliar a força dos partidos antes das legislativas e especialmente um dia histórico por poder vir a marcar o fim do bipartidarismo histórico do regime da transição em Espanha. Os olhos estão no Podemos e nas coligações de que fazem parte e também no Ciudadanos, é pouco provável que estes partidos tenham grandes vitórias, mas espera-se que fiquem em segundo lugar em muitos sítios, algo histórico no panorama espanhol onde tudo passava pelo PP e pelo PSOE. Estas eleições podem marcar também a quase extinção eleitoral da Izquierda Unida e do UPyD. Olhos postos em Barcelona, onde a plataforma de esquerda Comù (Barcelona en Comù), antes conhecida como Guanyem e que é a coligação do Podemos catalão, Verdes da Catalunha, EUiA (tipo a izquierda unida), estão nas sondagens empatados com o actual detentor do município. Editado 24 Maio 2015 por antifa Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 24 Maio 2015 Hoje é o referendo relativo ao casamento homossexual na Irlanda. Os resultados sabem-se amanhã de manhã e tudo é possível! Ganhou o sim, com 62 % dos votos. Compartilhar este post Link para o post
Resende93 Publicado 24 Maio 2015 pumba, já lá está dentro... Hoje é dia de eleições municipais e autonómicas no estado Espanhol, ultima prova para avaliar a força dos partidos antes das legislativas e especialmente um dia histórico por poder vir a marcar o fim do bipartidarismo histórico do regime da transição em Espanha. Os olhos estão no Podemos e nas coligações de que fazem parte e também no Ciudadanos, é pouco provável que estes partidos tenham grandes vitórias, mas espera-se que fiquem em segundo lugar em muitos sítios, algo histórico no panorama espanhol onde tudo passava pelo PP e pelo PSOE. Estas eleições podem marcar também a quase extinção eleitoral da Izquierda Unida e do UPyD. Olhos postos em Barcelona, onde a plataforma de esquerda Comù (Barcelona en Comù), antes conhecida como Guanyem e que é a coligação do Podemos catalão, Verdes da Catalunha, EUiA (tipo a izquierda unida), estão nas sondagens empatados com o actual detentor do município. Os verdes catalães são a favor da independência? Compartilhar este post Link para o post
Resende93 Publicado 24 Maio 2015 Podemos na frente das câmaras de Madrid e Barcelona Compartilhar este post Link para o post
Guest Dpitz Publicado 24 Maio 2015 Confusão no PDR. Filiados de última hora, confusão, gritos e urnas fechadas (...) Alexandre Almeida, antigo militante do MPT (Partido da Terra), que elegeu Marinho Pinto como deputado ao parlamento europeu, decidiu apresentar uma lista concorrente ao conselho nacional do partido. Pouco tempo antes de as votações se iniciarem, começaram a aparecer várias pessoas que se inscreveram e receberam uma credencial. Dirigiram-se então para as mesas de voto. E esta é a segunda versão do que aconteceu, pela voz de Alexandre Almeida e Luciana Almeida, mulher do candidato. “Eu sou aqui o palhaço de serviço”, disse logo assim de rajada o antigo companheiro de partido de Marinho Pinto. “Apresentei uma lista ao conselho nacional, íamos ter uma excelente votação. Quando perceberam que a coisa não estava a correr bem…” Luciana interrompe. “Ele falou de uma cambada de brasileiros de uma determinada religião. Mas eu tenho de dizer qual é a minha religião para votar? Sou filiada desde 20 de Janeiro.” Luciana é brasileira e trouxe familiares e amigos que se inscreveram para votar. (...) aprendeu à primeira Compartilhar este post Link para o post
Resende93 Publicado 24 Maio 2015 então mas os gajos evangélicos não se contentaram em dar o golpe no MPT, agora também quiseram ir para o PDR? Que cambada de oportunistas :lol: Compartilhar este post Link para o post
Marlo Stanfield Publicado 25 Maio 2015 Andam-me a chatear para ir a 1 jantar da JS. Mas eu não gosto dos partidos. Acho que são algo que turvam a mente, e que directa ou indirectamente toldam o olhar, criando-se "palas" que impedem que uma pessoa tenha uma visão panorâmica da realidade. No entanto como me estão a chatear muito, e para não estar a dizer que não, sou gajo de ir ao jantar numa de beber uns copos, já que não se paga e para ver como vive essa gente que não tem a capacidade de ter visões panorâmicas. Estou é na dúvida se levo uma t-shirt do Capitão Falcão, ou do Che Guevara, ou de outra figura política/revolucionária. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 25 Maio 2015 Só não percebo o porquê de quererem tomar de assalto partidos pequenos e sem estrutura. Qual será o objetivo por detrás disso? Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 25 Maio 2015 Andam-me a chatear para ir a 1 jantar da JS. Mas eu não gosto dos partidos. Acho que são algo que turvam a mente, e que directa ou indirectamente toldam o olhar, criando-se "palas" que impedem que uma pessoa tenha uma visão panorâmica da realidade. No entanto como me estão a chatear muito, e para não estar a dizer que não, sou gajo de ir ao jantar numa de beber uns copos, já que não se paga e para ver como vive essa gente que não tem a capacidade de ter visões panorâmicas. Estou é na dúvida se levo uma t-shirt do Capitão Falcão, ou do Che Guevara, ou de outra figura política/revolucionária. Leva uma a dizer bazeza. Compartilhar este post Link para o post
Resende93 Publicado 25 Maio 2015 Só não percebo o porquê de quererem tomar de assalto partidos pequenos e sem estrutura. Qual será o objetivo por detrás disso? Basicamente é fazerem lobby dos seus interesses e ideias. No Brasil é assim a nível regional, e por exemplo existem já zonas leis bastante homofóbicas e conservadoras. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 25 Maio 2015 Ascom, mas a probabilidade de estes partidos elegeram alguém para a AR é, a priori, reduzida. Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 25 Maio 2015 Só não percebo o porquê de quererem tomar de assalto partidos pequenos e sem estrutura. Qual será o objetivo por detrás disso? devem é ter uma personal vendetta com o Marinho Pinto. Onde ele está vão atrás minar e tomar de assalto o partido. Compartilhar este post Link para o post
Resende93 Publicado 25 Maio 2015 Ascom, mas a probabilidade de estes partidos elegeram alguém para a AR é, a priori, reduzida. Olha que não Vaart, o PDR tem uns 2,5/3% nas sondagens, e isso deve dar em princípio para uns 2/3 deputados, ou seja, mais visibilidade. Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 25 Maio 2015 Provavelmente conseguem um deputado em Lisboa e já não é mau. Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 25 Maio 2015 Olhos postos em Barcelona, onde a plataforma de esquerda Comù (Barcelona en Comù), antes conhecida como Guanyem e que é a coligação do Podemos catalão, Verdes da Catalunha, EUiA (tipo a izquierda unida), estão nas sondagens empatados com o actual detentor do município. ganharam em Barcelona. O ciudadanos é que não sei como se safou. Compartilhar este post Link para o post