Visitante Publicado 28 Janeiro 2015 (editado) Ganhas pouco mais que eu e pagas casa e alimentação, água, luz, gás e serviços de bem essencial e faculdade e sobra-te dinheiro a ganhares 500€? Nem sei que é que andas a fazer na faculdade, devias era ser ministro das finanças. Editado 28 Janeiro 2015 por Visitante Compartilhar este post Link para o post
Stout Publicado 28 Janeiro 2015 (editado) Eu enquanto aluno prefiro as aulas "normais". E se tivessem disponíveis on-line certamente não as trocaria pelas aulas presenciais. Preferes ter uma aula dada por alguém que pode ser um dos piores professores do país ou ter acesso as vezes que quiseres a uma aula dada por alguém considerado dos melhores? Editado 28 Janeiro 2015 por Stout Compartilhar este post Link para o post
brun0 SLB Publicado 28 Janeiro 2015 Preferes ter uma aula dada por alguém que pode ser um dos piores professores do país ou ter acesso as vezes que quiseres a uma aula dada por alguém considerado dos melhores? Isso não faz puto de sentido. Porque nesse teu cenário só terias acesso aos vídeos dos profs da tua faculdade, logo também tens acesso às aulas dele (o melhor da fac). E tu achas que um video geral explica melhor que uma aula de um professor ao vivo? Compartilhar este post Link para o post
lastdance Publicado 28 Janeiro 2015 (editado) Ganhas pouco mais que eu e pagas casa e alimentação, água, luz, gás e serviços de bem essencial e faculdade e sobra-te dinheiro a ganhares 500€? Nem sei que é que andas a fazer na faculdade, devias era ser ministro das finanças. ya, n gasto dinheiro em praticamente mais nada lol. Tou a pagar só 60% das propinas (tempo parcial) que a trabalhar não consigo mais de 3 cadeiras (já 3 sabe deus). Não acho que faça muita diferença, não apetece fazer contas. Como tou quase sempre a trabalhar ou a fazer m*rda para a fac acabo por não ter grandes tantas oportunidades/tentações para gastar dinheiro. Não passo os 550-600 (excepto dezembro) e como fora algumas vezes por semana. Cozinhando para comer no trabalho reduzia um bocadinho. Eu sei que sou um gajo magro e que sempre comeu (muito) pouco mas não me parece que faça assim tanta diferença. Conheço mais um caso além do meu. edit: ta uma m*rda de escrita, é do sono. Editado 28 Janeiro 2015 por lastdance Compartilhar este post Link para o post
Su1 Publicado 28 Janeiro 2015 Eu não tentei fazer parecer que haja muito gente nessa situação. Os que tiverem são mais do que os que deviam estar. Nós como sociedade já pagamos o custo para estarem x alunos na universidade, portanto há dinheiro para esses x alunos estudarem. É preciso é arranjar maneiras de que esses x alunos sejam efectivamente os que mais merecerem lá estar e não os têm mais dinheiro. Quem é que discorda disto? Cum crl, quando não falas de futebol concordo quase sempre contigo seja qual for o assunto. Compartilhar este post Link para o post
Stout Publicado 28 Janeiro 2015 Isso não faz puto de sentido. Porque nesse teu cenário só terias acesso aos vídeos dos profs da tua faculdade, logo também tens acesso às aulas dele (o melhor da fac). E tu achas que um video geral explica melhor que uma aula de um professor ao vivo? Porque é que só terias acesso aos vídeos da tua faculdade? Os programas são uniformizados, não vejo nenhum problema em ter as aulas disponíveis até para o público em geral. Eu acho que entre assistir a uma aula e um vídeo dessa exacta aula retiro exactamente a mesma informação. Se tiver acesso ao vídeo onde quiser e quando quiser, sou capaz de retirar mais informação porque se me passar alguma coisa ao lado posso repetir as vezes que quiser e além disso escuso de tirar apontamentos, podendo dar total atenção à aula. Se vais falar em dúvidas, não vejo a impossibilidade de as tirares presencialmente com o professor ou por meio electrónico. Vais-me dizer que não vês umas quantas vantagens relevantes em ter as aulas e todos os conteúdos lectivos acessíveis e disponíveis em formato digital? Cum crl, quando não falas de futebol concordo quase sempre contigo seja qual for o assunto. Também tinha essa sensação a ler posts do Vuk, agora nem tanto, mas ele é que deve ter deixado de postar tanto no offside e por aqui. Depois quando ele escrevia sobre futebol quase que doí por dentro e a ti é capaz de te acontecer o mesmo... :mrgreen: Pelo menos vamos ficar os dois contentes quando mudares de avatar. Compartilhar este post Link para o post
Gavazzo Publicado 28 Janeiro 2015 Porque é que só terias acesso aos vídeos da tua faculdade? Os programas são uniformizados, não vejo nenhum problema em ter as aulas disponíveis até para o público em geral. Eu acho que entre assistir a uma aula e um vídeo dessa exacta aula retiro exactamente a mesma informação. Se tiver acesso ao vídeo onde quiser e quando quiser, sou capaz de retirar mais informação porque se me passar alguma coisa ao lado posso repetir as vezes que quiser e além disso escuso de tirar apontamentos, podendo dar total atenção à aula. Se vais falar em dúvidas, não vejo a impossibilidade de as tirares presencialmente com o professor ou por meio electrónico. Vais-me dizer que não vês umas quantas vantagens relevantes em ter as aulas e todos os conteúdos lectivos acessíveis e disponíveis em formato digital? Também tinha essa sensação a ler posts do Vuk, agora nem tanto, mas ele é que deve ter deixado de postar tanto no offside e por aqui. Depois quando ele escrevia sobre futebol quase que doí por dentro e a ti é capaz de te acontecer o mesmo... :mrgreen: Pelo menos vamos ficar os dois contentes quando mudares de avatar. Acabei de fazer um mini-comentário à situação grega noutro tópico e vim aqui ler os comentários mais recentes, tendo estado antes precisamente a pensar que ultimamente quase nunca comento nada extra-futebol por aqui, porque não ando com muita vontade de o fazer nem com muita paciência. Contudo, tenho acompanhado este tipo de tópicos na mesma com relativa regularidade. Agradeço isso e, tal como o Su1, também concordo com grande parte do que aqui tens dito. Quanto ao futebol, é recíproco. :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
brun0 SLB Publicado 28 Janeiro 2015 Porque é que só terias acesso aos vídeos da tua faculdade? Os programas são uniformizados, não vejo nenhum problema em ter as aulas disponíveis até para o público em geral. Eu acho que entre assistir a uma aula e um vídeo dessa exacta aula retiro exactamente a mesma informação. Se tiver acesso ao vídeo onde quiser e quando quiser, sou capaz de retirar mais informação porque se me passar alguma coisa ao lado posso repetir as vezes que quiser e além disso escuso de tirar apontamentos, podendo dar total atenção à aula. Se vais falar em dúvidas, não vejo a impossibilidade de as tirares presencialmente com o professor ou por meio electrónico. Vais-me dizer que não vês umas quantas vantagens relevantes em ter as aulas e todos os conteúdos lectivos acessíveis e disponíveis em formato digital? Vejo vantagens na existência de materiais em formato digital. Acho é que eu sairia prejudicado em não ter aulas "normais". Quanto aos programas serem uniformizados pelo menos do que falo com pessoas de outras faculdades do mesmo curso ja tive menos certezas sobre essa uniformização. Quanto as duvidas não é a mesma coisa serem tiradas presencialmente ou por mail. Mas isto talvez seja eu que dou bastante importância às aulas e não sentir que seja a mesma coisa um video feito com a aula dada no momento. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 28 Janeiro 2015 (editado) ya, n gasto dinheiro em praticamente mais nada lol. Tou a pagar só 60% das propinas (tempo parcial) que a trabalhar não consigo mais de 3 cadeiras (já 3 sabe deus). Não acho que faça muita diferença, não apetece fazer contas. Como tou quase sempre a trabalhar ou a fazer m*rda para a fac acabo por não ter grandes tantas oportunidades/tentações para gastar dinheiro. Não passo os 550-600 (excepto dezembro) e como fora algumas vezes por semana. Cozinhando para comer no trabalho reduzia um bocadinho. Eu sei que sou um gajo magro e que sempre comeu (muito) pouco mas não me parece que faça assim tanta diferença. Conheço mais um caso além do meu. edit: ta uma m*rda de escrita, é do sono. Pagares só 60% da propina não faz muita diferença? Isso quer dizer que em vez de 1000 pagas 600€ e dizes que 400€ não faz muita diferença? 40%!? Agora o teu chefe chegava ao pé de ti e dizia "Olha agora vais ganhar menos 40%, acho que não faz muita diferença, tu até comes pouco"... Já pensaste que esses 40% são justamente o que te permite andar na faculdade? É que à volta da faculdade há despesas de deslocação, se trabalhares em full time não tens tempo para cozinhar para levares para o trabalho e se frequentares 100% da faculdade tens de jantar lá. Eu saia de casa ás 7 e tal da manhã e chegava a casa quase à meia-noite, tinha dias que nem sabia que dia era quanto mais cozinhar para levar para o almoço. Nós não estamos aqui a dizer que não frequentamos a faculdade porque não temos 1000€ por ano, e o resto? Se só tivesse de pagar a propina ai também lá andava. Quanto aos comentários do que é o sacrifício vou-me escusar a comentar se não te importas. Editado 28 Janeiro 2015 por Visitante Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 28 Janeiro 2015 (editado) É certo que o ensino em Portugal deveria ser tendencialmente gratuito, é o que consta na Constituição. Porém, há uma face da moeda que muita gente, por vezes, se esquece. Os fundos disponibilizados pelo Estado, para as universidades, têm vindo a diminuir ao longo dos anos, especialmente desde que foi implementado o Memorando de Entendimento da Troika. Aliás, têm sido comuns as queixas por parte Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas. Essas queixas, muitas vezes consideradas barulho de fundo, têm muita validade e deveriam ser levadas em linha de conta. As universidades portuguesas sobrevivem (em grande parte) graças a esses fundos (i.e., fundos disponibilizados pelo Estado), porque o seu funcionamento é excessivamente pesado em termos burocráticos e não só (refiro-me à gestão de recursos humanos). Só agora se começam a apostar em parcerias entre universidades, seja para investigação, seja para captação de investimento, algo que já se devia ter equacionado há alguns anos. O ensino universitário, além da componente de ensino propriamente dita, tem que ter uma orientação de futuro, ou seja terá que ter um planeamento estratégico. O desenvolvimento de investigação útil, em termos económicos e sociais, através de financiamento externo (por exemplo, fundos europeus), poderá ajudar ao crescimento dos centros de investigação portugueses. Por outro lado, a criação de patentes (uma grande lacuna dos investigadores portugueses) também será benéfica para os referidos centros. As universidades, só agora, começam a reconhecer, de maneira séria, a importância da captação de investimento para o desenvolvimento de investigação. Está a haver uma mudança de mentalidades neste setor, algo que é muito importante para a sua sobrevivência. Acho que se reconheceu que é necessário meter mãos à obra. Com os fundos provenientes do Estado a diminuírem constantemente, a procura de soluções alternativas poderá garantir a sobrevivência das universidades. Caso isso não aconteça, há muitas universidades que poderão estar condenadas ao fracasso e até mesmo condenadas a um fim prematuro. Até ao momento, só correm boatos sobre salários em atraso aqui e ali, não se sabe se tudo não passa de "fumaça" ou se a situação é mais séria do que se pensa. Neste momento, as propinas são a "salvação" das universidades, goste-se ou não, é uma solução viável para que estas instituições continuem a garantir o seu funcionamento, especialmente se tivermos em conta o que disse acima - os fundos disponibilizados pelo Estado são cada vez menores. Mas, mesmo com a existência de propinas, as universidades continuam a passar por grandes momentos de aperto, digo mesmo, um enorme aperto. Esse aperto é bem visível para alunos e funcionários, são várias as queixas de falta de material, seja de que tipo for, e até de falta de condições para que as universidades funcionem da maneira ideal. Está aos olhos de todos. Contudo, se o sistema funcionasse de forma correta, muitas pessoas consideras economicamente carenciadas teriam direito a mais apoios, por exemplo bolsas de estudo. Mas, como já todos sabemos, o sistema não funciona de maneira ideal, aliás funciona bastante mal. São vários os relatos de injustiças nos processos de atribuição de bolsas, dos sucessivos atrasos que ocorrem durante este processo (levando a que os alunos não tenham dinheiro, por exemplo, para pagar as propinas a horas), da excessiva burocratização que o caracteriza (são necessários documentos para tudo e mais alguma coisa), etc. Desta forma, muitas pessoas ficam impossibilitadas de aceder à universidade. Infelizmente, esta injustiça continua a perpetuar-se. Já acontecia quando estava a tirar a licenciatura e mestrado, e, pelos vistos, mantém-se. A solução seria corrigir todo o sistema (cenário utópico e que iria criar algumas guerras), começando pelo funcionamento das universidades e seu financiamento, passando, igualmente, por uma revisão de todo o sistema de atribuição de bolsas de estudo. Atualmente, vê-se um cenário muito triste, que é haver pessoas que não podem ingressar na universidade devido à sua condição económica. Não considero que seja justo que alguém que se esforçou durante anos a fio e que atingiu bons resultados, seja impedido de aceder ao ensino superior por motivos económicos. Afinal, onde está a meritocracia? Será que é apenas um palavrão que é dito para parecer bem? Possivelmente, se o sistema de atribuição de bolsas funcionasse corretamente, estas situações não seriam apenas pontuais ao invés de uma regra. Editado 28 Janeiro 2015 por Vaart Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 28 Janeiro 2015 Porque que um prof de faculdade publica tem que receber quase 5 mil ao mes num pais onde o ordenado minimo é 500? Tudo bem que é um profissão que merece credebilidade e tem que ser bem pagos, mas acho que por causa desses exageros, pagas estas propinas :lol: Aparte do argumento que me escuso de comentar, gostava que me desses a fonte desses dados em que um professor de ensino público recebe quase 5000€. É que eu sei quanto ganhavam os da minha e não anda lá perto sequer. As universidades já existem, o dinheiro também. É uma questão de o estado cobrar os 1000€ antes de eles chegarem a quem os consegue pagar e abolir as propinas. Tem é de se limitar o número de vagas. Não vou dar ideias mais concretas, porque já fizeste o setup para dizeres que é irrealista. :mrgreen: Pergunto antes se não tens identificas problemas na forma como Portugal é governado e se não tens ideias que achas que podiam aumentar receitas ou diminuir despesas? Portanto eu pergunto-te como consegues sustentar a tua ideia utópica de momento, não consegues responder e atiras-me para outro debate? Porque é que só terias acesso aos vídeos da tua faculdade? Os programas são uniformizados, não vejo nenhum problema em ter as aulas disponíveis até para o público em geral. Não, não são. Vai tirar uma licenciatura de Economia a Lisboa e outra à Covilhã e depois diz-me se são uniformizados. Nem poderiam ser. Considerando uma faculdade onde a média de entrada é 17 e outra 12 óbviamente que a de 17 terá um nível de exigência muito maior, até pq tem matéria prima para isso. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 28 Janeiro 2015 (editado) Um professor catedrático, de uma universidade pública, com exclusividade, tem um vencimento de 5000€ (ou perto disso), isto antes de ser taxado. Mas, ser professor catedrático é o topo de carreira, existem algumas posições intermédias na carreira de docente universitário: (a) assistente estagiário; (b) assistente; © professor auxiliar; (d) professor auxiliar com agregação; (e) professor associado; e (f) professor associado com agregação. Editado 28 Janeiro 2015 por Vaart Compartilhar este post Link para o post
Stout Publicado 28 Janeiro 2015 Mas qual é a necessidade de sequer teres bolsas inseridas no sistema público em vez de ser grátis para todos? Acho que ninguém se esquece que os fundos vindos do estado diminuem. Ninguém sugere que as propinas sejam abolidas por iniciativa das universidades mas sim do estado. Estado esse que devia garantir o financiamento das universidades públicas. As parcerias não deviam ser encaradas como um modo de financiar as as actividades mundanas da faculdade, mas sim projectos de investigação, conferências, etc.. Quando falas num cenário utópico parece-me que estás a dar a conotação negativa de a utopia ser um cenário irreal. Mas o mais importante é que é um cenário perfeito. E acho que é nesse sentido que devemos caminhar em vez de recuar ou ficar paralisado pelo medo. Compartilhar este post Link para o post
Oblivion Publicado 28 Janeiro 2015 Os valores que conhecia, de professores não-catedráticos, rondavam os 2000€, mais coisa menos coisa. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 28 Janeiro 2015 (editado) Mas qual é a necessidade de sequer teres bolsas inseridas no sistema público em vez de ser grátis para todos? Acho que ninguém se esquece que os fundos vindos do estado diminuem. Ninguém sugere que as propinas sejam abolidas por iniciativa das universidades mas sim do estado. Estado esse que devia garantir o financiamento das universidades públicas. As parcerias não deviam ser encaradas como um modo de financiar as as actividades mundanas da faculdade, mas sim projectos de investigação, conferências, etc..Quando falas num cenário utópico parece-me que estás a dar a conotação negativa de a utopia ser um cenário irreal. Mas o mais importante é que é um cenário perfeito. E acho que é nesse sentido que devemos caminhar em vez de recuar ou ficar paralisado pelo medo. As bolsas de estudo estão inseridas no sistema público e privado de ensino. Se os fundos provenientes do Estado diminuem, porque possivelmente não há dinheiro, abolindo as propinas, que são uma fonte de receita importante, o que iria acontecer às universidades? Considero que é um cenário utópico porque conheço o sistema e contacto com ele todos os dias desde 2010 (tanto no público como no privado), só com uma grande vontade política e com muito (muitíssimo) mais dinheiro seria possível melhorar as coisas. As universidades portuguesas estão, literalmente, com a corda na garganta, seja no caso do ensino propriamente dito, seja na investigação. Obviamente, que devíamos caminhar no sentido da gratuitidade do sistema de ensino superior público, agora fica a questão: Como? Editado 28 Janeiro 2015 por Vaart Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 28 Janeiro 2015 Um professor catedrático, de uma universidade pública, com exclusividade, tem um vencimento de 5000€ (ou perto disso), isto antes de ser taxado. Mas, ser professor catedrático é o topo de carreira, existem algumas posições intermédias na carreira de docente universitário: (a) assistente estagiário; (b) assistente; © professor auxiliar; (d) professor auxiliar com agregação; (e) professor associado; e (f) professor associado com agregação. Eu já presumia que ele se estivesse a referir a catedráticos. São 5000€ sem serem taxados (como quem diz, dinheiro que volta ao estado). Nem a 3000€ chega líquidos. Onde é que está a fortuna, considerando ser uma pessoa no topo de carreira, existirem poucos e ser altamente especialistas? Até é pouco. Neste país só segue esse tipo de carreira quem tem paixão pela mesma, por dinheiro não é de certeza. Mas qual é a necessidade de sequer teres bolsas inseridas no sistema público em vez de ser grátis para todos? Acho que ninguém se esquece que os fundos vindos do estado diminuem. Ninguém sugere que as propinas sejam abolidas por iniciativa das universidades mas sim do estado. Estado esse que devia garantir o financiamento das universidades públicas. As parcerias não deviam ser encaradas como um modo de financiar as as actividades mundanas da faculdade, mas sim projectos de investigação, conferências, etc.. Quando falas num cenário utópico parece-me que estás a dar a conotação negativa de a utopia ser um cenário irreal. Mas o mais importante é que é um cenário perfeito. E acho que é nesse sentido que devemos caminhar em vez de recuar ou ficar paralisado pelo medo. utopia 1. Ideia ou descrição de um país ou de uma sociedade imaginários em que tudo está organizado de uma forma superior e perfeita. 2. Sistema ou plano que parece irrealizável. = FANTASIA, QUIMERA, SONHO Sim, é esse o significado de utopia. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 28 Janeiro 2015 (editado) Já agora, uma adenda, uma melhoria essencial, digo vital, no sistema de ensino superior público seria uma avaliação ainda mais rígida da pertinência de alguns cursos. Além disso, deveria haver uma regulação entre o número de vagas de um curso e o número de desempregados nessa área, isso teria como objetivo evitar que algumas áreas continuem com demasiadas pessoas formadas e que não conseguem entrar no mercado laboral. Editado 28 Janeiro 2015 por Vaart Compartilhar este post Link para o post
Stout Publicado 28 Janeiro 2015 Portanto eu pergunto-te como consegues sustentar a tua ideia utópica de momento, não consegues responder e atiras-me para outro debate? Não, não são. Vai tirar uma licenciatura de Economia a Lisboa e outra à Covilhã e depois diz-me se são uniformizados. Nem poderiam ser. Considerando uma faculdade onde a média de entrada é 17 e outra 12 óbviamente que a de 17 terá um nível de exigência muito maior, até pq tem matéria prima para isso. Eu digo que não vou dar ideias porque tu já tinhas feito o setup para lancar a carta do irrealismo e dizes-me isso à mesma? Assim dá gosto.. :mrgreen: Atiro-te para outro debate porque têm óbvia relevância neste. Se o estado tem fontes de receita que não explora da melhor forma ou despesas inúteis que não diminui, certamente que podia utilizar essas receitas ou poupanças extra para financiar as universidades e baixar o custo das propinas. Acho que não sugeri abolir já hoje as propinas mas pelo menos caminhar nesse sentido. O que é facto é que em Portugal há quem tenha dinheiro para pagar as propinas. Eu acho que num sistema diferente para melhor seria possível que esse dinheiro antes de chegar às famílias fosse cobrado em impostos pelo estado e que este abolisse as propinas, tu pelos vistos não tens isso como possibilidadel. Podem não ser iguais e ser uniformes. Mesmo que apenas sejam relativamente uniformes, semelhantes ou nem isso, nem há problema. Tudo o que aprendes na covilhã em principio também aprendes em Lisboa ou não? Se fores da covilhã, tiveres acesso ao que é leccionado em Lisboa e aprenderes mais do que devias azar o teu. És contra uma maior informatização do ensino universitário? Compartilhar este post Link para o post
Stout Publicado 28 Janeiro 2015 (editado) As bolsas de estudo estão inseridas no sistema público e privado de ensino. Se os fundos provenientes do Estado diminuem, porque possivelmente não há dinheiro, abolindo as propinas, que são uma fonte de receita importante, o que iria acontecer às universidades? Considero que é um cenário utópico porque conheço o sistema e contacto com ele todos os dias desde 2010 (tanto no público como no privado), só com uma grande vontade política e com muito (muitíssimo) mais dinheiro seria possível melhorar as coisas. As universidades portuguesas estão, literalmente, com a corda na garganta, seja no caso do ensino propriamente dito, seja na investigação. Obviamente, que devíamos caminhar no sentido da gratuitidade do sistema de ensino superior público, agora fica a questão: Como? Se estamos de acordo que devíamos caminha nesse sentido, para mim isso é o essencial. O como fazer é que parte de cada um. Se o estado não tivesse despesas inúteis e cobrasse de forma perfeita os impostos é que estávamos a viver uma utopia. Como não é o caso tens sempre possibilidade de melhorar. utopia 1. Ideia ou descrição de um país ou de uma sociedade imaginários em que tudo está organizado de uma forma superior e perfeita. 2. Sistema ou plano que parece irrealizável. = FANTASIA, QUIMERA, SONHO Sim, é esse o significado de utopia. E não é bom que esteja tudo organizado de forma superior e perfeita? Tentares ter um sistema perfeito é meio caminho para teres um bom sistema. Editado 28 Janeiro 2015 por Stout Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 28 Janeiro 2015 Eu digo que não vou dar ideias porque tu já tinhas feito o setup para lancar a carta do irrealismo e dizes-me isso à mesma? Assim dá gosto.. :mrgreen: Atiro-te para outro debate porque têm óbvia relevância neste. Se o estado tem fontes de receita que não explora da melhor forma ou despesas inúteis que não diminui, certamente que podia utilizar essas receitas ou poupanças extra para financiar as universidades e baixar o custo das propinas. Acho que não sugeri abolir já hoje as propinas mas pelo menos caminhar nesse sentido. O que é facto é que em Portugal há quem tenha dinheiro para pagar as propinas. Eu acho que num sistema diferente para melhor seria possível que esse dinheiro antes de chegar às famílias fosse cobrado em impostos pelo estado e que este abolisse as propinas, tu pelos vistos não tens isso como possibilidadel. Eu não te pedi ideias. Perguntei como é que pretendes financiar as tuas ideias. É a mesma pergunta que faço aos militantes do PCP quando me abordam na altura das eleições e nunca ninguém me sabe responder. A não ser que para ti o que estás a dizer seja apresentar o roadmap até ao ponto do ensino sem propinas, que está a ser "pá, temos de pegar no dinheiro dos impostos, meter na educação e já ninguém tem de pagar mais pelo ensino!" Podem não ser iguais e ser uniformes. Mesmo que apenas sejam relativamente uniformes, semelhantes ou nem isso, nem há problema. Tudo o que aprendes na covilhã em principio também aprendes em Lisboa ou não? Se fores da covilhã, tiveres acesso ao que é leccionado em Lisboa e aprenderes mais do que devias azar o teu. És contra uma maior informatização do ensino universitário? O que é para ti informatização do ensino universitário? É o mutuamente exclusivo que apresentaste de haver lições de sala de aula vs aulas youtube? Se sim, sou contra. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 28 Janeiro 2015 O como fazer é que parte de cada um. Não, o "como fazer" parte de ideias exequíveis que permitam atingir as metas desejadas. Compartilhar este post Link para o post
Stout Publicado 28 Janeiro 2015 Eu não te pedi ideias. Perguntei como é que pretendes financiar as tuas ideias. É a mesma pergunta que faço aos militantes do PCP quando me abordam na altura das eleições e nunca ninguém me sabe responder. A não ser que para ti o que estás a dizer seja apresentar o roadmap até ao ponto do ensino sem propinas, que está a ser "pá, temos de pegar no dinheiro dos impostos, meter na educação e já ninguém tem de pagar mais pelo ensino!" O que é para ti informatização do ensino universitário? É o mutuamente exclusivo que apresentaste de haver lições de sala de aula vs aulas youtube? Se sim, sou contra. E a forma como eu pretendo financiar uma ideia, não é outra ideia? :ideia: Não tens nenhuma ideia que permita aproveitar melhor os recursos do país? O que é para ti? Eu perguntei se tu estavas contra isso, não se estavas contra o que sugeri... Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 28 Janeiro 2015 E a forma como eu pretendo financiar uma ideia, não é outra ideia? :ideia: Não tens nenhuma ideia que permita aproveitar melhor os recursos do país? O que é para ti? Eu perguntei se tu estavas contra isso, não se estavas contra o que sugeri... O teu objetivo é ter o ensino completamente gratuito, já toda a gente percebeu. Quero agora que me digas o que vais fazer para chegar a esse tipo de ensino. É assim tão difícil perceber? Já eu pedi isso, o Vaart também. Ou estás só a mandar umas c*rlhadas como se faz no tasco? Se for isso eu deixo de responder e perder o meu tempo. Compartilhar este post Link para o post
Stout Publicado 28 Janeiro 2015 Não, o "como fazer" parte de ideias exequíveis que permitam atingir as metas desejadas. Não me expressei da melhor forma. Uma ideia pode não ser exequível de certeza absoluta. Mas por exemplo o BE acha exequível subir o salário mínimo e o PSD não. Ao contrário do que te podem querer fazer acreditar não é uma questão objectiva. É nesse espírito que eu digo que o modo como tentas alcançar o objectivo estabelecido como comum parte de ideias individuais. Idealmente damos todos as nossas ideias para atingir esse objectivo e depois tent-mos encontrar consensos. Compartilhar este post Link para o post
Stout Publicado 28 Janeiro 2015 O teu objetivo é ter o ensino completamente gratuito, já toda a gente percebeu. Quero agora que me digas o que vais fazer para chegar a esse tipo de ensino. É assim tão difícil perceber? Já eu pedi isso, o Vaart também. Ou estás só a mandar umas c*rlhadas como se faz no tasco? Se for isso eu deixo de responder e perder o meu tempo. Não é difícil de perceber, mas não estou obrigado a responder a isso. E não vou perder tempo nisso quando acho que já estás preparado para dizer que é irrealista. Consegues perceber? Eu ainda não percebi é se tu acreditas que é possível o estado optimizar a forma como utiliza os recursos que tem à disposição. Se achas que é possível, as poupanças ou receitas extras podiam ser investidas na educação. Se não é possível devemos viver numa utopia... Compartilhar este post Link para o post