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Governo grego aprova eletricidade gratuita para 300 mil pobres

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Parece-me um aumento justo. E muito mais leve (e sustentado?) do que o corte no salário mínimo a mando da troika.

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Olha lá Burkina então mas se a moeda desvaloriza e até ai eu concordo, a diminuição das exportações não aumentaria o preço dos produtos nacionais? É que se o dinheiro passa a valer menos isso significa que passa a ser preciso mais dinheiro para produzir o mesmo ou não?

 

Nao

 

Exemplo:

 

Imagina a Grecia com o Dracma compete com Portugal com o Escudo na venda de azeite

 

em n 1 dracma = 1 escudo = 1 garrafa de azeite

 

logo o preço da produção do azeite é o salario de um trabalhador 1000 dracmas na Grecia/1000 escudos em Portugal

 

se o governo grego desvaloriza a moeda 2 dracmas = 1 escudo

 

a nivel interno vamos ter inflação sobretudo porque os produtos estrangeiros ficam mais caros e os nacionais que necessitam de componentes importados tambem, no entanto o salario dos trabalhadores mantem se a mesma nos 1000 dracmas e ajusta muito mais lentamente que a inflação

 

em n+1 da prespectiva grega

 

1 garrafa de azeite portugues custa 2 dracmas enquanto que uma de azeite grego custa 1,25 dracmas (a inflação nunca é tao grande como a desvalorização da moeda)

 

Resultado - os gregos deixam de comprar azeite portugues e so compram nacional. descida das importações

 

n+1 prespectiva resto do mundo (Portugal para simplificação)

 

1 garrafa de azeite portugues custa 1 escudos, uma garrafa de azeite grego custa 63 centavos

 

Resultado - os portugueses comecam a consumir mais azeite grego que portugues, levando a um aumento das exportaçoes gregas

 

 

 

Este exemplo é extremamente simplificado, mas é uma das bases da microeconomia que se pode adaptar a macro

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O problema é que esta tudo interligado, sendo que a riqueza tem que ser gerada para que as pessoas possam usufruir dela.

 

É muito bonito falar em dinheiro para toda a gente mas no final tem que existir alguem que produz o que se consome e esse alguem tem de ser pago por isso, logo sem dinheiro não há palhaços. Até a URSS foi ficando um descalabro economico apartir dos anos 70 exactamente por isso mesmo, sendo o maior pais do mundo e com muita riqueza natural era incapaz de gerar riqueza suficiente para importar tudo o que necessitava, criando desvios economicos e levando ao individamente nos anos 80 que finalmente acabou com essa experiencia sem par na historia do mundo

 

É verdade que está tudo interligado. É verdade que tem que haver geração de riqueza. E também é verdade que sem dinheiro não há palhaços.

 

Mas não deixa igualmente de ser verdade que a distribuição da riqueza gerada é igualmente uma variante fundamental.

 

Não percebi a frase que coloquei a bold.Onde é que o facto de haver dinheiro para toda a gente impede que haja quem produz? Ou onde é que o facto de haver dinheiro para toda a gente inviabiliza o pagamento a quem produz? Como é que concluis que havendo dinheiro para toda a gente não haverá dinheiro para palhaços? :confuso:

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ok para te responder de uma forma muito simplificada o que disseste não está completamente errado, o problema é que a Grecia é um pais com uma balança de pagamentos completamente desiquilibrada, logo meter mais dinheiro a circular apenas vai aumentar o capital que sai do pais (porque a Grecia produz muito pouco) e aumentar ainda mais o deficit

 

a ideia que tu colocaste faz sentido em paises que têm uma balança comercial positiva como a Alemanha e mesmo ai tem que ser a curto-medio prazo porque a longo prazo a coisa já funciona de outra maneira

 

Agradeço a tua resposta, pois como disse sou leigo neste campo e acabo de aprender algo...Mas então, com base no que disseste, diz-me: qual ou quais as razões que justificam estas medidas impostas pelo governo grego?

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É verdade que está tudo interligado. É verdade que tem que haver geração de riqueza. E também é verdade que sem dinheiro não há palhaços.

 

Mas não deixa igualmente de ser verdade que a distribuição da riqueza gerada é igualmente uma variante fundamental.

 

Não percebi a frase que coloquei a bold.Onde é que o facto de haver dinheiro para toda a gente impede que haja quem produz? Ou onde é que o facto de haver dinheiro para toda a gente inviabiliza o pagamento a quem produz? Como é que concluis que havendo dinheiro para toda a gente não haverá dinheiro para palhaços? :confuso:

 

Simplemente pelo facto de num pais onde a taxa de desemprego é o que é, e onde o estado nao consegue pagar o que deve, decide aumentar o salario minimo. Por muito justo que isto seja para a população o efeito logico é que a taxa de desemprego aumente (uma vez que os "patroes" tambem já nao tem grande capacidade nem vontade de retenção), criando ainda mais custos para o estado e maior defice.

 

A historia de renegociar a divida é um bom começo mas mesmo isso sem que haja equilibrio interno é apenas perpetuar a situacao presente, sendo que a longo prazo vai chegar mesmo o dia em que nao vai haver mais dinheiro para pagar aos credores e em que o pais entrará num deserto de varios anos de grave crise economica com ninguem a emprestar nem a vender nada para a Grecia (isto obviamente é uma situação extrema)

 

 

Agradeço a tua resposta, pois como disse sou leigo neste campo e acabo de aprender algo...Mas então, com base no que disseste, diz-me: qual ou quais as razões que justificam estas medidas impostas pelo governo grego?

 

são medidas populistas e ideias embrionarias a nivel economico.

Pela logica ambas são um desastre, por um lado o aumento do salario minimo como se falou aqui ja bastante e por outro as 300 000 familias que nao vao pagar eletricidade. Elas nao vao pagar, mas a eletricidade nao é de borla, logo mais custos para o estado e obviamente para os contribuintes

 

No entanto espero estar errado porque gostava mesmo que essas ideias tivessem algum resultado positivo, porque ja ando farto de ouvir as maravilhas do QE

Editado por Burkina2008

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Simplemente pelo facto de num pais onde a taxa de desemprego é o que é, e onde o estado nao consegue pagar o que deve, decide aumentar o salario minimo. Por muito justo que isto seja para a população o efeito logico é que a taxa de desemprego aumente (uma vez que os "patroes" tambem já nao tem grande capacidade nem vontade de retenção), criando ainda mais custos para o estado e maior defice.

 

A historia de renegociar a divida é um bom começo mas mesmo isso sem que haja equilibrio interno é apenas perpetuar a situacao presente, sendo que a longo prazo vai chegar mesmo o dia em que nao vai haver mais dinheiro para pagar aos credores e em que o pais entrará num deserto de varios anos de grave crise economica com ninguem a emprestar nem a vender nada para a Grecia (isto obviamente é uma situação extrema)

 

Porque é que o efeito lógico do aumento do salário mínimo é o aumento do desemprego? É o efeito lógico para uma certa linha de pensamento económico que nos trouxe até aqui. O aumento do salário mínimo representa aumento do rendimento disponível que, por sua vez resulta no aumento do poder de compra e, por consequência, do consumo privado. Daqui decorrem dois efeitos: aumento da inflação e do emprego. E penso que concordarás comigo que, nos dias de hoje, o problema maior para a Grécia e para a Europa é a escassez de emprego e não a inflação.

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Gosto. Estão a tentar mostrar desde início que não vêm com meias medidas nem vão, pelo menos logo no 1º dia, recuar naquilo que prometeram.

 

Vamos ver no que dá, economicamente e em termos de resposta da União Europeia, mas admiro a coragem.

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Porque é que o efeito lógico do aumento do salário mínimo é o aumento do desemprego? É o efeito lógico para uma certa linha de pensamento económico que nos trouxe até aqui. O aumento do salário mínimo representa aumento do rendimento disponível que, por sua vez resulta no aumento do poder de compra e, por consequência, do consumo privado. Daqui decorrem dois efeitos: aumento da inflação e do emprego. E penso que concordarás comigo que, nos dias de hoje, o problema maior para a Grécia e para a Europa é a escassez de emprego e não a inflação.

Creio que é óbvio que o aumento do salário mínimo vai trazer desemprego. Eu não conheço o caso grego a fundo, mas olhando para o caso português há uns anos (que era relativamente parecido), era óbvio que um aumento do salário mínimo iria trazer desemprego. Agora não é de ignorar que um aumento do salário mínimo (e a eletricidade grátis) pode funcionar na lógica de uma política orçamental expansionista, ou seja, pode operar também pelos meios que tu (espero que não haja problema, nunca soube a real idade, mas aqui no fórum somos todos "tus" :mrgreen:) enunciaste.

 

Sem saber ao certo o que se passa na Grécia, estou em crer que o efeito do aumento do rendimento disponível das famílias só poderá ser maior se o próprio estado conseguir cumprir com as suas obrigações durante um período de tempo relativamente considerável e para isso precisa de algum apoio externo.

 

No entanto, se é mesmo verdade que estamos num contexto de armadilha de liquidez, só através deste tipo de políticas é que de lá saímos. Já para não falar que falar em perigo de inflação é absurdo, estamos mergulhados numa crise desde 2008, temos a taxa de inflação a bater nos 0%, o BCE a entrar por medidas de quantitative easing e ainda há quem tenha medo da inflação? Ela que venha!

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Creio que é óbvio que o aumento do salário mínimo vai trazer desemprego. Eu não conheço o caso grego a fundo, mas olhando para o caso português há uns anos (que era relativamente parecido), era óbvio que um aumento do salário mínimo iria trazer desemprego. Agora não é de ignorar que um aumento do salário mínimo (e a eletricidade grátis) pode funcionar na lógica de uma política orçamental expansionista, ou seja, pode operar também pelos meios que tu (espero que não haja problema, nunca soube a real idade, mas aqui no fórum somos todos "tus" :mrgreen:) enunciaste.

 

Sem saber ao certo o que se passa na Grécia, estou em crer que o efeito do aumento do rendimento disponível das famílias só poderá ser maior se o próprio estado conseguir cumprir com as suas obrigações durante um período de tempo relativamente considerável e para isso precisa de algum apoio externo.

 

No entanto, se é mesmo verdade que estamos num contexto de armadilha de liquidez, só através deste tipo de políticas é que de lá saímos. Já para não falar que falar em perigo de inflação é absurdo, estamos mergulhados numa crise desde 2008, temos a taxa de inflação a bater nos 0%, o BCE a entrar por medidas de quantitative easing e ainda há quem tenha medo da inflação? Ela que venha!

 

Somos colegas de fórum há mais de 10 anos e ainda tens esses pruridos? :roll:

 

Óbvio... Cá está. Para mim não é nada óbvio que o aumento da massa salarial implique desemprego. Para mim é óbvio que implica crescimento do emprego. E agora em que é que ficamos? Ganha quem gritar mais alto? Se há coisa que raramente é óbvia é o impacto das políticas económicas na economia real. Os modelos matemáticos e econométricos podem estar muito bem feitos que nada substitui as decisões e expetativas de pessoas e empresas.

 

Para ti é óbvio o aumento do desemprego porque te baseias na micro-economia. No funcionamento e decisões de curto prazo das empresas. Aumentam os custos de trabalho => Adoção de medidas que atenuem esse efeito => Despedimentos.

 

Para mim é óbvio o aumento do emprego porque me centro na macro-economia e decisões de médio e longo prazo. Aumenta o rendimento disponível => Maior poder de compra => Aumento do Consumo Privado e da Procura => Aumento dos preços, da produção e do emprego.

 

O que de facto é óbvio é que a realidade integra os dois planos de análise. E os efeitos tendem a ser mais significativos num ou noutro sentido dependendo de medidas complementares. Se a ideia é aumentar o emprego então há que implementar medidas que apoiem as empresas no sentido de as fortalecer para atenuar o impacto de curto prazo decorrente do aumento dos custos do trabalho. É claro que avançando neste sentido (da procura de maior qualidade de vida, bem estar e dignidade das populações) se perdem ou adiam outros objetivos igualmente decisivos: a estabilidade orçamental, o controlo da dívida externa e o controlo da inflação. Mas também neste caso terá que haver medidas compensatórias que passam, naturalmente, pelo envolvimento da Europa e dos credores.

 

É uma equação complicada. Mas o que já está por demais demonstrado é que as políticas de austeridade à alemã não funcionam para os países periféricos como Portugal ou a Grécia tendo em conta o atual modelo económico da Europa. É impossível sustentar políticas que, mesmo havendo alguns progressos no que respeita à estabilidade orçamental, à Balança Comercial e de Pagamentos, mantém níveis de desemprego alarmantes, não diminui a dívida, aumenta a pobreza, a emigração e o próprio funcionamento dos serviços básicos às populações. Este não pode ser o caminho. E a teimosia europeia tem que terminar de alguma forma porque os riscos começam a ser muito elevados.

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Creio que é óbvio que o aumento do salário mínimo vai trazer desemprego. Eu não conheço o caso grego a fundo, mas olhando para o caso português há uns anos (que era relativamente parecido), era óbvio que um aumento do salário mínimo iria trazer desemprego. Agora não é de ignorar que um aumento do salário mínimo (e a eletricidade grátis) pode funcionar na lógica de uma política orçamental expansionista, ou seja, pode operar também pelos meios que tu (espero que não haja problema, nunca soube a real idade, mas aqui no fórum somos todos "tus" :mrgreen:) enunciaste.

 

Sem saber ao certo o que se passa na Grécia, estou em crer que o efeito do aumento do rendimento disponível das famílias só poderá ser maior se o próprio estado conseguir cumprir com as suas obrigações durante um período de tempo relativamente considerável e para isso precisa de algum apoio externo.

 

No entanto, se é mesmo verdade que estamos num contexto de armadilha de liquidez, só através deste tipo de políticas é que de lá saímos. Já para não falar que falar em perigo de inflação é absurdo, estamos mergulhados numa crise desde 2008, temos a taxa de inflação a bater nos 0%, o BCE a entrar por medidas de quantitative easing e ainda há quem tenha medo da inflação? Ela que venha!

 

 

Óbvio? :mrgreen:

 

Nem maltinha que foi galardoada com um prémio nobel da economia está em acordo sobre os efeitos do aumento do salário mínimo no desemprego, mas para ti é óbvio. Bravo.

Enquanto a população não perceber que a economia é uma ciência social não vamos sair da cepa torta. A economia estuda a realidade com base em modelos teóricos que como é óbvio não se adaptam perfeitamente ao mundo real.

 

Eu posso apostar contigo que o aumento do salário mínimo da Grécia vai resultar numa baixa do desemprego e escolhemos 2018 para tirar a teima. Entretanto o país é assolado por uma doença que mata uma boa parte da população e o desemprego é praticamente 0%. Ganhei a aposta, mas será que tinha razão?

Editado por Stout

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É uma equação complicada. Mas o que já está por demais demonstrado é que as políticas de austeridade à alemã não funcionam para os países periféricos como Portugal ou a Grécia tendo em conta o atual modelo económico da Europa. É impossível sustentar políticas que, mesmo havendo alguns progressos no que respeita à estabilidade orçamental, à Balança Comercial e de Pagamentos, mantém níveis de desemprego alarmantes, não diminui a dívida, aumenta a pobreza, a emigração e o próprio funcionamento dos serviços básicos às populações. Este não pode ser o caminho. E a teimosia europeia tem que terminar de alguma forma porque os riscos começam a ser muito elevados.

 

Mas de facto funcionou em Portugal e funcionou na Irlanda, só parece não funcionar até agora na Grécia. Hoje reduzimos o deficit, temos uma balança comercial equilibrada e finalmente existe um tenue crescimento economico. Porque não funciona na Grecia? Simples, aquilo continua a ser um farrobadó de evasão fiscal e de despesismo do estado.

 

A economia não é um ciencia exacta mas também não é uma ciencia social. O facto de se basear em modelos teoricos é obviamente indicativo disso, mas esses modelos teoricos são testados e retestados, não são hoje em dia algo que alguem desenhou sem se basear na realidade.

 

E concordo com o facto de um aumento do salario minimo não ser obrigatoriamente = a subida do desemprego. Como disse o Descartes, se existirem medidas complementares pode não ter esse efeito. O problema é que essa medidas complementares têm mais uma vez como resultado, o aumento da despesa ou redução da receita do estado = aumento ainda maior do deficit.

 

Por outro lado num pais como a Grecia que compete a nivel de exportações em produção pouco especialiazada, o aumento dos salarios é logo sinonimo de aumento do custo da exportações e isso leva a menor competitividade e ao aumento do desemprego. O aumento do salario só não tem esse efeito em relação a produtos em que a componente L é muito reduzida, como as tecnologias de ponta (coisa que os gregos não têm)

 

Mas mais uma vez digo, espero estar errado e que isto resulte na Grecia num novo começo a nivel economico, mas tenho graaaandes duvidas...

Editado por Burkina2008

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Concordo que se aumentem os salários, para o dinheiro poder circular. Agora, se aumentam o salário e aumentam os preços das coisas, o aumento será, na realidade, um decremento lol

 

Quanto à luz gratuita discordo, exactamente pelo problema que falaram aí atrás: as pessoas começam a não querer saber e consomem muito mais electricidade do que necessitam. Que reduzam os preços para quem não pode pagar, aí tudo bem, mas cá em Portugal pelo menos estas medidas não resultam (como se pode verificar).

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Mas de facto funcionou em Portugal e funcionou na Irlanda, só parece não funcionar até agora na Grécia. Hoje reduzimos o deficit, temos uma balança comercial equilibrada e finalmente existe um tenue crescimento economico. Porque não funciona na Grecia? Simples, aquilo continua a ser um farrobadó de evasão fiscal e de despesismo do estado.

 

A economia não é um ciencia exacta mas também não é uma ciencia social. O facto de se basear em modelos teoricos é obviamente indicativo disso, mas esses modelos teoricos são testados e retestados, não são hoje em dia algo que alguem desenhou sem se basear na realidade.

 

Funcionou no sentido de melhorar alguns indicadores e responder aos anseios dos mercados ignorando por completo os das populações. Se calhar funcionou para ti que possivelmente preservaste investimentos, rendimentos, riqueza ou wtv, mas para quem se viu privado de cuidados médicos de qualidade devido a essa austeridade de certeza que não funcionou.

No meu entender não se devem utilizar as pessoas como um meio para atingir determinados objectivos económicos mas sim utilizar a economia como um meio para atingir-mos os objectivos a que nos propomos enquanto sociedade. Mas respeito imenso opiniões contrárias.

 

O que é para ti uma ciência social e porque é que a economia não é uma? Porque os modelos se aproximam muito da realidade? O hoje em dia que dizer que a economia era uma ciência social e transcendeu a ciência mista? A acontecer isso já deve ter sido depois de 2008 ..

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Nao

 

Exemplo:

 

Imagina a Grecia com o Dracma compete com Portugal com o Escudo na venda de azeite

 

em n 1 dracma = 1 escudo = 1 garrafa de azeite

 

logo o preço da produção do azeite é o salario de um trabalhador 1000 dracmas na Grecia/1000 escudos em Portugal

 

se o governo grego desvaloriza a moeda 2 dracmas = 1 escudo

 

a nivel interno vamos ter inflação sobretudo porque os produtos estrangeiros ficam mais caros e os nacionais que necessitam de componentes importados tambem, no entanto o salario dos trabalhadores mantem se a mesma nos 1000 dracmas e ajusta muito mais lentamente que a inflação

 

em n+1 da prespectiva grega

 

1 garrafa de azeite portugues custa 2 dracmas enquanto que uma de azeite grego custa 1,25 dracmas (a inflação nunca é tao grande como a desvalorização da moeda)

 

Resultado - os gregos deixam de comprar azeite portugues e so compram nacional. descida das importações

 

n+1 prespectiva resto do mundo (Portugal para simplificação)

 

1 garrafa de azeite portugues custa 1 escudos, uma garrafa de azeite grego custa 63 centavos

 

Resultado - os portugueses comecam a consumir mais azeite grego que portugues, levando a um aumento das exportaçoes gregas

 

 

 

Este exemplo é extremamente simplificado, mas é uma das bases da microeconomia que se pode adaptar a macro

 

:compinchas: obrigado pela explicação

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Concordo que se aumentem os salários, para o dinheiro poder circular. Agora, se aumentam o salário e aumentam os preços das coisas, o aumento será, na realidade, um decremento lol

 

 

Mas é claro que vai aumentar. Tu tens um negócio e sabes que as pessoas ganham mais 200€ por mês, tu vais querer lucrar mais, é óbvio.

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Funcionou no sentido de melhorar alguns indicadores e responder aos anseios dos mercados ignorando por completo os das populações. Se calhar funcionou para ti que possivelmente preservaste investimentos, rendimentos, riqueza ou wtv, mas para quem se viu privado de cuidados médicos de qualidade devido a essa austeridade de certeza que não funcionou.

No meu entender não se devem utilizar as pessoas como um meio para atingir determinados objectivos económicos mas sim utilizar a economia como um meio para atingir-mos os objectivos a que nos propomos enquanto sociedade. Mas respeito imenso opiniões contrárias.

 

O que é para ti uma ciência social e porque é que a economia não é uma? Porque os modelos se aproximam muito da realidade? O hoje em dia que dizer que a economia era uma ciência social e transcendeu a ciência mista? A acontecer isso já deve ter sido depois de 2008 ..

 

 

Mas será que tu não percebes que uma coisa esta dependente da outra? Os indicadores economicos existem como sinais de alerta, se nós aumentamos a divida e o deficit cada vez se torna mais incomportavel e impossivel mesmo comprar fora de portugal. E onde pensas que 90% dos medicamentos e equipamentos da saude vêm? Ou seja sem equilibrio os cuidados de saude não só pioram muito mais a medio prazo como podem deixar de existir de forma universalmente gratuita a longo prazo.

 

Depois quem é que se viu privado dos cuidados de saude? Onde em Portugal é que os cuidados de saude deixaram de ser gratuitos.

 

De resto em Portugal hoje em dia so mantenho mesmo uma casa que mesmo assim me custa so em IMI perto de 2000 euros ano

 

É triste que as pessoas não vejam que a solução para estes problemas passe pelo aumento da obra publica e do estimulo do estado a diversificar a economia para areas onde não competimos com paises de mão de obra barata, contrabalançando obviamente isto com um duro combate à evasão fiscal sobretumo a nivel das PMEs, microempresas e empresarios em nome individual.

 

Por outro lado o subsidio de desemprego tem de ser aumentado para 3-4 anos mas é obrigatorio apartir do 6º mês que as pessoas estejam a fazer algo de produtivo, nem que seja limpar jardins ou a via publica. Combate à fraude a esse nivel é essencial assim como uma reestruturação do plano de pensões para dar oportunidade a quem quiser descontar para o privdao de poder faze-lo.

 

A nivel de cuidados de saude eles devem existir num modelo como na Alemanha em que o trabalhador desconta uma percentagem do ordenado para o seguro de saude que pode ser do estado ou privado. Para quem não pode pagar esse seguro de saude o estado obviamente cobre essa pessoa

 

O problema de Portugal continua a ser a economia paralela que em 2014 representa 26,8% do PIB. E isso não são os grandes bancos nem as grandes empresas, são as pessoas que vao ao mecanico do bairro e não pagam IVA, são a malta que recebe do fundo de desemprego e faz uns trabalhinhos por fora sem declarar, são as lojecas e cafés que declaram break-even ano após ano.

 

Até nós entendermos que este é o verdadeiro problema do nosso pais, isto vai continuar sempre na corda bamba. A Grecia tem os mesmos problemas, mas elevados ao cubo...

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Vamos lá ver, emitir moeda, por si só, não resolve nada, a não ser em circunstâncias muito especiais.

 

E isto porque, o dinheiro que circula tem que ser proporcional à riqueza gerada em determinado país, porque, caso contrário, temos aquilo a que se chama uma bolha. E porquê? Porque, não há sustentação para tanto dinheiro a circular e para tanto consumo. Logo, esse excesso de dinheiro é gasto em importações de bens.

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Mas é claro que vai aumentar. Tu tens um negócio e sabes que as pessoas ganham mais 200€ por mês, tu vais querer lucrar mais, é óbvio.

 

não é bem isso...é mais as pessoas ganham mais e tu tens de pagar mais aos teus trabalhadores que obviamente com o aumento do preço dos produtos que compras aos teus fornecedores, faram obrigatoriamente e o teu "custo de produção" seja maior, logo tens de aumentar os preços

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não é bem isso...é mais as pessoas ganham mais e tu tens de pagar mais aos teus trabalhadores que obviamente com o aumento do preço dos produtos que compras aos teus fornecedores, faram obrigatoriamente e o teu "custo de produção" seja maior, logo tens de aumentar os preços

 

Ah, sim. Nem me tinha lembrado dos custos para a entidade empregadora também.

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O exemplo perfeito para não usar o metodo de produzir mais moeda de forma a salvar a economia é a Republica de Wermacht no periodo pós WWI e pré alemanha nazi. De forma a pagar as dividas impostas pelos aliados após os estragos dos alemães durante a WWI, a alemanha começou a produzir cada vez mais moeda para pagar o que devia, resultado numa desvalorização extrema da moeda alemã.

 

Agora como todos usamos uma moeda unica, não sei até que ponto o facto da Grécia utilizar este metodo não iria resultar.

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