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Governo grego aprova eletricidade gratuita para 300 mil pobres

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Mas será que tu não percebes que uma coisa esta dependente da outra? Os indicadores economicos existem como sinais de alerta, se nós aumentamos a divida e o deficit cada vez se torna mais incomportavel e impossivel mesmo comprar fora de portugal. E onde pensas que 90% dos medicamentos e equipamentos da saude vêm? Ou seja sem equilibrio os cuidados de saude não só pioram muito mais a medio prazo como podem deixar de existir de forma universalmente gratuita a longo prazo.

 

Depois quem é que se viu privado dos cuidados de saude? Onde em Portugal é que os cuidados de saude deixaram de ser gratuitos.

 

Claro que dependem e estão interligadas. Se para ti funcionou por olhares para indicadores que tiveram evolução positiva, não foi assim com todos os indicadores. Se fazes uma avaliação positiva do que aconteceu é a tua interpretação. Não acho que as condições de vida dos Portugueses tenham melhorado, nem que tenhamos hoje melhores perspectivas de futuro.

 

Privado de cuidados de saúde de qualidade.

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O exemplo perfeito para não usar o metodo de produzir mais moeda de forma a salvar a economia é a Republica de Wermacht no periodo pós WWI e pré alemanha nazi. De forma a pagar as dividas impostas pelos aliados após os estragos dos alemães durante a WWI, a alemanha começou a produzir cada vez mais moeda para pagar o que devia, resultado numa desvalorização extrema da moeda alemã.

 

Agora como todos usamos uma moeda unica, não sei até que ponto o facto da Grécia utilizar este metodo não iria resultar.

Enquanto a Grécia se mantiver no Euro não pode emitir moeda.

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Claro que dependem e estão interligadas. Se para ti funcionou por olhares para indicadores que tiveram evolução positiva, não foi assim com todos os indicadores. Se fazes uma avaliação positiva do que aconteceu é a tua interpretação. Não acho que as condições de vida dos Portugueses tenham melhorado, nem que tenhamos hoje melhores perspectivas de futuro.

 

Privado de cuidados de saúde de qualidade.

 

mas quem é que disse que as condições melhoraram, o problema é que se não se tivesse feito este esforço de apertar o cinto, hoje estariamos pior do que estamos. O estado sem dinheiro para fazer pagamentos, que era o que iria suceder se o deficit continuasse a aumenter, levaria ao default portugues ou ao aumento brutal do serviço da divida.

 

Ai não era soó os cuidados de saude que iam diminuir de qualidade, eles deixariam mesmo de existir porque o estado não teria capacidade para comprar nada e possivelmente teria de falhar pagamentos aos funcionarios publicos e a reformados e pensionistas. Tinhas preferido essa opção?

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Quanto à luz gratuita discordo, exactamente pelo problema que falaram aí atrás: as pessoas começam a não querer saber e consomem muito mais electricidade do que necessitam. Que reduzam os preços para quem não pode pagar, aí tudo bem, mas cá em Portugal pelo menos estas medidas não resultam (como se pode verificar).

Como é óbvio está-se a falar de electricidade grátis até um determinado limite.

Mas discordar de medidas, sejam elas qual forem, para devolver dignidade a pessoas abaixo da linha da pobreza é algo que não consigo qualificar.

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Como é óbvio está-se a falar de electricidade grátis até um determinado limite.

Mas discordar de medidas, sejam elas qual forem, para devolver dignidade a pessoas abaixo da linha da pobreza é algo que não consigo qualificar.

 

Ele discorda da forma como se venha a fazer. Não me parece que seja falta de respeito ou consideração por quem tem menos.

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Óbvio? :mrgreen:

 

Nem maltinha que foi galardoada com um prémio nobel da economia está em acordo sobre os efeitos do aumento do salário mínimo no desemprego, mas para ti é óbvio. Bravo.

A mim parece-me bem claro que um aumento do salário mínimo para valores acima do salário de equilibro provocará desemprego, porque empresas que já estão atoladas não vão conseguir dar mais 100€ a toda a gente e vão fechar ou despedir. Se as empresas estão mal e as obrigarem a terem custos mensais mais altos, a solução imediata é despedir ou fechar.

Por outro lado, e acho que este é que é o busílis da questão, temos o efeito agregado da medida, a medida não vai só para o lado dos custos das empresas que é o lado avaliado pelo efeito microeconómico da medida. Temos o lado macroeconómico com o tão badalado aumento do rendimento disponível. No mercado de emprego vamos ter duas forças a puxar para lados diferentes, uma pela via do aumento dos custos das empresas com maiores encargos salariais e outra pela via do aumento da procura.

 

Onde é que o efeito será maior? Não sei, mas creio ter dito ou passado a ideia de que estou em crer que, neste caso, o efeito agregado até pode ser positivo, mas, mais uma vez, não tenho dados para afirmar isto com certeza.

 

Vamos lá ver, emitir moeda, por si só, não resolve nada, a não ser em circunstâncias muito especiais.

Mesmo numa perspetiva altamente neoclássica da economia, emitir moeda pode resolver muita coisa. Todos os sinais apontam para o facto de estarmos numa fase negativa do ciclo económico (altas taxas de desemprego e próximos da deflação), se emitires mais moeda inicialmente tens uma descida da taxa de desemprego e, mesmo acreditando na neutralidade da moeda no longo-prazo, tens inflação a longo-prazo. Não há nada aqui que não seja necessário e o BCE já percebeu isso há imenso tempo, só que esbarrou sempre na captura ideológica alemã. Claro que não é aquele toque de magia que vai pôr a economia a funcionar de hoje para amanhã, mas, neste contexto, só com políticas expansionistas é que lá vais.

 

Aliás, Portugal está a melhorar porque a política orçamental restritiva foi complementada por uma tímida política monetária expansionista que nos permitiu melhorar a balança de pagamentos enquanto as coisas internamente não ficavam tão mal quanto isso.

 

Tudo isto que eu apresento como factos, não o são, são suposições, porque na Economia nunca há certezas (só para não me atacarem com isto :mrgreen:).

Editado por Carlos Gouveia

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Ele discorda da forma como se venha a fazer. Não me parece que seja falta de respeito ou consideração por quem tem menos.

E que forma é essa?

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A mim parece-me bem claro que um aumento do salário mínimo para valores acima do salário de equilibro provocará desemprego, porque empresas que já estão atoladas não vão conseguir dar mais 100€ a toda a gente e vão fechar ou despedir. Se as empresas estão mal e as obrigarem a terem custos mensais mais altos, a solução imediata é despedir ou fechar.

Por outro lado, e acho que este é que é o busílis da questão, temos o efeito agregado da medida, a medida não vai só para o lado dos custos das empresas que é o lado avaliado pelo efeito microeconómico da medida. Temos o lado macroeconómico com o tão badalado aumento do rendimento disponível. No mercado de emprego vamos ter duas forças a puxar para lados diferentes, uma pela via do aumento dos custos das empresas com maiores encargos salariais e outra pela via do aumento da procura.

 

Onde é que o efeito será maior? Não sei, mas creio ter dito ou passado a ideia de que estou em crer que, neste caso, o efeito agregado até pode ser positivo, mas, mais uma vez, não tenho dados para afirmar isto com certeza.

 

 

Mesmo numa perspetiva altamente neoclássica da economia, emitir moeda pode resolver muita coisa. Todos os sinais apontam para o facto de estarmos numa fase negativa do ciclo económico (altas taxas de desemprego e próximos da deflação), se emitires mais moeda inicialmente tens uma descida da taxa de desemprego e, mesmo acreditando na neutralidade da moeda no longo-prazo, tens inflação a longo-prazo. Não há nada aqui que não seja necessário e o BCE já percebeu isso há imenso tempo, só que esbarrou sempre na captura ideológica alemã. Claro que não é aquele toque de magia que vai pôr a economia a funcionar de hoje para amanhã, mas, neste contexto, só com políticas expansionistas é que lá vais.

 

Aliás, Portugal está a melhorar porque a política orçamental restritiva foi complementada por uma tímida política monetária expansionista que nos permitiu melhorar a balança de pagamentos enquanto as coisas internamente não ficavam tão mal quanto isso.

 

Tudo isto que eu apresento como factos, não o são, são suposições, porque na Economia nunca há certezas (só para não me atacarem com isto :mrgreen:).

 

A melhor coisa que eu aprendi desde que saí da FEP e comecei a trabalhar é que os modelos, neo-clássicos ou outros, são isso mesmo, modelos, que assentam em pressupostos irreais.

 

E a prova que a emissão de moeda não resulta é Portugal, que andou desde o 25 de abril até à entrada do euro a desvalorizar o escudo. Serviu de alguma coisa?

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A melhor coisa que eu aprendi desde que saí da FEP e comecei a trabalhar é que os modelos, neo-clássicos ou outros, são isso mesmo, modelos, que assentam em pressupostos irreais.

 

E a prova que a emissão de moeda não resulta é Portugal, que andou desde o 25 de abril até à entrada do euro a desvalorizar o escudo. Serviu de alguma coisa?

Serviu, foste mantendo alguma indústria exportadora ativa devido a essa desvalorização. Indústria essa que se tornou obsoleta e "bastou" aparecer o produto made in Asia e a moeda única para ela ser completamente destruída porque era apenas baseada em preços baixos apesar da ineficiência. A desvalorização teve efeitos positivos no muito curto prazo e negativos a longo prazo, sendo que estamos agora a pagar parte da fatura desse tipo de brincadeiras que serviam para "tapar o sol com a peneira".

 

O problema é que agora não estamos em Portugal, ou melhor, estamos, mas o problema é europeu, não é só de um país pequenino sem grande relevância mundial. Estamos com taxas de inflação nulas, o perigo de deflação mesmo aí à porta, os bancos a aproveitarem as políticas do BCE para se auto-financiarem ("gato escaldado de água fria tem medo", talvez seja o mote deles) e taxas de desemprego em níveis altíssimos. Isto tem todas as características de cava do ciclo com possibilidade de se auto-agravar e entrarmos numa depressão semelhante à japonesa. O problema já não é só português, grego ou irlandês, é europeu e tem de ser tratado como tal se é que queremos que a Zona Euro sobreviva, porque se não sobreviver é a nossa morte (discutível, mas é a minha opinião).

 

A emissão/desvalorização de moeda não resolve nada a longo prazo, é verdade, aliás, se mal gerida até pode tornar-se num problema como foi o caso português, mas não é com austeridade a nível europeu que lá vais. Porque uma coisa é Portugal e Portugal está preso à União Europeia, outra coisa é a própria União Europeia que como um bloco que ombreia com qualquer economia mundial.

 

E, para terminar, não tenho qualquer problema em admitir que sou muito verde nestas matérias (não fosse eu apenas um quase-licenciado :mrgreen:), portanto acredito que diga coisas que te façam dizer "este, quando sair da faculdade, é que vai ver que o mundo não é bem assim", mas acho que nem me estou a prender demasiado a modelos, estou a usá-los como acho (e, lá está, se calhar, ao começar a trabalhar vou mudar de opinião) que devem ser usados: um guia para facilitar o pensamento, mas nada mais do que isso, até porque há modelos que se contradizem. Contudo, esta "discussão" é apenas uma discussão amigável, e acho que não desrespeitei ninguém (nem sequer fui desrespeitado), em que estou a tentar contribuir para ensinar os que sabem menos do que eu e para aprender com os que sabem mais, até porque a área macroeconómica é a única área que realmente me interessa (gosto de outras, mas esta será, espero eu, a minha vida) no meio da Economia.

Editado por Carlos Gouveia

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Somos colegas de fórum há mais de 10 anos e ainda tens esses pruridos? :roll:

 

Óbvio... Cá está. Para mim não é nada óbvio que o aumento da massa salarial implique desemprego. Para mim é óbvio que implica crescimento do emprego. E agora em que é que ficamos? Ganha quem gritar mais alto? Se há coisa que raramente é óbvia é o impacto das políticas económicas na economia real. Os modelos matemáticos e econométricos podem estar muito bem feitos que nada substitui as decisões e expetativas de pessoas e empresas.

 

Para ti é óbvio o aumento do desemprego porque te baseias na micro-economia. No funcionamento e decisões de curto prazo das empresas. Aumentam os custos de trabalho => Adoção de medidas que atenuem esse efeito => Despedimentos.

 

Para mim é óbvio o aumento do emprego porque me centro na macro-economia e decisões de médio e longo prazo. Aumenta o rendimento disponível => Maior poder de compra => Aumento do Consumo Privado e da Procura => Aumento dos preços, da produção e do emprego.

 

O que de facto é óbvio é que a realidade integra os dois planos de análise. E os efeitos tendem a ser mais significativos num ou noutro sentido dependendo de medidas complementares. Se a ideia é aumentar o emprego então há que implementar medidas que apoiem as empresas no sentido de as fortalecer para atenuar o impacto de curto prazo decorrente do aumento dos custos do trabalho. É claro que avançando neste sentido (da procura de maior qualidade de vida, bem estar e dignidade das populações) se perdem ou adiam outros objetivos igualmente decisivos: a estabilidade orçamental, o controlo da dívida externa e o controlo da inflação. Mas também neste caso terá que haver medidas compensatórias que passam, naturalmente, pelo envolvimento da Europa e dos credores.

 

É uma equação complicada. Mas o que já está por demais demonstrado é que as políticas de austeridade à alemã não funcionam para os países periféricos como Portugal ou a Grécia tendo em conta o atual modelo económico da Europa. É impossível sustentar políticas que, mesmo havendo alguns progressos no que respeita à estabilidade orçamental, à Balança Comercial e de Pagamentos, mantém níveis de desemprego alarmantes, não diminui a dívida, aumenta a pobreza, a emigração e o próprio funcionamento dos serviços básicos às populações. Este não pode ser o caminho. E a teimosia europeia tem que terminar de alguma forma porque os riscos começam a ser muito elevados.

 

Eu prefiro acreditar na tua tese Descartes, mas como disseste e bem isto é uma equação complicada, até porque nem estamos a ter em conta o aspecto psicologico da sociedade, aspecto no qual a comunicação social intervém bastante. Se andarem constantemente a falar em recessão, crise e coisas que tal, se isto se propagar constantemente por um período indefinido, acho natural que a mentalidade das pessoas mude e comecem a poupar para se precaverem e se isso acontece lá se vai essa tua teoria, não concordas? É um caso complicado e só com o tempo veremos qual dessas duas teorias estava certa, contudo quando isso acontecer não será justificação para "emoldurar" uma teoria e aclamá-la como "a melhor" em todos os casos, porque lá está, depende de várias coisas e para aquele contexto uma pode ser melhor que a outra....

Editado por tropx

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Serviu, foste mantendo alguma indústria exportadora ativa devido a essa desvalorização. Indústria essa que se tornou obsoleta e "bastou" aparecer o produto made in Asia e a moeda única para ela ser completamente destruída porque era apenas baseada em preços baixos apesar da ineficiência. A desvalorização teve efeitos positivos no muito curto prazo e negativos a longo prazo, sendo que estamos agora a pagar parte da fatura desse tipo de brincadeiras que serviam para "tapar o sol com a peneira".

 

O problema é que agora não estamos em Portugal, ou melhor, estamos, mas o problema é europeu, não é só de um país pequenino sem grande relevância mundial. Estamos com taxas de inflação nulas, o perigo de deflação mesmo aí à porta, os bancos a aproveitarem as políticas do BCE para se auto-financiarem ("gato escaldado de água fria tem medo", talvez seja o mote deles) e taxas de desemprego em níveis altíssimos. Isto tem todas as características de cava do ciclo com possibilidade de se auto-agravar e entrarmos numa depressão semelhante à japonesa. O problema já não é só português, grego ou irlandês, é europeu e tem de ser tratado como tal se é que queremos que a Zona Euro sobreviva, porque se não sobreviver é a nossa morte (discutível, mas é a minha opinião).

 

A emissão/desvalorização de moeda não resolve nada a longo prazo, é verdade, aliás, se mal gerida até pode tornar-se num problema como foi o caso português, mas não é com austeridade a nível europeu que lá vais. Porque uma coisa é Portugal e Portugal está preso à União Europeia, outra coisa é a própria União Europeia que como um bloco que ombreia com qualquer economia mundial.

 

E, para terminar, não tenho qualquer problema em admitir que sou muito verde nestas matérias (não fosse eu apenas um quase-licenciado :mrgreen:), portanto acredito que diga coisas que te façam dizer "este, quando sair da faculdade, é que vai ver que o mundo não é bem assim", mas acho que nem me estou a prender demasiado a modelos, estou a usá-los como acho (e, lá está, se calhar, ao começar a trabalhar vou mudar de opinião) que devem ser usados: um guia para facilitar o pensamento, mas nada mais do que isso, até porque há modelos que se contradizem. Contudo, esta "discussão" é apenas uma discussão amigável, e acho que não desrespeitei ninguém (nem sequer fui desrespeitado), em que estou a tentar contribuir para ensinar os que sabem menos do que eu e para aprender com os que sabem mais, até porque a área macroeconómica é a única área que realmente me interessa (gosto de outras, mas esta será, espero eu, a minha vida) no meio da Economia.

 

Antes de mais, em momento algum te quis desrespeitar. Apenas te quis mostrar que a vida, felizmente, não é como ensinam nos anfiteatros atrofiados da FEP. E eu só me apercebi disso quando saí de lá.

 

Posto isto, e creio que concordarás comigo, as sucessivas desvalorizações da moeda apenas serviram para empurrar o problema com a barriga. Quando deixamos de poder empurrar, caiu-nos tudo em cima à bruta. Resumindo, a desvalorização da moeda, não resolve porra nenhuma, apenas adia o problema.

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Antes de mais, em momento algum te quis desrespeitar.

(nem sequer fui desrespeitado)

Também não considerei, nem de perto, que o quisesses fazer. :mrgreen:

 

Apenas te quis mostrar que a vida, felizmente, não é como ensinam nos anfiteatros atrofiados da FEP. E eu só me apercebi disso quando saí de lá.

E, para terminar, não tenho qualquer problema em admitir que sou muito verde nestas matérias (não fosse eu apenas um quase-licenciado :mrgreen:), portanto acredito que diga coisas que te façam dizer "este, quando sair da faculdade, é que vai ver que o mundo não é bem assim" [...] (e, lá está, se calhar, ao começar a trabalhar vou mudar de opinião)

Eu até acho que tu tens toda a razão no que dizes, mas, simplesmente, é a minha realidade para já, posso pegar no que aprendi na faculdade e juntar-lhe alguns dados históricos que conheça para tentar prever o que pode acontecer, não consigo pegar no dia-a-dia de quem trabalha no terreno (como tu) porque é uma realidade que não conheço e, pelo menos acabar a licenciatura, convém acreditar que (quase) tudo aquilo que estou a dar na faculdade é semi-verdade. :mrgreen:

 

Posto isto, e creio que concordarás comigo, as sucessivas desvalorizações da moeda apenas serviram para empurrar o problema com a barriga. Quando deixamos de poder empurrar, caiu-nos tudo em cima à bruta. Resumindo, a desvalorização da moeda, não resolve porra nenhuma, apenas adia o problema.

Serviu, foste mantendo alguma indústria exportadora ativa devido a essa desvalorização. Indústria essa que se tornou obsoleta e "bastou" aparecer o produto made in Asia e a moeda única para ela ser completamente destruída porque era apenas baseada em preços baixos apesar da ineficiência. A desvalorização teve efeitos positivos no muito curto prazo e negativos a longo prazo, sendo que estamos agora a pagar parte da fatura desse tipo de brincadeiras que serviam para "tapar o sol com a peneira". [...] A emissão/desvalorização de moeda não resolve nada a longo prazo, é verdade, aliás, se mal gerida até pode tornar-se num problema como foi o caso português.

Ou seja, no fundo, estamos de acordo com tudo, só que eu, provavelmente fruto de não ter qualquer vertente prática, ainda me agarro demais à teoria. :mrgreen:

 

(Já agora, tens MP.)

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Creio que o aumento do salário mínimo (que foi na ordem dos 30 %) foi precipitado na sua magnitude. A economia grega, infelizmente, ajustou-se a um nível de vida muito mais baixo do que possuía há 5 ou 6 anos, portanto estar a promover um aumento tão grande do salário mínimo num curto espaço de tempo poderá representar um aumento do desemprego, até porque 70 % do emprego grego está concentrado em micro e pequenas empresas, que têm menor capacidade de ajuste.

 

Já em relação às outras medidas (suspensão do plano de privatizações e a aprovação de electricidade grátis para as famílias mais carenciadas), estou plenamente de acordo.

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Estando no UK apenas há 4 meses uma das grandes diferenças que se nota é que o dinheiro nunca pára... as pessoas têm poder de compra, e estão sempre a serem bombardeadas com oferta, acabam por se deixar levar porque podem.. e eu não percebo muito de economia, mas acho que isso deve ser bom. Não só porque o dinheiro mexe mas tambem porque grandes empresas acabam por investir no pais, criar postos de trabalho e pagar ao estado porque lá está vem potencial para fazer dinheiro

Editado por mike

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Estando no UK apenas há 4 meses uma das grandes diferenças que se nota é que o dinheiro nunca pára... as pessoas têm poder de compra, e estão sempre a serem bombardeadas com oferta, acabam por se deixar levar porque podem.. e eu não percebo muito de economia, mas acho que isso deve ser bom. Não só porque o dinheiro mexe mas tambem porque grandes empresas acabam por investir no pais, criar postos de trabalho e pagar ao estado porque lá está vem potencial para fazer dinheiro

 

dinheiro sempre a circular yap é o melhor para uma economia.

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Grécia quer obrigar Alemanha a pagar 162 mil milhões em indemnizações da II Guerra Mundial

O valor exigido pelos gregos representa metade da dívida pública da Grécia.

 

 

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, considerou hoje que a Grécia tem a "obrigação histórica e moral" de reclamar à Alemanha cerca de 162 mil milhões de euros referentes a indemnizações da Segunda Guerra Mundial.

 

 

 

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, considerou hoje que a Grécia tem a "obrigação histórica e moral" de reclamar à Alemanha cerca de 162 mil milhões de euros referentes a indemnizações da Segunda Guerra Mundial.

"A Grécia tem a obrigação moral para com o seu povo, para com a sua História e para com todos os povos europeus que lutaram e deram o seu sangue contra o nazismo", afirmou Tsipras na apresentação do programa de governo no Parlamento.

Apesar de a Alemanha já ter dito não ao pedido de indemnizações, 70 anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, Alexis Tsipras mantém a intenção de reclamar aquela verba como indemnização pela ocupação do território pelo Terceiro Reich.

O valor exigido, 162 mil milhões de euros, representa cerca de metade da dívida pública da Grécia, estimada em 315 mil milhões de euros.

http://www.dinheirovivo.pt/economia/interior.aspx?content_id=4389354&page=2

 

 

Apertaaaaa. :lol: Que pilada na testa da Merkel, agora fazem troca por troca. Perdão mútuo das dividas e são todos felizes. Que cartada genial.

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Eles têm sequer legitimidade para pedir isso? É que usar um argumento desses não é propriamente algo que melhore as políticas entre países. Trazer nazismo à baila, pá...

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O que assusta é haver pessoal que acha que isso faz sentido.

Tudo o que os "bad boys" da europa fazem é prayers. Faz lembrar algo.

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A verdade é que a Alemanha já fez muita m*rda também e dialoga como se fossem os senhores sempre corretos. Tsipras trás o assunto à baila numa altura em que a Alemanha continua a conspirar com outros parceiros para se manterem irredutíveis na diminuição dos juros da dívida Grega e continuam a querer receber um pagamento que é impossível.

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Uma questão, este pedido de indemnização é sequer exequível?

 

Creio que o Tsipras falou do assunto não por na sua cabeça ser exequível. É mais para relembrar à Europa que a Alemanha quando foi preciso foi ajudada e reerguida pelos outros Países e que agora está a tentar ser implacável com todos que na altura a ajudaram.

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