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Liedson

Almada, Seixal e Barreiro transformam-se em Lisbon South Bay

Publicações recomendadas

Percebo o entusiasmo e privilégio que é viver a 2 passos da praia e ter bons acessos rodoviários a Lisboa, mas considerar isto lindo para se viver:

 

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Na Madeira é igual em certas zonas, infelizmente.

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E o pior é que a ideia é construir uma ponte ciclável/pedonal. :lol: :facepalm:

Quando foi para ganhar a câmara do Barreiro, o Costa veio cá dizer que a ponte poderia vir até a ser rodoviária. Vamos a ver se foi só para ganhar a câmara.

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Quando foi para ganhar a câmara do Barreiro, o Costa veio cá dizer que a ponte poderia vir até a ser rodoviária. Vamos a ver se foi só para ganhar a câmara.

O projecto já foi aprovado e assinado pelas duas autarquias e é só pedonal. Deve ficar pronta este ano. O que em Portugal significa lá para 2020.

 

E não é preciso uma rodovia, basta isto:

 

 

Editado por Mayday

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Por falar em estender a linha do MTS, já faziam isto até à Costa. Para ir à praia ou se vai nos TST caríssimos em que é preciso vender um rim para pagar um bilhete de ida e volta e ainda se vai tipo sardinhas enlatadas, ou vou de carro e 10€ não me dão para ir uma semana, ao preço que o gasóleo anda.

 

E ir de bicicleta é muito giro (já fui várias vezes), mas depois quero estar na praia descansado e ter como voltar para casa, aka não me roubarem a bike. :mrgreen:

Editado por claudiojp

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Quando foi para ganhar a câmara do Barreiro, o Costa veio cá dizer que a ponte poderia vir até a ser rodoviária. Vamos a ver se foi só para ganhar a câmara.

 

O PS/Barreiro durante a campanha prometeu construir uma roda gigante tipo a de Londres chamada Barreiro Eye para ter "a melhor paisagem sobre Lisboa, Rio Coina e Arrábida", acho que o tipo de campanha para a câmara fica apresentada sobretudo quando o PCP alargou a rede dos TCB's para a Moita um ano antes alegadamente sem quaisquer contrapartidas financeiras.

 

O projecto já foi aprovado e assinado pelas duas autarquias e é só pedonal. Deve ficar pronta este ano. O que em Portugal significa lá para 2020.

 

E não é preciso uma rodovia, basta isto:

 

 

Atenção que são dois projectos diferentes, a pedonal/ciclovia vai ligar a estação de barcos/ferroviária do Barreiro àquela zona do Seixal onde está o Centro de Estágio do Benfica (já aprovada e de contrato assinado) e a rodoviária supostamente ligará a Quinta da Lomba aos terrenos da Siderurgia (aprovada mas não de contrato assinado).

 

E essa rodoviária supostamente poderá servir para uma futura expansão do Metro Sul do Tejo mas não passará nessa zona do mapa.

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O PS/Barreiro durante a campanha prometeu construir uma roda gigante tipo a de Londres chamada Barreiro Eye para ter "a melhor paisagem sobre Lisboa, Rio Coina e Arrábida", acho que o tipo de campanha para a câmara fica apresentada sobretudo quando o PCP alargou a rede dos TCB's para a Moita um ano antes alegadamente sem quaisquer contrapartidas financeiras.

Olha que não há muito tempo (tenho ideia que já em 2018) vi algo sobre a construção da roda gigante ir mesmo avançar. :mrgreen:

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Olha que não há muito tempo (tenho ideia que já em 2018) vi algo sobre a construção da roda gigante ir mesmo avançar. :mrgreen:

 

Não é só a Roda Gigante, na verdade este é apenas um pequeno projecto numa reabilitação total da Quinta do Brancaamp.

 

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Peplin, qual é o problema dessa foto? :confuso:

 

O horrível ordenamento do território, apesar do oceano muito aprazível em fundo.

 

O projecto já foi aprovado e assinado pelas duas autarquias e é só pedonal. Deve ficar pronta este ano. O que em Portugal significa lá para 2020.

 

E não é preciso uma rodovia, basta isto:

 

 

 

Nem daqui a 50 anos esse projecto estará concretizado na totalidade.

 

Atenção que são dois projectos diferentes, a pedonal/ciclovia vai ligar a estação de barcos/ferroviária do Barreiro àquela zona do Seixal onde está o Centro de Estágio do Benfica (já aprovada e de contrato assinado) e a rodoviária supostamente ligará a Quinta da Lomba aos terrenos da Siderurgia (aprovada mas não de contrato assinado).

 

E essa rodoviária supostamente poderá servir para uma futura expansão do Metro Sul do Tejo mas não passará nessa zona do mapa.

 

Confesso que desconhecia essa ponte entre a Quinta da Lomba e a zona da Siderurgia.

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(...)

Confesso que desconhecia essa ponte entre a Quinta da Lomba e a zona da Siderurgia.

 

http://www.cmjornal.pt/portugal/cidades/detalhe/ponte-rodoviaria-entre-o-seixal-e-o-barreiro-aprovada-em-julho

 

Veremos se avança tão rápido como querem fazer crer, muito sinceramente duvido porque essa notícia (A) foi lançada em plena campanha eleitoral autárquica e (B) agora o cenário mudou, antes as posições Barreiro e Seixal estavam concertadas porque ambas as câmaras eram detidas pelo PCP mas agora não, Seixal continua nas mãos do PCP mas o Barreiro é agora PS.

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o ps barreiro agora apresentou uma m*rda que é o ifrru (acho que é um programa a nível nacional) para reabilitar aqui a cidade a nível urbanístico, que era algo que o Barreiro precisava imenso, a zona ali da avenida da praia, com a vista para lisboa, (e a zona da rua miguel pais, que é outra junto ao rio) tem um potencial brutal para tudo o que se queira fazer dali, habitação, hóteis com vista para lisboa e para o rio, reabilitar ali aquela frente toda e está tudo deixado ao abandono, so casas a cair de podre, não ha nada que se aproveite em 1km de avenida

 

 

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A Costa parece um misto de Quarteira/ Altura/ Praia da Rocha mas com menos estrangeiros e mais barracas. O que essa gente toda fez a ao país foi arruinar o litoral de tal forma que agora só arrasando tudo e fazendo de novo.

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Citação do jornal "Expresso" online

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Da fábrica de cortiça a hotel de 5 estrelas

Fica na baía do Seixal e a construção deve arrancar em 2019. Projeto faz parte de uma visão mais ampla da autarquia, em termos de hotelaria, cujo investimento global pode rondar os €19 milhões

Vai nascer um hotel no Seixal na antiga fábrica de cortiça, a Mundet. São cerca de cinco milhões de euros de investimento que fazem parte de um plano maior que está a transformar esta cidade ribeirinha na margem sul do Tejo.

“Estamos a concretizar as ideias que tínhamos no ano passado, ao nível da viabilização, e estamos, neste momento, a apresentar três projetos turísticos [nas zonas ribeirinhas de Seixal e Amora e Baía do Corvos]”, disse o presidente da Câmara, Joaquim Santos, em entrevista ao Expresso. Para já, a estimativa, só na vertente de hotelaria, aponta para um investimento total de cerca de €19 milhões, a arrancar em 2019.

Grupo luso-francês 
interessado

Na zona ribeirinha de Seixal, o hotel da Mundet, uma unidade hoteleira de 4 ou 5 estrelas, com capacidade entre 120 e 150 quartos, é que o que está em fase mais avançada. O processo de concurso vai ser lançado até final de junho e a pré-qualificação só admitirá candidatos que demonstrem que o seu projeto “está de acordo com aquilo que o município pretende, nomeadamente, uma ligação à cortiça e ter já unidades em operação [experiência no sector da hotelaria]”, referiu o autarca, garantido que há um interessado. Um grupo luso-francês cujo nome não quis revelar.

O objetivo é que o concurso fique concluído em julho, com o vencedor a ter seis meses para iniciar a obra. Pelas contas do Joaquim Santos, se tudo correr como planearam, o hotel estará pronto no início de 2020.

Ainda na zona ribeirinha de Seixal, com o estudo de viabilidade quase concluído, um projeto mais arrojado. O hotel Largo dos Restauradores, associado a um porto de recreios, com capacidade para 188 embarcações e para um conjunto de espaços de apoio — restaurantes, centros náuticos, etc. “Vamos fazer um encontro no centro náutico para apresentar o projeto ainda em junho. Já temos entidades a dizerem que é interessante, mas ainda não tivemos qualquer grupo a verbalizar um interesse efetivo.” No total, este projeto integrado deve rondar os €11 milhões, dos quais três milhões no hotel.

A Quinta da Trindade fecha o lote dos projetos em marcha para a frente ribeirinha de Seixal. “Tivemos várias abordagens. Estivemos em Cannes, vamos estar em Paris e no SIL [salão Imobiliário de Portugal] em outubro. Pensamos que no futuro podem haver interessados”, afirmou com convicção o autarca, lembrando que a quinta oferece “uma localização privilegiada junto à baía do Seixal, ao rio Tejo, ao terminal fluvial e ao centro de estágios do Sport Lisboa e Benfica”. Neste caso o investimento pode atingir os seis milhões de euros.

Aos três projetos hoteleiros de Seixal, junta-se o hotel de Amora, cujo investimento ronda os cinco milhões de euros, numa estimativa inicial da câmara. A Amora esteve, até agora, fora da rota de qualquer destino de turismo, mas o líder do município assegura que as coisas vão mudar. “Vamos associar à requalificação do estádio da Medideira [um investimento camarário de €3,5 milhões] a criação de um centro náutico: uma zona de parque e praça, com um hotel, com porto de recreio ao lado.”

Polo de excelência náutica

“A visão para o local é a de um hotel modelo idêntico ao da Mundet”, disse, acrescentando que “este projeto é o mais recente porque adquirimos o terreno em dezembro de 2017 e construímos esta proposta há cerca de um mês. Mas corresponde à nossa visão de que toda a baía do Seixal tem condições para se constituir como um polo de excelência não só da náutica, como do turismo”.

A terceira frente de dinamização é a Ponta dos Corvos. Cerca de 90 hectares que voltarão a ter qualidade balnear em 2019. “Pretendemos um projeto que, preservando toda a natureza implícita neste território [cerca de 2,5 quilómetros de extensão], seja de natureza turística e ambiental, com construção sustentável”, assegurou o responsável.

“Falámos com os cinco proprietários e vamos desenvolver um plano de pormenor em conjunto, que vai possibilitar que se urbanize, entre aspas. A única coisa que se pode fazer nesta reserva ecológica é reabilitar o património já construído — as antigas secas do bacalhau e os antigos moinhos de maré — e só construir amovíveis, na nossa opinião em madeira.”

Ainda não é possível fazer um cálculo do investimento necessário porque está a ser feito o levantamento junto dos proprietários, mas, “felizmente, há uma pessoa que mostrou interesse, um português que já tem um projeto deste tipo testado, em um outro local, e que corresponde à nossa visão”, reforçou Joaquim Santos. “Pode ser a próxima ilha da fantasia às portas de Lisboa.” [risos]

Em outubro o Seixal será a primeira cidade convidada da iniciativa SIL Cidades, que o Salão SIL vai instituir na edição deste ano, que se a realiza entre 3 e 7 de outubro. O presidente da Câmara não tem dúvidas que a escolha está relacionada com o trabalho que têm vindo a fazer em matéria de reabilitação, imobiliário e turismo.

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Visitante

Não, é na antiga mundet, ao lado do novo Lidl e das Finanças

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Há cada vez mais investidores estrangeiros interessados na Margem Sul

 

Aproveitam o sucesso de Lisboa, mas oferecem cidades mais calmas e (ainda) mais baratas.

 

A gargalhada de Joaquim Santos espalha-se pelo autocarro. "É a primeira vez que faço de guia turístico", confessa o presidente da CDU da Câmara do Seixal, ao microfone. Mas não é a primeira vez que mostra a zona ribeirinha do concelho a um grupo de potenciais investidores estrangeiros. É uma espécie de autarca-promotor imobiliário. O que, na verdade, está em linha com o que têm feito os seus vizinhos socialistas, eleitos apenas em Outubro, do Barreiro e de Almada. Inês de Medeiros até regressou há dias de uma viagem à Coreia do Sul para apresentar a empresários o projecto da Cidade da Água, que transformará os antigos estaleiros da Lisnave. E ainda na passada segunda-feira, 2 de Julho, Frederico Rosa alterou à última hora a sua agenda para mostrar os terrenos da Quinta Braamcamp, sobre o rio, a interessados que o contactaram na véspera.

 

Visitas como esta têm-se multiplicado nos últimos meses, conta o autarca barreirense. É, diz, um trabalho muitas vezes "invisível". Até quando isso significa terminar uma reunião de Câmara à meia-noite e seguir para Lisboa para um encontro que dura mais duas ou três horas, concretiza. "Temos de ir a todas."

 

No Seixal, a visita de um pequeno grupo de empresários franceses foi o lado público deste trabalho de bastidores, que tem levado os autarcas a salões imobiliários de Cannes ou Paris e a visitas a várias cidades no estrangeiro. A manhã de meados de Abril começara com uma apresentação no auditório da câmara. Dito de outro modo, iniciara-se com uma sessão de vendas interactiva. No ecrã, durante alguns minutos, lia -se "Uma terra com um mar de oportunidades" sobre uma imagem da baía ao pôr-do-sol. Depois, um vídeo acrescentaria que o Seixal é "um paraíso às portas de Lisboa".

 

Leia o resto da reportagem exclusiva na edição Nº740 da SÁBADO, nas bancas dia 5.

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Citação do jornal "Expresso" online

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Almada Fórum valorizou mais de €180 milhões em três anos

A venda do centro comercial foi fechada há uma semana por €406,7 milhões e foi um dos maiores negócios do ano em Portugal

A 12 de maio de 2015, quando a norte-americana Blackstone comprou o Almada Fórum, pagou cerca de €224 milhões. No passado dia 20 de julho, sexta-feira, vendeu-o por €406,7 milhões à espanhola Merlin Properties. Foi um ganho de perto de €187 milhões em pouco mais de três anos, uma taxa média de valorização anual de 22%.

“É uma mais-valia muito relevante que tem muito que ver com a capacidade da entidade gestora [neste caso a holandesa Multi] em aumentar a receita, mas também com a realidade do mercado e a perceção de risco do país na altura que o centro foi comprado e hoje”, diz ao Expresso Fernando Ferreira, o responsável pela área de investimento da JLL, a consultora que mediou a operação em nome da Blackstone.

De facto, conta, “há três anos a troika tinha acabado de sair de Portugal e o país estava na cauda da Europa e era considerado demasiado arriscado para investir”. Além disso, em 2015, o Almada Fórum foi comprado dentro de um pacote de três shoppings, dois em Portugal e um em Espanha, “e na altura, o mercado ainda não estava tão forte nem existiam tantos compradores para um volume tão grande de investimento e a Blackstone conseguiu negociar um preço muito atrativo”, acrescenta o diretor-geral da CBRE, Francisco Horta e Costa. Ou seja, a empresa norte-americana comprou mais barato dada a situação económica do país. Até porque, “o negócio de entidades como a Blackstone é exatamente comprar a desconto para valorizar os ativos”, lembra o diretor-geral da B.Prime, Jorge Bota.

Entretanto os indicadores da economia portuguesa e dos centros comerciais melhoraram substancialmente, “contribuindo para uma redução da perceção do risco do país”, diz Francisco Horta e Costa. E, consequentemente, não tardou muito até que os investidores, principalmente estrangeiros, começassem a olhar mais para o país e para este tipo de ativos. Um interesse que, diz o responsável pela área de investimento da Cushman & Wakefield, Paulo Sarmento, “faz bastante o valor de um imóvel”.

Contudo, o estado do mercado não justifica tudo. Francisco Horta e Costa nota que “a valorização dos centros está dependente do volume de rendas gerado, que por sua vez depende das vendas efetuadas pelos lojistas” e, em parte, do aumento do tráfego. Mas depende também da “substituição de lojistas, ampliações, otimização de áreas subaproveitadas ou ocupação de lojas previamente vagas”, comenta Paulo Sarmento.
Premissas que se verificam todas no Almada Fórum. Não só é um centro consolidado que já era considerado o principal shopping da margem sul antes da entrada da Blackstone, como sofreu várias melhorias ao longo dos três anos em que pertenceu à empresa norte-americana.

Não é, por isso, de admirar que para a JLL este centro seja considerado um “ativo troféu”, e que para Ismael Clemente, o diretor-geral da Merlin — a empresa que o adquiriu agora — seja “um ativo excecional dos que raramente se encontram no mercado”.

O que a Multi fez 
para melhorar o centro

Mesmo já sendo considerado um centro comercial de topo, neste período de três anos foram feitas algumas alterações significativas com ganhos também eles significativos.

“Renovámos o hipermercado, entrou uma clínica para o terceiro piso, instalámos um cinema 4DMax (a quatro dimensões) e fizemos uma alteração profunda nas lojas. Por exemplo, abriu uma Primark com 4000 m2 o que obrigou a mudar o Toys’R’Us para o terceiro piso — o que correu muito bem —, e também recolocámos a C&A. Tudo isto permitiu um crescimento do tráfego de 10% trazendo mais vendas. Além disso, conseguimos receitas alternativas ao transformar as praças de entrada em showrooms para marcas de automóveis”, revela ao Expresso o presidente da Multi em Portugal, Francisco Cavaleiro de Ferreira. E tudo com “pouco investimento”, nota.

Contas feitas, neste momento o centro tem rendas de €24 milhões brutos anuais e 14,4 milhões de visitantes por ano, e tem as 229 lojas praticamente todas ocupadas com marcas de qualidade como o grupo Inditex, Primark, H&M ou Fnac. Além disso, tem “um potencial de crescimento muito grande”, diz o mesmo responsável, lembrando que a Grande Lisboa tem 2,3 milhões de habitantes (700 mil na margem sul) e que é possível atrair mais clientes porque o Almada Fórum tem um acesso muito fácil e rápido e a vantagem de ter estacionamento gratuito. Aliás, no comunicado da empresa que comprou o shopping refere-se que, apesar de já ter um bom volume de rendas, “há margem para crescer ainda mais, mediante novas alterações”.

É precisamente esse trabalho que a Multi vai agora fazer com a Merlin, remata Francisco Cavaleiro Ferreira.

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Citação

 

Os projetos que farão de Almada a 'riviera portuguesa'

Almada está a renascer a nível imobiliário. E quase que apetece dar um salto no tempo até 2030, quando muitos dos grandes projetos estratégicos, como a Cidade da Água ou o Cais do Ginjal, já estarão bem desenvolvidos ou na reta final. Mais à frente neste processo, está já a Trafaria a dar os primeiros passos de mudança.

O idealista/news mostra como o plano futurista está em contagem decrescente para a derradeira descolagem de Almada como alternativa de vida à capital. Mas agora com um carisma diferente face à tradicional oferta de habitação massiva, de baixa qualidade e numa lógica de dormitório.

Com vistas fantásticas sobre o rio Tejo e Lisboa, e um forte potencial em termos de parque imobiliário, promotores, investidores e autarcas têm a ambição de que a porta de entrada na Margem Sul do rio seja a nova 'riviera portuguesa'.

A expetativa é, aliás, que tal fenómeno - com o reforço de maior oferta de produto imobiliário de maior qualidade no concelho de Almada - tenha também efeitos nos altos preços que se praticam na capital. 

Projetos biónicos tornam-se mais realistas

Há 20 anos, foram apresentados toda a pompa e circunstância dois projetos para reconverter os antigos estaleiros navais da Lisnave, em Cacilhas: “Manhattan de Cacilhas” e “Torre Biónica”.

Em causa estava a construção de uma Torre Biónica, no valor de 16 mil milhões de euros, com 500 metros de altura, uma superfície de 700 mil m2, 300 andares, 368 elevadores e 12 bairros nos quais se poderia encontrar apartamentos, hotéis, escritórios, lojas, espaços desportivos e de lazer e grandes espaços verdes.

Depois desta apresentação inicial apoteótica, o projeto foi redesenhado e ajustado a um “desenvolvimento mais realista”, segundo Sérgio Saraiva, arquiteto e administrador da Lisbon South Bay (LSB). O responsável pelo desenvolvimento do atual projeto considera que este “é perfeitamente concretizável e com uma escala muito mais próxima do projeto desenvolvido no Parque das Nações, em Lisboa, entre edifícios de maior e menor dimensões, de bairro, que se traduz numa “pequena EXPO” em Almada”.

O administrador da LSB conta ao idealista/news que “este espaço visa a criação de uma nova área urbana e o processo de venda do território do antigo estaleiro da Lisnave vai concretizar-se no primeiro trimestre de 2019", adiantando que "neste momento estamos a trabalhar no caderno de encargos e tem havido manifestação de interesse por parte de diversos investidores nacionais e internacionais”.

Por sua vez, Jacinto Pereira, presidente do conselho de administração da Baía Tejo, afirmou ao idealista/news que “muito breve iremos ter novidades em relação à Cidade da Água”, uma vez que existem “mais investidores interessados neste projeto”.

Esta novidade surge depois de, em 2018, a empresa ter avançado que este projeto de requalificação da antiga área industrial da Margueira iria ser entregue a um promotor até ao final do primeiro trimestre de 2019 e depois também de ter avançado com o interesse de investidores chineses, britânicos, americanos e portugueses.

Sérgio Saraiva destaca que “todo este investimento e interesse só está a ser possível porque fizemos um intenso trabalho promocional, nomeadamente a nível internacional.

Vai nascer uma nova "Expo" em Almada

Este será um projeto faseado que deverá ganhar forma nos próximos 10 a 15 anose que desenvolve-se ao longo de uma área total de construção de 630 246 metros quadrados (m2) e uma frente ribeirinha de 2 km e engloba as áreas da Margueira, Mutela, Cova da Piedade e Cacilhas.

Da autoria do arquiteto Richard Rogers e Santa-Rita & Associados, o projeto tem como elementos-âncora a Marina (com capacidade para 400 embarcações) e o Terminal Fluvial Intermodal (com capacidade para acolher nove milhões de utilizadores anuais), a par de um conjunto urbano de uso misto residencial, escritórios, comércio e restauração, hotéis, áreas culturais, nomeadamente a criação de um museu e galerias de arte, e náuticas.

Quando estiver terminado existirá, seguramente, uma nova “rivalidade” entre as duas margens do Tejo.

Cais do Ginjal ganha nova vida

Depois da requalificação da rua Cândido dos Reis e do terminal rodoviário que atraiu novos negócios e investidores, Cacilhas pode vir, no futuro, a ser a nova porta de entrada em Almada pela via do rio. Mas para isso, segundo dizem as várias fontes ouvidas pelo idealista/news, são precisos mais barcos (já prometidos pelo Governo com renovação da frota da Transtejo), mais acessos que liguem esta zona a Almada e à Ponte 25 de Abril e novas ligações fluviais quiçá ao Cais do Sodré ou Algés.

Para já, e apesar do elevado número de pessoas, portugueses e estrangeiros, que por ali passeiam, continua a ser a olhos vistos um território histórico industrial vazio e abandonado. Tudo isto estará prestes a mudar: após a conclusão, dentro em breve, do Plano de Pormenor e o investimento estimado de 80 milhões por parte da autarquia, a zona com vistas privilegiadas sobre o rio e Lisboa terá seguramente uma nova vida.

Diz-se “futuro” porque é um projeto que a arrastar-se desde há uma década, altura em que foi assinado entre a Tejal Empreendimentos Imobiliários Lda. (empresa do grupo madeirense AFA), um protocolo de colaboração para a elaboração do plano de pormenor do Cais do Ginjal, com a Câmara Municipal de Almada (CMA).

Com um valor global de investimento que ronda os 250 milhões de euros, o objetivo do projeto é construir-se ali um complexo de habitação, comércio, serviços, turismo e equipamentos.

O que dificulta o renascimento de Cacilhas

Em declarações ao idealista/news, Teixeira de Sousa, administrador do Grupo AFA em Lisboa, explica que a origem deste longo tempo de espera “está relacionada com a complexidade do local em questão” e com o fato de “recair sobre uma zona degradada, com uma localização muito especifica (visto estar junto ao rio Tejo) e com uma orografia de difícil compatibilização com a recuperação do espaço”. Estes fatores originaram “longos e complexos estudos, causando dificuldades que tiveram que ir sendo ultrapassadas à medidas que surgiram”. 

O responsável assegura que “a memória do local, será dentro do possível preservada uma vez que a traça original será mantida, com especial enfase na 1ª linha de construção”.

As obras a executar no âmbito do plano de pormenor, tal como indica, "só poderão ter início com a conclusão do plano e respetivo registo”, pelo que “prevê-se que as obras se desenvolvam por um prazo de 8 anos”. Acrescentando que, “neste momento, cremos que o projeto se encontra numa fase final de aprovação e contamos que esteja concluído no decorrer do presente ano”.

Trafaria, a nova alternativa a Belém

No mercado imobiliário comenta-se já que a Trafaria poderá vir a rivalizar com a zona de Belém, assim que a zona ribeirinha for recuperada e as casas, que estão a ser, neste momento, reabilitadas estiverem finalizadas.

A presidente da Junta de Freguesia de Caparica e Trafaria, Teresa Coelho, em declarações ao idealista/news, lança o repto: "A zona que foi a Expo'98 está reabilitada, porque não fazer o mesmo na Trafaria?". Para tal diz que "seria necessário realojar as pessoas do 1º e do 2º bairro do Torrão" e dá como alternativa "a construção de habitação nos espaços abandonados e degradados nos terrenos e edifícios da Guarda Fiscal" que se encontram desativados.

A requalificação da frente ribeirinha obriga à relocalização do terminal fluvial e relocalização das instalações do porto de pesca, mas também a uma reestruturação do Bairro Madame Faber e da Cova do Vapor, o que preocupa a edil uma vez que "poderá obrigar a tirar as pessoas daquela zona".

E com isto volta a questão do realojamento, ainda mais sabendo que aqui existem os bairros de lata do Torrão, na Trafaria, e Terras da Costa, na Caparica de Caparica. Aliás, a presidente da autarquia de Almada, Inês de Medeiros, em declarações à Rádio Renascença destacou como um dos seus receios que “a pressão imobiliária sobre Lisboa possa vir a  aumentar os bairros de lata de Almada”.

Franceses andam a comprar e reabilitar imóveis do outro lado

Mas há uma outra e nova realidade imobiliária na Trafaria. Teresa Coelho confirma ao idealista/news o rumor de que "há muitos franceses a comprar casa para reabilitar, o que facilmente se percebe porque esta é uma vila muito pitoresca" mas também há "muitos filhos da terra a regressar, depois de terem emigrado durante a crise".

Além da habitação, na Trafaria há comércio, sobretudo restaurantes pois o "forte é a gastronomia". Mas também há Alojamento Local, a última unidade abriu mesmo em frente à junta de freguesia local. Teresa Coelho refere que "existem mais de cinco unidades mas podem haver muitos mais porque algumas delas estão registadas no Turismo de Lisboa".

Oportunidades de negócio proliferam

No âmbito do Estudo de Enquadramento Estratégico Costa da Trafaria, o Plano de Pormenor (PP) de São João da Caparica inclui, entre outros, a possibilidade de instalação de um campo de golfe na Mata dos Franceses (embora careça de uma avaliação de impacte ambiental), de instalações de apoio à pesca artesanal no troço sul da frente de praia e um polo com criatividade turística articulado nas componentes mar/rio e mata.

Do mesmo modo contempla um sistema de acessos à frente de praias e das áreas de estacionamento de apoio, percursos cicláveis em conformidade com a rede ciclável municipal e a inserção da linha MST Costa – Trafaria. Teresa Coelho salienta que também "há zonas que são Reserva Ecológica Nacional (REN) onde não é permitido construir mas não sei se amanhã tudo não poderá mudar".

Murfacém e a Quinta de Nossa Senhora da Conceição são também consideradas zonas de potencial desenvolvimento turístico e o terminal PolNATO poderá ser reconvertido para atividades de lazer e recreio. Mas tudo são projetos, para já, ainda no papel e que podem ser repensados à luz da atual realidade da freguesia e do concelho.

Quanto aos projetos de novos usos para o Forte ou Bataria da Alpena, antiga unidade militar do Exército, Teresa Coelho refere que existe "um protocolo entre a CMA e a Faculdade de Ciências e Tecnologia / Universidade Nova de Lisboa e talvez venha a ser um centro interativo mas não quero dar palpites pois na realidade não sei o que vão fazer naquele espaço". Fala-se de um Instituto de Artes e Tecnologia. O Forte da Trafaria e a Bateria da Raposeira também poderão vir a ter um uso turístico, cultural ou outro urbano compatível.

No que se refere à Costa de Caparica a grande bandeira da Costapolis - Sociedade Desenvolvimento Programa Polis Costa de Caparica, S.A., entretanto dissolvida, era, no âmbito do Plano de Pormenor das Praias Urbanas da Costa da Caparica (PP1), deslocalizar os parques de campismo para o Pinhal do Inglês, uma área protegida na Fonte da Telha. Tal não foi conseguido e os parques de campismo continuam de pedra e cal no mesmo sítio. Com isso, a linha de frente de mar continua "ocupada".

Aumentar a oferta, para travar subida de preços das casas

Francisco Bacelar, presidente da Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal (ASMIP), considera que “é importante que surjam cada vez mais projetos nestes locais, de forma a aumentar a oferta, não só pela possibilidade de escolha, mas sobretudo para equilibrar os preços impedindo a sua subida”.

Mas diz também que, paralelamente, “cabe à autarquia regular o que se constrói evitando a construção de fraca qualidade e massiva do tipo dormitório, ao mesmo tempo que cria espaços verdes e apoios para fixação e felicidade das famílias que aí residem, passando a sentirem-se integradas”.

E acrescenta que este esforço “não pode, mesmo assim esquecer a questão dos transportes, pois, naturalmente, uma elevada percentagem destes residentes vai continuar a precisar de se deslocar para Lisboa, e talvez mais que nunca a terceira ponte seja uma necessidade a equacionar”.

Depois da Cidade da Água e do Cais do Ginjal espera-se um efeito contágio de desenvolvimento a todo o concelho de Almada. A concretizarem-se os projetos em carteira, em 2030 Almada poderá ser uma 'riviera à portuguesa'.

 

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Já não vai haver ponte Barreiro-Seixal. Vão antes construir uma rotunda.

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Water City, em Almada, é o maior projeto desde a Expo98. Concurso público arranca em junho

Avaliado em cerca de dois mil milhões de euros, o projeto Water City, em Almada, vai ser colocado no mercado até ao final de junho. Final de setembro é o prazo limite para apresentação de propostas.

Arranca até ao final de junho o concurso público para a construção do projeto Water City, ou Cidade da Água, em Almada, tal como o ECO já tinha noticiado. Avaliado em cerca de dois mil milhões de euros, o projeto é da responsabilidade da Baía do Tejo, propriedade da Parpública. São 664 mil metros quadrados de área bruta, nos quais serão construídos entre outros, edifícios de habitação, escritórios, um hotel e uma marina.

“É um dos projetos mais importantes do nosso país depois da Expo 98, por ser um projeto de usos mistos. Vamos dar este passo numa fase ainda pré-concursal para apresentar aquelas que serão as conduções em que o processo vai ser desenvolvido”, disse esta terça-feira Sérgio Saraiva, administrador da Baía do Tejo, durante a apresentação do projeto, afirmando que “no primeiro semestre o ativo será colocado no mercado”.

O projeto está inserido no Plano de Urbanização Almada Nascente (PUAN) e está pensado para ser construído nas localizações da antiga Lisnave — Estaleiros Navais de Lisboa.

O Water City está distribuído por três parcelas de terreno: uma com 402.519 metros quadrados, correspondente à área do antigo estaleiro, outra com 57.746 metros quadrados onde está atualmente um centro de empresas e uma terceira parcela com 4.300 metros quadrados. A estas áreas somar-se-á ainda a marina com 37.773 metros quadrados e o terminal de cruzeiros com 72.959 mil, mas estes serão explorados pelo investidor em regime de concessão. Ao todo serão 575.297 metros quadrados “e são estes ativos que vão ser colocados no mercado”, detalhou o administrador.

De toda a área bruta de construção, que totaliza cerca de 630 mil metros quadrados, cerca de 381 mil metros quadrados (60%) será destinada a usos mistos, na qual o promotor terá o direito de decidir o que construir, enquanto 177 mil será para serviços, lê-se na descrição do projeto. Somam-se ainda cerca de 31 mil metros quadrados para residencial, 29 mil para espaços de cultura e dez mil para usos fluviais — terminal fluvial, marina, retalho e restaurantes.

O projeto tem sido nos últimos anos apresentado a investidores nacionais e internacionais e, até ao final de junho, será lançado o concurso público, garantiu Sérgio Saraiva. Durante o mês de julho a Baía do Tejo vai estar disponível para esclarecer quaisquer dúvidas aos interessados e, até ao final de setembro, irá receber as propostas. Segue-se a avaliação das mesmas em outubro e, em novembro, terá lugar a audiência prévia e decisão de adjudicação.

Questionada sobre o valor do investimento previsto, a Baía do Tejo diz não ser possível adiantar o valor, contudo, fontes do mercado imobiliário referiram ao ECO que se estima um investimento de 1,2 mil milhões a 1,5 mil milhões de euros, mas que pode chegar aos dois mil milhões de euros.

ECO

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