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Jorge Jesus: Só sairei de Portugal se aparecer uma grande equipa da Europa

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Jorge Jesus: Só sairei de Portugal se aparecer uma grande equipa da Europa

 

Jorge Jesus é toda uma autoridade no futebol português. O atual treinador do Sporting é célebre pelos seus títulos ganhos e os seus excelentes resultados na formação de talentos, e só coloca deixar o seu país caso apareça alguma oferta de um grande clube europeu.

 

Admirador de Johan Cruyff, Jesus cumpre a sua primeira temporada no Sporting, clube pelo qual assinou procedente do rival Benfica, ao que, em seis temporadas, fez três vezes campeão da Liga (2010, 2014 e 2015) e duas vice-campeão da Liga Europa (2013 e 2014).

 

Visceral dentro do banco e sem papas na língua perante os microfones, o controverso Jorge Jesus (Amadora, Lisboa, 1954) percorre, em entrevista com a EFE, o seu trabalho a polir talentos, comenta a sua forma de entender o futebol e confessa que o tratamento com os seus jogadores é "um pouco frio".

 

P: A sua transferência do Benfica para o Sporting no verão de 2015 pôs o futebol português de pernas para o ar.

 

R: Em Portugal foi uma decisão polémica. Fora do país não se tem a noção de quanta polémica foi. Fi-lo com naturalidade. Não sou um treinador de um clube, sou um treinador do mundo, que treina com paixão e sabedoria, como o fiz no Benfica e o estou a fazer agora no Sporting.

 

P: Um dos seus objetivos declarados é vencer a Liga dos Campeões. Em Portugal será complicado...

 

R: Só sairei de Portugal se aparecer uma grande equipa da Europa. Para ganhar dinheiro podia ir para o Catar ou para a China, mas não me apetece muito.

 

P: A lista de jogadores que se fizeram top com o senhor é de relevo: Ángel di María, David Luiz, Fábio Coentrão, Ramires, Javi García, Enzo Pérez, Nemanja Matic... Como?

 

R: Vem do trabalho específico que temos. O treinador é como um artista. Tem que ser um criativo, um visionário. Com o meu método de treino, eu ajudo o jogador a crescer sempre que tenha talento. Ajudamos a crescer jogadores que hoje são top do mundo. São tantos que perdi a conta.

 

P: De qual desses jogadores se orgulha mais?

 

R: Talvez (Nemanja) Matic (hoje no Chelsea). Não era médio defensivo, era médio ofensivo. Eu no Benfica mudei a sua posição. Ele próprio nunca teria imaginado que ia fazer carreira nessa posição. Atualmente é um dos melhores médios defensivos do mundo. Se estivesse comigo, seria o melhor. Agora é o segundo ou terceiro melhor (risos).

 

P: O Sporting, que é segundo na Liga, teve sempre muitos "pratas da casa". Isso beneficia a equipa, pois tem jogadores que em teoria estão mais identificados com o clube?

 

R: Cria um sentimento, uma paixão muito forte pelo clube. É como a sua casa. Mas é não só preciso promover essa cultura de amor ao clube, mas uma cultura de campeão. O Sporting tinha a cultura da academia, mas não a de campeão (não vence uma Liga desde 2002).

 

P: Muitos dos seus antigos jogadores louvam-no no âmbito tático, mas não tanto no pessoal.

 

R: Sou exigente e sou amigo, mas não confundo a disciplina com a ditadura, nem a opinião ou a democracia com o caos. O meu lema é a seriedade, o compromisso, o grupo à frente. Sou muito exigente e quem é exigente inevitavelmente é um pouco frio.

 

P: Treinou muitos argentinos e brasileiros. Como caracterizaria o jogador sul-americano?

 

R: O argentino tem mais conhecimento tático que o brasileiro. Mas a cultura tática está na Europa e não na América do Sul. O futebol sul-americano tem arte, criatividade, como o brasileiro, mas pouco conhecimento da cultura tática na vertente ofensiva e defensiva. O argentino tem uma grande intensidade no treino, tem muita confiança e tecnicamente é bom. Argentinos e brasileiros só aprendem tática na Europa, embora não com todos os treinadores.

 

P: Toni, no Sevilha nos anos 90; Carlos Queiroz, no Real Madrid nos 2000; Jaime Pacheco, no Maiorca também nos 2000; e ultimamente José Mourinho (Real Madrid) e Nuno Espírito Santo (Valência) são exemplos de treinadores portugueses que não triunfaram em Espanha. Porquê?

 

R: Acho que o Mourinho fez um bom trabalho no Real Madrid e o Nuno Espírito Santo fez um grande trabalho no Valência. Há uma mistura de êxito e de não êxito. De qualquer modo, os portugueses são dos melhores, senão os melhores treinadores do mundo. Segue-se muito a nossa metodologia de treino e de jogo. Por exemplo, não é por vaidade mas quando treinava no Benfica, a minha equipa, junto ao Barcelona, era a mais procurada nos chats de internet por gente que queria analisar os nossos movimentos táticos. Os técnicos portugueses estamos na vanguarda há anos, como na aplicação das novas tecnologias no futebol.

 

P: Esteve um mês em Barcelona para aprender perto de Johan Cruyff. Porquê?

 

R: O Barça tinha um futebol que gostava e quis vê-lo de perto. Adorava uma ideia de jogo criativa, com jogadores de muita qualidade individual cuja ideia era que ganhar apenas não bastava, havia que fazê-lo a dar espetáculo. O Cruyff também era o meu ídolo como jogador (Jorge Jesus foi jogador profissional nos anos 70 e 80).

 

P: Quantas horas de futebol vê por dia?

 

R: Muitas, não as 24 horas, mas quase. Sempre que estou em casa estou a consumir futebol.

 

Antonio Torres del Cerro

EFE

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já está numa

 

/fiasco, shabby, alexandre lobo

 

melhor equipa do mundo em bilhar de três tabelas

 

/oblivion

 

melhor equipa b do mundo a jogar na la liga treinados pelo paco jémez

 

/poeira

Editado por P. Chagas Freitas

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já está numa

 

/fiasco, shabby, alexandre lobo

podes adicionar o Oblivion, pelo menos no snooker às três tabelas somos das maiores

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Conseguiu-se gabar em praticamente todas as respostas :lol:

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"Os técnicos portugueses estamos na vanguarda há anos"

 

Só podia ser o JJ.

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Um elogio no plural, não sei se foi o jj.

Quanto ao título da notícia, então vai "morrer" no campeonato português.

Editado por Enzo Dios Perez

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O pessoal devia era perguntar-se porque raio é que numa fase tão importante o Jesus anda a dar entrevistas para agências espanholas.

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O pessoal devia era perguntar-se porque raio é que numa fase tão importante o Jesus anda a dar entrevistas para agências espanholas.

Há coisas tão óbvias que nem vale a pena serem perguntadas.

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É para ocupar o lugar do Simeone?

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O pessoal devia era perguntar-se porque raio é que numa fase tão importante o Jesus anda a dar entrevistas para agências espanholas.

 

Porque fala mais Castelhano que Português ?

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Por exemplo, não é por vaidade mas quando treinava no Benfica, a minha equipa, junto ao Barcelona, era a mais procurada nos chats de internet por gente que queria analisar os nossos movimentos táticos

 

Gostava de ver esse estudo

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JORGE JESUS: NADA É POR ACASO

 

Esta é uma discussão que já tive várias vezes de forma mais ou menos privada. Jorge Jesus pode, por vezes, ter alguma dificuldade em expressar-se num português correto. Isso parece-me evidente, mas ele, melhor do que ninguém, sabe como fazer passar uma mensagem.

 

E sabe como fazê-la chegar ao grande público. Desse ponto de vista é, em minha opinião, um excelente comunicador. Um dos melhores que o futebol português tem. É a diferença entre o saber-se expressar e o saber comunicar. São coisas bem diferentes. Mais do que isso, é um dos treinadores que prepara as mensagens que pretende passar à opinião pública pelo que nada do que diz é fruto do acaso ou de ser apanhado por uma pergunta mais atrevida de um repórter. Ele sabe o que diz, por que o diz e quando o diz. Nada é por acaso.

 

Esta explicação vem a propósito de uma entrevista que o treinador do Sporting deu esta semana à agência espanhola de informação EFE em que, entre várias considerações, disse que só sairia de Portugal se fosse para um grande clube europeu, que o dinheiro não é critério para deixar o país e treinar em destinos exóticos e bem pagos, como o Qatar ou a China, e que não é um treinador de um clube mas sim um treinador do Mundo que treina com paixão e sabedoria.

 

Conhecendo Jorge Jesus há muitos anos não tenho a mínima dúvida que a três jornadas do fim do campeonato, com o seu clube na luta pelo título, esta entrevista teve o objetivo de o deixar na pole position de um mercado que vai seguramente mexer, apesar de se saber que tem contrato com os leões por mais duas temporadas.

 

Foi como se tivesse dito que está disponível para, pelo menos, analisar propostas. Se está ou não satisfeito, em Alvalade, não sei, mas que admite sair no final desta temporada, esta entrevista demonstra-o com enorme clareza. Porquê? Só ele mesmo o poderá explicar, apesar de também saber que, na próxima conferência de imprensa, quando for questionado sobre este assunto, ir dizer que os jornalistas não perceberam nada do que ele disse. É outro clássico!

 

Apesar de reconhecer competência e qualidade a Jorge Jesus tenho as maiores dúvidas que consiga desempenhar o seu trabalho numa outra língua que não o português, e nem a ajuda de um tradutor o poderá ajudar. Bem sei que a linguagem do futebol é universal mas uma das características de Jorge Jesus é ser genuíno e isso perde-se com a necessidade de haver um intermediário.

 

Assim sendo, não acredito que tenha qualquer hipótese de treinar numa das grandes ligas europeias e não será por falta de competência, insisto.

 

Resta, por isso, manter-se em Portugal e, por cá, depois de ter estado seis épocas no Benfica, onde foi campeão por três ocasiões e de ter protagonizado a saída para o eterno rival Sporting, onde revolucionou os métodos de trabalho, não há grandes alternativas.

 

Sim estou a falar numa ida para o FCPorto! Ser campeão nos três grandes clubes do futebol português pode ser um dos seus grandes objetivos. Uma ideia que o deixaria na história do futebol nacional para a eternidade.

 

Talvez algo muito mais importante do que uma quantidade enorme de dólares que, em boa verdade, ele já ganha, embora noutra moeda, e sem abdicar de outros aspetos que lhe são muito importantes como a vida familiar.

 

http://www.rtp.pt/noticias/opiniao/paulo-sergio/jorge-jesus-nada-e-por-acaso_914343

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