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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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E também já tinha pedido desculpa ao FC Porto por tweets feitos naquela conta... Então andou a pedir desculpa por tweets que não eram dele?

Além de que também circulavam tweets da conta supostamente falsa com diplomas dele e fotos no plenário 😂

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3.3 milhões pediram unemployment benefits durante a semana passada nos USA

o recorde era 695 mil. 

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Editado por jean-luc godard
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O pior avaro é o melhor pedinte

Nuno Carvalho, sócio-gerente da Padaria Portuguesa, já não nos dava há muito tempo o prazer da sua presença no espaço mediático. A última vez que apareceu com estrondo foi quando foi anunciado um aumento decente do Salário Mínimo Nacional. Descobrimos, pela sua inocente boca, que um quarto dos seus trabalhadores (perdão, colaboradores) recebia menos de 557 euros por mês. E que o aumento do salário mínimo era coisa que só interessava aos políticos. Como disse depois, “o espírito de equipa vale muito mais do que o salário base”. Ao país interessava, dizia ele, liberalizar os despedimentos, acabar com o fim dos limites legais ao horário de trabalho e uma redução considerável do pagamento de horas extra para ele poder esmifrar até ao tutano os seus funcionários até eles levarem qualquer coisa que se visse para casa. E, claro, reduzir o IRC.

Estou certo que a sua equipa, sobretudo os que ganhavam menos do que 557 euros, não dormia a pensar no IRC, na liberalização dos despedimentos e na redução do pagamento das horas extra enquanto se espantava com a estranha prioridade de um governo em aumentar o salário mínimo miserável. Pena os políticos não perguntarem aos verdadeiros conhecedores dos sentimentos populares.

Nuno Carvalho voltou agora para nos informar que, apesar da faturação de cerca de 40 milhões e o lucro de dois milhões anuais, não tem liquidez para pagar salários por mais um mês nem, imagino eu, credibilidade junto da banca para conseguir crédito a juros aceitáveis. E para dizer que as medidas anunciadas por Pedro Siza Vieira são “uma mão cheia de nada”.

Não me vou pôr a dar lições de gestão a Nuno Carvalho, apesar de o próprio se achar habilitado para dar lições de política e finanças públicas ao povo ignaro. Ele saberá do seu negócio. Compreendo que preferisse que o Estado não tivesse em conta a situação prévia das empresas e que lhe pagasse já, a pronto e sem muitas perguntas, 70% dos salários.

Os trabalhadores independentes, que só recebem um terço do seu rendimento, também gostariam disso tudo. E suspeito que tenham o pé de meia mas pequenino do que o da Padaria Portuguesa. Só que o dinheiro do Estado papá, a quem Nuno Carvalho não queria pagar estes impostos, não é infinito. E como a Segurança Social tem de sobreviver, isto vai mesmo acabar por sair do Orçamento do Estado. Seremos nós a pagar.

Se há sector que já está a viver momentos dramáticos é o da restauração, e é preciso que o Estado atue e com muito mais do que apresentou. Mas a última das suas preocupações é a Padaria Portuguesa. Se há coisa que nunca lhe faltou foi liquidez. E se teve músculo para abrir, a uma velocidade estonteante, um estabelecimento em cada esquina, destruindo a concorrência, também o terá para cumprir os seus deveres contratuais. Até porque, ao contrário de muitos estabelecimentos e cafés, continua a ter as portas abertas. É o próprio sócio-gerente que fala de uma quebra de 60%. Há centenas de pastelarias e cafés que não têm estrutura que permita esta opção e têm quebras de 100%.

Na sua carta, Nuno Carvalho finge que não sabe que teve, como todos, uma moratória fiscal, o que torna o retrato que faz da situação da empresa enganador. Não sabemos, porque ele não nos diz, quais são as dívidas da empresa. O que nos diz é que quer aproveitar esta situação para, em contradição com tudo o que anda a papaguear há anos, sugar uns cobres ao Estado.

Apesar do descaramento, em que não está sozinho, não espanta ver o tipo que ainda há três anos achava que a grande prioridade nacional era baixar impostos e ver-se livre do Estado a estender a mão para os receber do dito. Estamos todos habituados, nesta vida, a reconhecer nos piores avaros os mais lestos dos pedintes. Como escreveu o jornalista Pedro Vallín, do “La Vanguardia”, “acreditávamos que o medo de morrer transformava ateus em crentes, mas também transforma neoliberais em keynesianos”. Até a Iniciativa Liberal quer o Estado em todo o lado.

Não estivessem em causa 1200 postos de trabalho e aconselharia o senhor Nuno Carvalho a pagar as despesas com o tal “espírito de equipa”. Porque a prioridade, neste momento, não é a Padaria Portuguesa. São milhares de cafés e pastelarias que têm justificação plausível para não ter liquidez ou acesso a crédito que seguramente não têm este senhor como porta-voz. A economia continuaria sem a Padaria Portuguesa, com o renascimento de muitos e muito melhores estabelecimentos de restauração que este eucalipto destruiu. Mas o Governo tem de se preocupar com aqueles 1200 portugueses.

O que pensa um empresário que se opõe a salários superiores a 575 euros preocupa-me pouco. Os seus argumentos concorrenciais só nos atrasam. Mas quero que o Estado encontre solução para aquelas pessoas, pondo como condição que nem um único despedimento aconteça neste momento. E que explique a Nuno Carvalho que, com o nosso dinheiro, cumpre as regras do Estado, não as suas. Porque o dinheiro da Segurança Social não é dele, é dos trabalhadores. E são eles que vão andar muitos anos a pagar a brutal dívida que agora acumulamos enquanto os carvalhos de sempre repetirão a lengalenga de que vivemos acima das nossas possibilidades e alimentamos o Estado gordo.

Em contrapartida por esta atençãozinha, só queria uma coisa do humorista José Diogo Quintela, o ex-sócio de Dias Loureiro no negócio das padarias que se espantava com todos os que nunca tinham tirado logo a pinta a José Sócrates: que republicasse no “Observador” – jornal que, oh suprema das ironias, também quer financiamento público – os artigos piadéticos que escreveu sobre os apoios do Estado a taxistas e artistas. Agora que está de mão estendida, com o seu sócio a dar raspanetes a quem lhes vai entregar o nosso dinheiro, talvez conseguisse ter finalmente alguma graça.

Crónica do Daniel Oliveira no Expresso

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Ahah o artigo estava tão bom, mas não aguentou o ressabiamento no final do último parágrafo 😂

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Citação de jean-luc godard, há 3 horas:

3.3 milhões pediram unemployment benefits durante a semana passada nos USA

o recorde era 695 mil. 

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Estimavam 500k, foram ajustando previsões até 1.6M e acabaram por chegar aos 3.3M.

Como resposta, o DJIA vai em +5.5% hoje e tecnicamente já entrou num bull market novamente. Está giro.

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Acho que a solução passa por imprimir 1 milhão para cada cidadão, como fizeram na Venezuela e no Zimbábue. 

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Citação de Thierry Henry, há 2 minutos:

Estimavam 500k, foram ajustando previsões até 1.6M e acabaram por chegar aos 3.3M.

Como resposta, o DJIA vai em +5.5% hoje e tecnicamente já entrou num bull market novamente. Está giro.

os mercados financeiros são astrologia para homens

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Citação de Thierry Henry, há 11 minutos:

Estimavam 500k, foram ajustando previsões até 1.6M e acabaram por chegar aos 3.3M.

Como resposta, o DJIA vai em +5.5% hoje e tecnicamente já entrou num bull market novamente. Está giro.

A pergunta pode ser parva, mas a reação do mercado não devia ser a inversa? Mais gente desempregada pior para a economia. Ou o prisma é o oposto, mais gente desempregada, menos custos para as empresas?

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Citação de kronix, há 8 minutos:

A pergunta pode ser parva, mas a reação do mercado não devia ser a inversa? Mais gente desempregada pior para a economia. Ou o prisma é o oposto, mais gente desempregada, menos custos para as empresas?

Os mercados financeiros refletem as perspetivas dos investidores para o futuro - o valor de cada empresa é calculado pela atualização de cash-flows futuros para o momento presente. Quando o mercado reage positivamente a notícias negativas, normalmente tem a ver com o facto de estar à espera de que as notícias fossem piores, ou quando estas surgem em simultâneo com uma resposta ao problema. Vimos os índices de referência mundiais a cair à volta dos 30/35% nas últimas semanas, portanto o impacto negativo na economia já era, de certa forma, antecipado. E temos visto também imensas notícias sobre estimulos financeiros e fiscais gigantescos em todo o globo, e isso também pesa. Há ainda a possibilidade de, muitos dos investidores que venderam nas últimas semanas, tenham procurado um ponto de entrada e o momento a seguir às más notícias costuma ser o ideal (não é por acaso que ainda hoje de manhã estava a cair quase 3%, e agora esteja a subir).

De qualquer forma, muito surpreendido ficaria eu se o pior já tivesse passado.

Editado por Visitante

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Citação de Che, há 20 minutos:

Acho que a solução passa por imprimir 1 milhão para cada cidadão, como fizeram na Venezuela e no Zimbábue. 

Será útil para servir de lenha quando os cidadãos estiverem debaixo da ponte com aquele barril de petróleo vazio a servir de lareira.

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image.thumb.png.aa079884ed0df3775440e8157d51ce39.png

Que engraçado 🤔

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Citação de ElliotReid13, há 42 minutos:

image.thumb.png.aa079884ed0df3775440e8157d51ce39.png

Que engraçado 🤔

 

and still, economy is going down.

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Citação de Catota, há 1 hora:

 

and still, economy is going down.

Hoje o S&P abriu em baixo, e vai acabar em cima. É bastante curioso, parece que há muito dinheiro de lado à espera de más notícias para entrar no mercado num ponto favorável.

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Citação de ElliotReid13, há 6 minutos:

Hoje o S&P abriu em baixo, e vai acabar em cima. É bastante curioso, parece que há muito dinheiro de lado à espera de más notícias para entrar no mercado num ponto favorável.

Mas isso não é assim em todas as crises? Quando os mercados estão em baixa é sempre a melhor altura para entrar porque quanto mais baixo for o preço de entrada mais alto será o teu lucro quando saíres.

Até na altura da passagem da Troika em Portugal houve um aumento de número de milionários.

 

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Citação de Lebohang, há 7 minutos:

 

Até na altura da passagem da Troika em Portugal houve um aumento de número de milionários.

 

Curiosamente a desigualdade diminuiu.

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Visitante
Citação de Lebohang, há 25 minutos:

Mas isso não é assim em todas as crises? Quando os mercados estão em baixa é sempre a melhor altura para entrar porque quanto mais baixo for o preço de entrada mais alto será o teu lucro quando saíres.

Até na altura da passagem da Troika em Portugal houve um aumento de número de milionários.

 

Sim, é quando há mais oportunidade mas também é quando a esmagadora maioria das pessoas precisa do dinheiro para pagar despesas. Não é muito linear.

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Citação de ElliotReid13, há 5 minutos:

Sim, é quando há mais oportunidade mas também é quando a esmagadora maioria das pessoas precisa do dinheiro para pagar despesas. Não é muito linear.

 

é comer pão com água e investir na bolsa!!!!!!!!! daqui a uns anos é pão com vinho. Não definhem!

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