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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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O retrato ainda fresco de um país num artigo de jornal.

https://www.dn.pt/arquivo/2005/memoria-de-um-parlamentar-comunista-que-nao-sabia-ler-601499.html

Há precisamente 30 anos, ao entrar pela primeira vez no Palácio de São Bento, Jerónimo de Sousa não fazia a mínima ideia de "como era isso de ser deputado". Quando o DN lhe propôs um regresso às memórias dessa época, o actual secretário-geral do PCP lembra a ruptura que se registou entre a velha Assembleia Nacional da ditadura e a Assembleia Constituinte que contribuiu decisivamente para firmar os alicerces do regime democrático. "Vínhamos de uma assembleia fascista, com uma composição muito classista, onde um operário não tinha entrada."

Nesse mês de Junho de 1975, o contraste não podia ser maior até o PPD e o CDS exibiam operários na sua bancada. Mas nenhum outro grupo parlamentar como o PCP tinha tantos "membros da classe trabalhadora", como se dizia na terminologia marxista, muito em uso na época.

Um desses operários, oriundo de Alpiarça, era António Malaquias Abalada - um operário agrícola já idoso que mal sabia ler ou escrever. Ao fazer uma das suas primeiras intervenções no plenário, com um discurso escrito na mão, este deputado começou a ser alvo de chacota generalizada, bem perceptível em diversas bancadas da Constituinte. Um episódio que indignou Jerónimo de Sousa.

Três décadas volvidas, o dirigente máximo do PCP guarda todos pormenores da cena, que reconstitui com visível emoção.

"Aconteceu num dia em que se discutia uma norma transitória que o PS e o PPD acabaram por incluir na Constituição da República. Esta norma, na altura, permitiu a libertação de todos os pides. Esse meu camarada António Abalada, que tinha passado pelas masmorras da PIDE, fez então uma intervenção, naturalmente sentida. Mas lia de forma muito deficiente - gaguejante, soletrando mal as palavras. Então a Assembleia Constituinte desatou numas gargalhadas visivelmente humilhantes", recorda Jerónimo de Sousa.

O que se passou então? O secretário-geral dos comunistas continua a lembrar o episódio "Então esse meu camarada largou o papel que tinha na mão e falou assim: 'Estão-se a rir de mim porquê? Por eu não saber ler? Pois: é que eu, aos sete anos, já andava a guardar gado; aos 17, fui preso pela PIDE. E quando fui preso não me perguntaram se eu era do CDS ou do PS ou do PPD. Perguntaram, isso sim, se eu era do Partido [Comunista Português]. E foram os meus camaradas intelectuais deste partido que me ensinaram as poucas letras que eu conheço'."

Aquelas frases espontâneas, proferidas como reacção à deselegância dos restantes deputados, constituíram uma autêntica lição de vida. "A verdade é que o hemiciclo emudeceu. E o camarada Abalada lá continuou a ler - manifestamente mal, como já fizera anteriormente - a sua intervenção sobre a tal norma transitória", recorda Jerónimo de Sousa, também ele com raízes operárias.

Mesmo com tantos anos decorridos, a emoção é visível na face do secretário-geral comunista ao desfiar esta memória dos seus tempos de deputado constituinte. "Aquele foi um dos momentos mais impressionantes que eu testemunhei no hemiciclo de São Bento, no sentido de classe. E foi também uma lição para a arrogância intelectual de muitos deputados", conclui Jerónimo de Sousa.

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Citação de Seferogol, há 3 minutos:

Politicas ditadoriais

Tambem se defendessem abertamente eram um bocado estupidos. 

Citação de Jpa, há 3 minutos:

Então diz lá o que é que é uma prostituta política para ti.

O mais engraçado, é que se fosse um gajo do BE ou do PCP a fazer isto, já estavas a espumar da boca. Nem te vou responder mais, só se f*de mais o tópico. Volta lá para o Twitter.

Talvez estivesse, talvez não.

O que eu quis dizer com "um capitalista é como se fosse uma prostituta politica" é que vivemos bem com ideias dos mais variados espectros politicos desde que venham de encontro com as nossas. Normalmente são de direita. 

Volto para o twitter porque? Porque sou de direita não posso tar aqui? Hum...cheira-me a...

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Citação de Liberblue, há 5 minutos:

Sim ta-se bem. Agora as pessoas não podem mudar de opinião.

Opá, se achas que é essa a versão mais provável, é contigo. Eu tenho bastante certeza que não é por aí.

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Citação de Liberblue, há 4 minutos:

O que eu quis dizer com "um capitalista é como se fosse uma prostituta politica" é que vivemos bem com ideias dos mais variados espectros politicos desde que venham de encontro com as nossas.

Ou como diz o outro

Citação de Liberblue, há 1 hora:

desde que seja rentavel.

assim em jeito de metáfora.

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Citação de Mayday, há 6 minutos:

Ou como diz o outro

assim em jeito de metáfora.

Não, vanos apoiar medidas que nos prejudiquem queres ver. 

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Citação de Jpa, há 21 horas:

A IL não vai coligar-se em Lisboa. Miguel Quintas será o candidato.

menos 4% para o Moedas. Se PSD/CDS/IL já era difícil ganhar, agora sem a IL ainda mais difícil fica. A coisa está a ficar cada vez melhor para o Medina.

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Citação de andriy pereplyotkin, há 1 hora:

Como se atreve a ter uma perspectiva bem ponderada sobre a análise d'Os Maias.

Até acho que a investigadora foi bastante moderada no que disse e algumas pessoas têm exagerado nos comentários, mas que novidade traz? Qualquer pessoa que leia o livro consegue perceber se determinada personagem é ou não racista pelo que vai dizendo ao longo da obra. Não é preciso grande poder de interpretação para chegar a essa conclusão e os professores dão sempre uma contextualização histórica. Acredito que possa ser muito importante discutir o problema do racismo nas escolas e pegar em determinadas obras literárias até pode ser um bom ponto de partida para isso, mas não sei se Os Maias são a obra ideal para pegar nesse tema dado que a questão racial não é propriamente um tema central da obra, nem é assim tão recorrente ao longo da mesma, se bem me lembro.

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Citação de Simeone, há 50 minutos:

Até acho que a investigadora foi bastante moderada no que disse e algumas pessoas têm exagerado nos comentários, mas que novidade traz? Qualquer pessoa que leia o livro consegue perceber se determinada personagem é ou não racista pelo que vai dizendo ao longo da obra. Não é preciso grande poder de interpretação para chegar a essa conclusão e os professores dão sempre uma contextualização histórica. Acredito que possa ser muito importante discutir o problema do racismo nas escolas e pegar em determinadas obras literárias até pode ser um bom ponto de partida para isso, mas não sei se Os Maias são a obra ideal para pegar nesse tema dado que a questão racial não é propriamente um tema central da obra, nem é assim tão recorrente ao longo da mesma, se bem me lembro.

Que novidade traz? Pergunta a 10 pessoas se Os Maias têm algum tipo de racismo e vais descobrir a resposta. Fico feliz por teres tido uma experiência positiva, mas a contextualização histórica que me deram no que diz respeito à obra foi bem superficial e em momento algum tocou nisto. Falei de realismo, do desagrado com o status quo, da geração de 70...

Precisamente por não ser tema central é que é bom ponto de partida! A forma como está escrito diz-nos bastante sobre como a sociedade da época via o assunto. O racismo faz parte da obra. Ter contextualização escrita é um óptimo método de enquadramento histórico, particularmente em obras que façam parte do Plano Nacional de Leitura ou dos currículos escolares.

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Ela em muitos casos pega em exemplos um bocado idiotas, mesmo pra encher. Qualquer dia sou racista pq tenho medo de andar na rua à noite.

Anw, o assunto vai tomar proporções idiotas pq é um tema que está na moda e muitas pessoas só vão ler os títulos sensacionalistas. O que a autora do estudo propõe não me parece nada de especial e vejo alguma utilidade, apesar de não me parecer que quem leia os Maias seja de alguma forma influenciado, consciente ou inconscientemente, a ser mais ou menos racista do que já é. Neste aspecto, o livro é inócuo, pq não é esse o seu objectivo. Só analisando através de uma lupa muito específica é que é possível dar esse teor ao romance.

Editado por Elvis

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Saudades da dar os Maias na escola.
A professora a elogiar um colega, claramente leu o livro...e o crl só via a novela...

Editado por Axadrezado

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Porra, a mim só me ensinaram os resumos

Acho bem que se faça contextualização, se realmente tem referências, msm q subtis, racistas

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Citação de Elvis, há 12 minutos:

Ela em muitos casos pega em exemplos um bocado idiotas, mesmo pra encher. Qualquer dia sou racista pq tenho medo de andar na rua à noite.

Anw, o assunto vai tomar proporções idiotas pq é um tema que está na moda e muitas pessoas só vão ler os títulos sensacionalistas. O que a autora do estudo propõe não me parece nada de especial e vejo alguma utilidade, apesar de não me parecer que quem leia os Maias seja de alguma forma influenciado, consciente ou inconscientemente, a ser mais ou menos racista do que já é. Neste aspecto, o livro é inócuo, pq não é esse o seu objectivo. Só analisando através de uma lupa muito específica é que é possível dar esse teor ao romance.

Eu não vi exemplos idiotas mas só li o artigo do Público.

O que está em causa não é a obra ter um objectivo de propagação de racismo. O estudo de obras literárias no ensino obrigatório não pode ter como mero propósito a análise da história que lá está contada. A literatura (como qualquer arte) é mais que isso, há doses e camadas de simbolismo em cada obra. Tendo em conta que há referências racistas recorrentes ao longo do livro e que isso é efectivamente um reflexo daquela sociedade, como é que podemos não falar do tema? É uma plataforma perfeita, parece que está ali à espera para o tema ser analisado e debatido.

Parece-me não só completamente inofensivo como uma óptima ideia. A discussão nem sequer é de hoje, quanto muito é novidade por cá. Há muitos anos que há estudo e debate académico sobre grandes obras literárias e sobre como se deve analisar o racismo que faz parte delas. Notas pedagógicas de contextualização parece-me perfeitas. No fim só vai formar melhores cidadãos.

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Citação de andriy pereplyotkin, há 4 minutos:

Eu não vi exemplos idiotas mas só li o artigo do Público.

O que está em causa não é a obra ter um objectivo de propagação de racismo. O estudo de obras literárias no ensino obrigatório não pode ter como mero propósito a análise da história que lá está contada. A literatura (como qualquer arte) é mais que isso, há doses e camadas de simbolismo em cada obra. Tendo em conta que há referências racistas recorrentes ao longo do livro e que isso é efectivamente um reflexo daquela sociedade, como é que podemos não falar do tema? É uma plataforma perfeita, parece que está ali à espera para o tema ser analisado e debatido.

Parece-me não só completamente inofensivo como uma óptima ideia. A discussão nem sequer é de hoje, quanto muito é novidade por cá. Há muitos anos que há estudo e debate académico sobre grandes obras literárias e sobre como se deve analisar o racismo que faz parte delas. Notas pedagógicas de contextualização parece-me perfeitas. No fim só vai formar melhores cidadãos.

Há doses e camadas de simbolismo, certíssimo. Ninguém discute o contrário e certamente que não falaste somente na história d'Os Maias na escola. O ponto é que se olhares com a lupa certa, consegues fazer um ponto para praticamente tudo. Considerar passagens como "crises de melancolia negra”, “negros de cólera”, escada escura e feia” e quartos “alegres, forrados de papéis claros” como um exemplo de racismo é precisamente o tipo de interpretação abusiva que para mim é mesmo estar à procura do ínfimo detalhe para validar um ponto. Não me parece que haja referências racistas recorrentes, há, isso sim, um outro comentário, provavelmente típico da altura, que estão lá para dar corpo ao texto e ajudar na caracterização da sociedade daquela época. Neste ponto, não me parece de todo incorrecto contextualizar que na altura se viviam tempos em que o racismo agressivo ainda era latente. Cheira-me é que haverá um forcing para seja dado um enfoque exagerado a este tema quando a obra pouco o menciona ou exibe.

Deixo o artigo do observador que li na altura que isto surgiu e com o qual concordo plenamente:

https://outline.com/jK9Usc

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Citação de Elvis, há 5 minutos:

Há doses e camadas de simbolismo, certíssimo. Ninguém discute o contrário e certamente que não falaste somente na história d'Os Maias na escola. O ponto é que se olhares com a lupa certa, consegues fazer um ponto para praticamente tudo. Considerar passagens como "crises de melancolia negra”, “negros de cólera”, escada escura e feia” e quartos “alegres, forrados de papéis claros” como um exemplo de racismo é precisamente o tipo de interpretação abusiva que para mim é mesmo estar à procura do ínfimo detalhe para validar um ponto. Não me parece que haja referências racistas recorrentes, há, isso sim, um outro comentário, provavelmente típico da altura, que estão lá para dar corpo ao texto e ajudar na caracterização da sociedade daquela época. Neste ponto, não me parece de todo incorrecto contextualizar que na altura se viviam tempos em que o racismo agressivo ainda era latente. Cheira-me é que haverá um forcing para seja dado um enfoque exagerado a este tema quando a obra pouco o menciona ou exibe.

Deixo o artigo do observador que li na altura que isto surgiu e com o qual concordo plenamente:

https://outline.com/jK9Usc

Destaco este como o ponto alto da besteira que esse tipo diz:

Citação

 É claro que a ideia a que o racismo inconsciente leva, de que só pode haver anti-racistas ou racistas, é perigosa; mas se além de perigosa for verdadeira, então a pergunta sobre se os Maias são racistas é inútil. “É Os Maias um romance escrito em Português?” é, se assumirmos que há racismo inconsciente, uma pergunta com o mesmo nível de complexidade.

Que raio de comparação é esta? Que raio de conclusão? Não, não é esse o ponto de analisar racismo e a sua presença em obras. É um tema tremendamente complexo.

 

Esse tipo é de uma desonestidade intelectual marcante. Faz algo, por exemplo, que é um problema que até apontamos muitas vezes aos académicos (ainda há dias se falava disso aqui relativamente à Suana Peralta). Pega no discurso directo exposto em meio académico (neste caso a apresentação de um paper) e apresenta-o a todos sem qualquer espaço para interpretação ou análise. É isso que faz quando cita aqueles exemplos que tu apontas, como esse das escadas ou dos papéis. Isso é conteúdo puramente académico e de enquadramento.

Queres uma perspectiva limpa sobre o assunto? Lê as palavras da própria, parece-me mais saudável:

https://www.publico.pt/2021/03/07/culturaipsilon/noticia/passagens-racistas-maias-justificam-nota-pedagogica-defende-investigadora-1953397

Citação

“Penso que é importante separarmos o romance, que é uma das maiores obras de arte da cultura portuguesa, das passagens racistas nela encontradas”, disse, acrescentando que o que está em causa na sua análise é a obra e não o autor, Eça de Queirós, pois “para tal seria preciso um estudo muito mais aprofundado, investigação profunda sobra a vida dele e seus escritos profissionais e pessoais”.

Citação

A doutoranda considera que a obra Os Maias é “uma ferramenta ideal para criar oportunidades de ensino e instrução culturalmente responsáveis, para que possamos atender às necessidades de todos os alunos”.

“É um material para explorarmos valores e comportamentos relacionados com a raça que existiam na época, mas que continuam a manifestar-se em vários aspectos da sociedade actual”, disse.

Para Vanusa Vera-Cruz Lima, o fim da leitura de Os Maias não é uma “solução” e nem esse o propósito da análise que fez à obra, mas sim a consciencialização das pessoas em relação aos “significados que até agora não têm sido observados, nem discutidos nos materiais escolares que acompanham a leitura da obra”.

E deixa a proposta de “criar um comentário pedagógico sobre esta faceta da obra, tal como se comentam outros significados”.

Seria, na sua opinião, uma abertura para “conversas corajosas sobre raça dentro do romance”, o que “não levaria à desvalorização da obra tão importante”.

Destaco estes dois excertos, mas podes ler e ver os exemplos de linguagem que ela usa para a sociedade e não em meio académico.

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Citação de andriy pereplyotkin, há 2 minutos:

Destaco este como o ponto alto da besteira que esse tipo diz:

Que raio de comparação é esta? Que raio de conclusão? Não, não é esse o ponto de analisar racismo e a sua presença em obras. É um tema tremendamente complexo.

 

Esse tipo é de uma desonestidade intelectual marcante. Faz algo, por exemplo, que é um problema que até apontamos muitas vezes aos académicos (ainda há dias se falava disso aqui relativamente à Suana Peralta). Pega no discurso directo exposto em meio académico (neste caso a apresentação de um paper) e apresenta-o a todos sem qualquer espaço para interpretação ou análise. É isso que faz quando cita aqueles exemplos que tu apontas, como esse das escadas ou dos papéis. Isso é conteúdo puramente académico e de enquadramento.

Queres uma perspectiva limpa sobre o assunto? Lê as palavras da própria, parece-me mais saudável:

https://www.publico.pt/2021/03/07/culturaipsilon/noticia/passagens-racistas-maias-justificam-nota-pedagogica-defende-investigadora-1953397

Destaco estes dois excertos, mas podes ler e ver os exemplos de linguagem que ela usa para a sociedade e não em meio académico.

Confesso que não percebi patavina do que disseste. O que é que tem ela ter dito isso em meio académico? Wtf, foram palavras dela, para dar contexto ou não, foi o que ela referiu e é a análise que está na base da proposta dela. Desonestidade intelectual? Oi? 

Relativamente à questão do racismo inconsciente, honestamente nem liguei muito. Basicamente está a argumentar que se assumimos que o racismo inconsciente existe, então é indesmentível que a obra do Eça é provavelmente toda ela racista. A do Eça e a de todos os autores da altura. E nesse aspecto torna-se um tema um bocado irrelevante discutir se o é ou não. Anw, não liguei muito a esta frase porque nem percebi bem o que é que ele quis dizer, nem me pareceu muito relevante para o restante conteúdo.

Já agora, julgo que o artigo foi escrito por alturas da apresentação do paper, ela ainda não tinha mencionado esta ideia - e não ponho de parte que tenha revisto a sua posição visto que sofreu logo algum backlash.

O ponto dela, como referi, é válido; temo é que poderá ser dada uma importância desajustada dado os tempos em que vivemos. 

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“Apenas ficaram sós, Palma voltou-se para o Eusebio, e deu-lhe conselhos muito serios sobre o systema de tratar hespanholas. Era necessario leval-as por bons modos; por isso é que ellas se pellavam por portuguezes, porque lá em Hespanha era á bordoada...”

Pobres espanhóis como são retratados nos Maias😆

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Citação de andriy pereplyotkin, há 1 hora:

Que novidade traz? Pergunta a 10 pessoas se Os Maias têm algum tipo de racismo e vais descobrir a resposta. Fico feliz por teres tido uma experiência positiva, mas a contextualização histórica que me deram no que diz respeito à obra foi bem superficial e em momento algum tocou nisto. Falei de realismo, do desagrado com o status quo, da geração de 70...

Precisamente por não ser tema central é que é bom ponto de partida! A forma como está escrito diz-nos bastante sobre como a sociedade da época via o assunto. O racismo faz parte da obra. Ter contextualização escrita é um óptimo método de enquadramento histórico, particularmente em obras que façam parte do Plano Nacional de Leitura ou dos currículos escolares.

por acaso quando li o livro há muitos anos não notei a cena racista, deve ter sido por o meu prof. na altura estar sempre a cascar nos portugueses. O João da Ega era um parasita da sociedade com a mania que era esperto e que queria ser o centro das atenções

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Citação de Elvis, há 17 minutos:

Confesso que não percebi patavina do que disseste. O que é que tem ela ter dito isso em meio académico? Wtf, foram palavras dela, para dar contexto ou não, foi o que ela referiu e é a análise que está na base da proposta dela. Desonestidade intelectual? Oi? 

Relativamente à questão do racismo inconsciente, honestamente nem liguei muito. Basicamente está a argumentar que se assumimos que o racismo inconsciente existe, então é indesmentível que a obra do Eça é provavelmente toda ela racista. A do Eça e a de todos os autores da altura. E nesse aspecto torna-se um tema um bocado irrelevante discutir se o é ou não. Anw, não liguei muito a esta frase porque nem percebi bem o que é que ele quis dizer, nem me pareceu muito relevante para o restante conteúdo.

Já agora, julgo que o artigo foi escrito por alturas da apresentação do paper, ela ainda não tinha mencionado esta ideia - e não ponho de parte que tenha revisto a sua posição visto que sofreu logo algum backlash.

O ponto dela, como referi, é válido; temo é que poderá ser dada uma importância desajustada dado os tempos em que vivemos. 

A exposição de um tema em ambiente académico tem um propósito de debate interno que não é necessariamente de exposição ao público, precisamente para que não sejam feitas análises literais e simplistas. A relação não é um mero "as paredes são negras e feias" é racismo. É preciso analisar o conteúdo desse paper no âmbito daquela área de estudos, onde certamente a análise das descrições é um dos recursos utilizados. A leitura desse zé é, lá está, simplista. Daí que o acuse de desonestidade. Desculpa, não sei explicar isto de forma mais clara.

Ironicamente diria que ele sofre do que a acusa: foi à procura de justificação para o que queria dizer. Da próxima recomendo que vá à procura de contraditório e fale com quem fez o trabalho em vez de desatar a retirar as próprias conclusões.

Sobre a posição dela: na altura defendeu a retirada d'Os Maias dos currículos? Defendeu alguma coisa que não esteja a defender agora? É como disse, os trabalhos académicos (particularmente nas ciências sociais) carecem de debate e maturação. Ela produziu um material. Apresentou-o aos colegas, terão discutido e aprofundado o tema. Agora apresenta conclusões daquilo que fez.

Se o ponto dela é válido, fiquemos por aí. Estamos a discutir cenários hipotéticos em vez de discutirmos uma proposta muito clara.

 

Citação de Puto Perdiz, Agora:

por acaso quando li o livro há muitos anos não notei a cena racista, deve ter sido por o meu prof. na altura estar sempre a cascar nos portugueses. O João da Ega era um parasita da sociedade com a mania que era esperto e que queria ser o centro das atenções

Já lá vão mais de 10 anos mas do que me recordo esse é um dos grandes focos da análise à obra. O Ega como metáfora para os males da sociedade da altura.

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