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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Ticampos, há 1 minuto:

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@antifa Isso seria tudo muito bonito, mas depois vemos a última sondagem deles de 2022 de bradar aos céus. PSD 41,3% vs PS 28,6% no Sul+Ilhas? Chega fraco no Sul do país? Livre com 4,1% na AMP? Chega mais forte na AMP do que no SUL? 

Por essa Sondagem o Livre elegia 1 ou 2 no Porto e 0 em Lisboa não? ahahah

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Citação de Ticampos, há 2 minutos:

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@antifa Isso seria tudo muito bonito, mas depois vemos a última sondagem deles de 2022 de bradar aos céus. PSD 41,3% vs PS 28,6% no Sul+Ilhas? Chega fraco no Sul do país? Livre com 4,1% na AMP? Chega mais forte na AMP do que no SUL? 

Quanto mais ao pormenor fores, menos representativos são os números.

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Citação de Petar Musa, há 2 minutos:

Mas quantas pessoas têm animais exóticos em casa?

Estou a falar de cães e gatos, não de camaleões 

Mercado dos animais exóticos é que está em verdadeiro crescimento em Portugal, não o dos cães e gatos, é são os veterinários especialistas em papagaios, camaleões, tarântulas, serpentes e semelhantes que são estupidamente caros em Portugal, não os gerais como são os de gatos e cães. 

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Citação de Mica, há 3 minutos:

Quanto mais ao pormenor fores, menos representativos são os números.

Quanto aos pequenos partidos aceito. Mas 41,3% PSD vs 28,6% PS no Sul+Ilhas não é representativo? E eles foram dando este tipo de distribuição geográfica consistentemente em 2021/2022.

Editado por Ticampos

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Citação de Ticampos, Agora:

Quanto aos pequenos partidos aceito. Mas 41,3% PSD vs 28,6% PS no Sul+Ilhas não é representativo?

Depende da amostra. Se foram entrevistadas 1000 pessoas (?) já não é uma amostra nada de especial, e se dessas 1000 apenas 300 forem do Sul+Ilhas, aí já começa a ser má, porque facilmente outras 300 subvertem esses resultados.

É difícil argumentar sem os números exatos, mas entendes melhor que ninguém o que quero dizer.

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Citação de Lebohang, há 4 minutos:

Mercado dos animais exóticos é que está em verdadeiro crescimento em Portugal, não o dos cães e gatos, é são os veterinários especialistas em papagaios, camaleões, tarântulas, serpentes e semelhantes que são estupidamente caros em Portugal, não os gerais como são os de gatos e cães. 

Quantas pessoas conheces com uma tarântula? Quantas vezes foste ao veterinário e tinha lá alguém à espera para ser a sua serpente do deserto ser atendida?

Eu tenho 2 gatos, vou várias vezes ao veterinário e nunca, mas nunca vi alguém que não fosse  lá por causa do seu cão, gato ou hamster. 

 

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Não era mau pensado haver mais pessoas com tarantulas, cobras venenosas, tigres.

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Citação de kareca, há 51 minutos:

Convidados do podcast da Vera Kolodzig

Tudo o que sei dessa pessoa é que há uns 6 ou 7 anos fazia parte de um grupo de amigas que eram o terror na noite. Medo.

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Citação de antifa, há 6 minutos:

Tudo o que sei dessa pessoa é que há uns 6 ou 7 anos fazia parte de um grupo de amigas que eram o terror na noite. Medo.

Terror da noite como? Davam pancada nas pessoas?

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Citação de Petar Musa, há 1 minuto:

Terror da noite como? Davam pancada nas pessoas?

ahah não, era mais borracheira e engates agressivos

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Citação de kareca, há 1 hora:

Só falta o derby de hoje 🙌

Ainda falta o melhor deles todos que é o debate dos partidos que não estão no parlamento. Tem sempre muito potencial.

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Citação de Lebohang, há 1 hora:

mw-640

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Cristina Figueiredo

Luís Montenegro – 6
Rui Rocha – 6

Não aqueceu nem arrefeceu este debate entre dois líderes potencialmente parceiros numa eventual solução de Governo. Divergências apenas de alcance nas (poucas) questões abordadas - fisco, SNS -, apenas uma inconciliável - a relativa à privatização da CGD, de que Montenegro discorda por "uma questão de princípio inegociável". O líder do PSD a sublinhar a bipolarização (entre PSD e PS) onde pretende focar as atenções doa eleitores, Rui Rocha a (querer) fazer pela vida e a assegurar por mais de uma vez que "a solução para o país está nesta mesa". "Ambição" (palavra usada por ambos) não lhes falta. No final desta longa maratona de frente-a-frentes e à beira dos quinze dias de campanha na estrada, é melhor que fôlego também não.

David Dinis

Luís Montenegro – 8
Rui Rocha – 6

Foi tudo em registo de diálogo, digno e sem pressão, mas o debate das duas direitas coligáveis serviu para Luís Montenegro se posicionar no lugar do centro: todo o seu discurso, assim como as suas propostas, são pensadas e transmitidas com o objetivo de tranquilizar: não haverá, com ele, privatização da CGD, o SNS continuará a ser central, o IRS não terá taxa fixa. Montenegro nunca quis afastar a IL, mas também não cedeu um milímetro à agenda dos liberais (ainda). Sendo o objetivo o voto útil, ganhou tranquilamente.

Quanto a Rui Rocha, foi suficiente para não envergonhar. Mas faltou-lhe densidade para responder em assuntos como a CGD, assim como agilidade para levar o papel das 10 exigências ao ponto que Catarina Martins conseguiu há oito anos com Costa. Francamente, deu saudades de Cotrim.

Pedro Candeias

Luís Montenegro – 8
Rui Rocha – 7

Então, às tantas, Rui Rocha fez o seu pitch e passou uma folhinha com 10 pontos a Luís Montenegro que educadamente agradeceu a oferta. “A solução para Portugal está nesta mesa”, disse Rocha. Foi um momento simbólico: estavam frente a frente, a lançar o isco um ao outro, entre sorrisos cúmplices e piscadelas de olho, a dizer que sim com a cabeça sempre que as propostas agradavam a ambos. “Temos condições para aproximar as posições”, garantiu Montenegro.

E aproximar as posições foi o que fizeram, mesmo quando um confessou confiar em Miguel Albuquerque e o outro não, mesmo quando as propostas sobre baixas dos impostos não colaram integralmente umas nas outras e mesmo quando as considerações feitas sobre o SNS e sobre a Caixa Geral de Depósitos não podiam ser mais diferentes.

Montenegro defendeu intransigentemente o acesso “à saúde universal e tendencialmente gratuito” e a imprescindibilidade de haver um banco público; e Rocha apostou na lei do mercado e na lógica da concorrência para ambos os temas. Liberal, sim, mas não tanto assim, pareceu dizer Montenegro a Rocha, apelando ao centrão político português que se sente mais seguro com a presença do Estado em setores fundamentais.

Mas ninguém se chateou com isso. Foi um debate esclarecedor, educado, cordial e que em nenhum momento tentou esconder que o que ali se passava era um convite para dançar. E Montenegro, cada vez mais confortável e confiante em frente às televisões, liderou sempre o par; Rocha deixou-se conscientemente levar.

Como se diz geringonça à direita?

Henrique Monteiro

Luís Montenegro – 7
Rui Rocha – 6

A vitória é do líder da AD, mas podia ser do líder da IL. Todo o debate se submeteu à velha frase, segundo a qual “são precisos dois para dançar o tango”. Os dois prometeram unir-se e, com mais ou menos dificuldade, conduzir o país. O problema é que, se seguirmos Clausewitz, numa coligação, o parceiro mais forte é sempre prisioneiro do mais fraco. Ora, nesse caso, Montenegro seria prisioneiro das teses da IL, porque sem elas não sobreviveria como primeiro-ministro.

Mas isto é a possibilidade. Já a realidade é outra, e é a realidade que dá a vantagem tangencial a Montenegro. Quando apela ao voto útil para aqueles que não querem que o PS, e de forma mais geral a esquerda, continue no Governo tem, obviamente argumentos que faltam a Rui Rocha.

Acresce que o presidente do PSD conseguiu posicionar-se como um verdadeiro centrista, defendendo, contra a opinião do seu contendor, o SNS como espinha dorsal do sistema de saúde português e a existência de um banco público, neste caso a CGD. Fê-lo de maneira a descansar o eleitorado que poderá estar indeciso entre PS e PSD. Na verdade, a caricatura que tem sido feita do PSD, como força praticamente igual a todas as outras da direita, é manifestamente desfocada. Montenegro, neste debate, onde não foi obrigado a fazer contrapontos, no qual o adversário lhe disse que a solução do país passa pelos que estavam sentados frente a frente naquela mesa, revelou-se bastante mais social-democrata (no sentido verdadeiro do tema), e até de esquerda, do que os terrenos que os partidos que formaram a ‘geringonça’ o colocam. Enfim, conversa de amigos, com divergências que não os impedem de manter uma bela amizade.

Sebastião Bugalho

Luís Montenegro – 9
Rui Rocha – 9

Em 2022, Rui Tavares brilhou no embate com António Costa, desafiando o então recandidato a primeiro-ministro a um compromisso escrito, colocando-o a ponderar a possibilidade.

Hoje, outro Rui (o Rocha) conseguiu exatamente isso. Permitindo ao líder do PSD fugir ao tema incómodo da Madeira e não dando retorno à provocação de Montenegro sobre "a irresponsabilidade" da IL nos Açores, estendeu-lhe um documento com dez desafios para os dois se entenderem.

A partir daí, o debate ficou centrado em propostas, como se estivéssemos diante de uma negociação de programa de Governo.

O mais interessante é que a discussão serviu ambos. Rocha mais afirmativo na economia e mais transversal no alívio fiscal. E Montenegro, de forma inteligente, aproveitou o liberalismo do seu adversário para fazer valer o seu centrismo, na Saúde ("A base do sistema de saúde tem de ser o SNS") e na Caixa Geral de Depósitos, contrariando a privatização da IL.

No fim, Rocha encerrou o seu ciclo de debates com chave de ouro, defendendo concursos públicos internacionais para os reguladores do Estado e um pacto de Justiça que incluísse o mais possível, mas que não deixasse de ser feito por isso.

Correu bem. A ambos.

Pedro Cordeiro

Luís Montenegro – 7
Rui Rocha – 6

Numa espécie de simetria com o debate entre Pedro Nuno Santos e Mariana Mortágua, não houve duelo entre Rui Rocha e Luís Montenegro, antes conversa entre homens cientes de que podem ter de se entender, hipótese a que um certo cheiro a dinâmica de vitória da AD vai dando força. Arrancou coxo o namoro quando Clara de Sousa perguntou ao líder da IL se podia substituir o PAN como muleta de Miguel Albuquerque na Madeira (não, a manter-se este último), mas no resto vê-se que é questão de os números baterem certo.

O presidente do PSD esteve mais à vontade, discurso e sorriso saem-lhe naturais, deu-se (e não foi a primeira vez) ares de primeiro-ministro. Face à posição algo dogmática do adversário liberal, Montenegro apareceu como rosto de moderação económica (CGD) e consciência social (SNS), que ajudam a virar a página da troika no currículo. Com Rocha a frisar a disponibilidade para a aproximação e a mostrar que as diferenças são no acessório e não no essencial, a direita democrática protagonizou uma conversa simpática. A primeira de quantas?

---/---

mw-640

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Eunice Lourenço

Mariana Mortágua – 7
Inês de Sousa Real – 4

A coordenadora do Bloco esteve muito bem a apontar as contradições do PAN e a atirar continuamente a situação da Madeira à cara de Inês Sousa Real. A porta-voz do PAN conseguiu aguentar-se razoavelmente face ao desdém com que chegou a ser tratada e respondeu com a sua já muito habitual metralhadora de medidas aprovadas, mas este terá sido o seu pior debate. Mortágua provou que é mais consistente e coerente e apostou na descredibilização da adversária desta noite para tentar recuperar eleitorado que facilmente embarca no discurso fofinho do PAN. Com a líder do Bloco, Sousa Real não podia usar o pior dos seus argumentos deste ciclo de debates – o “não me interrompa porque sou mulher” – e pareceu mais desconcentrada. As expressões de ambas denunciaram bem como se desprezam, mas Mortágua foi mais notória, reduzindo o PAN a um partido que é capaz de apoiar qualquer governo em função de umas quantas medidas. "Não há coerência nem possibilidade de confiança das pessoas no PAN”, concluiu a líder do Bloco, claramente vencedora de um frente-a-frente em que, do ponto de vista das ideias, foi interessante notar as diferenças sobre política fiscal.

Luís Aguiar-Conraria

Mariana Mortágua – 4
Inês de Sousa Real – 6

Mariana Mortágua perdeu uns minutos iniciais a defender uma agenda ambientalista. Terá conseguido roubar algumas bandeiras ao PAN? Não sei, Inês Sousa Real respondeu com algumas coisas que negociou ou com PS no parlamento.

Mariana Mortágua critica PAN com a Madeira, lembrando que há ambiente para além das touradas. Inês respondeu lembrando algumas irresponsabilidades do BE e insistindo na importância de viabilizar governações sem o Chega. Simpatizo com este argumento.

A proposta de Mariana Mortágua para reduzir o leque salarial é difícil de qualificar. Se Portugal já é pouco amigo de grandes empresas — até taxas de IRC progressivas temos —, com a proibição prática de salários de topo, deixaríamos de as ter. É uma proposta para empobrecer Portugal. Por contraponto, Inês Sousa Real passou uma imagem de bom senso na discussão das políticas económicas.

Inês Sousa Real a dar um argumento de peso em relação a algumas propostas de Mariana Mortágua: são inexequíveis no âmbito da União Europeia em que vivemos.

Liliana Valente

Mariana Mortágua – 7
Inês de Sousa Real – 5

Sendo duas óptimas debatentes, foi um frente-a-frente vivo com objetivos bem claros: Mariana Mortágua quer secar o PAN à esquerda; e o PAN captar descontentamento ao centro. A líder bloquista foi no entanto muito hábil a apontar a Inês Sousa Real incongruências na defesa das suas causas (as ambientais), sobretudo por causa do apoio do PAN na Madeira, onde recordou o desprezo dos sucessivos governos regionais pelas normais ambientais e construção desenfreada e pelo aumento do preço das casas. Mortágua contra-atacou ainda com o facto de o PAN se focar em causas e não no big picture. E desferiu um ataque fortíssimo no coração das propostas do PAN ao falar da descida do IRC, que beneficia empresas como a Galp, que é tudo menos ambiental.

Sousa Real contra-argumentou com as suas propstas e conquistas - mas a dada altura entusiasmou-se e falou até do IVA Zero(?!) como uma conquista sua. A líder do PAN tentou captar descontentamento ao centro, defendendo algumas medidas do PSD, mas sem muita força. Depois de hoje, fica difícil perceber (ainda mais) o que é o PAN e onde se posiciona no espectro partidário.

Paulo Baldaia

Mariana Mortágua – 5
Inês de Sousa Real – 6

Este foi o debate em que o pragmatismo do PAN esteve na mira de Mariana Mortágua e nem parecia que o Bloco de Esquerda fez parte de uma geringonça que permitiu ao PS governar de 2015 a 2019. Inês Sousa Real aproveitou a oportunidade para mudar a cassete com que entrou no frente-a-frente para o lado B, o lado onde o PAN tem a lista das medidas que fez aprovar. Convenhamos, não sendo fácil explicar como se apoia o PS na República; o PSD e o CDS na Madeira e ainda conseguir alinhar com o PPM nos Açores, Inês Sousa Real resolveu bem o problema. O esforço de colar o PAN a um governo moribundo na Madeira valem nota positiva para Mariana Mortágua, mas não deu para mais do que isso.

Henrique Monteiro

Mariana Mortágua – 4
Inês de Sousa Real – 5

Houve uma competição interessante para ver quem combatia melhor a riqueza, perdão a pobreza. Na verdade, tal como a história que se conta do diálogo entre o então primeiro-ministro sueco e Otelo Saraiva de Carvalho, em este que dizia querer acabar com os ricos, e Olof Palme lhe respondia que queria acabar, sim, mas com os pobres, Mariana Mortágua apontou baterias à líder do PAN acusando-a de beneficiar grandes empresas, ou de estar ao lado da direita reacionária, na Madeira e nos Açores.

Se o objetivo era retirar eleitorado ao PAN e conduzi-lo para o BE, Mariana pode ter marcado pontos; mas isso é uma hipótese não mais do que remota. De resto, o que fez o BE? Inês disse-o claramente: recusou um OE da esquerda (da ‘geringonça’) o que conduziu a eleições sob a chantagem de vir aí a extrema-direita, e deram a maioria absoluta ao PS, que agora o BE tanto critica. Em contrapartida, Inês, no seu jeito de ‘picareta falante’ (epíteto que herda de Guterres) disse uma série de coisas em que o PAN foi decisivo para que o PS as aprovasse. Claro que não faço a menor ideia se tudo o que disse corresponde à verdade, mas a mesma dificuldade tenho em ver uma série de propostas do Bloco poderem um dia vir a ser aprovadas sem um poder esmagador e sufocante do Estado.

Enfim, é interessante verificar como dois partidos que vistos de mais longe parecem parecidos, olhados de perto se mostram tão diferentes.

Pedro Candeias

Mariana Mortágua – 7
Inês de Sousa Real – 5

O tema até foi lançado pelo moderador: o PAN estaria arrependido de ter puxado o tapete a Miguel Albuquerque na Madeira? Inês Sousa Real disse que não. Mais tarde, lá para os seis minutos de debate, Mariana Mortágua aproveitou a deixa numa resposta às propostas ambientais para desferir o primeiro ataque: como era possível um partido animalista apoiar “em nome do ambiente um poder de destruição ambiental”? A sugestão era óbvia: o PAN é ambíguo, no mínimo, e politicamente interesseiro, no máximo dos máximos.

A estratégia da coordenadora do Bloco estava ali toda, inteira, e em dois ou três momentos posteriores, na habitação ou nos salários ou nos impostos, Mariana Mortágua encerraria praticamente todas as suas exposições com a formulação “eu não compreendo como é que o PAN” isto e “eu não compreendo como é que o PAN” aquilo.

E apesar do número impressionante de medidas que Sousa Real é capaz de debitar a cada 30 segundos, a verdade é que foi incapaz de resolver a imagem que Mariana Mortágua conseguiu pintar dela: a de que o PAN é um partido que flirta com a direita, nos apoios que dá e nas propostas que defende, fundamentalmente na fiscalidade. Recordo a frase: “O PAN quer baixar o IRC que só é pago pelas grandes empresas” e uma delas é "a GALP", uma petrolífera, a nemesis de qualquer ambientalista que se preze.

Como o eleitor associa intuitivamente os partidos ambientalistas à esquerda, a intenção de Mortágua foi rebater essas perceções, colar Inês Sousa Real a um certo liberalismo económico e roubar-lhe esses votos.

Por ter sido mais eficaz nestes 30 minutos, Mariana Mortágua ganhou.

Pedro Cordeiro

Mariana Mortágua – 6
Inês de Sousa Real – 6

Nota prévia tomada de empréstimo à terceira de quatro filhas, com nove anos: “Finalmente um debate em que são duas meninas!”. A escassez histórica de líderes partidárias deve motivar vergonha em todo o país, em especial para o PCP e o PS, ditos progressistas. Feito o introito, assistimos a um debate que foi oscilando entre proximidade e distanciamento, sem que se tenha visto grande empatia entre as participantes. Isto é, até poderiam fazer parte de uma mesma solução de governo, mas seria por necessidade e sem grande entusiasmo recíproco.

Mariana Mortágua atirou-se a Inês Sousa Real — com quem disputa eleitorado — querendo monopolizar a esquerda, frisando que os animalistas foram até há dias, sustento do sempiterno governo laranja na Madeira, além de terem votado a favor de um orçamento do executivo açoriano apoiado pela extrema-direita. A chefe do PAN retaliou com o chumbo do Bloco ao orçamento de António Costa, conducente à desperdiçada maioria absoluta. Mas nada disto terá relevância: Mariana e Inês estarão juntas se e só se o eleitorado lho impuser.

 

O Bugalho vive numa realidade alternativa. Eu sou "de direita" (para a realidade do CMPT, na realidade considero-me mais um centrista) e não fiquei lá super impressionado com nenhum dos 2. Dava ali uma nota entre um 6 e um 7.

Citação de antifa, há 1 hora:

A questão do PAN é boa. Nunca na vida conheci alguém que admitisse votar PAN, não sei mesmo qual é a demografia deles e qualquer subida é para mim um bocado incompreensível.

Outro dia na análise de um debate um dos comentadores falava em eleitores velhotes solitários que se preocupam com não terem dinheiro para tratar dos seus animais de companhia, mas não me parece realista. Acredito mais que seja aquela malta de meia idade, provavelmente apolítica, que enche tudo o que é workshop de reiki e taças tibetanas e levam os livros de auto ajuda ao top da FNAC.

Pitas sub 25 que não se interessam por política mas têm um cão.

Citação de Puto Perdiz, há 57 minutos:

Não é muito diferente de um contrato colectivo de trabalho. Não sou a favor de impedir o acesso das empresas, caso não utilizem esse mecanismo, mas acho que, na tendo em conta a proposta do BE, deveria ser estimulado

Eu acho a medida (assumindo que era isso que ela queria dizer, que agora vocês já me deixaram com dúvidas) absolutamente catastrófica no sentido de desvirtuar completamente as vantagens de estar sequer num mercado livre. Arriscas a tornar as empresas menos competitivas, a impedir diferenciações de remuneração por desempenho (então 2 pessoas que façam o "mesmo trabalho" não podem receber diferente? Eu acho que sim porque posso fazer o meu trabalho muito pior que o meu colega), e considero um grande excesso de regulação por parte do estado que depois teria de gerir e atualizar essas bandas salariais ao longo do tempo, o que me parece uma dor de cabeça política extraordinária e que introduz alguns incentivos perversos ao longo do tempo. Se nestas eleições já parece uma competição de partidos de quem dá mais borlas, parece uma competição entre lojas no Black Friday, imagina se o estado tivesse esse poder, que sustentabilidade o sistema todo teria?

Atenção eu nem sequer sou contra regulação da economia qb por parte do estado, e até sou a favor de coisas como sindicalização generalizada para defender os direitos dos trabalhadores e ajudar a negociar melhor salários (desde que os sindicatos sejam sindicatos e não braços armados do PCP)

Mas pronto isto é uma daquelas diferenças ideológicas fundamentais que nunca irá dar para conciliar com pessoas que pensem mais à esquerda

Citação de antifa, há 5 minutos:

ahah não, era mais borracheira e engates agressivos

Todos os dias fico mais perto de votar no PAN, se a Inês Sousa Real parar de falar nas "medidas apresentadas" e falar em introduzir na sociedade portuguesa mais borracheira e mais tentativas de engate por parte de malucas, tem o meu voto.

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Citação de antifa, há 6 minutos:

ahah não, era mais borracheira e engates agressivos

A Vera Kolodizk não precisaria de ser agressiva comigo para me engatar 😏

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Citação de noikeee, há 39 minutos:

Pitas sub 25 que não se interessam por política mas têm um cão.

Penso que poderás estar enganado, até acredito que o PAN tenha um eleitorado mais velho que nunca se interessou por política mas que adora animais e que está sempre a partilhar fotos de cães desaparecidos no FB.

Diria que donos de associações, voluntários e particulares que simplesmente não conseguem viver sem ter vários animais em casa são uma boa base de apoio.

E convenhamos, é muito melhor essas pessoas irem lá votar no PAN do que ficar em casa.

fonte: a minha bolha obviamente, não existem estudos demográficos do eleitorado do PAN, portanto é esta a minha percepção.

Editado por Mica
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Citação de antifa, há 2 horas:

A questão do PAN é boa. Nunca na vida conheci alguém que admitisse votar PAN, não sei mesmo qual é a demografia deles e qualquer subida é para mim um bocado incompreensível.

Outro dia na análise de um debate um dos comentadores falava em eleitores velhotes solitários que se preocupam com não terem dinheiro para tratar dos seus animais de companhia, mas não me parece realista. Acredito mais que seja aquela malta de meia idade, provavelmente apolítica, que enche tudo o que é workshop de reiki e taças tibetanas e levam os livros de auto ajuda ao top da FNAC.

Sim e 90% das pessoas que se auto-intitulam como "cat mom" em dating apps.

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Citação de Petar Musa, há 1 hora:

Quantas pessoas conheces com uma tarântula? Quantas vezes foste ao veterinário e tinha lá alguém à espera para ser a sua serpente do deserto ser atendida?

Eu tenho 2 gatos, vou várias vezes ao veterinário e nunca, mas nunca vi alguém que não fosse  lá por causa do seu cão, gato ou hamster. 

 

A não ser que vás especificamente a uma clínica que tenha lá também veterinários de animais exóticos, é normal não veres essa malta. Se vais ao shôr Manel, o mecânico ali da cidade, provavelmente não vais encontrar malta a querer arranjar o seu Tesla

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Citação de Dominator, há 1 minuto:

A não ser que vás especificamente a uma clínica que tenha lá também veterinários de animais exóticos, é normal não veres essa malta. Se vais ao shôr Manel, o mecânico ali da cidade, provavelmente não vais encontrar malta a querer arranjar o seu Tesla

Mas são assim tantas esse tipo de clínica veterinária?

E voltando ao ponto inicial, eu concordo com a criação de hospitais veterinários públicos para animais domésticos comuns. Quem tem catatuas que vá a esses veterinários especialistas 

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Citação de Petar Musa, Agora:

Mas são assim tantas esse tipo de clínica veterinária?

E voltando ao ponto inicial, eu concordo com a criação de hospitais veterinários públicos para animais domésticos comuns. Quem tem catatuas que vá a esses veterinários especialistas 

Não sei quantas há mas são poucas. Tmb por isso sao caros

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Citação de kareca, há 1 hora:

Não era mau pensado haver mais pessoas com tarantulas, cobras venenosas, tigres.

fun fact: tarantulas não são perigosas

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Citação de Dominator, há 1 minuto:

Não sei quantas há mas são poucas. Tmb por isso sao caros

Mas também quem tem esses animais tem poder para pagar caro pelo veterinário.

Agora nem toda a gente que tem gatos e cães, tem disponibilidade para dar centenas, e às vezes milhares de euros por um tratamento

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Citação de Petar Musa, há 18 minutos:

Mas também quem tem esses animais tem poder para pagar caro pelo veterinário.

Agora nem toda a gente que tem gatos e cães, tem disponibilidade para dar centenas, e às vezes milhares de euros por um tratamento

Honestamente nem sei qual o ponto principal da conversa, apenas vi o teu post :-D

Por mim pessoas nao tinham animais exoticos em casa

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Citação de Dominator, há 7 minutos:

Honestamente nem sei qual o ponto principal da conversa, apenas vi o teu post :-D

Por mim pessoas nao tinham animais exoticos em casa

Por mim, excetuando alguns casos específicos, a venda de animais domésticos seria proibida.

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Citação de Petar Musa, há 15 minutos:

Por mim, excetuando alguns casos específicos, a venda de animais domésticos seria proibida.

E quem não tem dinheiro nem disponibilidade para ter animais de estimação também não os deve ter. 

Hospitais públicos veterinários?

Creches de animais públicas também? Com autocarro a ir buscar os animais a casa? 

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Citação de Jimpo, há 6 minutos:

E quem não tem dinheiro nem disponibilidade para ter animais de estimação também não os deve ter.

Já está a roçar o excesso de controlo isso.

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Citação de Jimpo, há 8 minutos:

E quem não tem dinheiro nem disponibilidade para ter animais de estimação também não os deve ter. 

Hospitais públicos veterinários?

Creches de animais públicas também? Com autocarro a ir buscar os animais a casa? 

Um animal de estimação para muita gente e muitas famílias é muito mais que apenas um cachorro ou um gato.

É um amigo, uma companhia sempre presente, parte da família e, muitas vezes, o único amigo e a única família.

Por isso, acho que hospitais públicos veterinários são uma necessidade para ontem 

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