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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Aqui ficam os resultados para Lisboa em deputados, que definem basicamente se os novos partidos elegem alguém ou não.

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Uma vista de olhos rápida pelo twitter das maiores figuras do IL mostra o porquê da implicância. Desde os "muçulmanos a ser maioria em 100 anos e a instituir lei Sharya" às famosas tabelas do género Pais nórdico rico cheio de "liberdade económica" vs. Portugal, o que não falta são populismos bacocos tipicos de neoliberais

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Citação de Ticampos, há 16 horas:

Aqui ficam os resultados para Lisboa em deputados, que definem basicamente se os novos partidos elegem alguém ou não.

Ps-21

Psd-10

Be-6

Pan-4

Cdu-4

Cds-2

Bas-1

Ali-0

Se o André Ventura é eleito e o Santana não o Aliança acaba, nem sequer tenho dúvidas. :8_laughing:

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Não vai ser bonito. A China ameaçou actuar sem misericórdia. 

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Citação de Mayday, há 39 minutos:

Não vai ser bonito. A China ameaçou actuar sem misericórdia.

Camiões cheios de foices e martelos.

Hora de começar a distribuir de forma gratuita algum comunismo em Hong Kong.

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Citação de Lebohang, há 38 minutos:

Camiões cheios de foices e martelos.

Hora de começar a distribuir de forma gratuita algum comunismo em Hong Kong.

Foice a esperança em Hong Kong...

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Citação de Brahimi, há 5 horas:

Uma vista de olhos rápida pelo twitter das maiores figuras do IL mostra o porquê da implicância. Desde os "muçulmanos a ser maioria em 100 anos e a instituir lei Sharya" às famosas tabelas do género Pais nórdico rico cheio de "liberdade económica" vs. Portugal, o que não falta são populismos bacocos tipicos de neoliberais

Estónia país rico? Portugal é o país da Europa, incluindo já o bloco de Leste, que menos cresceu nos últimos 20 anos. Parte desses países nórdicos, principalmente o caso da Irlanda que é mencionado tantas vezes, reflete a importância que as políticas económicas liberais tiveram na transformação do país. Parece-me razoável que se utilize esse tipo de exemplos contrastantes com o tipo de governos que tivemos em Portugal.

Quanto às xenofobia e emigração, é sempre a mesma lenga-lenga. Já dei uma vista de olhos pelas ideias do IL, e não há lá absolutamente nada sobre esse assunto. O que faz sentido, visto que o princípio fundamental de qualquer variante do liberalismo é a igualdade de oportunidades independentemente do credo, cor ou classe social. O Sumudica falou na importação de ideias dos Estados Unidos, e aqui está o exemplo clássico disso mesmo na prática - achar-se que a Direita americana (conservadores) é a mesma que aquela que existe por cá, e feita essa compartimentalização, é uma questão de ver o que se discute lá e assumir que aqui se pensa da mesma forma. Não é (apesar de dentro de qualquer corrente ideológica, haver sempre espaço para desvios individuais).

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Citação de Sumudica by Night, há 2 horas:

E um banana de um gajo a tirar fotos no fim..

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Citação de ascom, Em 12/08/2019 at 11:43:

É um partido com ideias diferentes que desafia os partidos do poder. 

E eu nunca votarei na IL, não sou neoliberal, mas é um partido traz coisas novas ao aborrecido cenário político em Portugal

O PNR também.

Citação de Sumudica by Night, há 3 horas:

 

Epá, eu se estivesse a levar porrada de 20 pessoas também era gajo de puxar da arma, just saying.

Editado por Ghelthon

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Citação de Ghelthon, há 42 minutos:

O PNR também.

Pode-se não gostar do IL mas comparar esses dois... :8_laughing:

O IL defende esse tipo de ideias porque pura e simplesmente acredita que nesse modelo económico baixos impostos atrairão inevitavelmente grandes investimentos. Foi assim por exemplo na Irlanda na década de 90 onde baixaram o IRC.

Não sou um expert em Economia mas basicamente neste género de "modelos" baixamos os impostos e facilitamos a vida ao patronato porque, no futuro, os lucros da indústria aumentarão. Dando o exemplo é como ter uma fatia de 20% de um bolo de 100M e, com essas medidas, no futuro ter uma fatia de 10% num bolo de 400M.

Contudo são ideias a meu ver inviáveis cá em Portugal. Mas mesmo assim interessantes no panorama político português, onde até há pouco tempo eram sempre os mesmos com tempo de antena.

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Citação de Lebohang, há 1 minuto:

Pode-se não gostar do IL mas comparar esses dois... :8_laughing:

Não estava a comparar nada, só estava a fazer notar que aquele argumento é péssimo. Se a IL só tem mesmo isso a seu favor, então vai ser eclipsada facilmente.

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Visitante
Citação de Lebohang, há 50 minutos:

Pode-se não gostar do IL mas comparar esses dois... :8_laughing:

O IL defende esse tipo de ideias porque pura e simplesmente acredita que nesse modelo económico baixos impostos atrairão inevitavelmente grandes investimentos. Foi assim por exemplo na Irlanda na década de 90 onde baixaram o IRC.

Não sou um expert em Economia mas basicamente neste género de "modelos" baixamos os impostos e facilitamos a vida ao patronato porque, no futuro, os lucros da indústria aumentarão. Dando o exemplo é como ter uma fatia de 20% de um bolo de 100M e, com essas medidas, no futuro ter uma fatia de 10% num bolo de 400M.

Contudo são ideias a meu ver inviáveis cá em Portugal. Mas mesmo assim interessantes no panorama político português, onde até há pouco tempo eram sempre os mesmos com tempo de antena.

Isso é uma das perspectivas. Outras perspectivas incluem a diminuição da burocracia, modernização administrativa do Estado, aposta em infraestruturas e programas de fomento para investimento privado, maior regulação que impeça a criação de oligopólios ou vantagens indevidas das grandes empresas no mercado, mais força para o Estado enquanto regulador, etc. 

Também não sou fã da baixa de impostos como forma principal de aumentar a competitividade da economia - Holanda e Irlanda, por exemplo, têm IRC baixíssimo para a generalidade das empresas, e é impossível competir por aí (o máximo que conseguiriam fazer seria travar a relocalização das empresas portuguesas que ainda não se mudaram para lá). Mas é possível criar políticas de benefício fiscal para empresas que avancem com determinadas medidas de investimento, de remuneração e formação de pessoal, etc. É também possível fazer-se muito mais ao nível de afetação de recursos no aparelho do estado - nos últimos meses tive a oportunidade de trabalhar para algumas instituições públicas, e a organização, pessoal e desperdício de recursos está tão vincada que quase me causava vômitos.

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Citação de Sumudica by Night, Em 12/08/2019 at 11:55:

Desde quando é que ter na constituição "abrir caminho para uma sociedade socialista" foi impedimento para alguma coisa?

e se me permites o preciosismo, nem está na Constituição. Está no preâmbulo. Que não faz parte da Constituição.

Citação de ElliotReid13, Em 12/08/2019 at 12:44:

mas se há coisa que todos em Portugal concordam é que o fardo fiscal é brutal para a generalidade dos portugueses (não todos)

Aí é que tu te enganas. Ao contrário do que os partidos de direita tentam apregoar os impostos não são uma das maiores preocupações dos portugueses, bem longe disso (basta ver o o ultimo estudo da UE sobre as preocupações das populações dos estados-membro, que saiu este mês para constatar isso mesmo). Numa palavra, os portugueses, na sua generalidade ganham demasiado pouco para se preocuparem com impostos. 

 

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Podes linkar-me a esse estudo? Btw, não são só os partidos de direita que falam em carga fiscal elevada. Aliás, são sobretudo os partidos de esquerda que falam constantemente em austeridade (esquerda do PS, já que esse tem mais interesse em tentar convencer as pessoas de que a página da austeridade foi virada).

Editado por Visitante

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Citação de IlidioMA, há 10 minutos:

e se me permites o preciosismo, nem está na Constituição. Está no preâmbulo. Que não faz parte da Constituição

Ouve-se tantas vezes aquilo que é daquelas coisas que passa.

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Citação de ElliotReid13, há 15 minutos:

Podes linkar-me a esse estudo? Btw, não são só os partidos de direita que falam em carga fiscal elevada. Aliás, são sobretudo os partidos de esquerda que falam constantemente em austeridade (esquerda do PS, já que esse tem mais interesse em tentar convencer as pessoas de que a página da austeridade foi virada).

Não sei se é o mesmo estudo mas aqui há umas semanas vinha no Expresso um estudo do ISCTE que indicava que os inquiridos, se não estou em erro, preferiam um aumento de qualidade nos serviços públicos e mais investimento do que descida nos impostos (estou a falar de cabeça, tenho uma remota ideia de o ter lido).

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Citação de ElliotReid13, há 1 hora:

Podes linkar-me a esse estudo? Btw, não são só os partidos de direita que falam em carga fiscal elevada. Aliás, são sobretudo os partidos de esquerda que falam constantemente em austeridade (esquerda do PS, já que esse tem mais interesse em tentar convencer as pessoas de que a página da austeridade foi virada).

não estou a encontrar. Li noutro dia no jornal em papel, é um daqueles estudos de opinião publica que a UE faz regularmente (Eurobarometro, acho eu). A saúde e o emprego eram as preocupações principais.

Quanto à austeridade estás a juntar dois conceitos. Impostos altos não é austeridade. é excesso de carga fiscal. Austeridade é cortes nos serviços publicos, é ires à consulta e não haver, ir tirar o CC e so haver senha em 2024. Daí que o combate à austeridade seja bandeira da esquerda. E os impostos da direita. Não vês o BE a pedir abaixamento de impostos, genericamente. 

No fundo aquilo que eu estava a dizer é que, a generalidade dos portugueses (e no pós crise a coisa alastrou à população quase inteira) ganha ordenados  muitos baixos. Há uma enormidade de gente a ganhar os 600 euros do salario minino. E outra multidão a auferir  os 700, 800, 900 euros da praxe. Ora com niveis de salarios destes o pessoal, genericamente, ou não paga IRS ou paga uma ninharia. Os portugueses são demasiados pobres para impostos. 

Quanto a outros impostos, enfim, o IVA está escondido, a malta nem se lembra dele. Ademais, quando baixa, não se reflecte assim tanto nos preços (aumenta mais é a margem dos comerciantes). Os impostos que mais doem são os patrimoniais, IMI e IMT, esses doem a sério. Mas mesmo aí...são impostos algo alheios a uma grande fatia da população, que não é proprietária de coisa alguma.

Os impostos pesam muito nas empresas (nem tanto o IRC, que não é muito alto, mas acima de tudo as contribuições com o staff), e em gente que tenha muito património imobiliário. Ergo, malta que vota CDS e PSD (e agora, Aliançã, IL, enfim). Um tuga médio, o José Manuel Martins Antunes, que vive num T2 em Torres Vedras, e que ganha 850 euros, não quer saber assim tanto dos impostos. Ou pelo menos, não é isso que lhe define o sentido de voto.

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Citação de Syn, há 4 horas:

Não sei se é o mesmo estudo mas aqui há umas semanas vinha no Expresso um estudo do ISCTE que indicava que os inquiridos, se não estou em erro, preferiam um aumento de qualidade nos serviços públicos e mais investimento do que descida nos impostos (estou a falar de cabeça, tenho uma remota ideia de o ter lido).

É claro que um pais de pobres e classe média empobrecida prefere proteção, regalias e benefícios em conformidade com aquilo que lhes falta por falta de poder financeiro.

Aos liberais só falta não virarem a cara à realidade. Muitas ideias teóricas pouco pé no chão.

O socialismo baixa o passe social e permite ao utente utilizar qualquer transporte, o liberalismo aumentava. Num pais que se desloca massivamente das periferias para o centro para ir trabalhar e estudar, a primeira medida vai levar os níveis do desemprego aos mínimos, como nunca se viu.

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Citação de Mayday, há 6 horas:

Muitas ideias teóricas pouco pé no chão.

Eu não percebo muito de Economia, e portanto agradeço que me esclareçam, mas parece-me que este é o grande problema da maioria destes novos partidos/movimentos. Claro que é muito bonito dizer que as coisas funcionariam melhor com impostos mais baixos, e coisas afins mas, chegando lá, conseguiriam implementar essas mudanças? Conseguiriam fazer o Estado sobreviver sem as actuais receitas de impostos?

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Citação de Syn, há 11 horas:

Não sei se é o mesmo estudo mas aqui há umas semanas vinha no Expresso um estudo do ISCTE que indicava que os inquiridos, se não estou em erro, preferiam um aumento de qualidade nos serviços públicos e mais investimento do que descida nos impostos (estou a falar de cabeça, tenho uma remota ideia de o ter lido).

Disso já tenho uma vaga memória. Na verdade, foi um erro meu que não me expressei bem. A carga de impostos é excessíva para a qualidade (e já agora, quantidade) de serviços que o Estado presta. Na Europa existem países onde se pagam ainda mais impostos, mas onde aquilo que o Estado dá em troca é significativamente melhor.

 

Citação de IlidioMA, há 10 horas:

não estou a encontrar. Li noutro dia no jornal em papel, é um daqueles estudos de opinião publica que a UE faz regularmente (Eurobarometro, acho eu). A saúde e o emprego eram as preocupações principais.

Quanto à austeridade estás a juntar dois conceitos. Impostos altos não é austeridade. é excesso de carga fiscal. Austeridade é cortes nos serviços publicos, é ires à consulta e não haver, ir tirar o CC e so haver senha em 2024. Daí que o combate à austeridade seja bandeira da esquerda. E os impostos da direita. Não vês o BE a pedir abaixamento de impostos, genericamente. 

No fundo aquilo que eu estava a dizer é que, a generalidade dos portugueses (e no pós crise a coisa alastrou à população quase inteira) ganha ordenados  muitos baixos. Há uma enormidade de gente a ganhar os 600 euros do salario minino. E outra multidão a auferir  os 700, 800, 900 euros da praxe. Ora com niveis de salarios destes o pessoal, genericamente, ou não paga IRS ou paga uma ninharia. Os portugueses são demasiados pobres para impostos. 

Quanto a outros impostos, enfim, o IVA está escondido, a malta nem se lembra dele. Ademais, quando baixa, não se reflecte assim tanto nos preços (aumenta mais é a margem dos comerciantes). Os impostos que mais doem são os patrimoniais, IMI e IMT, esses doem a sério. Mas mesmo aí...são impostos algo alheios a uma grande fatia da população, que não é proprietária de coisa alguma.

Os impostos pesam muito nas empresas (nem tanto o IRC, que não é muito alto, mas acima de tudo as contribuições com o staff), e em gente que tenha muito património imobiliário. Ergo, malta que vota CDS e PSD (e agora, Aliançã, IL, enfim). Um tuga médio, o José Manuel Martins Antunes, que vive num T2 em Torres Vedras, e que ganha 850 euros, não quer saber assim tanto dos impostos. Ou pelo menos, não é isso que lhe define o sentido de voto.

Eu estou a juntar os dois conceitos porque ambos estão relacionados. Se o Estado tem o papel de prestar determinado tipo de serviços à população e chega à conclusão de que a despesa em que está a incorrer é superior à receita obtida através dos impostos, só tem duas opções possíveis: ou cortar nos serviços, ou aumentar os impostos. A segunda é historicamente a preferida em Portugal, e só porque já não era possível aumentar mais é que se passou para o corte a direito.

Dizer-se que a esquerda não pede abaixamento de impostos colocou-me um sorriso na cara. A única razão por que a Geringonça continua pujante, apesar da mais que notória degradação de TODOS os serviços públicos, tem a ver com a narrativa bem-sucedida de que se baixaram impostos sobre o trabalho e se aliviou a carga fiscal aos portugueses. Na verdade, apenas se trocaram impostos diretos por impostos indiretos, e a carga fiscal em % do PIB foi renovando máximos. 

Pegando nos últimos parágrafos, e assumindo que me dás razão nas outras prioridades do liberalismo para lá da baixa de impostos (que nomeei uns posts acima), é necessário perceber que isto não é um fim em si mesmo. A ideia por trás do liberalismo não é baixar impostos ao máximo e cortar em tudo o que é serviço público, dependendo exclusivamente da iniciativa privada. Isso são coisas de neo-liberalismo e, apesar de a malta da esquerda gostar de forçar essa ideia, não são a mesma coisa. O propósito de baixar a carga fiscal é a de meter dinheiro na mão das pessoas e criar condições para que sejam elas próprias a tomar as suas decisões relativamente às suas próprias necessidades/prioridades. Países como a Irlanda ou a Estónia não cresceram o que cresceram porque se alhearam da cobrança de impostos - foram as medidas de fomento à competitividade das empresas, educação da população, modernização administrativa, captação de investimento privado estrangeiro, etc. que criaram as condições para estes países sejam o que são hoje.

Para quem estiver interessado em saber mais sobre este assunto, existem vários artigos e vídeos curtos e simples de entender acerca das razões por que estes países cresceram tão rápido:

Irlanda

Estónia

 

Citação de Mayday, há 7 horas:

É claro que um pais de pobres e classe média empobrecida prefere proteção, regalias e benefícios em conformidade com aquilo que lhes falta por falta de poder financeiro.

Aos liberais só falta não virarem a cara à realidade. Muitas ideias teóricas pouco pé no chão.

O socialismo baixa o passe social e permite ao utente utilizar qualquer transporte, o liberalismo aumentava. Num pais que se desloca massivamente das periferias para o centro para ir trabalhar e estudar, a primeira medida vai levar os níveis do desemprego aos mínimos, como nunca se viu.

Virar a cara à realidade? A realidade que nós temos é um Estado falido, uma carga fiscal muito acima da média na Europa, pessoas que morrem à espera de cuidados de saúde, transportes públicos que atrasam ou suprimem constantemente (sigh, experimentem fazer Braga-Porto ida e volta todos os dias pela CP), justiça que não funciona porque quem tem dinheiro consegue atrasar processos até à prescrição, desemprego jovem acima da média na Europa, crescimento anémico da Economia num contexto internacional historicamente favorável, milhões e milhões e milhões de euros perdidos em contratos tenebrosos (incluindo as PPPs, Parque Escolar, aeroportos e estádios sem uso) e tachos para a familia com empregos na função pública ou ajustes diretos.

Qual é a resposta do socialismo? Acabar com as PPPs na saúde porque "A saúde não é um negócio", diminuir carga horária dos funcionários públicoscortar com a despesa do Estado, reestruturar setor dos transportes, etc.

Por fim, o liberalismo aumentava porquê? Onde é que vês um liberal a defender que o preço dos passes sociais deveria aumentar? Bem pelo contrário, volto a insistir, o princípio fundamental que guia o liberalismo é o da igualdade de oportunidade. Os passes sociais são ESSENCIAIS a quem não tem outra forma de se transportar por falta de possibilidades e, por isso mesmo, deveriam até ser grátis para quem não tem possibilidade de os pagar e mais caros para quem tem possibilidades de usar viatura própria, mas opta por usar os transportes públicos. O problema continua a ser a oferta - não serve de muito pagar menos por um serviço que volta e meia não existe. Não percebi foi a última frase. Onde viste isso? Parece-me rebuscado achar-se que é por os transportes serem mais baratos que de repente há, por um lado, um conjunto significativo de pessoas a morar na periferia no desemprego porque não se conseguiam deslocar para Lisboa/Porto e, por outro lado, uma oferta de trabalho substancial nestas cidades que não era satisfeita por falta-de-mão de obra. O desemprego dificilmente irá baixar mais, uma vez que já nos encontramos perto da taxa natural de emprego.

 

Citação de Ghelthon, há 1 hora:

Eu não percebo muito de Economia, e portanto agradeço que me esclareçam, mas parece-me que este é o grande problema da maioria destes novos partidos/movimentos. Claro que é muito bonito dizer que as coisas funcionariam melhor com impostos mais baixos, e coisas afins mas, chegando lá, conseguiriam implementar essas mudanças? Conseguiriam fazer o Estado sobreviver sem as actuais receitas de impostos?

Mais uma vez, não só baixar impostos não seria a única medida, como não seria um fim em si mesmo. Não sei como o IL pensa especificamente acerca deste assunto, mas a ideia não deverá ser chegar ao governo, baixar impostos e o resto que se lixe. A ideia é aumentar a eficiência do Estado naquilo que é essencial, e substituir o Estado naquilo que não é essencial e onde o Estado não consegue ser competitivo face à iniciativa privada.

Vê desta forma: independentemente da ideologia em questão, o papel do Estado é sempre o mesmo e passa por redistribuir a riqueza gerada pela sua população, seja em dinheiro (diretamente, como prestações monetárias, ou indiretamente, como beneficios fiscais), seja em serviços, de forma a que população tenha a melhor qualidade de vida possível. Da extrema-direita à extrema-esquerda, do ponto de vista económico, isto é assim para todos.

Onde os socialistas divergem dos liberais (falando no caso português) é na forma como se chega lá: os socialistas (incluindo aqui todos os partidos com representação parlamentar, com excepção do PAN) acreditam a tarte tem o tamanho que tem e que a função do Estado é partir em fatias tendencialmente iguais para todos (sendo que o grau da tendência vai aumentando do CDS até ao PCP). Basicamente, a ideia é aumentar a fatia a quem tem menos, subtraindo a quem tem mais. Por outro lado, os liberais defendem uma alternativa diferente: em vez de mexer no tamanho das fatias, mexa-se no tamanho da própria tarde, ou seja, o foco deve ser aumentar o tamanho da tarte para que todos tenham direito a uma fatia maior.

Isto é uma analogia ultra-simplista, claro, mas é esta a ideia. Traduzindo na prática, nenhum liberal chegaria ao governo por cá e baixaria os impostos no momento seguinte. Ao baixar os impostos sem cortar na despesa, vais produzir um défice das contas públicas ainda maior, que tem de ser financiado com dívida pública no curto-prazo, que terá de ser paga com juros em cima a médio/longo-prazo. Isto foi a forma como Portugal foi governado durante anos e anos, com os resultados que estão à vista e ninguém defende isto. O que um liberal faria, presumivelmente, seria reestruturar a estrutura de custos do Estado, que é a mesma coisa que dizer algo deste tipo: "Em que setores da Economia é que o seu crescimento está limitado pela presença do Estado (seja em impostos, burocracia ou impedimentos ilegais)?". Portanto, a ideia dos liberais é aumentar a oferta de serviços através da criação de condições para a competitividade entre privados. A ideia dos socialistas é retirar mais dinheiro a quem tem capital para financiar a melhoria dos serviços públicos. Mas isto traz dois problemas grandes: por um lado, o Estado é altamente ineficiente e propenso a custos de agência e, por outro lado, quem tem capital (seja financeiro ou de conhecimento) sai do país porque encontra condições mais favoráveis para ser melhor remunerado e o Estado não é capaz de substituir essa capacidade de investimento.

Para terminar, tu gostas de apostas desportivas. Esse é um caso simples daquilo que falo e que é próximo a muita gente aqui no fórum. O que aconteceu quando as casas de apostas estrangeiras foram proibidas de operar em Portugal e ficamos com a Santa Casa da Misericórdia como operador único? Menor qualidade do serviço, menos oferta de jogos, piores odds. Não havendo concorrência, porque haveriam eles de oferecer boas condições aos apostadores? E o que aconteceu quando as apostas desportivas foram reguladas em Portugal? Como o Estado ia ao bolso das casas tirar a sua comissão em cada transação, as melhores casas cagaram em nós porque não é possível ser-se lucrativo assim. Ficamos com casas de bosta que, ainda por cima, fazem refletir a comissão do Estado nos próprios preços que nos tentam cobrar! Como fazem em Inglaterra, por exemplo? Apostadores e Casas de Apostas transacionam à vontade e, chegado o final do ano fiscal, os apostadores com lucro pagam impostos sobre os seus ganhos, e as casas com lucro pagam impostos sobre os seus ganhos. Isto leva a que haja mais concorrência, que por sua vez obriga as casas a oferecer melhores condições aos seus clientes para se destacarem. Essas melhores condições atraem mais pessoas, há mais liquidez no setor, e o Estado no fim vai buscar mais comparativamente à realidade que temos neste momento (que basicamente, se traduz em matar a galinha dos ovos de ouro para ter mais ovos no curto-prazo em prejuizo do longo-prazo). 

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A China tem que manter a ordem do seu Estado de direito. 

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Depois de ter estudado a história das sondagens norte americanas verifiquei que há interesses escondidos por trás delas, nada mais pode explicar que 6 meses antes de todas as eleições desde 1960 os Republicanos tenham em média 40.85%, e passado 6 meses recuperem para uma média mais equilibrada com os democratas de 47.92% , a outra possibilidade, é que tenham candidatos tão fantásticos (Nixon's, Bush's, Reagan's, Trump's e até Dole's e Goldwater's, este em Maio de 1964 aparecia com menos de 20% nas sondagens) que têm a possibilidade com uma campanha surpreendente, recuperar de desvantagens tão grandes, superiores a 7%. Temos que lhes dar os parabéns por o fazerem!

As sondagens que nos mostram neste momento das eleições gerais americanas  são falsas (excepto primárias Democratas), o Trump vai ganhar isto de caras, a menos que haja uma hecatombe e vai tudo ficar surpreso quando ele em 2020, começar a ter liderança bastante sólida nas sondagens.

Andamos a ser enganados.

Editado por Ticampos

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Citação de ElliotReid13, há 4 horas:

Disso já tenho uma vaga memória. Na verdade, foi um erro meu que não me expressei bem. A carga de impostos é excessíva para a qualidade (e já agora, quantidade) de serviços que o Estado presta. Na Europa existem países onde se pagam ainda mais impostos, mas onde aquilo que o Estado dá em troca é significativamente melhor.

Sinceramente nao concordo...o SNS Portugues é melhor do que a media Europeia, as Universidades sao boas e quasi gratuitas, as reformas e beneficios sao melhores do que nos paises do Norte onde existe um "cap" na reforma

Ha sitios onde melhorar? Claro que sim, mas estamos melhor do que se pensa...

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