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Arnold

Rússia: Explosões no metro de São Petersburgo fazem pelo menos dez mortos

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E eles explicaram o porquê?

 

Eu acho que é impossível explicares o que te leva a fazer atrocidades destas, ou melhor dizendo, o que te leva a aceitar este tipo de comportamentos. A primeira vez que questionei um, foi em Üskudar, que simplesmente me disse que "tudo fazia parte do plano de Alá". Que por vezes "era preciso mostrar força" para prevalecer num mundo "injusto". Vale o que vale.

 

E quais são as tuas "legítimas razões" para não gostares de muçulmanos?

 

Já agora, consideras que devemos odiar espanhóis por causa do que fez a ETA, ou consideras que os habitantes de Manchester devem odiar os irlandeses por causa do que o IRA fez em 96? Só um paralelismo.

 

As minhas "legítimas razões" para não gostar de muçulmanos já foram debatidas neste fórum, mas volto a dizer algumas delas (embora não me vá alongar): o desrespeito ENORME que têm pelas mulheres - algo que conseguem perceber quando vivem inseridos no meio deles -, a forma "radical" como alguns pensam o Islão, e não só os terroristas, a ideia que muitos têm de "ou estás connosco, ou estás contra nós", entre outras coisas. Não quero com isto generalizar, de todo, até porque tenho colegas aqui em Haia muçulmanos. E mesmo a eles, já fiz questão de lhes dizer frontalmente o que me incomoda na religião deles. No entanto, há cada vez mais gente a "aceitar" ou a "compreender" este tipo de acções. Mas teria imensa coisa para escrever sobre este tema. Desculpa a falta de paciência para redigir mais sobre isto, mas estou a trabalhar ao mesmo tempo. Se quiseres, manda mp que aprofundo mais este tema amanhã ou quando entenderes.

 

Que existem problemas em algumas das comunidades muçulmanas de grandes cidades da Europa parece-me óbvio.

Tal como é óbvio que têm causas diferentes e sem duvida as maiores causas são as sociais. Mas não admitir que o problema existe é exatamente o que tem dado lenha para a fogueira da extrema-direita nesses países. Mais especificamente, a esquerda não admitir que existe um problema dentro das comunidades, com manifestações que não podem existir nos países berço das ideias laicas é muito do problema.

 

Eu acho que já escrevi aqui um texto sobre isto quando foram os atentados em Bruxelas, mas sem me querer alongar muito vou só dizer isto. Eu tenho um amigo que viveu em Molembeek, e até fez parte de organizações de bairro e de vizinhos de lá e o que ele conta é que realmente a realidade de muitos dos jovens muçulmanos é uma realidade opressiva. Não é raro estares com um amigo árabe na rua e passar um grupo, normalmente até vestidos com a roupa tradicional que os próprios pais não usam, que comenta para o teu amigo: "irmão, não te vejo na mesquita há muito tempo, vê lá se passas lá"... ou estares com uma miúda árabe e passarem e dizerem à "irmã" que não conhecem de lado nenhum que tem de ter mais atenção com a roupa, ou que não devia estar a fumar por exemplo. Ora, isto para mim são nazis, pura e simplesmente. E se não é tolerável teres nazis na tua rua, não é tolerável ter gente com esse comportamento. E isto são exemplos simples apenas do dia-a-dia mas que refletem algo muito errado por trás.

 

Não pude reputar, como tal, sublinhei o que achei pertinente.

 

O discurso islamofóbico dos dias de hoje também tem o hábito de inflacionar números, se te queres distanciar dele tenta evitar cair na mesma tentação, só isso.

 

 

Então explicaste-te mal, pois primeiro afirmaste que a maioria era toda simpática, mas que havia aqueles que acabavam por te "sugestionar"... Implicando que os últimos eram uma minoria.

 

Compreendo, mas não foi minha intenção - de todo -, passar um "discurso islamofóbico. Simplesmente, são imensos. E o que quis dizer foi que a maioria dos que vejo por Haia, são simpáticos, ou pelo menos, parecem. No entanto, há sempre aqueles, que devido à apresentação, ou há forma como olham para ti, ou mesmo como interagem, que acabam por te sugestionar. Eu sei que não se julga um livro pela capa, mas vai para o meio deles durante um tempinho e depois quero ver a forma como vais pensar.

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Correcto. O que não quer dizer que por isso ser verídico tenha mais ou menor conhecimento que A,B ou C sobre o Islão e com os muçulmanos. São vivências diferentes, experiências totalmente díspares das de conhecer um muçulmano pela universidade ou de comer num "rei do Kebab". Já falei neste fórum, por algumas ocasiões, de alguns acontecimentos que testemunhei que, infelizmente, acabaram por moldar a minha opinião - negativa -, sobre os muçulmanos. Mas longe de mim estar a querer condenar uma religião. A história do Catolicismo está, também, toda ela cheia de atrocidades.

 

Longe disso. Mas, no entanto, a sua presença é gigante. Aqui em Haia, há centenas de milhares. Não sei ao certo a população de Haia, salvo erro acho que é meio milhão, mas certamente que 1/3 são Muçulmanos. Na grande maioria, são todos simpáticos, mas há sempre aqueles - que devido às coisas que vais vendo -, te acabam por sugestionar. Além disso, a forma como se concentram, maioritariamente em "bairros" só para eles ou em restaurantes/talhos/mercados árabes, acaba sempre por me fazer uma certa "confusão". Longe de mim ser racista, só acho que contraditório se queixarem de "falta de integração" quando eles são os primeiros a não sair da zona de conforto deles. É engraçado constatar que a geração de muçulmanos da minha idade ou holandeses/muçulmanos já procura integrar-se mais no estilo de vida Europeu.

 

1º parágrafo: Mas a tua opinião que é sugestionada por nesses casos que experienciaste terem feito algo relacionado com a religião (fundamentalismos, papel da mulher no Islão, etc...) ou delinquências?

 

2º parágrafo: Isso é uma coisa que também se atribuia (ou ainda se atribui) aos emigrantes portugueses por exemplo em França ou no Luxemburgo. É expectável, se não for gentrificação a maioria das pessoas prefere o conforto do seu país natal e junta-se, cria os seus tascos com a comida tradicional e o seu futebol a passar. As gerações mais jovem cresceram na globalização e por exemplo acredito que muita gente dessa geração recente não sinta essa necessidade. Mas isso é o mesmo que as Chinatown, Little Italy e etc.

 

edit: f*da-se gelton, que tiro ao lado.

 

edit2: O antifa disse tudo a meu ver. O Ocidente tem um sistema social muito bom, baseado em princípios democráticos (a maioria) mas com sérios problemas de corrupção, hipocrisia e palas, que são combustível para um extremismo cá e lá. Já vão uns bons anos de se falar da extrema direita e no entanto nada se faz verdadeiramente. Do outro lado há uma religião onde o fundamentalismo tem demasiado poder (como o catolicismo teve até há alguns séculos atrás) e isso traduz-se para uma % das pessoas que o vivem.

 

Generalizar é tão mau como olhar para o lado e fingir que na prática as coisas são perfeitas como na teoria. Dêem dignidade a uns e veículos para fugir da bolha a outros e haverá melhorias.

Editado por Lip McBoatface

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As minhas "legítimas razões" para não gostar de muçulmanos já foram debatidas neste fórum, mas volto a dizer algumas delas (embora não me vá alongar): o desrespeito ENORME que têm pelas mulheres - algo que conseguem perceber quando vivem inseridos no meio deles -, a forma "radical" como alguns pensam o Islão, e não só os terroristas, a ideia que muitos têm de "ou estás connosco, ou estás contra nós", entre outras coisas. Não quero com isto generalizar, de todo, até porque tenho colegas aqui em Haia muçulmanos. E mesmo a eles, já fiz questão de lhes dizer frontalmente o que me incomoda na religião deles. No entanto, há cada vez mais gente a "aceitar" ou a "compreender" este tipo de acções. Mas teria imensa coisa para escrever sobre este tema. Desculpa a falta de paciência para redigir mais sobre isto, mas estou a trabalhar ao mesmo tempo. Se quiseres, manda mp que aprofundo mais este tema amanhã ou quando entenderes.

Já conhecia as tuas razões, aquele post era dirigido ao druyda - aliás, acho que quando se debateu anteriormente as tuas razões, falámos no assunto. Percebo a tua posição, porque conviveste com a face má do problema. Mas não entendo que tu ou qualquer outra pessoa generalize só porque alguns fazem isto ou aquilo. Também há cristãos com atitudes e ideologias reprováveis, e no entanto os cristãos não são tão ostracizados quanto os muçulmanos. É por aí.

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Do outro lado há uma religião onde o fundamentalismo tem demasiado poder (como o catolicismo teve até há alguns séculos atrás) e isso traduz-se para uma % das pessoas que o vivem.

 

Não sei se será assim tão como tu dizes. Tenho ideia de terem feito sondagens no Reino Unido e um número alarmante de muçulmanos considerados moderados simpatizaram por exemplo com o ataque ao Charlie Hebdo.

 

A realidade é que existe uma linha ténue que não é assim tão ténue. Nem tudo o que é mau na religião está directamente ligado ao extremismo.

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Foi um gajo de 21 anos, do Quirguistão, que se fez explodir. Fala-se que também procuram uma mulher e outro jovem masculino da Ásia Central, mas isso não foi confirmado ainda.

 

Mas as motivações por de trás acho que ainda não foram divulgadas.

Editado por Koper

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1º parágrafo: Mas a tua opinião que é sugestionada por nesses casos que experienciaste terem feito algo relacionado com a religião (fundamentalismos, papel da mulher no Islão, etc...) ou delinquências?

 

2º parágrafo: Isso é uma coisa que também se atribuia (ou ainda se atribui) aos emigrantes portugueses por exemplo em França ou no Luxemburgo. É expectável, se não for gentrificação a maioria das pessoas prefere o conforto do seu país natal e junta-se, cria os seus tascos com a comida tradicional e o seu futebol a passar. As gerações mais jovem cresceram na globalização e por exemplo acredito que muita gente dessa geração recente não sinta essa necessidade. Mas isso é o mesmo que as Chinatown, Little Italy e etc.

 

 

1º - Obviamente que a minha opinião é sugestionada por coisas que vi. Ninguém me contou. Vivi com eles, no meio deles durante quase 5 meses e agora, na Holanda, também tenho muitos muçulmanos aqui. Embora o comportamento deles seja completamente díspar do que via na Turquia. Eu vou insistir: não tenho nada contra nenhuma religião, filosofia ou fé, tenho contra tudo o que são extremismos e pessoas que facilmente simpatizam com o que se tem passado.

 

2º - Acho contraditório, em pleno Séc.XXI, pensemos assim. É a era da Globalização: paquistaneses casam com portugueses, ingleses com chineses e por aí fora. As pessoas relacionam-se, cada vez mais, umas com as outras e para te ser totalmente honesto, só vejo este problema de integração (aqui na Holanda) com os muçulmanos. Por exemplo, os chineses aqui em Haia estão cada vez mais misturados e integrados com a sociedade Europeia. Não lhes peço, nem quero, nem acho que seja correcto, que abandonem raízes/tradições, mas é porreiro ver que se esforçam para se integrar. Os muçulmanos não querem. Sentam-se à porta das lojas deles, a beber o Çay e a conversar com...muçulmanos. Eu estou aqui há quase 1 ano e meio e não tenho um único amigo Português.

 

Já conhecia as tuas razões, aquele post era dirigido ao druyda - aliás, acho que quando se debateu anteriormente as tuas razões, falámos no assunto. Percebo a tua posição, porque conviveste com a face má do problema. Mas não entendo que tu ou qualquer outra pessoa generalize só porque alguns fazem isto ou aquilo. Também há cristãos com atitudes e ideologias reprováveis, e no entanto os cristãos não são tão ostracizados quanto os muçulmanos. É por aí.

 

Onde me viste generalizar? Eu até afirmei que tenho amigos muçulmanos. Aos quis até já expliquei as minhas razões para estar desagradado com o que tenho visto. Aliás, ambos (um paquistanês, outro argelino) concordam com o que eu digo. Agora digo-te com convicção: vai faltar pouco tempo, para que - infelizmente -, uns anormais comecem a insurgir-se nas ruas contra eles, dado o fluxo de atentados.

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Para nós é fácil falar em globalização e integração, quando não somos alvo da percecionada assimilação que esses termos subentendem. Para muitos são termos que simplesmente significam a perda de distintas identidades culturais. Portanto não me faz confusão nenhuma que muçulmanos tendam a privilegiar relações afetivas e sociais com outros muçulmanos, acho até natural.

 

Os exemplos do antifa, esses sim, preocupam-me, pois, sem que simplisticamente os considere nazis, vejo-os como comportamentos passivo agressivos destinados a indivíduos percecionados como traidores de uma particular identidade cultural – identidade essa que passa pela adoção de valores religiosos conservadores, quiçá fundamentalistas – ou, pelo menos, vítimas da percecionada assimilação cultural. São comportamentos subversivos e destrutivos, sem que sequer se destinem aos agentes assimiladores, mas antes a membros da mesma etnia, potencialmente comprometendo genuínos processos de transição e integração cultural – que não se podem esperar ser automáticos, mas sim geracionais –, através do possível desenvolvimento de indesejáveis sentimentos de culpa.

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2º - Acho contraditório, em pleno Séc.XXI, pensemos assim. É a era da Globalização: paquistaneses casam com portugueses, ingleses com chineses e por aí fora. As pessoas relacionam-se, cada vez mais, umas com as outras e para te ser totalmente honesto, só vejo este problema de integração (aqui na Holanda) com os muçulmanos. Por exemplo, os chineses aqui em Haia estão cada vez mais misturados e integrados com a sociedade Europeia. Não lhes peço, nem quero, nem acho que seja correcto, que abandonem raízes/tradições, mas é porreiro ver que se esforçam para se integrar. Os muçulmanos não querem. Sentam-se à porta das lojas deles, a beber o Çay e a conversar com...muçulmanos. Eu estou aqui há quase 1 ano e meio e não tenho um único amigo Português.

 

Eu quando vivi na Holanda 6 meses convivi com muçulmanos e eles eram pessoas relativamente abertas e dadas. Também eram jovens estudantes, de certa forma deve ter ajudado. Mas quanto ao facto de eles se juntarem, não acho que seja só deles, porque é normal procurarem pessoas com ideias e semelhanças com eles, de forma a se sentirem bem. Isso que falas de beber Çay e conversar com muçulmanos também via e se vê algo semelhante com chineses, nepaleses, indianos, etc. etc.. Acho que é normal com qualquer comunidade, mesmo que uma ou outra tenham mais facilidades de integração por terem características semelhantes às sociedades em que vivam. Eu, por exemplo, em Groningen quem via a fazer isso era o chineses: andavam sempre juntos e pouco se juntavam com outras pessoas .

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Ou os tugas no Luxemburgo, por exemplo. Comunidades inteiras sem terem de frequentar um espaço em que não seja português.

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Não sei se será assim tão como tu dizes. Tenho ideia de terem feito sondagens no Reino Unido e um número alarmante de muçulmanos considerados moderados simpatizaram por exemplo com o ataque ao Charlie Hebdo.

 

A realidade é que existe uma linha ténue que não é assim tão ténue. Nem tudo o que é mau na religião está directamente ligado ao extremismo.

 

Para mim a partir do momento que consideram a morte de pessoas por causa de religião algo simpatizável não são moderados.

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Não sei se será assim tão como tu dizes. Tenho ideia de terem feito sondagens no Reino Unido e um número alarmante de muçulmanos considerados moderados simpatizaram por exemplo com o ataque ao Charlie Hebdo.

 

A realidade é que existe uma linha ténue que não é assim tão ténue. Nem tudo o que é mau na religião está directamente ligado ao extremismo.

 

Isto é verdade. Assim como muitos revelaram-se satisfeitos pelo ataque perpetuado há semanas, em Londres. Eu já disse: toda a gente os defende, porque entende que se deve aceitar, que se deve respeitar e ser tolerante. No entanto, acho que vocês ainda não perceberam que muitos deles estão agradados com o que se está a passar. Eu acho que chegamos (cidadãos da EU) a um limite em que já não estamos confortáveis com o que se está a passar mas não temos a coragem de o dizer, por medo do que os outros vão pensar.

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Ou os tugas no Luxemburgo, por exemplo. Comunidades inteiras sem terem de frequentar um espaço em que não seja português.

 

Dificil é no Luxemburgo ires a um sitio que não seja português ou com portugueses a trabalhar lá :mrgreen:

 

Isto na capital.

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Mais um atentado (?) desta vez na Suécia. Ainda não se sabe se é ou não um ato terrorista.

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