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Assalto aos Paióis Nacionais de Tancos

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Tancos esteve 20 horas sem rondas de vigilância na noite do assalto

 

Três paióis com o material mais relevante foram assaltados. Os restantes ficaram intactos. Investigação judicial decorre sob a direcção da procuradora da República no DIAP de Lisboa.

 

Vários militares já foram inquiridos desde quarta-feira nas instalações de Tancos, onde o perímetro que circunda as unidades ficou sem a habitual vigilância das rondas feitas por militares da base na noite de terça para quarta-feira, quando se deu o assalto. Dentro das instalações estão quase 20 paióis e apenas três foram assaltados, precisamente aqueles que tinham material relevante. Os restantes, alguns vazios, outros com pouco material, ficaram intactos.

 

A investigação judicial está a cargo da Polícia Judiciária Militar (PJM) e da Unidade de Contraterrorismo e Crime Organizado da Polícia Judiciária (PJ), sob a direcção da procuradora da República Josefina Escolástica, e decorre no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa.

 

Na noite de terça-feira, a última ronda de vigilância realizou-se às 20h e só por volta das 16h de quarta-feira foi feita uma nova ronda. Assim, além de o sistema de videovigilância estar inoperacional há pelo menos dois anos e de a vedação estar danificada, as unidades onde se encontram os quase 20 paióis de material bélico ficaram sem a habitual vigilância de militares durante quase 20 horas.

 

A segurança é tripartida: as rondas são efectuadas rotativamente por unidades presentes em Tancos — como o Regimento de Engenharia n.º 1, a Brigada de Reacção Rápida e a Escola de Tropas Paraquedistas. “Para a dimensão de Portugal, foi grave”, diz fonte militar que considera ser “impossível” não ter havido uma colaboração de elementos do interior neste assalto.

 

O mesmo entendimento tem o ex-presidente e membro do conselho consultivo do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), José Manuel Anes. “Foi um golpe muito bem planeado e com colaboração interna, de militares, porque um assalto destes necessita de informação sobre as fragilidades do sistema, do arame farpado, da videovigilância e de alguém que conhece bem os paióis onde estavam as armas roubadas”, explica.

 

Entre o material estavam granadas ofensivas, lança-granadas foguete LAW, com potência para deitarem abaixo helicópteros em conflitos ou arrombarem em assaltos carrinhas blindadas de transporte de valores. Entre os itens roubados estariam também, de acordo com o Correio da Manhã, 57 quilos de explosivo plástico PE4A, normalmente usado em demolições e já identificado em atentados terroristas em países como o Afeganistão, o Iraque ou o Líbano.

 

O Exército informou, através de um comunicado divulgado ontem à noite, que já foram tomadas medidas como o aumento do número de militares envolvidos na segurança física das instalações e o aumento da frequência das rondas móveis motorizadas e apeadas. O gabinete de relações públicas do Exército anunciou ainda a abertura pela Inspecção-Geral do Exército de uma inspecção de segurança aos Paióis Nacionais de Tancos e aos de Santa Margarida.

 

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Armas para furar embargos

 

O PÚBLICO tentou saber junto da secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, Helena Fazenda, se Portugal reforçou o alerta de ameaça terrorista. Sem sucesso até ao fecho desta edição. De acordo com o Ministério da Administração Interna, “cabe aos serviços de informações a avaliação do nível de ameaça”.

 

“Não é apenas o fenómeno terrorista que nos deve preocupar", diz José Manuel Anes. "Sabemos bem que o terrorismo já faz mortes com arma branca ou com viaturas pesadas avançando sobre as pessoas. Isto é um upgrade de que eles não precisam actualmente e que custa bastante dinheiro."

 

O ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, disse ontem que o material “estará agora a tentar entrar no mercado ilícito de tráfico de armas que podem servir depois para os mais diferentes fins”. Um deles, o terrorismo. Mas não o único.

 

Tendo em conta a natureza do armamento roubado, extremamente potente, José Manuel Anes coloca como plausível — além da possibilidade de o armamento ser usado em assaltos ou acções de criminalidade violenta — outra hipótese: a de ser “encaminhado através de uma venda ilícita a países sujeitos a um bloqueio” de compra de armas.

 

“Se falamos de munições, isso ainda pode abastecer o mercado nacional”, continua. “As granadas ofensivas são para operações militares em conflitos ou para crime organizado muito violento. [Neste assalto] aquilo que é mais problemático é o lança-granadas foguete, [que atinge] veículos blindados, casas, quartéis e é lançado através daqueles lançadores que se põem ao ombro e que depois vão disparando as granadas.”

 

Nessa noite, foram roubados 44 lança-granadas foguete de Tancos, conhecido como a “reserva estratégica” do Exército. Como foi possível uma operação com esta dimensão? “O mais importante é tirar o material dos paióis. Se o arame farpado está realmente comprometido, bastava ter ali uma viatura preparada” para o transporte ser feito, diz José Manuel Anes. “É absolutamente inacreditável, é gravíssimo. A NATO deve estar nervosa. E a Europol está em alerta.”

 

GNR e SEF no terreno

 

Os Núcleos de Investigação Criminal (NIC) da GNR da região da freguesia de Tancos foram chamados pela PJM para colaborarem no terreno na recolha de informação, bem como elementos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), junto às fronteiras, porque embora prevaleça a tese de que o material foi logo transportado para fora de Portugal, os cúmplices e autores do assalto podem ter deixadas pistas.

 

No momento em que se descobriu que os paióis tinham sido assaltados, foi dada ordem para fechar o perímetro e para ninguém sair da unidade de Tancos. Todas as viaturas foram inspeccionadas por cães da Guarda Nacional Republicana (GNR) treinados para detectarem vestígios de explosivos.

 

A lista de cada peça do material em falta, com os respectivos números identificativos, elaborada pelos investigadores da PJM, foi distribuída a autoridades policiais europeias, como a Europol. Se algum desse material for apreendido pelas autoridades de algum país pode ser identificado.

 

Num outro caso de furto de armas, mas numa outra dimensão, no início deste ano, Espanha alertou Portugal quando detectou, numa operação, três armas de fogo em Ceuta que, como veio a verificar-se, faziam parte do lote de 57 pistolas que tinham sido roubadas de uma arrecadação da Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), em Lisboa. Uma dessas armas também foi apreendida numa operação policial contra um suspeito de tráfico de droga.

 

Público

 

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Portugal sempre na vanguarda do amadorismo e da incompetência.

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Vedação danificada e video vigilância avariada. Só faltava haver um carreirinho de flores até ao local das armas icon_mrgreen.gif

 

E havia. Os ladrões só roubaram os paióis onde estava o material de boa qualidade. Aqueles que tinham porcaria nem lhes tocaram. :mrgreen:

 

O DN fez uma lista do material roubado, aparentemente confirmada pelo chefe do Estado-Maior (os itens, não as quantidades):

 

Quarenta e quatro lança-granadas e quatro engenhos explosivos "prontos a detonar" foram roubados das instalações militares dos Paióis Nacionais de Tancos na quarta-feira, soube o DN junto de fonte policial que está a investigar o caso. É a primeira vez que ocorre um incidente com esta dimensão em instalações militares. A par deste material, foram ainda roubadas 120 granadas ofensivas e 1500 munições de calibre 9mm (apenas autorizado a forças de segurança e militares) e 20 granadas de gás lacrimogéneo.

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A minha teoria da conspiração é a de que o exército não estava à espera deste mediatismo todo. É impensável que isto possa acontecer desta forma. Tem que estar muita gente de dentro envolvida.

 

E já deviam ter rolado cabeças.

 

E o tolo do ministro que assumiu responsablidades politicas? :lol:

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Vi as noticias de manhã de relance, mas pareceu-me ver que já tinham sido demitidos 5 gajos

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Foram temporariamente demitidos para que não interfiram com as investigações. Ou seja, ninguém foi demitido.

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É evidente que houve envolvimento de militares de dentro para tal acontecer. Não queria estar na pele dos gajos que estavam escaladas de serviço nos dias da ocorrência. Tão bem f*didos. Mas tb duvido tenham sido meros praças a orquestrar e concretizar isto. Especialmente pq quem fez sabia exatamente onde o que importava estava.

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A minha teoria da conspiração é a de que o exército não estava à espera deste mediatismo todo. É impensável que isto possa acontecer desta forma. Tem que estar muita gente de dentro envolvida.(...)

 

Concordo com a última frase, como o AJ diz isto tem que haver muita gente lá dentro metida até ao pescoço neste roubo (nem falo das falhas da segurança basta ver que eles sabiam bem ao que iam, foram aos armazéns com o melhor material...) e também me parece que deve haver peixe graúdo metido nisto mas não concordo nada com essa primeira frase.

 

É impossível eles não estarem a contar com o mediatismo criado nesta situação, uma coisa é roubar um depósito de armas da GNR ou da PSP com umas quantas pistolas e armas automáticas lá dentro, coisas sérias mas que não diferem muito do que há pelas ruas em zonas mais problemáticas. Outra coisa completamente diferente é roubar um depósito do exército com material lá dentro capaz de iniciar uma guerra, lança-foguetes com capacidade para abater helicópteros e tanques, granadas ofensivas e explosivos não há muito aí nas ruas.

 

Isto está a causar um alarido brutal porque é uma falha de segurança clamorosa do exército e sobretudo porque agora há material de guerra por aí que só Deus sabe onde está. E o que deve inquietar mais neste momento as forças de segurança não é onde está o material mas sim quem o tem. :lol:

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Mas quem é que se envolve nisto sabendo o impacto que isto tem? Principalmente o peixe mais graúdo.

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Quem se vai f*der é o peixe miúdo, o tóne que não sabia o que fazer na vida e alistou-se.

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A oposição parece que está na clandestinidade. Agora usa os jornais espanhois :lol:

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Não roubaram grande coisa, do ponto de vista de quem não é terrorista pelo menos. As balas têm valor.

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Quem se vai f*der é o peixe miúdo, o tóne que não sabia o que fazer na vida e alistou-se.

 

para já, não foi bem isso que aconteceu.

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Isto foi mesmo um assalto ou eles foram "aliviando" material para os amigos ao longo do tempo e chegou a um ponto que deu estrondo e "ups, fomos assaltados"?

 

Faz lembrar os grandes ourives que vendem mercadoria por baixo da mesa e de repente alguém lhes faz uma limpeza ao cofre, mesmo quando eles precisavam de aliviar mercadoria não facturada...

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Isto foi mesmo um assalto ou eles foram "aliviando" material para os amigos ao longo do tempo e chegou a um ponto que deu estrondo e "ups, fomos assaltados"?

 

Faz lembrar os grandes ourives que vendem mercadoria por baixo da mesa e de repente alguém lhes faz uma limpeza ao cofre, mesmo quando eles precisavam de aliviar mercadoria não facturada...

 

Vai um bocado de encontro à tua ideia:

 

 

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A oposição parece que está na clandestinidade. Agora usa os jornais espanhois :lol:

 

E logo o El Mundo e o El Español. Olha a coincidência.

Editado por Black Hawk

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E há umas semanas era um artigo sobre o "falso milagre económico de Portugal" no el confidencial.

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Citação do jornal "Expresso" online

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Polícia suspeita que assalto em Tancos foi encomendado e que armas já estão fora do país

Investigação não tem dúvidas de que houve ajuda do interior da base militar de Tancos, embora não existam ainda suspeitos identificados. Autoridades tentam perceber se há algum tipo de ligação a um assalto num campo de tiro no sul de França, feito vinte e quatro horas depois do incidente de Tancos, e a outros dois casos ocorridos em bases militares em Lyon e Estugarda.

Os investigadores da Unidade de Contraterrorismo e Crime Organizado (UNCT) da PJ e da Polícia Judiciária Militar (PJM) continuam a ouvir os militares com ligações aos Paióis Nacionais de Tancos, onde na última quarta-feira foi roubado material de guerra, incluindo 44 granadas foguete anticarro, 50 quilos de plástico PE4A, 150 granadas de mão ofensivas e 18 granadas de gás lacrimogéneo. Para já, não foram identificados suspeitos do crime, mas várias fontes próximas da investigação ouvidas pelo Expresso não têm dúvidas de que “houve ajuda do interior” da base militar.

As autoridades suspeitam que se tratou “de uma encomenda” proveniente do submundo do crime organizado.

Ao Expresso, fontes ligada à investigação avançam que “muito possivelmente” o material roubado já não estará em território nacional. O mais certo, segundo os mesmos responsáveis, é que esteja em Espanha ou em Marrocos.

Numa reunião realizada esta segunda-feira em Sevilha, no histórico edifício do Archivo de Indias, a ministra portuguesa da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, pediu a colaboração dos homólogos de Espanha, França e Marrocos num caso que já saltou fronteiras.

Também a Europol está envolvida neste processo, que já levou ao afastamento de cinco comandantes militares envolvidos na segurança dos paióis de Tancos, depois de um relatório do chefe do Estado-Maior do Exército apontar para a suspeita de “colaboração interna” no roubo. É provável que os assaltantes já soubessem da falta de videovigilância bem como do horário das rondas de vigilância.
Roubos de armas em França e na Alemanha

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já pediu que seja investigada a possibilidade de haver ligações entre este furto em Tancos e outros dois casos que ocorreram nos últimos dois anos em países membros da NATO, “um deles há poucos meses”.

Um dos assaltos mais recentes, e que está na mira das autoridades, ocorreu há menos de uma semana na região de Lyon (França), apenas vinte e quatro horas após o incidente de Tancos. Segundo a imprensa francesa, quatro homens munidos com metralhadoras Kalashnikov assaltaram um campo de tiro em Saint-Chef, levando 75 armas. O assalto deu-se na noite de 29 de junho e até esta segunda-feira nada se sabia sobre o paradeiro do grupo de assaltantes.

A Unidade de Contraterrorismo e Crime Organizado da PJ e da Polícia Judiciária Militar está também atenta a um outro assalto, realizado há precisamente um ano numa base militar americana da NATO em Estugarda, na Alemanha. Nessa altura, foram as próprias forças armadas dos Estados Unidos a liderar uma investigação ao roubo de várias armas, entre elas pistolas semiautomáticas, uma espingarda automática e uma shotgun, embora a lista não tenha sido totalmente revelada. Os ladrões cortaram a rede de segurança para poderem entrar nas instalações da NATO.

Sob suspeita está ainda a ligação a um roubo em larga escala ocorrido em julho de 2015 perto de Marselha, em França: 40 granadas, 180 detonadores e vários explosivos desapareceram da base militar de Miramas. Os assaltantes cortaram em dois locais diferentes a rede de proteção da base logística de 250 hectares — onde circulavam diariamente cerca de 200 militares e civis — , levando material suficiente para “explodir um banco ou cometer um ataque terrorista”, de acordo com as autoridades francesas. O Ministério da Defesa francês abriu um inquérito ao caso, numa altura em que o país se encontrava em alerta máximo, após o atentado em Paris de janeiro desse ano.

Há seis anos foram roubadas dez armas do quartel da Carregueira

O assalto ao quartel da Carregueira (Sintra) ocorrido entre o Natal e a passagem de ano de 2010 continua envolto em mistério. Um grupo de homens roubou pelo menos dez armas de guerra, entre espingardas e pistolas, de uma arrecadação que necessitava de um código secreto para ser aberta. Cinco anos depois do crime, só foi encontrada uma das HK de 9 milímetros, e nem sobre esta arma o Exército revela pormenores: não se sabe quando, onde e como foi recuperada.

O caso, investigado pela Polícia Judiciária Militar, acabou por ser arquivado pelo Ministério Público algum tempo após o assalto. “A razão é simples: não foi possível identificar os suspeitos do ilícito”, confidenciou uma fonte ligada à investigação.

Ou seja, em seis anos ninguém chegou a ser preso. Mas o arquivamento não será irreversível.

Logo após o roubo, as suspeitas recaíram sobre um oficial de baixa patente com acesso ao local onde se encontrava o armamento, estando referenciado por eventuais ligações a outros episódios de compra e venda de armas. Só que os interrogatórios foram inconclusivos. Os restantes militares do quartel foram também alvo de uma investigação exaustiva, sem qualquer resultado digno de registo.

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Está mais do que visto que não aconteceu nada do que parece ter acontecido. E nós, parvos.

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