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nopla

Fragmentos de cultura

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Não sei bem como introduzir este tópico. O mote é o seguinte: no CMPT há várias pessoas culturalmente interessantes, como tal, existe a necessidade de criar um tópico em que se possam discutir assuntos culturalmente ricos e que nada têm a ver (ou estão minimamente relacionados) com as temáticas de outros tópicos. Caso estes vídeos que vou colocar fossem parar à secção dos vídeos, não teriam metade do interesse, nem metade da possível discussão que daí advirá. O objectivo é colocar documentários, textos, notícias, infografias, o que quiserem, sobre temáticas pouco debatidas e vistas usualmente. Seja sobre o quão a Nestlé é uma evil company, como os orangotangos estão a morrer por culpa do óleo de palma, ou o que quiserem.

Estes três vídeos passam-se em locais diferentes, mas estão, na sua maioria, relacionados com a cultura dos respectivos países. O do rapto de noivas no Quirguistão e o "Underworld" romeno são assuntos super chocantes e que não fazia ideia que existiam, depois de ver os vídeos fui procurar sobre ambos e é, de facto, assustador. O outro é um documentário muito interessante sobre uma das cidades mais a norte do mundo e o seu isolamento.

Quanto ao título, podem mudar, não tenho grandes ideias, nem sou grande fã deste. Se acharem que faz mais sentido introduzir noutros tópicos e acabar com este, também não me parece descabido.

 

 

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Lembro-me de ver essa reportagem da Vice sobre os raptos de noivas no Quirguistão no ano passado, e calhou mesmo na altura em que ia à Arménia e à Geórgia. E lembro-me que lá falei com algumas pessoas sobre essa reportagem e um amigo meu da Geórgia disse-me que lá também acontece e que foi assim que o seu tio se casou e que a mulher dele parece estar contente, é algo normalizado em certas áreas, especialmente zonas rurais.

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Citação de frnk th tnk, há 4 minutos:

Lembro-me de ver essa reportagem da Vice sobre os raptos de noivas no Quirguistão no ano passado, e calhou mesmo na altura em que ia à Arménia e à Geórgia. E lembro-me que lá falei com algumas pessoas sobre essa reportagem e um amigo meu da Geórgia disse-me que lá também acontece e que foi assim que o seu tio se casou e que a mulher dele parece estar contente, é algo normalizado em certas áreas, especialmente zonas rurais.

A aceitação das famílias e, por conseguinte, das mulheres que se iam casar, foi algo que ainda mexeu mais comigo. Muitas deles, por outro lado, acabam por se suicidar.

E o mundo do subsolo romeno? Das coisas mais "assustadoras" que já vi.

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Visitante

Nopla, o que tu foste fazer. Eu a contar que já me tinha livrado dos rabbit holes da Vice no Youtube e afinal lá vou eu deixar de dormir durante a noite para ver raptos de noivas na ex-USSR e reis do crime romeno :4_joy:

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Para quem nunca viu "Under the Sun", deixo aqui um mote a ver se motivo alguém. Dos documentários que mais mexeram comigo nos últimos tempos. À partida parece um documentário banal sobre a Coreia do Norte, sobre a vida de uma menina de 8 anos que se prepara para ingressar na União das Crianças Coreanas bem como a sua família. O senão: Todo o script foi escrito, planeado e encenado pelo governo norte-coreano.

 

Apesar disso, Vitaliy Manskiy (director do documentário), usando diferentes técnicas na forma como captou as imagens e montou o documentário, conseguiu mostrar a verdadeira essência do país. Técnicas como ter deixado a câmara sempre ligado o dia inteiro a documentar tudo o que se passava, mesmo que fosse apenas um ensaio para a cena seguinte. Ter levado uma câmara que usava dois cartões e enquanto os norte-coreanos inspeccionavam o primeiro, conseguia criar um delay entre entregar o segundo e consequentemente fazer backups antes que certas cenas fossem apagadas.

 

Mas esta cena deixa-me sempre emocionalmente abalado. Tudo nela, a progressão emocional da miúda (se tivermos todo o contexto do doc antes a cena fica ainda mais forte), as falas, a linguagem corporal da miúda, o silêncio, a tentativa de controlo da cena por parte dos norte-coreanos....

 

 

Como diz na descrição deste excerto no youtube, é das cenas mais importantes para mim que retrata a Coreia do Norte.
 


"Criar uma imagem da sociedade norte-coreana, entre propaganda e isolamento, é praticamente impossível. E é por isso que esta cena do documentário é tão importante "

Editado por Capa
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Aqui no bairro mataram um cigano ontem, hoje deve haver retaliação.

Em outras notícias, do outro lado da rua, um jovem foi esfaqueado.

Ontem à noite, estava eu descansado a jogar playstation, quando de repente começo a ouvir um barulho idêntico ao regresso às aulas, só que às 2 da manhã, e eram brasileiros vs angolanos. 

 

Tenho que contactar a VICE :4_joy:

 

Uma coisa pior que o roubo das noivas no Quirguistão, é o roubo do governo português em tudo o que é taxas e impostos, pagamos para sobreviver, mais valia raptarem-me a noiva, era menos uma despesa.

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Citação de Catota, há 11 minutos:

Uma coisa pior que o roubo das noivas no Quirguistão, é o roubo do governo português em tudo o que é taxas e impostos, pagamos para sobreviver, mais valia raptarem-me a noiva, era menos uma despesa.

Diz ele de palito na boca.

O tópico até estava fixe.

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Estava a brincar como é óbvio.

 

O tópico tem bom potencial, mas o cerne do problema é que para muitos isto é só algo que se passa nesses sítios que vão sendo divulgados ao longo dos anos, até ser divulgado algo que vocês sempre viram todos os dias, e nunca suspeitaram que viviam no 'submundo'

 

Um exemplo muito simples, é o caso da Casa Pia, antes disso ninguém se preocupava com pedófilos (só do Vaticano, e era tabu)

 

Claro que  são cenas chocantes, desumanas e por aí fora, mas enganem-se se acham que isso só acontece na Roménia ou no Vietname, Honduras, os países mais evoluídos têm um nivel de podridão quase tão grande ou pior que certos 'buracos' no mundo.

 

 

Só uma questão aqui para o tópico.

 

Quantos de vocês tiveram que escolher entre a vossa própria vida ou sobreviver? 

 

 

 

 

 

 

Editado por Catota

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Citação de Capa, há 7 horas:

 

Como diz na descrição deste excerto no youtube, é das cenas mais importantes para mim que retrata a Coreia do Norte.
 


"Criar uma imagem da sociedade norte-coreana, entre propaganda e isolamento, é praticamente impossível. E é por isso que esta cena do documentário é tão importante "

Achei interessante. Porém, a Coreia do Norte é um assunto (por si) que me motiva sempre alguma apreensão. Nunca vi nenhum documentário, reportagem ou notícia, capaz de me fazer acreditar que tudo o que é apresentado é verdadeiro. Talvez um, em que o jornalista vai para lá com um câmara oculta durante uns tempos. Vou ver se consigo encontrar. Muito boa partilha! Gostei muito.

Lazarat. Uma aldeia perdida no meio das montanhas da Albânia, que gera (gerava) mais dinheiro com a produção e venda de erva do que o próprio país com qualquer outra actividade. É impressionante ver a forma como tudo estava montado e como as forças militares raramente conseguiam interferir neste "pequeno protectorado" de agricultores. A forma despreocupada como eles têm ali plantações de marijuana ao lado das batatas que são 70% da alimentação deles, é sui generis.

Tudo começou a ser "limpo" na altura desta reportagem (2014) por força da entrada deles na União Europeia. Até o exército foi forçado a intervir.

Editado por nopla

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Citação de nopla, há 3 horas:

Achei interessante. Porém, a Coreia do Norte é um assunto (por si) que me motiva sempre alguma apreensão. Nunca vi nenhum documentário, reportagem ou notícia, capaz de me fazer acreditar que tudo o que é apresentado é verdadeiro. Talvez um, em que o jornalista vai para lá com um câmara oculta durante uns tempos. Vou ver se consigo encontrar. Muito boa partilha! Gostei muito.

 

Neste, todas as acções que vês são planeadas e ensaiadas. Há cenas em que os vez a repetir o take porque alguém disse algo mal ou o "produtor" coreano lembrou-se de algo melhor etc.... mas a beleza deste documentário está em conseguires olhar para lá daquilo que é superficial. Para os pequenos detalhes e erros que vão sendo feitos, pela evolução da linguagem corporal da miúda, pelas pequenas mensagens que vão sendo introduzidas durante algumas cenas que são contraditórias em relação aquilo que se passa. Ali tudo é dito para agradar o "Grande Líder", mas ao mesmo tempo percebes cinismo do Vitaliy em mostrar aquilo mais como algo retórico.

Editado por Capa

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Três fragmentos distintos, mas igualmente curiosos interessantes. O texto está bom e aborda uma temática várias vezes discutida, mas com uma perspectiva interessante. 

 

  

https://www.irishtimes.com/life-and-style/people/i-m-63-and-i-ve-been-single-my-whole-life-1.3197094

‘I’m 63 and I’ve been single my whole life’

TEDx Talk audiences are no strangers to hearing sweeping statements and powerful narratives but even by regular standards, Bella DePaulo’s opening gambit during her recent TEDx Talk in Belgium took some beating.

“I’m 63 and I have been single my whole life,” she told a cheering crowd.

‘When I was in my 20s and 30s I knew I was supposed to get married. Even now I keep getting reminded of it.”

DePaulo very much identifies as “single at heart”. The psychologist coined the phrase to describe a person that is living their best, most authentic self as a single person. Single-at-heart people see themselves as self-sufficient, don’t need a plus-one for every occasion, and generally have a sense of personal mastery.

“This isn’t a person who is single because they have had horrible experiences in other relationships or faced issues,” explains DePaulo. “It’s a way for people to identify positively by saying, ‘this way of life works for me’.”

Crucially, and contrary to widely held belief, they are not all that interested in finding a romantic partner.

“It’s believed that you don’t have a life, you don’t have anyone, no-one wants you, and that single people are selfish and self-centred, when research actually shows that single people are more kind and likely to volunteer and so on,” says DePaulo. “That’s why it’s hard to know exactly how many single-at-heart people are out there. It’s hard to recognise that in yourself if it’s not recognised in the culture at large.

“The parallel I like to use that in the ‘50s, most women of a certain class said that they wanted to stay home, make house and have children. It doesn’t mean that this is what every woman, deep in their heart, was really like.”

DePaulo is very much single at heart. She loves solitude and can go for days at a time without feeling lonely or isolated. She has never had a serious relationship and never lived with a romantic partner.

 

Certainly, DePaulo is very much living her life on her own terms. Even while scheduling in a phone interview, DePaulo asserts that she likes to sleep late, is more comfortable talking at night, and won’t be around in the mornings. In the end, she makes herself available to talk between 1am and 3am, her time.

DePaulo, unlike many single women, doesn’t recall a time in her younger years when she ever truly fretted about her solo status.

“I thought I was just slow in getting to where everyone else was, and that eventually I would want that,” she says. “I don’t remember a point when I realised that being single is who I am.

“I try to get it out there, it’s not just totally okay to be single – if this is the way you live your best life, it would be a sad thing not to do it.”

Happily single though she may be, DePaulo has felt the sharp end of singlism – negative stereotyping of and discrimination against singles – many times.

“There are the ways, say, that single people are ‘less than’ in the workplace,” says DePaulo. “If you’re single, there’s this assumption that you can work at the times that no-one wants, and you can come in on holidays. People expected me to teach at night and said, ‘you don’t want to ask married people to do it’. This was even before they had kids.

“You’ll find that your coupled friends might invite you to lunch on weekdays, but will go to movies or dinner on the weekends with their coupled friends.

“In universities, where I’ve been my whole life, people think of themselves as being open-minded and wouldn’t want to say anything prejudiced against, say, LGBT people, but will say hugely dismissive things about single people.

“Only later I realised the more serious aspects of singlism, like laws that favour married people,” she adds. “Politicians say they’ll fight for married people, and there are all these laws and tax breaks on things like inheritances and retirement funds that favour married people.”

DePaulo asserts that long-time singles face the stigmatisation that divorced people once endured decades ago.

“I think it’s because the subtext is that somebody, once, actively chose you,” she says. “Half a century ago it was more of an issue to be divorced rather than be single your whole life, but it has flipped.”

Much of this has to do with the idea that we are living in the grip of what DePaulo calls “matrimania” – our cultural obsession with marriage.

Oprah Winfrey, for instance, may be one of the most powerful women in business, but as the world will never tire of asking her, “You’ll get married?” Not for the first time, the media mogul was asked recently about when she would put a ring on it. Winfrey pointed out again, patiently, that her dreams have never involved a white wedding to her partner Steadman Graham, whom she met in 1986.

“Nobody believes it, but it’s true. Marriage requires a different way of being in this world,” she says.

“His interpretation of what it means to be a husband and what it would mean for me to be a wife would have been pretty traditional, and I would not have been able to fit into that.”

DePaulo has made it her life’s professional work to push back, with writing and psychological research, against this conceit of single people as sad, lonely, unlovable, or undesirable.

Graduating from Harvard with a PhD in 1979, DePaulo is now a project scientist at the University of California, Santa Barbara.

 

And in her line of work, some of the findings have been disheartening. She found in some research that relationship virgins are evaluated harshly by others, and seen as less well-adjusted and more lonely.

Yet she has also discovered several studies that challenge the long-held claim that people who marry get healthier.

“A review of 18 happiness studies in the Journal of Personality and Social Psychology in 2012 concluded that well-being does not typically improve when people marry,” she notes.

For her part, DePaulo is hopeful that a sea-change is afoot for those who are ‘single at heart’, not just culturally, but systemically. In the meantime, DePaulo hopes that more single-at-heart people can unpack their real needs and desires from years of cultural conditioning. We may have been told that coupledom and marriage is a meritocracy, a vital milestone in life, and a signifier of our desirability. Yet when it comes to relationship models, the truth is that one size doesn’t fit all.

“It was a real important revelation to me that I was always going to want to be single and that I wasn’t going to change,” she says. “The people around you see a ‘project’ and they want to fix you up with this person and that person. But the thing is, I’m not broken.”

Editado por nopla
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Se calhar este não é o tópico indicado, mas fica aqui:

 

Basicamente, a Vox Borders é uma mini série sobre várias fronteiras, espalhadas por todo o mundo. Esta chamou-me à atenção, porque nem sabia que havia uma parte de Espanha no continente Africano.

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Citação de Jpa, há 10 horas:

Se calhar este não é o tópico indicado, mas fica aqui

Claro que é! É mesmo para isto que eu o criei! Muito fixe, por acaso.

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Já agora, o Haiti e a República Dominicana também me deixaram supreendido: os dois países estão na mesma ilha, foram ambos colonizados no séc XV, mas, por decisões políticas e problemas como a corrupção, são países com graus de desenvolvimento bastante diferentes. 

https://www.vox.com/a/borders/haiti-dominican-republic

 

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Já que o tema está nas fronteiras e muros, penso que se enquadra, embora o documentário já tenha uns anos:
 

 

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essa cena dos tuneis da romenia wtf 

entretanto ja vi outra reportagem odne prendem o bruce lee 

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A Vox também tem um espaço na Netflix onde todas as semanas sai um novo.

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