Capa Publicado 2 Outubro 2018 (editado) Citação de Jpa, Em 01/10/2018 at 00:11: Se calhar este não é o tópico indicado, mas fica aqui: Basicamente, a Vox Borders é uma mini série sobre várias fronteiras, espalhadas por todo o mundo. Esta chamou-me à atenção, porque nem sabia que havia uma parte de Espanha no continente Africano. Esteve nomeado para um Emmy na secção de Docs acho eu. Mas acabou por ganhar um doc da Vice sobre Charlottesville Editado 2 Outubro 2018 por Capa Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 2 Outubro 2018 Vox Borders é incrível, e o gajo e a família estiveram há pouco tempo em Portugal (não por causa do Borders). Compartilhar este post Link para o post
Jpa Publicado 2 Outubro 2018 Citação de Ghelthon, há 46 minutos: Vox Borders é incrível, e o gajo e a família estiveram há pouco tempo em Portugal (não por causa do Borders). Eu fiquei a conhecer a cena por causa de uma notícia do Público, feita precisamente por ele ter estado em Portugal. Compartilhar este post Link para o post
frnk th tnk Publicado 4 Outubro 2018 Btw, relacionado com este tópico e com o das viagens. Tenho disponível para partilhar uma versão do documentário curto (6 mins) que fiz há cerca de um ano na Arménia sobre pessoas que vivem em contentores (domiks) quase 30 anos depois do terramoto de 1988 e sem apoio nenhum do governo. Posso mandar o link wetransfer por MP, só peço que não o metam online, porque ainda estamos a pensar em enviá-lo para alguns festivais. 3 Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 24 Outubro 2018 O mapa de Fernão de Magalhães Em 1517 Fernão de Magalhães chegou a Sevilha, com uma irrecusável proposta para o rei Carlos I de Espanha, futuro Imperador Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico: demonstrar que as cobiçadas Ilhas de Maluco (as actuais Molucas), fonte do valioso cravo, se encontravam do lado espanhol do mundo, de acordo com os termos do Tratado de Tordesilhas, e que poderiam ser alcançadas navegando para ocidente. Aquele tratado, firmado entre portugueses e espanhóis em 1494, estipulava que o mundo seria dividido entre duas áreas de influência: uma portuguesa, a oriente de uma linha norte-sul que passava 370 léguas a oeste de Cabo Verde, e uma espanhola, a ocidente dessa linha. Contudo, ninguém imaginou então que a linha divisória se prolongava para o outro lado da Terra e que a sua localização exacta na Insulíndia se tornaria fonte de conflito entre os dois países. Saber se ela passava a leste (favorável aos portugueses) ou a oeste das Molucas (favorável aos espanhóis), tornou-se um problema de Estado. Tendo os navegadores portugueses chegado à região no início do século XVI e começado a tirar partido do comércio das especiarias, viram esta sua actividade contestada pelos espanhóis, que alegavam que as Ilhas de Maluco se situavam no seu hemisfério. Hoje sabemos, sem margem para dúvidas, que as Molucas se situavam no lado português. O que não acontecia na época, quando os métodos de navegação e posicionamento não eram suficientemente rigorosos para se estabelecer com exactidão a longitude do arquipélago. Mostrar que Espanha tinha razão nessa disputa e encontrar uma rota alternativa para as ilhas das especiarias, a qual evitasse o hemisfério português, foi a proposta apresentada por Fernão de Magalhães a Carlos I. Assim, tendo conseguido o apoio político e financeiro de importantes individualidades próximas da coroa, um acordo com o rei foi estabelecido em 1518. A 10 de Agosto de 1519 partiu de Sevilha uma armada formada por cinco navios e cerca de 240 homens de várias nacionalidades, que haveria de dar a volta ao mundo navegando para ocidente. Tendo conseguido dobrar a América do Sul perto do seu extremo meridional, atravessando o estreito que hoje tem o seu nome, Magalhães conduziu a armada através do imenso oceano Pacífico durante mais de três meses, até chegar ao arquipélago das Marianas. Tratou-se de um feito extraordinário do ponto de vista técnico e científico. Como bem viria a escrever Pedro Nunes cerca de 15 anos mais tarde, os feitos dos navegadores portugueses não tinham sido conseguidos “indo a acertar, mas partiam os nossos mareantes mui ensinados e providos de instrumentos e regras de astrologia e geometria”. De facto, as missões eram cuidadosamente planeadas e executadas, e os pilotos eram instruídos nas técnicas de navegação, que incluíam os métodos astronómicos de posicionamento e a utilização das cartas náuticas. Mas a viagem não correu bem para o próprio Magalhães, morto nas Filipinas por um nativo, em Abril de 1521. Seria completada por um único navio, sob o comando de Juan Sebastian de Elcano, que regressou a Sevilha em 6 de Setembro de 1522, acompanhado de apenas 18 homens. Curiosamente, a decisão de regressar a Espanha continuando a navegar para ocidente, completando assim a circum-navegação da Terra, não estava prevista nos planos originais de Magalhães. Quanto ao planeamento da missão, sabemos que Fernão de Magalhães se fez rodear dos melhores especialistas portugueses em ciência náutica. Nomes bem conhecidos são os cosmógrafos Rui e Francisco Faleiro, e os cartógrafos Jorge Reinel e Diogo Ribeiro. Numa carta endereçada em 1519 pelo feitor português em Sevilha, Sebastião Alves, ao rei D. Manuel, é relatado que “a terra de maluco eu vi assentada na poma [isto é, no globo] e carta que cá fez o filho de Reinel, a qual não era acabada quando cá seu pai veio por ele, e seu pai acabou tudo e pôs estas terras de Maluco, e por este padrão se fazem todas as cartas”. Trata--se esta carta, muito provavelmente, do planisfério anónimo conhecido por Kunstmann IV, de cerca de 1519, cuja caligrafia e estilo são típicos do cartógrafo português Jorge Reinel (filho de Pedro Reinel), e que alguns historiadores consideram ter sido apresentado por Fernão de Magalhães a Carlos I de Espanha, quando procurou o seu apoio para a missão. Deste planisfério apenas sobrevivem reproduções fotográficas e um fac-símile a cores, desenhado no século XIX. O original ter-se-á perdido na II Guerra Mundial, durante os bombardeamentos aliados a Munique. O planisfério de Kunstmann IV é um mapa com uma enorme importância histórica, que haveria de constituir o modelo da cartografia náutica espanhola. Nele é representado o mundo até então conhecido pelos europeus, desde a costa oriental da China, a oriente, até às Ilhas Molucas, a ocidente. Um dos aspectos que nele mais impressiona é o grande vazio do oceano Pacífico e o facto de grande parte do Novo Mundo, ainda por explorar, não ser representado. Numa legenda colocada a sul do actual Panamá, aquele oceano é classificado como o “Mar Visto pelos Castelhanos”, numa alusão à missão de Vasco Núñez de Balboa, na qual o istmo separando o Golfo do México e o Pacífico foi atravessado, em 1513. Pela primeira vez em cartografia náutica, a totalidade da circunferência equatorial da Terra é representada, incluindo o oceano Pacífico. Também pela primeira vez, o equador encontra-se subdividido em intervalos de um grau de longitude: 183 graus para este do meridiano de Tordesilhas e 184 graus para oeste. Poderíamos pensar que esta inovação estaria ligada ao intuito de representar as longitudes dos lugares ou a um qualquer desenvolvimento dos métodos de navegação, mas não é esse o caso. A razão mais plausível terá sido a de ilustrar que o arquipélago das Molucas se encontrava a menos de 180 graus para oeste da linha de Tordesilhas – isto é, na área de influência dos espanhóis. Se medirmos cuidadosamente a distância longitudinal, sobre o equador, entre o meridiano de Tordesilhas (onde está a escala de latitudes) e as Molucas, verificamos ser cerca de 175 graus, colocando-as dentro do hemisfério espanhol. Muito embora Pedro e Jorge Reinel conhecessem certamente a posição da coroa portuguesa nesta matéria, não será difícil entender as suas razões, já que a carta tinha sido encomendada pelos espanhóis e eles completaram-na em Sevilha. Mas quem teria razão nesta polémica? Com a ajuda do Google Maps e de algumas medições rápidas, facilmente se verifica que a extensão longitudinal do oceano Pacífico se encontra fortemente subavaliada no planisfério de Kunstmann IV, fazendo com que a posição das Molucas esteja deslocada para oriente em mais de 1500 quilómetros! Seria esta distorção inocente? É claro que não! De facto, ela servia dois propósitos: o de colocar as Molucas do lado oriental do antemeridiano de Tordesilhas e o de tornar mais curta a distância a percorrer pelos navios espanhóis que se dirigiam às Molucas, assim fortalecendo a proposta de Magalhães. É interessante verificar como uma manipulação semelhante teria já sido utilizada por Cristóvão Colombo em 1492, quando considerou um modelo da Terra demasiado pequeno, a fim de convencer os Reis Católicos de que o trajecto para a Índia era mais curto navegando para ocidente. Admitindo que o planisfério de Kunstmann IV é, de facto, o que foi elaborado por Jorge e Pedro Reinel, qual seria o verdadeiro propósito deste mapa? A exuberância da decoração, a forma simplificada do desenho das costas, a profusão de legendas em latim e a ausência de uma escala de distâncias mostram não se tratar de uma carta para ser utilizada a bordo, mas sim de um mapa destinado a encher o olho de um rei. Todos estes indícios apontam para a possibilidade de o planisfério de Kunstmann IV ter sido realmente desenhado a pedido de Fernão de Magalhães, para ser apresentado a Carlos I de Espanha. Público Compartilhar este post Link para o post
frnk th tnk Publicado 27 Novembro 2019 https://youtu.be/bI77TclfL9w Aproveitando este tópico, que acho que tem imenso potencial. Um amigo enviou me este video que me deixou impressionado. Todos os anos em Istambul no dia 10 de Novembro às 9:05 as pessoas param, estejam a pé ou de carro para fazer uma homenagem ao Ataturk que morreu nessa data. Tudo ali parece tirado de um filme, coreográfico, tudo começa e acaba fluidamente, é incrivel. 1 Compartilhar este post Link para o post
Cristiano_Ronaldo Publicado 27 Novembro 2019 Parece-me fake, muitos carros não pararam Compartilhar este post Link para o post
a.lopes Publicado 28 Novembro 2019 Citação de frnk th tnk, há 12 horas: https://youtu.be/bI77TclfL9w Aproveitando este tópico, que acho que tem imenso potencial. Um amigo enviou me este video que me deixou impressionado. Todos os anos em Istambul no dia 10 de Novembro às 9:05 as pessoas param, estejam a pé ou de carro para fazer uma homenagem ao Ataturk que morreu nessa data. Tudo ali parece tirado de um filme, coreográfico, tudo começa e acaba fluidamente, é incrivel. Aqui é parecido também 1 de Agosto às 5 da tarde creio https://en.wikipedia.org/wiki/Warsaw_Uprising 1 Compartilhar este post Link para o post
nopla Publicado 1 Dezembro 2019 Muito sucintamente: a Wagah-Attari é uma entrada (das únicas) na fronteira entre o Paquistão e a Índia. Todos os dias depois de escurecer, dá-se uma cerimónia parecida com esta, onde milhares de pessoas ficam de um lado a "torcer" pelo seu país. O mundo é mesmo um lugar fascinante. Não era bem este vídeo que queria, visto já ter visto uma reportagem muito melhor. Porém, dá para ficarem com a ideia. 2 Compartilhar este post Link para o post
Jpa Publicado 1 Dezembro 2019 Isso é tudo encenado, mas curioso que perto dessa fronteira, mais para Nordeste, há mesmo um conflito entre os paquistaneses e os indianos. Basicamente, estão ambos a disputar o território de Kashmir. Para quem quiser conhecer melhor o conflito: Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 1 Dezembro 2019 Citação de nopla, há 4 horas: Muito sucintamente: a Wagah-Attari é uma entrada (das únicas) na fronteira entre o Paquistão e a Índia. Todos os dias depois de escurecer, dá-se uma cerimónia parecida com esta, onde milhares de pessoas ficam de um lado a "torcer" pelo seu país. O mundo é mesmo um lugar fascinante. Não era bem este vídeo que queria, visto já ter visto uma reportagem muito melhor. Porém, dá para ficarem com a ideia. 3 Compartilhar este post Link para o post
nopla Publicado 1 Dezembro 2019 Citação de Mayday, há 1 hora: Isso! És o maior! Compartilhar este post Link para o post
frnk th tnk Publicado 16 Janeiro 2020 Vida de uma menina que toca nas ruas de Madagascar Compartilhar este post Link para o post
frnk th tnk Publicado 26 Março 2020 (editado) Citação de nopla, Em 20/09/2018 at 01:05: Vi agora este filme e lembrei-me logo deste post. Fala exactamente do mundo subterrâneo de Bucareste e dos miudos que vivem perdidos por lá sob a guia do "Bruce Lee". Centrado no caso do Nicu que aparece ai no video também. É muito forte e consegue entrar dentro deste mundo. Recomendo muito. Está no mubi durante mais 27 dias. Aproveitando para o momento promocional: O mubi está a fazer um desconto em tempos de quarentena, 3 meses por 1€, aproveitem! Vão descobrir e ver filmes que não conheceriam/veriam de outra forma. https://mubi.com/ Editado 27 Março 2020 por frnk th tnk Compartilhar este post Link para o post
nopla Publicado 14 Abril 2020 Acredito que a maior parte de vocês conheça o Louis, mas vale sempre a pena explorar mais coisas dele. Esta é uma temática que me interessa, como tal, tenho visto, ao longo do tempo, várias coisas relativas a isto. Este é dos melhores. Se tiverem inputs, partilhem, também. Seja o que for, vídeos, docs, textos, livros, etc. Compartilhar este post Link para o post
frnk th tnk Publicado 27 Janeiro 2021 (editado) Mais ou menos dentro das ideias deste tópico, encontrei um canal de Youtube do Mohannad Abu Rizk, um realizador de Amman na Jordânia, em que a ideia é fazer perguntas às pessoas. O maior arrependimento, o primeiro amor, as palavras mais bonitas que já te disseram, etc. Estou a adorar, principalmente por permitir conhecer um pouco do pensamento de várias pessoas que vivem lá, um universo que estou muito desfasado, ajuda a criar uma aproximação e a criar conexões com as pessoas que vivem lá Editado 27 Janeiro 2021 por frnk th tnk 6 Compartilhar este post Link para o post