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Televisão portuguesa

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Citação de Ego Sum, Em 03/05/2024 at 21:23:

Alguém me consegue explicar este fenómeno das séries turcas dobradas em espanhol que assolam as nossas TVs?

Há uns meses apanhava sempre uma amiga com esse guilty pleasure numa SIC Mulher da vida, hoje reparei que na AXN White tb já começaram a dar dessas coisas.

Só dobradas em espanhol? Até italiano.

E a nova novela da SIC também se trata de uma adaptação de uma série turca.

Editado por Genzo

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Citação de Genzo, há 12 horas:

Só dobradas em espanhol? Até italiano.

E a nova novela da SIC também se trata de uma adaptação de uma série turca.

Como não se deve só falar mal, props à TVI, Cacau é uma produção de topo

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Citação de footboy23, há 1 hora:

Como não se deve só falar mal, props à TVI, Cacau é uma produção de topo

Agora com os meus pais comigo tenho visto essa novela. Produção top, atores de m*rda.

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Citação de footboy23, há 2 horas:

Como não se deve só falar mal, props à TVI, Cacau é uma produção de topo

 

Citação de Petar Musa, há 52 minutos:

Agora com os meus pais comigo tenho visto essa novela. Produção top, atores de m*rda.

Também via, mas deixei de ver quando a actriz principal ficou sem memória. Aquilo nunca mais desenvolvia....

E não acho a miúda boa actriz, quanto mais para ser protagonista...

Tenho visto a nova da Sic (A Promessa, o titulo inicial era "Circo de Feras")

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Citação de Petar Musa, há 1 hora:

Agora com os meus pais comigo tenho visto essa novela. Produção top, atores de m*rda.

Há de tudo, por exemplo, o António Capelo é do melhor que temos por cá

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Citação de Diogo_CFB, há 21 minutos:

 

Também via, mas deixei de ver quando a actriz principal ficou sem memória. Aquilo nunca mais desenvolvia....

E não acho a miúda boa actriz, quanto mais para ser protagonista...

Tenho visto a nova da Sic (A Promessa, o titulo inicial era "Circo de Feras")

 

Citação de footboy23, há 11 minutos:

Há de tudo, por exemplo, o António Capelo é do melhor que temos por cá

Não vi o Capelo.

Vi uma loura novinha, o Paulo Pires, aquele gostoso que faz Rabo de Peixe, e mais 2 ou 3. Mandava-os a todos para uma escola de interpretação durante 3 meses intensivos.

Mas acho que o problema é do formato das novelas: a Daniela Melchior disse numa entrevista que eles num dia filmam, de seguida, imensas cenas. E não há cá repetições, da maneira que está é da maneira que vai. É óbvio que os atores novos não conseguem evoluir, e os experientes parecem maus

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Citação de Petar Musa, há 2 minutos:

Não vi o Capelo.

Vi uma loura novinha,

O Capelo é o pai dessa. 

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Citação de footboy23, Em 21/06/2024 at 11:04:

Como não se deve só falar mal, props à TVI, Cacau é uma produção de topo

Ultimamente tem estado a desenvolver pouco e a ficar no mesmo loop.

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Nem portuguesas, nem brasileiras: a nova febre das novelas vem da Turquia — e já cá chegou

Em Portugal, o sucesso das novelas turcas foi lento e progressivo, mas não tardou em chegar, e agora, a principal novela do horário nobre da SIC é uma adaptação de um destes originais. O romantismo e o conservadorismo nas narrativas distingue-as, além da qualidade de produção e de representação. E o êxito que fazem é ainda uma tentativa de melhorar a imagem do país

Uma mudança do interior do país para a capital, um acordo secreto, dois estratos sociais em conflito e uma teia complexa de drama, romance e traições pode ser uma possível descrição de ‘A Promessa’, a nova novela da SIC (propriedade do grupo Impresa, também dono do Expresso) que tem conquistado público e superado audiências. A história da produção portuguesa é uma adaptação de um folhetim turco, “Zalim İstanbul”. A aposta é uma novidade na televisão portuguesa, mas estas produções têm conquistado público desde o Médio Oriente até à Europa. Em Espanha, algumas destas produções televisivas turcas são líderes de audiência em horário nobre e tudo indica que as exportações turcas vão continuar, com a Turquia a consolidar-se como o terceiro maior exportador de produções televisivas, de acordo com dados da Parrot Analytics, empresa de análise do mercado televisivo citada pelo “The Economist”.

As adaptações de guiões estrangeiros para fazer novelas portuguesas não são recentes. Ao longo dos anos, os argumentistas nacionais já utilizaram guiões brasileiros, mexicanos ou venezuelanos, mas os turcos estão a estrear-se agora entre o público português. “Eu gostei do guião, mas achei que não ia ser um produto fácil de adaptar à nossa realidade” devido à “premissa da noiva prometida”, explica uma das escritoras da novela, Inês Gomes, que já tinha feito adaptações de produções de outras nacionalidades.

Sobre um dos aspetos principais da novela, em que uma das personagens é prometida em casamento, Cândida Ribeiro, escritora de ‘A Promessa’, explica que na versão portuguesa criou-se uma “espécie de acordo em que todos poderiam beneficiar” e no qual “esta noiva sabia ao que vinha, queria ser rica e então aceitou”. “Foi um desafio perceber o que o público iria achar de mais e de menos, onde é que iriamos balizar a nossa história”, diz a argumentista.

Como as novelas turcas têm uma duração média de duas horas por episódio, as autoras receberam guiões com 80 a 90 páginas, algo que nunca lhes tinha sucedido e que se revelou um dos desafios. Uma das estratégias foi eliminar a repetição. “Eles têm uma gravação de uma cena em que temos uma personagem contra outra, eles podem dar essa gravação até três vezes em cada dois episódios. Nós não fazemos isso, nós tentamos não repetir recursos, o que significa que estamos a dispensar alguma parte do guião turco”, explica Cândida Ribeiro.

Outro aspeto que teve de ser alterado foi o número de personagens. O original contava apenas com 11, por isso, as autoras acrescentaram mais 20. “Não é possível com o nosso ritmo gravarmos só com dez personagens, [se o fizéssemos] acho que os matávamos de trabalho”, diz Inês Gomes.

A intensidade e o drama da história foram pontos que despertaram a curiosidade das autoras. “São muito intensos a escrever e a coreografar”, o que se revela numa “maneira muito intensa de viver, de dizer as coisas na cara, de agir, eles também têm muito as emoções à flor da pele e isso nota-se no guião”, explica Cândida Ribeiro.

Telespectadores dizem que a representação é mais natural e o enredo é mais “leve”

Em outubro de 2019, estreou na Netflix o filme turco ‘Milagre na Cela Sete’ e tornou-se um dos conteúdos mais vistos da plataforma de streaming nesse ano. Devido ao sucesso e críticas positivas sobre o filme, Dalila Oliveira decidiu dar uma oportunidade e adorou o filme, que mais tarde iria marcar o seu gosto por produções televisivas turcas. Após ter visto o filme, apareceu-lhe um pequeno trecho de uma novela turca no Youtube, que lhe despertou o interesse e, assim, começou a ver telenovelas turcas num grupo no Telegram, onde continua a ver até hoje.

O seu gosto consolidou-se durante a pandemia, quando foi obrigada a fechar o seu cabeleireiro. “Salvou-me ali um bocadinho algumas horas mortas para eu não bater mal”, admite. Durante a pandemia, a procura por produções televisivas turcas aumentou e marcou o início de uma maior expansão destes conteúdos. Entre 2020 e 2023, a procura por novelas turcas aumentou em 184% a nível mundial, em comparação com um crescimento de 73% na procura por dramas coreanos, segundo um estudo da Parrot Analytics.

Em cinco anos, Dalila já viu inúmeras novelas, entre as quais ‘Zalim Istanbul’, que seria adaptada para dar origem à portuguesa ‘A Promessa’. “Eu tive curiosidade em ver o primeiro episódio, mas está muito aquém”, explica a telespectadora. “A história é exatamente a mesma, só alteraram nomes e residências. Até a própria casa, onde se passam as coisas, está muito aproximada. Agora, a representação, à beira do que eu vi, tem um bocadinho que se lhe diga”, diz ao acrescentar que a série turca tem uma qualidade superior.

Há “séries que são premiadas e que eu acho que à beira destas não valem nada, sinceramente”, diz Dalila Oliveira, que aponta a beleza tanto dos cenários e dos atores como aspetos que lhe despertam o interesse nestas produções televisivas. A narrativa também se distingue com "uma volta de surpresa” que entusiasma a telespectadora. Esta paixão já contagiou a sua mãe e algumas clientes do seu cabeleireiro.

No caso de Francisca Mendes, de 22 anos, foi uma amiga que a convenceu a ver uma novela turca. “Durante muito tempo não liguei nenhuma, até achava um bocado estranho porque aquilo no YouTube só tem legendas em inglês e tem o som em turco”, contudo há cerca de dois anos “estava no Youtube e apareceu-me essa novela e eu comecei a ver, depois cheguei a casa um dia e a minha mãe também estava a ver, então, nós depois acabámos por sincronizar episódios para estarmos a ver ao mesmo tempo”.

A jovem costumava ver novelas portuguesas e admite que as produções turcas podem ser um pouco “pirosas”, mas em termos de representação são superiores às portuguesas. “Os atores atuam de uma forma mais espontânea, com muitas emoções, eles têm muitas expressões faciais. Eu acho que aqui em Portugal é muito fingido e lá parece mais natural”, explica.

“Quando nós estamos a ver filmes ou séries, às vezes fica muito pesado rapidamente, até parece que vamos um bocado abaixo, quando as histórias são mais tristes. Eu gostava de ver [as turcas] porque era leve, era muita alegria, cores muito vivas; era mesmo para relaxar um pouco e rir”, explica Francisca Mendes.

Produções televisivas turcas são romantismo em estado puro com algum conservadorismo à mistura

As novelas turcas têm um estilo tão demarcado que foram batizadas de ‘dizi’. Podem focar diversos géneros como o thriller, drama ou a comédia, mas têm sempre uma característica em comum: a emoção. “Os realizadores concentram-se muito nos diálogos e nos sentimentos que querem transmitir ao público”, onde a narrativa é o mais importante e adota um ritmo “lento, mas não aborrecido, como nas telenovelas”, explica Arzu Öztürkmen, professora na Universidade de Bogaziçi, em Istambul, que se dedica ao estudo deste género televisivo desde 2011. O ritmo mais ponderado serve para se assemelhar ao ritmo quotidiano, o que cria maior empatia com o público.

Outra grande diferença entre as produções turcas e as restantes está no método de produção. A professora explica que um episódio “é escrito hoje, filmado na semana seguinte e transmitido na semana após as filmagens”, o que “dá a possibilidade ao argumentista de ouvir o feedback do público e, a partir daí, escrever em conformidade”.

Nas décadas de 1980 e 1990, o mercado das novelas era dominado pelas produções sul-americanas, contudo o panorama atual tem sido dominado pelas ‘dizi’, que já foram compradas por mais de 150 países e vistas por mais de 600 milhões de telespectadores.

“Criou-se uma dinâmica muito grande nos últimos anos, em que a ficção turca tem essa capacidade de viajar para o Médio Oriente, Ásia, América Latina, atualmente também Europa, e, portanto, acredito que haja uma preocupação de ter conteúdos que de alguma maneira consigam fazer essa ligação com outros territórios, do ponto de vista cultural”, explica Pedro Lopes, argumentista e diretor de conteúdos da produtora SP Televisão.

A utilização de “dilemas muito humanos”, uma forte aposta no “amor romântico” e a mudança do campo para a cidade à procura de melhores condições de vida são três temas que prendem o público fora da Turquia. “Há temáticas que são de fácil identificação devido às experiências do quotidiano, aquilo que nós chamamos muito de ‘slice of life’”, afirma Pedro Lopes.

Além desta identificação e das fronteiras culturais, também existe um enorme investimento nestas produções. Em 2024, o custo de produção de uma novela turca ultrapassava os 230 mil euros por episódio, afirmou Fatih Aksoy, membro do Conselho de Administração da Associação de Exportadores de Serviços e presidente do Comité de Serviços de Entretenimento e Culturais, em declarações ao jornal turco Hürriyet. É “um nível de produção que muitas vezes os espectadores não estão habituados a ver” em telenovelas, afirma Pedro Lopes.

O foco no “ideal do amor romântico” é um dos fatores apontados pelo diretor da SP Televisão para o sucesso das ‘dizi’. “As temáticas atuais da ficção norte-americana estão muito focadas na violência, nas questões da sexualidade, o que se calhar diz menos a uma parte muito significativa da população”, salienta.

Este romance é limitado por um certo conservadorismo garantido pelo Supremo Conselho da Rádio e da Televisão, um mecanismo governamental que proíbe a passagem de conteúdo que seja “contrário aos valores nacionais e espirituais da sociedade, à moral geral e ao princípio da proteção da família. Trata-se de um “sistema de censura”, em que “normalmente retiram muito daquilo que é álcool, tabaco, beijos”, explica José Pedro Tavares, correspondente do Expresso na Turquia.

“Essa regulamentação tem uma abordagem relativamente conservadora, em linha com a ideologia do governo, da defesa dos valores tradicionais, da vida islâmica”, explica o jornalista. Cenas de sexo e a exposição do corpo são linhas vermelhas nestas ficções turcas. Na versão portuguesa, ‘A Promessa’, as autoras optaram por “fazer à portuguesa”, colocando o conservadorismo apenas em algumas personagens.

Cândida Ribeiro explica que notou que era “um guião mais contido”, por comparação com americanos, colombianos, brasileiros ou portugueses. “Também temos pessoas mais conservadoras em Portugal, portanto também cabe, mas não acontece da mesma forma, tem de ser feita uma adaptação cultural”, acrescenta Inês Gomes.

Numa das novelas que Francisca Mendes viu explica que a personagem principal era extremamente bem-sucedida profissionalmente e conseguia alcançar os seus objetivos. Embora tivesse o apoio do seu interesse romântico, “nas personagens mais secundárias notava-se alguma desconfiança por a mulher estar a ter sucesso”.

“Há histórias de emancipação das mulheres, de sucesso empresarial de mulheres, em que os homens são românticos e tratam bem as mulheres”, diz José Pedro Tavares, que acrescenta que existe um outro lado nesta modernidade. “Há ainda a preservação da primazia da decisão do homem. Muitas vezes as histórias são sobre mulheres e a emancipação de mulheres, mas no final, quem tem a decisão final é o marido ou é o pai”, afirma.

Sucesso em Portugal foi demorado, mas é uma aposta vitoriosa

Ao longo dos anos, a Turquia tem consolidado a sua marca no mercado. Em 2007, atingiu um milhão de dólares em vendas, em 2013 subiu para 180 milhões e em 2022 atingiu cerca de 600 milhões, segundo o Ministério da Cultura e do Turismo da Turquia. É o terceiro país que mais exporta conteúdos televisivos, só os Estados Unidos e o Reino Unido o superam. O sucesso das produções televisivas vai muito além do Médio Oriente, onde se tornam êxitos imediatos. Em 2023, os maiores importadores das ‘dizi’ foram Espanha, Arábia Saudita e o Egito.

Portugal entrou mais tarde neste mercado. “Quando nos chegaram as primeiras propostas deste tipo de ficção, ainda era uma ficção que não tinha grandes resultados nos mercados internacionais e, além disso, ainda trazia uma expressão da cultura e da sociedade turca muito marcada na própria imagem e na caracterização dos personagens”, explica Nelson Furtado, diretor da SIC Mulher e da SIC Caras. Em 2020, com uma aposta nos formatos mais longos de ficção e uma adaptação da ficção turca a um panorama internacional, o canal SIC Mulher apostou na compra da novela ‘Mother’, que retrata uma jovem professora que ajuda uma criança a escapar da violência que vive em casa.

“Demorou algum tempo até começar a expressar resultados, mas, no início de 2023, quando a série já está praticamente a terminar a sua exibição, atinge um nível de audiência que nos confirma que aquele poderia ser um caminho para o futuro”, conta Nelson Furtado. Atualmente, as novelas turcas atingem audiências superiores ao share do canal. Em maio e junho deste ano, com 1,2% de share, a quota de mercado da SIC Mulher superou o resultado de 2023, ano em que que registou as melhores audiências de sempre.

Nelson Furtado defende que o aumento de público não se deveu exclusivamente à aposta na ficção turca, mas admite que foi um dos fatores que impulsionou. As produções televisivas turcas “acabam por ter uma diversidade em termos de argumento grande, mas tem uma simplicidade em termos de guião que promove uma identificação muito rápida com as personagens”.

Cada episódio das ‘dizi’ pode ser vendido a preços entre os 276 mil e os 644 mil euros, segundo Fatih Aksoy, em declarações ao jornal “Hürriyet”. Nelson Furtado explica que, ao início, para destronar a América Latina, a Turquia apresentava preços muito aliciantes: “às vezes até praticamente oferecidos”. Atualmente, “as forças de vendas turcas continuam a ser bastante insistentes e a ter um músculo no mercado internacional forte” em que “prezam muito a negociação”, mas os preços aproximam-se das restantes produções.

Embora se multipliquem nas redes sociais os comentários que pedem a transmissão da versão original, o editor executivo explica que, quando compraram a primeira ficção, fizeram um estudo de mercado que apontava para uma fraca adesão do consumo na língua original. Como o mercado turco já vendia com a dobragem em espanhol, optaram por essa solução. A audiência dos canais portugueses que assiste a estas ficções é bastante transversal, contudo devido a uma grande percentagem com idade superior a 65 anos, o editor executivo explica que, por enquanto, preferem manter esta dobragem.

Dalila Oliveira, que vê séries turcas há cerca de cinco anos, nunca mudou do Telegram para um dos canais devido à dobragem, que acredita que retira o impacto da história. Francisca Mendes decidiu mesmo começar a aprender turco após ver o original no YouTube.

Novelas turcas podem aumentar turismo e ser ferramenta de influência?

Francisca Mendes confessa que “não tinha nenhum interesse” em conhecer a Turquia, mas desde que viu as ficções turcas ficou com vontade de, pelo menos, visitar Antália. “É muito lindo e aparece o Tempo de Apolo e o meu cão chama-se Apolo, então depois começámos a marcar a viagem para ir lá”, diz.

Esta vontade de visitar o país após seguir a ficção turca não é novidade. Em 2013, um estudo provava a relação direta entre o aumento dos visitantes na Turquia e a exportação de séries. Mais recentemente, com o sucesso na América Latina, visitantes colombianos ou mexicanos têm estado entre os que mais têm aumentado no país.

Dalila Oliveira já organizou uma viagem com as clientes do seu cabeleireiro e explica que as dezenas de novelas que viu alteraram a sua perceção do país. Ficou impressionada com as paisagens e a beleza natural, em especial porque a maioria das ficções é gravada no exterior. “Mas também fiquei desiludida com as características da cultura em si, com a inferioridade com que tratam a mulher, a cultura deles ainda é muito fechada”, confessa.

“Lembro-me que, há uns anos, passou numa destas novelas uma das mansões, à beira do Bósforo, e havia centenas e centenas de turistas, naquela altura eram sobretudo dos países árabes, porque aquela novela estava a ser transmitida nos países árabes, que vinham ali tirar fotografias da casa onde vivia a protagonista”, conta o jornalista José Pedro Tavares.

Este impulso turístico é algo que não passa despercebido ao governo turco que tem ajudado na exportação. Existem apoios à produção televisiva, os quais por exemplo, podem ter como critérios a “exportação para pelo menos três continentes, dez países e pelo menos uma temporada”, lê-se no site da Direção-geral de Cinema.

“O governo e o Estado turco têm cavalgado um pouco o sucesso das telenovelas”, explica José Pedro Tavares. O objetivo é “projetar essa ideia de um Estado moderno, um Estado líder, sobretudo no mundo muçulmano ou naquilo que se chama o Global South [África, América Latina e as Caraíbas, excluindo Israel, Japão e Coreia do Sul, e a Oceânia, à exceção da Austrália e Nova Zelândia]”.

A indústria televisiva turca não é uma indústria estatal, mas serve para consolidar aquilo que se apelidou de ‘soft power’ [poder suave], um termo se refere à capacidade de um país para moldar perceções através da atração em vez da coerção.

“Acho que se dá demasiada importância ao soft power”, explica a professora Arzu Öztürkmen. A “indústria de Hollywood é um soft power para os EUA ou, na Coreia, vemos o Estado a subsidiar a indústria do k-pop de muitas formas diferentes”, aponta. E contrapõe: no caso da Turquia, houve uma “produção original genuína” pelo setor privado, que “não tinha uma agenda de soft power”.

“Não é um mecanismo formal, não é uma estratégia formal do governo, mas tem ajudado muito na projeção da Turquia e na transformação da ideia que muitos países tinham da Turquia, porque a maior parte dessas ‘dizi’ mostram um país moderno”, argumenta o correspondente do Expresso.

Um dos maiores e primeiros sucessos da ficção turca foi a série histórica ‘Século Magnífico’, que retratava a história verídica de Solimão, um sultão otomano que acaba por se casar com um jovem escrava. Em 2012, o então primeiro-ministro Erdogan comentou que a narrativa estava excessivamente focada no romance e que deveria mostrar mais cenas do sultão do século XVI a combater os inimigos do império. Rapidamente, foram incluídas mais cenas na novela com o sultão a lutar e a rezar. Desde então, surgiram outras produções do canal estatal (TRT) focadas nas conquistas do Império Otomano, que alguns especialistas consideram que são um “género televisivo de propaganda”.

Quer-se considere ou não a tentativa de melhorar a imagem internacional junto dos países ocidentais, no Médio Oriente já houve tensões com as autoridades religiosas da Arábia Saudita, que condenaram a emissão de algumas das séries turcas; ou mesmo com os clérigos do Irão a protestar contra certas histórias. Ainda assim, na sua maioria, são temas que apelam a este público.

“Na maior parte destas séries turcas a família é absolutamente central e é uma família tradicional, onde geralmente não há divórcios, onde os filhos ainda vivem em casa dos pais, onde há reverência e respeito para com os idosos e para com os valores tradicionais. Portanto, não é uma revolução total dos valores tradicionais, dos valores religiosos, dos valores islâmicos”, diz José Pedro Tavares.

“A indústria emprega alguns milhares de pessoas, mas eu julgo que o interesse das telenovelas, mais do que propriamente esse volume de negócios, que não é pequeno, é precisamente pelo tal ‘soft power' e pelos efeitos secundários que estas novelas têm”, afirma o jornalista, que explica que apesar do enorme crescimento nas exportações, o valor que estas representam numa economia como a da Turquia, uma das 20 maiores do mundo, não é o fator determinante para a sua importância para o Estado turco.

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Essa febre já entrou na minha casa a algum tempo 😂😂

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Citação de Almeno, Em 08/07/2024 at 12:32:

Essa febre já entrou na minha casa a algum tempo 😂😂

A minha avó já sabe palavras em turco e fala-me de Istambul 

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Citação de a.lopes, há 1 hora:

A minha avó já sabe palavras em turco e fala-me de Istambul 

Parece a minha avó que só vê daqueles vlogs no YouTube de agricultores no Vietname e agora está obcecada com o Vietname.

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Urge congratular quem produziu, escreveu e realizou a nova temporada dos Morangos com Açucar: conseguiram que fosse ainda pior que as duas anteriores! É fascinante, bastaram quinze minutos para conseguirem superar tudo o que já tinha sido feito anterior. É que nem parece que se tenham esforçado para conseguir, mais uma vez, superarem-se a si mesmos

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Citação de Spikey, Em 09/07/2024 at 17:09:

Parece a minha avó que só vê daqueles vlogs no YouTube de agricultores no Vietname e agora está obcecada com o Vietname.

a minha come os content farms asiáticos de pobreza todos. Mas seja no Cambodja, no Vietname ou no Tajiquistão, para ela são todos iranianos

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Citação de Simeone, há 14 minutos:

Vocês têm avós muito modernos

só aprendeu a usar um touch screen há 2 anos quando lhe oferecemos um tablet, hoje passa o dia inteiro no youtube e tem o algoritmo todo f*dido

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Citação de El Shafto, há 2 horas:

Urge congratular quem produziu, escreveu e realizou a nova temporada dos Morangos com Açucar: conseguiram que fosse ainda pior que as duas anteriores! É fascinante, bastaram quinze minutos para conseguirem superar tudo o que já tinha sido feito anterior. É que nem parece que se tenham esforçado para conseguir, mais uma vez, superarem-se a si mesmos

Vi agora o primeiro. E quando os morangos era só amores e desamores? 

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Citação de xicantonio, há 6 minutos:

Vi agora o primeiro. E quando os morangos era só amores e desamores? 

Spoiler

passou de cópia de elite para cópia de 13 reasons why

além disso ainda conseguiram com que toda a gente seja detestável, é fascinante

 

Editado por El Shafto

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Citação de El Shafto, há 1 hora:
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passou de cópia de elite para cópia de 13 reasons why

além disso ainda conseguiram com que toda a gente seja detestável, é fascinante

 

Foi logo o que dissemos. Eles estão a copiar várias séries. 

Ainda se safa o Santi ❤️

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Isto deve ser a pior escrita que a televisão já viu mas teve um momento de publicidade brilhante. 

Gajo acaba com gaja que é vegan e só quer fazer ações climáticas. Gajo andava a fingir que era vegan e que queria saber das ações, teve alto discurso a acabar com ela. Vai embora e ela pergunta onde ele vai "vou comer um big mac e uns nuggets"😂 

Editado por xicantonio
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Citação de xicantonio, há 3 horas:

Isto deve ser a pior escrita que a televisão já viu mas teve um momento de publicidade brilhante. 

Gajo acaba com gaja que é vegan e só quer fazer ações climáticas. Gajo andava a fingir que era vegan e que queria saber das ações, teve alto discurso a acabar com ela. Vai embora e ela pergunta onde ele vai "vou comer um big mac e uns nuggets"😂 

Momento absolutamente lendário principalmente porque já tava farto do quanto tavam a martelar isso LOL

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