pedritsh Publicado 1 Setembro 2020 Citação de Simeone, há 22 horas: Acima de tudo porque já lá fui e é mesmo um estádio imponente, para além das dezenas de jogos históricos que por lá passaram. Naturalmente, não ia durar para sempre, mas fico com pena. Também preferia a sua renovação. É ainda um dos míticos estádios que ainda existem. Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado 2 Setembro 2020 (editado) ACF FIORENTINA Estádio: Artemio Franchi (Florença) Posição na Última Temporada: 10º Presidente: Rocco Comisso Treinador: Giuseppe Iachini Capitão: Germán Pezzella Palmarés: 2 Serie A (último em 1968-69), 3 Serie B (último em 1993-94), 1 Serie C2 (2002-03), 6 Coppa Italia (última em 2000-01), 1 Supercoppa (1996), 1 Taça das Taças (1960-61), 1 Taça Mitropa (1966), 1 Taça da Liga Anglo-Italiana (1975) UMA VIOLA POR AFINAR Tem sido uma série de anos difíceis para o histórico clube de Florença, o 4º clube com mais presenças no principal escalão italiano: a morte do capitão Davide Astori em 2018 foi muito provavelmente o momento mais triste da Fiorentina depois do renascimento forçado pela falência no virar do século, com a equipa na altura comandada por Stefano Pioli a ter sentido o impacto do falecimento de uma das maiores figuras modernas do clube, escapando por pouco à descida de divisão. A compra do clube por parte do bilionário Rocco Comisso em 2019 prometia um ressurgimento do clube viola, mas a realidade acabou por ser outra, com o clube a ter um desempenho fraco na época que agora terminou, com o despedimento de Vincenzo Montella a meio da época e a sua substituição pelo experiente treinador Giuseppe “Beppe” Iachini, que melhorou o desempenho da equipa, com um registo de 9 vitórias e 8 empates nos 22 jogos que comandou, destacando-se principalmente a nível defensivo, com apenas 18 golos sofridos. Apesar da incerteza sobre se o veterano Beppe conseguirá levar a equipa ao próximo nível, o principal destaque da equipa viola é o extremo Federico Chiesa, cujo talento é incontornavelmente comparado ao do pai Enrico que também brilhou no Artemio Franchi, o internacional italiano de 22 anos poderá ficar por Florença pelo menos durante mais uma temporada, apesar de ter sido associado ao Milan. Outras figuras são o francês Franck Ribéry, que faturou por 3 vezes na última época e Gaetano Castrovilli, médio de 23 anos internacional pela squadra azzurra, que tem chamado a atenção do mundo do futebol, podendo ser esta uma nova época de afirmação, caso consiga a chamada ao Euro. Finalmente, o internacional chileno Erick Pulgar tem sido o motor do meio-campo viola, conseguindo 6 assistências para golo nesta época. Até agora de novidades apenas o regresso de Sofyan Amrabat de empréstimo depois de uma boa época ao serviço do Hellas Verona, até porque depois de ver a tentativa de contratação de Thiago Silva gorada pela investida do Chelsea, os homens de Florença parecem ter outros nomes na lista, casos de Lucas Torreira, Zeljko Gavrić e Krzysztof Piątek. Confirma-se também o pagamento de 26 milhões ao Sassuolo pela dupla Lirola e Duncan, assim como os 11 milhões ao Genoa por Kouamé, todos jogadores que já alinharam pelos viola na época que terminou. Análise Tática à Fiorentina de 2019/20 (janeiro|BTL, em italiano) Editado 2 Setembro 2020 por Wincing Hálldor 3 Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 2 Setembro 2020 O Chiesa tem jogado como ala direito? Tenho dele a ideia de que costuma jogar mais próximo da frente. Compartilhar este post Link para o post
Diogo_CFB Publicado 2 Setembro 2020 1ª jornada Benevento-Inter Fiorentina-Torino Genoa-Crotone Juventus-Sampdoria Lazio-Atalanta Milan-Bologna Parma-Napoli Sassuolo-Cagliari Udinese-Spezia Verona-Roma Compartilhar este post Link para o post
Sumudica by Night Publicado 2 Setembro 2020 (editado) Bonita homenagem ao vocalista dos Xutos. RIP. Editado 2 Setembro 2020 por Sumudica by Night Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado 2 Setembro 2020 Citação de Poeira, há 1 hora: O Chiesa tem jogado como ala direito? Tenho dele a ideia de que costuma jogar mais próximo da frente. Tem alternado. Por exemplo contra a Roma jogou a ala direito, contra o Bologna a extremo esquerdo (num 3-4-3) e contra a SPAL a avançado pela esquerda Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 2 Setembro 2020 Citação de Wincing Hálldor, há 18 minutos: Tem alternado. Por exemplo contra a Roma jogou a ala direito, contra o Bologna a extremo esquerdo (num 3-4-3) e contra a SPAL a avançado pela esquerda Pois, era essa a minha ideia: eles alternam entre o 3x5x2 e o 3x4x3, e ele joga mais vezes lá na frente (e bem, tem de estar perto da baliza adversária). Vale a pena vê-los só pelo Ribéry. Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado 3 Setembro 2020 (editado) GENOA CFC Estádio: Luigi Ferraris (Génova) Posição na Última Temporada: 17º Presidente: Enrico Preziosi Treinador: Rolando Maran Capitão: Domenico Criscito Palmarés: 9 Serie A (último em 1923-24), 6 Serie B (último em 1988-89), 1 Serie C (1970-71), 1 Coppa Italia (1936-37), 1 Taça Anglo-Italiana (1996) O FILHO MAIS VELHO DO CALCIO Setembro de 1893. Foi esta a data de fundação do Genoa Cricket & Athletic Club (com o nome da cidade escrito em inglês, tal como no caso do AC Milan), um clube fundado por ingleses e cujos desportos principais, como o nome indica, eram o críquete e o atletismo. A equipa de futebol já existia nos primeiros anos, mas assumia um papel secundário. Todavia, depois da criação da federação italiana de futebol e com o aumento da popularidade do desporto em Itália, o atleta e médico londrino James Richardson Spensley abriu oficialmente a secção de futebol. Esta tornar-se-ia no primeiro grande clube do calcio, conquistando 6 dos primeiros 7 campeonatos oficiais entre 1898 e 1904 (apenas perdendo um para o Milan), a maioria deles já com a denominação de Genoa Cricket & Football Club, que se mantém até hoje. O Genoa CFC é, hoje, o clube ainda em atividade mais antigo do futebol italiano, mas o sucesso tem batido pouco à porta dos grifoni. A última conquista nacional ficou no bicampeonato erguido em 1924, e o passado recente não é por demais animador. Na época passada, o Genoa só evitou a descida ao segundo escalão na última jornada, atirando o Lecce para a Serie B com uma vitória por 3-0 sobre o Hellas Verona. Mesmo em 2014-15 quando a turma orientada à época por Gian Piero Gasperini terminou em lugares europeus (pela segunda vez desde a subida, tendo a primeira sido alcançada na primeira passagem do agora treinador da Atalanta pelo clube), não conseguiu licença europeia e acabou por ter de ceder o lugar aos arquirrivais da Sampdoria. Depois de na época passada Andrea Andreazzoli, Thiago Motta e Davide Nicola terem passado pelo cargo de treinador do Genoa sem grande sucesso, Preziosi passou as semanas posteriores ao encerrar do campeonato estudando alternativas para conduzir os rossoblù durante a nova época desportiva. Vincenzo Italiano, Roberto D’Aversa e Massimo Carrera foram as opções em cima da mesa, mas o escolhido foi Rolando Maran, ex-treinador do Cagliari, que se tornou o 18º treinador da era do presidente dos ligurianos. Maran utilizava primariamente um sistema de 4-3-1-2, quer no Chievo, quer no Cagliari, possivelmente obrigando a algumas dores de crescimento a uma equipa que já estava rotinada com um sistema de três centrais. Num plantel onde a qualidade individual é escassa surge como destaque o ponta de lança formado na Internazionale, Andrea Pinamonti, contratado por 18 milhões aos nerazzurri no último verão depois de um período de empréstimo, que não conseguiu confirmar as suas credenciais, com apenas 5 golos marcados na Serie A. De facto, os melhores desempenhos do Genoa na época passada vieram de jogadores de maior experiência, como é o caso de Goran Pandev (37 anos), Lasse Schöne (34) e Domenico Criscito (33). Com o lugar de treinador decidido há relativamente pouco tempo, é natural a até agora pouca atividade do Genoa no mercado: os rumores apontam fortemente à renovação do empréstimo de Perin, com Amin Younes a surgir como possibilidade para o ataque. "Como muda o Genoa com Maran" (Calcio d'Angolo, em italiano) Análise Tática ao Cagliari de Maran (AIAPC, em italiano) | Análise Vídeo ao Cagliari de Maran (Alesia, em italiano) Editado 3 Setembro 2020 por Wincing Hálldor 3 Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado 3 Setembro 2020 O de hoje teve de vir um bocado mais cedo porque não devo conseguir meter nos próximos dias, mas é só temporário, domingo ou segunda meterei o seguinte. Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 3 Setembro 2020 Citação de Wincing Hálldor, Em 01/09/2020 at 12:53: Fundado em 1910, o FC Crotone, tal como o Hellas Verona, transporta um pedaço da história da Grécia Antiga consigo, com os seus ultras por vezes nos seus tifi a palavra “Kroton”, nome original da cidade, tal como cânticos aludindo à “Magna Grecia”, denominação atribuida pelos romanos às terras do Sul de Itália que eram essencialmente colónias gregas e que tiveram durante muitos anos uma ocupação significativa por parte dos helénicos. Kroton, particularmente, tem uma grande importância na história grega, tendo sido o local de fundação da Escola Pitagórica, com o próprio Pitágoras a ter uma influência grande na cidade, servindo como conselheiro político e deixando um imenso legado na cidade de Crotona até aos dias de hoje, com uma das principais praças perto do centro a ter o nome do filósofo grego. A Itália é um paraíso para quem gosta de História. Dás um chuto numa pedra aleatória e ela terá uma história para contar. Tão bom. Durante algum tempo divertia-me nas aulas de História no Básico a ver nomes de cidades nos mapas e a tentar adivinhar qual a cidade atual a que corresponderia. Ainda hoje me perco a fazer isso quando jogo um Total War. 1 Compartilhar este post Link para o post
IlidioMA Publicado 3 Setembro 2020 (editado) Simi deu craque! Quem diria. @Wincing Hálldor O Marrone agr é central? Ou o Crotone recuperou o líbero à década de 1970? O Castrovilli surpeendeu-me bastante. Não prometia nada de nada. estava já na rota de uma carreira na Serie B/C, e depois, início de 2019 explodiu, manteve o elan na temporada que acabou agora e já vai na Squadra Azzura. Mas o Iachini é treinador de equipa pequena (e põe a Fiorentina a jogar desse modo), é um tipo fixe, um cota porreiro e tal, não tem unhas para aquilo. O Genoa é um clube ridículo, presidido por um presidente ridículo, com um plantel ridículo, que joga um futebol ridículo e estimo que desçam ainda antes da jornada 20. Tenho dito! Editado 3 Setembro 2020 por IlidioMA 2 Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado 6 Setembro 2020 (editado) HELLAS VERONA Estádio: Marc Antonio Bentegodi (Verona) Posição na Última Temporada: 9º Presidente: Maurizio Setti Treinador: Ivan Jurić Capitão: Giampaolo Pazzini Palmarés: 1 Serie A (1984-85), 3 Serie B (último em 1998-99) O PREÇO DO SUCESSO Verona, uma cidade e um povo de ideias opostas. De um lado, a luz e a beleza das suas paisagens que serviram de cenário a duas das mais famosas peças de William Shakespeare, uma cidade que deixa qualquer visitante indiferente, mas por outro os obscuros movimentos de extrema-direita que assolam a cidade, localizada na região do Veneto, e que historicamente têm nesta um dos seus principais pontos estratégicos em Itália (não é por acaso que, em 2018, a Lega de Salvini por pouco não chegou aos 50%). Um clube cujo nome invoca a Hélade, homenageando o contributo dos antigos gregos para a história mundial, mas cuja curva mais se equipara a outras que se podem observar na Polónia ou na Rússia. Os gialloblù, cores que advêm da bandeira da cidade de Verona (tal como no caso dos rivais a que se opõem no denominado Derby della Scala, o Chievo) terão em 2020-21 uma época em que almejarão a confirmar a boa época que realizaram no ano transato. O ponto alto da história do Hellas Verona foi a icónica campanha de 1984-85 em que a turma veronesa venceu o scudetto contra todas as previsões. O facto de ter sido a única campanha em que os árbitros foram eleitos aleatoriamente não será certamente mais do que uma interessante coincidência, mas ajudou a enaltecer os feitos dos homens à altura comandados por Osvaldo Bangoli, que tiveram no alemão Hans-Peter Briegel e no dinamarquês Preben Elkjaer Larsen as maiores figuras da caminhada, assim como aquele que foi o melhor marcador da equipa, por empréstimo do AC MIlan, Giuseppe Galderisi, que algumas décadas mais tarde apareceria no Algarve para treinar o Olhanense. Uma caminhada que, por curiosidade, se iniciou em casa contra a equipa para a qual se dirigiam todos os holofotes, o Napoli, que tinha acabado de contratar Diego Armando Maradona, que não evitou que os partenopei caíssem frente aos gialloblù por três bolas a uma. A confirmação veio a 12 de maio de 1985, naquele que se denominava de Stadio Comunale, em Bérgamo, com um empate a um, valendo o golo do empate de Elkjaer Larsen ao minuto 51. O sucesso do Verona não se prolongaria muito tempo, com os scaligieri, também devido às dificuldades financeiras habituais no calcio, a descer à Serie B em 1989-90, a partir da qual, o Verona passou alguns anos a ser um clube de iô-iô entre os dois principais escalões do futebol italiano, com duas refundações pelo meio. Em 1998-99, os rossoblù subiram de novo à Serie A sob o comando de Cesare Prandelli, levando a um par de bons anos do emblema veronês, antes de uma nova descida em 2001-02, quando o plantel até tinha valores como Dainelli, Paolo Cannavaro, Oddo, Colucci, Camoranesi, Mutu e Gilardino. Esta queda levou ao pior momento da história recente do Hellas Verona, acabando mesmo o clube do Veneto por cair na Serie C1, onde também correram o risco de descida, numa época em que tiveram Maurizio Sarri como treinador, com uma passagem pouco feliz do treinador napolitano, que acabou despedido. O primeiro retorno à Serie A dar-se-ia em 2013-14, depois de uma campanha da Serie B que se destacou pelos 24 golos de Daniele Cacia. O segundo, após uma quinta posição no segundo escalão que levou o Verona ao play-off onde bateu Perugia, Pescara e Cittadella pelo caminho. Voltando aos dias de hoje, será também de contrastes que se irá viver este defeso no Bentegodi. A última época foi fantástica: os homens de Jurić, recém-promovidos, conseguiram um excelente nono lugar na tabela, conseguindo pontos frente a Juventus, Inter, Atalanta, Milan e Lazio, apesar da queda exibicional no pós-covid, (o Hellas foi apenas a16ª melhor equipa no recomeço). O Verona, por outro lado, começa-se a preparar para ter de substituir alguns dos seus elementos para a próxima época. Amir Rrahmani, central kosovar, irá ingressar no Napoli, depois de os azzurri o terem adquirido ao Verona na época passada, emprestando-o até ao final da época, e um dos seus parceiros no eixo, o albanês Marash Kumbulla, de apenas 20 anos, tem estado incessantemente associado a uma possível transferência para a Inter. De forma semelhante, vários outros jogadores do plantel da época passada terminaram os seus períodos de empréstimo, casos de Radunović, Dimarco, Amrabat, Eysseric, Pessina, Borini, Verre ou Salcedo, obrigando os veroneses a reconstruir a sua equipa para o próximo ano. Ainda assim, há todos os motivos para que os gialloblù estejam confiantes à partida para a nova época, a manutenção de várias das peças-chave da equipa facilitarão a entrada de novas contratações, e, nesse capítulo, os veroneses parecem mostrar ambição, já tendo contratado o centrocampista Tamèze (que na época passada jogou pela Atalanta), o jovem guarda-redes croata Pandur (ao RIjeka) e o lateral-direito Kevin Ruegg (ao FC Zürich), assim como assegurado o empréstimo do central Mert Cetin à Roma e a contratação definitiva de Günter, que já jogou pelo Verona em 2019/20. Também jogadores como Juan Brunetta, Nikola Ninković, Borja Valero e Dusan Vlahović estarão nas cogitrações do Hellas e juntar-se-iam a Miguel Veloso, Davide Faraoni, Darko Lazović e Samuel di Carmine, que, numa equipa que valeu pelo seu coletivo, foram os restantes destaques individuais da época transata. Análise Tática ao Verona de Jurić (AIAPC, em italiano) Editado 6 Setembro 2020 por Wincing Hálldor 2 Compartilhar este post Link para o post
IlidioMA Publicado 6 Setembro 2020 o Hellas no ano passado foi 50% Veloso, 50% Amrabat. Sem Amrabat o Hellas é candidato a descer, imo. Compartilhar este post Link para o post
George Kaplan Publicado 6 Setembro 2020 Para dizer a verdade acho que o Pessina deu uma boa mao nesse meio-campo tambem Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado 7 Setembro 2020 (editado) FC INTERNAZIONALE Estádio: Giuseppe Meazza (Milão) Posição na Última Temporada: 2º Presidente: Steven Zhang Treinador: Antonio Conte Capitão: Samir Handanović Palmarés: 18 Serie A (último em 2009-10), 7 Coppa Italia (último em 2010-11), 5 Supercoppa (último em 2010), 3 Liga dos Campeões (último em 2009-10), 3 Taça UEFA (último em 1997-98), 2 Taça Intercontinental (último em 1965), 1 Campeonato do Mundo de Clubes (2010) FOI NERO SOBRE AZZURRO Fundada como Internazionale em 1908, o clube era denominado de Ambrosiana (e depois Ambrosiana-Inter) durante grande parte das décadas de 20,30 e 40, devido ao pedido do regime para se fundir com a Unione Sportiva Milanesa em 1928 e deixar de se identificar pelo nome anterior, algo que não caiu bem aos adeptos nerazzurri que nunca largaram a preferência pela denominação original. É também nesta altura que brilhou Giuseppe Meazza, nos relvados do à altura estádio da Inter, a Arena Civica (hoje casa do modesto Brera), um dos primeiros grandes jogadores do futebol italiano, e também parte das duas vitórias consecutivas da squadra azzurra no Campeonato do Mundo, antes de ter sofrido problemas de índole física que o fizeram perder grande parte de uma época, saindo já sem o estatuto de antes da Inter para os rivais citadinos do AC Milan, onde pisou os relvados da casa a que daria o nome. Já sob o nome de Inter, recuperado no final da II Guerra Mundial, o clube chega ao auge da sua história na década de 1960, com a “Grande Inter” de Helenio Herrera, no culminar do catenaccio como sistema preferencial em Itália, quando venceu duas Taças Europeias e duas Taças Intercontinentais, antes da queda do sistema de Herrera na final de Lisboa de 1967, frente ao Celtic de Jock Stein. O clube da serpente voltaria a chegar ao zénite do futebol na década de 2000, onde conquistou 5 scudetti consecutivos e uma Liga dos Campeões, na icónica época do triplete de José Mourinho, onde brilharam nomes como Maicon, Sneijder ou Diego Milito. O último scudetto do Special One seria também o último da Beneamata, que, entre o segundo lugar da época seguinte e a época de 2019-20 não só não conquistaria mais o título, como ficou sempre longe da luta pela primeira posição. A chegada de Antonio Conte ao comando dos nerazzurri foi o culminar da escalada nas ambições da Inter desde a compra do clube por parte do grupo Suning, que é personalizado por Steven Zhang e Erick Thohir. Com o prestigiado treinador italiano, que chegou ao topo através de trabalhos bem sucedidos na Juventus, na seleção italiana e no Chelsea, chegou também um elevado investimento na equipa, com o ponta de lança belga Romelu Lukaku a ser o cabeça de cartaz de um dos mercados mais movimentados em San Siro dos últimos anos. Com uma Juventus em transformação depois da saída de Massimiliano Allegri, acreditou-se que seria possível à Internazionale lutar pelo scudetto que tem escapado desde a icónica época do triplete de José Mourinho. Quando depois de uma escorregadela dos bianconeri em Sassuolo, a Inter levou de vencida a SPAL em casa por duas bolas a uma, essa crença ficou mais forte e chegou mesmo a pensar-se que o projeto desta época teria um final feliz. Infelizmente para os interisti, a realidade acabou por chocar de frente com o sonho das celebrações na Piazza Duomo. Seguir-se-iam dois empates com Roma e Fiorentina, e, já num Allianz Stadium despido devido à pandemia que se tinha começado a alastrar pelo norte de Itália, a Inter iria ser derrotada no Derby d’Italia por 2-0, afastando a turma de Conte das contas pelo título e entregando-o de bandeja aos maiores rivais. Até ao final da época, ainda se somariam deslizes contra Sassuolo, Bologna, Verona e novamente Roma e Fiorentina, com questões a serem levantadas em relação às escolhas táticas de Conte e à fibra da equipa, com muitos pontos a serem perdidos a partir de situações vantajosas. As vitórias incontestáveis frente a Napoli e Atalanta trouxeram algum otimismo para a fase a eliminar da Liga Europa, que, depois de vitórias bem conseguidas frente a Getafe (2-0), Leverkusen (2-1) e Shakhtar (5-0), redundou numa desapontante derrota em Colónia frente ao Sevilla de Lopetegui (3-2). O desfecho levou a que Conte mais uma vez se tenha revelado desiludido e aparentou estar mais perto da saída do que da manutenção, com a conhecida música dos adeptos interisti “Pazza Inter Amala” (algo como “amem a louca Inter” em português) a voltar a soar no seu imaginário. Durante as semanas seguintes, como resultado de reuniões entre o treinador e os representantes da direção, foi anunciada a continuidade de Antonio Conte, colocando de lado a possibilidade de Massimiliano Allegri assumir as rédeas dos nerazzurri. Com a dupla atacante composta por Romelu Lukaku e Lautaro Martínez em evidência - ou LuLa, como ficou conhecida - a equipa interista contou também com Stefano Sensi e Nicolò Barella a destacarem-se no meio-campo nerazzurro, apesar das debilidades físicas do primeiro a impedirem-no de jogar com mais regularidade, e também com Alessandro Bastoni, central canhoto de 21 anos, a assumir-se cada vez mais como um dos jogadores-chave para a saída de bola da Internazionale. Achraf Hakimi, que esteve emprestado ao Dortmund na última temporada, é a primeira contratação para a nova época, colmatando a lacuna qualitativa na ala direita que foi sendo compensada por D’Ambrosio, Candreva e Moses. Também os nomes de Arturo Vidal, Aleksandar Kolarov e Matteo Darmian estão a ser dados como prováveis reforços do plantel às ordens de Conte, onde irá continuar Alexis Sánchez, emprestado pelo United na época passada. Análises táticas: BTL (em italiano) | AIAPC (em italiano) | João Mateus | Lateral Esquerdo (em vídeo) | FBH (em inglês) Editado 7 Setembro 2020 por Wincing Hálldor 2 Compartilhar este post Link para o post
a.lopes Publicado 7 Setembro 2020 O quão dificil foi escrever isso sem insultar o Conte? 😁 E nem uma palavra sobre o Erikson, vai-se embora? 1 Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado 7 Setembro 2020 Um bocado 😁 A saída do Eriksen é uma possibilidade sim, mas não vejo ninguém a pegar nele nesta altura. Compartilhar este post Link para o post
pedritsh Publicado 7 Setembro 2020 Citação de Wincing Hálldor, há 30 minutos: Um bocado 😁 A saída do Eriksen é uma possibilidade sim, mas não vejo ninguém a pegar nele nesta altura. No clube da mesma cidade. Compartilhar este post Link para o post
Bashir Publicado 7 Setembro 2020 Citação de Wincing Hálldor, há 1 hora: Um bocado 😁 A saída do Eriksen é uma possibilidade sim, mas não vejo ninguém a pegar nele nesta altura. Falou-se no Tottenham novamente, Compartilhar este post Link para o post
IlidioMA Publicado 7 Setembro 2020 Citação de Bashir, há 10 horas: Falou-se no Tottenham novamente, seria o lol mais fenomenal de sempre. Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado 7 Setembro 2020 Entretanto, para atualizar os "cromos" que têm chegado desde que eu comecei a fazer os textinhos: A Atalanta já oficializou o Aleksey Miranchuk por 14,5M e deixou sair o Timothy Castagne para o Leicester por 24m. Creio que são dois bons negócios, apesar de no primeiro caso não estou a ver onde é que encaixa no imediato. A saída do Castagne vai ser rendida por outra contratação, que em princípio seria o Karsdorp por empréstimo, mas o negócio parece ter ficado mais improvável. Também foram buscar o Romero, por empréstimo da Juve, para a posição de central. O Benevento oficializou dois avançados já conhecidos nestas andanças: Gianluca Caprari e GIanluca Lapadula, o primeiro por empréstimo da Samp. Vão ser mais opções e jogadores que têm experiência nesta luta, mas acho que não serão difference-makers por aí além para a manutenção. O Bologna deixou sair o Mattia Destro para o Genoa. Não tenho opinião sobre esta transferência, parece-me uma das habituais movimentações palha da Serie A O Crotone oficializou o empréstimo do Magallán, do Ajax, a quem a vida não correu como se esperava por Amesterdão, e também o médio de 24 anos Milos Vulić do Crvena zvezda. Sobre o último desconheço, o primeiro poderá ser uma boa contratação. O Genoa, para além das transferências do Lapadula e do Destro, foi também buscar o Charpentier, avançado francês de 21 anos, ao Spartaks Jurmala, sendo que ele esteve emprestado ao Avellino da Serie C, tendo marcado 6 golos. Sinceramente, só o conheço do FM, não sei que tipo de jogador é. Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado 8 Setembro 2020 (editado) JUVENTUS FC Estádio: Allianz Stadium (Turim) Posição na Última Temporada: 1º Presidente: Andrea Agnelli Treinador: Andrea Pirlo Capitão: Giorgio Chiellini Palmarés: 36 Serie A (último em 2019-20), 1 Serie B (2006-07), 13 Coppa Italia (último em 2017-18), 8 Supercoppa (último em 2018), 2 Liga dos Campeões (último em 1995-96), 1 Taça das Taças (1983-84), 3 Taça UEFA (último em 1992-93), 2 Supertaça Europeia (último em 1996), 1 Taça Intertoto (1999), 2 Taça Intercontinental (útimo em 1996) UMA NOVA SENHORA A Vecchia Signora foi fundada no final do Século XIX, perdendo pouco depois alguns dos seus elementos que saíram para formar um outro clube na cidade que mais tarde se tornaria no Torino, mas apenas chega à proeminência no calcio quando, já depois da compra por parte de Edoardo Agnelli, dono da FIAT, consegue uma impressionante série de cinco títulos consecutivos: este período ficou na história do futebol italiano e da Juventus como o Quinquennio d’Oro, e foi a primeira vez que um clube somou tantas conquistas consecutivas no formato da Serie A. A Juve de Carlo Carcano, que utilizava um esquema semelhante àquele que iria dar dois mundiais a Itália (o conhecido “Metodo”), também impressionava na Taça Mitropa, sendo quatro vezes semifinalista, também inovou por jogar num estádio moderno para os standards da altura, depois da construção do atual Olímpico de Turim, à altura erguido como Stadio Municipale Benito Mussolini, em honra do Duce. A Juventus tornar-se-ia o clube mais bem sucedido do futebol italiano domesticamente, com 58 títulos internos, ficando atrás dos rivais no que toca a títulos europeus, com os falhanços constantes da conquista da Champions a já se tornarem uma espécie de maldição para a Namorada de Itália. Entretanto em 2020, mais um ano, mais um título para a Juve, que conseguiu o seu eneacampeonato sob o comando de Maurizio Sarri que pela primeira vez na sua carreira consegue vencer o scudetto, pela porta que há uns anos pareceria a mais improvável, depois de quase o ter conseguido ao serviço do Napoli e de ter chegado ao seu primeiro título europeu pelo Chelsea no ano anterior. Para quem estivesse contextualizado em relação ao desporto, o parágrafo anterior faria transparecer uma imagem de uma época bem sucedida, mas a realidade foi muito diferente. Sarri contratado para tentar tornar mais atraente o futebol juventino, que não só tem sido tradicionalmente cinzento e pragmático, como no final da estada de Massimiliano Allegri havia resultado numa eliminação europeia às mãos de um conjunto bem trabalhado do Ajax que chegaria à meia-final praticando um futebol posicional vistoso. Todavia, este objetivo saiu gorado, com a Juve a mostrar um futebol por vezes ainda mais estático, desinspirado e insonso, que nas épocas de Allegri. Mesmo com Paulo Dybala, que se falou no verão que poderia levar o seu futebol para Inglaterra, a ficar em Turim e a elevar o seu jogo para outro nível, trazendo um misto de magia e criatividade aos bianconeri, a equipa não conseguiu encontrar outras formas de desmontar as defesas adversárias, chegando muitas vezes à vantagem através de individualidades, com Cristiano Ronaldo, obviamente, em destaque, assim como Matthijs de Ligt, central em que a direção da Juventus investiu grande parte do seu orçamento para esta temporada, que, mesmo sentindo algumas dificuldades de adaptação no início da mesma, compensou as ausências prolongadas por lesão de Giorgio Chiellini e de Merih Demiral, turco ex-Sassuolo que até lhe tinha conseguido ganhar o lugar antes do infortúnio. Com Miralem Pjanić mais apagado e com as tradicionais contratações a custo zero Adrien Rabiot e Aaron Ramsey a não mostrarem rendimento, o meio-campo da Juventus foi durante quase toda a época o ponto mais débil das zebre, que será o grande objetivo deste defeso para Agnelli e Paratici, com Arthur já contratado, Luis Suárez muito próximo de substituir o dispensado Higuaín, e rumores sobre sondagens a Houssem Aouar e Leandro Paredes. Ficarão dúvidas sobre dois pontos fulcrais no onze: quem entre Chellini, Bonucci e De Ligt ficará fora do onze inicial (com Demiral ainda à espreita), e a possibilidade de Kulusevski assumir já o lugar de extremo-direito, perante as épocas desapontantes de Bernardeschi e Douglas Costa. Com pouco a dizer sobre a campanha da Juventus em Itália, em que terminou com apenas mais um ponto que a Inter, mas selou essa conquista com sete de vantagem, o foco estava obviamente na caminhada pela Champions. Ultrapassada a fase de grupos, acabando em primeiro num grupo em que também constavam Atlético, Leverkusen e Lokomotiv, o adversário que se seguia era o Olympique Lyonnais, clube que estava a fazer uma temporada abaixo do esperado na Ligue 1. A surpresa começou a montar-se na primeira mão, num dos últimos jogos europeus antes da paragem devido à pandemia, com uma vitória do OL por 1-0. No reatar da temporada europeia, a Juventus precisava de dar a volta a esta desvantagem para poder chegar à Final 8 de Lisboa, mas isso acabou por não acontecer: um penalty convertido por Depay nos primeiros minutos foi o suficiente para invalidar os dois golos de Cristiano Ronaldo que seguiriam, com os lioneses a ultrapassar a Juventus antes de cairem na meia-final frente ao eventual vencedor do troféu. A desilusão europeia deu lugar à saída de Maurizio Sarri do cargo de treinador e à surpreendente nomeação do antigo médio Andrea Pirlo, que poucos dias antes tinha sido anunciado como treinador dos Sub-23 da Vecchia Signora. Com quase nenhuma evidência das suas características como treinador, resta ao tempo comprovar a eficácia desta inesperada aposta naquele que foi um dos maiores maestros do futebol contemporâneo, que irá tentar conduzir um plantel que ainda tem alguns dos seus antigos companheiros de equipa ao décimo scudetto consecutivo. Breve Antevisão à Juventus de Pirlo (Calcio d'Angolo, em italiano) Editado 10 Setembro 2020 por Wincing Hálldor 1 Compartilhar este post Link para o post
a.lopes Publicado 8 Setembro 2020 Quando começam a pre epoca? Deve andar tudo com ela na mão para saber como o Pirlo vai jogar. Pessoalmente vou apostar que ele vai ser um barrete. 1 Compartilhar este post Link para o post
pedritsh Publicado 8 Setembro 2020 Não sei se senta o Bonnuci, se bem que é um trio de centrais que jogaram muitas vezes. Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado 8 Setembro 2020 Citação de pedritsh, há 1 hora: Não sei se senta o Bonnuci, se bem que é um trio de centrais que jogaram muitas vezes. Alguém terá de sentar. A gazzetta diz que será Bonucci-Chiellini, mas acho estranho que se sente o De Ligt, que para além de ser uma contratação milionária, foi o melhor central da época passada (na minha opinião) da Juve e é bastante forte com os pés. Fiquei ali indeciso também sobre se o McKennie não roubará o lugar ao Bentancur. Btw, o onze da Juve no amigável contra os U23 foi: Pinsoglio Cuadrado, Danilo, Rugani, Alex Sandro Bentancur, Arthur, McKennie Douglas, Pjaca, Ramsey Compartilhar este post Link para o post