Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
pedritsh

[Serie A] Todas as Jornadas

Publicações recomendadas

SS_Lazio.png

S.S. LAZIO

 

Estádio: Olimpico (Roma)

Hotel-Alberghi-Vicino-Stadio-Olimpico-Roma-770x400.jpg

Posição na Última Temporada:

Presidente: Claudio Lotito

Treinador: Simone Inzaghi

Capitão: Senad Lulić

Palmarés: 2 Serie A (último em 1999-00), 1 Serie B (1968-69), 7 Coppa Italia (último em 2018-19), 5 Supercoppa (último em 2019), 1 Taça das Taças (1998-99), 1 Supertaça Europeia (1999)

 

ENFIM, A ÁGUIA VOOU ATÉ À CHAMPIONS

Lazio.jpg

20 de maio de 2018, Stadio Olimpico, 38ª jornada da Serie A, a Lazio, 4ª classificada, recebe a Inter, 5ª classificada, 3 pontos separam as duas formações. 40 minutos de jogo, está 1-1 e a Lazio recupera a bola, o seu capitão Senad Lulić leva a bola em corrida, olha para todos os lados e vê a abertura na defensiva da Inter, fazendo um passe magistral que fura a linha nerazzurra, colocando a bola em Felipe Anderson. O brasileiro vê a baliza e coloca o esférico de forma perfeita no canto inferior esquerdo, deixando Handanović pregado ao relvado. Está feito o segundo para a Lazio e faltavam apenas 45 minutos para os biancocelesti enfim chegarem à fase de grupos da Liga dos Campeões, pela primeira vez desde 2007. Os laziale que, também, não tocam no scudetto desde o virar do século, numa equipa treinada por Sven-Göran Erikson e que contava com um super-plantel com Sensini, Couto, Mihajlović, Lombardo, Nesta, Simeone, Conceição, Stanković, Verón, Almeyda, Nedved, Bokšić, Salas, Mancini e o atual mister Inzaghi.

Como se sabe, não foi uma história que acabou bem para a Lazio. A derradeira traição de Stefan de Vrij antecederia o golo decisivo de Matías Vecino que levava os comandados por Luciano Spalletti à prova máxima do futebol europeu. No entanto, os tifosi laziale apenas tiveram de esperar duas épocas para ver o seu clube qualificado oficialmente para a Champions, cedo asseguraram o top-4 e apenas tiveram de esperar para que a ínfima possibilidade dos seus rivais da Roma vencerem a Liga Europa se esfumasse em Duisburgo perante o Sevilla para poderem festejar o regresso do hino milionário ao lado azul celeste da Cidade Eterna.

Não obstante, quando a Serie A foi bruscamente travada pelo COVID-19 em março, a Lazio encontrava-se a apenas um ponto da líder Juventus e havia por Roma uma verdadeira ilusão de que este poderia ser um ano ainda mais glorioso para a águia. Por infelicidade, a parca profundidade do seu plantel deu de si no recomeço quando depois de 21 jogos sem perder para o campeonato, a equipa de Inzaghi caiu logo ao primeiro obstáculo em Bérgamo, depois de até ter tido uma vantagem de dois golos. Seguir-se-iam 5 vitórias, 1 empate e 5 derrotas, e a queda para a 4º posição na tabela, longe do primeiro posto que haviam ambicionado. Na campanha europeia, desilusão: o percurso na Liga Europa durou apenas 6 partidas, terminando a fase de grupos no 3º lugar com 6 pontos, atrás de CFR Cluj e Celti

Ciro Immobile, capocannoniere e bota de ouro europeu com 36 tentos, foi o maior destaque da formação biancoceleste. Uma época superlativa do 'bomber' internacional italiano e um ícone laziale. Immobile que está a 24 golos daquele que é provavelmente "o" jogador da história da Lazio, Silvio Piola. Um dos maiores avançados de sempre do calcio, também presente nas equipas campeãs mundiais dos anos 30, e que chega aos biancocelesti de uma forma curiosa: já uma figura de proa do campeonato ao serviço da Pro Vercelli (emblema que conquistou vários scudetti nas décadas de 1910 e 1920), a ponto de o atual estádio do emblema vercellese ter o seu nome, Piola foi disponibilizado para ser transferido quando o clube necessitava de acudir as suas finanças. A preferência de Piola era uma transferência para a Ambrosiana, onde teria jogado com o seu companheiro de seleção, Meazza, mas o General Vaccaro, presidente da FIGC e adepto laziale (eram óbvias as "simpatias" do regime pela Lazio à época), desviou o avançado, que acabou por ter uma série de anos bem sucedidos também no Olimpico, ou Stadio dei Cipressi, como conhecido na altura.

Também Luis Alberto (15 assistências) acabou por confirmar também todo o seu talento com uma época fenomenal. Simultaneamente, dois dos melhores jogadores laziali recuperaram a sua forma relativamente ao ano anterior: Sergej Milinković-Savić, que tem conseguido fugir ao assédio dos colossos europeus, e Joaquín Correa, ambos com 11 contribuições diretas para golo no campeonato, foram os restantes destaques do emblema da capital, juntando-se a épocas sólidas de jogadores como Strakosha e Acerbi.

Aproxima-se, assim, um mercado que será crucial para as ambições da Lazio, com Igli Tare (ex-avançado da Lazio e da seleção albanesa, e agora diretor desportivo) a ter a responsabilidade de conseguir formar um plantel capaz de ser competitivo quer na Serie A, quer na Liga dos Campeões, tentando evitar os problemas de profundidade de plantel que assolaram o clube da capital na última época. Depois da investida que em nada resultou por David Silva, que à última da hora preferiu mudar-se para San Sebastián, os laziali asseguraram o avançado kosovar Vedat Muriqi, em troco de 20 milhões de euros, estão muito perto de concretizar o negócio pelo ala Farès, da SPAL, por 9, e já contratado estava o guarda-redes Pepe Reina, a custo zero.

image.png.c6c3cac9b1be53df6f17cc2dbfe02d76.png

 

Análises Táticas à Lazio de Inzaghi:

Bola na Rede | BTL (em italiano) | Alesia (em italiano, vídeo)

Editado por Wincing Hálldor
  • Like 2

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de FabioK, há 35 minutos:

Muriqui a titular? E o Correa?

Pá, pois. A minha dúvida era particularmente essa. Acho que ambos vão jogar a sua quota de jogos, dependendo das características do adversário, e que o Muriqi vai jogar os minutos do Caicedo. Se bem que sim, é bem possível que o Correa acabe por ser o preferido.

Também não sei até que ponto funcionará a dupla Immobile-Muriqi, dado que são dois homens de área, mas digo que cada um descairá para o seu lado para esticar o ataque e depois o outro fica junto dos defesas.

Compartilhar este post


Link para o post

A.C. Milan - Wikipedia

AC MILAN

 

Estádio: Giuseppe Meazza (Milão)

stadio-san-siro.jpg

Posição na Última Temporada:

Presidente: Paolo Scaroni

Treinador: Stefano Pioli

Capitão: Alessio Romagnoli

Palmarés: 18 Serie A (último em 2010-11), 2 Serie B (último em 1982-83), 5 Coppa Italia (último em 2002-03), 7 Supercoppa (último em 2016), 7 Liga dos Campeões (último em 2006-07), 2 Taça das Taças (último em 1972-73), 5 Supertaça Europeia (último em 2007), 3 Taça Intercontinental (último em 1990), 1 Campeonato do Mundo de Clubes (2007)

 

UM RENASCIMENTO ENDIABRADO?

 rsz_ac-milan-v-juventus-serie-a_4.jpg

 

Já começa a ser um cliché a espera pelo renascimento do Milan, interessa pouco como começa a época dos rossoneri que já tem sido habitual que no fim as lembranças dos tempos áureos de Pirlo, Gattuso, Seedorf, Kaká e Shevchenko, e das sete ligas dos campeões, voltem à tona. A incapacidade da direção voltar a construir um grupo de heróis sequer comparável aos supramencionados tem sido um foco de frustração constante para os tifosi do Milan nas últimas épocas.

Esta época começará, pelo menos, com o seu quê de curiosidade pelo desempenho do Diavolo, principalmente devido à forma inacreditável que o Milan de Pioli mostrou no pós-paragem: o Milan amealhou 30 pontos de 36 possíveis, em outras palavras, 9 vitórias e 3 empates em 12 partidas. Um desempenho de tal forma positivo que o Milan rasgou o projeto que estava delineado para a próxima época, encabeçado por Ralf Rangnick, que somaria as funções de treinador e diretor desportivo, para manter Stefano Pioli à frente do clube rossonero na próxima temporada. Pioli que, recorde-se, apenas assumiu as rédeas do clube depois do falhanço do projeto que iniciou a época, com Marco Giampaolo, ex-Sampdoria, ao leme. Os resultados desapontantes e pouco sinal do bom futebol que o levou a ser eleito pela estrutura milanista levaram a que fosse apenas o segundo treinador a deixar vaga a sua posição, após Eusebio di Francesco, o seu sucessor no Luigi Ferraris. Pioli ainda conseguiu alcançar um honroso sexto posto, levando o Milan a regressar às competições europeias (não tendo entrado nesta época por acordo com a UEFA devido a incumprimento do Fair Play Financeiro).

Pelo lado positivo, existe o facto de que finalmente parece haver um Milan recheado de bons valores no seu plantel, com o eternamente jovem Gigio Donnarumma à cabeça, guarda-redes que tem subido de rendimento e vai cometendo cada vez menos erros nas redes rossonere, mas também jogadores como Alessio Romagnoli, que aos 25 anos já transporta a icónica braçadeira do Milan, ou Franck Kessié, cujo rendimento neste final de época foi crucial para os bons resultados da equipa, não deixando de passar pelo incontornável Zlatan Ibrahimović, regressado da MLS com uma energia inesperada e com um excelente registo de golos, ou o jovem Rafael Leão, que mesmo alternando várias vezes entre relvado e banco, tem sido um ativo de elevada valia para o Milan, continuando a boa forma que o levou a ser contratado aos franceses do Lille. Theo Hernandez foi dos mais produtivos atletas dos rossoneri, fazendo 6 golos e 3 assistências a partir da lateral esquerda.

No entanto, o maior destaque terá indubitavelmente de ser atribuído a Hakan Çalhanoglu, o internacional turco foi o corpo do erguer rossonero, assumindo as rédeas da equipa e produzindo como há muito já não se via, com 6 golos e 8 assistências posteriores ao retorno da Serie A, podendo estar aqui um dos jogadores-chave da próxima edição da Serie A. A chegada de Sandro Tonali, jovem talento oriundo do Brescia que nunca escondeu o seu milanismo desde criança, a San Siro, casa do Milan desde 1926, que jogará sob o comando do seu herói Gennaro Gattuso, trará também outro foco de interesse à campanha rossonera, podendo ser a peça de meio-campo que faltava ao esquema de Stefano Pioli, complementando as qualidades de Hakan, Kessié ou Bennacer.

O mercado dos rossoneri até começou com uma saída que alegrou os adeptos do Milan, com Suso a ver a sua cláusula de compra automaticamente ativada pela qualificação do Sevilla para a Liga dos Campeões, entrando 25 milhões nos seus cofres. Também Brahim Díaz já assinou por empréstimo enquanto Tiemoué Bakayoko tem sido um dos principais nomes referidos. Na outra direção, Jack Bonaventura terminou a sua longa ligação ao Milan para se juntar à Fiorentina, e Rade Krunić pode estar também na porta de saída.

 image.png.bbd6ec7fc3980960c31b10c63531e618.png

Análise Tática ao Milan de Pioli (AIAPC, em italiano)

 

Editado por Wincing Hálldor
  • Like 5

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de FabioK, há 1 hora:

Kjaer brrr

Quando ele está num dia sim, é dos melhores do mundo. É pena estar em dia sim apenas uma vez por mês.

Do 11, além do Kjaer, também arranja um DD decente para o  lugar o Calabria.

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Wincing Hálldor, há 4 horas:

😁

Err...aqui aparece normal. Vocês só não conseguem ver esse ou mais cenas?

aparece como o Black Hawk meteu, mas por mim ainda fica assim XD

Citação de Wincing Hálldor, Em 08/09/2020 at 00:18:

Milos Vulić do Crvena zvezda

Ui, estamos finos. Até metemos Estrela Vermelha no sérvio original. Melhor só se pusesses em cirílico. 

Citação de FabioK, há 2 horas:

Kjaer brrr

falta um centralão ali e um lateral direito de nivel europeu (Conti e Calabria são de nivel de Fiorentina)

Citação de Slade, há 49 minutos:

Do 11, além do Kjaer, também arranja um DD decente para o  lugar o Calabria.

seu copião!!! :mrgreen::mrgreen:

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de IlidioMA, há 42 minutos:

aparece como o Black Hawk meteu, mas por mim ainda fica assim XD

É isto. Escusa de se poluir o tópico 

Edit: para lateral direito acho que era suposto chegar o aurier

Editado por FabioK

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de FabioK, há 36 minutos:

para lateral direito acho que era suposto chegar o aurier

meh. tem mais hype que qualidade. ainda assim tem mais experiencia internacional que os dois que o Milan tem lá

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de IlidioMA, há 2 horas:

aparece como o Black Hawk meteu, mas por mim ainda fica assim XD

Ui, estamos finos. Até metemos Estrela Vermelha no sérvio original. Melhor só se pusesses em cirílico. 

falta um centralão ali e um lateral direito de nivel europeu (Conti e Calabria são de nivel de Fiorentina)

seu copião!!! :mrgreen::mrgreen:

Já está corrigido :mrgreen:

Meti os clubes todos na nomenclatura local para manter a coerência, pode é fugir um de vez em quando.

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Wincing Hálldor, há 3 horas:

Já está corrigido :mrgreen:

Meti os clubes todos na nomenclatura local para manter a coerência, pode é fugir um de vez em quando.

Chamas Desportivo Clube de Portugal ao nosso Sporting? 😯

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Wincing Hálldor, há 3 horas:

Já está corrigido :mrgreen:

Meti os clubes todos na nomenclatura local para manter a coerência, pode é fugir um de vez em quando.

Se é na nomenclatura original devia estar crvena zvezda.

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Slade, há 9 horas:

Quando ele está num dia sim, é dos melhores do mundo. É pena estar em dia sim apenas uma vez por mês.

Do 11, além do Kjaer, também arranja um DD decente para o  lugar o Calabria.

O mundo do Kjaer deve começar em Milão e acabar aí em Monza, então. E mesmo assim...

  • Like 1

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Poeira, há 8 horas:

O mundo do Kjaer deve começar em Milão e acabar aí em Monza, então. E mesmo assim...

Vais-me dizer que o caramelo num dia bom não tem uma classe do crl?

Compartilhar este post


Link para o post

Società Sportiva Calcio Napoli – Wikipédia, a enciclopédia livre

SSC NAPOLI

 

Estádio: San Paolo (Nápoles)

Stadio_San_Paolo_Serie_A.jpg

Posição na Última Temporada:

Presidente: Aurelio de Laurentiis

Treinador: Gennaro Gattuso

Capitão: Lorenzo Insigne

Palmarés: 2 Serie A (último em 1989-90), 1 Serie B (1949-50), 1 Serie C1 (2005-06), 6 Coppa Italia (último em 2019-20), 2 Supercoppa (último em 2014), 1 Taça UEFA (1988-89), 1 Taça da Liga Anglo-Italiana (1976)

 

O REGRESSO AOS TROFÉUS

napoli_juve_coppa_italia_premiazione_4_getty%20(2).jpg

Os napolitanos são chamados de partenopei, tal como o clube, devido não só ao facto de os primeiros ocupantes da cidade terem sido gregos, como a mitologia indica a ninfa Partenope como fundadora da cidade, que mais tarde receberia o nome de “Nova Cidade” (Nea Polis, também daí advém a palavra inglesa ‘neapolitan’). São também um dos povos em Itália mais apaixonados pelo jogo, e a casa no calcio daquele que é para muitos o melhor futebolista da história, Diego Armando Maradona, que passou sete épocas pelo San Paolo, amealhando os dois únicos scudetti da história do clube, única também a Taça UEFA, vencida pelo Napoli de Ottavio Bianchi aos alemães do Stuttgart, tendo esta sido a era de ouro do clube do sul de Itália. Houve, todavia, uma esperança numa segunda era de ouro para os napolitanos, construida pelo treinador natural da cidade da Campânia, Maurizio Sarri, e pela sua equipa de futebol apaixonante, que por pouco não roubou o troféu da Serie A à Juventus de Allegri, antes de sair para Londres, onde havia trabalhado como banqueiro.

Pensar-se-ia que a saída de Maurizio Sarri acabaria por ter um impacto duradouro nas ambições e na identidade do Napoli, mas, depois de um período de transição encabeçado por Carlo Ancelotti, a escolha de Gennaro Gattuso como treinador dos partenopei revelar-se-ia bem sucedida, contra a maioria das expectativas, tendo o Rino já enquadrado a equipa na sua filosofia de jogo, o que já valeu aos napolitanos uma Coppa Italia, vencida à Juventus, durante a pausa do campeonato na época passada. Não obstante, o modesto 7º lugar não deixará de ser uma desilusão para os fiéis adeptos napolitanos, principalmente porque desde 2014/15 que o Napoli não terminava a época abaixo do terceiro lugar, tendo o Napoli também sido eliminado da Liga dos Campeões pelo Barcelona, já na ponta final da temporada.

A espinha do super-Napoli de Sarri já não mora mais no San Paolo, depois das saídas de Reina, Albiol, Jorginho, Hamšik e agora de Callejón e muito provavelmente de Allan, mas a permanência de jogadores de alto calibre como o franco-senegalês Kalidou Koulibaly, o mágico belga Dries Mertens (que nesta temporada ultrapassou o recorde de golos de El Pibe, chegando aos 125 golos) e o capitão Lorenzo Insigne, conjugada com a contratação de jogadores de qualidade como Kostas Manolas ou Fabián Ruiz, asseguram que o plantel do Napoli se tenha mantido como um dos melhores em Itália nas duas últimas épocas.

A entrada para esta época, por outro lado, traz a Nápoles pelo menos três caras novas. Depois dos vários reforços da última época, como Demme, Lobotka, Politano, Meret, Elmas, e Hirving Lozano, este último com um rendimento bastante abaixo do esperado, chegam também Rrahmani, central internacional pelo Kosovo, e Andrea Petagna, ponta de lança que foi a figura de proa da SPAL nas últimas temporadas. A principal aquisição é, claro, o nigeriano Victor Osimhen, vindo de uma época notável pelo Lille, custando 70 milhões de euros aos napolitanos, sendo este o jogador em que o Napoli aposta tudo para melhorar a prestação da época passada. A pergunta para esta temporada será a de compreender qual é o objetivo estabelecido pelo presidente De Laurentiis, cuja relação com a equipa passou por momentos de grave aperto na temporada transata, com consequências nefastas para a época dos napolitanos: se será o de retomar o clube aos lugares de Champions, ou o de tentar intrometer-se na luta pelo título.

 

 

image.png

Análise Tática ao Napoli de Gattuso (AIAPC, em italiano)

Editado por Wincing Hálldor
  • Like 2

Compartilhar este post


Link para o post

170px-Logo_Parma_Calcio_1913_%28adozione_2016%29.svg.png

PARMA CALCIO

 

Estádio: Ennio Tardini (Parma)

stadio-ennio-tardini.jpeg

Posição na Última Temporada: 11º

Presidente: Pietro Pizzarotti

Treinador: Fabio Liverani

Capitão: Bruno Alves

Palmarés: 1 Seconda Divisione (1924-25), 4 Serie C (último em 1985-86), 2 Serie D (último em 2015-16), 3 Coppa Italia (último em 2001-02), 1 Supercoppa (1999), 2 Taça UEFA (último em 1998-99), 1 Taça das Taças (1992-93), 1 Supertaça Europeia (1993)

 

ANO DE REVOLUÇÃO NO TARDINI

Parma-Udinese-1.jpg 

Haverá no futebol italiano poucos clubes com tantas vidas como o Parma. Na sexta refundação da história, o Parma conseguiu a tarefa hercúlea de chegar à Serie A através de uma série estonteante de promoções e procura agora estabilizar-se enquanto emblema primodivisionário.

Historicamente, o Parma não será dos clubes de maior sucesso em Itália. Ainda à procura do seu primeiro scudetto, ao contrário de vários dos seus concorrentes no calcio, o Parma teve os seus anos de ouro na década de 90, abastecidos por um investimento significativo da famosa empresa de lacticínios Parmalat e por um trabalho incrivelmente meritório do seu treinador Nevio Scala. O treinador nascido em Lotto Atestino, na província de Pádova, levou o Parma à subida da Serie B, numa época marcada pelo falecimento do histórico presidente Ernesto Ceresini. No primeiro ano em que comandou os crociati na Serie A, conseguiu a um inesperado sexto lugar que dava acesso à Taça UEFA. A aventura europeia foi pouco duradoura, com o clube parmesão a cair logo na primeira ronda frente ao CSKA Sofia devido à regra dos golos fora, mas a época termina em grande, com a conquista da Coppa Italia frente à Juventus.

O Parma partiria para uma série de anos de enorme sucesso, conquistando em 1992-93 ao Antwerp a Taça das Taças, no velhinho Wembley, numa equipa que já contava com o ícone do futebol sueco Tomas Brolin. A conquista da Supertaça de 1994 ao Milan em pleno Meazza serviria apenas de entrada para um final de época de loucos, com o Parma a terminar o campeonato no terceiro posto, atrás da Juventus de Lippi (campeã) e da Lazio, a chegar à final da Coppa Italia, perdida por 3-0 frente aos bianconeri, contra quem acabaria por triunfar a nível europeu, com os golos de Dino Baggio quer em Parma, quer em Milão (a Juve optou por realizar o seu jogo caseiro em San Siro) a tornarem irrelevante o tento inicial de Gianluca Vialli na segunda mão. A equipa que já contava com um plantel fortíssimo, com Couto, Sensini, Zola e Asprilla, tinha chegado ao topo do seu projeto de altas ambições, tocando pela segunda vez num troféu europeu.

Já sem Scala no banco parmesão, o Parma acabaria por repetir o feito, vencendo a Taça UEFA sob o comando de Alberto Malesani, e com um dos melhores plantéis da história do futebol transalpino. O Parma entrou no Luzhniki com Buffon na baliza, o trio de centrais composto por Sensini, Thuram e Fabio Cannavaro, um meio-campo de luxo com Boghossian, Dino Baggio e Verón, apoiado por Fuser e Vanoli nas alas, que forneciam a frente de ataque de Crespo (que sairia para entrar Asprilla perto do fim) e Chiesa, venceria o Olympique de Marseille (que tinha eliminado o Bologna nas meias-finais) por uns indubitáveis 3-0, com Crespo, Vanoli e Chiesa a apontar os golos dos gialloblù de Parma.

O 17º lugar em 2004-05 fora a confirmação de que, após o pedido de insolvência causado pelos problemas financeiros da Parmalat, a era de ouro do Parma havia chegado ao fim. O que se seguiu foi uma parte infeliz da história parmesã: depois de alguns anos a lutar contra a despromoção, o Parma cairia para a Serie B, voltando no ano seguinte e estabilizando-se na Serie A até à derrocada que parecia definitiva de 2014-15. O último lugar da tabela foi uma perspetiva pouco grave, comparado com a consequência dos infindáveis problemas financeiros do emblema emiliano, que levaram o clube a mais um fim e forçou o Parma a recomeçar da Serie D.

Nevio Scala voltaria ao Ennio Tardini como presidente, como símbolo dos tempos áureos que o Parma procurava rever, mantendo-se por um ano no cargo, observando de alto a primeira subida de divisão de três consecutivas que iriam levar os crociati à Serie A, onde terminariam num respeitável 14º lugar em 2018-19, quando muitos os indicariam como candidatos à descida. Em 2019-20, sob o comando de Roberto d’Aversa, o Parma alcançaria uma posição ainda mais confortável, terminando a época no décimo primeiro posto. O principal atleta dos emilianos foi o internacional sueco Dejan Kulusevski, emprestado primeiro pela Atalanta e depois pela Juventus, que adquiriu os seus direitos em troca de 35 milhões. Gervinho não replicou a forma da época anterior onde se tinha sagrado o melhor marcador da equipa no campeonato com 11 golos, dando lugar ao dinamarquês Andreas Cornelius, que faturou por doze vezes. Apesar de ter começado a sentir o peso da idade, o veterano Bruno Alves, esteio da defesa do Parma em 2018-19, manteve o estatuto de capitão de equipa e funcionou mais uma vez como figura principal da dupla de centrais dos gialloblù. A época terminou com a saída de D’Aversa, com a direção a acreditar que havia necessidade de um novo rumo para evitar que a equipa estagnasse, com Fabio Liverani, que treinou o Lecce na última época, a ser o escolhido para suceder ao treinador nascido em Estugarda.

O mercado do Parma será afetado pela concretização de negócios de vários jogadores que estavam já ligados ao clube, como são os casos de Sepe, Pezzella, Kurtić, Hernâni, Karamoh e Inglese. Colley e Traoré, jovens ligados à Atalanta, serão os primeiros reforços do Parma, por empréstimo, de acordo com rumores muito fortes. Também Mazzitelli, do Sassuolo, e a dupla de jovens interista Agoumé e Esposito estão nas cogitações do Parma (fala-se num negócio que levaria Darmian na direção oposta) que precisará de suprir a lacuna deixada pela saída de Kulusevski.

image.png.337ad7d29910574ed9a9706e28f30bfd.png

Análise Tática ao Lecce de Liverani (AIAPC, em italiano)

  • Like 4

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Poeira, Em 11/09/2020 at 00:52:

O mundo do Kjaer deve começar em Milão e acabar aí em Monza, então. E mesmo assim...

Melhor do que a Ferrari, cujo mundo vai de Mugello até Monza e nem assim são os melhores.

Compartilhar este post


Link para o post

A.S. Roma - Wikipedia

AS ROMA

 

Estádio: Olimpico (Roma)

31-mag-1990.jpg

Posição na Última Temporada:

Presidente: Dan Friedkin

Treinador: Paulo Fonseca

Capitão: Edin Džeko

Palmarés: 3 Serie A (último em 2000-01), 1 Serie B (1951-52), 9 Coppa Italia (último em 2007-08), 2 Supercoppa (último em 2009), 1 Taça das Taças (1960-61)

 

UMA LOBA FERIDA

 roma.jpg

A AS Roma nasce em 1927 através de uma fusão entre 3 clubes da capital, tendo a particularidade de tendo conquistado três scudetti em décadas distintas (um nos anos 40, o segundo nos anos 80, o último em 2001), tendo como maior lenda o one-club man Francesco Totti, icónico capitão da Roma, cujo nome se confunde com o do próprio clube, mas também jogadores como Amadei, Bruno Conti, Tostão e Daniele de Rossi, que marcaram a história dos giallorossi, em momentos distintos, e tornam a AS Roma num clube com uma mística muito especial em Itália.

A Roma chega à época de 2020-21 numa situação muito delicada. Por um lado, a chegada à presidência por parte de Dan Friedkin promete uma Loba ambiciosa e com planos de crescimento nos próximos anos, mas o plantel envelhecido, a venda de Kolarov à Inter, a possível saída do capitão Edin Džeko somam-se à infeliz lesão sofrida por Zaniolo ao serviço da seleção, que obriga um dos mais talentosos elementos do plantel romanista a outra paragem prolongada.

A chegada em 2019 de Paulo Fonseca ao banco da Roma, proveniente do Shakhtar dava esperança aos adeptos para a possibilidade de chegar a um nível mais alto e apresentando um futebol positivo e atraente. No entanto,e com responsabilidades divididas, a Roma iria alternar períodos de vitórias e bom futebol, com períodos de resultados negativos, muito também por culpa da dimensão demasiado curta do plantel para a quantidade exagerada de lesões sofridas pelos seus atletas.

Isto acabaria por se refletir na campanha da Liga Europa, que, depois de uma fase de grupos pouco convincente, acaba por cair na primeira barreira da ronda final disputada na Alemanha, com uma derrota pesada em termos exibicionais frente àquele que seria o vencedor da competição. Também no campeonato, não obstante a luta pelo top-4 até ter durado até meados de fevereiro, mas a série de 7 jogos com apenas uma vitória, acabaria por desfeitear as ambições dos romanistas. Fazendo justiça aos homens de Paulo Fonseca, ainda assim, a Roma acaba a liga de forma imaculada, com os últimos oito jogos a redundarem em sete vitórias e um empate.

Com a lesão de Zaniolo, apesar da procura que decorre de momento por um substituto, o plantel da Roma parece despido de figuras-chave. A provável aquisição de Smalling, que esteve por empréstimo no Olimpico na época passada, assim como a manutenção de jogadores como Mkhitaryan, Veretout, Pellegrini e Diawara criam um certo “esqueleto” que dá forma à equipa, ainda muito dependente de alguns jogadores como Ibáñez, Peres ou Perotti, de rendimento titubeante. A chegada de Pedro pode trazer outras soluções, mas mais uma vez é uma aposta que recai num jogador veterano com poucas possibilidades de desenvolvimento.

A AS Roma chega a esta época com as expectativas em baixo, caso não se verifiquem movimentações substanciais no mercado. A pergunta que fica no ar é: os ovos que foram dados a Fonseca para esta época serão suficientes para uma omolete saborosa, isto é, um ataque ao top-4 e uma boa campanha europeia; ou se a esperada chegada de um comprador ao clube não terá efeitos imediatos e, então, será mais uma época de navegar à vista para os homens da capital?

 

image.png.4c97ef9687685a4afc86001fe8f027aa.png

Análise Tática à Roma de Fonseca (AIAPC, em italiano)

  • Like 2

Compartilhar este post


Link para o post

uc-sampdoria-logo.png

UC SAMPDORIA

 

Estádio: Luigi Ferraris (Génova)

Cvgb4B2XYAAzzGm.jpg

Posição na Última Temporada: 15º

Presidente: Massimo Ferrero

Treinador: Claudio Ranieri

Capitão: Fabio Quagliarella

Palmarés: 1 Serie A (1990-91), 2 Serie B (último em 1966-67), 4 Coppa Italia (último em 1993-94), 1 Supercoppa (1991), 1 Taça das Taças (último em 1989-90)

 

A SEGUNDA METADE DA LANTERNA INTERMITENTE

 gettyimages-1179075579.jpg

O futebol em Génova tem uma história quase inacreditável nas primeiras décadas de futebol italiano. Muitos deverão saber que a Sampdoria nasce de uma fusão entre dois clubes genoveses, a Sampierdarenese e a Andrea Doria, dois clubes que inclusive já se tinham defrontado no primeiro pós-guerra a contar para o campeonato regional. Mas a parte curiosa é que isto não se deu dentro dos trâmites da normalidade: ora, em 1927, o regime criou a fusão entre estas duas formações, dando origem a um clube denominado La Dominante, que entrou diretamente na Serie B. Todavia, quando a segunda época deste novo clube não correu de feição e resultou numa inesperada despromoção, tanto Samp e Doria decidiram voltar a seguir o seu próprio caminho. Em 1937, a Samp fundar-se-ia com duas equipas de pouca dimensão para formar o Liguria Calcio.

O Liguria Calcio, chamados de biancocerchiati, devido ao seu equipamento branco com uma faixa horizontal ao centro, tiveram relativo sucesso nos poucos anos de história, tendo inclusive sido a equipa sensação em 1938-39, acabando em quinto, mas lutando pelo lugar cimeiro durante grande parte da temporada. O derby entre o Liguria e o à altura Genova, já era chamado de Derby della Lanterna, em honra do Farol (ou Lanterna) que rasga os céus da cidade. Algumas épocas depois, já com a Andrea Doria a ganhar estatuto em relação ao Liguria, em 1946, dá-se uma nova fusão, nascendo a Unione Club Sampdoria, que mantinham no equipamento a barra central a preto e vermelho utilizada pelo Liguria contornada por um resto de azul emprestado da Andrea Doria, resultando na alcunha que dura até aos dias de hoje, blucerchiati.

O único scudetto da história da Samp aparece na época seguinte à conquista da Taça das Taças ao Anderlecht, em Gotemburgo, com dois golos no prolongamento de Gianluca Vialli. Na época seguinte, com um plantel quase idêntico que continha jogadores como Pagliuca, Luca Pellegrini, Lombardo, Toninho Cerezo, Katanec, Mancini e, claro, Vialli, a Samp levanta o troféu da Serie A, acabando com cinco pontos de vantagem sobre as squadre de Milão e 11 sobre os rivais da cidade. Houve, todavia, pouca continuidade, dado que no século XXI o melhor que a Samp conseguiu foi um 4º lugar em 2009-10, tendo inclusive já feito algumas épocas de Serie B (ainda que, apenas por um ano nas últimas quinze épocas os blucerchiati disputaram o segundo escalão).

Em 2019-20, a Sampdoria deu seguimento às épocas pouco convincentes dos últimos tempos. Fabio Quagliarella, melhor marcador da liga na época anterior, foi o jogador que mais faturou pelos blucerchiati na Serie A, em conjunto com Manolo Gabbiadini, ambos com 11 golos. Gastón Ramirez foi o jogador mais criativo da equipa na última época, alternando entre a ala direita e a posição de “9 e meio” atrás do avançado. Atrás, o destaque vai para o jovem guarda-redes de 23 anos Emil Audero, que custou 20 milhões aos cofres da Samp. Globalmente, no entanto, não foi um plantel com muitos pontos a sublinhar, algo potenciado de certa forma pela época mediana que redundou num 15º lugar.

Para a nova época, o treinador que caiu na história do futebol por operar um dos mais milagrosos feitos do futebol moderno quando levou o Leicester City à conquista da Liga Inglesa, Claudio Ranieri contará com novas caras: Valerio Verre voltará do seu empréstimo ao Verona, o guarda-redes Ravaglia chega a custo zero da Cremonese e a contratação mais sonante será a do avançado internacional sub-21 dinamarquês Mikel Damsgaard por 7 milhões, proveniente do Nordsjaelland, depois de uma época em que teve 16 contribuições diretas para golo (10G, 6A) na Superliga dinamarquesa pelo clube de Farum, sendo obviamente o jogador a observar este ano no Marassi.

image.png.f0b1243423d81e7d971bc40490e1d846.png

Análises Táticas à Sampdoria de Ranieri:

AIAPC (em italiano) | BTL (em italiano)

  • Like 3

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de FabioK, há 1 hora:

Cum crl, quase 5 equipas para formar uma

Pelo que percebi é algo como isto;

FgVkLph.png

(as minhas skills de diagramas não são grande coisa)

e só por curiosidade,

evoluzione_maglia_samp.png

  • Like 3

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Wincing Hálldor, há 1 minuto:

Pelo que percebi é algo como isto;

FgVkLph.png

(as minhas skills de diagramas não são grande coisa)

e só por curiosidade,

evoluzione_maglia_samp.png

Fdx precisar de um diagrama desses mostra bem a complexidade da cena 😂

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora
Entre para seguir isso  

  • Todo o Mundial 2026 no CMPT
  • Outros membros neste tópico

    Nenhum utilizador registado está a visualizar esta página.

×
×
  • Criar Novo...