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Lebohang

Vai nascer no Seixal um pavilhão de gelo. Ou melhor, um “frigorífico grande” que será o “ponto de viragem” nas modalidades de inverno

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Vai nascer no Seixal um pavilhão de gelo. Ou melhor, um “frigorífico grande” que será o “ponto de viragem” nas modalidades de inverno

Deverá estar pronta no final de 2027 e terá o custo de €10 milhões a primeira infraestrutura deste tipo em Portugal. O projeto, que não terá investimento estatal, servirá modalidades como hóquei no gelo, curling, patinagem de velocidade (pista curta) e patinagem artística, cujos atletas, neste momento, se deslocam ao estrangeiro para treinarem. A ideia é que o pavilhão de gelo tenha nas modalidades de inverno o mesmo efeito que a pista de Sangalhos teve no ciclismo

Esperavam, desejavam e conseguiram. Respondendo a uma expectativa antiga, a Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP) vai avançar com a construção de um pavilhão de gelo no Seixal. A expectativa é que a obra, que custará €10 milhões, esteja pronta no final de 2027.

Portugal vai assim passar a dispor da primeira infraestrutura adequada à prática de modalidades como hóquei no gelo, curling, patinagem de velocidade (pista curta) e patinagem artística. Até agora, a FDIP tinha apenas um espaço na Covilhã sem dimensões olímpicas, o que limita o desenvolvimento das modalidades.

Pedro Flávio, presidente da FDIP, vê neste pavilhão um “ponto de viragem”, um “sonho” que estava na gaveta “há diversos anos” e que “fará toda a diferença” para a afirmação dos desportos de gelo em Portugal. O objetivo é seguir um “caminho parecido” com o do ciclismo. “A pista de Sangalhos é um excelente exemplo. Há 15 anos, ninguém pensaria que Portugal pudesse ter duas medalhas no ciclismo de pista, porque era uma modalidade nova no país. O pavilhão de gelo, pensando a 10/15 anos, trará resultados significativos para o país.”

Nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em 2022, Portugal esteve representado por três atletas – José Cabeça (esqui de fundo), Ricardo Brancal e Vanina Guerillot (esqui alpino) –, nenhum de modalidades praticadas em pavilhão. A FDIP tem mais de 600 atletas filiados, distribuídos por 50 clubes, número que tem vindo a aumentar nos últimos tempos.

Quando o pavilhão estiver concluído, vai ser possível “evitar que os atletas portugueses tenham que viajar constantemente para poderem treinar e estarem nas melhores condições possíveis”, tal como acontece atualmente, explica o dirigente. Deste modo, o pavilhão vai-se tornar no “centro de treino” de cada uma destas modalidades, sendo que está também se espera que o local possa acolher estágios e competições internacionais.

O pavilhão com capacidade para cerca de 1.000 pessoas inclui uma pista 60x30 metros e, numa zona independente, quatro pistas de curling. Pedro Flávio descreve-o como “um frigorífico de grande dimensão”. Está contemplada ainda a existência de espaços para ginásio, restaurante, lojas e até uma clínica, serviços através dos quais a FDIP pretende amortizar os custos da obra. O espaço pode de igual maneira ser utilizado para a realização de espetáculos. O presidente da FDIP sublinha a “preocupação de criar um edifício que seja sustentável”, que “recorra a energias renováveis” e no qual seja possível fazer “aproveitamento da água [resultante da raspagem do gelo]”.

A previsão é que a construção comece dentro de um ano e meio. Para já, o primeiro passo do processo vai ser dado este sábado, com a assinatura de um protocolo entre a FDIP e a Câmara Municipal do Seixal com a autarquia a ceder o terreno e a isentar o organismo desportivo de taxas de construção. O líder local, Paulo Silva, considera uma “mais-valia” para o concelho a existência de um equipamento “inovador” e “único no país”.

“Na nossa aldeia Natal, a pista de gelo tem sempre muita procura por parte das pessoas. A população gosta de praticar patinagem no gelo”, identifica o presidente da câmara. Economicamente, Paulo Silva quer “atrair ao Seixal todos os apaixonados dos desportos de inverno”. A nível social, “o que está acordado com a FDIP é que o pavilhão estará disponível para a prática de desporto escolar, para jovens com deficiência poderem ir lá e terem experiências diferentes e também para que as camadas mais desfavorecidas possam ter acesso à prática de desportos de inverno.”

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O local, junto ao Complexo Municipal de Atletismo Carla Sacramento, foi o escolhido devido à facilidade de acesso (a estação de comboios de Foros de Amora está a cerca de 16 minutos a pé) para pessoas vindas das redondezas, nomeadamente de Lisboa. “É importante salvaguardar que existam utilizadores para tornar um investimento destes sustentável”, justifica Pedro Flávio. O projeto não tem financiamento governamental. A FDIP avançará com uma parte do capital, mas a maior fatia deverá ser acautelada por um fundo de investimento ou empréstimos bancários.

Os próximos Jogos Olímpicos de Inverno realizam-se em 2026 nas cidades italianas de Milão e Cortina d'Ampezzo. Em 2030, a competição viaja para os Alpes Franceses.

Imagens do Projeto

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Isto nao faria mais sentido num sitio como a Covilha (se ja existe que melhorem ou expandam) ou Viseu com a Serra da Estrela mais perto e numa zona de Portugal em que realmente faz algum frio e neva?

Nada contra o Seixal, mas parece um pouco bizarro...

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Citação de Burkina2008, há 6 horas:

Isto nao faria mais sentido num sitio como a Covilha (se ja existe que melhorem ou expandam) ou Viseu com a Serra da Estrela mais perto e numa zona de Portugal em que realmente faz algum frio e neva?

Nada contra o Seixal, mas parece um pouco bizarro...

talvez devido aos acessos.

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Supostamente, segundo o Jim Aldred, também ia nascer um rinque de gelo de dimensões olímpicas no Porto (impulsionado pelo lançamento do HC Porto) em 2025. Até agora nada.

Na Serra da Estrela também íamos criar um rinque olímpico permanente. Acabaram por fazer só uma "tenda" com metade da dimensão.

Portanto, acredito quando vir.

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Citação de Burkina2008, há 6 horas:

Isto nao faria mais sentido num sitio como a Covilha (se ja existe que melhorem ou expandam) ou Viseu com a Serra da Estrela mais perto e numa zona de Portugal em que realmente faz algum frio e neva?

Nada contra o Seixal, mas parece um pouco bizarro...

"Na nossa aldeia Natal, a pista de gelo tem sempre muita procura por parte das pessoas. A população gosta de praticar patinagem no gelo”

Certamente não leste esta parte 😂😂

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Citação de Lebohang, há 19 horas:

O local, junto ao Complexo Municipal de Atletismo Carla Sacramento, foi o escolhido devido à facilidade de acesso

Num save que fiz no EMEM há uns dois ou três anos, para efeitos de história também foi aí que o Amora construiu a sua Academia. Se calhar andaram a ler o save 😶

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PS Seixal critica construção de pavilhão de desportos de inverno e denuncia: «Destruirá os vestígios de ruínas romanas»

Socialistas dizem ainda que este investimento não é prioritário para o município

O PS do Seixal contesta o protocolo entre a Federação de Desportos de Inverno de Portugal e o município para a construção de um pavilhão olímpico no concelho, apontando como uma das razões o custo da obra.

"Este investimento no valor previsto de dez milhões de euros num pavilhão de desportos de inverno não é, neste momento, a principal prioridade do concelho do Seixal", referem os socialistas, em comunicado.

Na nota, o PS do Seixal considera ainda que o local escolhido para a construção do pavilhão tem interesse patrimonial e arqueológico e "destruirá os vestígios de ruínas romanas existentes no local".

Além disso, acrescentam os socialistas, não existe "tradição no Seixal da prática de hóquei no gelo, patinagem de velocidade no gelo ou patinagem artística no gelo".

No comunicado, o PS do Seixal faz ainda alusão ao facto que de a discussão do protocolo ter sido retirada da última reunião de câmara "após as questões colocadas pelos vereadores da oposição" considerando que o presidente da autarquia demonstra "não respeitar a democracia, na medida em que sobrepõe a sua vontade à do órgão a que preside".

A Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP) vai construir no Seixal, no distrito de Setúbal, o primeiro pavilhão de desportos de inverno no país, com um custo estimado de 10 milhões de euros, assumido pela estrutura desportiva.

De acordo com o presidente da FDIP, Pedro Flávio, o trabalho para financiar a obra está a ser feito desde há algum tempo junto de fundos de investimento, investidores e da banca.

O primeiro pavilhão para modalidades no gelo com dimensões olímpicas resulta de uma parceria com a Câmara Municipal do Seixal, que cedeu o terreno e concedeu outras condições, como isenções de impostos.

A federação prevê ter a estrutura pronta até ao final de 2027 e equipada para a prática da patinagem de velocidade no gelo em pista curta, para a patinagem artística, para o hóquei no gelo e para o curling.

A resposta da autarquia

Questionado pela agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva (CDU), corroborou que o equipamento "não vai ter investimento municipal".

"É um contrato que consideramos muito importante para o concelho do Seixal porque estamos a falar de um equipamento único a nível nacional e que conseguimos com muito trabalho trazer para o concelho. O investimento será da federação. É sem dúvida um equipamento que vai atrair muita gente e que será importante para o desenvolvimento económico e turístico do Seixal", disse Paulo Silva.

Questionado sobre as acusações do PS ao facto de o protocolo ter sido retirado da ordem de trabalhos da reunião do executivo camarário, Paulo Silva alegou que "havia ainda arestas a resolver com a federação".

Além disso, acrescentou, "verificou-se que a assinatura do mesmo estava dentro das competências do presidente para decidir por simples despacho e outorgar o contrato".

Relativamente às críticas sobre o pavilhão ir ser construído numa zona com vestígios de ruínas romanas, o autarca assegurou que ficará em zona de construção de equipamentos e não em local de património arqueológico.

O presidente da Câmara Municipal do Seixal rejeitou ainda a crítica sobre a falta de tradição no concelho da prática de atividades como hóquei no gelo.

"Revela desconhecimento da realidade do concelho uma vez que o Seixal tem um atleta que é internacional de uma seleção portuguesa de hóquei no gelo", salientou.

Paulo Silva disse ainda que, nos termos do protocolo celebrado com a federação, as escolas do concelho e os jovens com deficiência vão passar a ter acesso ao pavilhão para a prática de desportos de inverno.

 

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nao sei pq tava a espera de imagens do interior do pavilhao e nao da esplanada que vai ter quando abri as imagens 

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O facto do PS do Seixal estar contra o projeto é motivo suficiente para antecipar que o mesmo faz todo o sentido.

E admira-me que o Presidente da Câmara não tenha aprofundado as vantagens de trazer este equipamento para o concelho. Além da forte probabilidade de ter o Arrentela como campeão nacional de Hóquei no gelo, que já referi, temos também em perspetiva o título mundial de curling para a equipa feminina do Bairro da Jamaica. A esfregar o chão não há melhor.

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O presidente da Câmara Municipal do Seixal rejeitou ainda a crítica sobre a falta de tradição no concelho da prática de atividades como hóquei no gelo.

"Revela desconhecimento da realidade do concelho uma vez que o Seixal tem um atleta que é internacional de uma seleção portuguesa de hóquei no gelo", salientou.

Sei 0 sobre o projeto em questão mas responder a uma acusação de falta de tradição numa área desportiva com o facto de existir um atleta daquela região numa qualquer seleção é brilhante. Assumindo as diferentes seleções e plantéis associados Portugal deve, por esta lógica, ter dezenas de concelhos com tradição nesta área desportiva e noutras.

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Citação de HappyKing, há 15 minutos:

O presidente da Câmara Municipal do Seixal rejeitou ainda a crítica sobre a falta de tradição no concelho da prática de atividades como hóquei no gelo.

"Revela desconhecimento da realidade do concelho uma vez que o Seixal tem um atleta que é internacional de uma seleção portuguesa de hóquei no gelo", salientou.

Sei 0 sobre o projeto em questão mas responder a uma acusação de falta de tradição numa área desportiva com o facto de existir um atleta daquela região numa qualquer seleção é brilhante. Assumindo as diferentes seleções e plantéis associados Portugal deve, por esta lógica, ter dezenas de concelhos com tradição nesta área desportiva e noutras.

Não é no gelo, mas o hóquei é talvez a modalidade com mais história no Seixal, pelo que não me parece assim tão descabido.

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Citação de Inkie, Agora:

Não é no gelo, mas o hóquei é talvez a modalidade com mais história no Seixal, pelo que não me parece assim tão descabido.

Não estarás a confundir com Sesimbra?

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Citação de Descartes, há 5 minutos:

Não estarás a confundir com Sesimbra?

Não é tudo igual?

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Citação de a.lopes, há 3 minutos:

Não é tudo igual?

Os néscios dizem que sim.

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Citação de a.lopes, há 10 minutos:

Não é tudo igual?

Não, uns cagam leite e os outros não

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Citação de Descartes, há 24 minutos:

Não estarás a confundir com Sesimbra?

Não. Apesar de estar um pouco interligado, assumindo que estás a falar da CUF.

No Seixal, o Grupo Desportivo Mundet foi criado no final dos anos 40 pela fábrica para trabalhadores e para a população em geral, e o hóquei foi a modalidade com mais popularidade, ganhou vários títulos nacionais nos anos 50, se não estou em erro, incluindo um da 2a divisão nacional. Salvo erro, o Seixal (não necessariamente o GD Mundet - que acabou em meados dos anos 60 - mas mesmo o Seixal Clube) tem hóquei desde essa altura, principalmente nos escalões jovens.

Tem como referência o Leonel Fernandes, que é um dos maiores nomes nacionais da modalidade e foi lá formado, apesar de ter feito a carreira depois na CUF. Aliás, o pavilhão Leonel Fernandes foi inaugurado em 2020 exclusivamente para a prática de hóquei, precisamente onde era o campo do GD da Mundet.

Editado por Inkie

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Citação de Inkie, há 11 minutos:

Não. Apesar de estar um pouco interligado, assumindo que estás a falar da CUF.

No Seixal, o Grupo Desportivo Mundet foi criado no final dos anos 40 pela fábrica para trabalhadores e para a população em geral, e o hóquei foi a modalidade com mais popularidade, ganhou vários títulos nacionais nos anos 50, se não estou em erro, incluindo um da 2a divisão nacional. Salvo erro, o Seixal (não necessariamente o GD Mundet - que acabou em meados dos anos 60 - mas mesmo o Seixal Clube) tem hóquei desde essa altura, principalmente nos escalões jovens.

Tem como referência o Leonel Fernandes, que é um dos maiores nomes nacionais da modalidade e foi lá formado, apesar de ter feito a carreira depois na CUF. Aliás, o pavilhão Leonel Fernandes foi inaugurado em 2020 exclusivamente para a prática de hóquei, precisamente onde era o campo do GD da Mundet.

Isso é demasiada arqueologia até para mim. Não conhecia essa ligação da Mundet ao Hóquei.

E não estava a falar da CUF. Estava mesmo a falar do GD Sesimbra, que foi o campeão da primeira edição da Taça CERS e era uma das principais equipas nacionais nas décadas de 70 e 80.

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Citação de Inkie, há 44 minutos:

Não é no gelo, mas o hóquei é talvez a modalidade com mais história no Seixal, pelo que não me parece assim tão descabido.

Repara que eu não digo nada a respeito desse possível facto. Digo que utilizar como argumento um jogador de uma seleção qualquer ter nascido na terra ser um não argumento para se ser um sitio com tradição num desporto.

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