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Lip McBoatface

Viagens (Actualizado a 02/09/2021)

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Guest trz

Viagens para Amsterdão oficialmente compradas :carinhoso:

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Isso é aquela coisa dos budas gigantes? A minha bisavó teve ter ido lá umas três vezes nas excursões da Câmara. :lol:

Editado por whatever

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Praia Fluvial da Mina de São Domingos, aconselho :fixe:

 

Sitio para ficar, Casa da Torre

Editado por speedfire

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Tânger, alguém já foi?

É uma cidade estranha. A parte antiga é tipicamente marroquina e muito boa. Mas há lá uma parte muito turística, cheia de bares e restaurantes espanhóis. Há um festival de Jazz ( e muito mais) do crl em Setembro. Interessante seria dar um salto a Chefchaouen

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Malta, praia do dia 18 de Setembro pra frente, para uma semana? Só vou conseguir nessa altura e queria mesmo algum descanso e sol.

 

Já agora, onde costumam planear/ver preços das viagens?

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Para quem quiser um bom local de ferias com Praia e bom tempo recomendo Bizerte na Tunisia, quem voar ate Tunis, Bizerte fica a 60km Norte-oeste.

Recomendo

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Praia Fluvial da Mina de São Domingos, aconselho :fixe:

 

Sitio para ficar, Casa da Torre

Dos melhores pequenos-almoços que comi.... cenas tipicamente alentejanas, pão alentejano, fatias douradas alentejanas ( :heart: )

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Alguém já esteve em Malta? Que acharam daquilo?

 

eu adorei quando lá estive, faltou-me ir a 1 ou 2 cidades no interior e uma delas até foi Mdina. É ainda mais pequeno do que parece, vais de uma ponta à outra em 1 hora.

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eu adorei quando lá estive, faltou-me ir a 1 ou 2 cidades no interior e uma delas até foi Mdina. É ainda mais pequeno do que parece, vais de uma ponta à outra em 1 hora.

Tens algo em específico de fazer/ver lá ou assim?

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Tens algo em específico de fazer/ver lá ou assim?

pa sem ser as coisas que já vêm nas recomendações turísticas não vejo muito. Aproveita que a água é quentinha. St. Paul's Church e St John's Cathedral são obrigatórias. Dá um saltinho nos Fortes, nem que seja pela vista. Anda pelas ruas de La Valletta aleatoriamente. A Popeye Village e Comino parecem paraísos nos postais mas quando chegas lá só queres ir embora. A primeira não vale o bilhete que pagas, Comino foi a maior confusão que eu já vi na minha vida. Acho que estive lá 10 minutos até me meter no barco de volta. Passa um dia em Gozo. Vais ficar em que zona?

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Malta, praia do dia 18 de Setembro pra frente, para uma semana? Só vou conseguir nessa altura e queria mesmo algum descanso e sol.

 

Já agora, onde costumam planear/ver preços das viagens?

Creta, Santorini ou Rodas, diz-vos alguma coisa? Em setembro estou a ver uns preços jeitosos.

 

Tenho visto na Logitravel mas também na Q'Viagem, visto conhecer uma pessoa que trabalha lá. Os preços da primeira são melhores,tho.

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Tens algo em específico de fazer/ver lá ou assim?

Também estive lá 10 dias e deu para ver tudo e mais alguma coisa. Que precisas?

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pa sem ser as coisas que já vêm nas recomendações turísticas não vejo muito. Aproveita que a água é quentinha. St. Paul's Church e St John's Cathedral são obrigatórias. Dá um saltinho nos Fortes, nem que seja pela vista. Anda pelas ruas de La Valletta aleatoriamente. A Popeye Village e Comino parecem paraísos nos postais mas quando chegas lá só queres ir embora. A primeira não vale o bilhete que pagas, Comino foi a maior confusão que eu já vi na minha vida. Acho que estive lá 10 minutos até me meter no barco de volta. Passa um dia em Gozo. Vais ficar em que zona?

 

 

Também estive lá 10 dias e deu para ver tudo e mais alguma coisa. Que precisas?

Ainda não sei ao certo. Obrigado!

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É um local bem girinho. Vais ter uma boa tarde, certeza.

Foi muito porreiro, fomos o caminho todo desde o Porto até à saída da AE com nuvens carregadas, muito nevoeiro e alguma chuva, chegamos lá e tava um calor abafado e sol :lol:

Mas valeu a pena :)

 

Isso é aquela coisa dos budas gigantes? A minha bisavó teve ter ido lá umas três vezes nas excursões da Câmara. :lol:

Sim :mrgreen:

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Não é bem nesses sítios (é em Sesimbra) mas recomendo vivamente a Casa Mateus porque vale bem a pena o desvio.

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Fui lá várias vezes. Bom Jesus, Sameiro, Rua do Souto, Sé são os highlights. Se puderes vai também de carro ao Mosteiro de Tibães.

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Aproveitando o tópico das Viagens escrevo este post para partilhar uma experiência talvez fora do habitual mas que talvez achem interessante e que pode despertar a vontade a pelo menos alguém de sair e explorar mesmo zonas aparentemente remotas.

 

Diz respeito a uma viagem que fiz no Brasil, na região da Amazónia, uma zona que naturalmente desperta curiosidade, onde o imaginário nos remete para uma floresta tropical riquíssima sem fim, habitada aqui e ali ainda por tribos indígenas, ameaçada por grandes empresas agrícolas e da madeira e onde o estado central pouco chega. E a Amazónia é isso, mas é também muito mais, é uma zona de confluência de vários estados Brasileiros e até de vários países Sul-Americanos, é uma região com zonas urbanas, habitada por milhões de pessoas, pessoas em nada diferentes de nós, que vivem o seu dia-a-a, trabalham, consomem e têm necessidade como nós de se deslocar e viajar. Só que como é que alguém se desloca no meio da selva? O post então é sobre isso, as viagens de barco na Amazónia.

 

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A viagem começa então na capital do estado de Rondônia, Porto Velho (como fui aí parar dava para outro post) e termina na cidade de Belém, no delta da foz do Amazonas. 2845km por água, 1239 até Manaus, 1606 da capital da Amazónia até Belém.

 

Porto Velho é um grande centro urbano, que como todos ali, ganhou a sua importância durante a época de exploração do caucho, a borracha natural vegetal, a partir de meados do século XIX, era ponto de passagem dessa matéria prima devido à sua localização ideal nas margem de um grande rio, o Madeira, um dos maiores afluentes do Amazonas. Do ponto de vista de quem viaja é uma cidade sem grande importância nem muito que ver ou fazer, é apenas um ponto de passagem, uma forma de acesso por exemplo às regiões tropicais da Bolívia, ou por outro lado uma forma de chegar a Manaus. Tem o que qualquer cidade grande tem para oferecer a quem anda a viajar, os confortos e as desvantagens, o acesso a um banco e à internet mas também o crime e poluição.

Quem quer seguir viagem de barco tem então de se deslocar para o porto, onde se encontram muitos barcos, de vários tamanhos, de pesca, transporte, canoas. Pelo caminho e como por ali se topa facilmente um gringo é provável a abordagem por alguém a vender passagens para Manaus à porta do seu escritório (são na verdade garagens com o portão aberto). Vai-se até lá, pergunta-se o preço e pede-se para conhecer o barco. São barcos operados por empresas que não as que vendem os bilhetes, daí que várias pessoas vendam bilhetes para o mesmo, por isso deve-se dar uma volta a perguntar o preço e tentar saber também quanto as pessoas que já vão viajar pagaram. Sendo português a negociação é fácil. Para além disso tive sorte que o barco ia partir no dia seguinte, isso por vezes é imprevisível, embora sendo uma cidade grande normalmente tenha ligação pelo menos de 2 em 2 dias.

Não me lembro quanto paguei, talvez uns 150 reais, 40€. A viagem disseram, ia demorar uns 4 ou 5 dias, ia descer o rio, o outro sentido demora mais 1 dia ou 2. E último conselho, para o qual já vinha prevenido, tinha de comprar uma cama de rede e respetivas cordas. É aí que se dorme na viagem, não há primeira classe e o calor tropical não faz desejar cabines fechadas. Na zona comercial da cidade e na zona do porto há tudo o que era preciso. Nessa altura a moda pareciam ser as camas de redes com padrão camuflado.

 

O barco.

 

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A zona de dormidas, aberta e comum. E desengane-se quem pense que é um transporte para os pobres, ali viaja todo o tipo de gente e essencialmente classe média, comerciantes que vão fazer negócio e muitas famílias.

 

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O barco tem ainda zonas comuns, um bar no topo com uma esplanada onde se passa a maior parte do tempo e uma cantina onde as refeições são incluídas no preço do bilhete e onde não falta feijão e farofa, sendo que a comida piora a olhos vistos com o passar da viagem.

Toda a embarcação é um espaço tipicamente brasileiro, há essencialmente muito convívio, muitas conversas, conhece-se muita gente, namora-se e reza-se. E claro, à hora certa não sobra um lugar em frente à televisão que normalmente só se liga àquela hora para passar a inevitável novela da Globo.

 

Só destoam os gringos, portugueses, alemã, argentinos e punks mexicanos que rapidamente formam uma amizade e com quem a desconfiança inicial de alguns dos locais (outros nem tanto) se esbate tornando-nos os animadores de serviço para algumas crianças que iam a bordo.

 

O cenário do rio é incrível, mas para lá das margens é difícil ver, a selva é demasiado impenetrável e o barco viaja bem no meio, ainda assim há zonas do rio que inundam e aí a linha de visão desde o sítio onde estamos fica acima da copa das árvores e vê-se apenas uma "planície" verde a perder de vista formada pela parte de cima das árvores. Nos primeiros dois dias é difícil não passar horas e horas a olhar para o rio à espera de ver alguma coisa estranha, um dos bichos que mostram no bbc vida selvagem ou assim... mas é difícil ver alguma coisa para além dos pássaros.

 

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Entretanto pára-se numa ou duas vilas ou cidades para embarcar ou desembarcar passageiros e chega-se a Manaus.

 

Manaus é a capital do estado do Amazonas, Manaus, a Paris dos trópicos ou lá como lhe chamavam. A mim visto do rio parecia-me apenas uma coisa sem sentido, uma metrópole enorme ali no meio daquela natureza. Antes de lá chegar no entanto entramos propriamente no Amazonas, na zona onde o rio Negro se junta ao Solimão para formar o rio com o maior caudal do Mundo. (A foto mostra as duas águas a misturar)

 

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Manaus é uma cidade muito grande, centro do antigo negócio da borracha, são dessa época a sua zona histórica e todos os monumentos. Ali muitas fortunas foram feitas, Brasileiras mas sobretudo Europeias. E foi para ali que muita gente emigrou ou migrou formando a população actual.

Para quem visita pode ser uma cidade interessante, do ponto de vista cultural e gastronómico é muito rica, o mercado e infindáveis feiras de rua são interessantes para ver produtos únicos da região. É também ainda dali que saem muitos passeios para a selva, há imensa coisa desse género disponível para quem esteja interessado, observação de animais, nadar com golfinhos do rio, etc. Tem também um centro histórico minimamente interessante onde se destaca o famoso teatro, um edifício um bocado ridículo, a imitar alguns estilos europeus mas muito espampanante, que lembra bem como devia ser essa época do boom da borracha com a presença de europeus do norte e muito dinheiro a chover.

 

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Manaus tem também uma zona portuária muito grande já que daí as opções de viagem por terra são realmente limitadas, apesar das criminosas auto-estradas que entretanto surgiram no meio da selva, ainda assim a viagem pelo rio é a melhor opção e é a forma como a maioria dos produtos e das pessoas lá chega. Aqui as viagens são muito organizadas, preços tabelados, empresas concorrentes mas os barcos são basicamente iguais, camas de rede, cerveja e novela para passar o tempo.

5 dias a descer o rio para Belém, 160 reais e uma excitação maior por navegar num dos maiores rios do Mundo.

 

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Ao inicio essa excitação esbate-se um pouco, o CABR*O do rio é demasiado grande, parece o mar. Indo no meio quase não se vê nenhuma das margens... Isto pelo menos numa parte inicial do percurso. À noite é incrível, os sons e sobretudo os melhores céus que já vi, impossíveis de fotografar, ao longe sempre trovoada, muito estranho.

Pelo caminho vai-se parando em alguns sítios e vai-se consultado o mapa para ver o nome das terras, Silves, Óbidos, Montalegre, Santarém, Alter do Chão, muita risota. E de facto se me largassem na praça principal de algumas dessas terras parecia que estava em Portugal, as igrejas são todas iguais às de cá.

 

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Com a entrada no estado do Pará o rio vai estreitando, com o aproximar do delta ainda mais, é uma área e uma escala infindável de canais com a ilha do Marajó no meio, que ali me parece apenas um pedaço de terra que corta o rio em dois mas que me garantem ser do tamanho da Suiça.

Aí sim, pode-se ver a natureza no seu esplendor e a margem ali mesmo ao lado. Uma infinidade de árvores diferentes e palmeiras. É também aí que nos surpreendem gritos agudos que não reconhecemos, vamos espreitar e são canoas no rio, parece uma cena de um filme. Não são nativos, são caboclos, um povo do rio, mistura de brancos e índios que vivem nas margens do rio, alguns bastante isolados. As crianças ao verem os barcos de passageiros aproximam-se para que lhes atirem coisas, roupa normalmente. Os adultos usam os barcos grandes para se rebocarem até às vilas e cidades mais próximas onde depois se largam e continuam a remar.

Alguns têm casas incríveis, bem na margem com uma floresta densa à volta que à primeira vista parece natural mas que analisando se vê que é plantada, é uma floresta comestível que plantam à volta de onde vivem.

 

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Lá ao longe a tal civilização, é finalmente Belém, cidade que gostei mesmo muito. Onde chegam todos os produtos da Amazónia, tem o mercado mais incrível que já vi e uma gastronomia muito boa, já com o marisco e peixe da costa. Do outro lado é a ilha de Marajó, com provavelmente as últimas praias do nordeste por explorar.

 

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Pronto, isto já vai enorme mas comecei a contar e queria acabar. Deixei muita coisa por contar, histórias e sítios pelo meio mas queria mesmo falar desta curiosidade deste meio de transporte naquela parte do Mundo.

Se alguém for dar uma volta para àqueles lados que peça conselhos.

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És o maior Antifa :prayer:

 

E fala me mais da gastronomia sff :mrgreen:

Editado por Hawkeye

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Metes nojo, crl!

 

:-(

Editado por kareca

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