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Sr. Inácio

Literatura | Discussão Geral

Publicações recomendadas

Muito obrigado :)

 

O meu objectivo é mesmo começar a ler coisas de géneros diferentes, já que vou sempre ter a livros de horror ou crime e que normalmente já foram passados para filmes/séries :mrgreen:

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Queria ler o artigo mas não sei como lidar com a imagem.

 

Resumir a literatura em Portugal: Lobo Antunes erra e assume. Margarida Rebelo Pinto e José Rodrigues dos Santos recusam críticas.

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o rodrigues dos santos atacou a revista mas a margarida ficou defensiva como o raio :lol:

 

Mas não sente que, devido à sua formação, os seus livros deviam estar mais limpos de erros?

Você convive com arquitectos?

 

Não.

Não tem nenhum amigo arquitecto?

 

Não.

Pronto. Os arquitectos são formados em arquitectura. E eles em obras também cometem erros. O erro é inerente à criação. As obras criativas estão cheias de erros. Os filmes estão cheios de incongruências. O Ben-Hur tem uma cena com um relógio. Faz parte. Não desvalorizo, mas também não sobrevalorizo. Não é relevante. Nunca li nenhum livro que não tivesse um erro, por isso não me preocupa nada. A perfeição é impossível. Num livro de poesia, em que cada página tem cinco ou dez linhas, é fácil não cometer erros, mas com textos muito extensos é normal. A Agustina [bessa-Luís], que para mim é a maior escritora portuguesa viva, também tem incongruências nos livros dela.

:lol:

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Eles são forçados a escrever com o novo acordo ortográfico?

 

O novo acordo ortográfico é das maiores parvoíces feitas nos últimos tempos. Tentou-se assassinar o português de Portugal, em troca de nada.

Editado por Rōnin

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Bem... tenho trabalhado como revisor de livros nos últimos meses e tenho umas quantas coisas a apontar a esse artigo.

 

Em primeiro lugar, não há escritor que não dê erros. Só é um problema se forem regulares e adulterarem por completo o sentido do texto. Em editoras mais pequenas já tive alguns em que quase fui eu que escrevi as frases por quem publicava. Isso sim, é grave.

 

Nesse sentido, parte do que a MRP diz faz sentido.

 

Poderão ver, então, que o que nos chega cá fora nunca é o que realmente foi escrito em primeira instância. O revisor maquilha, altera e sugere. O escritor pode aceitar ou não. Uns são mais receptivos, outros têm uma postura mais enviesada, são cépticos às sugestões de quem revê. O artigo parece, parcialmente, ignorar isto. Os erros são dos autores, mas em última instância são dos revisores também.

 

E os revisores, em condições normais, não alteram situações dúbias. O reboliço do ALA é um excelente exemplo. É que ambas as formas existem. Eu nunca o alteraria, por exemplo. Se o autor achou que era a forma mais adequada e esta se encontra ortográfica e sintacticamente correcta, porque raio deveria eu mudar?

 

Outro problema é apontar alterações do acordo como erros. Os livros podem, simplesmente, ser escritos sem o acordo. Ser escrito com ambos pode ser um problema, pode ser importante tomar uma posição, sob pena de se passar por não se saber o que se está a fazer.

 

Mas o que ALA diz também é legítimo. Já viram o trabalho que não teria o revisor do Clockwork Orange? Por vezes, o autor desenvolve uma identidade própria que lhe permitir alterar pontuação e sintaxe em função do que lhe soa melhor. No entanto, até aí a pontuação parece consideravelmente mais "líquida" que a ortografia.

 

Por exemplo: eu corrijo pontuação, mas se calhar por herança do Saramago, temos muito mais tendência para aceitar variações em relação à pontuação canónica enquanto estilo próprio do que alterações à ortografia. Se a pontuação altera a sonoridade do texto, ou "a música da frase" como diz o ALA, alterações abruptas à ortografia, nomeadamente as que sejam meras trocas de vogais, soam sempre a erro.

 

Dito isto, a Sábado parece que entrou num mundo que não conhecia muito bem, e acabou por levar nas orelhas, de forma merecida, em algumas assumpções abusivas. De facto, todos os escritores cometem erros. Cabe à "pós-produção" corrigi-los em articulação com as opções do autor. Certos erros não têm sequer a ver com desconhecimento. Mesmo com revisões sucessivas há sempre algo que escapa.

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É verdade, há livros que já vão com umas 10 edições e ainda se encontram pequenos erros.

 

Mas esse artigo parece que foi escrito com um propósito, não acho muito correto algumas tiradas. Tipo aquela pergunta à MRP sobre a sua formação, é de baixo nível. Sei que é um CM em revista, mas podiam deixar de lado a atitude de ataque.

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Ontem acabei de ler o "Never Let Me Go" do Ishiguro e é um livro fantástico.

 

Parecia que estava dentro de um episódio de Black Mirror mas um do tipo San Junipero :mrgreen:

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Falta sair pelo menos mais um livro da coleção da Visão certo? Se sim, quando é que sai e qual é o livro?

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Ando um pouco farto de ler Stephen King. Ja deixei o The Stand e o Cujo de lado.

 

Entretanto meti-me a ler o "The Remains of the Day" do Ishiguro e estou a gostar. A escrita dele tem ali qualquer coisa que prende um gajo.

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Ando um pouco farto de ler Stephen King. Ja deixei o The Stand e o Cujo de lado.

 

Entretanto meti-me a ler o "The Remains of the Day" do Ishiguro e estou a gostar. A escrita dele tem ali qualquer coisa que prende um gajo.

 

Tenho-o aqui para ler, encontrei na feira da ladra a 1€ :mrgreen:

 

Agora ando a ler o "Aprender a rezar na era da técnica" do Gonçalo M. Tavares, é o meu primeiro dele.

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Editoras recusam publicar obra de Claude Simon (mas não sabiam que era do Nobel da Literatura)

 

Volta e meia lá aparece alguém a fazer esta experiência e sempre com sucesso.

 

Curioso é que ele cita Proust para dizer que hoje em dia é preciso ser “famoso para poder ser publicado”, mas já Proust o dizia (e sofria) há 100 anos.

 

Será que Proust hoje era publicado ou também teria que fazer uma edição independente para conseguir publicar a sua obra prima?

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Acabei de ler "A Doença, o Sofrimento e a Morte Entram num Bar" do Ricardo Araújo Pereira e foi uma agradável surpresa.

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Editoras recusam publicar obra de Claude Simon (mas não sabiam que era do Nobel da Literatura)

 

Volta e meia lá aparece alguém a fazer esta experiência e sempre com sucesso.

 

Curioso é que ele cita Proust para dizer que hoje em dia é preciso ser “famoso para poder ser publicado”, mas já Proust o dizia (e sofria) há 100 anos.

 

Será que Proust hoje era publicado ou também teria que fazer uma edição independente para conseguir publicar a sua obra prima?

 

Há uns tempos fizeram a mesma experiência com o "The catcher in the rye" em Portugal, enviaram um manuscrito baseado na obra, alterando apenas alguns detalhes para não ser igual. Todas rejeitaram o texto e de todas as editoras, sem bem me recordo, apenas uma referiu as semelhanças à obra em questão.

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Boas pessoal, aconselham algum livro que tenha a ver com história/que traga cultura mas contada de uma forma "leve"?

 

O que eu quero é dar à minha irmã um livro já que ela gosta muito de ler, no entanto ela lê apenas histórias/invenções e o que eu quero é ligar esse gosto que ela tem em ler a alguma coisa que lhe traga cultura mas que não seja muito cansativo de ler.

 

:compinchas:

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Alguém leu os livros de Witcher? Os antes da história principal, que sai em português para o ano. Devo despachar o que tenho para ler antes e comprar o primeiro da saga principal quando sair, mas como a Saída de Emergência tem a cena dos 3 livros estava a pensar que se calhar na altura comprava os 3.

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Pessoal, andava a ver os livros que havia pelo Continente e chamou-me à atenção o Vaticanum, do JRS. Já alguém leu? Vale a pena dar 20€ pelo livro?

 

Obrigado desde já.

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é um mau sítio para perguntares :mrgreen:

(acerca do JRS)

Editado por bobzz

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