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Sr. Inácio

Literatura | Discussão Geral

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Ei pá, não concordo nada. Alguém com poucos hábitos de leitura vê os momentos do Cemitério de Pianos cortados e fragmentados e fecha o livro antes de chegar ao meio. E eu adorei o livro.

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Não é português, mas se queres algo leve é leres por exemplo as short stories do Rudyard Kipling.

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Ei pá, não concordo nada. Alguém com poucos hábitos de leitura vê os momentos do Cemitério de Pianos cortados e fragmentados e fecha o livro antes de chegar ao meio. E eu adorei o livro.

Talvez tenhas razão e seja preciso ter alguma estaleca para ler, mas nada que ler a um bom ritmo e com atenção não resolva o problema a meu ver.

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João Tordo.

 

Ó por favor... Esse elitista de meia-leca? Esse é talvez o escritor de quem menos tenho respeito. Ouvi há dias uma entrevista para a TSF em que o malandro passou o tempo todo a tentar superiorizar-se aos outros companheiros de profissão. Começou a atacar diretamente outros "escritores" como JRS e a gajinha das 50 sombras. Qual é a ética e abstenção em prática? Já não há respeito entre pessoas da mesma profissão?

 

Já para não falar daquela notícia há uns meses: "João Tordo pede para que não comprem os seus livros. Alega que não recebe dinheiro por eles." Opá, LOL. Nada mais a dizer.

 

PS: sim, lí 100 páginas do livro "O bom Inverno". Mal pousei o livro apanhei gripe intelectual...

Editado por MomentaryBliss

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Já para não falar daquela notícia há uns meses: "João Tordo pede para que não comprem os seus livros. Alega que não recebe dinheiro por eles." Opá, LOL. Nada mais a dizer.

O resto é lá contigo mas não achas que um escritor deve receber pelo seu trabalho?

 

Se não me engano nessa noticia ele dizia que havia um editora (?) com a qual ele não tinha qualquer relação profissional que estava a vender os seus livros e mais baratos. E eu confirmo pois comprei o Hotel Memoria nessas condições.

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Ó por favor... Esse elitista de meia-leca? Esse é talvez o escritor de quem menos tenho respeito. Ouvi há dias uma entrevista para a TSF em que o malandro passou o tempo todo a tentar superiorizar-se aos outros companheiros de profissão. Começou a atacar diretamente outros "escritores" como JRS e a gajinha das 50 sombras. Qual é a ética e abstenção em prática? Já não há respeito entre pessoas da mesma profissão?

 

Já para não falar daquela notícia há uns meses: "João Tordo pede para que não comprem os seus livros. Alega que não recebe dinheiro por eles." Opá, LOL. Nada mais a dizer.

 

PS: sim, lí 100 páginas do livro "O bom Inverno". Mal pousei o livro apanhei gripe intelectual...

Isso sempre houve, até grandes nomes da literatura fazem isso como podes ver neste link:

 

http://flavorwire.com/188138/the-30-harshest-author-on-author-insults-in-history

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A Cidade e as Serras custa tanto a ler. Parece que não desenvolve nem por nada é sempre a mesma coisa vezes sem conta.

por acaso estou a ler, vou a mais de meio. não existe praticamente acçao a desenvolver-se, mas aqueles filosofares com a escrita do Eça são deliciosos

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Acabei as Vinhas da Ira. O que escrevi no Goodreads:

 

Incrível. Um verdadeiro hino à fé e à luta do povo. E aquele final...arrepiante, chocante e triste. "Tudo está bem enquanto o medo se puder transformar em ira".

Editado por Pan

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Guest Dpitz

Acabei as Vinhas da Ira. O que escrevi no Goodreads:

 

Incrível. Um verdadeiro hino à fé e à luta do povo. E aquele final...arrepiante, chocante e triste. "Tudo está bem enquanto o medo se puder transformar em ira".

essa citação :prayer:

 

Tenho um caderno cheio de citações do livro.

a certa altura já só pus a página e o número da linha onde começava.

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essa citação :prayer:

 

Tenho um caderno cheio de citações do livro.

a certa altura já só pus a página e o número da linha onde começava.

 

É incrível não é? Aquele excerto em que ele fala do Homem e diz: “Porque o homem, ao contrário de qualquer outra coisa orgânica ou inorgânica do universo, cresce para além do seu trabalho, sobe os degraus das suas próprias ideias, emerge acima das próprias realizações. É isto o que se pode dizer sobre o homem. Quando as teorias mudam e caem por terra, quando as escolas filosóficas, quando os caminhos estreitos e obscuros das concepções nacionais religiosas, económicas, se alargam e se desintegram, o homem arrasta-se para diante, sempre para frente, muitas vezes cheio de dores, muitas vezes pelo caminho errado. Tendo dado um passo à frente, pode voltar atrás, mas apenas meio passo, nunca o passo todo que já deu. Isto é que se pode dizer do homem: dizer-se e saber-se”.

 

E o discurso do Tom à mãe :heart:

Editado por Pan

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Não gostei muito d'O Nome da Rosa, sinceramente. Ocupou-me mais de um mês e foi uma leitura bastante enfadonha e desnecessariamente pesada. É um policial, mas parece um policial meio pretensioso que aspira a ser mais qualquer coisa e então enche a história de referências desnecessárias e que nada acrescentam, a passagens em latim um bocado irritantes... enfim.

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Guest Dpitz

É incrível não é? Aquele excerto em que ele fala do Homem e diz: “Porque o homem, ao contrário de qualquer outra coisa orgânica ou inorgânica do universo, cresce para além do seu trabalho, sobe os degraus das suas próprias ideias, emerge acima das próprias realizações. É isto o que se pode dizer sobre o homem. Quando as teorias mudam e caem por terra, quando as escolas filosóficas, quando os caminhos estreitos e obscuros das concepções nacionais religiosas, económicas, se alargam e se desintegram, o homem arrasta-se para diante, sempre para frente, muitas vezes cheio de dores, muitas vezes pelo caminho errado. Tendo dado um passo à frente, pode voltar atrás, mas apenas meio passo, nunca o passo todo que já deu. Isto é que se pode dizer do homem: dizer-se e saber-se”.

 

E o discurso do Tom à mãe :heart:

Todo o livro é genial

uma autêntica obra-prima.

 

A mulher do Steinbeck era comunista, btw. Ele nunca se assumiu (e eu duvido que fosse, pelo menos a 100%), mas mesmo assim, pelos livros que escreveu, sofreu bastante com essas associações à esquerda.

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No terceiro romance consecutivo de mia couto, de momento.

 

Bolas, quando pensava que não me iria "apaixonar" por mais nenhum autor português, quando pensava que o Saramago era o rei incontestável da literatura lusófona, aparece-me este grande senhor. :handclap:

 

Alguém já teve oportunidade de ler? Recomendo vivamente, para começar, o romance "Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra".

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É incrível não é? Aquele excerto em que ele fala do Homem e diz: “Porque o homem, ao contrário de qualquer outra coisa orgânica ou inorgânica do universo, cresce para além do seu trabalho, sobe os degraus das suas próprias ideias, emerge acima das próprias realizações. É isto o que se pode dizer sobre o homem. Quando as teorias mudam e caem por terra, quando as escolas filosóficas, quando os caminhos estreitos e obscuros das concepções nacionais religiosas, económicas, se alargam e se desintegram, o homem arrasta-se para diante, sempre para frente, muitas vezes cheio de dores, muitas vezes pelo caminho errado. Tendo dado um passo à frente, pode voltar atrás, mas apenas meio passo, nunca o passo todo que já deu. Isto é que se pode dizer do homem: dizer-se e saber-se”.

 

E o discurso do Tom à mãe :heart:

'O cheiro da podridão enche o país.

Queimam café como combustível de navios. Queimam o milho para aquecer; o milho dá um lume excelente. Atiram batatas aos rios, colocando guardas ao longo das margens, para evitar que o povo faminto intente pescá-las. Abatem porcos, enterram-nos e deixam a putrescência penetrar na terra.

Há nisto tudo um crime, um crime que ultrapassa o entendimento humano. Há nisto uma tristeza que o pranto não consegue simbolizar. Há um malogro que opõe barreiras a todos os nossos êxitos; à terra fértil, às filas rectas de árvores, aos troncos vigorosos e às frutas maduras. Crianças atingidas de pelagra têm de morrer porque a laranja não pode deixar de proporcionar lucros. Os médios legistas devem declarar nas certidões de óbito: "Morte por inanição", porque a comida deve apodrecer, deve, por força, apodrecer.

O povo vem com redes para pescar as batatas no rio, e os guardas impedem-no. Os homens vêm nos carros ruidosos apanhar as laranjas caídas no chão, mas as laranjas estão untadas de querosene. E ficam imóveis, vendo as batatas passarem flutuando; ouvem os gritos dos porcos abatidos num fosso e cobertos de cal viva; contemplam as montanhas de laranjas, rolando num lodaçal putrefacto. Nos olhos dos esfaimados cresce a ira. Na alma do povo, as vinhas da ira crescem e espraiam-se pesadamente, pesadamente amadurecendo para a vindima.'

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Copiem o livro todo assim escuso de o comprar e leio por aqui.

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Nem sei como é que alguém sequer pondera ler isso assim.

 

Estou a ler o Aprender a Rezar na Era da Técnica do Gonçalo M. Tavares e estou a gostar muito. O Jerusalém também é brilhante.

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No terceiro romance consecutivo de mia couto, de momento.

 

Bolas, quando pensava que não me iria "apaixonar" por mais nenhum autor português, quando pensava que o Saramago era o rei incontestável da literatura lusófona, aparece-me este grande senhor. :handclap:

 

Alguém já teve oportunidade de ler? Recomendo vivamente, para começar, o romance "Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra".

 

O Mia Couto é moçambicano.

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Li o Animal Farm e é genial a sátira à ascenção Stalinista. Orwell :prayer:

 

Também li o Great Gatsby e a nível de vocabulário, foco nas novas tecnologias, Fitzgerald parece-me bastante rico. Quanto à estória de amor, não me puxou muito. Vi o filme logo de seguida e está bastante fiel ao livro.

 

Vou começar a ler Past of Shallows. Completamente às escuras, comprei a preço de água e tinha algumas boas reviews. Worth the shot.

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Li o Animal Farm e é genial a sátira à ascenção Stalinista. Orwell :prayer:

Também o li este Verão, em duas tardes. Achei genial.

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O Mia Couto é moçambicano.

 

 

Exato, fui agora ler sua biografia. Bolas, Portugal precisava deste senhor. De qualquer forma, uma dádiva fala o Português.

Editado por MomentaryBliss

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Malta, tenho aqui para ler "O Codex 632" do José Rodrigues dos Santos. Alguém já leu? Pode dar o feedback?

 

Agradecido.

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