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Subdirector do Público revela identidade de administrador de 'Os Truques da Imprensa Portuguesa'

Publicações recomendadas

Ainda não vi nenhuma notícia sobre isto mas tenho acompanhado o que vai acontecendo no Facebook. Não sei se isto já está a ser discutido por aqui mas acho que é um tópico pertinente.

 

Post do Subdirector do Público a revelar a identidade de um dos administradores.

 

Yp4G1E9.png

 

 

Resposta da página 'Os Truques da Imprensa Portuguesa':

 

Sabemos há muito que este dia chegaria e sempre soubemos que chegaria com um grande truque.

 

Não nos enganámos.

 

Por conta de uma prank no twitter, em que um jovem utilizador sugeria que Os Truques se tinham enganado na conta e tinham partilhado um tweet na conta do Baluarte, e que alguns se apressaram a partilhar, o subdiretor do Público aproveitou para lançar, pelo Facebook, a identidade de um dos administradores da página, juntamente com a respetiva nota biográfica criteriosamente selecionada.

 

Estamos certos que guarda mais uma biografia, também criteriosamente selecionada, à espera da próxima montagem para a fazer circular.

 

Estamos também certos que são as únicas duas biografias que pondera publicar.

 

Por uma razão: esta página tem dois administradores (e vários editores) que, não obstante a opção já aqui tantas vezes defendida do anonimato, nunca hesitaram (até ao episódio do Ricardo Costa) em encontrar-se pessoalmente com quem quis para dar entrevistas ou falar da página.

 

Foi assim no “Obrigado, Internet”, do Fernando Alvim, do Pedro Paulos e do Nuno Dias; foi assim na entrevista ao “É apenas fumaça”; na entrevista ao Expresso; na entrega dos “Prémios Novo”, onde o João até foi ao palco receber o prémio, tendo o vídeo dessa entrega sido publicado (ainda aí deve estar) na Internet! Também falámos para jornais universitários (jornal Diferencial, IST) e com diversos projetos promovidos por estudantes de jornalismo (ESCSFM, por exemplo). Muito promissores, diga-se.

 

Sempre dissemos que a identidade dos administradores da página não servia para encobrir nada. Tanto que várias pessoas tinham acesso a ela. Essas várias pessoas às quais revelámos a nossa identidade - e um vídeo do João a receber um prémio pela página! - abriam essa porta a quem quisesse procurar.

 

Houve sempre um grande problema: nunca nenhum de nós foi especialmente importante para justificar a publicação dos nossos nomes. E sempre que alguém chegou a eles, acabou por cair num poço de desilusão. “Afinal é só isto?”

 

Foi sempre mais fácil dizer que a página era deste ou daquele deputado, estava ao serviço deste ou daquele grupo político, deixando no ar essa mentira, do que explicar por portas e travessas as nossas relações partidárias, que depressa seriam desmontadas por qualquer pessoa disposta a olhar para elas com imparcialidade.

 

Foi por isso que não estranhámos quando o Observador nos contactou aos dois, em fevereiro deste ano (!) para os nossos empregos (!!), com a conversa de que "descobrimos quem são, vamos publicar os vossos nomes para a semana, se quiserem falar antes connosco melhor, senão...". E também não estranhámos quando, ao responder-lhes "ok, quando querem combinar?" eles continuassem eternamente a adiar, até que deixaram de responder, até hoje. O João e o Pedro não são importantes. O Observador sabia-o bem.

 

Entretanto, em maio, o Pedro começou uma página de apoio ao clube do seu coração, o FC Porto. Daí passou para a televisão e foi convidado para comentar no Porto Canal. O Pedro, do FC Porto, assim que foi para a televisão, disse ao João, sócio há mais de 20 anos do Benfica: "com isto dos comentários no Porto Canal, acho melhor sair da página". O João achou que não, que todos tínhamos clubes diferentes (entre os demais editores não há uma unanimidade clubística, nem sequer uma maioria expressa) e que ter um clube e defendê-lo na TV não impede ninguém de fazer crítica de imprensa. Sobretudo porque o Pedro até já tinha feito dezenas de posts sobre o assunto, desmentindo notícias falsas ou truques que prejudicavam - surpresa - o Benfica.

 

Hoje, como dizíamos, uma das muitas pessoas que descobriram quem são os administradores desta página insinuou que Os Truques e o Baluarte Dragão são a mesma coisa e algumas pessoas, claro, vieram imediatamente a terreiro aderir acriticamente ao que leram. Não se lembraram, se calhar, das tantas vezes (algumas no último mês) que denunciámos truques da imprensa contra o Benfica ou contra outros clubes.

 

Foi o trigger perfeito para que alguns jornalistas, sentados em cima dos nossos desinteressantes nomes, mas à espera da nossa aparente morte para saltarem para a nossa carne putrefeita, fossem tirar o pó à informação que tinham sobre o Pedro para lhe acrescentar esse pecado gravíssimo que é ser adepto ferrenho de um clube e escrever sobre a sua paixão. Um desses jornalistas foi o subdiretor do Público, que se regozijou publicamente com esse seu momento de glória.

 

Aproveitou para juntar alguma informação útil para construir a personagem que pretende: há 8 anos, o Pedro foi candidato independente (não tendo nunca sido militante) numa lista do PS à Assembleia da terra onde nasceu. O subdiretor do Público esqueceu-se do "independente", convenientemente. E que boa deve ter sido para o Pedro essa experiência autárquica nas listas do PS, tendo em conta que daí nunca resultou nem uma filiação nem novas colaborações. Uma pena para alguns jornalistas, claro, mas na Internet, o que é que isso interessa? Havia uma tese para confirmar e, custe o que custasse, essa tese havia de ser confirmada. Estava arranjada a “prova” que precisavam para vender a página como um bastião do PS na internet. Com um bónus: o Pedro tem amigos que são do PS. Bom... também tem amigos que são do PSD e do CDS e do PCP e do BE e do LIVRE e do PAN... Mas de que é que isso interessa?

O João era um outro problema. “Aparentemente”, não tinha sequer um ponto de contacto com o PS. “E agora, como fazemos?” – perguntaram. Mas, como com a Worten, há sempre um facto que lá vai dar: o João foi membro da candidatura de Sampaio da Nóvoa nas últimas presidenciais. Que partido é que também era parcialmente simpático com Sampaio da Nóvoa? O PS. “Illuminati!” Tínhamos completa consciência que isto viria a público assim, esquecendo que o João trabalhou com o Reitor Sampaio da Nóvoa quando foi presidente da Associação Académica da Universidade de Lisboa e que estava na campanha muito antes de alguns membros do PS (e não o PS) se juntarem ao comboio em andamento.

 

Esquecendo que um dos editores da página até foi militante de um partido de direita.

 

E que foi o João que falou com o Pedro, através de uma amiga em comum, para ele se juntar à campanha, ainda antes de – pasme-se – existirem sequer outros candidatos e com o apoio do PS presente apenas nas cabeças mais sonhadoras de alguns membros da campanha.

 

E, claro, nunca apontariam para o facto (que está à vista de todos) de a campanha para as presidenciais ter acabado em janeiro de 2016 e de hoje, em julho de 2017, a página continuar todos os dias a fazer o trabalho a que se propôs. “Deve ser para despistar”.

 

A ligação abusiva era fácil de fazer e, na Internet, basta haver uma ligação para a “verdade” se cristalizar.

 

Sempre soubemos que este dia ia chegar. E sempre soubemos que faríamos este post para os nossos leitores, em que em poucas pinceladas tentaríamos dar-vos um breve quadro do que vai ser dito sobre nós os dois antes de as redes sociais fazerem o seu magnífico trabalho de repetir a “verdade” que lhes parecer mais conveniente.

 

Estamos muito tranquilos, até porque já nos preparámos para este dia várias vezes: com o Expresso, quando contas anónimas começaram a partilhar as nossas caras na Internet, quando o Observador nos ligou diretamente para o trabalho para nos “avisar” (ameaçar, nunca!!) que íamos ser “expostos” (como quem expõe criminosos). Não há um “Código de Conduta das Redes Sociais” mas, olhando para trás, temos a firme convicção de que, se houvesse, nunca ou quase nunca pisámos o risco.

 

Temos um orgulho enorme nesta página, nos milhares de posts que já fizemos, nas centenas de vezes que a imprensa alterou notícias ou agiu porque nós estivemos presentes, nas centenas de mensagens e comentários de incentivos. Também temos orgulho nas críticas e nas vezes em que corrigimos depois de errar. Temos orgulho de termos pedido desculpa sempre que cometemos erros, como ainda há uma semana aconteceu.

 

Uns miúdos com idades à volta dos 25 anos decidiram, em outubro de 2015, fazer crítica de imprensa, cumprindo um papel que achavam necessário e ocupando um espaço que achavam não estar ocupado. Foi o nosso pequeno contributo para melhorar a democracia. Umas vezes falhámos, outras acertámos. A nossa subjetividade esteve SEMPRE presente, como está em tudo. Chegámos aos 150 mil seguidores e é esse o nosso maior pecado. Continuássemos a ser uma página para 1000 pessoas e ninguém perderia um segundo a pensar em nós. Pois bem, quem não gostar da página a partir de agora, que saia: se saírem todos, nós apagamos a luz e fechamos a porta.

 

Mas perguntamos a todos os que nos leem: o que é que no nosso percurso pessoal desmerece as denúncias que fizemos? O que é que justifica algumas pessoas odiarem uma página por não lhes conhecerem os autores? O que é que justifica a partilha, nas redes sociais, com insultos, de fotografias de gajos normais, com vidas normais, só porque decidiram fazer crítica de imprensa?

 

Quem brinca com o fogo queima-se. Ouvimos isto tantas vezes, dos nossos amigos e dos nossos adversários. Já sabíamos isso. Se é para arder, ardemos. Mas ardemos com muito orgulho nesta página e com a promessa de que ela vai continuar anónima, vigilante e a cagar para as vossas ameaças.

 

Hoje, no dia da nossa revelação, repetimos o que sempre dissemos. Mais do que os nossos cvs, que doravante são públicos, responde por nós o que temos de mais transparente: as publicações que fizemos aqui na página. São públicas. Façam scroll e vigiem-nos. Vigiem-nos sempre. Acusem-nos de nos termos esquecido deste ou daquele truque. Acusem-nos de termos interpretado excessivamente neste ou naquele caso. Nunca nos poderão acusar, com verdade, de termos feito favores ou de termos cumprido a agenda de alguém. Tudo o que escrevemos foi escrito por nós e respondemos por tudo com um orgulho impossível de descrever por palavras.

 

Abraços e muito obrigado a todos,

João Marecos e Pedro Bragança

 

 

Resposta de Pedro Bragança como comentário no Facebook:

 

Olá, Diogo. Visou-me directamente no post, por isso, peço-lhe que aceite que utilize este seu espaço para responder. Trata-se de uma defesa perante si, mas, sobretudo, perante todos aqueles que têm acesso ao seu texto e às insinuações que ele deixa no ar. Acredito, sinceramente, que só por desconhecimento pode escrever algo deste género. Dispondo de toda a informação, seria impossível escrever isto. Nem a pessoa menos honesta ou mais maldosa do mundo faria tal coisa. E eu acredito que você não é nem um, nem outro.

 

Também julgo que só por não saber que temos recebido ameaças credíveis à nossa integridade física e à nossa vida é que faria esta publicação. Apesar de o termos dito há poucos dias num post público, quero acreditar que não o leu. Seria uma irresponsabilidade incomensurável forçar-nos a esta decisão num momento como este. Mas agora já está e vamos lá a isso. Não gosto, mas vou ter de falar de mim.

 

Apesar de o fazer algo contrariado, vou passar adiante o tom deselegante com que se refere a mim, principalmente tendo em conta que não me conhece e que eu não o conheço a si. Também não irei referir-me às suas famílias, que não sei quais são, nem a que "estatuto" pertencem. Não me interessa nada disso. E não percebo ao certo o que quererá dizer quando se refere às minhas “boas famílias.” A minha mãe é funcionária pública e o meu pai é profissional liberal. Vivo com a minha namorada. Ambos vivemos do nosso trabalho. O meu “trabalho” é, como sabe, bolseiro de doutoramento. Obtive essa bolsa porque concorri a um concurso público, nacional e aberto. Entre os arquitectos que concorreram naquele painel, fiquei em segundo lugar, numa arbitragem por pares e cega. Foi com muito esforço pessoal que obtive esta bolsa e espero cumpri-la, concluindo o meu doutoramento em tempo útil. O início precoce do meu doutoramento não tem relação nenhuma com o facto de ter sido presidente da minha Associação de Estudantes, no 2º e 3º ano do curso. Em 2014, terminei o meu mestrado com 20 valores, na dissertação que apresentei também a um júri. Dois meses depois, ingressei no novo curso, Programa de Doutoramento em Arquitectura. Um ano depois fui convidado para integrar o centro de investigação a que pertenço. Não sei se me considera um Boy de um aparelho qualquer, mas espero que não.

 

Nunca pertenci ou estive em vias de pertencer a qualquer partido politico e, nas diversas eleições em que participei, já votei em vários. Já participei em iniciativas do PS, PCP e Bloco. A última foi do PCP: um debate com Rúben de Carvalho sobre Cultura e Património, há alguns meses. Tenho a certeza que viu isso; está público na minha página pessoal. Não tenho nada contra partidos e não acho que os militantes do partido estejam impedidos do que quer que seja, mas - de facto - não é o meu caso. A minha independência e liberdade podem ser confirmadas pelo que escrevo no meu perfil público.

 

Sim, com 20 anos, há cerca de 8, fui candidato à Assembleia Municipal de Gondomar e (esta parte parece desconhecer) fui eleito. Foi na qualidade de independente que Isabel Santos, então candidata, me convidou para integrar a lista do PS. E só um objectivo podia convencer-me: integrar uma frente ampla que derrotasse ou, pelo menos, desse algum trabalho a Valentim Loureiro. Foi isso que fiz enquanto pude e até ao limite das minhas possibilidades. Achei que estava em causa uma obrigação moral, considerando o adversário que era. Foi também por isso que, durante o mandato, tive várias divergências com o grupo do PS. Votei contra orçamentos que o PS votou a favor ou viabilizou e outras coisas semelhantes. (Poderá, talvez, consultar as atas que provam isto.) Porque o PS, como partido de regime que é, nunca evitou, antes pelo contrário, o conluio com o grupo do Valentim Loureiro e do PSD. Rapidamente perdi a inocência. Veio a desilusão e a ruptura inevitável. Aproveitei o facto de ir para a Argentina, onde vivi durante mais de um ano, para suspender o mandato e para me afastar. Regressei já em cima do fim do mandato e só voltei pela formalidade de ir a 4 ou 5 reuniões, para não ter falta e cumprir com o meu dever de eleito. Até hoje, não aceitei candidatar-me a mais nada, apesar das diversas abordagens nesse sentido. A última foi há duas semanas e veio de um movimento independente. Recusei.

 

Sim, sou adepto e sócio do Futebol Clube do Porto e tenho um orgulho infinito nisso. É uma paixão. Que me lembre, a minha primeira identidade. O Porto, a cidade, a região, o clube… E sim, fui convidado para participar no Universo Porto da Bancada, às terças-feiras. Nunca me fiz de convidado e antes de ir rejeitei 3 vezes. Não recebo nem nunca recebi um cêntimo por isso. Nem aceitaria receber. Era suposto não ter clube? A página Baluarte Dragão não é de propaganda. É um espaço que eu e o Diogo Faria, meu bom amigo e colega de doutoramento (em História Medieval), decidimos criar. É onde damos as nossas opiniões, que sempre assumimos como nossas e pelas quais respondemos.

 

Já escrevi textos para o P3. Alguns dos quais a pedido do Amílcar Correia, jornalista por quem tenho uma admiração e estima imensas e que dirigiu (dirige?) aquele projecto. Se preferir, pode apagá-los. Julgo que é um poder que tem enquanto diretor-adjunto do Público.

 

Sobre os truques, o anonimato dos truques, a conduta dos truques e tudo o que mais há a saber sobre o projecto, está publicado um texto na própria página. Consulte-o. Se tiver dúvidas, tenho a certeza que conseguirá forma de me contactar. É isso que espero que faça antes de voltar a publicar insinuações semelhantes às que publicou neste texto. Estou certo que, depois de todos os elementos que lhe forneci aqui, irá editar esta publicação, no sentido de a tornar mais justa e factual. Aliás, você é jornalista. A sua vida é feita de compromisso com a verdade.

 

 

Para quem não souber o que é 'Os Truques da Imprensa Portuguesa'

 

Esta página não é nem pretende ser um instrumento de informação. Não somos um órgão de comunicação social, não possuímos estatuto editorial, nem respondemos perante a lei da imprensa. Exigimos isenção, imparcialidade e equilíbrio. Para isso, temos de tomar posições e tomar posição obriga-nos, necessariamente, a assumir uma parte. Não nos fazemos passar por aquilo que não somos nem nos substituímos a quem não nos podemos substituir. Se procura imprensa, compre. Aqui não a encontrará porque também não a vendemos. Compre e exija. Uma boa imprensa é absolutamente essencial a uma boa democracia.

 

DECLARAÇÃO DE INTERESSES DOS GESTORES DOS “TRUQUES”

Têm sido alguns os pedidos de leitores interessados em verem divulgados os "interesses" dos autores da página.

 

1 - O primeiro ponto, essencial, é precisamente o de compreender que a página tem autores, no plural, cada um com as suas ideias e convicções.

 

2 - Existem, contudo, pontos comuns a todos e que são importantes como princípio de conversa: temos todos profissões liberais, em áreas de saber distintas, nenhuma das quais relacionada com comunicação social; nenhum de nós faz parte de juventudes ou partidos políticos; já votámos, entre nós, em diversos partidos, com e sem assento parlamentar, uns ditos de esquerda e uns ditos de direita.

 

3 - Sentimo-nos, como tal, numa posição extremamente confortável para olhar para a imprensa portuguesa com olhos de ver, na medida em que somos livres no nosso pensamento e nas nossas lealdades.

 

4 - Contudo, como todos os seres humanos, quando lemos e analisamos um assunto, fazemo-lo através dos óculos dos nossos próprios preconceitos, dos nossos ideais e convicções. É inevitável e é humano. E, como tal, é com naturalidade que lemos quem sugere que somos parciais. O que gostaríamos, contudo, de deixar claro, é que a parcialidade dos nossos posts decorre não de um "interesse" em contar a história de uma certa maneira mas sim ao facto de estar em causa, nos nossos posts, a nossa análise à imprensa e àquilo que interpretamos como "intenções" e "truques" destinados, esses sim, a pôr a notícia ao serviço de outros interesses. Sendo este um espaço de subjectivação, as múltiplas perspectivas que oferecemos são sempre assumidamente subjectivas, passíveis de serem discutidas ou rebatidas.

 

5 - Outra nota importante é a seguinte: hoje em dia, a maior parte dos posts chega-nos por via dos leitores. Há portanto aqui uma pluralidade de perspetivas e de contributos que podem não contribuir para uma coerência de conteúdos na página, mas que a transformam na comunidade que ela pretende ser.

 

6 - É justamente por esta página ser uma comunidade e ter um funcionamento verdadeiramente comunitário que os seus autores entendem dever manter-se anónimos. Razão que se soma às precauções que devem tomar face aos insultos e ameaças que, com alguma frequência, recebemos na inbox. Em Portugal, existem dois tipos de pessoas: os que denunciam quem erra e os que denunciam quem denuncia. Nós tentamos, a todo o custo, denunciar quem erra e quem o faz com intenção ou não, à direita e à esquerda, com dinheiro ou sem dinheiro.

 

7 - Não pretendemos ser um órgão de comunicação social nem atuamos ao abrigo de um estatuto editorial ou da lei da imprensa. Somos, sim, assumidamente críticos, mas livres e desvinculados de qualquer tendência. É natural que haja muita gente incomodada com o que aqui se faz. Para nós, é precisamente essa a medida do sucesso da página.

 

8 - Não prometemos não errar. Prometemos, isso sim, fazer todos os possíveis para errar pouco e cada vez menos. Queremos fazer do espaço da página um fórum aberto a todos, aos que concordam e aos que discordam, aos que pretendem criticar, aos que pretendem elogiar, aos que pretendem dar conselhos… E, quando discordarmos, rebateremos com a nossa posição. Daremos novos argumentos.

 

9 - Nem todos os posts são truques. Há truques, há erros, lapsos, piadas. É uma página de facebook e, portanto, sentem-se os seus gestores à vontade para fazerem dela o que bem lhes apetecer e quando lhes apetecer.

 

10 - Todos os participantes, ou gestores e os outros, sob anonimato ou não, obrigam-se a regras básicas de educação: não insultar, não difamar e debater sempre de forma elevada.

 

Os Truques da Imprensa Portuguesa

Editado por BSD<

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O Pedro Bragança respondeu diretamente ao subdiretor do Público:

 

 

E sim, os Truques afirmam que é montagem. Provavelmente foi uma boa forma de lançar a "notícia".

Editado por UnReal

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O Pedro Bragança respondeu diretamente ao subdiretor do Público:

 

 

E sim, os Truques afirmam que é montagem. Provavelmente foi uma boa forma de lançar a "notícia".

 

Obrigado, não tinha visto. Actualizei o post inicial.

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Impressionante como uma mera página incomodou tanta gente :lol: conheço o Marecos dos tempos da faculdade e sabia que ele era um dos que coordenava a página. Sempre foi uma pessoa íntegra e com princípios, fico contente por terem saído por cima desta situação.

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Não, não é. Vi com os meus olhos.

Viste antes das 7 da manhã? Ou enganaram-se e só apagaram muito depois do Baluarte?

Editado por JackBauerPT

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Os Truques fazem mais "truques" que a própria CS para levar a água ao seu moinho. O conteúdo deles costuma valer tanto como o da CMTV.

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Viste antes das 7 da manhã? Ou enganaram-se e só apagaram depois?

Aqueles horários do Twitter não estão bem. Nunca estão.

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Aqueles horários do Twitter não estão bem. Nunca estão.

 

O horário do post dos Truques diz 6.57AM. A data do Twitter está errada?

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Que baile que o gajo do público levou do Pedro naquela resposta. Sem ter dito nada de especial, foi vê-lo a enterrar-se sozinho depois. O que me ri com esta sequência de mensagens:

 

Diogo Queiroz de Andrade Caro Pedro Bragança, não publiquei uma única insinuação neste post. Publiquei informações. Há algum erro factual? Se há, aponte-o de forma a que o possa corrigir - mas não espere que edite o post só porque não gosta das minhas palavras.

De qualquer forma, acabei de deixar na página dos Truques um convite para virem conhecer a redação do Público e debater comigo, em direto para o Facebook, a vossa página. Aceitam?

 

Helena Galvão Soares Diogo Queiroz de Andrade "fachada odiosa de um discurso populista e demagógico que tem como único objetivo desvalorizar a credibilidade da imprensa para proteger uma certa esquerda que está no poder" é informação?

 

Diogo Queiroz de Andrade Helena Galvão Soares Referi-me às informações sobre o Pedro Bragança, que foi isso que ele contestou. Essa frase é obviamente opinião, que é minha, pessoal e intransmissível e às vezes desagradável.

 

Eládio Gouveia Diogo Queiroz de Andrade essa arrogância paga-se caro. Quem vai sentir na pele é o Publico e os seus trabalhadores. Se fosse meu funcionário consideraria que está a por em causa a imagem da empresa que representa e a dos seus colegas. Obviamente é a minha opinião. Espero que lhe seja igualmente desagradável.

 

:lol:

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Os Truques fazem mais "truques" que a própria CS para levar a água ao seu moinho. O conteúdo deles costuma valer tanto como o da CMTV.

 

Podes especificar?

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Montagem ou não, o facto é que ele deixou claro num dos comentários que se baseou numa publicação do twitter. Agora é bastante óbvio que ele usou este 'suposto' leak para revelar quem era o administrador da página. Se for montagem torna isto tudo mais ridículo.

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O horário do post dos Truques diz 6.57AM. A data do Twitter está errada?

Volto a repetir: os horários do twitter nunca estão bem. Só quem não usa twitter é que não sabe.

 

O post foi às 14H55, ao mesmo tempo de quando meteram no Facebook.

 

E eu digo isto conhecendo o Pedro e sabendo há muito da ligação às duas coisas. Não percebi a necessidade de mentirem e negarem aquilo. Creio que foi mais uma reação a quente e depois não podiam voltar a trás.

 

Mas saíram de tudo isto com a classe que lhes caracteriza.

 

Os Truques fazem mais "truques" que a própria CS para levar a água ao seu moinho. O conteúdo deles costuma valer tanto como o da CMTV.

Tens que começar a comer menos Marques-Mendices.

Editado por joao86

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Os Truques fazem mais "truques" que a própria CS para levar a água ao seu moinho. O conteúdo deles costuma valer tanto como o da CMTV.

 

Generalizar o conteúdo dos Truques e compará-lo ao da CMTV... :estrelas: Está apresentado.

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Podes especificar?

 

Pegando logo no primeiro post que me aparece

 

Que mal tem o DN fazer uma notícia com o gato do Goucha?

 

Parece-me, claramente, uma tentativa de se manterem ativos, então "repostam" tudo o que mexe.

 

Generalizar o conteúdo dos Truques e compará-lo ao da CMTV... :estrelas: Está apresentado.

 

Os 2 publicam conteúdos que valem 0 de interesse e credibilidade. :confuso:

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Pegando logo no primeiro post que me aparece

 

Que mal tem o DN fazer uma notícia com o gato do Goucha?

 

Parece-me, claramente, uma tentativa de se manterem ativos, então "repostam" tudo o que mexe.

 

 

 

Os 2 publicam conteúdos que valem 0 de interesse e credibilidade. :confuso:

Parece-me óbvio que o problema aí é o título, típico clickbait. Ou seja, um truque.

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Ainda não percebi ao certo o "problema" da ligação entre os dois posts. Assumamos que aconteceram os dois: qual é o drama de um dos administradores d'Os Truques o ser também do Baluarte Dragão?

 

É que isto cheira a oportunismo puro. Dá toda a ideia de o tipo do Público saber de antemão a identidade dele(s) e estar à espera de uma oportunidade para o poder revelar sem parecer estar a persegui-los - e isso é muito grave, tal como já o foram as publicações do Ricardo Costa deixando no ar que sabia a identidade deles e o local onde trabalhavam...

 

E são estes gajos jornalistas, que mais do que ninguém deveriam purgar pela liberdade de expressão e pela verdade. É certo que a liberdade de expressão não iliba a responsabilidade pelo discurso de cada um, mas se eles se sentiram ofendidos no seu bom nome existem meios próprios para exigirem a reposição da sua honra. Ameaças veladas não é nada.

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Pegando logo no primeiro post que me aparece

 

Que mal tem o DN fazer uma notícia com o gato do Goucha?

 

Parece-me, claramente, uma tentativa de se manterem ativos, então "repostam" tudo o que mexe.

 

 

 

Os 2 publicam conteúdos que valem 0 de interesse e credibilidade. :confuso:

F*da-se, tu não percebes mesmo nada de jornalismo.

 

Se tu achas que muitas das coisas que são por lá denunciadas não têm nada de mal - e claro que eles não são sempre imparciais nem são os donos da verdade -, então tu estás muito mal, lamento informar-te.

Editado por joao86

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Pegando logo no primeiro post que me aparece https://www.facebook...651487848381840

 

Que mal tem o DN fazer uma notícia com o gato do Goucha?

 

Parece-me, claramente, uma tentativa de se manterem ativos, então "repostam" tudo o que mexe.

 

 

 

Os 2 publicam conteúdos que valem 0 de interesse e credibilidade. confuso.gif

Se calhar porque é o DIÁRIO DE NOTICIAS. Espera-se ler NOTICIAS

Qual é o interesse dessa "noticia"? Já pra não falar do clickbait

Editado por SiulPi

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Ainda não percebi ao certo o "problema" da ligação entre os dois posts. Assumamos que aconteceram os dois: qual é o drama de um dos administradores d'Os Truques o ser também do Baluarte Dragão?

 

É que isto cheira a oportunismo puro. Dá toda a ideia de o tipo do Público saber de antemão a identidade dele(s) e estar à espera de uma oportunidade para o poder revelar sem parecer estar a persegui-los - e isso é muito grave, tal como já o foram as publicações do Ricardo Costa deixando no ar que sabia a identidade deles e o local onde trabalhavam...

 

E são estes gajos jornalistas, que mais do que ninguém deveriam purgar pela liberdade de expressão e pela verdade. É certo que a liberdade de expressão não iliba a responsabilidade pelo discurso de cada um, mas se eles se sentiram ofendidos no seu bom nome existem meios próprios para exigirem a reposição da sua honra. Ameaças veladas não é nada.

 

 

:espanto:

 

 

:mrgreen:

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