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Carlos Gouveia

Cientificamente falando...

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Fds, também há "compra" de artigos científicos? :medinho:

Tens a certeza que estás na universidade? :lol:

 

 

É impressão minha, ou apesar de isto ter sido uma notícia fundamental, ninguém ficou muito espantado?

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Tens a certeza que estás na universidade? :lol:

 

 

É impressão minha, ou apesar de isto ter sido uma notícia fundamental, ninguém ficou muito espantado?

Parece-me que já muita gente estava à espera que fosse algo deste estilo.

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Tens a certeza que estás na universidade? :lol:

 

 

É impressão minha, ou apesar de isto ter sido uma notícia fundamental, ninguém ficou muito espantado?

O facto de já se falar disto há 2 dias acabou um bocado com "espanto" da coisa.

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f*da-se finalmente que cheguei a casa para ver isto :prayer:

 

Lá no Departamento hava grande expectativa e de facto isto pode mudar bastante a nossa ideia de "vida" bem como a sua origem na Terra.

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Tens a certeza que estás na universidade? :lol:

As aspas não estão lá a enfeitar, como deves imaginar.

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Scientists poke holes in NASA’s arsenic-eating microbe discovery

 

When NASA announced the discovery of an arsenic-eating microbe in a California lake last week, the agency hailed it as a suggestion that life as we know it, well, isn't life as we know it.

 

"We have cracked open the door to what is possible for life elsewhere in the universe," Felisa Wolfe-Simon of the NASA Astrobiology Institute and U.S. Geological Survey, who led the study, said at a news conference.

 

NASA's team of astrobiologists had taken samples of the bacteria from mineral-dense Lake Mono -- in a volcanic region of Northern California near the Nevada border -- and starved them of phosphate, the meal of choice for most DNA-based organisms. Instead, the scientists force-fed the bacteria a form of arsenic, and, much to the researchers' surprise, the bacteria continued to grow and flourish on their new diet of poison.

 

But then other scientists began digging into the paper outlining NASA's research and findings, and they're now charging that the research behind it is flawed.

 

"I was outraged at how bad the science was," University of British Columbia microbiology professor Rosie Redfield told Slate's Carl Zimmer. Redfield also posted a scathing critique of the report on her blog.

 

Redfield and other detractors point out that when NASA scientists removed the DNA from the bacteria for examination, they didn't take the steps necessary to wash away other types of molecules. That means, according to the critics, that the arsenic may have merely clung to the bacteria's DNA for a ride without becoming truly ingrained into it.

 

The report's detractors also note that the NASA scientists fed the bacteria salts that contained trace amounts of phosphate, so it's possible that the bacteria were able to survive on those tiny helpings of phosphate instead of the arsenic.

 

"This paper should not have been published," University of Colorado molecular biology professor Shelley Copley told Slate's Zimmer.

 

So why would NASA scientists make such a big deal out of a discovery that, according to critics, they must have suspected was questionable?

 

"I suspect that NASA may be so desperate for a positive story that they didn't look for any serious advice from DNA or even microbiology people," UC-Davis biology professor John Roth told Zimmer.

 

A NASA spokesperson brushed off the criticism. The paper's authors have not responded to the firestorm. Needless to say, that posture, too, has drawn the ire of critics. "That's kind of sleazy given how they cooperated with all the media hype before the paper was published," Redfield said.

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Bem, os papers são publicados não só para divulgar o trabalho mas para poderem ser reproduzidos. Pelo que dizem aí houve algumas falhas básicas no trabalho laboratorial, podem até não ter interferência no resultado final mas tambem não será dificil repetir as experiências tendo já a estirpe isolada e cultivada.

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Falando nisso, não querem fazer um resumo dessa tal revelação? É que como da outra vez estava tudo batido no tópico e tal acabei por não ler porque ficou alta balburdia. Queria ver se falava disto na segunda feira para ganhar pontos. :mrgreen: O que acho que apanhei foi que é uma bactéria que em vez de ter fósforo no adn tem arsénio? É isso?

Editado por Shaft

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Nasceram os primeiros ratinhos filhos de dois pais

Tecnologia dependeu de células estaminais pluripotentes

 

A reprodução em mamíferos deu mais um passo no laboratório depois de cientistas norte-americanos terem conseguido criar ratinhos a partir de material genético de dois pais. A descoberta só foi possível através da utilização de células estaminais.

 

O artigo com a descrição da descoberta foi publicado esta semana na revista Biology Reproduction. Os autores dizem que esta tecnologia pode ajudar a salvar espécies que tenham poucas fêmeas na população e, também no futuro, pode vir a ajudar a casais do mesmo sexo a ter filhos.

 

Os cientistas, da Universidade do Texas, utilizaram fibroblastos (células da pele) de um ratinho macho para criar células estaminais pluripotentes – um processo que passa pelo retorno da célula a um estado primário, em que pode dar origem a diferentes tipos de células.

 

Uma pequena percentagem destas células, nas sucessivas duplicações, perdeu o cromossoma sexual Y que define o sexo masculino nos ratinhos (e também nos humanos) e só é dado pelos pais, e ficou apenas com o cromossoma sexual X.

 

Raparigas que são rapazes

 

Apesar de ter usado apenas material genético de machos, a experiência não seria possível se, por um lado, não se usassem embriões doados por fêmeas, e se depois o próprio material genético masculino não originasse um ratinho fêmea.

 

Primeiro, o conteúdo genético das células do macho só com o cromossoma X foi injectado num embrião. Em seguida, este embrião foi transferido para outra fêmea, onde se deu o resto da gestação.

 

Os ratinhos que nasceram deste embrião e que tinham o genes do ratinho macho eram funcionalmente fêmeas, por só terem um cromossoma sexual X (normalmente as fêmeas têm dois cromossomas X).. Quando cresceram, estes ratinhos cruzaram-se com ratinhos machos normais. Os seus filhos é que descendem originalmente de dois pais.

 

O estudo foi liderado por Richard R. Berhringer. Segundo os investigadores, com uma variação desta técnica é possível “produzir espermatozóides a partir de doadoras fêmeas e gerar descendência viável masculina e feminina a partir de duas mães.”

 

O estudo alertou que uma aplicação destas em seres humanos ainda está longe de acontecer, porque a produção de células estaminais pluripotentes de humanos ainda necessita de muitos refinamentos.

 

Fonte: Publico

 

Alguém me explica realmente o que se passou aqui. Li a notícia mas não percebi muito bem a explicação científica para o fenómeno

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Artigo sobre bactérias que se alimentam de arsénio está debaixo de fogo da comunidade científica

 

Como dizia Carl Sagan, declarações excepcionais exigem provas excepcionais. A comunidade científica olhou para o artigo da Science publicado dia 2 de Dezembro sobre as bactérias que integravam arsénio no ADN, e não encontrou essas provas.

 

 

Tudo começou com o anúncio da NASA sobre uma conferência onde se iria revelar uma descoberta com implicações na procura de vida extraterrestre. A notícia baseava-se no artigo da Science sobre a bactéria GFAJ-1, natural do lago Mono, na Califórnia, um sítio rico em arsénio.

 

A astrobióloga Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da NASA, primeira autora do artigo, colocou uma amostra desta espécie num ambiente de cultura rico em arsénio e verificou que as bactérias continuavam a crescer. Através de testes, a equipa percebeu que a GFAJ-1 era capaz de integrar o elemento e usá-lo para substituir o fósforo no ADN.

 

Toda a vida que se conhece na Terra é construída a partir de seis elementos: hidrogénio, carbono, oxigénio, azoto, fósforo e enxofre. Estes compostos formam maioritariamente as moléculas das células. Isto enviesa a forma como se procura vida extraterrestre. Um planeta que seja bom candidato terá características semelhantes ao nosso. A GFAJ-1 punha em causa esta assunção. Uma bactéria capaz de se alimentar de arsénio obrigaria a olhar para outros ambientes que podem proporcionar vida.

 

Assim que o artigo foi publicado, surgiram várias críticas de como a experiência foi conduzida. A cientista Rosie Redfield, da Universidade de British Colombia (Canadá) defendeu no seu blogue RRResearch que o meio com arsénio para as bactérias tinha fósforo suficiente para estas sobreviverem e alertou que quando se analisou o ADN, a equipa não limpou o suficiente as amostras e o arsénio encontrado poderia dever-se à contaminação do meio.

 

O escritor de ciência Carl Zimmer reuniu no seu blogue Discover o comentário de 13 cientistas que também não confiam na experiência. Hazel Barton, da Universidade de Kentucky do Norte, especialista em microbiologia de grutas, questiona o fundamento da teoria. "Se o organismo veio do lago Mono, que tem maiores concentrações de fosfato do que de arsénio, com que razão se adaptaria para criar um ADN com arsénio?" Outros cientistas argumentam a necessidade de uma análise de espectrometria de massa para determinar de facto quais os elementos que compõem o ADN, que não foi feito pela equipa.

 

Uma das interpretações generalizadas é que as bactérias continuam a aproveitar o fósforo existente no meio, enquanto tentam eliminar o arsénio. Uma "explicação mais parcimoniosa" seria uma "resistência ao arsénio (especialmente quando membros deste grupo [de bactérias] já são conhecidos por destoxificar na presença de grandes concentrações de arsénio)", explicou Barton.

 

Os autores não responderam directamente às críticas. E a própria NASA criticou o burburinho feito nos blogues e jornais, dizendo que a discussão deveria ficar nos jornais científicos. O coordenador do projecto, Ronal Oremland, da Inspecção Geológica dos EUA, disse na NASA que algumas das experiências sugeridas pelos críticos "valem com certeza a pena", citou a Wired. Não ficou surpreendido com as reacções, mas deixou um desafio. "A única forma de isto ficar esclarecido é as pessoas reproduzirem as experiências por si próprias."

 

 

Fonte:Publico

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Ontem estive à conversa com uma pessoa que me falou de uma questão que nunca tinha ouvido.

Estatisticamente aparentemente as pessoas com olhos azuis sentem-se mais atraidas por pessoas do sexo oposto tambem com olhos azuis, isso pelos vistos não se verifica em mais grupo nenhum de pessoas com olhos de outras cores.

Pelos vistos existem várias hipoteses para isto acontecer, um estudo defende que isso é um mecanismo evolutivo que permitiu aos homens diminuir as hipoteses das "suas" mulheres terem filhos de outro homem. Isto porque geneticamente os olhos azuis são recessivos e portanto haveria grandes hipoteses de um filho "ilegitimo" ter olhos de outra cor, o que seria rapidamente notado.

Tambem existe outra hipotese que pelos vistos diz que geneticamente os mesmos mecanismos que levam à existência de olhos azuis, ou seja, sem melanina, influenciam outras caracteristicas fisicas, como por exemplo o cheiro e o suor e que isso levaria à identificação mutua e portanto maior atracção.

 

É engraçado isto.

Editado por antifa

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Ontem estive à conversa com uma pessoa que me falou de uma questão que nunca tinha ouvido.

Estatisticamente aparentemente as pessoas com olhos azuis sentem-se mais atraidas por pessoas do sexo oposto tambem com olhos azuis, isso pelos vistos não se verifica em mais grupo nenhum de pessoas com olhos de outras cores.

Pelos vistos existem várias hipoteses para isto acontecer, um estudo defende que isso é um mecanismo evolutivo que permitiu aos homens diminuir as hipoteses das "suas" mulheres terem filhos de outro homem. Isto porque geneticamente os olhos azuis são recessivos e portanto haveria grandes hipoteses de um filho "ilegitimo" ter olhos de outra cor, o que seria rapidamente notado.

Tambem existe outra hipotese que pelos vistos diz que geneticamente os mesmos mecanismos que levam à existência de olhos azuis, ou seja, sem melanina, influenciam outras caracteristicas fisicas, como por exemplo o cheiro e o suor e que isso levaria à identificação mutua e portanto maior atracção.

 

É engraçado isto.

Bastante interessante :)

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Ontem estive à conversa com uma pessoa que me falou de uma questão que nunca tinha ouvido.

Estatisticamente aparentemente as pessoas com olhos azuis sentem-se mais atraidas por pessoas do sexo oposto tambem com olhos azuis, isso pelos vistos não se verifica em mais grupo nenhum de pessoas com olhos de outras cores.

Pelos vistos existem várias hipoteses para isto acontecer, um estudo defende que isso é um mecanismo evolutivo que permitiu aos homens diminuir as hipoteses das "suas" mulheres terem filhos de outro homem. Isto porque geneticamente os olhos azuis são recessivos e portanto haveria grandes hipoteses de um filho "ilegitimo" ter olhos de outra cor, o que seria rapidamente notado.

Tambem existe outra hipotese que pelos vistos diz que geneticamente os mesmos mecanismos que levam à existência de olhos azuis, ou seja, sem melanina, influenciam outras caracteristicas fisicas, como por exemplo o cheiro e o suor e que isso levaria à identificação mutua e portanto maior atracção.

 

É engraçado isto.

Confirmo. Mas não é exclusivamente olhos azuis, no meu caso é olhos claros, sejam azuis ou verdes. :heart:

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Olhos verdes são um dos grandes mistérios da ciência, ainda hoje não se sabe ao certo qual o motivo destes. Pensa-se que se deve a presença de 2 genes que determinam a cor dos olhos, em vez de só um. Mas não se sabe ao certo, também se diz que há três genes já identificados.

Editado por Mister Fabiu

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Ontem estive à conversa com uma pessoa que me falou de uma questão que nunca tinha ouvido.

Estatisticamente aparentemente as pessoas com olhos azuis sentem-se mais atraidas por pessoas do sexo oposto tambem com olhos azuis, isso pelos vistos não se verifica em mais grupo nenhum de pessoas com olhos de outras cores.

Pelos vistos existem várias hipoteses para isto acontecer, um estudo defende que isso é um mecanismo evolutivo que permitiu aos homens diminuir as hipoteses das "suas" mulheres terem filhos de outro homem. Isto porque geneticamente os olhos azuis são recessivos e portanto haveria grandes hipoteses de um filho "ilegitimo" ter olhos de outra cor, o que seria rapidamente notado.

Tambem existe outra hipotese que pelos vistos diz que geneticamente os mesmos mecanismos que levam à existência de olhos azuis, ou seja, sem melanina, influenciam outras caracteristicas fisicas, como por exemplo o cheiro e o suor e que isso levaria à identificação mutua e portanto maior atracção.

 

É engraçado isto.

Interessante.

Nunca tinha pensado em tal coisa.

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Ainda aqui há dias falei sobre o que é ver o teu "artigo" (e consequentemente o teu trabalho, muitas vezes, de anos) debaixo do fogo de outros cientistas. Não deve ser nada fácil.

 

Anyway, aqui há dias disseram-me que havia uma outra teoria para o aparecimento de tumores (eu não conhecia, mas talvez não seja nova), que basicamente diz que eles surgem nas células estaminais que todos temos nas várias partes do corpo. Discussão, GO!

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Vi agora, aqui em português.

 

Sinceramente parece-me demasiado simples para ser reproduzida. Acho que ter mais estudos sobre esse homem seria bom.

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Demasiado simples para ser reproduzida?

Quer dizer, em tantos anos de investigação, nunca ninguém se lembrou de um transplante de medula?

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