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Carlos Gouveia

Cientificamente falando...

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Este estudo anda a misturar "consciência depois da morte" com histórias de fantasmas. Uma coisa é a possibilidade de haver um período no qual possamos ter alguma consciência, mesmo após o cérebro se desligar - mesmo que não encontre lógica alguma nisso -, outra é colocar-se a hipótese de uma pessoa andar a vaguear fora do corpo.

 

Não conheço o estudo, mas, pela revista em que foi publicado, ele deve ter alguma qualidade. Um journal como o Resuscitation não publica artigos de qualidade duvidosa.

Editado por Vaart

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Não conheço o estudo, mas, pela revista em que foi publicado, ele deve ter alguma qualidade. Um journal como o Resuscitation não publica artigos de qualidade duvidosa.

Se o que vem lá é o que está escrito naquele post, a credibilidade é 0, ou então perdeu-se o sentido na tradução.

Editado por NIkeL

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Se o que vem lá é o que está escrito naquele post, a credibilidade é 0, ou então perdeu-se o sentido na tradução.

 

:lol:

 

O que vem descrito naquele post, a experiência de se sentir fora do próprio corpo [Um destes pacientes, um assistente social de 57 anos, lembra-se inclusive de ter deixado o seu corpo e observar a ressuscitação a partir de um canto da sala.], "o tal fantasma", é um sintoma de perturbação dissociativa - despersonalização (out of body experiences), não sei se se poderá chamar isso neste caso. Além disso, aquilo são relatos de entrevistas, penso eu, portanto aquilo foi alvo de uma análise de conteúdo. Porém, os dados da recolha, neste caso da entrevista, têm que estar presentes no artigo.

 

Acho interessantíssimo como se consegue julgar uma experiência deste cariz e especialmente a sua qualidade, quando não se é da área e só se tem pré-conceitos, e não, não quis dizer preconceitos, sobre o que se está a discutir.

 

PS: De qualquer maneira vou ler o estudo e analisar as suas conclusões, até posso estar enganado nas afirmações que fiz.

Editado por Vaart

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:lol:

 

O que vem descrito naquele post, a experiência de se sentir fora do próprio corpo [Um destes pacientes, um assistente social de 57 anos, lembra-se inclusive de ter deixado o seu corpo e observar a ressuscitação a partir de um canto da sala.], "o tal fantasma", é um sintoma de perturbação dissociativa - despersonalização (out of body experiences), não sei se se poderá chamar isso neste caso. Além disso, aquilo são relatos de entrevistas, penso eu, portanto aquilo foi alvo de uma análise de conteúdo. Porém, os dados da recolha, neste caso da entrevista, têm que estar presentes no artigo.

 

Acho interessantíssimo como se consegue julgar uma experiência deste cariz e especialmente a sua qualidade, quando não se é da área e só se tem pré-conceitos, e não, não quis dizer preconceitos, sobre o que se está a discutir.

 

PS: De qualquer maneira vou ler o estudo e analisar as suas conclusões, até posso estar enganado nas afirmações que fiz.

Só por acaso falei da palermice de achar que o coração parar é o mesmo que estar morto. Pouco me importa o que chamas à experiência, não dizes é que tem alguma coisa a ver com vida após a morte, poque não tem. Se alguém estiver em morte cerebral e voltar à vida, aí sim podemos começar a falar sobre o que essa pessoa experienciou ou viu, até lá, todo o tipo de notícia ou estudo que saia sobre o assunto é baseado numa mentira. O cérebro tem actividade, logo a pessoa estava viva, é irrelevante para este tópico o que ela viu ou experienciou.

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Só por acaso falei da palermice de achar que o coração parar é o mesmo que estar morto. Pouco me importa o que chamas à experiência, não dizes é que tem alguma coisa a ver com vida após a morte, poque não tem. Se alguém estiver em morte cerebral e voltar à vida, aí sim podemos começar a falar sobre o que essa pessoa experienciou ou viu, até lá, todo o tipo de notícia ou estudo que saia sobre o assunto é baseado numa mentira. O cérebro tem actividade, logo a pessoa estava viva, é irrelevante para este tópico o que ela viu ou experienciou.

 

O que a investigadora diz, no corpo da notícia é, Sabemos que o cérebro não pode funcionar a partir do momento em que o coração pára de bater, isto não significa que quando o coração pára estamos automaticamente mortos, até porque, como é registado no estudo, durante a paragem cardio-respiratória as pessoas tiveram uma percepção de consciência. Aliás, isso também é referido na notícia: O estudo, desenvolvido na Universidade de Southampton, descobriu provas de que a consciência pode continuar durante vários minutos após a morte clínica de uma pessoa. Sendo que a morte clínica se refere à entrada em paragem cardio-respiratória.

 

O conceito de "vida após a morte" é uma forma de explicar o que se passou, mas que, pelo que li do artigo, não é mencionado no mesmo. Ou seja, foi uma maneira generalista de transmitir a mensagem em termos de senso-comum. Já agora, deixo aqui o acesso ao resumo deste trabalho (Parnia et al., 2014):

.EZnWsas.jpg

 

Como podes ver nesta secção, o termo utilizado é cardiac arrest, traduzindo para português: paragem cardíaca ou de forma mais completa, paragem cardio-respiratória.E são esses os sujeitos-alvo do estudo e não aqueles que tiveram experiências de vida após a morte.

Editado por Vaart

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Guest Dpitz

A China anunciou há uma/duas semanas que vai pôr um chinês na Lua em 2020

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Mas ó Vaart, não existe o "mito" de que, nas guilhotinas, as pessoas ainda ficavam conscientes durante algum tempo? Isso não tem algo a ver com essa tal "consciência depois do coração parar de bater"?

 

Além do mais, segundo li há uns dias, algum tempo depois da morte continua a produção de tecido medular, portanto a morte é relativa.

 

A China anunciou há uma/duas semanas que vai pôr um chinês na Lua em 2020

Os países asiáticos andam fortes na exploração espacial, há uns tempos foi a Índia que mandou uma sonda para Marte ou algo do género.

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A China anunciou há uma/duas semanas que vai pôr um chinês na Lua em 2020

 

Já não há espaço na Terra para abrir lojas da China?

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Mas ó Vaart, não existe o "mito" de que, nas guilhotinas, as pessoas ainda ficavam conscientes durante algum tempo? Isso não tem algo a ver com essa tal "consciência depois do coração parar de bater"?

 

Não faço ideia, Gel.

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Guest Dpitz

Ghelthon, sim, foi a India. O futuro do Espaço (e não só) está nos BRICS.

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O que a investigadora diz, no corpo da notícia é, Sabemos que o cérebro não pode funcionar a partir do momento em que o coração pára de bater, isto não significa que quando o coração pára estamos automaticamente mortos, até porque, como é registado no estudo, durante a paragem cardio-respiratória as pessoas tiveram uma percepção de consciência. Aliás, isso também é referido na notícia: O estudo, desenvolvido na Universidade de Southampton, descobriu provas de que a consciência pode continuar durante vários minutos após a morte clínica de uma pessoa. Sendo que a morte clínica se refere à entrada em paragem cardio-respiratória.

 

O conceito de "vida após a morte" é uma forma de explicar o que se passou, mas que, pelo que li do artigo, não é mencionado no mesmo. Ou seja, foi uma maneira generalista de transmitir a mensagem em termos de senso-comum. Já agora, deixo aqui o acesso ao resumo deste trabalho (Parnia et al., 2014):

.EZnWsas.jpg

 

Como podes ver nesta secção, o termo utilizado é cardiac arrest, traduzindo para português: paragem cardíaca ou de forma mais completa, paragem cardio-respiratória.E são esses os sujeitos-alvo do estudo e não aqueles que tiveram experiências de vida após a morte.

Mas a morte clínica não é a paragem cardio-respiratória apenas. Morte clínica é cessação de qualquer actividade cerebral, e essa é irreversível. Essa nunca ninguém atingiu e voltou para contar a história. Sendo o estado em que esses sujeitos estavam completamente diferente de um sujeito morto clinicamente, não vejo como é que isso pode ser relevante para o tópico "vida após a morte". É tipo chegar à porta de uma casa e achar que se conhece a decoração da mesma porque se tocou à campaínha.

 

E outra coisa que para mim retira qualquer credibilidade a isso é o facto de alguém dizer "sabemos que o cérebro não funciona a partir do momento em que o coração pára de bater." Se assim fosse ninguém podia ser ressuscitado após paragem cardio-respiratória. Fica privado de oxigénio, há alterações grandes no funcionamento do mesmo, deve causar todo o tipo de consequências, entre elas alucinações, mas não deixa de haver actividade.

 

Não comento o facto de se fazer o estudo para saber o que uma pessoa sente ou experiencia (se é que o faz) durante a paragem cardio-respiratória, não usem é a palavra morte.

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Essa m*rda é incrível, fds. Nem consigo imaginar os cálculos que foram necessários para a coisa dar certo.

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Essa m*rda é incrível, fds. Nem consigo imaginar os cálculos que foram necessários para a coisa dar certo.

 

Além de que é difícil determinar com equações a posição e a velocidade de cada um dos corpos ao mesmo tempo. São precisas medições muito rigorosas. Um erro de milisegundos pode transformar-se em quilómetros de distância entre os corpos ao fim de anos. É mesmo brutal ter esta noção.

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Claro, sem dúvida. E foi uma viagem de uma década, não foram 2 ou 3 dias. Positivamente surreal.

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Desde que comecei o mestrado em Genética enverdei mais pela biologia marinha, tendo inclusive feito a minha tese a estudar algumas espécies de peixes e a sua evolução (exio hipotalamico de resposta a stresses, e quando digo "stresses" é tipo mecanismos fisiológicos para sobreviver em ambientes extremos, capacidade de memória e aprendizagem quando a predadores, poluição, etc) e só tenho a dizer que os peixes são uns (censurado)'s de uns animais super inteligentes. São os mestres da sobrevivência. Qualquer dia posto aqui umas coisas sobre isso.

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Por mim estás a vontade. Também sou de Biologia mas fiz o ramo de Biologia Ambiental Terrestre e vou tirar mestrado em Biologia da Conservação. Peixes não sao a minha cena mas tudo me fascina

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Posso estar a confundir mas Domiffon no inicio não querias seguir Biologia Marinha?

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Primeiro quando entrei em biologia tb tinha ideia de seguir essas àreas mas acabei por seguir biotecnologia vegetal

 

quanto aos peixes...aqui a cadeira de comportamento e basicamente nas praticas olhar para peixes e anotar todas as direcçoes para se deslocam e estudo sobre peixes e de facto sao animais muito interessantes

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Posso estar a confundir mas Domiffon no inicio não querias seguir Biologia Marinha?

Uh, sinceramente não sei lol, é possivel. No meu 11º ano (ou seja...2008/2009?) tinha ideia de ir para os Açores tirar Biologia, e lá sim era Marinha. Mas naõ me lembro se partilhei isso aqui, e já foi há que tempos :lol: Mas desde que entrei para a faculdade que sempre quis terrestre

Editado por Domiffon

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Uh, sinceramente não sei lol, é possivel. No meu 11º ano (ou seja...2008/2009?) tinha ideia de ir para os Açores tirar Biologia, e lá sim era Marinha. Mas naõ me lembro se partilhei isso aqui, e já foi há que tempos :lol: Mas desde que entrei para a faculdade que sempre quis terrestre

 

Eu acho que tinha falado contigo sobre isso :mrgreen: Aconteceu-me parecido, também tinha ideia da Biologia Marinha e depois mudei de ideias.

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