Peplin Publicado 15 Abril 2010 Frederica Piedade: «Só penso em jogar» TENISTA RECUPERA DE CIRURGIA AO OMBRO Pela primeira vez desde que foi criado o Estoril Open feminino, Frederica Piedade não vai jogar o seu torneio preferido. Motivo: está a recuperar de uma operação ao ombro esquerdo, depois de uma lesão contraída durante a Fed Cup, no Estádio Nacional, em fevereiro. A ausência está estimada entre 4 a 6 meses, mas a antiga n.º 1 nacional acredita que poderá voltar à competição mais cedo, a tempo de ainda competir no US Open, em setembro. "Só penso em voltar a jogar. Sinto falta dos torneios, dos treinos, do ambiente que se vive na competição", comentou a Record a campeã de Portugal em 2001 e 2002. A caminho dos 28 anos (em junho), Frederica admite que ainda está a tempo de prosseguir a sua carreira no circuito. "Desde que recupere bem, a forma há de aparecer mais dia, menos dia. A experiência vale nestas ocasiões e o facto de estar a recuperar dá-me tempo para refletir sobre muita coisa na minha vida", sublinha. Mentalidade Frederica diz não ter outra ambição no seu regresso que não seja jogar sem problemas físicos. "Vamos ver como o corpo se aguenta. Objetivos? Acima de tudo gostava de ter capacidade para voltar a jogar os torneios do Grand Slam. É isso que ambiciono e acho que serei capaz. Sinto-me bastante motivada para poder dizer que não quero acabar a carreira por força de uma lesão seguida de uma operação. Acho que não seria um final bonito", reconhece a tenista que pretende continuar a treinar-se sob a orientação de Miguel Horta, seu pai. "Em Portugal já temos boas condições e não precisamos de ir lá para fora." ------------------ Força Fred! :torcida: Compartilhar este post Link para o post
Rōnin Publicado 15 Abril 2010 Ela já participou em Grand Slams? Compartilhar este post Link para o post
Rigters Publicado 15 Abril 2010 Sem jogar vai perder muitos lugares no ranking. Vai ser muito difícil o US Open. Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 15 Abril 2010 Não sei como funcionam as inscrições para o qualifying dos Grand Slams, mas se der para ela jogar e amealhar uns pontos antes do US Open, talvez consiga entrar no qualifying, até porque ela tem menos de 80 pontos a defender até lá. Mesmo que perca esses cerca de 80 pontos, fica com mais de 100, ou seja, ficará no Top350. Deve ser +/- com esse ranking que entram as últimas tenistas para o qualifying. Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 21 Abril 2010 Vencedor em Wimbledon leva 1,14 milhão de euros AUMENTO DE 171 MIL EUROS NOS PRÉMIOS O vencedor do torneio de Wimbledon na vertente de singulares, seja em masculinos ou femininos, irá arrecadar um prémio de 1,14 milhões de euros (um milhão de libras), dentro de um "prize money" absoluto de 15,6 milhões de euros. Trata-se de um aumento na ordem dos 171 mil euros para aquele que levantar o troféu e que, segundo o responsável pelo "All England Club", é o corolário da crescente visibilidade do torneio. "É importante aumentar os prémios, enquadrando-os no prestígio da prova e dando aos atletas uma justa recompensa", afirmou Tim Phillips. A terceira prova do Grand Slam, disputada em Inglaterra, num piso de relva, vem registando um aumento exponencial nos prémios. De há 10 anos para cá, as recompensas praticamente duplicaram. Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 22 Abril 2010 Federação cria circuito SERÃO 10 TORNEIOS MAIS O NACIONAL ABSOLUTO A Federação Portuguesa de Ténis vai coordenar um circuito nacional aglutinando 10 torneios e o Campeonato Nacional Absoluto. Para o efeito foram criadas duas categorias de provas: uma com mais de 3 mil euros ("gold") e outra com menos de 3 mil euros ("silver"). No final haverá um prize-money, mas os jogadores terão obrigatoriamente de disputar quatro provas, incluindo o Campeonato Nacional, marcado para o Estádio Nacional, localizado no Jamor. --------------- Boa medida. Compartilhar este post Link para o post
nEsT_1 Publicado 23 Abril 2010 :handclap: 3 mil € por torneio? Ou prémio final? Compartilhar este post Link para o post
nEsT_1 Publicado 23 Abril 2010 Quando li pensei assim, mas depois fiquei na duvida. Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 23 Abril 2010 Portas orienta sueca Larsson ATLETA TREINAR-SE-Á EM LISBOA O treinador Gonçalo Portas vai assumir a orientação da n.º 2 sueca, Johanna Larsson, a partir do verão, passando a jogadora a treinar-se em Portugal no Lisboa Racket Center, em Alvalade. Larsson tem 21 anos, figura na 114.ª posição do ranking WTA e está decidida a investir na sua carreira, tendo preferido fazer uma aposta mais a sério. "Na Suécia ela treinava-se apenas uma vez por dia, mas a sua vida mudou e agora tem outra disponibilidade", disse-nos Portas, de 46 anos, que já aconselhou outras jogadoras estrangeiras. Caso Gonçalo Portas consiga levar Larsson ao top 100 mundial, será o terceiro técnico português a conduzir uma jogadora a essa fasquia depois de Antonio Van Grichen e António Brito. No palmarés de Larsson figura a presença na Taça Federação desde os tempos de júnior e ainda 11 triunfos em torneios ITF em singulares e 13 em pares. Só este ano ganhou 3 torneios na Alemanha (fevereiro), Estados Unidos (março) e Grã-Bretanha (março). Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 26 Abril 2010 Entrevista da Michelle à revista espanhola "World Tenis". Infelizmente a revista chega tarde ao nosso país e só agora tive acesso a ela. A entrevista foi realizada no início deste ano. Traduzi um pouco a martelo, por isso, é natural se houver uma ou outra frase que não faça muito sentido. ;) P: Com apenas 16 anos, alcançaste o 76ºlugar do ranking WTA na temporada passada. Que significa isso para ti? R: Tenho trabalhado muito para chegar aqui e estou muito contente por ter alcançado o 76ºlugar do ranking WTA. No entanto, obviamente, quero evoluir para poder superar essa marca. Terminei a temporada no Top115 e isso é algo muito bom, tendo em conta que há grandes jogadoras no circuito feminino. São todas muito competitivas e todas querem nº1. Isso faz com que cada encontro seja intenso e emocionante. P: Entre Maio e Junho, chegaste à 3ªronda em Roland Garros e à 2ªronda em Wimbledon. Que factores se deram para tal acontecer? R: Sobretudo, uma boa dose de confiança. Para além disso, sentia-me muito bem. Tinha a motivação de estar a competir em grande palcos e também estava a bater a bola muito bem. P: Quais são os teus objectivos para 2010? R: O meu desejo é subir no ranking e melhorar o meu jogo. Também tratarei de jogar mais, algo que será bom para mim. P: Neuza Silva, Frederica Piedade, Michelle Brito... o ténis português tem futuro? R: Creio que todas estamos a trabalhar muito e é estupendo que todas as jogadoras portuguesas estejam a conseguir subir no ranking. Nunca tivemos uma jogadora destacada entre as melhores do Mundo e gostaria de ser essa pessoa para Portugal. P: Achas que Portugal tem hipótese de vencer a Fed Cup? R: Seria fantástico se pudesse ganhar, algum dia, a Fed Cup com Portugal. Porém, é algo que vai difícil de conseguir, porque há selecções muito boas. P: Que qualidades pensas que definem um jogador de classe Mundial? R: Na minha opinião, os jogadores devem ser muito fortes a nível mental e muito disciplinados. Não é fácil lutar em cada encontro, sem ter a ajuda de companheiros de equipa. O tenista tem que ser muito disciplinado para aplicar o trabalho de cada dia, dentro e fora do court. P: Que jogadora entendes que é a nº1? R: No meu ponto de vista, quem é nº1 do ranking mereceu-o ser, independemente de ganhar um Grand Slam ou não. Penso que a nº1 deve ser uma jogadora suficientemente boa para chegar a esse 1ºlugar e que, evidentemente, tenha ganho muitos encontros e demonstrado que é a melhor. P: Porque achas que houve tantas mudanças na liderança do ranking WTA? É uma questão de igualdade ou de irregularidade? R: Penso que estas mudanças demonstram a grande competitividade que existe no circuito. Não é fácil competirmos quase todas as semanas e mantermo-nos à margem das lesões durante a temporada, devido à quantidade de viagens que se fazem por todo o Mundo. P: Como é a Michelle, enquanto jogadora? R: Descrevo-me como uma jogadora do fundo do court, batalhadora e agressiva. A minha melhor pancada é a direita. De qualquer forma, estou a trabalhar todos os aspectos de jogo, incluindo a potência, o serviço, o voléi, etc. Há muitos aspectos de jogo que tenho que trabalhar e melhorar. P: Tens algum modelo a seguir? R: Um dos jogadores que mais admiro é o Rafael Nadal, pela mentalidade e capacidade de luta que tem. Ele é um tenista que tem muita energia positiva quando joga, algo que me agrada muito. Um treinador? O meu pai. Uma superfície? Terra Batida. Um torneio? Miami. Uma pancada? Direita. Uma nº1? Monica Seles. Serena Williams? Lutadora. Dinara Safina? Trabalhadora. Michelle Brito? Eu mesma. Vale também a pena ler a entrevista do João Lagos ao Record. Compartilhar este post Link para o post
Lip McBoatface Publicado 26 Abril 2010 Costumo comprar essa revista, muito boa. Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 27 Abril 2010 Obrigado Desc! :compinchas: Lip, a revista costuma chegar aí a tempo e horas? É que aqui, só arranjo em Alcochete e demora sempre 2/3 meses a chegar. Compartilhar este post Link para o post
Jone Sampaoli Publicado 27 Abril 2010 Boa entrevista. Adorava ver a Michelle a lutar por um Grand Slam. Mobilizava logo uma carrada de gente para ir para o café gritar :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 28 Abril 2010 Entrevista a Jorge Dias De árbitro em Wimbledon a operário fabril É português e foi considerado o melhor árbitro de ténis do mundo. Apitou finais do Estoril Open, Wimbledon e Roland Garros. Meteu-se num mau negócio e a vida nunca mais foi a mesma. Hoje em dia, vive na Bélgica e trabalha numa fábrica de alumínios. Mas já está a dar a volta por cima… Jorge Dias não vai ligar a televisão para ver os jogos do Estoril Open. Muito menos comprar um bilhete para assistir ao vivo. No próximo sábado, dia 1 de Maio, data do inicio do torneio, Jorge vai aproveitar para descansar do trabalho de servente numa fábrica de montagem de alumínios, chamada Sermelux, em Khelen, no Luxemburgo. O antigo árbitro da International Tennis Federation (ITF), organização semelhante à FIFA no futebol, vive com a mulher, Fabiana, em Aubange, uma pequena cidade fronteiriça entre o Luxemburgo e a França. Muito longe do tempo em que viajava pelos quatros cantos do mundo e apertava a mão a Ivan Lendl ou Roger Federer, Jorge, de 47 anos, levanta-se por volta das seis da manhã e, até às quatro da tarde, está rodeado de ferramentas. “Nunca escondi o meu passado na fábrica. Quem quiser respeita, quem não quiser não respeita”, conta. Em 2001, tudo era diferente. Jorge atingiu o topo da carreira, tendo sido o primeiro português e o único não inglês a ter o privilégio de apitar uma final de Wimbledon entre Goran Ivanisevic e Patrick Rafter. “Sempre quis abandonar a minha carreira profissional quando ainda estava no topo. Queria deixar uma boa imagem para o meu futuro. Não me queria arrastar nos torneios de ténis só pela parte financeira ou pelo gozo pessoal. Fiz tudo o que qualquer árbitro de qualquer modalidade pode sonhar”, conta. Além disso, pretendia passar mais tempos com os filhos, Jorge e Mariana, ambos adolescentes. De facto, o português já tinha arbitrado 69 finais de torneios como o Estoril Open, Wimbledon, Roland Garros, Taça Davis ou Fed Cup. As estrelas do ténis respeitavam-no. Ivan Lendl, Michael Chang, Patrick Rafter, Amelie Mauresmo ou João Cunha e Silva eram alguns dos atletas com quem se dava melhor. “ O Lendl era dos jogadores mais difíceis de arbitrar, mas dizia sempre que gostava de ser arbitrado por mim. E isso dava-me muita confiança e motivava-me bastante. Falávamos muito fora dos jogos, mas sempre de uma maneira aberta e sem segundas intenções”, diz. O pior veio depois da final de Wimbledon. O português montou uma escola de ténis na Marinha Grande, juntamente com o clube de ténis da cidade. No entanto, devido à falta de apoios e de organização, Jorge acabaria por abandonar o negócio dois anos mais tarde, em 2004. Desiludido, acabaria por aceitar uma oferta de emprego na Confederação Brasileira de Ténis, supostamente com boas condições e bem remunerado. O azar voltou a bater-lhe à porta. “Um mês depois de chegar ao Brasil, a Confederação alterou o acordo que tinha comigo. Tanto a nível de trabalho como financeiro e vi-me num beco sem saída. Já tinha alugado e mobilado um apartamento em Londrina, no Paraná, e tive de me sujeitar às mudanças. Entrei em depressão profunda. Num torneio em São Paulo peguei num jogador pelos colarinhos e expulsei-o do meu escritório somente porque ele estava a fazer barulho e eu estava a trabalhar. Lembro-me que todos os jogadores e árbitros tinham medo de mim”, recorda. A vida de Jorge Dias nunca mais seria a mesma. Longe do convívio com as vedetas do ténis mundial, dos grandes palcos e do glamour das festas. Depois de ter abandonado o Brasil, em 2008, Jorge Dias trabalhou no Luxemburgo e na Bélgica como servente na construção civil, empregado de mesa em restaurantes e, por fim, na fábrica de alumínios. “Inscrevi-me em empresas de recursos humanos e fiz bastantes currículos. O primeiro tinha 95 por cento de experiência no ténis, mas cheguei à conclusão que a minha dedicação ao ténis não servia para arranjar emprego. Então comecei a pôr trabalhos que já tinha feito ao longo da minha vida, como empregado de balcão de uma loja que tive em Santarém ou como empregado de balcão do tempo em que era dono de um pequeno restaurante”, conta. Actualmente, o currículo do árbitro tem duas ou três linhas dedicadas à modalidade que o consagrou. Nos últimos meses, o ténis regressou à sua vida. Jorge sai da fábrica às quatro da tarde, vai a casa trocar de roupa e desloca-se para o clube de ténis de Petange. “Numa parte do dia sou operário e ando todo sujo. Depois, visto o fato de treino branco e vou dar aulas de mini ténis a crianças dos seis aos nove anos”, diz o antigo árbitro. Este não é o único ‘part-time’ relacionado com o ténis. Ainda durante a semana, Jorge arranja tempo para dar aulas à comunidade russa que vive no Luxemburgo. “O presidente da Federação Luxemburguesa de ténis convidou-me para dar aulas no clube Racketka e eu aceitei logo”, conta. Com o salário mensal da fábrica, mais o dinheiro que ganha a dar aulas de ténis, Jorge já conseguiu recuperar alguma da qualidade de vida. Comprou um carro e mudou-se com a mulher para um apartamento maior. “A minha vida está a melhorar”, conta. No entanto, o ex melhor árbitro do mundo gostava de regressar a Portugal: para estar perto dos dois filhos e voltar a arbitrar ao mais alto nível. Compartilhar este post Link para o post
nEsT_1 Publicado 28 Abril 2010 :prayer: Pena os percalços da vida. Mas também diz-se que no Luxemburgo a qualidade de vida é elevada. Compartilhar este post Link para o post
Lip McBoatface Publicado 29 Abril 2010 Obrigado Desc! :compinchas: Lip, a revista costuma chegar aí a tempo e horas? É que aqui, só arranjo em Alcochete e demora sempre 2/3 meses a chegar. Costumo arranjar num Quiosque em Coimbra. A primeira vez que comprei foi no aeroporto Sá Carneiro, desconhecia a revista. Compartilhar este post Link para o post
Lip McBoatface Publicado 29 Abril 2010 A última edição ;) mas está por Coimbra. Às vezes peço pa comprarem por mim. Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 29 Abril 2010 É aquela que tem na capa a selecção espanhola a levantar o troféu da Taça Davis? Compartilhar este post Link para o post
Lip McBoatface Publicado 29 Abril 2010 Ainda n vi a revista,sei que é a última. Compartilhar este post Link para o post
Peplin Publicado 29 Abril 2010 A minha dúvida é saber qual é a última, para ti. :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Lip McBoatface Publicado 29 Abril 2010 É capaz de ser essa, eu simplesmente para me irem lá buscar, visto q ainda n encontrei cá no Porto. Compartilhar este post Link para o post