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Cinema | Discussão Geral

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Swiss Army Man

Uau, não estava à espera que fosse tão bom. Esperava que fosse algo bem mais random mas acabou por ter um conteúdo e tocou em ideias interessantes sobre como a nossa sociedade se rege. É um filme sobre a genuinidade pura sem medo dos contratos sociais que criámos. Não é propriamente uma obra-prima mas é dos filmes mais criativos que sairam ultimamente. Só o facto de subverterem elementos que estão associados a piadas brejeiras e tornarem aquilo em algo com sentido dá um valor estranho à obra e a quem a criou.

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Hausu

Dos filmes mais random de sempre. É uma trip quase de improviso, em que o essencial é o efeito que nos causa e não a história em si. Juntando este ao Swiss Army Man, parecem dois filmes feitos pelo filtro ingénuo de uma criança. Tem sequências de imagens do crl.

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Este ano “Hausu” vai encerrar a ‘double feature’ que tenho planeada para o dia de Halloween.

 

 

Repulsion

 

Este é um filme que quer ser dissecado. Debaixo da superfície há muito material à espera de ser discutido e interpretado. Infelizmente senti que o ritmo acaba por ser demasiado lento para o meu gosto, e apesar de ter muito bons visuais no que concerne terror, deixou-me desejoso por algo ainda mais estranho e trepidante.

 

 

O filme tem alguns conceitos interessantes, como todas as imagens de cães, sublinhando a apreensão que a protagonista tem em ser dominada/domesticada por homens; a banheira a transbordar, as paredes a estalar e o coelho putrescente, visualmente demonstrando a deterioração e o esgotamento mental da protagonista; o convento perto do prédio, onde a total isolação dos homens pode ser encontrada, mas com o sacrifício de liberdade, pois existe um sentimento de aprisionamento e repetição rotineira.

 

 

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The Evictors

 

Gosto muito da Jessica Harper em “Suspiria”, mas neste nota-se que ela não acredita no filme. O Michael Parks a mesma coisa, não senti qualquer química entre os dois. O filme é desinteressante e o final não me impressionou de forma alguma.

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Swiss Army Man

Uau, não estava à espera que fosse tão bom. Esperava que fosse algo bem mais random mas acabou por ter um conteúdo e tocou em ideias interessantes sobre como a nossa sociedade se rege. É um filme sobre a genuinidade pura sem medo dos contratos sociais que criámos. Não é propriamente uma obra-prima mas é dos filmes mais criativos que sairam ultimamente. Só o facto de subverterem elementos que estão associados a piadas brejeiras e tornarem aquilo em algo com sentido dá um valor estranho à obra e a quem a criou.

 

 

Já agora, que achaste do final?

 

 

É tão m*rda :confuso: ... Preferia que tivesse sido tudo fruto da cabeça dele, que fosse um surto psicótico qualquer. Quando o Manny acordou fiquei desolado :lol: .

 

 

Mas é muito bom, ri-me genuinamente e em muitos aspetos parecia uma conversa de dois amigos, javardos, sem qualquer preocupação e com bastante cumplicidade.

 

The fart talk :prayer:

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Já agora, que achaste do final?

 

 

É tão m*rda :confuso: ... Preferia que tivesse sido tudo fruto da cabeça dele, que fosse um surto psicótico qualquer. Quando o Manny acordou fiquei desolado :lol: .

 

 

Mas é muito bom, ri-me genuinamente e em muitos aspetos parecia uma conversa de dois amigos, javardos, sem qualquer preocupação e com bastante cumplicidade.

 

The fart talk :prayer:

 

Podia ter sido melhor a execução, mas eu encarei o final como o eles encararem algo que já não viam há muito tempo e que já se tinham esquecido: a genuinidade. Ao longo do filme vamos vendo o quão o Manny é livre das barreiras que a sociedade impõe, devido a nunca ter tido que lidar com elas, e o Hank que no inicio lhe tenta impor essas mesmas limitações acaba por se inspirar nesta maneira pura dele ver a vida. O Hank com o Manny aprendeu a ser ele próprio sem ter medo do que os outros dizem. E o final é a sociedade representada pelo pai do Hank, a rapariga que ele gostava e os jornalistas a terem um choque ao encarar algo que tinham escondido de si próprios para poderem ser melhor aceites. Abdicaram do que lhes tornava únicos para que se pudessem encaixar. E o Manny representava essa loucura, aos seus olhos, de ser autêntico.

 

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The Hands of Orlac

 

Esta foi a minha segunda experiência com Robert Wiene. A anterior foi o ano passado quando vi pela primeira vez “The Cabinet of Dr. Caligari”.

 

Vi esta versão de 2 horas que está no ‘Internet Archive’. Devo dizer que a música de Paul Mercer, especialmente composta para esta versão, é assombrosa, eleva o filme para um outro nível. Também ajuda a ultrapassar a lentidão da primeira parte do filme.

 

Tanto o Conrad Veidt como a Alexandra Sorina têm uma muito boa intensidade, os olhos da última são assustadoramente belíssimos.

 

 

Mad Love

 

Preferi a adaptação do Robert Wiene a esta, mas gostei de a história ser um pouco diferente. O Peter Lorre tem uma muito boa interpretação, também gostei da Frances Drake.

 

 

 

__________

 

 

Editado por bmfpcdm

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Sweet Sixteen

 

Grande carga dramática, actores novatos mas em bom plano e um script globalmente bem construído e sólido. O sotaque escocês é indecifrável aqui. :lol:

 

7,5/10

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The Beach Girls and the Monster

 

Filme mau, mas com boa música e

 

O 'twist' final dá para prever dentro dos primeiros dez minutos, ao ponto de me ter deixado a pensar, ao longo do filme, se não seria um ‘red herring’.

 

A cena de perseguição deu-me náuseas.

 

 

The Devil

 

O meu segundo filme de Andrzej Zulawski, que infelizmente faleceu no início deste ano. O ano passado vi “Possession”. Este é um pouco inferior, um pouco desfocado, mas tem aquela qualidade de surreal e abstrato que mais tarde viria a ser refinada e aplicada em “Possession”.

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Suicide Squad terá um extended cut.

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Acho que será apenas 13 minutos lol

Só para mostrar as cenas do Joker.

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Suicide Squad terá um extended cut.

 

Uma m*rda mais longa, portanto.

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The Broken

 

O conceito é algo inquietante, mas infelizmente a execução deixa a desejar. O meu maior problema é o tom. O filme começa sombrio e mantém-se assim até ao fim. Existe uma certa intensificação visual, mas o tom é sempre o mesmo.

 

O final acaba por ser previsível, ao mesmo tempo limitando o enredo do filme. Considero que o filme beneficiava de ter a revelação a meio e depois mudar o foco da história para um personagem diferente.

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Explorem o canal dele, tem muitas coisas interessantes. Os videos são é um pouco longos (15-20 mins) mas as análises que ele faz são muito boas. Tem videos sobre o Lynch, Tarkovsky, Von Trier, Kubrick... um brutal sobre o uso de cores para transmitir uma mensagem, muita coisa mesmo. Nem sei se já não terei partilhado nada dele por aqui.

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Psycho

 

Segunda vez que o vejo, desta vez com o livro lido. Bastante fiel à muito boa obra de Robert Bloch. O personagem do Norman Bates acaba por ser a maior diferença, pois no livro é mais velho e com uma aparência bem diferente.

 

A história desenvolve-se a um ritmo muito bom. O trabalho de câmara é muito dinâmico e criativo, deliciou-me. Em termos de representação, Janet Leigh e Anthony Perkins são ótimos, o último parece mesmo que nasceu para representar aquele personagem (um dia quero ver se espreito as sequelas só por causa dele). A música de Bernard Herrmann é fantástica.

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Terry Gilliam critica Paulo Branco nas redes sociais

O ex-Monty Python acusa o produtor português de não cumprir as suas promessas após adiamento do filme "O Homem que Matou Dom Quixote"

 

A rodagem de O Homem que Matou Dom Quixote devia ter começado este mês mas foi adiada. O filme de Terry Gilliam com produção do português Paulo Branco tinha sido anunciado em março como o grande projeto da Leopardo Filmes para este ano com um orçamento de cerca de 16 milhões de euros. Mas algo correu mal.

 

Sobre os motivos do adiamento nada se sabe para já, mas o realizador Terry Gilliam lançou algumas pistas: primeiro, numa entrevista a Jonathan Ross, na BBC2, na semana passada, o realizador explicou que "tinha um produtor, um sujeito português, que afirmou que reuniria todo o dinheiro a tempo", mas, "há algumas semanas, provou-se que ele não tinha dinheiro." Na entrevista não citou o nome do produtor de Paulo Branco.

 

Mas, ontem, o ex-Monty Python colocou nas redes sociais uma sátira à famosa imagem do leão da MGM mas usando uma fotografia de Paulo Branco, com o título: "Como os filmes são adiados lição 1: tem cuidado com a pessoa em que decides confiar", dando a entender que o português não terá cumprido o que tinha sido acordado. A imagem, aliás, está cheia de referências a pagamentos baixos ou falta de pagamentos, a contratos que servem para ser quebrados e à quebra de confiança no produtor.

 

Contactado pelo DN, Paulo Branco recusa-se a fazer qualquer comentário.

 

O Homem que Matou Dom Quixote é um projeto antigo de Terry Gilliam, que foi um dos membros dos Monty Python e é responsável por filmes como Monty Python e o Cálice Sagrado (1975), Os Ladrões do Tempo (1981), O Rei Pescador (1991), 12 Macacos (1995) e Delírio em Las Vegas (1998), entre outros.

 

Em 2000, Gilliam começou a fazer este mesmo filme, com Johnny Depp e Jean Rocherfort nos principais papéis, mas a produção teve que ser interrompida devido a vários problemas - desde a falta de dinheiro até uma lesão de Rochefort, passando pelas inundações na zona de Navarra, Espanha, para onde estava prevista a rodagem. Esses incidentes são relatados no documentário Lost in la Mancha, de 2002, sobre os infortúnios à volta do projeto.

 

Gilliam voltou a tentar, mais tarde, com um novo elenco, incluindo John Hurt e Jack O'Connell. Mas, mais uma vez, não conseguiu avançar com o filme.

 

Em março, Paulo Branco comprou os direitos ao produtor britânico Jeremy Thomas e avançou com o projeto, numa parceria entre a Leopardo Filmes (a sua produtora portuguesa) e a Alfama Filmes (a produtora de Paulo Branco em França). A RTP também se associou à produção. "Não anuncio um filme sem estar praticamente garantido que os financiamentos estão assegurados ou em vias de estar assegurados muito cedo", disse, na altura, Paulo Branco, à imprensa. "Quando anuncio um filme é para fazê-lo."

 

O Homem que Matou Dom Quixote conta a história de um homem que viaja no tempo e, no século XVII, conhece o herói do romance de Cervantes.

 

O projeto foi apresentando à indústria em maio no Festival de Cannes, tendo então ficado a saber-se que Adam Driver, Olga Kurylenko estariam no elenco, assim como Michael Palin (também um dos Monty Python), que iria interpretar o papel de Dom Quixote. Na página do filme no base de dados IMDB estão ainda os nomes de várias pessoas da produção, desde a direção de arte ao casting. A rodagem deveria ter começado no dia 3 deste mês e iria passar por Portugal e Espanha, inclusivamente pelas Canárias.

 

O projeto morreu? Na entrevista à BBC2, Terry Gilliam garante que não desiste: "Não está morto. Estarei eu morto antes do filme." Não estará morto mas, pelo que se vê, não estará em muito bom estado, isso é certo.

 

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