Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Pan

Estórias da História

Publicações recomendadas

Agora que já sabemos como nasceu o Sport Lisboa, não queres também partilhar a história do nascimento do Benfica?

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

Agora que já sabemos como nasceu o Sport Lisboa, não queres também partilhar a história do nascimento do Benfica?

 

Sinceramente, não percebi.

Compartilhar este post


Link para o post

Sinceramente, não percebi.

 

Estava no gozo! Basicamente postaste um pequeno texto sobre o dia do nascimento do Sport Lisboa (que mais tarde daria origem ao Benfica) mas não do nascimento do Benfica e eu estava a meter-me contigo.

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

Estava no gozo! Basicamente postaste um pequeno texto sobre o dia do nascimento do Sport Lisboa (que mais tarde daria origem ao Benfica) mas não do nascimento do Benfica e eu estava a meter-me contigo.

 

Aconselho-te a reler tudo o que eu escrevi, porque eu não falei apenas do nascimento do Sport Lisboa.

 

Cosme Damião e mais 23 pessoas fundaram o Grupo Sport Lisboa, atrás da tal farmácia em Belém, em Fevereiro de 1904. Em 1906, foi formado o Grupo Sport Benfica. O Sport Lisboa viveu tempos difíceis logo desde a fundação, o que levou à inevitável fusão com o Grupo de Benfica, dando origem ao Sport Lisboa e Benfica e ao símbolo com a roda de bicicleta que manteve-se desde sempre, aludindo ao tal Grupo Sport Benfica cuja única modalidade era o ciclismo.

 

Está tudo escrito lá.

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

Ok. Não penses que levei a mal, sinceramente o que pensei foi que não tinhas lido tudo até ao fim.

Compartilhar este post


Link para o post

Sim, li. O que não li foi este parágrafo:

 

Cosme Damião e mais 23 pessoas fundaram o Grupo Sport Lisboa, atrás da tal farmácia em Belém, em Fevereiro de 1904. Em 1906, foi formado o Grupo Sport Benfica. O Sport Lisboa viveu tempos difíceis logo desde a fundação, o que levou à inevitável fusão com o Grupo de Benfica, dando origem ao Sport Lisboa e Benfica e ao símbolo com a roda de bicicleta que manteve-se desde sempre, aludindo ao tal Grupo Sport Benfica cuja única modalidade era o ciclismo.

 

que assumi ter sido copiado da história que postaste na outra página, mas agora vi que não :mrgreen:

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

Não, esse post fiz de cor, não copiei de lado nenhum. Mas no post da página anterior está escrito mais ou menos o mesmo.

Editado por Visitante

Compartilhar este post


Link para o post

Acho engraçado o símbolo do Benfica e depois constatar que não têm equipa de ciclismo :biggrin:

Compartilhar este post


Link para o post
Guest Vladimir Ilitch

Tenho ali um livro com uma carta que o Fidel mandou a um presidente americano quando tinha 12 ou 13 anos. Quando tiver tempo transcrevo-a, porque é priceless :lol:

Compartilhar este post


Link para o post

Imagino, deve estar tão mordaz. Além disso, somando a inocência e o pouco tento na língua das crianças deve sair uma coisa demais :biggrin:

Compartilhar este post


Link para o post
Guest Vladimir Ilitch

Imagino, deve estar tão mordaz. Além disso, somando a inocência e o pouco tento na língua das crianças deve sair uma coisa demais :biggrin:

Está muito gira, amanhã se tiver tempo posto aqui.

 

Hoje deixo aqui uma coisa que descobri nesta última semana:

 

Narodniks

 

Na década de 1860 o niilismo torna-se um movimento em constante crescimento na Rússia. Durante algum tempo os niilistas russos ficaram desiludidos com a fraca relevância das discussões dos centros de poder. Questionavam os valores que consideravam ultrapassados, exigiam a independência do indivíduo e causaram algum choque com a desestabilização do poder czarista. Estes niilistas primeiro tentaram convencer a aristocracia para a causa da reforma social. Vendo as suas pretensões falhadas, viraram-se para os camponeses. A sua campanha “Ir para o povo” ficou conhecida como o “movimento Narodnik”.

 

Os Narodniks eram membros das classes sociais urbanas detentoras de conhecimentos da Rússia do século XIX. Eram um grupo formado entre 1860 e 1870 que acreditava no Socialismo Agrário, isto é, no retorno da vida no campo. Os seus militantes idealizavam a reestruturação das comunidades rurais com vista em atingir uma maior democracia na área rural russa. Para atingir esse objectivo, pretendiam dar início à colectivização das comunidades rurais, distante das hierarquias burocráticas e do poder czarista.

 

Este movimento terminou num profundo fracasso, uma vez que a realidade rural era diferente da idealizada pelos intelectuais russos. Os camponeses não os apoiavam. Face a esta situação, os Narodniks acreditaram que seria necessária uma outra estratégia, uma estratégia menos branda que mudaria também de cenário. Ao invés de procurar o apoio nos camponeses rurais, esta classe intelectual procurou apoiar-se nos camponeses das cidades (não esquecer que a Rússia estava neste período a enfrentar uma forte urbanização, iniciada após a libertação dos Servos em 1861). Esta estratégia menos branda ganhou mais força quando surgiu uma reacção forte do governo e da sua recente polícia czarista (Okhrana), que levou ao surgimento de uma facção radical deste movimento que defendia e praticava actos terroristas. Perpetrando variados ataques bombistas a pontos estratégicos e matando, muitas vezes, oficiais das polícias czaristas e membros da elite do poder.

 

Finalmente em 1881, o Czar Alexandre II foi assassinado no dia em que tinha aprovado a convocação de uma assembleia representativa com o objectivo de dar início a novas reformas e levar, consequentemente, ao fim da servidão tal como era exigido pelos revolucionários.

 

Narodniks%20-%20Kibalchich.jpg

Execução de alguns destes revolucionários

 

Curiosidades:

- Os Narodniks provinham de uma classe média-alta, por este mesmo motivo não tinham qualquer ligação com os camponeses russos. Não falavam a sua língua (as elites intelectuais falavam francês e alemão); não tinham as suas tradições; não tinham nem em comum o tipo de roupa que envergavam. Face a esta lacuna, um dos passos tomados para a aproximação a esta classe foi tentarem adaptar- de rural. Aprenderam russo e tomaram as tradições rurais como sendo suas (quer nas vestimentas, quer nas danças tradicionais).

Mais uma vez, a estratégia falhou e os Narodniks foram tomados como sendo bruxos. Os camponeses maltrataram-nos e alguns chegaram mesmo a ser julgados em tribunais rudimentares que os condenavam à morte na fogueira.

- Quem se mostrou mais favorável a este movimento foi o proletário. Para esta situação muito contribuiu a crescente alfabetização desta classe, que levou à escrita de “Das Kapital” por Marx, em 1872.

Editado por Vladimir Ilitch

Compartilhar este post


Link para o post

Batalha de Poitiers

 

Como sabem, o Império Árabe surgiu no século VII e teve uma rápida expansão pela Península Arábica, primeiro, e posteriormente pelas regiões envolventes como o norte de África e o Médio Oriente. Quando a Dinastia Omíada, segunda de quatro grandes dinastias do Império Árabe, chegou ao poder o império ia desde a actual Tunísia até ao Afeganistão. Isso não impediu que se continuasse a expansão do território e apenas 50 anos depois já Marrocos caíra às mãos dos árabes, tanto militarmente como espiritualmente.

 

Do outro lado do Estreito de Gibraltar estava o mundo Cristão, neste caso específico o Reino Visigodo, bastante dividido devido a lutas entre diferentes facções. Aproveitando a situação, os árabes entraram na Península Ibérica com um exército de tamanho desconhecido mas certamente de número relativamente reduzido, liderado por Tariq. O exército árabe encontrou um exército visigodo em Guadalete e derrotou-o, sendo possível que o rei visigodo tenha sido morto em combate. O reino implodiu com o vazio de poder e os árabes conquistaram a Península Ibérica sem grandes dificuldades. Entraram em 711 e em apenas 7 anos conquistaram tudo excepto a zona norte montanhosa, as actuais Astúrias, País Basco e parte da Galiza.

 

Os árabes não ficaram satisfeitos com a conquista da Península Ibérica e iniciaram alguns raides à actual França, tendo chegado inclusivamente a atacar cidades bem no centro da França. Resumindo muito rapidamente a história, na época a França não era um reino unido mas sim um amontoado de reinos e ducados, ligados entre si por delicados e complexos sistemas de alianças e vassalagens. Um deles era a Aquitânia, que hoje compreende quase toda a região sudoeste e centro-oeste da França, e por volta de 730/731 os muçulmanos de Al Andalus atacavam e massacravam território e população cristã impunemente em vastas áreas deste ducado. Foi pedida assistência aos cristãos do norte e Carlos Martel, líder militar dos Francos, respondeu quando soube que os árabes se encaminhavam para Tours com a intenção de saquear a Abadia dessa cidade, que era a maior do território Franco e uma das maiores de toda a Cristandade.

 

Carlos, sabendo que a grande força do exército árabe consistia na cavalaria, montou um exército com toque "clássico", com unidades apeadas ao estilo das antigas falanges gregas. Em segredo, levou o seu exército para um local que lhe era vantajoso: um bosque que impedia cargas de cavalaria em condições ideais, no topo de uma colina e que não permitia flanqueamentos e ataques na retaguarda. Os árabes para irem a Tours tinham de passar naquele local e de facto Carlos acertou; o exército muçulmano chegou lá e foi surpreendido pela presença Cristã. Durante vários dias, os dois exércitos limitaram-se a observar o adversário - os números certos são desconhecidos, mas rondariam os 20 a 30 mil Francos e mais de 40 mil árabes. Ninguém queria atacar... até que os muçulmanos se fartaram de esperar e decidiram arriscar. Era dia 10 de Outubro de 732.

 

Os muçulmanos carregaram com a sua cavalaria directamente sobre a infantaria cristã, mas foram surpreendidos pela organização e capacidade de resistência do inimigo. Bem armados para enfrentar cavalaria, os Francos mantiveram as suas posições perante as várias cargas de cavalaria, sendo beneficiados pelo denso bosque em que se encontravam. Enquanto isso, Carlos Martel enviara algumas tropas atacar a retaguarda dos muçulmanos, pilhando a carruagem (quem não souber, era normal os exércitos viajarem com a chamada carruagem, que era o local onde ia o tesouro que os soldados iam reunindo de pilhagens e saques). Quando esta informação chegou à frente da batalha, os cavaleiros muçulmanos fugiram para salvar os seus pertences. O resto do exército muçulmano, não sabendo a razão para aquela fuga da cavalaria, desertou. Ao final do dia, os muçulmanos tinham desistido e fugiam de volta para a Península Ibérica.

 

Esta batalha não foi a última travada em território gaulês entre estas duas facções, mas foi a mais importante. Nessa época, tivesse o resultado sido a vitória muçulmana e não haveria mais oposição em todo o ocidente católico à invasão. Carlos Martel, anos mais tarde, teria de derrotar novamente os muçulmanos no seu próprio território, mas nessa fase já tinha maiores possibilidades para os enfrentar, além que os invasores já não tinham o mesmo poderio. Em última análise, Carlos Martel pode ter sido crucial para que o modo de vida cristão tenha prevalecido e influenciado todo o Ocidente Europeu. No fundo, tudo aquilo que hoje somos poderia ser radicalmente diferente se, naquele dia, as reduzidas tropas Francas não tivessem derrotado um inimigo mais poderoso e mais numeroso.

Compartilhar este post


Link para o post
Guest Vladimir Ilitch

]A 6 de Novembro de 1940, após um jogo de basquetebol contra uma equipa de estudantes americanos, Castro, com 14 anos, decide escrever uma carta, no seu inglês macarrónico, ao presidente Roosevelt, onde lhe pede uma nota de dez dólares. O pedido nunca foi satisfeito.

 

President of the United States

 

If you like, give me a ten dollars bill green american, in the letter. Because never, I have not seen a ten dollars bill green american and I would like to have one of them.

My adress is: Sr Fidel Castro, Colegio de Dolores, Santiago de Cuba, Oriente. Cuba.

 

I don't know very English but I know very much Spanish and I suppose you know very spanish but you know very english because you are american but I am not american.

 

Thank you. Good By. Your Friend, Fidel Castro.

 

PS: If you want iron to make your ships I will show to you the bigest (minas) of iron of the land. They are in Mayarí, Oriente, Cuba.

 

:mrgreen:

Compartilhar este post


Link para o post

Está muito gira, amanhã se tiver tempo posto aqui.

 

Hoje deixo aqui uma coisa que descobri nesta última semana:

Nem de propósito estava eu a ver algo na wiki sobre isso. :lol:

 

 

Desenvolvimento

 

O fenómeno cultural russo conhecido como niilismo desenvolveu-se durante o reinado de Alexandre II (1881-1885), Czar de carácter liberal e reformista. A década de 1860 é considerada a década do niilismo. A perda da Guerra da Criméia (1854-1856), a abertura do regime ao exterior (abertura não só económica, mas também cultural e ideológica) e as relativas liberdades concedidas pelo czar - por exemplo, na imprensa - propiciaram um ambiente adequado para o desenvolvimento dessa nova subcultura. De carácter fundamentalmente intelectual, o niilismo representou uma reação contra as antigas concepções religiosas, metafísicas e idealistas. Os jovens, retratados como rudes e cínicos, combateram e ridicularizaram as ideias de seus pais. Sua sinceridade atacava a ofensa e o mau gosto, e parece que esta atitude foi o que mais definiu esse movimento. Essa atitude negativa e de desprezo ficou perfeitamente retratada no personagem Bazarov do romance "Pais e Filhos", de Turgueniev.

 

No extremo sentimentalismo de seus pais esses jovens só viam uma forma de hipocrisia. Observavam como seus românticos pais exploravam seus servos, maltratavam suas esposas e impunham uma disciplina estrita nos seus lares e, paradoxalmente, logo depois se dedicavam a fazer poemas e a exibir um comportamento ridículo, como ilustrou posteriormente o conhecido anarquista Kropotkin nas suas "Memórias de um revolucionário" (1899). Os niilistas rechaçavam e abandonavam em nome do progresso tudo o que não podia ser justificado cientificamente, como superstições, preconceitos e costumes. Criticavam as posições esteticistas na arte por se regozijarem com a beleza do abstracto e por carecer de uma utilidade social real. Adoptaram também uma postura ética Utilitarismo denominada "egoísmo racional", com base na qual buscaram redefinir as relações sociais em âmbitos como a amizade, o amor e o trabalho.

 

O niilismo foi um movimento cultural que influenciou a juventude aristocrática russa na segunda metade do século XIX. A maioria dos seus adeptos era a favor de reformas democráticas e da abolição da servidão do sistema do Kreopostnoje Pravo, razões pelas quais foram posteriormente perseguidos. Em suas Memórias de um Revolucionário, Piotr Kropotkin o descreve:

 

Em primeiro lugar, o niilista declarou guerra contra o que ele descreveu como "as mentiras convencionais da humanidade civilizada." Sinceridade absoluta era a sua marca registada, e em nome dessa sinceridade ele renunciava, e pedia aos outros que também renunciassem, às supertições, preconceitos, hábitos e costumes que a sua razão não pudesse justificar. Ele recusava a dobrar-se à autoridade excepto à da razão, e na análise de cada instituição social ou hábito ele revoltava-se contra toda sorte de sofisma mais ou menos mascarado.

 

Essas pessoas não tinham nenhum ideal de reconstrução social em mente, nenhuma intenção revolucionária. Elas apenas queriam ensinar a massa de camponeses a ler, instruí-los, dar auxílio médico, e ajudá-los de qualquer forma a sair da escuridão e miséria, e aprender ao mesmo tempo quais eram os seus ideais populares de uma melhor vida social.

 

George Kennan, um americano que visitou a Rússia czarista, também se surpreendeu com a ideia de que os niilistas russos eram "arremessadores de bombas", então prevalente nos países ocidentais. Para ele, aqueles eram apenas cidadãos pacíficos, que sinceramente esperavam que o governo melhorasse a situação de seus súbditos.

 

Má fama

 

O governo czarista não discriminava os opositores pacíficos dos adeptos da violência, e a repressão policial sufocou o movimento. Em conexão com o recrudescimento do regime, um grupo chamado de Pervomartovtsi, pertencente ao Narodnaya Volya (Vontade do Povo) assassinou o Czar. Essa acção foi atribuída aos niilistas. Entretanto, esta afirmação não faz sentido: jamais houve uma organização formal que ligasse os niilistas, nem arcabouço teórico que os unificasse, e muito menos líderes tomando decisões como a de assassinar o Czar. O movimento niilista foi espontâneo, e estava muito mais ligado aos valores pessoais do que à actividade política propriamente dita.

Editado por Jack Wilshere

Compartilhar este post


Link para o post
Guest Vladimir Ilitch

Nem de propósito estava eu a ver algo na wiki sobre isso. :lol:

Vou ler :grin: Gostei bastante de ler sobre os narodniks, não conhecia nadinha daquela época pré-revolução da Russia e quero ver se aprofundo mais um pouco.

É um país com uma história com muito sumo.

 

Uma coisa soft sobre o Bolchevismo e Mencheviquismo:

 

Bolchevismo e Menchevismo

 

Parte I

 

“Bolchevique” significa em Russo “maioritário”. Os membros do Partido Operário Social-Democrata Russo, liderado por Lenine, eram assim apelidados. O nome surgiu no segundo congresso do POSDR em 1903. A outra facção apelidava-se de “menchevismo” – que significava “minoritário” – e opunha-se a Lenine, principalmente após este ter proposto que o partido deveria ser composto por uma elite revolucionária profissional que apenas se dedicasse ao activismo político e que seria sustentada por membros e simpatizantes do partido. Os mencheviques, por seu lado, preferiam um partido com uma representação mais alargada; conseguiram obter o apoio minoritário dos delegados ao congresso – que mais tarde se juntaram àquela facção – enquanto que a maior parte do comité central, que era a instância máxima de decisão do partido, apoiou as ideias de Lenine.

Os Bolcheviques defendiam uma mudança radical de política para o povo russo e apelavam a uma revolução socialista armada, caso fosse necessário. Já os Mencheviques defendiam uma revolução mais moderada, que primeiro introduzisse a democracia e alcançasse um certo estágio de desenvolvimento do capitalismo e que mudasse o rumo do país para o Socialismo.

Após a tomada de posse do poder pelos Bolcheviques, feito alcançado através da revolução de 1917, o partido alterou o seu nome para Partido Comunista de Toda a Rússia. Em 1918 passou a ser conhecido como PCUS – Partido Comunista da União Soviética. No entanto, só em 1952 é que a palavra “Bolchevique” foi afastada do partido.

 

Parte II

 

A velha guarda bolchevique era formada pelos membros que fundaram o grupo em 1900 e pelos membros que ingressaram antes do início da revolução de Outubro de 1917. É a partir daqui que surge o termo “velho bolchevique” como forma de identificação dos membros do partido pré-1917.

Aquando do regime de Estaline, a maioria da velha guarda foi afastada dos centros de poder e decisão, principalmente durante os expurgos da década de 1920 pós-Lenine. Vários membros deste grupo foram perseguidos, julgados, condenados e sentenciados a pena de morte e posteriormente executados como consequência de uma suposta traição aos interesses da União Soviética e da revolução proletária. Outros havia que eram enviados para prisões situadas na Sibéria – mais conhecidas como Gulags -, onde efectuavam trabalhos forçados e onde eram alvo de tortura.

A expressão “velha guarda bolchevique” também é uma forma de autodescrição dos membros do partido que se opunham a Trotsky, mormente pelo facto de este não ser membro do partido até momentos antes da revolução de Outubro, tendo entrado no partido após convite de Lenine já no segundo semestre do ano da revolução.

Esta expressão continua muito em voga na Rússia – e nos países que outrora fizeram parte da URSS -, tanto que vários estabelecimentos e objectos são baptizados com ela. Este tipo de baptismo é mais frequente em embarcações, editoras, kolkhozes, entre outros.

Se alguém detiver mais conhecimentos que eu sobre esta matéria que me diga se isto tem algum erro sff

 

E não deixem o tópico morrer :(

Compartilhar este post


Link para o post

Essa historia dos narodniks é realmente interessante. Mais ou menos na mesma onda vou ver se um dia destes preparo um post sobre os Makhnovistas

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora
Entre para seguir isso  

  • Todo o Mundial 2026 no CMPT
  • Popular Agora

  • Outros membros neste tópico

    Nenhum utilizador registado está a visualizar esta página.

×
×
  • Criar Novo...