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Estórias da História

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Antifa quando tiveres tempo podes explicar a estória do Tio Canya? Nunca percebi nada disso pq a maior parte da informação está em Catalão/Valenciano ou Castelhano.

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Pedro Francisco

 

300px-Peter_Francisco_Tarleton_cavalry.jpg

 

Pedro Francisco, a pé, a atacar um cavaleiro britânico.

 

Pedro Francisco (Porto Judeu, 1760 - Richmond, 16 de Janeiro de 1831), referido como Peter Francisco nos EUA, foi um açoriano, herói da Guerra da Independência dos Estados Unidos da América.

 

Conhecido como "O Gigante da Virgínia", o "Gigante da Revolução" e, ocasionalmente, como o "Hércules da Virgínia", é homenageado pela comunidade portuguesa em New Bedford (Virginia) a 15 de Março[1]. Lutou ao lado de George Washington e do marquês de Lafayette, tendo sofrido numerosos ferimentos em combate, em defesa da independência de sua pátria de adoção.

[editar] Biografia

 

A sua biografia está cercada de uma aura de lenda, sendo-lhe atribuídos feitos extraordinários. As suas origens são relativamente obscuras. Foi encontrado em tenra idade (presumivelmente cinco anos), uma tarde em 23 de Junho de 1765, a chorar, nas docas de City Point, na Virgínia. Quando se acalmou o suficiente para falar, percebeu-se que não falava o inglês e sim uma língua parecida com o Castelhano. Embora nada possuísse que o identificasse, as suas roupas eram de boa qualidade e, na fivela do cinto, liam-se as iniciais "P.F.".

 

Eventualmente foi capaz de a sua história: afirmou que "estava num local lindo com palmeiras, a brincar com a sua pequena irmã, quando dois homens grandes apanharam ambos. A irmã conseguiu libertar-se dos captores mas o menino não, e foi levado para um navio grande que acabou por conduzí-lo a City Point.

 

Sobre as suas origens, o investigador John E. Manahan identificou que, nos registos de nascimentos da ilha Terceira, nos Açores, existe um Pedro Francisco nascido em Porto Judeu, a 9 de Julho de 1760.

 

A criança foi acolhida pelo juiz Anthony Winston, de Buckingham County na Virgínia, um tio de Patrick Henry. Quando atingiu idade suficiente para trabalhar, foi instruído como ferreiro, devido ao seu enorme tamanho e força (ultrapassou os 1,98 metros e pesava cerca de 120 kg). O escritor Samuel Shepard, que observou o jovem no seu trabalho, registou:

 

"Os seus ombros são como os de uma antiga estátua, como uma figura da imaginação de Miguel Angelo, como o seu Moisés mas não como David. A sua queixada é longa, forte, o nariz imponente, a inclinação da testa parcialmente ocultada pelo seu cabelo negro de aspecto desgrenhado. A sua voz era suave, surpreendendo-me, como que se um touro ganisse."

 

Com os rumores de secessão alastrando-se entre a população da Virgínia, Francisco alistou-se aos 16 anos no 10º Regimento da Virgínia. Estava presente, junto à igreja de St. John em Richmond, quando Patrick Henry fez o seu famoso discurso "Liberdade ou Morte". Em Setembro de 1777, serviu sob o comando do general George Washington em Brandywine Creek na Pensilvânia, onde as forças dos colonos tentaram deter o avanço de 12.500 soldados britânicos que avançavam em direcção à Filadélfia. Não está claro se foi nesse momento que o jovem Francisco salvou a vida a Washington, apesar de se reconhecer que o jovem foi aqui alvejado. Alguns relatos afirmam que ele se tornou guarda-costas pessoal do general, enquanto outros dão conta de que ele era apenas um soldado agressivo e vigoroso, que lutou a seu lado.

 

Foi Washington quem determinou que uma espada especial, adequada ao seu tamanho, fosse confeccionada para Francisco. Foi esta espada, com 6 pés de comprimento, que aterrorizou os britânicos. Washington terá eventualmente se referido posteriormente a Francisco: "Sem ele teríamos perdido duas batalhas cruciais, provavelmente a guerra e, com ela, a nossa liberdade. Ele era verdadeiramente um Exército de um Homem Só."

 

Após servir nesta comissão por três anos, Francisco realistou-se e combateu numa das maiores derrotas sofridas pelas forças dos colonos no conflito. Na batalha de Camden (16 de Agosto de 1780, terá realizado um dos seus mais famosos feitos, quando, após os colonos terem se retirado diante dos britânicos, deixando no terreno uma imensa peça de artilharia com aproximadamente 1.000 libras, afirma-se que Francisco colocou-a às costas e transportou-a para que não caísse nas mãos do inimigo. Em homenagem a esse feito, os correios estadunidenses emitiram, em 1974, um selo comemorativo.

 

Em pouco tempo, as histórias a respeito de Francisco se espalharam e as suas histórias de bravura e vigor foram divulgadas em muitos jornais e romances à época, inspirando ânimo e incentivando a resistência entre as forças dos colonos.

 

Embora a maior parte dessas histórias careça de fontes documentais, Frances Pollard, da Virgínia Historical Society, que apresentou uma exposição sobre o conflito, que incluiu uma secção sobre Francisco com o colete gigante que costumava usar, afirmou:

 

"Acho que uma das coisas que tive dificuldade em documentar foi a sua participação em muitas das batalhas onde realizou feitos históricos. Nunca consegui separar a lenda dos fatos, nem encontrar provas da sua participação em algumas destas batalhas. Acho que existe alguma mitologia associada a alguém com aquele tamanho tão fora do vulgar."

 

Posteriormente, em 1850, o historiador Benson Lossing registou no "Pictorial Field Book of the Revolution" que "um bravo virginiano, deitou abaixo 11 homens de uma só vez com a sua espada. Um dos soldados prendeu a perna de Francisco ao seu cavalo com uma baioneta. E enquanto o atacante, assistido pelo gigante, puxava pela baioneta, com uma força terrível, Francisco puxou da sua espada e fez uma racha até aos ombros na cabeça do pobre coitado!"

 

Mais tarde, enquanto se recuperava, Francisco tornou-se amigo de Lafayette.

 

Francisco sofreu mais seis ferimentos enquanto a serviço do seu país, tendo morto um número incerto de britânicos e sido condecorado ao final do conflito por generais estadunidenses que se certificaram de que ele estava presente na rendição do general Charles Cornwallis e dos britânicos em Yorktown, a 19 de Outubro de 1781.

 

De acordo com a tradição, após o conflito, devido às lendas criadas em torno de si, muitos aventureiros foram ao seu encontro para testarem a sua força. Neste período foi apelidado de "O homem mais forte da América", enquanto as crianças aprendiam sobre a sua forças e bravura nas escolas primárias do novo país.

 

Eventualmente tornou-se um homem abastado, sendo nomeado beleguim da Câmara de Representantes da Virgínia, mantendo-se uma figura lendária até à sua morte. Foi sepultado com honras militares no Cemitério Shockoe Hill em Richmond, na Virgínia.

 

A 18 de Janeiro de 1831, o periódico "Richmond Enquirer", anunciou a sua morte: "Exmo. Sr. Peter Francisco, beleguim da Câmara de Representantes e soldado da Guerra da Revolução Americana, enaltecido pela sua coragem intrépida e pelos seus feitos brilhantes."

 

Uma capa de uma edição de 2006 da "Military History" levantou uma questão de retórica que sugeria que ele poderia ter sido o maior soldado da história americana. A seu respeito, Joseph Gustaitis, na American History Magazine, referiu:

 

"Um Hércules de 6 pés e meio de altura que empunhava um sabre de seis pés de comprimento, Peter Francisco foi provavelmente o soldado mais extraordinário da Guerra da Revolução Americana".

 

Em sua homenagem existe um parque em New Bedford e um monumento em Greensboro, na Carolina do Norte.

 

Wikipedia

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Excelente tópico Pan :handclap:

 

Amanhã vou tentar postar um texto sobre a batalha de Cannae, onde os Romanos foram massacrados pelos Cartagineses sob o comando do mítico Aníbal.

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Excelente tópico Pan :handclap:

 

Amanhã vou tentar postar um texto sobre a batalha de Cannae, onde os Romanos foram massacrados pelos Cartagineses sob o comando do mítico Aníbal.

 

A sobranceria romana levada ao extremo. Os romanos foram grandes mas também levaram com cada tareia por excesso de confiança... Postei aí para trás um exemplo, o da Floresta de Teutoburg.

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A sobranceria romana levada ao extremo. Os romanos foram grandes mas também levaram com cada tareia por excesso de confiança... Postei aí para trás um exemplo, o da Floresta de Teutoburg.

Foi precisamente por ter lido o teu texto da batalha da floresta de Teutoburg é que me lembrei de trazer a batalha de Canae. Mas também trouxe esta batalha porque resultou de uma das campanhas militares mais épicas de sempre liderada por um dos melhores generais de sempre.

 

Aqui fica:

A BATALHA DE CANNAE

 

INTRODUÇÃO

A Batalha de Cannae, no verão de 216 a.C. foi um ponto-chave na história de Roma.

Foi o auge do génio de Aníbal Barca que ensinou uma dura lição aos romanos.

Na altura, a legião romana era já das melhores forças militares da época, com métodos de luta, treino e equipamento altamente sofisticados e eficientes. Mas um exército, só por si, não importa o quão bem treinado e armado, não vence batalhas. Aguenta-se ou cai com o seu comandante. Assim, pode dizer-se que uma longa linha de lideres romanos brilhantes nasceria depois da dura lição aprendida com Aníbal em Cannae.

 

ANTECEDENTES

 

Aníbal era filho de Amilcar Barca, general cartaginês derrotado por Roma na Primeira Guerra Púnica. Partiu com o filho para a Península Ibérica e, segundo a lenda, obrigou Aníbal, ainda criança, a jurar ódio eterno aos romanos.

Depois da morte de Amílcar, Aníbal, ainda muito jovem, reiniciou a guerra com os romanos no que ficou conhecida como a Segunda Guerra Púnica.

Da sua base na Península Ibérica, Aníbal partiu para o sul da Gália e atravessou os Alpes em pleno Inverno com os seus elefantes de guerra. Trouxe consigo um exército multiracial e multicultural, uma vez que os cartagineses constituíam as suas forças armadas com mercenários de várias nações.

Seguiram-se duas grandes batalhas, assim que Aníbal desceu dos Alpes e entrou na Itália: A batalha de Trebia e a do Lago Trasimeno. Nos dois confrontos Aníbal saiu vencedor.

Fala-se muito do impacto psicológico que os elefantes de guerra tiveram sobre os romanos, mas quando se travou a batalha de Cannae todos os elefantes já tinham morrido.

 

Mapa com a localização das 3 batalhas.

Second_Punic_War_Battles.gif

 

AS FORÇAS EM CONFRONTO

Roma concentrou uma maciça força de infantaria no campo de batalha. Combateriam o fogo com fogo, assim era o método usado pelos romanos. Os generais romanos Lucius Aemilius Paullus e Caius Terrentius Varro lideravam uma força de mais 50 000 homens. Aníbal liderava cerca de 40 000 homens ou menos. Porém, a qualidade das tropas de Aníbal não era comparável à Legião Romana; o exército de Aníbal era composto por uma mescla de gauleses, iberos, númidas e cartagineses.

Na teoria, o martelo romano deveria ter esmagado por completo a ameaça cartaginesa, mas o problema estava na forma como foi manejado.

Assim, perto da cidade de Cannae, nas margens do Rio Aufius ( hoje chama-se Ofanto). Os comandantes tiveram a inteligência prática de posicionar os seus exércitos de modo a que nenhum dos dois estivesse a lutar contra o sol. Depois disso, as duas forças encontraram-se.

 

O INÍCIO

Aníbal, de início, tentou esconder a movimentação do seu exército colocando os seus fundibulários (soldados que atiram pedras com fundas) e os seus atiradores de dardos à frente; isto é: infantaria ligeira.

Por trás destes, Aníbal posicionou os gauleses e iberos armados com espadas, formando um crescente no centro da formação do exército. Na sua ala esquerda colocou a cavalaria pesada gaulesa e hispânica (iberos), e na ala direita colocou a sua cavalaria ligeira númida (Os númidas eram um povo do Norte de África. São os antepassados dos berberes. O Zinedine Zidane é um berbere, para terem uma ideia da fisionomia.)

Preparando-se para o confronto, Aníbal ordenou à sua infantaria ligeira, na linha da frente, para recuar e ocupar a retaguarda, servindo de reservas.

Os romanos, por seu lado, agiram como era costume: os velites ( infantaria ligeira que lançava dardos) foi posicionada na linha da frente para cobrir a posição do exército. Atrás deles, no centro, o corpo principal da legião (infantaria pesada) tomou posição. A cobrir os flancos da legião estavam regimentos de infantaria aliada vindos de cidades italianas dominadas por Roma.

Na ala direita do exército estava a cavalaria romana e na esquerda estava a cavalaria aliada, oriunda de outras cidades italianas sob domínio romano.

 

 

O CONFRONTO

 

Battle_of_Cannae_215_BC_-_Initial_R.gif

 

 

Depois de uma troca de projécteis, os romanos mandaram os seus velites para trás e avançaram com a sua infantaria pesada, mostrando toda a sua superioridade numérica, técnica e moral.

O crescente cartaginês, formado por gauleses e iberos acabou por se retrair depois do embate causando a debandada das tropas. Para os romanos, a fuga dos gauleses e dos iberos parecia ter sido provocada pela superioridade da legião. A verdade é que os gauleses e iberos estavam a cumprir ordens quando recuaram.

 

 

Nota: a infantaria ligeira cartaginesa que recuou no início, por essa altura já estava posicionada na retaguarda do crescente, esticando a formação de modo a ultrapassar em extensão o tamanho do crescente gaulês e ibérico.

Ao mesmo tempo, com o avanço dos legionários, a cavalaria romana na ala direita, entrou em confronto com a cavalaria pesada gaulesa e hispânica, na ala esquerda cartaginesa.

 

A ARMADILHA

Battle_cannae_destruction.gif

 

A infantaria romana continuou a avançar pelas fileiras cartaginesas, quebrando a sua linha. Forçando o inimigo para trás, os romanos sentiram-se confiantes na vitória. Porém, à medida que iam avançando e os cartagineses iam recuando, a infantaria ligeira cartaginesa, estando parada na retaguarda, começou a tocar nos flancos da legião.

Para piorar o dia aos romanos, nas alas, a cavalaria pesada gaulesa e hispânica conseguiu pôr em fuga a cavalaria romana. Essa fuga separou ainda mais a força principal romana da sua cavalaria, abrindo uma brecha na sua formação. Assim, liberta do perigo na ala esquerda, a cavalaria cartaginesa percorreu todo o campo de batalha nas costas da legião romana e caiu na retaguarda da cavalaria aliada italiana, no outro flanco romano.

 

A ARMADILHA FECHA-SE

 

A batalha corria bem, tanto para a cavalaria cartaginesa como para a sua infantaria. A legião continuou a avançar, empurrando as tropas de Aníbal para trás, até chegar a um “beco sem saída”, formado pela infantaria ligeira cartaginesa que se tinha posicionado na retaguarda e agora estendia-se de uma ponta à outra da formação, tocando nos flancos romanos.

A restante infantaria, resguardados pela infantaria ligeira, manobraram pelos flancos e caíram sobre os romanos. Assim, toda a infantaria ligeira romana foi cercada e atacada de todos os lados.

Com efeito, a mítica infantaria romana foi vencida pela infantaria inimiga, embora o regresso da cavalaria cartaginesa tenha ajudado a acelerar e a rematar a vitória.

 

CONCLUSÃO:

Pode dizer-se que a legião romana em Cannae derrotou-se a si mesma.

Os comandantes confiaram apenas na superioridade dos seus legionários, alinhando-os e ordenando-os que avançassem. Não foi feito nenhum uso da superioridade numérica, a não ser acumular mais fileiras nos regimentos, atrás umas das outras. Enquanto os regimentos de Aníbal manobravam, nada foi feito para contrarias a sua acção. Os romanos fizeram o que sempre tinham feito: avançar.

Essa ignorância nasceu do facto de, até a data, as batalhas contra Aníbal terem sido o maior desafia alguma vez encontrado pelos romanos. Já tinham entrado em confronto contra as falanges do rei grego Pirro, mas não tinham conseguido reunir experiência suficiente para fazer frente a um desafio tão desmesurado. Também, a superioridade da legião talvez tenha feito com que contassem apenas com os seus soldados.

Em resumo, a tácticas romanas não estavam presentes em Cannae. O exército romano agiu com força bruta, carregando como um touro contra um inimigo imensamente perspicaz.

 

A derrota nessa batalha foi um golpe que Roma demorou algum tempo a recuperar. Mais do que nunca, Roma necessitava de um general brilhante, capaz, imaginativo e inteligente. Esse general surgiu na pessoa de Cipião, o Africano, que acabou por libertar a República da ameaça cartaginesa, anos mais tarde.

http://legiosxiii.5.forumer.com/index.php?showtopic=508

O problema do Aníbal era que não tinha tropas suficientes para sitiar e conquistar Roma, de tal modo ele pediu reforços ao senado(?) de Cartago, mas infelizmente para ele os Cartagineses não enviaram reforços, os Romanos tiveram assim tempo para reunir novo exército sob a liderança de Cipião, que esteve em Cannae e em vez de atacar o exército de Aníbal, foi directamente para África. Quando Aníbal soube disso pegou nos seus homem mais inexperientes e seguiu para África onde foi derrotado na batalha de Zama, numa batalha onde Cipião conseguiu usar a seu favor os elefantes Cartagineses. Depois dessa batalha acabou a segunda guerra Púnica, Cartago foi extorquida até os ossos por Roma, que lhe impôs uma dívida que, imaginavam os Romanos, levaria uns 50 anos para ser paga. Cartago, reconstruída novamente e com sua aptidão ao comércio, pagou tal dívida em 10 anos, o que deixou os romanos enfurecidos, e invejosos de seu sucesso comercial. Começou então o lobby dentro do Senado romano pela destruição total de Cartago, a ganância dos senadores por suas riquezas foi decisiva em seu destino, mas os romanos precisavam de uma desculpa, que veio depois que Roma impôs condições extorsivas e inaceitáveis a Cartago, visando justamente enfraquecê-la e desprepará-la para uma guerra inevitável. A guerra então aconteceu e Cartago foi facilmente vencida.

 

Fonte: Eu e Wikipédia.

Editado por pauloscp

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Gostei de ler.

 

Nos últimos tempos estive a estudar mais exaustivamente a Restauração e houve uma batalha que me chamou a atenção: a batalha do Montijo (junto à fronteira Beirã, do lado espanhol). Portugal tinha acabado de sair do domínio espanhol, que ainda andava às voltas com a revolução da Catalunha, pelo que nos deram pouca atenção e mandaram-nos um exército inexperiente para tratar de nós, maioritariamente miliciano. O nosso exército, talvez mais miliciano que eles, entrou na Espanha e foi provocando estragos até obrigar os espanhóis a finalmente "darem" batalha.

 

Como é que foi essa batalha? Os espanhóis carregaram, uma das nossas alas fugiu antes mesmo do primeiro choque, na fuga passaram por cima dos nossos homens que fugiram também eles. Os espanhóis caíram em cima dos que não fugiram e venceram o primeiro round sem grandes dificuldades.

 

Se isto já não fosse surreal o suficiente, eis que os espanhóis decidiram soltar a ganância toda e esqueceram-se de terminar a batalha. Ainda os portugueses estavam no ponto de visão deles e já eles estavam preocupados unicamente com o saque dos mortos nessa batalha. Entretanto os portugueses que fugiram reuniram-se perto do local onde estavam a ocorrer os saques, reorganizaram-se e voltaram para um segundo round. Quando lá chegam, estavam os espanhóis totalmente desorganizados, distraídos e dispersos. Os portugueses carregaram e venceram sem dificuldades a batalha.

 

Eu estava a ler isto e a pensar: E ERAM ESTAS GENTES DONAS DE 3/4 DO MUNDO?????

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Os Castelhanos nessa altura tinham um bocado mais olhos que barriga, se bem que as ambições imperialistas até resultaram bem durante um largo periodo de tempo, a questão é que tinham os exercitos dispersos por um territorio demasiado grande para o numero de homens que tinham.

Na minha maneira de ver, entre defender o dominio que tinham do territorio Português, acabar com a sublevação da Catalunha ou diminuir o numero de forças que tinham na Flandres na guerra dos Trinta Anos, e que eram provavelmente as melhores tropas, fizeram uma escolha clara que foi a de que Portugal era o menos importante e que podia ser perdido.

Editado por antifa

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Exacto. E quando finalmente tiveram possibilidades da voltar a atenção para Portugal, após a Paz dos Pirinéus, já o reino estava exausto com várias décadas de guerra e o exército mal se aguentava. Ainda mandaram o filho do Filipe, João de Áustria, para cá - era o menos mau melhor que eles tinham na altura e com experiência de guerra em Itália, Catalunha e Flandres onde levava na boca constantemente. Quem tiver curiosidade pesquise por batalha de Ameixial, mas não na Wikipédia que não dá a descrição da mesma. É ainda mais surreal que aquela que falei antes.

 

PS: Só para aguçar curiosidade, foi a única batalha ganha em toda a historiografia europeia por um exército que não provocou a batalha e não queria combater sequer :mrgreen:

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Batalha de Ameixal

 

Em Abril de 1663 concentra-se o exército espanhol em Badajoz, comandado por D. João de Áustria, filho de Filipe IV, pronto para invadir Portugal. O exército espanhol era composto por 15,000 infantes, 6,500 cavaleiros, 5,000 carros com munições e mantimentos e 20 peças de artilharia. Tratava-se do maior exército que Espanha tinha reunido para invadir Portugal.

 

 

O desenrolar da Batalha:

 

O exército invasor seguiu para Évora, que tomou a 22 de Maio. Perante esta situação, o exército português, comandado por D. Sancho Manuel, dirigiu-se para Évora, a fim de provocar o combate.

 

O exército espanhol não aceitou contudo o desafio, decide evacuar Évora e opta por recuar em direcção à fronteira, para depois atingir Badajoz.

 

D. João de Áustria percebeu que dificilmente conseguiria deixar de dar batalha. Desta forma, o exército espanhol julgou ver no Ameixial uma posição que lhe seria favorável. Estava a 5 km de Estremoz.

 

D. João de Áustria toma então a decisão de colocar o seu exército em posição de batalha, colocando nomeadamente parte da sua artilharia em três montes aí existentes (Monte dos Ruivinos, Serra Murada e Serra da Granja).

 

O exército português, que avançava pela estrada vinda de Estremoz, deparou ao romper do dia com o exército espanhol instalado nestas posições defensivas. A Batalha do Ameixial, iniciou-se assim no início do dia 8 de Junho de 1663, com o ataque português ás posições espanholas.

 

O Conde de Vila Flor destacou Manuel Freire de Andrade com quinhentos homens de cavalaria e dois regimentos de infantaria, com o objectivo de desalojar os castelhanos do Monte dos Ruivinos, pois esta era das três colinas a primeira que se encontrava na sua frente.

 

Este ataque foi conduzido com grande valentia, o que obrigou os espanhóis a abandonarem uma posição que consideravam inexpugnável e a retirarem pelo outro lado da encosta, em direcção à Serra da Granja e à Serra Murada (Outeiro dos Ataques).

 

Nesse momento o exército português ocupava a Serra dos Ruivinos e a Serra da Caldeirinha. O Conde de Schomberg ordenou então que no alto de cada uma dessas duas colinas fossem colocadas cinco peças de artilharia, para protegerem as nossas forças.

 

O exército espanhol, composto por cerca de quatro mil carros manchegos, cada um com aproximadamente seis metros, puxados por mulas ou por bois, ocupava um gigantesco cortejo.

 

Este exército avançava a uma velocidade reduzida, pela “estrada estreita e profunda” vinda de Évora em direcção a Arronches, numa coluna de carros que se estendia por mais de 3 Km.

 

Para proteger esta coluna de carros e carruagens, D. João de Áustria mandou colocar a infantaria nos vértices da Serra da Granja e da Serra Murada, bem como quatro peças de artilharia em cada uma dessas colinas.

 

O grande objectivo de D. João de Áustria era contudo o de assegurar a retirada do seu exército para Arronches, pois entendia que aí o poderia reforçar significativamente.

 

Cerca das três da tarde, D. Luís de Meneses, Conde da Ericeira, que estava a dirigir o fogo de artilharia do Monte dos Ruivinos, notou que das oito peças de artilharia castelhana situadas nas Serras da Granja e da Murada, apenas quatro continuavam a disparar. Significava isto que o exército espanhol se ia retirando.

 

Em face desta situação, o exército português decide atacar, a meio da tarde, a Serra Murada (Outeiro dos Ataques), onde se entrincheirara D. João de Áustria, que considerava estar numa posição inexpugnável.

 

Esta Serra era defendida essencialmente pela infantaria espanhola. No ataque participaram quatro terços de infantaria portuguesa: Tristão da Cunha comandava o terço que atacou a Serra pelo lado direito; pela frente atacaram dois terços, comandados respectivamente por João Furtado e Francisco da Silva; pelo lado esquerdo Tomaz Hut, tenente–coronel inglês comandava outro terço, composto essencialmente por ingleses.

 

Os soldados portugueses tinham ordens de D. Luís de Meneses para não dispararem enquanto não atingissem o alto da Serra, pois o tiro dos inimigos sendo disparado do alto da Serra, perderia força e seria pouco certeiro.

 

Os três terços portugueses chegaram ao mesmo tempo ao cimo desta Serra, tendo então todas as suas armas disparado simultaneamente, o que muito surpreendeu e perturbou os castelhanos. Perante isto e apesar da valentia de D. João de Áustria, a infantaria espanhola acabou por abandonar a colina, deixando aí as quatro peças de artilharia.

 

Estas peças de artilharia foram de imediato utilizadas por D. Luís de Meneses, contra as posições espanholas. A infantaria espanhola em fuga reagrupou-se durante algum tempo na Serra da Espargueira, contiguidade da Serra Murada. Contudo, durou pouco tempo esta resistência, em face do continuado ataque dos terços portugueses vindos da Serra Murada. D. João de Áustria montou então a cavalo e retirou-se para Arronches.

 

As nossas forças tinham contudo ainda de conquistar as posições castelhanas da Serra da Granja, onde se encontrava infantaria e artilharia inimiga, bem como a coluna de carruagens e de cavalaria espanhola que atravessava o Vale dos Perdigais em direcção a Arronches.

 

Ocorreu então um choque violentíssimo entre os dois exércitos, com provas de coragem extrema de ambos os lados. Os portugueses desenvolveram em todos os seus ataques uma táctica oportuna e de grande bravura. Tendo durado várias horas, este ataque saldou-se mais uma vez pela retirada das forças castelhanas.

 

No Vale dos Perdigais a cavalaria e os restos da infantaria espanhola passaram a estar debaixo de um fogo intenso e continuado da artilharia portuguesa, então já posicionada nas encostas da Serra da Espargueira, da Serra Murada, Tejos e Monte Pelado, tornando praticamente impossível o escoamento da coluna de carros e carruagens espanholas para fora do campo de batalha, pela referida “estrada estreita e profunda”, sobretudo no apertado desfiladeiro entre o Montinho e o Monte Pelado, em direcção a Arronches.

 

Os espanhóis ficaram assim como que “engarrafados” no Vale dos Perdigais, com a agravante de que os 4,000 prisioneiros portugueses que seguiam na vanguarda desta coluna, ao verem esboçar-se a vitória a favor dos seus compatriotas a evolução da batalha, voltaram-se contra os espanhóis, retirando-lhes as armas que puderam e começando a combater contra eles.

 

A multidão de soldados e acompanhantes que vinham na retaguarda da coluna espanhola, e que pretendiam pôr-se a salvo, esbarravam com os que vinham da vanguarda, atropelando-se mutuamente.

 

Até descer a escuridão dessa noite, batalhou-se arduamente, tendo-se mais uma vez provado a valentia da infantaria e cavalaria portuguesa.

 

Com efeito, a cavalaria e a infantaria portuguesas atacaram ao longo dessa área a extensa coluna de carros e carruagens espanholas, que se movimentavam escoltadas por infantaria, mas sobretudo pela cavalaria espanhola.

 

Apenas com o raiar do sol do dia seguinte, foi possível ver toda a extensão deixada no terreno pela Batalha, tanto nos vales, como nos diferentes montes e colinas.

 

A vitória portuguesa foi esmagadora, tendo os espanhóis sido completamente desbaratados, deixando no campo 4,000 mortos, 2,500 feridos e 6,000 prisioneiros.

 

Foram apreendidos ao exército espanhol nomeadamente 18 canhões, 2,811 cavalos, 5,000 carruagens muitas delas com ouro e prata, 6,000 bois, 8,000 mulas, 6,000 granadas, 3,000 balas de artilharia, 2 coches de Príncipe e 25 coches particulares.

 

O exército português sofreu aproximadamente 1,000 mortos entre os portugueses, trezentos mortos entre os franceses e cinquenta mortos entre os ingleses.

 

 

Que estoiro.

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Faltou referir que os próprios espanhóis a certa altura decidiram fugir e saquearam a própria carruagem. Não sei quantos mais casos houve de exércitos a saquear a sua própria carga, os portugueses quando chegaram lá já encontraram pouca coisa. O relato do João de Áustria a relatar ao rei o roubo da carruagem pelos próprios soldados espanhóis é priceless :lol:

 

Ah, e os portugueses nem quiseram guerrear, aquilo que o conde de Schomberg fez foi mandar o exército seguir a movimentação dos espanhóis até à fronteira para garantir que saíam de Portugal. Os próprios espanhóis se deixaram cercar, eles "obrigaram" os portugueses a atacá-los. Não nos restou outra hipótese que não ganhar a batalha!

 

Onde encontraste a descrição?

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Muito bom, nem sabia que eles tinham descrição de mais batalhas.

 

Só tenho pena que eles não se afastem dos mitos criados em algumas batalhas, principalmente na de Aljubarrota, mas já era pedir demais.

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Batalha de Diu

Expansão das potências europeias

03-02-1509

 

 

A batalha ocorrida nas águas próximas da cidade de Diu, marca o inicio do que os historiadores indianos chamam de Era «Vasco da Gama», um período de 500 anos de domínio das potências europeias na Ásia e que começou com esta batalha e que terminou em 1999, quando os portugueses saíram da cidade de Macau.

 

Quando os portugueses chegaram à Índia, depararam-se de imediato com a oposição dos mercadores árabes.

Os portugueses pretendiam efectuar o comércio de mercadorias desde a Índia para a Europa através da rota do cabo, o que levaria a que Portugal se transformasse num potentado comercial, desafiando assim o poder dos árabes no oceano Índico que eram quem controlava o comércio.

 

Antecedentes

Quando os portugueses chegaram à Índia em 1498, o comércio de especiarias naquela região era controlado por mercadores muçulmanos, na sua esmagadora maioria árabes, que transportavam as mercadorias entre a costa ocidental da Índia e o mar vermelho.

 

Ali, caravanas dirigiam-se para as cidades de Alexandria ou Beirute, nos domínios do Sultão da dinastia dos mamelucos. A estas cidades do Sultão, chegavam por sua vez as galés de Veneza, a qual controlava grande parte do comércio no mediterrâneo, tendo os seus mercadores o quase monopólio do comércio das especiarias asiáticas na Europa.

 

Com a chegada dos portugueses à Índia, abateu-se sobre os mamelucos do Egipto, os venezianos, os comerciantes árabes e também sobre os muçulmanos do sub-continente indiano um manto de desespero.

 

Só como exemplo, pode-se dizer que se em 1498 Veneza com todo o seu poder económico não tinha tido dinheiro suficiente para comprar toda a pimenta e especiaria que havia nos portos do Mediterrâneo Ocidental, penas quatro anos depois, em 1502, os mercadores de Veneza conseguiram comprar apenas quatro fardos de pimenta. Em 1506, o comércio das especiarias tinha sido completamente interrompido, não chegando a Veneza um só grão de pimenta.

 

Uma aliança contra Portugal

 

Na realidade, os portugueses tinham conseguido de uma só vez, desafiar e colocar em causa o poder económico de nações inteiras, que de uma forma ou de outra viam a sua prosperidade em risco com a chegada dos portugueses.

 

A maior potência com capacidade para fazer qualquer coisa do ponto de vista militar, era o Sultão dos Mamelucos de Alexandria, Kansuh Al Ghuri.

Este, é pressionado pelos comerciantes de Alexandria e de Beirute, e recebe os embaixadores dos reinos muçulmanos da Índia, com o Samorim de Calecut à cabeça, recebeu o Xeque de Adén, cidade-estado do Mar Vermelho e recebe também uma missão secreta que lhe foi enviada pelo Conselho dos Dez, autoridade máxima da República de Veneza, que é recebido em segredo, porque os venezianos, cristãos, não querem ser vistos no mundo ocidental como aliados dos muçulmanos.

Mas o objectivo de todos eles, é simples: Expulsar os portugueses das águas do Oceano Índico, se necessário pela força.

 

O Sultão de Alexandria, manda ainda uma missão ao Papa em Roma, exigindo que este ordene a retirada dos portugueses, sob pena de mandar matar todos os cristãos residentes nos seus estados e de destruir o Santo Sepulcro.

 

O Papa manda o emissário a Lisboa, mas o rei de Portugal, que já tinha sido informado em Outubro de 1504, tinha rapidamente preparado um plano de acção, de tal forma que quando o emissário chegou à capital portuguesa, em Junho de 1505, já uma esquadra de 22 navios e 1500 soldados destinada a reforçar o poder português na Índia se tinha feito ao mar havia três meses. Enquanto os portugueses avançavam para a Índia a aliança estabelecida contra Portugal debatia-se com indecisões e planos de acção.

 

As três esquadras que estavam em Diu entre 1508 e 1509 provinham do Egipto, do próprio Gujarat e tambem de Calecut

A resposta da aliança é tardia e só em 1507, com as forças portuguesas já na Índia é que o Sultão se decide a preparar uma armada para combater os portugueses que entretanto tinham chegado ao Índico com mais homens e navios. Com o apoio de Veneza, que lhe fornece grandes quantidades de madeira e artesãos. Mas os cavaleiros da ilha de Rhodes - comandados por um português - interceptam parte da madeira destinada à construção de naus e galés, pelo que a esquadra será constituída apenas por seis grandes naus e seis galeras, onde seguiam 1600 soldados, num total de 2500 homens entre os quais venezianos e muitos marinheiros turcos, já que não havia uma grande tradição naval entre os mamelucos.

 

Os doze navios da armada do Sultão fizeram-se ao mar no final de 1507 e navegaram na direcção da cidade de Diu, com o propósito de se juntar à esquadra de Melik Yaz, comandante russo ao serviço do rei de Gujarat, que era constituída por quarenta galeras.

 

No inicio de 1508, estas duas esquadras, constituídas por 52 navios surpreenderam uma força, comandada por D. Lourenço d’Almeida filho do Vice-Rei da Índia. Por questões de vento, apenas uma das naus portuguesas pode dar luta aos navios da aliança, pelo que o navio foi derrotado, tendo morrido 80% da sua tripulação, contando-se entre as vítimas o próprio filho do Vice-Rei. A batalha não passou de um recontro sem consequências pois nenhum navio de carga se perdeu, e as duas esquadras voltaram a reorganizar-se mas a morte do filho levou o Vice-Rei, D. Francisco D’Almeida a jurar vingança.

 

A força portuguesa dirige-se para norte, bombardeia e toma a cidade de Dabul e prossegue depois para Diu.

A batalha

 

Com o recontro em que morreu o próprio filho do Vice-Rei português, o prestigio da frota do Sultão e da frota do Gujarat, aumentaram muito e julgando ser possível a derrota dos portugueses, uma grande esquadra pequenas fustas foi enviada pelo Samorim de Calecut como reforço das forças que deveriam enfrentar os portugueses. Mas a resposta destes começou logo a ser planeada, e dela iria resultar na batalha de Diu.

 

D. Francisco de Almeida reuniu uma esquadra constituída por dezanove navios[1], com 1900 homens[2] zarpou da cidade de Cochim A 12 de Dezembro de 1508 com o objectivo de Combater a esquadra do Sultão do Egipto e dos seus aliados[3].

 

Pelo caminho, e conforme planeado, no caso de não ser encontrada a esquadra inimiga, a esquadra portuguesa dirigiu-se à cidade inimiga de Dabul, a qual foi conquistada numa batalha que teve inicio a 29 de Dezembro, mesmo perante a presença de 6.000 homens e artilharia na fortaleza e da presença de quatro grandes navios do reino de Cambaia que foram no entanto destruídos pela artilharia das naus portuguesas.

Após ter aportado a Chaul, o comandante português envia uma carta para Diu a informar que atacará a cidade, e que não deixará ninguém vivo se tiver oposição.

 

A 2 de Fevereiro, os navios portugueses chegaram às águas de Diu.

À esquadra do Sultão (comandada por Hussein Al Kurdi), e à do rei de Gujarat (comandada por Melik Yaz) somava-se já a esquadra de duzentas Fustas armadas com canhões enviada pelo Samorim de Calecut que se encontrava fundeada no refúgio concedido pelas águas baixas da baía que se forma entre o continente e a ilha de Diu.

Imagem Googlemaps© que mostra as posições aproximadas das forças.

 

Embora com um grande número de navios e barcos armados de vários tipos, as forças que enfrentavam os portugueses sofriam de vários problemas. A esquadra que tinha vindo do Egipto, construída com o auxílio de Veneza estava reduzida a metade dos homens e na Índia não é fácil encontrar tripulações que aceitassem ir para o mar.

 

Ao mesmo tempo, tinham chegado noticias (que aliás se confirmaram) da chegada de uma grande força portuguesa ao sul da Índia, o que contribuiu para aumentar a desconfiança, o medo e o temor de uma expedição portuguesa com o intuito de vingar a morte do filho do Vice-Rei. O comando da totalidade das forças navais foi entregue a Hussein Al Kurdi, o comandante da força do sultão do Egipto, enquanto Melik Yaz se retira alegadamente por causa de problemas internos no Gujarat.

 

À vista da esquadra de D. Francisco de Almeida, que inicia o bloqueio de Diu à tarde, Hussein Al Kurdi manda atacar os navios portugueses com os navios mais pequenos a remos, das frotas de Diu e de Calecut, bem assim como com as galés vindas do Egipto e quatro dos principais navios da esquadra de Diu. No entanto, a ondulação impediu qualquer sucesso, pela dificuldade em fazer pontaria, o que levou os navios a remos indianos a voltar para trás, para as águas baixas, em frente da fortaleza da cidade.

 

Entretanto, a utilização dos navios de Diu pelo comandante egípcio (Hussein Al Kordi) desagradou a Malik Yaz, que voltou a Diu e deu ordens para que os seus navios voltassem para próximo da costa, onde deveriam ficar sob protecção da artilharia da fortaleza de Diu.

 

No dia seguinte, os portugueses passaram à acção. Dos seus dezoito navios, quatro ficam na retaguarda. O Galeão Flor de la Mar com o comandante da esquadra, duas caravelas latinas que pela sua mobilidade poderiam impedir a passagem de Fustas e Paraus juntamente com o mais pequeno navio, um Bergantim.

 

Os restantes navios portugueses, atacam pelas 11:00 os navios das três esquadras que se encontram próximo da costa e sob alcance protector dos canhões da fortaleza de Diu.

 

Embora alguns dos navios portugueses tivesse sido fortemente atingidas pela artilharia baseada em terra, eles conseguiram atingir as posições onde se tinha recolhido a esquadra inimiga.

 

Mesmo considerando que alguns dos navios portugueses tinham maior calado e por isso maior dificuldade em passar no estreito e pouco profundo canal, a desorganização provocada pelo ataque inicial da artilharia dos navios portugueses, levou a que um dos principais navios da esquadra do Sultão do Egipto se afundasse rapidamente.

 

Isto levou a aumentar ainda mais a desorganização e a falta de coesão entre as várias forças que defendiam Diu.

A situação era ainda mais complicada, porque não era possível utilizar a grande superioridade numérica das Fustas, armadas com artilharia, as quais não tinham espaço suficiente para fazer valer essa mesma superioridade numérica, ficando condicionados pelo espaço disponível, a atacar os portugueses em grupos pequenos, que iam sendo rechaçados pela artilharia dos navios portugueses.

 

O comandante egípcio, fugiu do seu navio, quando a sua defesa se tornou insustentável e atravessou o canal até à costa norte, de onde escapou a cavalo em direcção à cidade de Cambaia.

 

Consequências da batalha

Embora várias outras esquadras (até maiores) tenham sido enviadas pelo Sultão do Egipto e pelos seus aliados turcos para o oceano Índico, a verdade é que quando isso aconteceu, o poder português já se tinha estabelecido de forma muito mais coesa.

 

O domínio efectivo do Indico começou assim, em 1509 com a destruição das forças que ainda se opunham aos portugueses no mar. Com os portugueses a controlar o mar, os reinos das costas da Índia que dependiam fortemente do comércio marítimo, não tiveram outra hipótese que não a de aceitar a gestão e controlo português do comércio quer com a Europa, quer do comércio entre os vários reinos das costas do Índico e do comércio com o extremo oriente.

 

 

A vitória de Diu, levou a que muitos dos pequenos reinos da costa ocidental da Índia aceitassem o controlo português. Em 1512, três anos mais tarde, a própria cidade de Calecut, com a mudança do Samorim, aceitará a suserania portuguesa.

 

Nas décadas seguintes, com a situação controlada por via diplomática, mas sempre segura com a ameaça velada dos portugueses de agir militarmente utilizando para isso os seus navios - cuja superioridade tinha sido provada – foi atingido o completo domínio do Oceano Índico, e quando o seu domínio foi contestado, os portugueses rapidamente destruíram as ameaças, garantindo assim o livre trânsito para os seus navios de carga.

 

O poder absoluto e incontestado dos portugueses no Índico, foi no entanto um toque de «Midas». Apenas 50 anos depois, o apertado controlo que o Estado impunha ao comércio, acabou por levar a um aumento da corrupção, que acabaria por ser, juntamente com a união dinástica das coroas ibéricas de 1580-1640, uma razão da queda do primeiro império oceânico da História.

 

 

 

[1] Cinco naus grandes: Frol de la Mar, Belém, Santo Espírito, Taforeia grande e Rei grande.

Quatro naus pequenas: Taforea pequena, Santo António, Rei Pequeno, Andorinha.

Além destes navios havia ainda quatro caravelas redondas, duas caravelas latinas, duas galeras e um bergantim.

 

[2] 1500 portugueses e 400 malabares dos reinos aliados de Portugal

 

[3] D. Francisco de Almeida tinha entretanto sido substituído por D. Afonso de Albuquerque, mas recusou-se a entregar o poder a este último, alegando motivos pouco razoáveis, para não voltar a Portugal sem vingar a morte do filho.

http://www.areamilitar.net/HISTbcr.aspx?N=88

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Não consigo por todos aqui.

Editado por pauloscp

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Sempre que leio estas coisas lamento profundamente o facto de não ter tido História no secundário.

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No Cais do Sodré há mais do que uma praia escondida debaixo do asfalto

 

Basicamente descobriram uma das rampas de lançamento de barcos do século XVI. Seria importantíssimo que agora se explorasse este estaleiro naval da época, pois terá sido dali que saíram alguns dos barcos que encheram as nossas páginas de História.

 

Com grande probabilidade conseguem encontrar artefactos e outra cenas da altura.

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Naquela zona é costume já. Quando foram construídos os parques de estacionamento subterrâneos que por ali existem, aquilo estava pejado de vestígios de vidas com centenas e centenas de anos que por ali passaram...

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Venho aqui deixar um vídeo que encontrei no Youtube sobre a história da Austrália. Não é um vídeo qualquer, é uma valente m*rda, portanto este post vai ser um pouco diferente dos outros deste tópico.

 

Este vídeo é o exemplo de como não se deve fazer um vídeo sobre história. Primeiro que tudo Cook não descobriu a Austrália, nem tão pouco foi o primeiro Europeu a encontrar aquelas terras. O primeiro Europeu a chegar à Austrália foi o Holandês Willem Janszoon. Posto isto está desfeito o mito do Cook.

Depois, a Austrália é habitada à milhares de anos, muito antes de sequer existir o conceito de país. Não foram Holandeses, nem Ingleses que a descobriram, foram Africanos que através da (agora chamada) Indonésia chegaram até à Austrália de barco. Isto há 50.000 anos atrás (ainda não existe consenso e as datas apontadas são tão distantes como 40.000 a 125.000, de qualquer das maneiras foi há muito tempo), o que faz destes homens uns dos primeiros a navegar de barco. Esses foram os primeiros e verdadeiros descobridores da Austrália. No seu auge a população chegou a atingir 500.000 pessoas (possivelmente muito mais). O nome hoje dado é Aborígenes Australianos. Os Aborígenes Australianos estavam divididos em diversos grupos com costumes, línguas (estima-se que mais de 200 línguas diferentes eram faladas pelos Aborígenes Australianos) e culturas diferentes.

Escusado será dizer que com a chegada do colonialismo as populações foram arrasadas.

 

E pronto foi só para desmascarar um vídeo da treta que estava no Youtube a (des)educar as pessoas.

 

 

Agora fiquem com um vídeo de jeito:

 

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Os Portugueses não tinham já conhecimentos da Austrália, por via de documentos recolhidos na Índia, na Ásia do Sueste e na Ásia Oriental?

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