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Parlamento chumba adopção por casais do mesmo sexo

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Em relação ao facto de crianças criadas por pais homossexuais, homens ou mulheres, há uns tempos na ouvi na rádio o Quintino Aires a dizer que houve um estudo em que foi conclusivo que não tinha qualquer influência na orientação sexual, que o sucesso escolar era igual e que o sucesso no mercado de trabalho também. Era indiferente.

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Em relação ao facto de crianças criadas por pais homossexuais, homens ou mulheres, há uns tempos na ouvi na rádio o Quintino Aires a dizer que houve um estudo em que foi conclusivo que não tinha qualquer influência na orientação sexual, que o sucesso escolar era igual e que o sucesso no mercado de trabalho também. Era indiferente.

 

Lembro-me de ouvir isso prai há um ano, na "hora do sexo", sim!

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Tal e qual. Não conheço nenhum exemplo de pessoa que, não querendo seguir a via do catolicismo, tenha ficado impedida ou marcada de alguma forma pelo facto de ter sido baptizada em criança. Se o indivíduo não quer ir à missa aos domingos, não quer entrar em igrejas, não se quer casar pela Igreja, baptizar filhos ou ter funerais religiosos ninguém o impede, seja ou não baptizado. Da mesma forma o que não falta por aí são indivíduos que se apresentam como ateus e que são baptizados. Sem o mínimo problema.

 

Eu sou baptizado e ateu, e acredito que muitos users deste fórum também o sejam. Não tenho nenhum problema com isso, os meus pais ficaram felizes e guardam com carinho as fotos da cerimónia, até porque serviu para me "apresentar oficialmente" a familiares e amigos. Foi motivo de orgulho para toda a família e não me traz desvantagens, portanto não vejo o problema.

 

Por outro lado, traz-me duas vantagens grandes: se algum familiar/amigo quiser casar pela Igreja ou baptizar um filho e eu for escolhido para padrinho, o facto de ser baptizado permite-me sê-lo na cerimónia religiosa. Caso não fosse seria barrado.

 

Em relação ao facto de crianças criadas por pais homossexuais, homens ou mulheres, há uns tempos na ouvi na rádio o Quintino Aires a dizer que houve um estudo em que foi conclusivo que não tinha qualquer influência na orientação sexual, que o sucesso escolar era igual e que o sucesso no mercado de trabalho também. Era indiferente.

 

Mas nisso acho que estamos todos de acordo. O que não há acordo é nas consequências para a criança a nível social.

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Apesar da posição do Desc no assunto acerca do futuro social das crianças adoptadas por pais homossexuais ter alguma razão, eu continuo com a opinião contrária, por 2 razões: 1º porque retirar essa possibilidade a casais homossexuais seria de uma injustiça tremenda e quase uma demonstração de inferioridade, e 2º porque a possibilidade de virem a sofrer no futuro devido a isso não é, a meu ver, razão suficientemente forte para se optar pela via da proibição. Tanto por não ser um facto adquirido que serão gozadas (quantas crianças em situações semelhantes não o são) como por não achar que deva ser um factor que passe por cima de outros mais importantes.

 

E por último, porque só com a transformação deste processo de adopção num aspecto natural na sociedade as mentalidades poderão, de forma efectiva, começar a mudar. É como uma bola de neve, mas tem que se começar em algum lado. Este é esse "lado", a oportunidade de começar a modificar a maneira como muita gente vê a adopção por casais homossexuais.

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Exato. Pobres dos gordos, dos feios, dos caixas de óculos e dos sopinhas de massa. A grande questão aqui é que não é o Estado quem determina quais são aqueles que serão os gordos, os feios, os caixas de óculos e os sopinhas de massa. Para discriminação, a existir, já basta aqueles que são filhos biológicos de homossexuais.

E se os gordos, feios, caixas de óculos e sopinhas de massa forem os pais? Não vão acabar por passar "sofrimento social" aos filhos? Se o Estado já filtra os pais sem aptidões afetivas, sociais, económicas, criminais, etc, é mesmo sensato colocar mais um filtro na sexualidade, como se esse fator tivesse o mesmo peso negativo que os atrás enumerados? Não me parece.

 

Vamos mesmo discriminar uma relação consentida e reconhecida pelo próprio Estado? Mas isso faz alguem sentido?

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Correndo o risco de ser visto como contraditório, acho que a solução, numa fase inicial, enquanto o próprio casamento homosexual não é banalizado, passaria por considerar a sexualidade do casal como um handicap. Ou seja, a homosexualidade seria um dos fatores negativos- de entre outros, cada um com o seu respetivo valor- a ter em conta. Assim, não se discriminava uma relação reconhecida pelo Estado e dava-se a oportunidade aos casais homosexuais de provarem que não merecem a desconfiança.

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Mas nisso acho que estamos todos de acordo. O que não há acordo é nas consequências para a criança a nível social.

 

Eu não li o tópico, mas quais consequências?

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Então lê, preguiçoso!!

 

Guilty as charged!

 

As consequências são "haha tens pais panisgas, na na na nana!"?

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Basicamente, sim. A dúvida está no quanto isso afecta a criança, ou melhor, se isso a afecta o suficiente para ser um factor a ter em conta aquando da adopção.

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Guilty as charged!

 

As consequências são "haha tens pais panisgas, na na na nana!"?

Isso e tudo o que qualquer tipo de discriminação acarreta para uma criança indefesa. Não é algo de somenos, porém não acho que seja motivo suficiente para privar casais de adotar e crianças de serem adotadas.

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Não é preciso ter pais gays para sofrer de bullying na escola...

 

E a preocupação com o bullying acho interessante porque ao invés de se tentar mudar a opinião generalizada das pessoas para algo melhor com menos restrições e mais aberta, não, muda-se no outro lado.

Editado por htc

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Eu sou baptizado e ateu, e acredito que muitos users deste fórum também o sejam. Não tenho nenhum problema com isso, os meus pais ficaram felizes e guardam com carinho as fotos da cerimónia, até porque serviu para me "apresentar oficialmente" a familiares e amigos. Foi motivo de orgulho para toda a família e não me traz desvantagens, portanto não vejo o problema.

 

Por outro lado, traz-me duas vantagens grandes: se algum familiar/amigo quiser casar pela Igreja ou baptizar um filho e eu for escolhido para padrinho, o facto de ser baptizado permite-me sê-lo na cerimónia religiosa. Caso não fosse seria barrado.

 

Tenho ideia que para isso tenhas que ser crismado, não quer dizer que não possam "facilitar".

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Guest fiasco

Antes pais gays que do ... :mrgreen:

 

Boca para o Barulho!1

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Guest Dpitz

Antes pais gays que do ... :mrgreen:

 

Boca para o Barulho!1

ps, psd, cds??

 

:mrgreen:

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Compreendo todas questões que possam ser levantadas por este tema mas tenho para mim que uma criança está muito melhor numa casa onde encontre carinho e amor do que num orfanato.

Se nessa casa há um homem e uma mulher, dois homens, duas mulheres ou apenas um pai/mãe parece-me mais irrelevante do que a felicidade e a melhoria das condições de vida da criança.

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Entre não ter pais e ter dois pais gays a felicidade é afectada de forma bem positiva.

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E se a felicidade é afectada por ter dois pais gays?

E se a felicidade é afectada por ser criado num orfanato?

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Deveria ser indiferente. Outros aspectos devem ser tidos mais em conta.

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Apesar da posição do Desc no assunto acerca do futuro social das crianças adoptadas por pais homossexuais ter alguma razão, eu continuo com a opinião contrária, por 2 razões: 1º porque retirar essa possibilidade a casais homossexuais seria de uma injustiça tremenda e quase uma demonstração de inferioridade, e 2º porque a possibilidade de virem a sofrer no futuro devido a isso não é, a meu ver, razão suficientemente forte para se optar pela via da proibição. Tanto por não ser um facto adquirido que serão gozadas (quantas crianças em situações semelhantes não o são) como por não achar que deva ser um factor que passe por cima de outros mais importantes.

 

E por último, porque só com a transformação deste processo de adopção num aspecto natural na sociedade as mentalidades poderão, de forma efectiva, começar a mudar. É como uma bola de neve, mas tem que se começar em algum lado. Este é esse "lado", a oportunidade de começar a modificar a maneira como muita gente vê a adopção por casais homossexuais.

 

E esta medida vai contribuir para mudar a mentalidade e atenuar a discriminação para com os homossexuais? Então, voltando à analogia com os gordos que o Antifa aqui lançou, eu acho que a McDonalds deveria receber uma medalha atribuída pela ONU. Eles têm sido incansáveis na tentativa de banalizar a existência de gordos contribuindo decisivamente para que os badochas não sejam gozados no recreio da escola. Já que estamos perante uma questão de quantidade...

 

 

E se os gordos, feios, caixas de óculos e sopinhas de massa forem os pais? Não vão acabar por passar "sofrimento social" aos filhos? Se o Estado já filtra os pais sem aptidões afetivas, sociais, económicas, criminais, etc, é mesmo sensato colocar mais um filtro na sexualidade, como se esse fator tivesse o mesmo peso negativo que os atrás enumerados? Não me parece.

 

Vamos mesmo discriminar uma relação consentida e reconhecida pelo próprio Estado? Mas isso faz alguem sentido?

 

Acho que estás a fazer uma pequena confusão. Não se está a falar de colocar mais um filtro. Esse filtro já existe. Está a falar-se de retirar esse filtro. O que está em discussão não é impedir que os casais homossexuais possam adoptar porque essa é a situação atual, é permitir que eles o façam.

 

E a minha opinião é que se deve mudar apenas quando as consequências serão positivas face à situação vigente. Tendo sempre presente que, quando se fala sobre adoção a questão fundamental são os interesses das crianças.

 

 

Isso e tudo o que qualquer tipo de discriminação acarreta para uma criança indefesa. Não é algo de somenos, porém não acho que seja motivo suficiente para privar casais de adotar e crianças de serem adotadas.

 

Mas quem é que impede as crianças de serem adotadas? Até parece que os gays vêm agora salvar o mundo e eliminar a "praga" dos pobres órfãos que não têm família.

 

Como eu já referi há muitos posts atrás, existem listas de espera de candidatos a pais adotivos. Em Portugal não há excesso de crianças para adotar. Há excesso de pais com vontade de adotar. Se esta medida vier a ser aprovada a primeira consequência será um aumento dessa lista de espera.

 

 

Antes pais gays que do ... :mrgreen:

 

Boca para o Barulho!1

 

Conheço um indivíduo que é preto, comunista e do Benfica. Digo-lhe muitas vezes que só lhe falta ser rabeta...:mrgreen:

 

Compreendo todas questões que possam ser levantadas por este tema mas tenho para mim que uma criança está muito melhor numa casa onde encontre carinho e amor do que num orfanato.

Se nessa casa há um homem e uma mulher, dois homens, duas mulheres ou apenas um pai/mãe parece-me mais irrelevante do que a felicidade e a melhoria das condições de vida da criança.

 

Sim, mas tendo em atenção que não há falta casas onde há um homem e uma mulher a questão deve colocar-se de outra forma. Tendo em conta os interesses da criança, e em igualdade de circunstâncias quanto a carinho, amor, atenção e conforto económico, ela estará melhor com um casal heterossexual ou homossexual?

 

E se a felicidade é afectada por ser criado num orfanato?

 

E os gays vão acabar com os orfanatos? Se assim for eu mudo imediatamente de opinião.

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E esta medida vai contribuir para mudar a mentalidade e atenuar a discriminação para com os homossexuais?

Não acredito que o faça por inteiro, mas acredito que ajude. Bastante até. Mas essa é a razão "menos importante" dentro daquelas que já disse, apenas um efeito colateral positivo desta possível alteração.

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E os gays vão acabar com os orfanatos? Se assim for eu mudo imediatamente de opinião.

 

Claro que não, mas não achas preferível haver algumas crianças criadas em casas normais do que todas serem criadas em orfanatos?

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