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Parlamento chumba adopção por casais do mesmo sexo

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Mas quais estudos? Sobre o impacto da sexualidade dos pais na vida dos filhos? Ou estudos apenas sobre a homosexualidade? Aproveite-se e estudem-se todos os complexos e tiques colonislistas e fascistas que ainda subsistem na nossa sociedade. Estude-se a cor de pele dos candidatos. Estude-se a nacionalidade. Estude-se a religião. Estude-se também o impacto de um casal comunista na vida política de uma criança. Porque não?

 

Mas qual homossexualidade? Mas isto é suposto ser um atestado à capacidade da sociedade "suportar" a existência de homossexuais? É suposto isto servir de vitória dos homossexuais? Ou é suposto isto ser feito com base no interesse das crianças, e tendo isso em conta deve-se analisar se esta radical mudança as favorece? Por favor, parece que isto é uma guerra homofóbica quando a única coisa que se pede é que se analise se é positivo, em que moldes deve ser feito e quais as potenciais consequências, positivas e negativas, deste passo.

 

Fascismo? Cor de pele? Nacionalidade e religião? Estás a entrar pelo caminho do populismo e da hipocrisia, o vulgar "desconversar", e por aí eu não vou. Eu pensei que isto era uma discussão séria, mas parece que não.

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Mas isso é ridículo.

Quando era puto fui gozado por ser gordito.

Havia putos gozados por terem mochilas Monte Carlo, em vez de Monte Campo.

Eu passei a ser rei, porque fui o primeiro na escola com all-stars.

Fui gozado porque parti os dois dentes da frente a ser radical.

Fui assaltado, porque comia e calava. Fui suspenso, porque comi e não me calei. Era gozado por comer e calar, passaram a baixar a crista, porque comi e não calei.

Haviam putos gozados porque nao gostavam de jogar à bola, outros porque preferiam estar com as raparigas. Outros porque preferiam estar a fazer os trabalhos de casa. Outros porque eram do SASE. Outros porque os avós os iam buscar. Outros porque dava beijos ao pai/avô.

Não passa pela cabeça de alguém cortar qualquer uma destas coisas como forma de acabar com os gozos/bullying. Isto já existe desde sempre.

 

E alguma dessas características que revelaste são decididas pelo Estado? É o Estado que te fez gordito, que te obrigou a ter mochilas Monte Carlo ou a partir dois dentes? Se não, então não é relevante para a discussão. Porque os moldes da adopção são decididos pelo Estado, e aí podemos potenciar benefícios e atenuar, ou mesmo impedir, malefícios. No índice de massa corporal o Estado nada pode fazer para evitar os malefícios que a criança possa sofrer na sociedade.

 

Claro que todas as adopções têm ser muito bem estudadas e analisadas, sejam heteros, homo ou herma. Mas acho que não deveria entrar sequer em equação quando se trata de proibir.

 

Mas é isto que eu e o Desc estamos fartos de dizer lol. As adopções têm de ser estudadas e analisadas, estudados os meios sociais e o impacto para uma criança de pertencer a uma família disfuncional segundo o ponto de vista maioritário da sociedade. E se os estudos comprovarem que há benefícios e não se criam problemas às crianças, então que se avance, mas com a certeza que foram dados todos os passos para que a criança cresça feliz e num ambiente social saudável. "Só" isso.

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Quanto mais pretos, ciganos ou estrangeiros surgem maiores são os fenómenos de intolerância.

 

 

A solução passa obviamente por retirar os pretos, ciganos, estrangeiros de perto das pessoas que se sentem incomodadas. E olha, uma sugestão, com um bocadinho de jeitinho enfia lá também os judeus!

 

Não te preocupa que o divórcio tenha passado a ser moda?

 

Não, alegra-me é que finalmente as vitimas de violência doméstica tenham finalmente uma sociedade que aceite que elas falem. Alegra-me que as pessoas possam admitir que fizeram um erro, muitas vezes fruto da juventude, sociedade, familia e possam ter hipotese de sair de lá, sendo mais felizes sozinhas, poupando crianças a uma familia disfuncional.

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Epa, chegar aqui de pára-quedas e descontextualizar fragmentos de texto não. Se é para isso mais vale não postares...

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Guest fiasco

Então estão-se a explicar muito mal.

O que é que é suposto ser positivo para a criança? O casal homossexual em particular candidato a uma adopção, ou os casais homossexuais no geral?

Ou quais os parâmetros para se considerar positivo ou negativo? Acho que é isto que ainda não conseguiram explicar, ou fazerem-se entender.

Editado por fiasco

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Epa, chegar aqui de pára-quedas e descontextualizar fragmentos de texto não. Se é para isso mais vale não postares...

 

Eu percebi exactamente o que ele escreveu. Se ele se explicou mal isso é lá com ele.

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Guest fiasco

Epa, chegar aqui de pára-quedas e descontextualizar fragmentos de texto não. Se é para isso mais vale não postares...

 

Já eu, acho que misturam esses fragmentos de texto num monte de "nada", para ver se passam despercebidos. ;)

Editado por fiasco

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Então estão-se a explicar muito mal.

O que é que é suposto ser positivo para a criança? O casal homossexual em particular candidato a uma adopção, ou os casais homossexuais no geral?

Ou quais os parâmetros para se considerar positivo ou negativo? Acho que é isto que ainda não conseguiram explicar, ou fazerem-se entender.

 

Porra, outra vez? Só se respondeu a essa questão, tipo, várias vezes nas páginas anteriores. Que não gostes da resposta e queiras ver se alguém cai em incoerência é outra coisa completamente diferente.

 

Eu percebi exactamente o que ele escreveu. Se ele se explicou mal isso é lá com ele.

 

Tu pensas que percebeste, mas a tua resposta mostra que não percebeste. É que estás a tomar aquilo por afirmações isoladas quando foram feitas num determinado contexto, e estás a analisar aquelas frases isoladamente para adulterar o significado delas.

 

Já eu, acho que misturam esses fragmentos de texto num monte de "nada", para ver se passam despercebidos. ;)

 

Sim fiasco, eu sou homofóbico e não quero que a mente das criancinhas sejam poluídas pelas palavras sujas dos homossexuais, essa corja da sociedade. É exactamente isso que eu acho, mas até agora tenho tentado "passar despercebido" metendo certas afirmações escondidas no meio dos textos, iluminatti style.

 

:roll:

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Guest fiasco

Porra, outra vez? Só se respondeu a essa questão, tipo, várias vezes nas páginas anteriores. Que não gostes da resposta e queiras ver se alguém cai em incoerência é outra coisa completamente diferente.

 

Sim fiasco, eu sou homofóbico e não quero que a mente das criancinhas sejam poluídas pelas palavras sujas dos homossexuais, essa corja da sociedade. É exactamente isso que eu acho, mas até agora tenho tentado "passar despercebido" metendo certas afirmações escondidas no meio dos textos, iluminatti style.

 

:roll:

 

Para não parecer que falo "contra" por embirração, ou por "cair de paraquedas", pego no post do Descartes de há umas paginas atrás:

 

Aí já entramos numa questão de fé e de crença. Tu acreditas que terá efeitos positivos a esse nível e eu não acredito. Não vamos sair daqui.

 

Eu só digo que a generalização e banalização dos alvos de discriminação nunca conduziu à diminuição dessa mesma discriminação. Muito pelo contrário. Basta pensarmos em situações bem mais graves como o racismo ou a xenofobia. Quanto mais pretos, ciganos ou estrangeiros surgem maiores são os fenómenos de intolerância. Igual fenómeno acontece com discriminações mais corriqueiras, como os gordos, por exemplo.

 

Os exemplos de efeito contrário não deixam, no entanto, de me preocupar. É o caso dos divorciados. E preocupa-me porque a incidência da discriminação para com indivíduos divorciados e, por arrasto, para com os seus filhos, diminuiu porque se generalizou o divórcio. Banalizou-se e tornou-se, até, uma moda. Preocupa-me que aconteça o mesmo com a homossexualidade. Que passe a ser moda.

 

Em relação ao primeiro paragrafo. É bastante elucidativo. Ele não acredita. É lá com ele.

 

Em relação ao segundo paragrafo, só pode ser uma piada de mau gosto. Esta mesmo a querer comprar os fenómenos de racismo e xenofobia a um nível geral entre o agora e quê, há 40/50 anos atrás? Se for ao nível de uma rua ou um bairro, ainda é naquela. Uma rua na Quinta da Beloura, que de repente passa a ter três famílias ciganas problemáticas (que por acaso ou sorte, até têm guita para lá comprar casa), é natural que aumente a xenofobia, ou então até nem será xenofobia, é mesmo por serem problemáticas, porque se fossem ciganos e calminhos, provavelmente ninguém teria problemas. (é a velha questão do gajo que não é racista, mas num jogo de futebol, numa situação de transito, é capaz de soltar um "preto do crl" ou "preto burro", em que o factor crucial é o ser burro ou estúpido, e não ser preto ou branco).

É que eu acho, e gosto de acreditar, que com um aumento de africanos e consequente socialização, diminui e muito a xenofobia, racismo e o medo. (pelo menos a historia tem nos provado isso, com a América com exemplo primário)

 

Em relação ao terceiro paragrafo, também só pode ser para rir. (mas também conhecendo as opiniões do Descartes a nível do fórum, no que extra futebol diz respeito, não me admira)

Então os divórcios viraram moda. As pessoas adoram divórcios (como as mulheres adoram abortos, segundo os pro-vida), nem se gasta toneladas dinheiro, não se perde cabelos e horas de vida, até é algo bastante simples e engraçado de atravessar.

O que tem mesmo piada, eram os constantes atropelos ao casamento que havia antigamente em que a mulher não podia fazer nada, porque a) era socialmente excluída b) não conseguia satisfazer o marido c) era dependente financeiramente do marido e por isso tinha que comer e calar.

Levava porrada, os maridos tinham amantes, o casamento era um pesadelo, mas ai delas que se divorciassem. Deus e a Igreja odiavam uma mulher divorciada. É pecado dizem os testamentos.

 

 

Na volta ainda vêm dizer que a homossexualidade só existe agora, porque virou moda desde os anos 80's. Só porque agora há muito mais gente que se sente confortável em assumir a sua orientação, porque a sociedade (apesar de muitos serem contra) está cada vez mais aberta e compreensiva.

Antigamente não havia nada disso. Era tudo muito macho.

Nem sequer era habitual a homossexualidade entre as tropas romanas.

 

 

Se após todos os exames, e estudos e confirmadas todas as condições, a adopção estiver entre um casal homossexual e um heterosexual que optem por outro factor eliminatório, sem ser o factor orientação sexual.

Por amor de deus, nem que seja por quem chegou primeiro. Ou quem se inscreveu à mais tempo.

 

 

Ps. Mas hey, posso ter percebido tudo mal. E estar a descontextualizar a coisa.

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Para não parecer que falo "contra" por embirração, ou por "cair de paraquedas", pego no post do Descartes de há umas paginas atrás:

 

 

 

Em relação ao primeiro paragrafo. É bastante elucidativo. Ele não acredita. É lá com ele.

 

Em relação ao segundo paragrafo, só pode ser uma piada de mau gosto. Esta mesmo a querer comprar os fenómenos de racismo e xenofobia a um nível geral entre o agora e quê, há 40/50 anos atrás? Se for ao nível de uma rua ou um bairro, ainda é naquela. Uma rua na Quinta da Beloura, que de repente passa a ter três famílias ciganas problemáticas (que por acaso ou sorte, até têm guita para lá comprar casa), é natural que aumente a xenofobia, ou então até nem será xenofobia, é mesmo por serem problemáticas, porque se fossem ciganos e calminhos, provavelmente ninguém teria problemas. (é a velha questão do gajo que não é racista, mas num jogo de futebol, numa situação de transito, é capaz de soltar um "preto do crl" ou "preto burro", em que o factor crucial é o ser burro ou estúpido, e não ser preto ou branco).

É que eu acho, e gosto de acreditar, que com um aumento de africanos e consequente socialização, diminui e muito a xenofobia, racismo e o medo. (pelo menos a historia tem nos provado isso, com a América com exemplo primário)

 

Se após todos os exames, e estudos e confirmadas todas as condições, a adopção estiver entre um casal homossexual e um heterosexual que optem por outro factor eliminatório, sem ser o factor orientação sexual.

Por amor de deus, nem que seja por quem chegou primeiro. Ou quem se inscreveu à mais tempo.

 

 

Ps. Mas hey, posso ter percebido tudo mal. E estar a descontextualizar a coisa.

 

Assim está melhor, sem indirectas desnecessárias e infelizes.

 

Em relação ao primeiro parágrafo do Desc ele pode-te explicar melhor que eu onde quis chegar; eu acho que percebi e que ele refere simplesmente que um aumento de uma "minoria", chamemos-lhe assim, não serve para a banalizar e diminuir a discriminação sobre ela. E isso é verdade. Se ela aumentar e não for acompanhada de uma mudança nas mentalidades, só vai servir para aumentar os fenómenos de discriminação. Basta recordar a Segunda Guerra Mundial; ou num exemplo português, a perseguição aos cristãos-novos, que inicialmente eram desprezados mas devido ao seu aumento exponencial iniciaram-se os processos de perseguição e purga.

 

O exemplo que deste dos negros na América comprova o que referi. Não foi o aumento exponencial de negros que levou ao fim da discriminação sobre eles, até porque não houve, penso, um aumento exponencial de negros nas décadas de 50, 60 e 70; foi sim a luta pela mudança de mentalidades, e essa efectiva mudança, que permitiu a evolução. Essa "socialização", como referiste, não surgiu por quantidade, mas por qualidade (neste caso da mentalidade, que acabou com aquele disparate).

 

Mas isto é fugir imenso ao tema. E concordo com o penúltimo parágrafo que quotei: que se façam propostas, que se estudem os moldes para permitir as adopções por casais homossexuais, que se combatam estigmas e discriminações. A adopção por casais homossexuais é um passo lógico e evolutivo rumo a uma sociedade melhor, será dado tal como foi o dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, mas há que analisar o como e o quando. Não basta chegar e aprovar, isso é um erro e não só neste assunto, é um erro em qualquer área.

 

PS: Repara que não quotei o terceiro parágrafo, porque também não percebi onde ele quis chegar com aquilo e porque, confesso, também torci o nariz. É esperar para ver.

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Guest fiasco

Claro, nem eu defendo que seja tudo feito em cima do joelho. :)

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Já foi dito, mas eu sublinho. Os homossexuais não estão limitados à adoção para ter filhos, e mesmo que estivessem, nos moldes atuais, não são impedidos de adotar. Portanto, ninguém terá problemas em assumir que atualmente existirão crianças a ser educadas por casais homossexuais. Acontece que haverá sempre insegurança nestas famílias, pois uma das partes é pai/mãe da criança, mas não é assim reconhecida pelo Estado. Num caso extremo, se a mãe (ou pai) adotiva/biológica sofre uma tragédia, a parceira não tem direitos sobre a criança, correndo o risco de a perder para o sistema. Este clima de insegurança no seio familiar é prejudicial tanto para o casal como para a criança, logo é essencial que seja permitida a co-adoção do filho adotivo/biológico do parceiro. Passando essa necessária e importante lei, a outra, a seu tempo, seguir-se-á, como é natural.

 

A possibilidade da criança ser alvo de ofensas por ter dois pais, ou duas mães, não deveria ser usada como argumento contra a adoção por parte de casais homossexuais, pois pode ser interpretado, por mentes ignorantes, como um incentivo à discriminação dos homossexuais (entendo a vossa preocupação, mas nunca o Estado poderia enunciar esse argumento como uma justificação para impedir a adoção conjunta). Se essa possibilidade existe, e tendo em conta que é mais do que provável a existência de casais homossexuais com filhos, têm de ser fornecidas defesas a essas famílias, ou seja, pesadas punições aos comprovados agressores, seja na escola, no trabalho, ou na vida em sociedade.

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Mas qual homossexualidade? Mas isto é suposto ser um atestado à capacidade da sociedade "suportar" a existência de homossexuais? É suposto isto servir de vitória dos homossexuais? Ou é suposto isto ser feito com base no interesse das crianças, e tendo isso em conta deve-se analisar se esta radical mudança as favorece? Por favor, parece que isto é uma guerra homofóbica quando a única coisa que se pede é que se analise se é positivo, em que moldes deve ser feito e quais as potenciais consequências, positivas e negativas, deste passo.

 

Fascismo? Cor de pele? Nacionalidade e religião? Estás a entrar pelo caminho do populismo e da hipocrisia, o vulgar "desconversar", e por aí eu não vou. Eu pensei que isto era uma discussão séria, mas parece que não.

Era mesmo preciso ter escrito "impacto da homosexualidade dos pais na vida dos filhos"? Não estava implícito do decorrer da pergunta anterior? Ou não gostaste do que leste?

 

Não é nenhuma guerra homofóbica, mas sem dúvida que é um duelo de preconceitos. Porque, quer queiras, quer não, esta é também uma conversa acerca dos direitos humanos. Sobre se o Estado tem a legitimidade de impedir o melhoramento das condições de vida de crianças necessitadas ao mesmo tempo e porque descrimina a orientação sexual de cidadãos com direitos reconhecida e legalmente iguais a todos os outros.

 

Populismo não é fazer perguntas incómodas. É mencionar uma suposta guerra pelos interesses homosexuais para descredibilizar alguém. Hipócrisia é esconder o preconceito por detrás do interesse das crianças, ignorando o atropelo aos direitos de cidadãos comuns. E se esta conversa não é séria o suficiente para ti, aconselho-te a continuar com o Descartes, já que estão ambos tão preocupados com as criancinhas. Sei lá, desse modo, talvez, quem sabe, ainda decidam adotar uma e providenciar-lhe um lar feliz. Só espero que nenhum dos dois seja gay, seria uma tremenda pena não poderem ajudar a criar uma criança. Mas o que interessa haver ainda mais adultos frustrados, infelizes e sabe-se lá o que mais, desde que as crianças necessitadas não sejam sujeitas à eventualidade do horror social causado pela homosexualidade dos pais?

 

Continuas a achar-me populista e hipócrita? Não. Não sou eu quem escolhe ignorar metade da questão. Não sou eu quem evita responder a perguntas. Não fui eu quem fez juízos de valor sobre alguém e fugiu da conversa- pelo que não sou eu quem está a desconversar. Podíamos ter tido uma conversa agradável, não precisava de ter sido assim. Não precisavas de ler isto. Talvez o melhor fosse mesmo não me teres respondido, sequer. Tal como fez o Descartes mais atrás no tópico. Escolher o que discutir é uma liberdade partilhada. E quando se aceita a discussão, aceita-se correr o risco de acabar por ter de falar sobre algo que não se quer. E quando isso acontece, ou se continua a discussão, ou não se discute sequer.

 

Compreendido, amigo?

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Hipócrisia é esconder o preconceito por detrás do interesse das crianças

 

Estava a ver quantos posts ias conseguir fazer sem me acusares disto. Se não sabes interpretar o que te escrevem, então não vales a pena o tempo perdido, até porque se há coisa que não tenho é preconceito para com homossexuais.

 

Já para não falar no ataque cobarde que me fazes no resto do post, principalmente quando não fiz qualquer juízo de valor sobre a tua pessoa; por essa razão não admito que os faças sobre mim, muito menos quando são baseados em... nada. Por mim, contigo fechei a loja. De vez, não apenas neste tópico.

 

E sim, podes considerar que "fugi".

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Acusas-me de ser populista e hipócrita, primeiro; lento de compreensão, depois; defendes-te vitimizando-te sobre a minha resposta ao teu ataque inicial e rematas tudo com a coragem de me apelidar de cobarde, quando voltas a não responder a nada e a fugir da conversa?

 

Que desilusão. Que tristeza. Tudo para quê? Para um "esperar para ver"? Ridículo, mesquinho, pobre de espírito, enfim... Confesso que me voltaste a surpreender com a tua atitude. De mim já não é de esperar mais do que isto- sou assim desde o início, 10 anos atrás-, mas não esperava tamanha tacanhez de tua parte.

 

E talvez o erro tenha sido meu, que não esclareci convenientemente, mas neste tema há espaço para mais formas de preconceito para além do sexual. Não foi minha intenção apelidar-te de homofóbico. Aliás, a minha intenção foi apenas ser um pouco mais acutilante que os restantes. Não faltei nunca ao respeito a ninguém e não percebo o porquê da tua reação abespinhada. Será da sensibilidade do tema? Não sei. Também não quero saber. Passa bem, amigo.

 

ps: da próxima vez que quiseres passar por sério, pensa bem antes de colocares a seriadede de outra pessoa em questão. Não te admito que o faças comigo. Soa-te a juízo de valor, isto? Ou é mais populismo e hipócrisia?

Editado por 13thReverend

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Ninguém te acusou de seres populista ou hipócrita, disseram-te que estavas a entrar por esse caminho. E também não te acusaram de seres lento de compreensão, disseram-te que não soubeste interpretar o que te escreveram. E disseram-te esta última depois de teres feito um claro ataque a mim, chamando-me claramente preconceituoso e hipócrita, continuando pelo post fora com ataques pessoais; não foram ataques aos meus argumentos nem às minhas opiniões, foram ataques pessoais. E cobardes, porque ninguém te atacou em primeiro lugar.

 

Mas ok, sou mesquinho, tacanho, ridículo, pobre de espírito... é por aí. Para quem me acusou de ser preconceituoso para com os homossexuais e hipócrita, esses até nem são adjectivos tão fortes quanto isso. Podia ser claramente pior.

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Guest fiasco

sim, diz que se pega..

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Perigosíssima se for interpretada mal. Disseste que se metade da população fosse homossexual a sobrevivência da espécie humana estaria em perigo, eu limitei-me a dizer que a espécie humana não estava de todo condenada se 3,5 milhares de milhões de pessoas se reproduzissem, uma vez que em certas alturas a espécie humana já esteve abaixo de 10.000 indivíduos. Usei 3,5 mil milhões porque sugeriste o cenário de 50% da população ser homossexual, e esse número é metade da população mundial actual.

 

Não estava a encorajar genocídio ou democídio...obviamente. Mas claro que isto é tudo um cenário absurdo, como já tinhas dito.

 

Ótimo. :wink:

 

Eu só disse que a frase era perigosíssima porque podia ser mal interpretada ou descontextualizada...

 

Não estou a confundir nada. Tu é que estás a ver se me confundes. Volto a dizer: se o Estado reconhece a união conjugal entre pessoas do mesmo sexo, com que lógica lhes veda o acesso aos mesmos direitos dos casais heterosexuais? Em que te fundamentas para achar que não seria uma mudança positiva? Há dados concretos acerca da adoção por casais homosexuais em Portugal?

 

Com a mesma lógica com que veda o acesso a candidatos à adoção a indivíduos com mais de 60 anos, ou a candidatos casados há menos de 4 anos, ou a candidatos com menos de 25 anos. Com a lógica que tantas vezes se esquece de que o direito de um indivíduo termina quando colide com o direito de outro. E neste caso em particular o direito dos casais homossexuais colide com o direito que as crianças têm de ser adotadas por casais heterossexuais.

 

 

E volto-te a lembrar que é sempre do melhor interesse das crianças ter o máximo de opções disponíveis. Em vez de 30 lares condignos, serão 40. Não é melhor assim? E quem falou em salvação? Trata-se de direitos, porra! O direito de um casal legalmente reconhecido a poder candidatar-se para adotar e o direito de uma criança necessitada a ter mais e, quiçá, melhores opções de vida. É simples!

 

Se há noite os pais decidem comer as pilas um do outro é algo sobre o qual o Estado não tem absolutamente nenhum direito de fundamentar um pedaço de legislação.

 

E tu, afinal, estás preocupado com as crianças ou com as filas de espera?

 

As crianças não necessitam de 40 lares condignos se já tiverem 30 disponíveis. Basta-lhes um.

 

Eu estou preocupado com as crianças. O facto de haver listas de espera não passa de um indicador que evidencia o facto de não haver falta de candidatos para acolher as crianças. Preocupa-me, isso sim, a demora no tratamento dos processos. Se os processos de adoção fossem tratados de forma mais célere e simplificados o facto de haver listas de espera não seria motivo de preocupação mas sim de satisfação.

 

A solução passa obviamente por retirar os pretos, ciganos, estrangeiros de perto das pessoas que se sentem incomodadas. E olha, uma sugestão, com um bocadinho de jeitinho enfia lá também os judeus!

 

Não. A solução passa por políticas de integração ativas e pelo combate à segregação. Não tem absolutamente nada a ver com a quantidade. A quantidade só tem dois efeitos: aumentando os alvos aumenta igualmente a discriminação. Até que se chega a um ponto de banalização em que a discriminação termina naturalmente.

 

 

Não, alegra-me é que finalmente as vitimas de violência doméstica tenham finalmente uma sociedade que aceite que elas falem. Alegra-me que as pessoas possam admitir que fizeram um erro, muitas vezes fruto da juventude, sociedade, familia e possam ter hipotese de sair de lá, sendo mais felizes sozinhas, poupando crianças a uma familia disfuncional.

 

A mim entristece-me a violência doméstica e a quantidade de erros fruto do que quer que seja. Não sou contra a existência dos divórcios, mas preocupa-me a sua dimensão.

 

 

Então estão-se a explicar muito mal.

O que é que é suposto ser positivo para a criança? O casal homossexual em particular candidato a uma adopção, ou os casais homossexuais no geral?

Ou quais os parâmetros para se considerar positivo ou negativo? Acho que é isto que ainda não conseguiram explicar, ou fazerem-se entender.

 

O que é suposto ser positivo para a criança é que seja adotada pela família que lhe proporcione uma minimização dos riscos associados a situações que possam condicionar um crescimento feliz e saudável. Em todos os planos em que a criança se movimentará e não apenas no estrito plano familiar.

 

 

Para não parecer que falo "contra" por embirração, ou por "cair de paraquedas", pego no post do Descartes de há umas paginas atrás:

 

 

 

Em relação ao primeiro paragrafo. É bastante elucidativo. Ele não acredita. É lá com ele.

 

Em relação ao segundo paragrafo, só pode ser uma piada de mau gosto. Esta mesmo a querer comprar os fenómenos de racismo e xenofobia a um nível geral entre o agora e quê, há 40/50 anos atrás? Se for ao nível de uma rua ou um bairro, ainda é naquela. Uma rua na Quinta da Beloura, que de repente passa a ter três famílias ciganas problemáticas (que por acaso ou sorte, até têm guita para lá comprar casa), é natural que aumente a xenofobia, ou então até nem será xenofobia, é mesmo por serem problemáticas, porque se fossem ciganos e calminhos, provavelmente ninguém teria problemas. (é a velha questão do gajo que não é racista, mas num jogo de futebol, numa situação de transito, é capaz de soltar um "preto do crl" ou "preto burro", em que o factor crucial é o ser burro ou estúpido, e não ser preto ou branco).

É que eu acho, e gosto de acreditar, que com um aumento de africanos e consequente socialização, diminui e muito a xenofobia, racismo e o medo. (pelo menos a historia tem nos provado isso, com a América com exemplo primário)

 

Em relação ao terceiro paragrafo, também só pode ser para rir. (mas também conhecendo as opiniões do Descartes a nível do fórum, no que extra futebol diz respeito, não me admira)

Então os divórcios viraram moda. As pessoas adoram divórcios (como as mulheres adoram abortos, segundo os pro-vida), nem se gasta toneladas dinheiro, não se perde cabelos e horas de vida, até é algo bastante simples e engraçado de atravessar.

O que tem mesmo piada, eram os constantes atropelos ao casamento que havia antigamente em que a mulher não podia fazer nada, porque a) era socialmente excluída b) não conseguia satisfazer o marido c) era dependente financeiramente do marido e por isso tinha que comer e calar.

Levava porrada, os maridos tinham amantes, o casamento era um pesadelo, mas ai delas que se divorciassem. Deus e a Igreja odiavam uma mulher divorciada. É pecado dizem os testamentos.

 

 

Na volta ainda vêm dizer que a homossexualidade só existe agora, porque virou moda desde os anos 80's. Só porque agora há muito mais gente que se sente confortável em assumir a sua orientação, porque a sociedade (apesar de muitos serem contra) está cada vez mais aberta e compreensiva.

Antigamente não havia nada disso. Era tudo muito macho.

Nem sequer era habitual a homossexualidade entre as tropas romanas.

 

 

Se após todos os exames, e estudos e confirmadas todas as condições, a adopção estiver entre um casal homossexual e um heterosexual que optem por outro factor eliminatório, sem ser o factor orientação sexual.

Por amor de deus, nem que seja por quem chegou primeiro. Ou quem se inscreveu à mais tempo.

 

 

Ps. Mas hey, posso ter percebido tudo mal. E estar a descontextualizar a coisa.

 

Segundo parágrafo: a comparação só foi feita para analisar a questão da quantidade. E tu próprio reconheceste o ponto a que eu queria chegar quando falas, hipoteticamente, da Quinta da Beloura. A mim chega-me.

 

Terceiro parágrafo: sim, o divórcio virou moda. Os números oficiais assim o ilustram. Qual é a dúvida? É motivo de preocupação? Para mim, sim. Não pelo divórcio em sim, que aceito, apoio e aplaudo de pé a existência dessa possibilidade. Mas pelos motivos que o suscitam. Se esses motivos já existiam no passado? Provavelmente. E preocupa-me que a nossa evolução enquanto ser social e sexual não tenha acontecido num sentido positivo. Preocupa-me que a violência doméstica ainda tenha a dimensão que tem hoje. Preocupa-me que as incompatibilidades continuem a surgir em catadupa no seio de relações que se assumiram no momento da sua contratualização, com maior ou menor convicção, como estáveis e duradouras.

 

Edit: Esqueci-me de comentar a parte que assinalei a bold.

 

Mas se esse é um aspeto diferenciador porque é que não pode ser utilizado? Sem qualquer preconceito e no melhor interesse da criança.

 

 

Já foi dito, mas eu sublinho. Os homossexuais não estão limitados à adoção para ter filhos, e mesmo que estivessem, nos moldes atuais, não são impedidos de adotar. Portanto, ninguém terá problemas em assumir que atualmente existirão crianças a ser educadas por casais homossexuais. Acontece que haverá sempre insegurança nestas famílias, pois uma das partes é pai/mãe da criança, mas não é assim reconhecida pelo Estado. Num caso extremo, se a mãe (ou pai) adotiva/biológica sofre uma tragédia, a parceira não tem direitos sobre a criança, correndo o risco de a perder para o sistema. Este clima de insegurança no seio familiar é prejudicial tanto para o casal como para a criança, logo é essencial que seja permitida a co-adoção do filho adotivo/biológico do parceiro. Passando essa necessária e importante lei, a outra, a seu tempo, seguir-se-á, como é natural.

 

Cá está! Em relação à co-adoção não coloco qualquer reserva. Não identifico uma única desvantagem. Muito pelo contrário, é do máximo interesse dessa criança que seja adotada por essa pessoa.

 

A possibilidade da criança ser alvo de ofensas por ter dois pais, ou duas mães, não deveria ser usada como argumento contra a adoção por parte de casais homossexuais, pois pode ser interpretado, por mentes ignorantes, como um incentivo à discriminação dos homossexuais (entendo a vossa preocupação, mas nunca o Estado poderia enunciar esse argumento como uma justificação para impedir a adoção conjunta). Se essa possibilidade existe, e tendo em conta que é mais do que provável a existência de casais homossexuais com filhos, têm de ser fornecidas defesas a essas famílias, ou seja, pesadas punições aos comprovados agressores, seja na escola, no trabalho, ou na vida em sociedade.

 

O Estado não usa esse argumento. Posso estar enganado mas duvido muito sinceramente que exista qualquer referência desse género em qualquer documento oficial. Eu é que identifico essa questão como suporte à opinião que tenho sobre o assunto.

 

E se esta conversa não é séria o suficiente para ti, aconselho-te a continuar com o Descartes, já que estão ambos tão preocupados com as criancinhas. Sei lá, desse modo, talvez, quem sabe, ainda decidam adotar uma e providenciar-lhe um lar feliz. Só espero que nenhum dos dois seja gay, seria uma tremenda pena não poderem ajudar a criar uma criança.

 

A classe... :lol:

 

Talvez o melhor fosse mesmo não me teres respondido, sequer. Tal como fez o Descartes mais atrás no tópico.

 

Não te respondi porque já não havia nada a acrescentar. Era chover no molhado. Correndo-se o risco da conversa descambar como descambou a tua com o Black Hawk.

 

 

É suposto existir algum problema se a homossexualidade se banalizar?

 

Diz que não... Até há quem defenda que cada pessoa deveria ter uma ou duas experiências homossexuais. Pode haver por aí quem seja e não se lembre...

Editado por Descartes

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Diz que não... Até há quem defenda que cada pessoa deveria ter uma ou duas experiências homossexuais. Pode haver por aí quem seja e não se lembre...

 

A mim bastou-me uma colonoscopia.

Editado por R3d

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A mim bastou-me uma colonoscopia.

 

Dizem que só custa a primeira. Confirmas? :mrgreen:

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A mim bastou-me uma colonoscopia.

LOL

 

btw, estava a gostar discussao antes de se zangarem ;c

Editado por Ghitshu

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Com a mesma lógica com que veda o acesso a candidatos à adoção a indivíduos com mais de 60 anos, ou a candidatos casados há menos de 4 anos, ou a candidatos com menos de 25 anos. Com a lógica que tantas vezes se esquece de que o direito de um indivíduo termina quando colide com o direito de outro. E neste caso em particular o direito dos casais homossexuais colide com o direito que as crianças têm de ser adotadas por casais heterossexuais.

 

 

 

 

As crianças não necessitam de 40 lares condignos se já tiverem 30 disponíveis. Basta-lhes um.

 

Eu estou preocupado com as crianças. O facto de haver listas de espera não passa de um indicador que evidencia o facto de não haver falta de candidatos para acolher as crianças. Preocupa-me, isso sim, a demora no tratamento dos processos. Se os processos de adoção fossem tratados de forma mais célere e simplificados o facto de haver listas de espera não seria motivo de preocupação mas sim de satisfação.

 

 

 

A classe... lol.gif

 

 

Não te respondi porque já não havia nada a acrescentar. Era chover no molhado. Correndo-se o risco da conversa descambar como descambou a tua com o Black Hawk.

Não acredito em excesso de possibilidades nestes casos. Trinta e um é melhor do que trinta. E arrisco dizer que a demora prende-se com a minúcia existente na procura do melhor casal. Mas imagino que a burocracia não ajude muito. Seja como for, essa outra conversa.

 

E sabes bem que, apesar do meu ecletismo, a conversa só descambava se te pusesses em bicos-de-pé. Ainda bem que tu já sabes melhor...

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Cá está! Em relação à co-adoção não coloco qualquer reserva. Não identifico uma única desvantagem. Muito pelo contrário, é do máximo interesse dessa criança que seja adotada por essa pessoa.

Já tinha percebido isso quando o tópico ainda era menino. Foi uma das razões para não ter participado muito na discussão, mas li tudo, até a história do blog que colocaste.

 

O Estado não usa esse argumento. Posso estar enganado mas duvido muito sinceramente que exista qualquer referência desse género em qualquer documento oficial. Eu é que identifico essa questão como suporte à opinião que tenho sobre o assunto.

Eu sei que não usa, por essa mesma razão escrevi que (o Estado) "nunca poderia" usar tal argumento. No entanto, vou mais longe, e digo que nem tu, nem ninguém, pode usar esse argumento, que, a meu ver, nem argumento é. Não é mais do que uma preocupação, de salientar, válida; mas que, por si só, não pode vedar os casais homossexuais a um direito que finalmente lhes irá reconhecer maior igualdade e potencialmente garantir maior felicidade, e ainda acrescentar perspetivas de melhores futuros para os jovens homossexuais (que ao planearem os seus futuros se deparam com um obstáculo ainda maior que aquele que a natureza lhes propõe). Claro que os interesses das crianças têm maior valor em todo este processo, julgo que ninguém pode colocar isso em causa, todavia não será o pressentimento de que as crianças serão alvos diretos de discriminação social que impedirá a lei de passar, por isso terá de se agir sobre essa preocupação de outra maneira, em vez de contrariar uma lei que, passando, seria justa.

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