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Pan

Santa Comba Dão lança “marca Salazar” para vender produtos locais

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não não, estas pessoas querem é produtos com o nome de um salvador da pátria! tás a confundir, ó Vaart!

 

Fizeste-me lembrar um trecho de um filme a preto e branco, "Pátio das Cantigas", onde há uma grande confusão e o Vasco Santana leva todas as crianças para um barco de madeira (de decoração) de nome Salazar e diz algo do género: Aqui estão todos a salvo.

 

Todavia, nada me espanta, dado que o Salazar foi o mais votado entre Os Grandes Portugueses.

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Enfim. A única coisa certa que tem o nome de salazar é aquilo que serve para rapar as taças quando fazemos bolos. Rapa tudo.

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Guest fiasco

Tou a ver que a inteligencia não é o forte daquela terra. (salvo excepções, como o pessoal que anda por este forum :mrgreen:)

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Ninguém me respondeu, por isso eu repito: qual é o problema desta iniciativa dos santacombadenses? É uma questão que só a eles diz respeito. A mim, pessoalmente, não me afeta. Se eu fosse de lá naturalmente que ficaria incomodado com a situação e seria frontalmente contra, tal como serão, não tenho dúvidas muitos deles. Mas essa é uma questão que serão eles a resolver. Se o Presidente da Câmara e outras pessoas e instituições da terra ficam satisfeitos e consideram positivo alimentar a associação da cidade à figura do ditador, eles lá saberão porquê.

 

Mas o que me traz desconforto são as reações generalizadas que surgem de cada vez que se fala do Salazar. Como se fosse um tema tabu, que temos obrigação de esconder e esquecer. É uma parvoíce de todo o tamanho. Mas é um mal nacional que não vem de agora. Se há coisa que sempre me deixou incomodado é o facto como nós, uma nação com quase 900 anos de História, escamoteamos por vergonha, pudor ou, pior, por hipocrisia os acontecimentos e momentos da nossa História em que não fomos fantásticos, vencedores e heróis.

 

No meu programa curricular da disciplina de História do agora Ensino Básico ao Secundário (e, pelo que sei, a situação mantém-se) a História de Portugal que nos era ensinada pode resumir-se em meia dúzia de eventos:

 

- A formação do Reino;

- A batalha de Aljubarrota;

- Os descobrimentos;

- A restauração da independência;

- A resistência às invasões napoleónicas;

- A queda da monarquia e instauração da República.

 

Acho que hoje se acrescenta o 25 de Abril e a entrada na CEE.

 

Os falhanços, as derrotas, as dificuldades, os desvarios, tão frequentes no passado não nos eram ensinados (e presumo que continuem a não ser). Erro enorme na formação de uma consciência nacional. Varrer o lixo para debaixo do tapete nunca deu bom resultado.

 

Dito isto acho que se deve falar o máximo possível do Salazar. Conhecer o que ele fez e as medidas fundamentais da sua atuação política. Deveríamos saber de trás para a frente como vivia o país nesses quarenta e tal anos. Talvez assim não houvesse tanto idiota a clamar, hoje em dia, que o que nós precisamos para endireitar o país é de outro Salazar.

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Santa Comba sempre foi pró-Salazar até pelas raízes dele na terra.

 

E relativamente ao programa escolar, concordo em absoluta, Descartes.

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Ninguém me respondeu, por isso eu repito: qual é o problema desta iniciativa dos santacombadenses? É uma questão que só a eles diz respeito. A mim, pessoalmente, não me afeta. Se eu fosse de lá naturalmente que ficaria incomodado com a situação e seria frontalmente contra, tal como serão, não tenho dúvidas muitos deles. Mas essa é uma questão que serão eles a resolver. Se o Presidente da Câmara e outras pessoas e instituições da terra ficam satisfeitos e consideram positivo alimentar a associação da cidade à figura do ditador, eles lá saberão porquê.

 

Mas o que me traz desconforto são as reações generalizadas que surgem de cada vez que se fala do Salazar. Como se fosse um tema tabu, que temos obrigação de esconder e esquecer. É uma parvoíce de todo o tamanho. Mas é um mal nacional que não vem de agora. Se há coisa que sempre me deixou incomodado é o facto como nós, uma nação com quase 900 anos de História, escamoteamos por vergonha, pudor ou, pior, por hipocrisia os acontecimentos e momentos da nossa História em que não fomos fantásticos, vencedores e heróis.

 

No meu programa curricular da disciplina de História do agora Ensino Básico ao Secundário (e, pelo que sei, a situação mantém-se) a História de Portugal que nos era ensinada pode resumir-se em meia dúzia de eventos:

 

- A formação do Reino;

- A batalha de Aljubarrota;

- Os descobrimentos;

- A restauração da independência;

- A resistência às invasões napoleónicas;

- A queda da monarquia e instauração da República.

 

Acho que hoje se acrescenta o 25 de Abril e a entrada na CEE.

 

Os falhanços, as derrotas, as dificuldades, os desvarios, tão frequentes no passado não nos eram ensinados (e presumo que continuem a não ser). Erro enorme na formação de uma consciência nacional. Varrer o lixo para debaixo do tapete nunca deu bom resultado.

 

Dito isto acho que se deve falar o máximo possível do Salazar. Conhecer o que ele fez e as medidas fundamentais da sua atuação política. Deveríamos saber de trás para a frente como vivia o país nesses quarenta e tal anos. Talvez assim não houvesse tanto idiota a clamar, hoje em dia, que o que nós precisamos para endireitar o país é de outro Salazar.

 

Eu lembro-me de aprender falhas que tivemos:

-Quebra do Imperio

-Perda da indepedencia

-Independencia do Brasil e guerra civil

-Marques de Pombal & marmoto

-Estado Novo & guerra colonial

 

Nao e normal que a historia seja contada por uma data de eventos? Nao e assim a historia de tudo?

 

Eu lembro-me de ser ensinado (nao quer dizer que aprendi :mrgreen:) as politicas sociais e economicas do Salazar.

 

E o em relacao ao primeiro paragrafo. Nao acho que la por ser a camara deles so diga respeito a eles. Somos um todo, um pais. Seja la o que acontece la, acontece no pais.

Btw, nao percebi como vai ser o financiamento. Quando ele falou em investimento privado estava-se a referir a este projecto ou a generalidade do desenvolvimento local alem desste projecto?

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Ninguém me respondeu, por isso eu repito: qual é o problema desta iniciativa dos santacombadenses? É uma questão que só a eles diz respeito.

Já agora, o que acharias se a terra natal do Hitler fizesse algo similar?

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Btw, nao percebi como vai ser o financiamento. Quando ele falou em investimento privado estava-se a referir a este projecto ou a generalidade do desenvolvimento local alem desste projecto?

Pelo que percebi da notícia, e resumindo a coisa, a ideia é recuperar e modernizar a zona do Vimieiro que está ligada ao património de Salazar e o espaço envolvente. Como a autarquia não tem dinheiro para o fazer, necessita de investimento privado. Como não há privados interessados em investir na região, a autarquia pensou criar a marca 'Salazar' para associar uma figura conhecida a uma região pouco conhecida e seus produtos, tentando assim atrair o interesse desses mesmos privados.

 

Para além dos objectivos de marketing, a autarquia diz também que isto pode criar mais condições para que historiados, investigadores e pessoas em geral possam visitar, investigar e conhecer melhor aquilo que foi o Estado Novo e o passado do ditador na sua terra natal.

 

Quanto à questão que colocas, penso que o objectivo seja o desenvolvimento local além deste projecto. Devem estar a pensar em começar o projecto pelas zonas ligadas ao património de Salazar (Vimieiro e espaços envolventes) mas deverão alastrar o desenvolvimento a mais zonas de Santa Comba Dão, dependendo do sucesso desta fase inicial.

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Descartes, devemos falar do Salazar, não dar o seu nome a produtos para promover a terra, como se fosse um símbolo.

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Ainda para mais quando estas acções são promovidas por autarquias.

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Sinceramente não vejo problema nenhum nesta marca e concordo com o que o Descartes disse...

Afinal de contas parece-me só uma questão de marketing.

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Tou a ver que a inteligencia não é o forte daquela terra. (salvo excepções, como o pessoal que anda por este forum :mrgreen:)

Relações cortadas :(

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Relações cortadas :(

 

Caga neles :lol:

 

A mim faz-me confusão que se façam estas 'homenagens' a ditadores!

Editado por Punk

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Sobre este assunto acho que há dois lados: o lado racional e o lado emocional.

 

Do lado racional não há problema com isto. O Salazar não foi a nenhum tribunal civil ou de guerra, nunca foi acusado de crimes contra a humanidade, não há nenhuma proibição legal ao uso da sua imagem e da sua memória.

 

Do lado emocional há aqui uma tremenda falta de tacto e bom senso. Ele foi o vértice superior de um regime que perseguiu milhares de pessoas simplesmente por discordarem dele, que remeteu para a pobreza a quase totalidade da população nacional e que praticamente condenou uma geração inteira à morte em nome da "pátria". Explorar o nome dele seja para o que for é um ataque gratuito a quem sofreu agruras físicas e psicológicas às mãos do seu "reinado". E pior quando muitos deles ainda estão vivos para assistir a isto.

 

Eu tendo a incorporar as duas, e se acho que não se deve impedir isto, também acho vergonhoso que haja mesmo alguém capaz de o fazer.

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Guest fiasco

Relações cortadas :(

 

mas mas mas....

:\ eu disse que o pessoal do forum é a excepção!!

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Eu acho graça ao facto de neste país já só dizer o nome Salazar dá origem quase a motins ....

 

Tal como disse o Desc, ridículo ridículo é quererem esconder esta parte da nossa história (como muitas outras), e pior ainda são aqueles que abrem a boca sem saber do que falam.

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e pior ainda são aqueles que abrem a boca sem saber do que falam.

 

como assim?

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Eu acho graça ao facto de neste país já só dizer o nome Salazar dá origem quase a motins ....

 

Tal como disse o Desc, ridículo ridículo é quererem esconder esta parte da nossa história (como muitas outras), e pior ainda são aqueles que abrem a boca sem saber do que falam.

 

Uma coisa é esquecer a nossa história, outra coisa é branquear. Uma coisa é haver um museu de Auschwitz - parte integrante do Turismo de Terror que procura mostrar as atrocidades feitas por aqueles javalis -, outra coisa é registar a marca Hitler e fazer cinzeiros.

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E Descartes, o teu post não prova absolutamente nada. E a constituição menciona que a apologia ao fascismo dá direito a prisão. Ora, branding com o nome de um ditador ... Acho que é claro o suficiente.

Afinal de contas parece-me só uma questão de marketing.

mas daquele mauzinho...

 

Sobre este assunto acho que há dois lados: o lado racional e o lado emocional.

 

Do lado racional não há problema com isto. O Salazar não foi a nenhum tribunal civil ou de guerra, nunca foi acusado de crimes contra a humanidade, não há nenhuma proibição legal ao uso da sua imagem e da sua memória.

 

Do lado emocional há aqui uma tremenda falta de tacto e bom senso. Ele foi o vértice superior de um regime que perseguiu milhares de pessoas simplesmente por discordarem dele, que remeteu para a pobreza a quase totalidade da população nacional e que praticamente condenou uma geração inteira à morte em nome da "pátria". Explorar o nome dele seja para o que for é um ataque gratuito a quem sofreu agruras físicas e psicológicas às mãos do seu "reinado". E pior quando muitos deles ainda estão vivos para assistir a isto.

 

Eu tendo a incorporar as duas, e se acho que não se deve impedir isto, também acho vergonhoso que haja mesmo alguém capaz de o fazer.

ai para ser racional é preciso ir a algum tribunal, ser acusado desses crimes ou haver proibição legal do uso da sua imagem/memória? muito me contas...

 

Eu acho graça ao facto de neste país já só dizer o nome Salazar dá origem quase a motins ....

 

Achas graça porquê?

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ai para ser racional é preciso ir a algum tribunal, ser acusado desses crimes ou haver proibição legal do uso da sua imagem/memória? muito me contas...

 

Claro que é. Mete a emoção de lado e analisa a questão: isto que estão a fazer é proibido?

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Uma coisa é esquecer a nossa história, outra coisa é branquear. Uma coisa é haver um museu de Auschwitz - parte integrante do Turismo de Terror que procura mostrar as atrocidades feitas por aqueles javalis -, outra coisa é registar a marca Hitler e fazer cinzeiros.

Comparar Hitler a Salazar... interessante.

 

Achas graça porquê?

Porque é ridículo, ao fim ao cabo estão a tentar censurar 40 anos de história, ou seja, estão a fazer exactamente o que se fazia nesse tempo.

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Claro que é. Mete a emoção de lado e analisa a questão: isto que estão a fazer é proibido?

apologia ao fascismo, é. Branding de um ditador... o que será? Homenagem a um grande português?

 

Comparar Hitler a Salazar... interessante.

 

 

Porque é ridículo, ao fim ao cabo estão a tentar censurar 40 anos de história, ou seja, estão a fazer exactamente o que se fazia nesse tempo.

ya, exacto, é tal e qual lol

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Claro que é. Mete a emoção de lado e analisa a questão: isto que estão a fazer é proibido?

 

btw, oh Boo não estou a dizer que só se é racional se se aceitar isto :lol: Se foi essa a ideia com que ficaste, está errado. Estou a falar do ponto de vista jurídico, legal, o que lhe quiseres chamar. Por esse prisma só se pode impedir isto se fosse proibido... e não é.

 

apologia ao fascismo, é. Branding de um ditador... o que será? Homenagem a um grande português?

 

Um ditador não é necessariamente fascista, e boa sorte a provar que ele era fascista. Nem quero dizer que não fosse, mas e prová-lo de forma a impedir-se legalmente estes disparates?

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Também não entendo qual é o problema em relembrar o Salazar em produtos para venda, quem quiser que os compre ora essa.

 

Acho que especialmente nos dias que correm torna-se um exagero criticar este tipo de Marketing, bem espertos são eles a aproveitar este limbo e indiferença que se vive em relação aos "beneficios" da Democracia na sociedade actual...

 

É melhor que os Comunistas comecem a pensar em criar também uns produtos com o Álvaro Cunhal, senão começam a perder terreno a nível comercial.

 

Já os Socialistas, Democratas,ou Centralistas se meterem um Sócrates, Passos ou Portas nos seus artigos estão bem tramados...

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