antifa Publicado 21 Outubro 2025 O JNL não vai perder eleitorado seja como correr o debate, portanto é só oportunidade para sacar votos de eleitorado difícil, o mais provável é adoptar uma postura conciliadora e "de estado" para parecer o adulto na sala e sacar votos de velhotes que estão fora das bolhas da net. Compartilhar este post Link para o post
pedropb13 Publicado 21 Outubro 2025 Citação de BelkinR7, há 6 minutos: Deixo aqui os meus "5€" em como o rumor de que há lugar para o JDM na SAD do Rui Costa tem algum fundo de verdade... a ver. 🤣 Compartilhar este post Link para o post
Chazzy Chazz Publicado 21 Outubro 2025 Citação de antifa, há 2 horas: O JNL não vai perder eleitorado seja como correr o debate, portanto é só oportunidade para sacar votos de eleitorado difícil, o mais provável é adoptar uma postura conciliadora e "de estado" para parecer o adulto na sala e sacar votos de velhotes que estão fora das bolhas da net. E é isto que espero do JNL. E, no fundo, é o que o Benfica precisa. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 21 Outubro 2025 Citação João Noronha Lopes: “Rui Costa fala do passado, desculpa-se pelo presente. Eu falo do futuro. O Benfica tem que ter um líder que dê a cara” O gestor de 59 anos candidata-se pela segunda vez às presidênciais do Benfica. Diz que, com Rui Costa, o clube foi normalizando as derrotas e que falta cultura de vitória na Luz. Assume que nunca pensou ter de mostrar as suas declarações de rendimentos, mas teve de o fazer para defender a sua dignidade e honra profissional. E por amor ao Benfica. Defende o aumento do estádio para 83 mil lugares, mas não quer fazer um projeto de betão à volta. E promete que vai criar condições para que as estrelas da formação possam ficar mais tempo no plantel. Esta é mais uma entrevista da Tribuna Expresso aos candidatos à presidência do Benfica, nas eleições de 25 de outubro Após as eleições de 2020 disse que não voltaria a candidatar-se. No ano seguinte ponderou mas não concorreu. Porquê agora, o que o impeliu a avançar? Porque o Benfica tem que virar uma página e não podem ser as pessoas que lá estão há tanto tempo que vão conseguir construir o Benfica do futuro. E eu quando fiz uma análise do que foi o mandato do Rui Costa enquanto presidente, fiz uma análise muito negativa, tanto a nível de resultados desportivos, como da situação financeira, como da falta de defesa do interesse do Benfica. O Benfica precisa de uma equipa nova, precisa de um novo projeto, precisa de pessoas que aliem o benfiquismo à sua capacidade profissional para fazer coisas e construir o futuro. E, portanto, é exatamente essa a razão pela qual me candidato. Para virar a página com uma equipa muito preparada para construir o futuro. Face aos últimos anos da vida do clube, acredita que àqueles 34,71% de 2020 se juntarão agora muitos mais? É essa a minha convicção e é isso que eu sinto. Eu ando há vários meses a correr Portugal de norte a sul, nas Casas do Benfica, em almoços e jantares com benfiquistas e o que sinto é um grande desejo de mudança. Acho que as pessoas estão fartas de alguém que tem sido o presidente do quase. Quase que ganha o campeonato, quase que ganhou Taça, quase que tem bons resultados financeiros, quase que conseguiu defender o Benfica, quase que conseguiu fazer uma rádio. Os benfiquistas querem resultados. Rui Costa teve condições únicas para ser um bom presidente do Benfica, foi eleito por 85% dos sócios. E falhou. O que está aqui em análise é o balanço do mandato de quatro anos que falhou e a apresentação de ideias para o futuro. E é isso que nos distingue. Rui Costa fala muito do passado, desculpa-se pelo presente, e eu falo do futuro. O Benfica tem que ter um presidente que dê a cara na defesa dos interesses do clube. Não é falar muito, é falar quando tem de ser. E se tiver de ficar a falar sozinho para defender o Benfica, eu fico. Isso não pode acontecer apenas nem no final da época, nem em altura de eleições, tem de ser sempre. O que eu garanto aos benfiquistas é que eu serei intransigente a defender os interesses do Benfica e que não vou falar só quando já está tudo perdido. Tenho uma equipa que se preparou bem para isto, pessoas que os benfiquistas conhecem bem. António Bagão Félix, um grande benfiquista, um homem que oferece todas as garantias de rigor e isenção como futuro presidente do Conselho Fiscal. Gonçalo Almeida Ribeiro, ex-vice presidente do Tribunal Constitucional, um grande jurista, que vai ser um presidente da mesa independente. Orgulha-me ter como mandatário o professor Luís Tadeu. José Theotónio, um dos grandes gestores portugueses, para a área financeira. Luís Pedro Duarte, responsável da estratégia para Portugal e Espanha numa das maiores consultoras do país; Raquel Vaz Pinto, que me tem acompanhado pelo país nas Casas do Benfica; Manuel Mota, com uma carreira numa das maiores construtoras do país, Felipe Gomes, com passado no Benfica e passado como gestor, João Cília, responsável pelo marketing, especialista em crescimento de marcas, João Moreira Rato como presidente da Comissão de Remunerações, presidente do Instituto Português de Corporate Governance, que levará para o Benfica as melhores práticas em termos societários. Estas pessoas foram todas escolhidas por mim e estão a trabalhar em conjunto. Crê que as notícias recentes sobre a gestão das suas empresas podem de alguma forma ter abalado a sua candidatura? Olhe, esta campanha de ataques pessoais o único efeito que teve foi reforçar a minha convicção e a minha determinação para ser presidente do Benfica. Eu fiz aquilo que mais nenhum candidato a presidente de um clube fez em Portugal, que foi mostrar as minhas declarações de rendimentos. Nunca pensei ter que o fazer. Fi-lo porque tinha que defender a minha dignidade e a minha honra profissional e fi-lo pelo meu amor ao Benfica e pelo facto de eu querer mostrar total transparência para com os sócios. As coisas foram claras, as dúvidas estão dissipadas, os esclarecimentos foram prestados e aquilo que eu gostava era que daqui até ao final das eleições se discutissem ideias, se falasse nas equipas, se falasse nos projetos concretos. Eu tenho um programa bastante extenso, mais extenso do que qualquer outro candidato. Tenho uma equipa extraordinária com a qual estou a conversar há muito tempo e que está preparada para assumir o Benfica e era disso que nós deveríamos estar a falar. Era de projetos, de pessoas e de futuro. Olhando para o plano desportivo. No futebol defende uma identidade “ofensiva, positiva e envolvente”, com aposta na formação. Olhando, por exemplo, para o último clássico, de que forma esta ideia vai casar com o trabalho de José Mourinho? José Mourinho é um grande treinador e uma das primeiras coisas que eu farei no Benfica é sentar-me com o José Mourinho, apresentar-lhe a equipa, apresentar-lhe o projeto e estou absolutamente convencido que vamos ajudar Mourinho a vencer no Benfica e que vamos ser campeões este ano, com José Mourinho e com o meu projeto. Candidato à presidência do Sport Lisboa e Benfica. Nuno Botelho Como explicaria as principais bases do seu projeto desportivo aos sócios? O meu projeto do futebol assenta basicamente em quatro ideias. Uma estrutura forte, maior estabilidade, identidade e muito maior ambição. A estrutura já foi apresentada. É uma estrutura de pessoas que já estão a falar há muito tempo. Nuno Gomes vai supervisionar o projeto do futebol, sendo também administrador da SAD, e portanto vai ser alguém que vai delinear comigo a estratégia de curto, médio e longo prazo para o futebol do Benfica. Pedro Ferreira fez um trabalho notável no Nottingham Forest, ajudando o Nottingham a voltar aos lugares europeus. É uma pessoa que tinha convites para ficar em Inglaterra, dos maiores clubes ingleses, e que abraçou este projeto. É uma pessoa que vai ser o coordenador operacional, tendo a reportar a si a área da formação, a área do scouting, a área do futebol feminino e a ligação com outras áreas do Benfica. E o Tomás Amaral vai ter um papel muito importante ligado ao scouting. As pessoas têm uma definição de funções muito clara. O Vítor Paneira vai ter um papel muito importante na ligação entre a estrutura e equipa, estando presente no banco. E acho que vai, naquele banco, transportar muito da sua mística, da sua entrega e daquilo que nos habituou enquanto jogador. Todos sabem aquilo que têm de fazer e vai ser uma estrutura muito forte. Do ponto de vista da estabilidade, nós não conseguimos ser campeões se mudamos de treinador a toda a hora. Se temos cinco treinadores em quatro anos, se todos os anos entram 12 e 13 jogadores ou saem 12 e 13 jogadores, um carrossel de jogadores, se Bruno Lage começa uma época com um plantel que foi de Schmidt, se José Mourinho vai começar a época com um plantel que é de Bruno Lage... portanto, não há projeto desportivo no Benfica neste momento. E o que nós garantimos é exatamente que vai haver isto. Isto passa pela estabilidade e a estabilidade também se constrói com as pessoas saberem exatamente aquilo que fazem, mas também com a ideia de identidade. Essa identidade está a perder-se? O Benfica tem que reganhar a sua cultura de vitória. E o que aconteceu é que o Benfica foi normalizando as derrotas. Porque o problema não é errar, o problema é quando não aprendemos com os erros. E os erros vão-se repetindo. Nos treinadores, que entram e saem, nos jogadores, que entram e que saem, nas desculpas que se arranjam em vez de se procurar a origem dos problemas. Isto vai ser uma coisa que vai ter que mudar. O Benfica tem que reganhar a sua cultura vencedora. E o que eu garanto aos benfiquistas é que o nível de exigência do futebol vai ser igual ao nível de exigência do presidente. Eu sou muito exigente comigo mesmo. Exijo isso também às pessoas que trabalham comigo, quer seja na área do futebol ou em qualquer outra área do clube. Mais do que estar à procura de desculpas, aquilo que eu quero é exigir resultados, incluindo a mim próprio, e é essa a mentalidade que nós vamos ter. Esta cultura de vitória consegue-se através de símbolos do Benfica, como o Nuno Gomes e o Vítor Paneira, mas consegue-se também através de uma aposta na formação que consiga criar condições para que os jogadores fiquem mais tempo no Benfica. Formar para ganhar, não para vender, é uma das frases no programa. O Benfica tem falhado neste particular? Os jogadores naturalmente vão ter de sair do Benfica, um dia ou outro, até porque nós competimos com outros clubes. Agora, temos que criar condições para que os jogadores fiquem mais do que uma época depois da sua afirmação no Benfica. E é isso que nós vamos fazer através de incentivos financeiros e através da criação de uma mentalidade que faça com que os jogadores queiram ser campeões do Benfica antes de ir para outro lado. Segundo ponto muito importante, a área do scouting. Tanto o Pedro Ferreira como o Tomás Amaral são das melhores pessoas em termos europeus de scouting. Nós vamos reforçar o departamento de scouting, vamos ter um diretor de análise de dados que vai trazer aquilo que são as melhores práticas a nível europeu e o Benfica tem que voltar a chegar aos mercados mais cedo. É preciso muito profissionalismo e muito conhecimento na área do scouting para que o Benfica em vez de comprar à última hora os jogadores por €30 milhões, consiga comprar mais cedo os jogadores por €10 milhões, ou por €15 milhões. Isto são aspetos absolutamente fundamentais. É muito importante que os jogadores que vêm para o Benfica venham pelo seu talento, mas que também venham pela sua identificação com aquilo que é o Benfica. E que queiram triunfar no Benfica, queiram muito ser campeões no Benfica e que não usem apenas o Benfica como um trampolim para outros clubes. Isto passa por um trabalho de base e de integração e de identificação com aquilo que tem de ser uma cultura vencedora no clube. O Benfica tem uma boa formação, foi um trabalho bem feito, agora, como eu já disse várias vezes, nós não podemos ser os melhores a formar, os mais rápidos a vender e os piores a contratar. E, portanto, como eu disse, nós vamos criar condições para que os jogadores possam ficar mais tempo no Benfica. Obviamente, vão ter que sair, mas tem que haver uma política para garantir que os jogadores ficam mais tempo e uma coerência e uma sustentabilidade financeira que permita que isso aconteça. Eu não consigo entender como é que nós vendemos João Neves por urgência, porque o João Neves foi vendido por urgência e podia ter ficado mais um ano. Eu sei daquilo que falo. Vendemos João Neves por urgência por €60 milhões de euros e depois, no ano seguinte, temos €180 milhões para gastar em jogadores. Portanto, eu pergunto quanto é que teria valido João Neves mais um ano no Benfica. Um jogador que simboliza a mística, a entrega, a raça, é um dos melhores médios do mundo, alguém por quem deveria ter sido feito um esforço adicional. O seu programa fala da elaboração de um plano estratégico para definir metas desportivas e financeiras. Do ponto de vista financeiro, o Benfica vive em défice entre receitas e custos, que obriga, por exemplo, a vendas extraordinárias. A sua equipa já tem medidas concretas para mitigar este fosso? Sim, nós quando olhamos para este mandato, o balanço financeiro deste mandato é negativo. Os custos operacionais atingiram 226 milhões de euros, o que representa um aumento de 47% no total do mandato, os fornecimentos e serviços externos tiveram um aumento de 60% desde 2019. Há aqui uma parte que tem a ver exatamente com as relações entre as sociedades do grupo Benfica, mas não deixa de ser um aumento considerável. O resultado operacional acumulado sem transação de atletas é de quase 60 milhões de euros. O passivo aumentou 100 milhões de euros, 25% neste mandato. Portanto, esta situação é uma situação que tem que ser devidamente considerada e tem que ser atalhada. Eu tenho comigo o José Theotónio, um dos melhores gestores portugueses, que é o meu vice-presidente para a área financeira, com quem nós temos trabalhado não só no diagnóstico como nas soluções. O Benfica, obviamente, tem que olhar para vários pontos. Primeiro, é absolutamente fundamental o sucesso desportivo. A presença da Champions representa entre 30% e 40% das nossas receitas. Tivemos boas notícias no ano passado, mas para isso é que é preciso ter uma equipa a trabalhar para que o sucesso desportivo nos chegue através das receitas da Champions. Segundo ponto: temos que aumentar as receitas de dia de jogo. Olhando o Benfica e clubes comparáveis lá fora em termos de receitas, nós temos muita margem para aumentar as receitas de dia de jogo. Como é que aumentamos essas receitas de dia de jogo? Não pode ser à custa dos sócios individuais. Os sócios do Benfica não podem continuar a suportar aumentos dos Red Pass de 20%. Porque senão o Benfica torna-se um clube de elite, apenas para aqueles que na lista de espera podem pagar esses aumentos. Ora, o Benfica é um clube popular e, portanto, nós temos que ter capacidade e imaginação para ir à procura de outras receitas. Pretendem ir buscar onde essas receitas? Vamos buscar à zona corporate, por exemplo, e às empresas. E vamos buscar outras receitas comerciais que têm a ver com, por exemplo, a criação da Benfica Media House, que é um centro de excelência de produção de conteúdos em que nós vamos poder fazer acordos com plataformas de streaming, como Netflix e Amazon. Eu estive em Miami a ver o Benfica no Mundial de Clubes e visitei os Miami Heat, que têm um centro de excelência exatamente para a produção desses conteúdos. Segundo exemplo, o merchandising do Benfica tem de ser um merchandising global. E tem de chegar mais longe do que chega hoje em dia. Não só para os adeptos do Benfica, mas também para adeptos estrangeiros, que podem ser adeptos do Benfica. Tenho um acordo com uma das maiores empresas do mundo que faz este merchandising para ligas e para os maiores clubes, não só das ligas americanas, como das ligas europeias. Terceiro exemplo: o Benfica tem de ser muito mais ambicioso em termos das suas redes sociais. Nós temos 400 mil sócios, somos o maior clube do mundo e quando vemos a ligação e a interação que temos do ponto de vista digital, estamos muito atrás daquilo que poderíamos ser. Acho que temos de ter duas prioridades em termos de internacionalização. Temos de estar mais presentes em alguns mercados, nos Estados Unidos, por exemplo. O Benfica esteve 30 dias no Mundial de Clubes e não fez uma única ação de promoção do clube. É um mercado que conhecemos bem. Temos perdido algumas oportunidades. Tivemos cá dois jogadores turcos, um deles tinha uma legião de seguidores nas redes sociais, o Benfica tinha uma janela de oportunidade para ativar uma ligação ao mercado turco e não o fez. Eu acho que há margem para cortar alguns custos e nos FSE [fornecimento e serviços exteriores], mas o futuro constrói-se aumentando as receitas, quer através do futebol, quer através do estádio, quer através das receitas comerciais. Nós acreditamos que a prioridade deve ser equilibrar as receitas e as despesas correntes, ou seja, aquelas que não dependem das transações dos jogadores. Neste momento temos um défice, em média e no último mandato, de 15 milhões de euros e acreditamos que podemos transformar isto num resultado positivo de cerca de 30 milhões de euros. Esse é o princípio para que nós não estejamos tão dependentes da venda de jogadores e para que possamos usar alguns desses resultados positivos também para pagar o passivo. Candidato à presidência do Sport Lisboa e Benfica. Nuno Botelho No que diz respeito às infraestruturas, diz já ter um estudo para o aumento da capacidade do estádio para os 83 mil lugares. É uma das prioridades da sua equipa? Eu já elaborei uma lista de 10 medidas que contém as prioridades para os primeiros 100 dias e essa será uma das medidas. Eu tenho um estudo que foi feito pela DAR Engineering, que é uma das maiores empresas de engenharia de construção de estádios do mundo. Fez vários estádios no Catar. É um estudo que nos dá uma ideia muito clara relativamente à capacidade para aumentarmos o estádio para 83 mil lugares, mas para que possamos apresentar um projeto completo aos sócios, precisamos de ter informações de cariz financeiro e técnico a que só poderemos aceder quando formos eleitos para a direção do Benfica. Eu quero fazer este projeto de maneira diferente, não quero apresentar isto aos políticos ou à imprensa, quero apresentar primeiro aos sócios. E, para isso, aquilo que eu me comprometo é que nos primeiros 90 dias vou olhar para o meu estudo prévio, vou ver que outros estudos prévios existem e daí vamos conseguir extrair o melhor e apresentar um projeto aos benfiquistas nos primeiros 90 dias. Sendo que aquilo que eu não quero é fazer um projeto de betão à volta do estádio. Não faz sentido nenhum estarmos a fazer centros comerciais ao lado do Colombo, nem fazermos hotéis. O Benfica deve concentrar-se em aumentar a capacidade do estádio para 83 mil lugares, criar condições de modernidade e de maior comodidade no estádio, melhorando a experiência de quem lá vai, revitalizando a área envolvente, não com betão, mas com um modelo de fan zones muito próximo daquele que existe nos Campeonatos da Europa e do Mundo. Fazer uma Casa do Sócio, para os sócios que estão ali à volta e que possa ser um centro de encontro das Casas. E depois, em termos de infraestruturas, investir no Seixal, criar melhores condições de treino para as equipas no Seixal, porque é aí exatamente que reside o nosso futuro, o nosso futuro é na formação. Nas modalidades também prevê novas infraestruturas? Temos que criar um Benfica que seja mais vencedor, também se aplica às modalidades. Vou ter um vice-presidente para as modalidades que estará a tempo inteiro, que é o Felipe Gomes, um ex-atleta do basquetebol do Benfica, mas que também geriu patrocínios para algumas das maiores marcas portuguesas. Com uma ligação clara, com um coordenador desportivo, um coordenador operacional. Vamos apostar na formação, na transparência e no critério para gerir o orçamento de cada uma das modalidades. Temos de gastar melhor nas modalidades. A nível de infraestruturas, temos de criar melhores condições nos pavilhões existentes e nas piscinas. Não é fazer de novo, é melhorar essas condições. E depois incentivar o benfiquismo dentro dessas modalidades. O Red Pass modalidades pode ser melhorado com a criação de mais vantagens, temos de ter mais merchandising exclusivo para as modalidades. As modalidades fazem parte da identidade do Benfica e têm de ser consideradas enquanto tal. O que teme encontrar na auditoria externa à gestão da última década, algo que está no seu programa? A auditoria é um ato de gestão normal quando se entra numa empresa. É aquilo que eu faço quando entro em qualquer organização, qualquer empresa. A auditoria vai ajudar-me a perceber o que é que está bem e que irá continuar, e vai ajudar a perceber aquilo que não está bem e que tem que ser mudado. Coloca a figura do sócio como o primeiro capítulo do seu programa. Acredita que os sócios têm sido afastados das decisões centrais do Benfica? Aliás, eu começo pelo princípio. Os sócios são os donos do clube. E é isso que nos distingue também de muitos outros clubes europeus, a importância que os sócios têm na vida do clube. E isso comigo nunca vai mudar. O Benfica será sempre maioritário no capital da SAD, aliás, como os próprios estatutos o exigem. Repare, nós não podemos ter um presidente do Benfica que praticamente não vai às Casas do Benfica. E eu ando no meio dos sócios. Andei pelas Casas do Benfica, vou às rolotes, respondo a dúvidas, a perguntas, ouço críticas. Isso é aquilo que qualquer presidente do Benfica tem o dever de fazer. Eu tenho várias medidas concretas para os sócios. Em primeiro lugar, quero criar a figura do Provedor do Sócio, que é alguém que vai facilitar a ligação, alguém independente da direção, mas que vai facilitar a ligação entre os sócios e a direção relativamente a dúvidas, esclarecimento que possam ser prestados. Segundo, quero criar um Portal de Transparência do Benfica, onde vão estar elementos financeiros, de uma maneira que seja fácil de ler, onde vão estar todas as comissões de intermediação dos jogadores e onde vai estar, por exemplo, o calendário da execução do meu programa eleitoral, para que os sócios daqui a quatro anos possam fazer uma avaliação daquilo que foi feito e não foi feito. Quero convocar um Congresso das Casas. O Benfica há 10 anos que não ouve as Casas, é a obrigação de qualquer presidente do Benfica ouvir as Casas. Quero fazer presidências abertas fora de Lisboa, porque o Benfica não é um clube de Lisboa. Vou ter duas das 12 reuniões por ano fora de Lisboa, com toda a minha direção, para nos sentirmos mais próximos dos sócios e ouvirmos os sócios. Vamos lançar um programa ambicioso de angariação de sócios, para 500 mil, sabendo que no próximo ano vai haver uma renumeração. É importante que olhemos para adeptos estrangeiros do Benfica, vou criar uma categoria chamada sócio do Benfica Worldwide, com acesso a conteúdos em língua estrangeira, que tenham descontos na visita aos museus. É muito importante que o Benfica vá de encontro aos adeptos que não são portugueses e que querem ter mais informação sobre o clube. E depois destaco aqui outro ponto importante, que é abrir a BTV à pluralidade e à diversidade de sócios. Quer sejam sócios que fazem podcasts, quer sejam as Casas do Benfica, é importante que os sócios estejam mais envolvidos na vida do clube. Algo que está no seu programa é também a defesa de uma revisão profunda dos quadros competitivos do futebol português. Que modelo defende João Noronha Lopes para a I Liga? Menos clubes, mais jogos grandes? A questão da centralização é uma das minhas prioridades. É um dossiê que eu vou liderar pessoalmente, isto tem de ser liderado pelo presidente. E, portanto, uma das primeiras coisas que farei quando for eleito é pedir uma reunião ao presidente da Liga, ao presidente da FPF e ao Governo. O Benfica, neste processo, tem andado completamente às aranhas. Deixou que o processo avançasse ou que não se fizesse nada durante quatro anos, validando o apoio ao presidente da Liga Portugal, que não fez nada relativamente a este processo, e depois dos acontecimentos lamentáveis que se passaram na Taça de Portugal, o Benfica salta fora do processo. O que é que temos hoje? Temos um anteprojeto que foi entregue, relativamente ao qual o Benfica não foi consultado, foi só informado. Ora, isto não é liderar a mudança no futebol português. O Benfica não quer mais do que aquilo a que tem direito, mas, obviamente, tem uma palavra porque é o clube que mais audiência gera, o clube que mais estádios enche, o clube que mais contribui para a economia local. A centralização não é o milagre que resolve tudo. Nós temos de olhar para o futebol português como um todo. Temos de olhar para a reformulação dos quadros competitivos. Temos de diminuir o número de clubes. Estou muito interessado em melhorar o futebol português, mas não quero, enquanto presidente do Benfica, afetar a competitividade do Benfica nas competições europeias. Não quero que o Benfica tenha uma sobrecarga de jogos em Portugal e que afeta a sua competitividade europeia. Acho que a Taça da Liga é um modelo esgotado. É um modelo que, na minha opinião, tem que acabar. Acho que o Benfica, além disso, enquanto maior clube português, tem de trabalhar com a Liga e com a Federação para fazer alterações que possam ser positivas, quer seja na aplicação da taxa do IVA, por exemplo. Não faz sentido que se pague mais IVA por um jogo de futebol do que para ir ao teatro. E, depois, há aqui um aspeto muito importante que tem a ver com a presença internacional do Benfica. O Benfica faz parte da ECA, a Associação Europeia de Clubes, até faz parte da sua administração, mas o Benfica está ausente da maior parte das reuniões. O presidente do Benfica não está presente. E muito do futuro do Benfica joga-se na Europa. O meu Benfica é um Benfica europeu e, para isso, é preciso ter um presidente que vá às reuniões, que seja interventivo, que mostre aos outros clubes europeus exatamente aquilo que é o Benfica e, infelizmente, aquilo que tem acontecido é que o Benfica tem estado ausente dessas discussões. Com isso perde o Benfica e perde o futebol português. Este será um dossiê que eu conduzirei pessoalmente, não vou delegar isto a ninguém, é o presidente do Benfica que tem que lá estar, que tem de estar nas reuniões, que tem de participar nas comissões de trabalho e que tem que contribuir para o engrandecimento do Benfica também através da sua participação nas grandes discussões do futebol europeu. O Benfica tem ainda dois anos para negociar individualmente os seus direitos televisivos antes da entrada em vigor do decreto-lei da centralização. Pode ser um barómetro para o que será a posição do clube nesta questão? Sim, acho que sim. A direção do Benfica anunciou que esse dossiê ficaria para a próxima direção. Parece-me uma boa decisão. Será uma das primeiras medidas que eu também tomarei. Está nos meus projetos para os primeiros 90 dias inteirar-me do processo e serei eu pessoalmente a liderar a negociação dos dois anos de contrato que nós temos. Se tivesse que identificar apenas um, qual é o maior problema que o Benfica tem neste momento? Falta cultura de vitória. Há desculpas a mais e há resultados a menos. Qual será a primeira medida que tomará no Benfica caso seja eleito? A primeira medida que eu tomo em qualquer organização quando entro: vou chamar todas as pessoas, vou explicar-lhes aquilo que é o meu projeto, vou apresentar-lhes a minha equipa, vou dizer-lhes qual é que é a minha visão para o futuro do Benfica, porque o Benfica tem muitas pessoas competentes a trabalhar lá, mas que têm que ter motivação e têm que olhar para o futuro com otimismo. Será a primeira medida. Nesse mesmo dia, vou sentar-me com o José Mourinho e vamos imediatamente começar a falar de futebol e de tornar o Benfica muito mais vitorioso. Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 21 Outubro 2025 O que te fez mudar de opinião no último ano @w0? Compartilhar este post Link para o post
w0 Publicado 21 Outubro 2025 Citação de Petar Musa, há 4 minutos: O que te fez mudar de opinião no último ano @w0? 1 Compartilhar este post Link para o post
Vision Publicado 21 Outubro 2025 Não há nenhuma sondagem a sair esta semana? Tá fdd para dormir digo-vos já 1 Compartilhar este post Link para o post
w0 Publicado 21 Outubro 2025 Citação de Vision, Agora: Não há nenhuma sondagem a sair esta semana? Tá fdd para dormir digo-vos já Diz-se que pode sair da Aximage. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 21 Outubro 2025 Citação Training Compensation 5 h Benfica: aonde foram parar os 5MI da operação Kevin Oliveira? A 22 de janeiro de 2016, os dois cidadãos na foto em anexo, Luís Filipe Vieira e Rui Costa – ambos candidatos à presidência do SLB nas próximas eleições – assinaram junto comigo a cessão do médio cabo-verdiano Kevin Oliveira ao Swope Park Rangers (SWP), filial do Sporting Kansas City (SKC). A clausula 3 par. 2 desse acordo estabelece que nem o SWP nem o SKC podem ceder o jogador por menos de 5.000.000 de euros sem o prévio consentimento do Benfica, sendo o clube americano obrigado a dar preferência aos encarnados dois dias antes dessa eventual operação ser concluída. Estabelece ainda o contrato que o Benfica, em qualquer circunstância, tem direito a 50% da eventual venda, no caso 2.500.000 euros. Em outubro 2017, o SKC cedeu Kevin Oliveira ao Atlanta United, despoletando o contratualmente estabelecido na clausula acima referida. Como signatário do Acordo, informei imediatamente o departamento jurídico do SLB, na pessoa do seu diretor Paulo Gonçalves, que grosseiramente me respondeu: ‘Isso não é da sua conta’. Sabedor da situação, o candidato à presidência João Diogo Manteigas consultou os Relatórios&Contas do período e diz não haver nenhuma referência a uma operação com esse jogador. Conclusão: ou o Benfica irresponsavelmente desleixou o caso e deixou de ter uma entrada de caixa de pelo menos 2.500.000 euros, ou foi feita a operação e o dinheiro foi desviado para outro lado. Se perguntarem aos dois cidadãos assinantes do Agreement, já vos adianto as respostas: Luís Filipe Vieira vai dizer que não se lembra e que perguntem à Célia Falé, lá do Jurídico, porque ‘ela é que sabe’. Rui Costa, como no caso Hany Mukthar, a aguardar leitura da decisão do TAS (Tribunal Arbitral du Sport), vai dizer que ou não assinou, ou não sabe o que assinou. #slbenfica #benficasempre https://www.facebook.com/photo?fbid=1353466180122262&set=a.471737684961787&_rdc=1&_rdr Compartilhar este post Link para o post
Vision Publicado 21 Outubro 2025 Citação de w0, há 24 minutos: Diz-se que pode sair da Aximage. É credível? Para quando? Compartilhar este post Link para o post
Mesut Ozil Publicado 21 Outubro 2025 Este Shadows tem ligações ao CMPT? 👀 https://x.com/ShadowsNGB/status/1980624295975153838?t=9jCbj3CYjiwqaliG8_w3Fw&s=19 Compartilhar este post Link para o post
Thor Odinsson Publicado 21 Outubro 2025 Já eu acho que o debate pode ser um momento fulcral na decisão de os benfiquistas confiarem em JNL ou não. Se começar com os gaguejos,as confusões e se deixar engolir pelo Vieira e o jdm, únicos com lábia acima da média, pode lhe ser penalizadora no dia 25. Esperemos que não. Citação de Mesut Ozil, há 12 minutos: Este Shadows tem ligações ao CMPT? 👀 https://x.com/ShadowsNGB/status/1980624295975153838?t=9jCbj3CYjiwqaliG8_w3Fw&s=19 Era interessante saber quem é,se for verdade. Tenho tido algumas interações com ele😁 Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 21 Outubro 2025 Depois de sair o FM não há cá debates 1 Compartilhar este post Link para o post
HIM Publicado 21 Outubro 2025 Citação de Mesut Ozil, há 18 minutos: Este Shadows tem ligações ao CMPT? 👀 https://x.com/ShadowsNGB/status/1980624295975153838?t=9jCbj3CYjiwqaliG8_w3Fw&s=19 aposto que é o @antifa encaixa no perfil... 😂 Citação de Thor Odinsson, há 7 minutos: Já eu acho que o debate pode ser um momento fulcral na decisão de os benfiquistas confiarem em JNL ou não. Se começar com os gaguejos,as confusões e se deixar engolir pelo Vieira e o jdm, únicos com lábia acima da média, pode lhe ser penalizadora no dia 25. Esperemos que não. Era interessante saber quem é,se for verdade. Tenho tido algumas interações com ele😁 fui bloqueado por todos em 2020, tenh oessa medalha. Mas esse senhor e o Hugo Gil, digo-te uma coisa..... Compartilhar este post Link para o post
Chazzy Chazz Publicado 21 Outubro 2025 O tempo que essa malta coloca em depositar ódio e desinformação é patológico. Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 21 Outubro 2025 Esse corno do Shadows é um tal de Nuno Vultos. Amigalhaço do Hugo Gil e dessa malta chegana das fake news, ainda deve receber a avença do Vieira. Compartilhar este post Link para o post
Kendrick Lmao Publicado 21 Outubro 2025 Tou curioso com estas eleições por acaso, parte de mim quer que ganhe o rui costa pq me parece claramente, dos candidatos que podem ter alguma palavra, o pior (pior que o orelhas mesmo) mas também não sei se o JNL é solução decente para um projeto a sério. No entanto percebo que nesta altura o pessoal quer é corte com o passado, e mesmo se fosse um Nuno Lobo ia votar nele, aconteceu-me o mesmo o ano passado pq sim votava no chegano caso o Villas Boas não se candidatasse. Boa sorte pa sábado 1 Compartilhar este post Link para o post
HIM Publicado 21 Outubro 2025 Citação de antifa, há 39 minutos: Esse corno do Shadows é um tal de Nuno Vultos. Amigalhaço do Hugo Gil e dessa malta chegana das fake news, ainda deve receber a avença do Vieira. Amigalhaço do Hugo Gil, amigalhaço do Rui Gomes da Silva e do seu governo sombra, amigalhaço do Mauro Xavier.... enfim, tem "relação" direta com a m*rda toda que existe.... Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 21 Outubro 2025 Citação de w0, há 2 horas: Isso é uma resposta de m*rda, digo-te desde já. Antes tivesses ignorado. Antes de o criticares tinhas-lhe perguntado então. É que isso é daquelas atitudes que tresanda muito mal. 1 Compartilhar este post Link para o post
totch Publicado 21 Outubro 2025 https://x.com/Cristovaocostac/status/1980638870309073177?t=uRIvLrs0aua5XaZvFX7AaA&s=19 Porra, é sério isto 😂😂 2 Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 22 Outubro 2025 Citação Rui Costa: “Recordes de transferências? Não vejo um jogador de alto a baixo. A estrutura faz a triagem. Sempre tive confiança nas pessoas” De olho para o que aí vem, mas mais interessado em defender o que fez nos últimos quatro anos na presidência no Benfica, Rui Costa considera que o clube está “mais preparado para o futuro” após o seu primeiro mandato. Apesar de ter conquistado menos títulos do que desejava e de um conjunto de jogadores não ter vingado, sempre manteve confiança na estrutura do futebol. Aposta em chegar aos €500 milhões de receitas com ajuda do Benfica District e de um acordo na ordem dos €70 milhões para a venda dos direitos televisivos. Esta é mais uma entrevista da Tribuna Expresso aos candidatos à presidência do Benfica, nas eleições de 25 de outubro Em 2021, deu uma entrevista ao Expresso que ficou marcada... Ficou tão marcada quanto isto. [Mostra o telemóvel] Desde esse dia que é a minha fotografia de perfil do WhatsApp. Nessa entrevista disse: "Tenho a convicção de que estou pronto para chegar aos adeptos com aquilo que precisam e querem para o nosso clube." Depois de resultados desportivos e decisões tomadas, este discurso ainda chega aos sócios? Sinto que sim. Caso contrário, não me teria recandidatado. Há uma frustração grande, porque queríamos ter ganhado mais do que aquilo que ganhámos, mas também sei o que foi feito. O clube hoje está melhor, mais pronto e mais preparado para o futuro do que há quatro anos. As pessoas não esquecem a maneira como peguei no clube. Tem afirmado que há "um projeto para acabar". Qual é a última etapa desse projeto? No Benfica, os projetos têm que estar sempre inacabados. Há sempre qualquer coisa a mais para fazer. Há quatro anos, vínhamos de parangonas na comunicação social. Hoje, podemos estar aqui a discutir se ganhámos mais ou se ganhámos menos, se financeiramente o clube está melhor ou se está pior. É uma das coisas que me orgulha muito neste mandato. Agora, há que cimentar e carimbar com títulos todo o trabalho que foi feito. Qual é a avaliação que faz do mandato? Positiva, atendendo a todos os fatores que enumerei. Queríamos ter tido mais títulos, mas o Benfica chegou ao fim da época a poder ganhar todas as competições nacionais. É o melhor mandato da história do Benfica em termos de pontuação europeia. Fizemos uma reestruturação completa para ganhar e, financeiramente, estamos muito mais protegidos no aspeto do plantel. Fica a mágoa de não termos mais alguns títulos no meio deste processo. Dizer que, apesar de só ter quatro títulos, colocou o Benfica sempre na posição de disputar os outros é um argumento que usou noutras intervenções. Isso não é o mínimo para o Benfica dentro do ecossistema do futebol? É o mínimo, mas não era antes de eu entrar. Vínhamos de três anos com apenas uma Supertaça e estávamos longe de conquistar mais alguma coisa. Hoje, quando não ganhamos, estamos perto. Não há nenhuma equipa em crise quando, num ano, a uma semana do fim, pode ganhar todas as competições. Mesmo com a frustração da Taça de Portugal, passados dois meses, ganhámos a Supertaça, entrámos na Liga dos Campeões novamente e estávamos a seguir o nosso caminho. Uma equipa está em crise quando, durante vários anos, fica longe dos títulos. No meu mandato, isso nunca aconteceu, exceto no primeiro ano, que apanho a época a meio. Não abre as portas a que lhe chamem "presidente do quase" [crítica feita por João Noronha Lopes]? Entrei para o Benfica com oito anos. Essa parte ninguém me ensina. Não há vitórias morais no Benfica. Não estou a fazer disto uma vitória. O Benfica não vai ganhar todos os anos, mas, enquanto benfiquista, desejo que esteja a competir até ao fim. No Benfica, não se festeja nada que não sejam vitórias, mas há que ser coerente nas análises. Quando a equipa sai de campo e é assobiada, como aconteceu, por exemplo, no jogo contra o Qarabag, também lhe fervem os ouvidos? Como é natural. Não posso esperar que a nossa equipa esteja a ganhar 2-0 ao Qarabag em casa, perca 3-2 para a Liga dos Campeões e seja a aplaudida no fim. É uma crítica que tem que ser aceite. José Fonseca Fernandes Em tempos, disse que "nada pode ser considerado uma utopia", referindo-se à possibilidade do Benfica ganhar a Liga dos Campeões. Foi um pouco populista? Não, de todo. Ganhei a Liga dos Campeões enquanto jogador e sei bem o que custa. Estive em duas finais, para aqueles que não se lembram. Qualquer equipa portuguesa está longe desse objetivo. Ainda assim, não podemos entrar para as competições sem a expectativa de um dia podermos lá chegar. Quando fomos campeões nacionais, o Benfica estava a praticar um ótimo futebol. Chegámos aos quartos de final da Liga dos Campeões e havia muita ambição de podermos voltar a uma final europeia. Não estou a dizer aos adeptos que vou ganhar três Ligas dos Campeões. É uma maneira de sermos motivados a competir para podermos chegar o mais longe possível. Com os colossos financeiros, é muito difícil um clube português estar em determinados patamares na Liga dos Campeões. É só uma questão financeira ou é possível fazer ajustes no dia a dia para a distância diminuir? Nós temos feito esses ajustes e por termos feito esses ajustes é que fomos sempre a última equipa portuguesa a sair das competições europeias, fomos o melhor mandato em termos de pontuação europeia e chegámos duas vezes aos quartos de final da Liga dos Campeões e uma aos oitavos de final. Qualquer equipa do meio da tabela de Inglaterra tem um orçamento que é o triplo ou quádruplo de uma equipa portuguesa. Há muito mais equipas fora de Portugal que têm potencial financeiro para criar plantéis destinados a uma competição desta envergadura. Ainda assim, aquilo que temos feito é um excelente trabalho e permitiu-nos estar no Mundial de Clubes por mérito próprio. Foi o Benfica que se atrasou ou os outros é que andaram depressa demais? Estamos a comparar uma Liga Inglesa e uma Liga Portuguesa. Os orçamentos são completamente díspares. O Benfica tem feito um trajeto fantástico, tem aumentado as suas receitas substancialmente, temos como projeto aumentar as receitas para os €500 milhões e assim podermos combater com as equipas dos campeonatos top-5, o que hoje é extraordinariamente difícil. As equipas que vão às meias-finais e finais europeias são todas do top-5. Não é uma casualidade. Hoje, em termos de ranking europeu, passámos a ser o primeiro clube fora do top-5. Bruno Lage disse que o mercado de verão foi "o único em que o presidente e a direção levaram em consideração as ideias do treinador”. O Benfica anda a montar plantéis mais ao gosto do presidente do que dos treinadores? Isso nem existe no futebol. O que acontece na construção do plantel é procurar ir ao encontro das necessidades do treinador em termos táticos e, ao mesmo tempo, às necessidades do clube. Quando sai um treinador, não se tem que fazer uma revolução completa no plantel. Os ajustes que se vão fazendo nos plantéis é óbvio que têm a participação dos treinadores. Ainda bem que o Bruno reconheceu isso. Os plantéis do Benfica sempre foram e serão feitos pela estrutura do futebol, juntamente com o treinador. Mas qual é o papel que gosta de ter na decisão final da transferência de um jogador? O Benfica tem quebrado sucessivamente recordes de transferências e acredito que isso não seja uma coisa que passe ao lado do presidente. Se o Benfica tem quebrado recordes em termos de contratações é por causa da ambição do presidente e da possibilidade financeira que o Benfica tem para fazer esses mercados. Refiro-me mais à informação que gosta de receber. Gosta de ver vídeos, gosta de ver o jogador no local? Hoje, por inerência ao cargo, já não tenho a possibilidade que tinha há uns anos de poder ver um jogador de alto a baixo. Não deixo de estar, não deixo de participar, não deixo de perceber, não deixo de saber, não deixo de acompanhar, mas tenho uma estrutura para fazer a triagem toda e depois chegarmos à conclusão se podemos ou não podemos contratar determinado jogador, se é um jogador que faz falta, se é um jogador que se enquadra ou não se enquadra na estratégia financeira e desportiva do clube. Sempre teve confiança em quem faz essa triagem? Há jogadores que não têm vingado. Naturalmente. Se não tiver confiança nas pessoas que estão a liderar esses processos, não as tenho a trabalhar comigo. Quando chegou ao clube, José Mourinho começou por elogiar os jogadores do Benfica. No entanto, já apontou alguns problemas, por exemplo, "a falta de identidade" e o facto de não estarem "a um nível top". Terá o plantel do Benfica problemas mais profundos do que é possível ver a partir de fora? Lembro-me do Mourinho, quando jogou contra o Benfica [ao serviço do Fenerbahçe], ter dito que o Benfica tinha um ótimo plantel. Falou da média de idades do banco de suplentes, do que tem ou não à disposição, mas não disse que estava descontente. Cada treinador quer sempre mais para o clube. Estamos satisfeitos e acreditamos muito no plantel que temos. Ainda assim, como acontece todos os anos, se numa fase mais avançada entendermos que podemos reforçar alguma das áreas, iremos fazê-lo. Da equipa que venceu a Youth League, apenas João Neves, António Silva e Tomás Araújo se afirmaram na equipa principal do Benfica. O futuro do Benfica não passa pela formação? Fui campeão do mundo [de sub-20] em 1991. Dessa seleção, vá ver quantos jogadores é que vingaram da Europa. Bruno Lage dizia que cada jogador da formação tinha um plano. Esses planos têm estado a falhar? Fala-se de coisas com muito desconhecimento. 20% dos minutos da equipa do Benfica são feitos por jogadores da formação [nota: em 2025/26, ao fim de 16 jogos, os jogadores que representaram os escalões jovens do Benfica têm um peso de 13,8% nos minutos de jogo da equipa]. Há desinformação. O Benfica está sempre no olho do furacão. Neste mandato, tivemos 31 jogadores da formação a vestirem a camisola da equipa principal do Benfica. Desses 31, 23 foram estreias [outra nota: dados que ainda não incluem Ivan Lima, lançado por Mourinho na Taça de Portugal, em Chaves]. O Benfica não vai fazer jogadores de elite todos os anos, mas tem dado uma oportunidade muito grande aos jogadores da formação de entrarem. O papel de um clube é abrir a porta. Depois, toca aos treinadores darem-lhes mais ou menos utilização. No meu mandato, não houve um plantel com menos de oito jogadores da formação. Este ano, até estão 11. Nem todas as gerações criam demasiados talentos. Há umas melhores que outras. Estamos a fazer a aceleração de uma geração que acreditamos que tem muito talento. Há pouco tempo, Portugal foi campeão da Europa de sub-17 com nove jogadores da nossa formação. Esses jogadores fariam o primeiro ano de juniores, mas toda essa fornada já está nos sub-23 e na equipa B. Se há alguém que tem trabalhado muito bem a formação tem sido o Benfica. Pergunta-me: se o trabalho é excelente, por que é que não jogam na equipa principal? Terão o seu tempo. Que diagnóstico faz às condições que existem no Seixal? Há adversários do Rui Costa a apontar que o Campus está a rebentar pelas costuras. Esse é outro ponto que podemos analisar em termos de campanhas eleitorais e ver o que é populismo e o que não é populismo. A formação do Benfica é enaltecida em toda a parte do mundo. Somos nós que queremos dizer que ela não está bem? Neste mandato, em Iniciados, Juvenis e Juniores, o Benfica ganhou oito dos 12 campeonatos. No último ano, ganhou os três, algo inédito na história do clube. Essas vitórias vão produzir jogadores para a equipa principal. Faz-me muita confusão que, quando se fala de eleições e se quer ser populista, se fale de inverter o ciclo da formação do Benfica como se ela não estivesse a dar resultados. A minha pergunta incidia mais no sentido logístico. É necessário um alargamento? Campos de treino precisamos sempre de mais e temos planos para isso. O Benfica está sempre a crescer. Decidimos, e estou satisfeitíssimo com isso, que o futebol feminino estivesse também no Campus, porque tinha uma logística desastrosa e que não era digna de um clube como o Benfica. Colocámos a equipa feminina a treinar no Seixal com as mesmas condições que todas as outras equipas. Por essa razão e pelo crescimento da formação do Benfica, precisamos sempre de mais campos e temos planos para isso. Temos terrenos e estamos a perceber onde é que podemos construir mais campos para fazer o alargamento. O Seixal é uma estrutura de excelência e tem dado resultados de excelência em todas as áreas. Se há um departamento em relação ao qual durmo descansado, é o da formação. José Fonseca Fernandes No futebol feminino, o Benfica tentou contratar algumas jogadoras de renome. Acabou por chegar a Caroline Møller, que se juntou à Cristina Martín-Prieto. Dentro do contexto português, há espaço para o Benfica crescer ainda mais? Iremos crescer. A passagem desta equipa para o Seixal e para a SAD visa isso. Agora, tem de ser um crescimento moderado por uma razão muito simples. O Benfica tem tido o sucesso que tem tido no futebol feminino em Portugal porque fez uma aposta séria. É uma aposta séria que, para Portugal, está em patamares altos, mas, para a Europa, ainda está em patamares relativamente baixos. Há países que têm futebol feminino há muitos mais anos do que Portugal. O nosso crescimento enquanto clube tem de ser gradual, não pode ser de golpe. Para lutar por títulos europeus, estamos a falar de números completamente exagerados para a realidade portuguesa. Ainda não estamos em condições de ir buscar as tais estrelas europeias do futebol feminino, porque elas não querem jogar na Liga Portuguesa. Com a chegada de José Mourinho, falou-se na Liga dos Campeões masculina que o treinador venceu com o FC Porto numa altura em que os grandes tubarões ainda não gastavam tanto dinheiro. Nos próximos anos, imagina que, investindo um pouco mais no futebol feminino, ganhar a Liga dos Campeões feminina pode ser uma realidade? Portugal e as equipas portuguesas ainda estão longe desse patamar. Queremos começar por ser competitivos na Europa do futebol feminino, mas ainda estamos a uma distância larga das grandes potências. O futebol feminino terá um futuro importante. Em Portugal, ainda temos muitas equipas que nem profissionais são. Só podemos crescer se o futebol português crescer. Caso contrário, faço um investimento tremendo no Benfica para jogar a Liga dos Campeões e depois jogo com uma equipa D no campeonato nacional. O Arsenal, um dos adversários do Benfica na Liga dos Campeões, realiza todos os jogos em casa, no Emirates, o estádio que também abriga a equipa masculina. Pode acontecer o mesmo com o Benfica? Jogam no estádio principal porque conseguem encher o estádio ou tê-lo muito bem composto, coisa que nós em Portugal ainda não conseguimos. Recordar que a maior assistência em Portugal é de qualquer coisa como 20 mil pessoas no dérbi para decidir o campeão nacional. Esse recorde já foi batido pela seleção nacional, no Dragão. Isso são jogos de topo. Não são jogos do Benfica contra uma equipa do campeonato que seja do meio da tabela para baixo. Ainda falta alguma cultura em Portugal para se acompanhar o futebol feminino, mas já é uma realidade nacional. O futebol feminino já não vai andar para trás. Não foi uma aposta política, foi uma aposta na igualdade de género que o Benfica tem em todas as suas modalidades. Nas modalidades, o seu programa aponta para dois títulos europeus. Está a pensar em quais? São dois títulos europeus nas modalidades em que Portugal é o país mais forte do mundo: futsal e hóquei em patins. Neste mandato, também foi feita uma reestruturação daquilo que eram as modalidades do Benfica. Diz-se muito que, pelos investimentos que fizemos, devíamos ter ganhado muito mais. Diria que o Benfica tem que ganhar muito mais independentemente dos investimentos que faz ou deixa de fazer. Olhamos para as modalidades como pilares do clube e não como outsiders. As nossas modalidades estavam muito aquém dos nossos adversários diretos. Isso não é deixar que sejam os adversários a estabelecer os objetivos do Benfica? Não. Aquilo que estou a dizer é que tínhamos várias modalidades onde era praticamente impossível competir com os outros face aos orçamentos díspares. O que fizemos foi aproximar esses orçamentos. Quando se fala no maior volume de investimento das modalidades do Benfica, a razão principal é que o Benfica tem as modalidades no masculino e no feminino. Se compararmos os investimentos globais dos adversários diretos e o nosso, é evidente que o do Benfica é muito maior. Não é pelo facto do FC Porto ou do Sporting gastarem €1 milhão numa modalidade que eu só posso gastar €1 milhão. Vamos investir sempre até onde pudermos e vamos sempre ser ambiciosos. O objetivo é ganhar o máximo possível. Não ganhámos tudo aquilo que queríamos, mas demos saltos qualitativos enormes. O andebol é a modalidade que mais o preocupa? O andebol preocupa-me porque não é campeão nacional desde 2008. Não ganhamos nem estamos perto de ganhar. Curiosamente, foi a equipa que me deu um título europeu. É quase um paradoxo. O futsal e o hóquei são duas modalidades muito competitivas, somos o país mais forte do mundo em ambas. Por essa razão, o Benfica tem que estar nesse patamar e conseguir ser campeão europeu. Chegou a falar da possibilidade do regresso do ciclismo. Qual a razão para não se ter concretizado? Não está completamente posto de parte. Tive conversas sobre a possibilidade de voltarmos a ter o ciclismo no nosso clube. É uma modalidade histórica, mas que tem passado por dificuldades relacionadas com o doping. Na altura em que pensámos avançar, foi quando se passaram muitas coisas em Portugal e protegemos a marca nesse sentido. Se algum dia tiver a confiança, farei voltar o ciclismo. Em termos de infraestruturas, uma das grandes armas da sua candidatura tem sido o Benfica District, um investimento privado de €220 milhões. Não corre o risco de tornar o ambiente do estádio mais plástico, crítica que alguns adeptos já lhe fazem até pela questão do espetáculo de luzes? Gosto de ver o meu clube a crescer. Quando olho para a Europa e vejo os principais clubes a crescerem, preocupa-me que em Portugal tenhamos medo de crescer. Clubes como o Real Madrid, o Barcelona, o Manchester City, o Manchester United ou o Bayern Munique criaram um muito melhor ambiente, uma experiência completamente diferente e mais lotação no estádio. O objetivo do Benfica District é criar uma panóplia de coisas que deve orgulhar todos os benfiquistas quando olham para a sua casa. Custa-me acreditar que alguém tenha medo de crescer. Eu não tenho esse medo. Temos o maior orgulho no Estádio da Luz. Aquilo que nós queremos com este projeto é dar ainda mais orgulho aos benfiquistas na parte estética do estádio. Depois, temos de melhorar todas as condições o quanto antes e criar uma receita que para nós também é fundamental. Estamos a crescer e a elevar o Estádio da Luz aos patamares dos estádios europeus e mundiais. Se isso é uma situação assustadora ou desagradável para alguém, é sinal que essas pessoas não têm ambição para crescer. Eu terei sempre essa ambição. Ao nível das contas, já sabemos que não é "nenhum louco" que está à frente do Benfica, mas há um número que tem sido sublinhado quando se fala deste campo, que é o do passivo [€474,9 milhões]. Afinal, há ou não problemas com as finanças do clube? [Ironiza] Há problemas gravíssimos. Já tivemos não sei quantos problemas com o fair play financeiro, já tivemos que ir à banca pedir não sei quantos perdões, os funcionários, os jogadores, os atletas, os fornecedores, os outros clubes deixaram de receber ao longo destes quatro anos. O Benfica fez crescer o seu passivo não numa ordem onde esteja estabilizado em termos financeiros. Se contabilizarmos o total do clube, o passivo até baixou [na última época]. Da mesma forma que o passivo aumentou [face ao início do mandato], o ativo também subiu. Houve investimentos que tiveram de ser feitos e fizeram o passivo subir, mas sabíamos para que caminho íamos. No último exercício já começámos a inverter a situação e, ao longo dos próximos quatro anos, vamos restabelecer-nos com o maior dos confortos. O Benfica continua com capitais próprios acima dos capitais sociais e as receitas subiram 10,8% ao ano. Iremos apostar forte em chegar aos €500 milhões de receitas por ano. Se este é um clube instável financeiramente, então todos os restantes clubes portugueses estão falidos. O Benfica continua a apresentar a melhor situação financeira. À frente do clube está um benfiquista que representa este clube desde os oito anos de idade e jamais colocaria o Benfica numa situação crítica financeiramente. José Fonseca Fernandes O caso Germán Conti, que envolveu o recebimento de dinheiro russo, manchou a credibilidade que diz ter devolvido ao Benfica? Não. O vosso jornal é um bom exemplo disso. Quantas páginas foram feitas sobre os processos do Benfica, sobre as idas do Ministério Público e da PJ ao Benfica? O caso do Germán Conti tem a ver com um recebimento que o Benfica tinha por parte de uma entidade. Por motivos de guerra, o Benfica deixou de o poder receber. Germán Conti transferiu-se da Rússia para a Argentina e o Benfica ainda tinha uma percentagem do passe do jogador. Quando recebe esse valor, estamos a falar de €70 mil, é alertado de que não o pode fazer por motivos relacionados com as sanções à Rússia. Esse dinheiro foi cativado e será entregue ao Ministério Público. O Benfica tinha direito a mais dinheiro dessa transferência, mas mandou cancelar todos os recebimentos. Foi uma situação completamente normal e banal. Estarmos a comparar uma coisa com a outra, parece comparar o equipamento do Benfica com outro equipamento qualquer. André Villas-Boas abordou recentemente o tema da Supertaça Ibérica, referindo ter ouvido bons sinais em relação à possibilidade de a competição se tornar uma realidade. Os clubes podem unir-se na concretização deste projeto? Desde a época passada, os presidentes dos clubes portugueses têm falado disso. É uma competição que pode ser positiva. Resta saber se há entendimento entre o futebol português e o futebol espanhol para que seja possível. Agrada-lhe a possibilidade de jogos de campeonatos nacionais serem disputados no estrangeiro, como vai acontecer na La Liga? Discordo completamente. Se estivermos a falar de uma competição nova, nomeadamente a Supertaça Ibérica, é aceitável que se faça isso para se ganhar receita. Quanto ao campeonato nacional, sou contra que jogos do Benfica em casa não sejam feitos no Estádio da Luz e que jogos fora não sejam feitos nos estádios dos adversários. Procuramos cada vez mais a receita, mas nunca nos podemos esquecer que o futebol existe para os adeptos. Nós não queremos ver os nossos adeptos impedidos de seguir a equipa. A Supertaça Ibérica pode não ser jogada nem em Portugal, nem em Espanha, e pode ir à procura de um mercado de onde tire dividendos financeiros. Os campeonatos nacionais continuam a ser para os países onde eles são disputados. Aplica o mesmo raciocínio à Taça de Liga e à Taça de Portugal? Os mercados estão muito virados para esse aspeto [internacionalização], mas continuo a preferir que essas competições sejam jogadas em Portugal e para os nossos adeptos. O que pensa sobre a centralização dos direitos televisivos? É um tema que nos preocupa muito. O Benfica está sempre na disposição de contribuir para o bem e para o crescimento do futebol português. A ideia da centralização nasce com a promessa de que nenhum dos clubes iria perder em relação àquilo que tinha. Acontece que temos visto os direitos televisivos nos outros países a andarem todos para trás. Temos muitas dúvidas de que a promessa que nos foi feita inicialmente possa vir a ser cumprida. Não queremos perder valor. O Benfica quer chegar aos €500 milhões de receita e a receita dos direitos televisivos é muito importante para nós. O Benfica não pode perder aquilo que tem hoje. Pelo contrário. Estamos à procura de mais do que aquilo que temos. Para os dois anos antes do decreto-lei entrar em vigor, mantém a previsão dos €70 milhões que apontou em entrevista à SIC? O Benfica anda à procura de uma verba à volta dessa envergadura e considera que pode lá chegar. Na centralização, há a preocupação de que nenhum clube venha a lucrar com isto. Se nenhum clube vier a lucrar, quem é que ganha com esta situação? Se o futebol português não crescer com a centralização, apelamos a que se adie a lei. Se tivesse que identificar apenas um problema no Benfica, qual seria? Há várias áreas a melhorar. A primeira situação é ganharmos o máximo que pudermos. É disso que os adeptos vivem. Ser campeão já este ano é o objetivo principal. Nós podemos estar aqui a falar de tudo e mais alguma coisa sobre a vida do clube, mas o adepto quer saber é o que é que vamos ganhar e o que é que não vamos ganhar. Caso seja reeleito, qual será a primeira medida que vai tomar no dia 1 do segundo mandato? A primeira medida a tomar é perceber que este é um momento conturbado da vida do Benfica. Há uma eleição para presidente com seis candidatos. O dia 1 será para voltar a unir a família benfiquista. Somos o clube mais forte do país, mas só somos fortes quando temos a massa associativa junta. Compartilhar este post Link para o post
pedropb13 Publicado 22 Outubro 2025 Porque crl foram fazer uma sessão fotográfica para o estacionamento do El Corte Ingles? Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 22 Outubro 2025 Citação Às tantas, Rui Costa vai votar em Noronha Lopes No fundo, Rui Costa admite que Noronha Lopes tem um bom programa, tanto é que se desobrigou de elaborar um. Apresentou um PowerPoint de apenas 15 slides, o que faz sentido - na sua presidência, não tem sido frequente o Benfica ter um dia positivo Restam apenas dois dias para o fim da campanha para as eleições do Benfica e o candidato que tem falado menos de propostas para o clube é o atual presidente. A principal mensagem eleitoral de Rui Costa assenta na antiguidade: "os benfiquistas conhecem-me desde que tenhooito anos.” É um facto. Contudo, será que Rui Costa conhece o Benfica desde que tem oito anos? Se retém na memória o Benfica dos anos oitenta, lembrar-se-á de um treinador sueco que afirmava que "o segundo lugar não existe. Se não vencermos com o Benfica, é um fracasso". É precisamente por se recordarem desse Benfica, que não banalizava a derrota, que os sócios não vão querer Rui Costa a presidente durante oito anos. As tentativas de se diferenciar da concorrência têm sido, todavia, mais audazes. A principal arma de arremesso contra João Noronha Lopes foi o facto de o gestor ter investido numa cadeia de frango desossado. Rui Costa aqui superiorizou-se, posicionando-se como homem que prefere quando o frango vem inteiro: no passado, até disse aos benfiquistas que não lhe podiam cortar as pernas. Durante esta campanha, Rui Costa e Luís Filipe Vieira estiveram juntos na desinformação. Querem gerir o Sport Lisboa e Benfica, mas firmaram uma União de Lamas. Foi um esforço colaborativo para se chegar à mistura que origina o lodaçal: Vieira desenterra a sujeira; Rui Costa, como de hábito, mete água. Luís Filipe Vieira também insulta Rui Costa. No entanto, não tem direito a comunicados-relâmpago de retaliação. Rui Costa não só reage com pusilanimidade às acusações que Vieira lhe dirige, como ainda o protege. O aprendiz parece guardar tanto carinho pelo mestre que, no debate na BTV, é possível que Rui Costa abrace Vieira, entre lágrimas de saudade. Será uma boa estratégia: Rui Costa costuma marcar pontos quando se emociona em encontros amigáveis. Quanto a Vieira, acredito que possa alcançar um resultado insatisfatório. Os apoiantes que o acompanharam nas últimas Assembleias Gerais não devem ter disponibilidade de agenda para ir votar, uma vez que a 25 de outubro se celebra o Dia Mundial do Karaté. É possível que Rui Costa sinta falta de Vieira, porque tem estado muito sozinho. Os benfiquistas que têm vindo defender publicamente o legado do atual presidente são o Rui, o Manuel, o César e o Costa. Como jogador, isolava avançados. Como dirigente, está isolado com os seus avençados. A exceção foi Fernando Tavares, vice-presidente cessante, que quis auxiliar a candidatura de Rui Costa, o candidato que tem criticado a “campanha suja”. De que forma? Chamando burro a outro candidato. Falamos de um dirigente que esteve menos preocupado em defender as modalidades do clube e mais preocupado em defender as modalidades de pagamentodo clube. É estranho que Tavares esteja tão alarmado com a possibilidade de derrota do projecto que integrou - o homem já admitiu numa Assembleia Geral que está confortável com o segundo lugar. Voltando às propostas. Depois de ter acusado Noronha Lopes de plágio, Rui Costa admitiu não ter lido o seu programa. Estamos perante uma novidade refrescante. Pela primeira vez, Rui Costa admite ter responsabilidades num documento que não leu. No fundo, Rui Costa assume que Noronha Lopes tem um bom programa, tanto é que se desobrigou de elaborar um. Apresentou um PowerPoint de apenas 15 slides, o que faz sentido - na sua presidência, não tem sido frequente o Benfica ter um dia positivo. De resto, aposta na continuidade do trabalho desenvolvido no mandato - mandato esse em que conquistou um único campeonato, com um treinadorsugerido por um candidato a vice-presidente da lista concorrente. Às tantas, Rui Costa vai votar em Noronha Lopes. Afinal de contas, Costa é benfiquista e está farto de sofrer. Arrisco supor que partilha com muitos de nós a urgência de resolver isto na primeira volta. É como me diz, com incontida frustração, a minha nutricionista: quanto mais cedo se mudar de regime, melhor - para quê esperar duas semanas? Se ainda sentir o Benfica como nós, Rui Costa, no sábado, dirigir-se-á para os pavilhões da Luz assim que acordar. Um banho rápido, Ventil e às 14h30 em ponto estará na fila para votar na mudança. De 25 para 26 de outubro, o relógio atrasa, mas o Benfica progride. É a mudança da hora e a hora da mudança. Ocorrerá outra importante alteração no calendário: a data de fundação do Benfica volta a ser o ano de 1904. Será o fim da ideia de que o clube foi inventado por Luís Filipe Vieira. Os sócios vão provar que o Benfica não tem de ser uma mera plataforma de contactos profissionais, plena de gente duvidosa, que foi fundada em 2003 - isso é o LinkedIN. Um site que se revelará muitíssimo útil àqueles que tentaram tornar o Benfica numa monarquia: vão ter mesmo de começar a enviar CVs 1 Compartilhar este post Link para o post
Chazzy Chazz Publicado 22 Outubro 2025 "Apresentou um PowerPoint de apenas 15 slides, o que faz sentido - na sua presidência, não tem sido frequente o Benfica ter um dia positivo". Manuel Cardoso e os seus trocadilhos manhosos. 😂 2 3 Compartilhar este post Link para o post